sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Contas públicas têm rombo recorde e dívida bate em 70% do PIB em agosto

30/09/2016 10h31 - Atualizado em 30/09/2016 11h29

Resultado negativo somou R$ 22,67 bilhões no mês passado, sem contar juros.
Na parcial de 2016, foi registrado rombo fiscal inédito de R$ 58,85 bilhões.

Alexandro MartelloDo G1, em Brasília
As contas do setor público consolidado, que incluem o governo federal, os estados, os municípios e as empresas estatais, tiveram um rombo recorde para meses de agosto e para o acumulado dos oito primeiros meses deste ano, informou nesta sexta-feira (30) o Banco Central.
Só no mês passado foi registrado um déficit primário (despesas maiores do que receitas, sem contar os gastos com pagamento de juros da dívida pública) de R$ 22,26 bilhões. Até então, o pior resultado para agosto havia ocorrido em 2014, com um rombo fiscal de R$ 14,46 bilhões.
Setor Público Consolidado
Em R$ bilhões
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Fonte: Banco Central
Já no acumulado dos oito primeiros meses, o déficit fiscal das contas públicas, ainda no conceito que não contabiliza os juros da dívida pública, atingiu expressivos R$ 58,85 bilhões. No ano passado, o pior resultado até então, houve um déficit primário de R$ 1,1 bilhão.
Os resultados são os piores da série histórica do Banco Central, que tem início em dezembro de 2001.
Recessão
O fraco desempenho das contas públicas acontece em meio à forte recessão da economia brasileira, que tem reduzido as receitas da União com impostos. Entretanto, apesar da menor arrecadação, os números doTesouro Nacional mostram que as despesas públicas, impulsionadas pelos gastos obrigatórios, continuam crescendo em 2016.
Com a piora das contas públicas, o Brasil não conseguiu economizar recursos para as despesas com juros e para contribuir para uma alta menor da dívida. Com isso, em agosto, a dívida bruta do setor público atingiu o patamar inédito de 70% do PIB (veja mais abaixo nessa reportagem)
A expectativa dos economistas é de que a dívida bruta continue subindo nos próximos meses e anos e se distanciando da média dos países emergentes, que, segundo o Ministério da Fazenda, está ao redor de 45% do PIB. Esse movimento contribui para piorar a percepção de investidores sobre a economia brasileira.
A situação das contas públicas seria pior ainda se não fossem os estados que, de janeiro a agosto, arrecadaram mais do que gastaram. De acordo com o Banco Central, o superávit dos estados, somado, foi de R$ 10,31 bilhões no período. O governo federal e as estatais, entretanto, registraram déficit de R$ 67,97 bilhões e R$ 1,19 bilhão, respectivamente.
Em doze meses até agosto deste ano, informou o Banco Central, as contas do setor público consolidado apresentaram um déficit primário de R$ 169 bilhões - o equivalente a 2,77% do Produto Interno Bruto (PIB). Em doze meses até julho, o rombo havia somado R$ 154 bilhões – o equivalente a 2,54% do Produto Interno Bruto (PIB).
Juros e déficit nominal
Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta, no conceito conhecido no mercado como resultado "nominal", que é utilizado para comparação internacional, houve déficit nas contas do setor público consolidado, de R$ 62,94 bilhões no mês passado e de R$ 313 bilhões nos sete primeiros meses do ano, o equivalente a 7,69% do PIB.
Em doze meses até agosto deste ano, o resultado negativo somou R$ 587 bilhões, o equivalente 9,64% do PIB. Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco e é levada em consideração para a definição da nota dos países. Nesta comparação, o patamar do déficit brasileiro é bem mais alto do que outros países emergentes.
O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do processo de aumento dos juros (taxa Selic) pelo Banco Central, para conter a inflação. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano, o maior patamar em 10 anos.
Por outro lado, o BC tem registrado lucro com os contratos de swaps cambiais – cujos ganhos, que são abatidos dos juros da dívida pública, somaram R$ 72 bilhões nos oito primeiros meses deste ano. O BC ganha com as intervenções no câmbio quando o dólar cai, e vice versa.
O pagamento de juros nominais somou R$ 254 bilhões de janeiro a agosto deste ano e R$ 418 bilhões em doze meses até agosto (6,86% do PIB).
Meta fiscal
Por conta do fraco resultado das contas públicas neste ano, a equipe econômica enviou aoCongresso e conseguiu aprovar a alteração da meta fiscal para um rombo de até R$ 170,5 bilhões em 2016 - o pior resultado da história, se confirmado.
Para todo o setor público, a meta foi fixada em um déficit de até R$ 163,94 bilhões. Esse número considera um superávit, ou seja, resultado positivo, de R$ 6,55 bilhões dos estados e municípios. Se confirmado este valor, também será o pior resultado da série histórica, que começa em dezembro de 2001.
Em 2016, o Brasil registrará o terceiro ano seguido com as contas no vermelho. Em 2014, houve um déficit de R$ 32,5 bilhões e, em 2015, um rombo recorde de R$ 111 bilhões.
A consequência de as contas públicas registrarem déficits fiscais seguidos é a piora da dívida pública e aumento das pressões inflacionárias.
Por conta do fraco desempenho da economia e da piora do endividamento, o Brasil já perdeu o chamado "grau de investimento" - uma recomendação para investir no país -, retirado pelas três maiores agências de classificação de risco (Standard & Poors, Fitch e Moody´s).
Para tentar reequilibrar as contas públicas, o governo enviou ao Congresso Nacional uma proposta de emenda constitucional instituindo um teto para os gastos públicos, que, se aprovada, só poderão ser corrigidos pela inflação do ano anterior - com vigência pelos próximos 20 anos.
Além disso, também informou que vai encaminhar ao Legislativo uma proposta de reforma da Previdência Social - cujo rombo vem aumentando sistematicamente nos últimos anos, pressionando as despesas obrigatórias. A ideia é instituir uma idade mínima de aposentadoria.
Dívidas líquida e bruta
Segundo números do Banco Central, a dívida líquida do setor público (governo, estados, municípios e empresas estatais) subiu de R$ 2,57 trilhões em julho, ou 42,5% do PIB, para R$ 2,63 trilhões em agosto deste ano – o equivalente a 43,3% do PIB.
A dívida líquida considera os ativos do país como, por exemplo, as reservas internacionais – atualmente ao redor de US$ 370 bilhões.
No caso da dívida bruta do setor público, uma das principais formas de comparação internacional (que não considera os ativos dos países, como as reservas cambiais), o endividamento brasileiro também cresceu. Esse conceito também é acompanhado mais atentamente pelas agências de classificação de risco.
Em dezembro de 2015, a dívida estava em 66,5% do PIB (R$ 3,92 trilhões). Em julho, já havia avançado para R$ 4,21 trilhões, ou 69,6% do PIB e, em agosto, avançou para o patamar inédito de R$ 4,27 trilhões - ou 70,1% do Produto Interno Bruto.
Se for considerado o conceito usado pelo Fundo Monetário Interancional (FMI) - que leva em conta os títulos livres na carteira do BC – a dívida bruta estaria em 73,1% do PIB em agosto deste ano.

COM A PF NA PORTA, PALOCCI AGIU COMO SE AGUARDASSE OS POLICIAIS

DESCONFIANÇA É QUE PALOCCI SOUBE DE ANTEMÃO QUE SERIA PRESO
Publicado: 30 de setembro de 2016 às 00:01 - Atualizado às 23:25

PALOCCI ESTAVA SOZINHO NO SEU APARTAMENTAÇO DE R$6,5 MILHÕES, SEM FAMILIARES E EMPREGADOS.

Experientes policiais recomendam que a Lava Jato, se já não faz isso, investigue o possível vazamento da prisão de Antônio Palocci. É que o ex-ministro de Lula e Dilma parecia preparado, quando na segunda (26) a Polícia Federal bateu à porta do seu luxuoso apartamento, em São Paulo, ao amanhecer. Ele estava sozinho. Não havia familiares, como se eles tivessem sido poupados do constrangimento, tampouco empregados – à exceção da visita imprevista do tratador da piscina. A informação é colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Guido Mantega também parecia avisado da prisão: deu um jeito de sair de casa às 4h da madrugada para “acompanhar a mulher ao hospital”.
Estranho, no caso Mantega, é que não era um hospital público e sim o “vip” Albert Einstein, onde não há filas de espera às 4h da madrugada.
Logo após a prisão de Mantega, petistas espalharam que sua mulher faria “procedimento cirúrgico”, aliás, jamais confirmado pelo hospital.
Assim como Mantega, que parecia preparado para viajar a Curitiba, Palocci tinha mala pronta e já estava vestido quando a polícia chegou.

Taxa de desemprego sobe a 11,8% no trimestre até agosto, mostra IBGE

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.011 no trimestre até agosto de 2016. O resultado representa queda de 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior


 postado em 30/09/2016 09:30 / atualizado em 30/09/2016 09:41
A taxa de desocupação no Brasil ficou em 11,8% no trimestre encerrado em agosto de 2016 e atinge 12 de milhões de pessoas, o maior resultado já registrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). A série histórica da pesquisa foi iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em igual período do ano passado, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 8,7%. No trimestre encerrado em julho deste ano, o resultado ficou em 11,6%.

O resultado divulgado nesta sexta-feira, 30, ficou dentro das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que estimavam uma taxa de desemprego entre 11,40% e 11,90%, com mediana de 11,70%.


A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.011 no trimestre até agosto de 2016. O resultado representa queda de 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 177 bilhões no trimestre até agosto, queda de 3% ante igual período do ano anterior.

Desde janeiro de 2014, o IBGE passou a divulgar a taxa de desocupação em bases trimestrais para todo o território nacional A nova pesquisa substitui a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrangia apenas as seis principais regiões metropolitanas, e também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) anual, que produz informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano.







Entidade aprovada para gerenciar saúde no DF foi interditada na Bahia


Reprodução/Internet


Responsável pela gestão de um hospital municipal (foto) em Jacobina (BA), o Instituto Saúde e Cidadania (Isac) deixou rombo de R$ 3 milhões no município. Ministério Público pede ao Tribunal de Contas investigação sobre como foi o processo de qualificação da entidade no Distrito Federal



Enquanto o GDF tenta aprovar na Câmara Legislativa uma lei que flexibiliza a contratação de organizações sociais (OSs), as entidades já credenciadas e as que ainda aguardam autorização para poder atuar na saúde pública local têm sido alvo de sucessivas denúncias. A mais recente joga suspeitas sobre o Instituto Saúde e Cidadania (Isac), uma das cinco OSs qualificadas no Distrito Federal.



O Ministério Público de Contas do DF (MPC-DF) apresentou duas representações pedindo que o Tribunal de Contas do DF (TCDF) fiscalize o processo que qualificou o Isac. O MPC-DF suspeita que houve “irregularidades graves” em relação ao ato.
No TCDF, as representações estão sob os cuidados do conselheiro Márcio Michel. De acordo com a assessoria do gabinete dele, os representantes da OS deverão ser convocados para depor durante o trâmite do processo.
Reprodução/MPCREPRODUÇÃO/MPC

A entidade, com sede em Brasília, hoje tem dois contratos vigentes e administra unidades de pronto atendimento (UPAs) em Maceió. Recentemente, porém, deixou um rastro de problemas em outra localidade: Jacobina (BA), onde tinha firmado contrato de gestão com a prefeitura no valor de R$ 15,6 milhões.
A crise foi tão grande na saúde pública local que o contrato de gestão firmado com o Instituto Saúde e Cidadania sofreu intervenção do município. A entidade foi acusada de deixar de abastecer o hospital e a clínica que administrava. O Isac ainda teria deixado dívidas com fornecedores, num total de R$ 3 milhões.
intervenção da OS foi decretada em um ato da prefeitura de Jacobina em 11 de setembro de 2015. No ano anterior, o Isac havia sido escolhido pelo município para administrar o Hospital Antônio Teixeira Sobrinho e a Clínica de Hemodiálise Heitor Lima pelo prazo de 12 meses, sendo possível a prorrogação do contrato de gestão.
Diário Oficial/ReproduçãoDIÁRIO OFICIAL/REPRODUÇÃO

A Controladoria-Geral do município identificou, no entanto, que a empresa era responsável pelo desabastecimento de medicamentos e insumos hospitalares de uso diário, incluindo aqueles utilizados nas “sala vermelhas”, de urgências.
Os analistas também descobriram que a OS deixou de fazer a manutenção de equipamentos importantes utilizados em cirurgias, comprometendo a segurança das atividades e dos pacientes.
A prefeitura de Jacobina ainda revelou, no decreto de intervenção, que o Isac tinha deixado um passivo junto a credores superior a R$ 3 milhões. Segundo o Executivo municipal, a dívida inviabilizava novos fornecimentos e comprometia o crédito da cidade.
Alvo de CPIA quantidade de problemas levou a Câmara Municipal a instaurar uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar o contrato do Isac com a prefeitura.
Agora, essa organização social que deixou um rombo financeiro e um histórico de prestação de serviço ineficiente no interior da Bahia quer gerenciar a saúde pública de Brasília. O Isac foi habilitado pelo GDF por meio de um decreto do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) publicado no Diário Oficial local em 27 de abril deste ano.
ReproduçãoREPRODUÇÃO

GDF desconhecia problemasAo ser questionado sobre o controverso histórico do instituto recém-habilitado em Brasília, o GDF afirmou que, “à época da análise documental e técnica, o governo de Brasília não teve conhecimento do fato apontado, dado que as certidões apresentadas estavam regulares”.
Por meio de nota, o GDF ressaltou ainda que “a qualificação da entidade não gera vínculo com a administração, no caso, contrato de gestão. Trata-se tão somente de uma certificação inicial dada a instituições que comprovarem, formalmente, estarem aptas a atuar como organização social na área de saúde”.
Metrópoles não conseguiu contato com representantes do Isac para comentar o assunto. Ninguém atendeu o número de telefone informado tanto no site do instituto quanto na página virtual da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag).
OSs na mira
Desde que o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) anunciou a intenção de ampliar a participação das OSs na saúde pública do DF, terceirizando a gestão de uma série de instituições, multiplicaram-se as denúncias contra as entidades que querem atuar na capital federal.
Na noite de quinta-feira (29), por exemplo, o TCDF determinou o afastamento cautelar do médico Renilson Rehem do Conselho de Saúde do DF até serem apuradas irregularidades nos contratos entre a Secretaria de Saúde e o Hospital da Criança. A unidade de saúde é dirigida por uma organização social comandada por Renilson — o Instituto do Câncer Infantil e Pediatria Especializada (Icipe) —, que é alvo de suspeita de irregularidades no processo de contratação.
Doações a RollembergNo último dia 24, o Metrópoles revelou que o principal alvo da Operação Maus Caminhos, desencadeada pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), era o dono de duas OSs que tentam se credenciar no Distrito Federal. O médico Mouhamad Moustafa, preso em Manaus, é o proprietário da Sociedade Integrada Médica do Amazonas (Simea) e da Salvare Serviços Médicos.
Ao lado de outra entidade de Moustafa, essas OSs doaram R$ 600 mil à campanha de Rollemberg em 2014.


Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

O homem é corrupto por natureza: Pensa primeiro no bem próprio e depois considera regras morais e sociais; suas punições e suas percepções!



Prova de Química

Na prova de química, foi perguntado:

"Qual a diferença entre DISSOLUÇÃO e SOLUÇÃO?"

Resposta de um aluno:

- Se colocarmos um político brasileiro num tanque de ácido para que se dissolva, será uma DISSOLUÇÃO. Agora se colocarmos todos, será uma SOLUÇÃO.

GAME OVER!



Haddad dribla 'parceria' de João Doria, Marta e Russomanno no último debate





Diante de provocações de adversários, prefeito de São Paulo e candidato a reeleição fez adversários ouvirem várias vezes que estavam "mal informados"


por Redação RBA publicado 30/09/2016 08:18, última modificação 30/09/2016

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Doria, Russomanno, Haddad, Erundina, Marta e Major Olímpio: último confronto antes da votação
São Paulo – O último debate antes do primeiro turno da eleição municipal em São Paulo reuniu os candidatos Fernando Haddad (PT), Luiza Erundina (Psol), Celso Russomanno (PRB), Marta Suplicy (PMDB), João Doria (PSDB) e Major Olímpio (SD). O atual chefe do Executivo paulistano demonstrou segurança e didatismo diante das alfinetadas. Os adversários do prefeito ouviram o eficiente "você está mal informado", seguido da devida explicação, como resposta a provocações dirigidas ao candidato à reeleição em várias oportunidades.
Russomanno, por exemplo, afirmou defender polos de emprego com impostos "mais baratos" e quis saber por que Haddad não baixou tributos para incentivar a economia do município.
"Você está mal informado", rebateu o prefeito. Ele lembrou a Russomanno o Programa de Incentivos Fiscais para a Zona Leste. Citou o Passe livre do Estudante, que beneficia 700 mil jovens e tem uma função de subsídio, ajudando no orçamento doméstico na medida em que o aluno economiza nas passagens. Sancionada em dezembro de 2013, a Lei 15.931 estabelece incentivos fiscais para instalação de empresas na zona leste de São Paulo.
Mais adiante, Russomanno falou em saúde e prometeu que tudo o que Haddad não terminou "eu vou terminar". Repetiu, como vem afirmando na campanha, que a solução para a saúde é a informatização e falou em colocar prontuários em chips. Haddad respondeu: "temos (atualmente) 550 mil paulistanos com prontuário eletrônico. Hoje tem a tecnologia de nuvem, que talvez você não conheça. Chip está ultrapassado, a pessoa pode inclusive perder". Russomanno, na tréplica, aparentemente desconcertado, garantiu: "Vou ter o prontuário no chip e vou ter na nuvem".
Major Olímpio repetiu a vinculação entre PT e corrupção e perguntou o que o prefeito vai fazer contra a corrupção. Também ouviu que está mal informado. Haddad citou a Controladoria Geral do Município e afirmou: "Nós desbaratamos a máfia do ISS", disse, lembrando que existem nomes ligados às gestões dos ex-prefeitos José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (PSD) acusados de participar do esquema.
Erundina foi a candidata que se lembrou de vincular Marta ao presidente Michel Temer e sua pauta de retrocessos em direitos trabalhistas, civis e humanos. Ela quis saber da peemedebista o que tinha a dizer sobre a medida provisória com que "o presidente ilegítimo, seu presidente", pretende mudar o ensino médio no país.
Após Marta dizer que as iniciativas da MP da educação foram bem recebidas por especialistas, Erundina atacou: "Não sei de que especialistas você está falado. Tirar filosofia, sociologia, artes e educação física (do currículo) vai empobrecer a educação. O debate não chegou na Câmara, onde eu milito, nem na sociedade".
Haddad parece ter percebido a "parceria" entre os três principais adversários e os acusou de demagogos por combater a redução da velocidade em São Paulo. "Doria, Marta e Russomanno fazem demagogia pela caça ao voto, o que coloca em risco a vida das pessoas. É covardia subir a velocidade e matar pessoas para ganhar votos. Temos que impedir que as pessoas usem a velocidade como arma. São Paulo é mais do que a demagogia barata", disse o prefeito.
Segundo o cientista político Vitor Marchetti, da Universidade Federal do ABC, os adversários do atual prefeito não atuaram contra Haddad por acaso. "Doria, Russomanno e Marta estabelecendo parcerias contínuas no debate para criticar Haddad, firmaram um pacto entre eles e não se criticam, centraram fogo na atual gestão. Se alguém tinha dúvida sobre o crescimento das intenções de voto em Haddad, está aí a prova", comentou Marchetti, em sua página no Facebook.
Além de reforçar inúmeras vezes o bordão "não sou político, sou gestor", que tem dado certo em sua campanha, o tucano João Dória destacou em vários momentos no debate o caráter repressivo e policialesco que pretende dar ao seu governo, se eleito. "Não vamos mais permitir invasões de propriedades públicas ou privadas. Vamos agir junto com o governo do estado", afirmou, citando a Polícia Militar. Depois, voltou a falar na polícia como necessária para combater pichações, por exemplo.
Em tabela com Russomanno, o candidato do PSDB foi convidado a falar sobre drogas. "O primeiro que vamos fazer é acabar com o programa De Braços Abertos", enfatizou Doria. Ele prometeu que o problema das drogas vai ser enfrentado com internação clínica e parcerias entre as polícias estadual, Federal e Guarda Civil Metropolitana.
Erundina chamou a atenção para outra faceta do candidato de Geraldo Alckmin. "É incrível como sua preferência é pela privatização das ações públicas", disse, dirigindo-se a Doria. "Isso se tornou um mantra", emendou a ex-prefeita. Ela ainda afirmou ao tucano que ele desenvolve "ação lobista" e usa "recursos públicos para produzir fóruns (privados)". "O senhor está praticando ação política como lobista."

Encerramentos

Em suas considerações finais, cada um dos candidatos despediu-se da campanha do primeiro turno reafirmando otimismo em relação às votações de domingo e tentando imprimir uma marca à sua candidatura.
Erundina lembrou que já foi prefeita e saiu bem avaliada e prometeu "inversão de prioridades", garantindo a participação popular nas questões mais importantes. Também prometeu combater as desigualdades. "No primeiro turno, escolham a melhor proposta, em relação à qual tenham maior confiança. E essa proposta é a do Psol."
Marta classificou suas propostas como "realistas e transparentes" e ressaltou a disputa entre ela, Russomanno e Haddad pela vaga no segundo turno contra Doria, que lidera as pesquisas. "Haddad é o prefeito que você conhece. Está de costas para a periferia, promete e não entrega. Russomanno tem vários escândalos com trabalhadores", e citou o caso dos garçons demitidos de um restaurante de Russomanno que brigam por direitos na Justiça.
"Ao longo de toda a minha vida, sempre dei a cara a tapa para defender as pessoas", afirmou Russomanno, alegando que Marta se esconde em comerciais de televisão com ataques contra ele. Prometeu fazer gestão "olhando nos olhos", defendendo e cuidando do cidadão/eleitor.
"Sou um gestor, um administrador, um empresário que vai atuar na política para resolver os problemas da cidade de São Paulo", afirmou Doria, que prometeu "um olhar de eficiência e realização", principalmente para a população mais humilde que precisa de ajuda na educação, saúde, mobilidade urbana e geração de empregos.
Major Olímpio disse que a decisão do futuro da cidade está na ponta dos dedos do cidadão e ressaltou que as propostas dos demais candidatos são, em sua maioria, "inexequíveis" diante do orçamento. Ele ressaltou ter "currículo, e não ficha corrida" e pediu oportunidade para recuperar a cidade. "Tolerância zero em relação ao ilegais."
Último a falar, Fernando Haddad afirmou que há dois projetos em disputa "um projeto privatista que quer vender a cidade, dos cemitérios aos corredores de ônibus, das ciclovias ao futuro parque de Interlagos. E outro projeto, que vê a cidade como um bem público", e ressaltou a necessidade de encurtar as distâncias entre o centro e as periferias, levando equipamentos públicos, como hospitais e escolas, para as áreas mais afastadas. "Você sabe o número que leva os benefícios para a periferia. Esse número é 13."

GRUPO ODEBRECHT ODEBRECHT LAVA JATO INVESTIGA PAGAMENTO DE PROPINA DA BRASKEM PARA PALOCCI

PF RECUPEROU REGISTROS DELATADOS DE PAGAMENTOS DE SUBORNO
Publicado: 30 de setembro de 2016 às 08:01 - Atualizado às 08:16


OS INVESTIGADORES APONTAM QUE PALOCCI TERIA AGIDO EM FAVOR DA BRASKEM PARA APROVAR LEIS QUE BENEFICIARIAM A EMPRESA (FOTO: MONTAGEM)


Os investigadores da Operação Lava Jato apuram suspeita de que a Braskem – petroquímica da Odebrecht, em sociedade com a Petrobrás – pagou parte das propinas destinadas ao ex-ministro Antonio Palocci, via Setor de Operações Estrutura, o “departamento da propina da empreiteira”. As suspeitas têm como base registros de pagamentos deletados dos arquivos da empreiteira, mas recuperados pela Polícia Federal.
Há indícios, segundo investigadores, de que um dos destinatários finais do dinheiro seria o ex-marqueteiro do PT João Santana, responsável pelas campanhas eleitorais de Dilma Rousseff (2014 e 2010) e Luiz Inácio Lula da Silva (2006).
Os investigadores apontam que Palocci teria agido em favor da Braskem para aprovar leis que beneficiariam a empresa em pelo menos dois momentos: em 2009, quando era deputado federal pelo PT, e em 2013, quando atuava como consultor.
O petista foi detido temporariamente na segunda-feira, alvo da Omertà, 35.ª fase da Lava Jato, sob suspeita de ter arrecadado R$ 128 milhões da Odebrecht em propinas ao PT, entre 2008 e 2013. Ele foi ouvido na quinta-feira, 29, por cerca de 4 horas pelo delegado Filipe Hille Pace e pela procuradora Laura Tessler. O ex-ministro negou irregularidades.
Os registros identificados pela perícia da PF são de entregas de dinheiro em espécie em endereços de duas empresas de publicidade e comunicação, em São Paulo, com a Braskem como uma das fontes de recursos. Os dados deletados estavam no mesmo arquivo de pagamentos da conta “Italiano”, codinome atribuído a Palocci nas planilhas da Odebrecht. Nesses mesmos locais, estão os registros de pagamentos ordenados “por Marcelo Odebrecht” efetuados a “João Santana/Mônica Moura (Feira) e outros beneficiários ainda não identificados”.
O material foi cruzado com planilha obtida em março, quando duas secretárias do “departamento de propinas” foram presas.
Nessa contabilidade de valores devidos e pagos para “Italiano”, em outubro de 2013 estava registrado que do montante que ele tinha a receber havia um saldo de R$ 70 milhões. Até aquele ano, o uso dos recursos foi prioritariamente destinado a pagamentos à “Feira”, referentes ao tema “Evento”. No dicionário de códigos usado no Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, Feira era João Santana (referência a Feira de Santana, na Bahia, terra do marqueteiro), e Evento, campanha eleitoral.
Mônica e Santana são réus de processo da Lava Jato, em Curitiba, e admitiram ao juiz Sérgio Moro terem recebido US$ 3 milhões da Odebrecht em conta secreta na Suíça, como pagamento de dívida da campanha presidencial do PT de 2010 – quando Dilma foi eleita pela primeira vez.
Defesa. Por meio de nota, a Braskem informou que desde 2015 contratou uma “investigação independente” e que “segue empenhada em elucidar eventuais fatos ilícitos e continuará cooperando com as autoridades competentes”.
Palocci contesta ser o “Italiano” nas planilhas da Odebrecht. “A PF já atribuiu tal apelido a outros três indivíduos”, afirmou por meio de nota. O ex-ministro informou ainda que a “ilação” de que ele “teria trabalhado para favorecer a conversão da MP 460 está em contradição com o fato de que o ex-ministro, quando deputado, votou contra a medida provisória”. “Palocci não recebeu qualquer vantagem indevida ou ilícita.” (AE)




Duterte se compara a Hitler e fala que vai matar milhões de drogados


Reprodução

Presidente das Filipinas afirmou, porém, que as vítimas do ditador alemão eram inocentes enquanto seus alvos são “todos criminosos”




O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, elevou o tom retórico Nessa sexta-feira em relação à sua própria política anticrime, comparando a si mesmo com Hitler e afirmando querer matar 3 milhões de usuários de drogas.
Duterte emitiu seu novo alerta aos traficantes e usuários de drogas ao retornar à sua cidade natal de Davao, após uma visita ao Vietnã, onde discutiu uma campanha antidrogas com líderes locais.


Ele afirmou que suas ameaças públicas de mortes contra suspeitos são feitas para intimidá-los e desencorajar a atividade. Desta vez, no entanto, ele mencionou ter sido “comparado a um primo de Hitler”, para depois dizer. “Hitler massacrou 3 milhões de judeus… Existem 3 milhões de viciados (nas Filipinas). Eles existem. Eu teria prazer em matá-los.”
Ao passo que as vítimas de Hitler eram inocentes, Duterte afirmou que seus alvos eram “todos criminosos”, e que se livrar deles era “acabar com o problema das drogas em meu país e salvar a próxima geração da perdição”.
Para o governo alemão, os comentários do dirigente filipino são inaceitáveis. “É impossível fazer qualquer comparação com as atrocidades únicas do Holocausto”, afirmou o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Martin Schaefer.