quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Vice-governador é baleado e candidato a prefeito morre em Goiás

Outras duas pessoas também foram atingidos pelo atirador, que foi morto pela polícia

Vice-governador de Goiás é baleado e candidato a prefeito morre em carreata

O vice-governador de Goiás José Eliton (PSDB) e o candidato a prefeito José Gomes (PTB) foram baleados em um tiroteio durante uma carreata de campanha eleitoral, nesta quarta-feira (28), na cidade de Itumbiara (GO). De acordo com a polícia, Jose Gomes não resistiu os ferimentos e morreu no local.


Segundo informações do UOL, José Eliton, que também é secretário de Segurança Pública do Estado, foi baleado no abdômem e levado de helicóptero para o Hospital de Urgências Governador Otávio Lage Siqueira (Hugol), em Goiânia.
Testemunhas disseram que um homem teria chegado em um Siena preto e começado a atirar. O crime aconteceu na Avenida Modesto de Carvalho, em Itumbiara.
De acordo com a publicação, outras três pessoas também foram atingidos pelo atirador, que foi morto por seguranças. Um policial militar, o cabelo Vanilson, também foi ferido na ação e veio a óbito.
Até o momento, não há informações sobre estado de saúde das vítimas.
José Gomes da Rocha foi prefeito de Itumbiara entre os anos de 2005 e 2012. Pesquisas eleitorais indicavam que eram grandes as chances dele retornar à Prefeitura de Itumbiara.


INCRÍVEL: ÓLEO DE RÍCINO E BICARBONATO DE SÓDIO JUNTOS ELIMINAM MANCHAS DA PELE!




O poder dos remédios caseiros e naturais foi sendo substituído com o passar do tempo por drogas farmacêuticas.
Essa mudança fez com que receitas usadas há centenas de anos fossem desprezadas e esquecidas.
O resultado disso foi uma série de novos problemas se desenvolvendo no corpo, graças aos efeitos colaterais, alem da terrível dependência que o organismo adquire.
Essa situação tem levado as pessoas a retornarem à cura pela natureza.
Neste post, falaremos justamente de uma extraordinária combinação que pode tratar 24 problemas de saúde.
Trata-se de bicarbonato de sódio com óleo de rícino.
Ainda não sente segurança?
Entenda: o óleo de rícino trata várias doenças, pois age diretamente sobre a circulação.
Um remédio caseiro muito eficaz para manchas é uma mistura de óleo de rícino e bicarbonato de sódio.
Tudo o que você vai precisar é de:
- Óleo de rícino
- Filme plástico
- Uma flanela limpa
 Gaze
- Garrafa de água quente
- Bicarbonato de sódio
Agora você  terá que seguir as instruções:
Limpe a pele com bicarbonato de sódio antes de fazer qualquer outra coisa.
Feito isso, molhe a gaze no óleo e aplique na área afetada.
Em seguida, cubra com o filme plástico e coloque a garrafa de água quente por cima do filme.
Agora cubra o filme com a flanela limpa e deixe o produto agir por pelo menos 1h.
Repita este procedimento por 40 dias e você terá os resultados que espera.
O óleo de rícino sozinho é ainda capaz de:
1. Tratar  queimaduras, cortes e contusões de forma eficaz.
2. Curar uma lesão no tornozelo rapidamente, basta uma camada de óleo de rícino.
3. Facilitar a massagem com o objetivo de reduzir e prevenir as estrias.
4. Eliminar manchas escuras no rosto, basta misturar o óleo com bicarbonato de sódio.
5. Previne a catarata, basta colocar uma gota do óleo nos olhos antes de dormir.
6. Combate cisto pilonidal de forma eficaz.
7. Estimula o crescimento dos fios, basta massagear o couro cabeludo com óleo de rícino todos os dias.
8. Alivia dores nas costas.
9. Alivia diarreia: plique uma camada de óleo de rícino em seu estômago.
10. Elimina verrugas, passe diariamente, durante um mês.
11. Cura infecções fúngicas nos pés, como pé de atleta.
12. Reduzir inchaço e coceira provocados por picadas de insetos.
13. Impede o ronco, basta aplique o óleo no estômago durante 2 semanas.
Este é um blog de notícias sobre tratamentos caseiros. Ele não substitui um especialista. Consulte sempre seu médico.







BC bloqueia quase R$ 30,9 milhões de contas e empresa de Palocci

28/09/2016 15h39 - Atualizado em 28/09/2016 16h47

Ex-ministro de Lula e Dilma foi preso na 35ª fase da Operação Lava Jato.
Justiça Federal havia determinado o confisco de até R$ 128 milhões.

Bibiana Dionísio e Leonardo AlvesDo G1 PR e da RPC Curitiba

Antonio Palocci é escoltado por policiais federais enquanto deixa o Instituto de Ciência Forense em Curitiba (Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters)Antonio Palocci está rpeso temporariamente na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters)
O ex-ministro Antonio Palocci teve R$ 814 mil bloqueados em três contas bancárias e mais R$ 30 milhões de sua empresa de consultoria, conforme informou o Banco Central à Justiça Federal nesta quarta-feira (28). O juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, havia determinado o confisco de até R$ 128 milhões.
Palocci foi alvo da 35ª estada da operação e está preso, temporariamente, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Ele é suspeito de receber propina da Odebrecht para atuar em favor da empresa, entre 2006 e 2013, interferindo em decisões do governo federal.
Além de Palocci, foram presos Juscelino Antônio Dourado que era ex-secretário da Casa Civil e Branislav Kontic que atuou como assessor na campanha de Palocci em 2006.
Moro também decretou o bloqueio de até R$ 128 milhões de Dourado e Branislav. Os valores encontrados são menores do que os determinados.

Da mesma forma, a medida atingia as contas das empresas Projeto Consultoria Empresarial e Financeira Ltda e J&F Assessoria Ltda, que foram citadas nesta fase. Segundo o juiz Sérgio Moro, a empresa de consultoria pertence a Palocci, e Juscelino Antônio Dourado é sócio da empresa J&F Assessoria Ltda.
Veja os valores bloqueados
Antonio Palocci - R$ 814.648,45
Juscelino Dourado - R$ 0,00
Branislav Konti - R$ 1.501,03
Projeto Consultoria Empresarial Financeira - R$ 30.064.080,41
Ltda e J&F Assessoria Ltda - R$ 0,00

Quando determinou o bloqueio, Moro afirmou que a determinação não impede a continuidade dos trabalhos das empresas, considerando que elas exerçam atividade econômica real.

O juiz afirmou também que caso fosse realizado bloqueio de valores salariais, no caso das pessoas físicas, ele poderia determinar o desbloqueio mediante pedido de liberação por parte dos advogados.
Inquérito aberto
No dia seguinte a deflagração da 35ª fase da Lava Jato, a Polícia Federal emitiu uma portaria informando a abertura do inquérito para investigar as suspeitas.

Os agentes vão apurar obras suspeitas de irregularidades que foram citadas pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht – departamento cuja finalidade era pagamento de propina, de acordo com a investigação.

Entre as obras estão o metrô de Ipanema, no Rio de Janeiro, Linha 4 do metrô de São Paulo, construções de presídios, penitenciárias e casas de custódia no Rio, obras do Porto de Laguna (SC), do Aeroporto Santos Dumont, do autódromo de Jacarepaguá e das piscinas olímpicas do Pan-Americano de 2007, também no Rio de Janeiro. (Veja a lista)

Segundo a Polícia Federal, foram identificados diversos beneficiários de recursos ilícitos repassados pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht. A Polícia Federal considera que ex-presidente do grupo Odebrecht Marcelo Bahia Odebrecht participava das negociações.

O inquérito vai investigar a prática de crimes como corrupção ativa e passiva, quadrilha, lavagem de capitais e de fraude a licitações.

No âmbito da Operação Lava Jato, Marcelo Odebrecht cumpre a 19 anos e quatro meses de prisão por crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa. O empresário está preso preventivamente desde junho de 2015.

Outro lado
A defesa do ex-ministro Antonio Palocci e de Branislav foi procurada pelo G1 nesta quarta para comentar a abertura do inquérito, mas até a última atualização da reportagem não havia sido encontrada.
Na segunda, após a prisão de Palocci, o advogado José Roberto Batochio afirmou que o ex-ministro jamais recebeu qualquer vantagem ilícita. Ressaltou ainda que a prisão foi "totalmente desnecessária e autoritária", uma vez que Palocci tem endereço conhecido e poderia dar todas as informações necessárias se fosse intimado a depor.
“A operação que prendeu o ex-ministro é mais uma operação secreta, no melhor estilo da ditadura militar. Não sabemos de nada do que está sendo investigado. Um belo dia batem à sua porta e o levam preso”, afirmou Batochio.
“Soa muito estranho que às vésperas das eleições seja desencadeado mais este espetáculo deplorável, que certamente produzirá reflexos no pleito. Muito mais insólita foi a antecipação do show pelo Sr. ministro da Justiça em manifestação feita exatamente na cidade de Ribeirão Preto, onde Palocci foi prefeito duas vezes. Tempos estranhos”, acrescentou o advogado.
Por telefone, o advogado de Juscelino Antônio Dourado, Cristiano Maronna, disse que o cliente deixou a vida político em setembro de 2005.
"De lá para cá, nunca teve qualquer outro cargo público. Ele se desvinculou totalmente do Palocci e tocava sua vida sem nenhuma relação com ele, com o PT ou atividade política. Ele foi preso porque uma sigla que a PF diz ser associada a ele foi encontrada em uma planilha. Essa circunstância é muito pouco para decretar a prisão de alguém", disse.
Ainda conforme o advogado, Juscelino nega todas as acusações
.

POR QUE ESCONDES TEU ROSTO E NÃO TE PREOCUPAS COM NOSSA AFLIÇÃO? Salmo 43,25

Pedimos um minuto de sua atenção a todos os membros do nosso grupo!
Todos conhecem nosso trabalho e nunca medimos esforços Para salvar uma vida que tenha cruzado nosso caminho,precisamos de vcs para que nosso abrigo não feche as portas e quase 200 anjinhos fiquem sem abrigo!
A situação atual é crítica 😂sem ajuda não podemos continuar,a entidade Está no vermelho com dívidas de boletos de ração Para pagar,vacinas atrasadas e com dívidas na clínica de animais socorridos por nossa equipe!
Associação amor de bicho não tem preço Campinas sp
Quem pode ajudar nessa batalha para não fecharmos esse trabalho em prol de nossos anjinhos sofridos
Vc pode contribuir com
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Vamos juntos salvar o abrigo da entidade?
Para conhecer nosso trabalho
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Fernando Gabeira revela seu desprezo pelos animais ao defender matança de javalis

TÃO DO BICHO - PAULA BRÜGGER

26 de julho de 2016 às 6:00

Foto: Reprodução/SXC
Foto: Reprodução/SXC
Dizem que o oposto do amor é o medo ou a indiferença, não o ódio. Não sei se qualificaria como indiferença o sentimento que Fernando Gabeira nutre com relação aos javalis no programa denominado “Invasão de javalis destrói a agricultura na Serra da Mantiqueira”.
Mais uma vez, como na matéria em que defendeu de forma incondicional as vaquejadas [1], Gabeira usa sua voz mansa e pausada para dar continuidade à sua narrativa especista, unilateral e pretensamente técnica.
Aqui ele defende a matança dos javalis porque, segundo ele, esses animais são “pragas que invadiram o Brasil, destruindo lavouras e disseminando doenças como a febre aftosa. Também comem sementes, ninhos e animais pequenos, além de poluir rios e nascentes”.
Como em outras matérias jornalísticas também especistas [2], o cruento massacre de javalis foi totalmente naturalizado. Argumenta-se que tal prática é permitida pela legislação vigente porque os animais não pertencem à fauna brasileira – como se isso os destituísse da capacidade de sofrer – e por estarem destruindo plantações, como se eles tivessem discernimento para evitar propriedades privadas, ou distinguir entre uso sensato e destrutivo dos recursos naturais.
Não, Gabeira, o fato de a prática ter amparo legal não a isenta de ser moralmente abominável. A reportagem, que não procurou contextualizar a origem do problema, poderia ter tomado um rumo um pouco menos tosco e raso no momento em que a bióloga Clarissa Rosa, entrevistada no programa, comenta que os javalis foram introduzidos no país.
Se não tivesse o propósito de marginalizar os animais, a fim de naturalizar seu extermínio, Gabeira [3] teria dedicado pelo menos uns minutos para esclarecer os telespectadores que tais animais não “invadiram o Brasil” com o objetivo precípuo de causar danos ao meio ambiente ou a lavouras, como se depreende de seu discurso inicial. Foram introduzidos pela espécie Homo sapiens!
Em sendo assim, a situação que se apresenta poderia ter sido evitada, primeiro, não criando/ introduzindo tais animais como “produtos”; segundo, responsabilizando de imediato os culpados pelas externalidades decorrentes de tal ato (criar seres sencientes como produtos!) que fere totalmente qualquer princípio ético tanto animalista, quanto de precaução.
O único controle populacional eticamente correto, uma vez criado o problema, é capturar, castrar e reintroduzir os animais na natureza, e/ou abrigá-los num santuário.  No entanto, o expediente proposto para o controle populacional dos javalis é o pior possível: o extermínio. E no que toca a esse aspecto, transformar vítimas da ganância humana em criminosos é bastante conveniente.
Vejamos então o que é feito para “controlar” as populações desses seres tão inteligentes e sociáveis quanto os cães que, em casa, tratamos como membros de nossas famílias.Segundo a bióloga Clarissa Rosa, o curral é o método mais eficiente para pegar bandos inteiros, com faixas etárias variadas. Colocam-se iscas, aprisionam-se os animais e pronto: O tiro ao alvo está formado!
Metodologia de “abate” no caso em questão: flecha ou besta que, segundo ela, por ser arma branca, não precisa de licença do Exército e com isso há uma redução nos custos (sic)! Ainda segundo a bióloga, arco e flecha/besta têm também a vantagem de matarem silenciosamente (ao contrário de tiros que espantam e dispersam os animais). Segundo ela, isso estressa menos os animais!!!
A reportagem prossegue com Gabeira que elogia os javaporcos – um presente dos javalis para servir ao consumo humano – e afirma que os agricultores da região pediram sua ajuda para combater esse inimigo. Nas perguntas que faz a cada entrevistado que supostamente vai “ajudar”, Gabeira enfatiza o caráter destruidor e agressivo dos javalis, claramente dando o tom de onde quer chegar. Foi patético aquilatar (e fácil perceber) que, mesmo quando a pessoa entrevistada não expressava um juízo de valor negativo sobre os animais, Gabeira tomava providências para que ocorressem narrativas nesse sentido. Esse foi, por exemplo, o caso de um trecho do depoimento da dona de uma pousada que afirmou que os cães podiam ter seus focinhos arrancados pelos javalis.
Mas o que faria qualquer animal para salvar sua própria vida, Gabeira? Encurralados por cães de caça, amedrontados, feridos, mutilados…
Em nenhum momento da matéria se examina se a metodologia de baixo custo, tão enaltecida pela bióloga, cobra um alto preço em termos de sofrimento, embora isso tenha sido levantado no início do programa como uma preocupação. Gabeira se limita a fazer perguntas do tipo “quando matam os javalis, dá para comer? É possível vender a carne?”
Todavia, no que diz respeito ao calvário desses animais, a resposta está na própria reportagem. Ainda no início do programa aparece um matador, armado, olhando de cima um curral onde se encontram alguns animais acuados. Com a mesma frieza de um jogador de dardos num pub britânico, o atirador fere um indefeso filhote que agoniza diante das câmeras. A cena é dura.
Mas o pior ainda estava por vir. No fim da execrável matéria, Gabeira oferece uma aula de crueldade e covardia ao disponibilizar a cena dantesca de dois filhotes sendo alvejados por uma única flecha. O projétil atravessa o crânio do primeiro filhote e atinge a cabeça de outro – provavelmente seu irmão ou irmã – fazendo com que seus pequenos corpos estrebuchassem em agonia. A matéria sequer informa por quanto tempo suportaram tal sofrimento até falecerem. Mas não faltou nesse trecho um elogio ao atirador: alguém, às gargalhadas, comparou-o a Robin Hood!
A despeito de a matança ser legal, cabe a pergunta: a legislação brasileira tolera tal tratamento indigno sob a justificativa de tais animais serem exóticos? Em sua discreta fúria contra os animais, Gabeira sequer questiona tal fato.
No fim da matéria, a bióloga Clarissa Rosa comenta que se conseguirem efetuar um controle eficiente da população desses animais é possível que eles possam substituir funções ecológicas de espécies já extintas em alguns locais, como os queixadas. No universo de sua avaliação meramente “técnica”, a bióloga não tece qualquer comentário sobre o caráter cruento do assim chamado controle populacional que realizam, ou sobre possíveis alternativas.
Fico contente de pertencer a uma minoria de pessoas que está envelhecendo sem nunca ter se submetido a pensar “dentro de uma caixinha”. A educação adestradora deforma mental, ética e espiritualmente. Dentro dessa caixinha – ou zona de conforto dentro da qual as respostas para quaisquer situações já estão previamente elencadas – a banalização da chacina de tais animais é vista como um mal necessário (assim como a vivissecção!).
Antropocentrismo total. Sensibilidade zero. Esquizofrenia moral absoluta. Especismo seletivo à flor da pele. Visão instrumental ilimitada da vida. Triste mundo.Talvez a indiferença não seja o único fundamento do enfoque de Gabeira nesse caso. Penso que o desprezo, ou mesmo um ódio velado, expliquem melhor a origem de tamanha ausência de empatia diante da impiedosa execução desses inocentes.
Gabeira parece determinado em seguir sua estrada em prol da manutenção do preconceito especista. Felizmente também florescem, de forma pronunciada, as reações a essa postura. Depois que noticiamos nosso repúdio ao apoio dado por Gabeira às vaquejadas, inúmeras pessoas nos enviaram comentários sobre a atitude dele com relação a outras questões que envolvem os animais.
Foto: Reprodução/A Onça
Foto: Reprodução/A Onça
Um contato bastante interessante incluiu um texto de um jornal que transcrevemos abaixo. Ele mostra o posicionamento de Gabeira no que tange à famigerada farra do boi:
Matéria publicada em O Globo – 07 de abril de 1988 – PAG. 04.
A “FARRA DO BOI” EM SANTA CATARINA
Que é isso, Gabeira?
Há certas pessoas que são famosas por serem famosas. Não inventaram cura para doença alguma, não descobriram continentes, não compuseram um concerto, não pintaram quadros, não foram Prefeitos, Governadores nem Presidentes da República.
Fernando Gabeira é famoso. Famoso porque foi terrorista, seqüestrou um Embaixador americano, foi preso exilado e motorista de metrô na Suécia. Famoso porque voltou glorioso, sunga corpo-aberto no espaço, tensão saltitante de Juiz de Fora. Entre almoços no Restaurante Natural e uns cigarrinhos pra relaxar, escreveu livros contando sua brava jornada por outras terras, outros países, outras estações – que Catete, que Botafogo, que Carioca? -, estações suecas, nomes inimagináveis, difíceis de ler, impossíveis de escrever, como ousar tentar pronunciá-los?
Já nos tempos do CPC da UNE eu optava por um timido “dá licença?”, de preferência com o braço acenando curto a meio-mastro, em vez de um “questão de ordem, companheiro!” gritado de lá de trás da platéia. De modo que na Cinelândia, em frente ao Teatro Municipal, na segunda-feira da semana passada, numa demonstração contra a “Farra do Boi”, o que eu vi foram faixas. Faixas contra a “Farra do Boi”. Só que o Gabeira estava lá. Não sei por que, mas estava. Esteve. Rapidamente. Enquanto lá estiveram as câmeras de TV e os jornais. Depois saiu. E saiu dizendo que saía porque não concordava com algumas “palavras de ordem”. Eu não sei ler “palavras de ordem”. Sei ler faixas. No caso, faixas contra atrocidades cometidas contra o boi no litoral catarinense. Não é com semântica, com frases de efeito, ou com brilhos de reuniões intelectuais que se vai lutar contra um absurdo como a “Farra do Boi”.
Enfim, o Gabeira foi embora e nós ficamos. A Lya Cavalcanti, a Maria Lúcia Frota, a Nise da Silveira , eu. Ficamos e ouvimos gente da rua – cariocas, mineiros, catarinenses – todos revoltados com a “Farra do Boi”. Ficamos e mandamos para o Governador Pedro Ivo Campos, de Santa Catarina, milhares e milhares de assinaturas, abaixo-assinados, telegramas e cartas. De todo o Brasil. Finalmente uma causa uniu o povo brasileiro depois das saudosas Diretas-Já. Já não se pedia mais um diálogo. Já não se apelava mais para o “sentimentalismo”. Milhares de pessoas exigiam que o Governador Pedro Ivo Campos mantivesse a proibição da “Farra do Boi” (Decreto 24.645, de 10/07/34 art. 3º), ou fosse enquadrado como contraventor. Não tinha mais papo. Contraventor é contraventor. Por que não fazem a “Farra da mãe”?
E aí aconteceu o bonito. O lindo. No dia seguinte, os jornais anunciavam que estava proibida a “Farra do Boi”. O Governador Pedro Ivo proibiu e botou as polícias Civil e Militar no belo litoral catarinense para acabar com aquela antiga, tradicional e bárbara brincadeira. 
Santa Catarina tem quatro milhões de duzentos mil habitantes. Destes, só doze mil são da região onde se educa crianças não só com o leite de vaca como também com sangue vivo de boi. E esses habitantes não gostaram da proibição. E reclamaram, e jogaram pedras, e feriram soldados, e choraram lágrimas amargas de frustração e de gás lacrimogêneo. E fim da “Farra”.
Só que aí, não se sabe por que, nem a convite de quem, chegou o Gabeira. Junto com o Fábio Feldman, do PMDB-SP. Foram dialogar com o povo. E o povo, coitadinho, disse que a “Farra do Boi” era uma brincadeira inocente, que eles não machucavam o boi coisa nenhuma, não vazavam olho nenhum, não serravam pata nenhuma. Que era tudo sensacionalismo da imprensa. Que as fotos eram retocadas. Tudo uma açoreana e inocente brincadeira. Então o Gabeira e o Fábio Feldman pontificaram que era impossível acabar com a “Farra do Boi” em uma semana. Que era preciso conscientizar o povo (coisa que as Sociedades Protetoras de Animais vêm tentando fazer desde 1925). E exigiram que o Governador Pedro Ivo voltasse outra vez atrás, e tornasse a permitir a “Farra” proibida um dia antes. E o povo ficou feliz, e agitou bandeirinhas vermelhas para uma vaquinha do Jornal Nacional, e começou tudo de novo. Tudo. Olhos vazados, pimenta, patas serradas, bombinhas de São João – que apropriado, afinal é Semana Santa!- em todos os orifícios do boi indefeso, e depois, um belo churrasco! Um boi custa CZ$ 8 mil. Na Semana Santa, em Santa Catarina, passa a valer, não sei como, de CZ$ 25 mil a CZ$ 50 mil. Será que os fazendeiros também estão gozando dos benefícios da Lei Sarney? “Eu te dou oito, você diz que recebeu 25, a gente racha e eu descarrego no meu Imposto de Renda”. “Farra do Boi” também é cultura.
A “Farra do Boi” existe, por sadismo, ignorância e crueldade há 200 anos. Não. Há 199 anos. Porque este ano ela existiu porque o Gabeira e o Feldman pediram. Em nome do povo.
Então eu sugiro que a estes verdes e ecológicos companheiros que abram ainda mais seu leque de defesa às tradições populares. Que a vaquejada do Nordeste termine numa grande “Farra do Boi”, unindo de uma vez este país tão ordeiro, de dimensões continentais. Que os rodeios terminem numa “Farra do Cavalo”. Que em Nova Jerusalém e nos Arcos da Lapa se crucifique mesmo, de verdade, o ator que faz o papel de Cristo. Que as Protetores dos Animais, que até agora só resgatavam animais em enchentes, remoções de favelas, calamidades públicas etc., dêem agora um sentido cristão e social a essas atividades sentimentalóides: vamos doar os cães e gatos recolhidos às criancinhas de Santa Catarina. Assim, elas terão um farto material para poder ir treinando o ano inteiro com farrinhas de gatos e cachorros até a próxima Semana Santa – que pena, está tão longe! – quando todos poderão voltar a trucidar bois, a se embebedar de cachaça e de sangue, e a carregar nos ombros, em triunfo, este grande brasileiro chamado Fernando Gabeira.


De todos os animais o Homem é o único que é educado para explorar outras formas de vida. O homem é corrupto por natureza: pensa primeiro no bem próprio e depois considera regras morais e sociais; suas punições e suas percepções!  “Olhe no fundo dos olhos de um animal e tente se convencer de que não temos o direito de inferiorizar, maltratar ou decidir sobre a vida de outro ser. Somos zeladores da natureza... não carrascos.”.


Proclamada pela UNESCO em sessão realizada em Bruxelas em 27 de janeiro de 1978
Preâmbulo: Considerando que cada animal tem direito; considerando que o desconhecimento e o desprezo destes direitos levaram e continuam a levar o homem a cometer crimes contra a natureza e contra os animais; considerando que o reconhecimento por parte da espécie humana do direito à existência das outras espécies animais, constitui o fundamento da coexistência das espécies no mundo; considerando que genocídios são perpetuados pelo homem e que outros ainda podem ocorrer; considerando que o respeito pelos animais por parte do homem está ligado ao respeito dos homens entre si; considerando que a educação deve ensinar à infância a observar, compreender e respeitar os animais,
Proclama-se:
Art. 1 - Todos os animais nascem iguais diante da vida e tem o mesmo direito a existência.
Art. 2º
a) Cada animal tem o direito ao respeito.
b) O homem, enquanto espécie animal não pode atribuir-se o direito de exterminar outros animais ou explorá-los, violando este direito. Ele tem o dever de colocar a sua consciência a serviço dos outros animais.
c) Cada animal tem o direito à consideração, à cura e à proteção do homem.
Art. 3º
a) Nenhum animal deverá ser submetido maltrato e atos cruéis.
b) Se a morte de um animal é necessária, deve ser instantânea, sem dor nem angústia.
Art. 4º
a) Cada animal que pertence a uma espécie selvagem, tem o direito de viver livre no seu ambiente natural terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de reproduzir-se.
b) A privação da liberdade, ainda que para fins educativos é contrária a este direito.
Art. 5º
a) Cada animal pertencente a uma espécie, que vive habitualmente no ambiente do homem, tem o direito de viver e crescer segundo o ritmo e as condições de vida e de liberdade, que são próprias da sua espécie.
b) Toda modificação deste ritmo e destas condições impostas pelo homem para fins mercantis é contrária a este direito.
Art. 6º
a) Cada animal que o homem escolher para companheiro tem o direito a uma duração de vida, conforme a sua natural longevidade.
b) O abandono de um animal é um ato cruel e degradante.
Art. 7º - Cada animal que trabalha tem o direito a uma razoável limitação do tempo e intensidade de trabalho, a uma alimentação adequada e ao repouso.
Art. 8º
a) A experimentação animal, que implica em um sofrimento físico e psíquico, é incompatível com os direitos do animal, quer seja uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer outra.
b) As técnicas substutivas devem ser utilizadas e desenvolvidas.
Art. 9º - No caso do animal ser criado para servir de alimentação, deve ser nutrido, alojado, transportado e morto sem que para ele resulte ansiedade ou dor.
Art. 10º
a) Nenhum animal deve ser usado para divertimento do homem.
b) A exibição dos animais e os espetáculos, que utilizam animais são incompatíveis com a dignidade do animal.
Art. 11º - O ato que leva à morte de um animal sem necessidade é um biocídio, ou seja, um delito contra a vida.
Art. 12º
a) Cada ato que leva ã morte de um grande número de animais selvagens, é um genocídio, ou seja, um delito contra a espécie.
b) O aniquilamento e a destruição do ambiente natural levam ao genocídio.
Art. 13º
a) O animal morto deve ser tratado com respeito.
b) As cenas de violência de que os animais são vítimas, devem ser proibidas no cinema e na televisão, a menos que tenha como fim mostrar um atentado aos direitos do animal.
Art. 14º
a) As associações de proteção e de salvaguarda dos animais devem ser representadas em nível de governo.
b) B) Os direitos do animal devem ser defendidos por leis, como os direitos do homem.

'Não são burros de prender o Lula, porque o transformaria em “herói”, diz Dilma 10:39:00


Em sua primeira entrevista exclusiva a uma TV brasileira após o impeachment, a ex presidente Dilma Rousseff disse não acreditar na possibilidade de prisão de seu antecessor, o também ex­ presidente Lula.




Segundo ela, aprisionar o seu companheiro de partido seria um ato de “burrice” porque o transformaria em “herói”. “Não acredito que eles cometam este absurdo, não porque sejam bons, mas acredito que também não são burros. Acho que transformará a prisão de uma pessoa visivelmente injustiçada em um herói. Acho que eles não irão querer. Acho que a estratégia é inviabilizá­lo para 2018.

 O golpe só se completa com isto”, declarou em entrevista ao jornalista Bob Fernandes, da TVE da Bahia. “As forças que deram o golpe têm muito interesse que ele seja julgado e condenado. Eles tiram o Lula do jogo e se livram da Lava Jato”, acrescentou. 

Dilma insistiu no discurso de que foi vítima de um golpe parlamentar. “Eles estão confessando o golpe. A última confissão foi feita pelo presidente ilegítimo e usurpador, atual no cargo, que disse o seguinte: nós fizemos o impeachment para aplicar o programa ‘Uma ponte para o futuro’”. 

A petista disse que a plataforma do PMDB retira direitos dos trabalhadores e não teve o aval das urnas na eleição que a reconduziu ao Planalto. A ex­ presidente contou que sua mãe, que tem idade avançada e está doente, não sabe da cassação de seu mandato. “A minha mãe está com 93 anos e agradeço a Deus e a todas forças que ela não saiba. Ela está indo para outro plano já”, declarou. 

Durante a entrevista, Dilma criticou a prisão do ex ­ministro da Fazenda Guido Mantega, revogada cinco horas depois na semana passada. Para ela, a Lava Jato ignorou a presunção da inocência de Mantega e o expôs a uma condenação antecipada e pública. “Prender o Guido Mantega é expô­lo a uma condenação que não existe, é a condenação da mídia, e a distorção que essa publicidade dá. Lamento imensamente a prisão dele dentro de um hospital. A senhora dele está lutando contra um câncer desde o final de 2013.” 

A ex­ presidente defendeu que todos sejam investigados. “Por que prender o Mantega e deixar o Eduardo Cunha solto?” 

 Em outro trecho, Dilma disse que uma das coisas que mais a magoaram, ao longo do processo de impeachment, foi ser acusada de ter matado um cachorro. “Tinha e teve um viés misógino, machista em relação à figura que construíram de mim. Suportei muitas coisas. Uma das coisas que fiquei extremamente magoada foi a história do cachorro. 

Eu nunca deixei de ter cachorro, tive a vida inteira. Eu tinha cinco cachorros, todos eles eu herdei, dois foram do ex­ presidente Lula, eu os criei, o meu tinha 13 anos, e uma que eu peguei na rua, uma que eu ganhei. O meu cachorro de 14 anos era um labrador, fiz de tudo para ele não morrer, mas aí ele teve duas doenças, por isso que ele foi sacrificado. Aí virei assassina de cachorro.” 

Por: folhapolitica





Troca de e-mails confirma encontro entre Dilma e Marcelo Odebrecht

Antônio Palocci, preso na 35ª fase da Operação Lava-Jato, também participou da reunião, que não consta na agenda do Palácio do Planalto à época



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Dilma Rousseff se reuniu com Marcelo Odebrech e tratou de navios-sondas para o pré-sal, embora o encontro não conste na agenda do Palácio do Planalto. A reunião, relatada pelo empreiteiro a seus executivos por meio de uma mensagem de correio eletrônico, também contou com a presença do então ministro da Casa Civil Antônio Palocci, preso na 35ª fase da Operação Lava-Jato. 


Segundo matéria do Correio Braziliense, a conversa foi sobre a concorrência para contratação de 21 sondas de perfuração do petróleo na camada do pré-sal.
De acordo com a Polícia Federal, o ex-ministro ajudava a Odebrecht em negócios de seu interesse, como as embarcações para exploração a serviço da Petrobras, e obtinha propinas para ele e para o PT. De 2008 a 2013, foram R$ 128 milhões pagos, de acordo com a investigação.
As informações constam no pedido de prisão de Palocci, embora o delegado Filipe Hile Pace não indique uma conduta criminosa de Dilma Rousseff na reunião, ocorrida em 12 de maio de 2011.
Três meses depois, no entanto, a Odebrecht Óleo e Gás (OOG) fechou contrato com a Petrobras e a Sete Brasil, empresa criada para administrar a construção dos navios.
No email, Marcelo Odebrecht ainda conta que Dilma reclamou do preço cobrado pela empresa e demonstrou a intenção de chamar empresas chinesas para a concorrência. “Ela trouxe o tema sondas/estaleiro (queixou-se do nosso preço não competitivo das 7 sondas e falou da proposta da PB de nova licitação). Ela disse que, com esta nova licitação, a PB queria introduzir novos entrantes (chineses, etc), pois queria quebrar a ‘rigidez dos custos locais’”, diz um trecho da correspondência.