sábado, 24 de setembro de 2016

SANGUE, SOFRIMENTO, LÁGRIMAS E SUOR.


Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira
Primeiro: Ás 10 medidas contra corrupção tem que ser implantada!
Segundo:Todo politico só terá direito à SANGUE, SOFRIMENTO, LÁGRIMAS E SUOR. Mais nada!
DISCURSO PROFERIDO NA CÂMARA DOS COMUNS
DO...
Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

Primeiro: Ás 10 medidas contra corrupção tem que ser implantada!
Segundo:Todo politico só terá direito à  SANGUE, SOFRIMENTO, LÁGRIMAS E SUOR. Mais nada!
DISCURSO PROFERIDO NA CÂMARA DOS COMUNS
DO PARLAMENTO BRITÂNICO, EM 13 DE MAIO DE 1940.
Primeiro discurso de Winston Churchill na Câmara dos Comuns enquanto primeiro-ministro britânico, em que apresentou uma Moção de Confiança ao Governo que ia dirigir.
Winston Churchill foi nomeado primeiro-ministro em 10 de Maio de 1940, devido à demissão de Neville Chamberlain, primeiro-ministro britânico desde … . Esta demissão foi provocada pelo início da campanha militar alemã contra as potências ocidentais, iniciada nesse mesmo dia 10 de Maio com a invasão da Holanda, Bélgica, Luxemburgo e França. Churchill organizou um governo de unidade nacional, com a participação dos líderes do Partido Trabalhista e do Partido Liberal, e apresentou-se na Câmara dos Comuns com uma Moção de Confiança, que foi aprovada. Neste discurso, um dos seus mais célebres, mostrou mais uma vez os seus dotes oratórios, a sua capacidade de liderança e a facilidade em criar frases de grande impacto que resumiam bem, tanto o seu estado de espírito, como os problemas a enfrentar e as soluções possíveis. A frase que utilizou para explicitar o futuro, retirado de uma afirmação de Garibaldi de 1849 (“Non offro nè pagga, nè quartiere, nè provvigioni. Offro fame, sete, marce forzate, battaglie e morte” [Não dou pré, nem quartéis, nem provisões. Dou fama, sede, marchas forçadas, batalhas e morte], é de uma simplicidade e de uma força  impressionantes - e a brutal verdade. Actualmente, simplificada, ainda tem mais impacto: O futuro ? «Sangue, suor e lágrimas». E de facto assim foi.

Com 6% dos votos do país, São Paulo tem eleitorado mais velho e escolarizado

Capital paulista tem quase 8,9 milhões de eleitores, sendo 54% mulheres, 23% com ensino médio completo, 10,6% com ensino superior e 21% de 30 a 39 anos. Do total, 35% estão na zona leste

por Redação RBA publicado 23/09/2016 16:20


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Mulheres representam 54% do eleitorado paulistano e os homens, 46%
São Paulo – Com 8,886 milhões de eleitores, 6,17% do total do país (eram 6,22% em 2012), a cidade de São Paulo mostra um perfil mais velho e escolarizado em relação à média nacional. Em relação a quatro anos atrás, aumentou a participação do eleitorado de 35 a 39 anos, de 40 a 44 anos e de 50 em diante. A maior parcela ainda se concentra na faixa entre 30 e 34 anos: 11,07%, ante 11,83% em 2012. Os que têm de 35 a 39 foram de 10,6% para 11% do total.
Na última faixa, de 79 anos em diante, a participação subiu de 3,17% para 3,78%. Os eleitores com 16 anos passaram de 0,25% para 0,13% do total em São Paulo, e os de 17, de 0,58% para 0,43%.
No recorte por gênero, não houve mudança. As mulheres continuam representando 54% do eleitorado paulistano e os homens, 46%.
O que mudou significativamente foi o número de eleitores com identificação biométrica. Eram 211.638 em 2012, agora são 2,573 milhões.
Quanto à escolaridade, 23,28% têm ensino médio completo – eram 20,11% na eleição de 2012. Os que declararam ensino médio incompleto foram de 23% para 21,92% do total. Cresceu a participação de eleitores com ensino superior incompleto (de 5,57% para 6,27%) e completo (de 8,10% para 10,61%). A participação do eleitorado com ensino fundamental completo passou de 9,26% para 8,41%. Outros 2,15% se declararam analfabetos, ante 2,32% na eleição municipal anterior.
Dos quase 8,9 milhões de eleitores, 3,1 milhões (35% do total) concentram-se na zona leste. A zona sul tem 2,8 milhões (32%). Depois vêm as zonas oeste, com 1,5 milhão, e norte, com 1,03 milhão.
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Lula diz que 'só pediria asilo em Garanhuns'

O ex-presidente havia sido questionado, em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco, se sairia do país caso tivesse a prisão decretada




POLÍTICA ENTREVISTAHÁ 1 HORA
POR NOTÍCIAS AO MINUTO


Questionado sobre as ações da Operação Lava Jato, coordenada pelo juíz Sérgio Moro, em sua passagem pelo Nordeste nesta sexta-feira (23), o ex-presidente Lula fez duras críticas e foi até irônico ao analisar as investigações.

"O único 'país' do mundo para o qual eu pediria asilo seria Garanhuns", disse o petista em referência à cidade em que nasceu, em Pernambuco, a 230 km de Recife.
De acordo com a Folha de S. Paulo, Lula havia sido questionado, em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco, se sairia do país caso tivesse a prisão decretada. O ex-presidente se tornou réu na Lava Jato nesta semana sob acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Lula afirmou que defende o Ministério Público, mas que "toda instituição tem gente boa e gente ruim". "Ninguém pode ser julgado com base em convicção", disse. "Quando membros de instituições, como Ministério Público, Polícia Federal, Receita Federal, começam a exagerar, a democracia está em risco."

Preso pela PF, dono de OS doou R$ 300 mil à campanha de Rollemberg


Rafaela Felicciano/Metrópoles


O médico e empresário Mohamad Moustafa, detido em Manaus pela Polícia Federal na Operação Maus Caminhos, é dono de duas organizações sociais que buscam se qualificar para assumir a gestão de parte da saúde pública do DF. Juntas, as entidades aportaram R$ 300 mil à campanha de Rollemberg em 2014




Operação Maus Caminhos, desencadeada pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) na terça-feira (20/9) em cinco unidades da Federação, identificou tentáculos de uma organização criminosa que busca se instalar no Distrito Federal. Entre os alvos da ação, estão duas organizações sociais (OSs) — a Sociedade Integrada Médica do Amazonas (Simea) e a Salvare Serviços Médicos — que querem administrar hospitais públicos e unidades de pronto atendimento (UPAs) no DF. Ambas fizeram doações à campanha do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) em 2014.


As empresas pertencem ao médico e empresário Mohamad Moustafa, preso em Manaus e apontado como líder de um esquema criminoso. Moustafa (foto abaixo) é um dos maiores defensores da terceirização da saúde no DF e tenta conseguir a qualificação de suas OSs na capital federal para começar a atuar na região.
INTERNET/REPRODUÇÃOInternet/Reprodução
Segundo as investigações da PF, tanto a Simea quanto a Salvare integrariam um esquema para promover desvios no Serviço Público de Saúde (SUS).

Juntas, as duas empresas formam o Instituto Novos Caminhos (INC). É com esse nome que elas trabalham para conquistar fatias de mercado que podem surgir no DF com a instalação local das OSs, caso o Buriti consiga o aval da Câmara Legislativa.
Já há inclusive processo de qualificação protocolado na Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) em 27 de novembro de 2015, conforme mostra a foto abaixo.
REPRODUÇÃOReprodução

Pensando em garantir a gestão dos hospitais por meio das OSs, as empresas investiram pesado no DF e se fixaram em uma área nobre do DF. A Salvare tem sede localizada na 706 Norte, às margens da W3 Norte. Na fachada, a empresa mostra que trabalha com “gerenciamento serviços de gestão de saúde, atendimento domiciliar e home care”.
Doações de campanhaRelatório de tomada de contas feito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirma que tanto a Sociedade Integrada Médica do Amazonas quanto a Salvare depositaram, juntas, R$ 300 mil para as contas da campanha de Rollemberg na disputa pelo Buriti. O montante foi todo repassado em quatro transferências eletrônicas, feitas entre os dias 22 e 26 de setembro de 2014.


TSE/REPRODUÇÃOTSE/Reprodução
As duas empresas figuram no rol das entidades que fizeram as maiores doações para a campanha do socialista. O Metrópoles procurou a assessoria de imprensa do governador para saber qual seria a relação de Rollemberg com o médico preso e as duas empresas investigadas pela força-tarefa conduzida pela PF e pela CGU.
Por meio de nota, o GDF disse que “lança editais para a qualificação de organizações sociais (OSs) em várias áreas. A qualificação é realizada de forma técnica e impessoal e inclui análise de documentação, avaliação técnica e a comprovação de idoneidade da OS”.
Ainda segundo a nota, “o governador Rodrigo Rollemberg não possui qualquer vínculo com as empresas e pessoas citadas”.
Maus caminhosAs investigações constataram que o Instituto Novos Caminhos concentrava repasses vultosos feitos pelo Fundo Estadual de Saúde do Estado do Amazonas. De abril de 2014 a dezembro de 2015, foram repassados ao INC mais de R$ 276 milhões. Em análise feita pela CGU, constatou-se que o instituto recebeu R$ 153 milhões a mais para a gestão de 165 leitos de baixa complexidade que o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto aplicou para a gestão de 378 leitos de alta complexidade.
A partir de então, foi identificada uma série de fraudes nos contratos de serviços de saúde, que ocorriam pela contratação de empresas comandadas direta ou indiretamente pelo médico e chefe da organização investigada, Mouhamad Mostafa. Ele controlava, ainda, a Total Saúde Serviços Médicos e Enfermagem Ltda.
Uma das presas na operação era ex-funcionária da Salvare e é sócia-administradora da Total Saúde. Uma cunhada do médico é sócia-administradora da Salvare, e uma irmã dele é sócia-administradora da Simea, o que, para a Polícia Federal, indica o controle de Moustafa sobre as entidades envolvidas no esquema criminoso.
Segundo os investigadores, Moustafa realizava articulações junto ao governo do Amazonas para obter acesso às verbas públicas de saúde e, assim, conseguir as liberações de pagamentos junto às secretarias de governo.




Aos 25 anos, 'bebê do Nirvana' diz que acha estranho ser famoso

Publicado em 24/09/2016, Atualizado em 24/09/2016
'Nevermind' nunca foi só música. E ainda hoje é muito mais do que isso. Lançado em 24 de setembro de 1991, o segundo disco do Nirvana representava a invasão do cenário pop pelo rock alternativo. O perdedor angustiado e sensível substituindo o rockstar cheio de marra. A voz contraditória de Kurt Cobain, um cara que ao mesmo tempo desejava o sucesso e desprezava a fama, é analisada e revivida neste especial do G1.

INTRODUÇÃO

Tudo que eu faço é uma tentativa consciente e neurótica de provar aos outros que sou pelo menos mais inteligente e legal do eles pensam.” A frase escrita em 1990 está no diário de Cobain. Ele virou messias da geração grunge e passou a ser ainda mais cultuado quando se matou em 1994, aos 27 anos.

Veja no vídeo abaixo 25 curiosidades sobre o disco, que você talvez não saiba.
Mas “Nevermind”, que vendeu mais de 30 milhões de cópias pelo mundo, não foi só produto de alguém deprimido e viciado em heroína: tinha ambição ali. O biógrafo Charles R. Cross escreveu: “De modo obsessivo – e compulsivo –, ele planejava cada direção musical ou de carreira".

Esse planejamento significou apostar na fórmula que alternava melodia e peso. Dave Grohl, baterista do Nirvana e hoje líder do Foo Fighters, dizia que a banda queria canções “quase infantis, o mais simples possível”. Cobain queria "uma canção pop definitiva” ao fazer “Smells like teen spirit”. E tinha a identificação dos fãs com as letras revoltadas. O visual simplório virou uniforme de muita gente (o povo usava camisa de flanela mesmo no verão brasileiro).

Mas todo esse senso de oportunidade talvez não tivesse dado em nada sem que o produtor Butch Vig chamou de “timing”: “Em arte, timing é tão importante porque ele é reflexo da cultura, e você não pode prever isso”.
Dave Grohl, Kurt Cobain e Krist Novoselic em ensaio de fotos do disco 'Nevermind'

FAIXA A FAIXA

Por que diabos os jornalistas insistem em fazer uma segunda análise freudiana das minhas letras, quando 90% do tempo eles as transcreveram incorretamente?”

(Kurt Cobain, em carta escrita em seu diário para o crítico Lester Bangs, citada na biografia “Mais pesado que o céu”, de Charles R. Cross)

Kurt provavelmente não iria curtir muito o faixa a faixa abaixo...

'Smells like teen spirit'

No verão de 1990, uma amiga pichou no quarto de Kurt Cobain a frase “Kurt smells like teen spirit”. Uma brincadeira com o fato de Cobain estar de caso com uma garota que usava o desodorante da marca Teen Spirit. Ele não entendeu a piada, achou que era sério e resolveu encarnar na música mais famosa do Nirvana o tal “espírito jovem”.

‘In bloom’

A letra foi inspirada em um amigo de Kurt (Dylan Carlson, que sem saber acabaria comprando para o líder do Nirvana a arma com que ele se matou). A música é o básico da fórmula. “Deixei o mais simples possível, essa era a regra”, explicou Dave Grohl.

‘Come as you are’

A gravadora quis esta como segundo single, mas teve de insistir com Kurt. Ele sabia que “Come as you are” era parecidíssima com “Eighties”, do Killing Joke, e tinha medo de processo. Os caras do Killing Joke reclamaram e ameaçaram entrar na Justiça, mas não rolou. Simbolizando a paz, Grohl tocou num disco da banda em 2003.

‘Breed’ 

Típico exemplo do gosto de Cobain pela escatologia, a música era inspirada nos problemas intestinais de Tad Doyle, o gigante de 130 kg da banda Ted, com quem o Nirvana fez turnê em 1989. Nasceu chamando “Imodium”, nome de um remédio para diarreia. Na hora de gravar, Cobain mudou o título para “Breed” e pregou contra a ideia de casar e ter filhos.

‘Lithium’

O Nirvana apostava que a faixa “dançante” mas com nome de remédio para depressão seria o hit de “Nevermind”. Antes da gravação, já era promessa para muita gente, inclusive músicos. Na biografia de Cobain, Kim Thayil, do Soundgarden, lembra: “Quando ouvi ‘Lithium’, aquilo ficou na minha cabeça. O nosso baixista veio a mim e disse: ‘Essa é sucesso. Aí está uma das Top 40’”.

‘Polly’

É a música “jornalística” de Cobain. Ele ficou impressionado ao ler uma notícia de março de 1990 sobre o caso de uma jovem raptada, estuprada e torturada depois de sair de um show. Autor da biografia de Cobain, Charles R. Cross compara “Polly” ao livro “A sangue frio”, de Truman Capote.

‘Territorial pissing’

A mais punk e suja do disco (contraponto ao pop dominante). E um manifesto contra o machismo (refere-se aos animais machos que urinam para demarcar território). Paixão de Cobain em 1990 e citada como musa de “Nevermind”, Tobi Vail (depois viraria baterista do Bikini Kill) era a única mulher que, segundo ele, o fazia vomitar de nervoso. Pregava independência, jamais assumia namoro. Com Tobi, Kurt virou feminista militante.
Kurt Cobain toca no clipe de 'Smell like teens spirit'
‘Drain you’

Uma das favoritas de Cobain – e bem parecida com “Teen spirit”. Em 1994, já cansado de seu maior hit, ele exaltou “Drain you” à “Rolling Stone”: “Tão boa quanto ‘Teen spirit’. Amo a letra e nunca me canso de tocá-la”. Segundo a biografia “Mais que pesado que o céu”, “Drain you” também foi inspirada no fim do caso com Tobi. O primeiro verso teria uma frase dita por ela: “I’m lucky to have met you” [“Tive sorte de ter te encontrado”].

‘Louge act’

Mais uma com citações a Tobi Vail. Agora, em versos menos sutis, em uma das faixas de menor apelo. “I hate because you are so much like me” [“Eu te odeio porque você é tão parecida comigo”], ele canta.

‘Stay away’

“Stay away” surgiu com o nome “Pay to play” [“Pagar para tocar”]. Era Kurt protestando contra as casas de show que obrigavam bandas a adquirir cotas prévias de ingressos. Mesmo depois de virar “Stay away”, a faixa continuou com a revolta, com o acréscimo do último verso: “Deus é gay!”.

‘On a plain’

Lado musical francamente pop, letra atirando para todo lado: amor desfeito, depressão, viagem de droga, a visão que Kurt Cobain tinha da mãe (“my mother died every night”) e a dificuldade para falar disso tudo numa música. Sessão de terapia musicada.

‘Something in the way’

O produtor Butch Vig diz que esta foi a música mais difícil de gravar. Um dos problemas, segundo ele, foi afinar os instrumentos de acordo com o violão de 5 cordas de Cobain. “A trilha está um pouquinho desafinada. Mas isso dá um aspecto soturno, traz personalidade .”

‘Endless nameless’

Música escondida no final do “Nevermind”: o ouvinte tinha de deixar o disco rolando por 10 minutos depois do final de “Something in the way” para poder escutar uma barulheira que nos shows servia de trilha para quebrar instrumentos.
Dave Grohl toca bateria no clipe de 'Lithium'

QUE FIM LEVOU?

Depois do Nirvana, todos os principais envolvidos no disco realizaram o sonho da banda própria. Menos o bebê, que virou artista plástico.
Fotos: Spencer (Acervo pessoal), Grohl (Divulgação/Sony), Krist (Divulgação/Geffen), Courtney (Divulgaçao/Virgin), Vig (Divulgaçao/Universal).

MUITO ALÉM DO PÓS-GRUNGE

Uma boa descrição para o impacto que Kurt causou com "Nevermind" é o tal do "sem querer querendo". O aparente desleixo comercial é mais lenda que verdade, dada a visão pop e a obstinação dele e de outros envolvidos no disco.

Kurt fazia que não queria, mas sabia de suas táticas para mudar as coisas - e as usou. Mas o que ficou dessa mudança? Onde está o legado de "Nevermind"? Tentamos achar uma resposta fácil, conversando aqui na redação. A resposta pode ser difícil. Ou pior: negativa.

São duas as faces do contraditório líder do Nirvana: o que se vendeu e o que não queria se vender. Tiveram um poder absurdo encarnados na mesma pessoa. Não era um sujeito qualquer: um artista inquieto com sensibilidade pop. Mas separadas, essas faces ficam pálidas.

O primeiro grupo de herdeiros é mais óbvio, produzido sob medida. Ver hoje os simulacros de Kurt Cobain chega a ser engraçado. Você se lembra como grupos como Silverchair e Nickelback chegaram a ser grandes? Hoje, perderam força. A decadência de Scott Stapp, do Creed, por alguns anos adorado e hoje falido e paranoico, é o maior sinal. O pós-grunge pegou por um tempo, mas não colou mesmo, fenômeno "fake" que era.

Os segundos herdeiros são mais legítimos, da turma do Kurt. O indie rock que, após sua morte, foi efervescente dos anos 90 ao início dos 2000. Mas seguiram mal resolvidos o medo de ser entendido e a crise do "se vender". Ou pior: existia certo orgulho de circular e se comunicar só entre os pares, como havia em Seattle.
Dave Grohl em ensaio de fotos do disco 'Nevermind'
Existe o papo óbvio de que os supostos herdeiros de Cobain, artistas inquietos e transformadores, estão aí, mas só trocaram as guitarras por outros instrumentos, ou computadores. Mas aí é colocar Kurt como uma figura fundadora da criatividade e embate na música pop, coisa que está longe de ser.

Claro que ele foi um grande exemplo de desafio ao mainstream, mas não o único. E não é que faltem hoje, fora do rock, artistas com apelo. Até a novinha Halsey, que cita Nirvana e Notorious B.I.G. no seu hit recente "New americana", disse ao G1 que hoje ouve mais o MC que a banda e queria mesmo ser rapper, não roqueira.

Olhando daqui, a uma distância de 25 anos, "Nevermind" parece, ao mesmo tempo, um ponto alto e um início de decadência do rock. Uma subida abrupta, de tirar o fôlego, seguida por uma queda lenta e agonizante.

Talvez seja só a perspectiva atual, no meio dos imprevisíveis altos e baixos da música pop. Pode ser triste, mas a festa de 25 anos não tem muitos filhotes sadios e notáveis cantando parabéns para o papai. Não deixa de ser uma celebração importante. Só não é caso de vasculhar o site da "Spin" para procurar os "Neverminds de 2016". É reouvir o de 1991 mesmo. E como era bom.

LINHA DO TEMPO

Do primeiro single (uma cover, veja só) à morte de Kurt, o Nirvana veio ao Brasil, chegou ao topo das paradas e perdeu o encanto com a fama.
Fotos: Capas e Kurt (Divulgação/Sub Pop e DGC); Capa ‘Dangerous’ (Divulgação/Sony)

STF abre petição referente à citação sobre Temer na Lava Jato

© EBC/Agência Brasil
Procedimento antecede abertura de investigação. Cabe agora a Janot dar parecer sobre necessidade de inquérito. Temer foi acusado pelo ex-presidente da Transpetro de negociar propina para a campanha de Gabriel Chalita.
O relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Teori Zavascki, determinou nesta sexta-feira (23/09) a abertura de uma petição com partes da delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que acusam o presidente Michel Temer. A petição é o passo que antecede a investigação.
O caso foi enviado ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Cabe a ele, dar um parecer sobre a necessidade da abertura de um inquérito para investigar o presidente. Na delação premiada, Machado acusou Temer de negociar repasse de 1,5 milhão de reais para a campanha de Gabriel Chalita, à prefeitura de São Paulo.
Nesta mesma petição, Teori incluiu ainda as acusações feitas por Machado sobre os senadores Renan Calheiros (PMDB), Romero Jucá (PMDB) e os ex-senadores José Sarney (PMDB) e Delcídio do Amaral.
O ministro decidiu também fatiar a delação em outras três petições. Em seu depoimento, Machado implicou mais de 20 políticos de vários partidos, entre eles, Aécio Neves (PSDB), Cândido Vaccarezza (PDT), Jandira Feghali (PCdoB), Ideli Salvatti (PT), Heráclito Fortes (PSB-PI), Valdir Raupp (PMDB) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Janot deverá avaliar a necessidade de inquérito nestes casos.
CN/rtr/ots/abr

Venda da operação da Coca-Cola no Estado envolveu R$ 3,5 bilhões

Questões relacionadas à sucessão foram decisivas para que família Vontobel decidisse repassar o negócio envolvendo a bebida

Por: Marta Sfredo
23/09/2016 - 12h30min | Atualizada em 23/09/2016 - 15h06min



Venda da operação da Coca-Cola no Estado envolveu R$ 3,5 bilhões Félix Zucco/Agencia RBS

decisão da venda das operações de engarrafamento e distribuição da Coca-Cola no Rio Grande do Sul e em parte de Santa Catarina passou por uma questão de sucessão familiar. E a negociação também marca o fim de uma era no Estado. Conforme pessoas vinculadas à transação, o valor total é de R$ 3,5 bilhões, que envolve valores à vista, ações e outros títulos. Na década de 1960, quando a família Vontobel começou a consolidar a produção do refrigerante mais popular do planeta, no Rio Grande do Sul a marca que liderava o mercado era a Pepsi-Cola. Sob o comando do ''general'' João Jacob Vontobel, a Coca internacional viu cair a cidadela da Gália gaúcha, que resistia à liderança da marca só a partir da segunda metade dos anos 1980. 
Esse feito deu à empresa familiar uma condição especial frente à multinacional com sede em Atlanta (Georgia, EUA), a ponto de as rígidas normas de marketing terem sido flexibilizadas para permitir que a marca não usasse o vermelho para patrocinar o Grêmio, time do coração do sucessor de João Jacob, Ricardo Vontobel.
Para evitar problemas no julgamento da venda no Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade), a família não está comentando os motivos da venda, mas interlocutores dos Vontobel ouviram comentários sobre questões ligadas exatamente a incertezas sobre a sucessão. Ou seja, o que teria sido determinante na decisão de passar o negócio adiante não foi a crise no país, que mais dia, menos dia, vai amainar, mas o momento específico da família.
Apesar dessa justificativa, as negociações para venda de dois nomes importantes da economia gaúcha – além das operações da Coca-Cola, a Tumelero encaminhou processo de transferência de controle à francesa Saint-Gobain para o Cade – lembram outra grande crise econômica, a da década de 1990, quando houve um forte processo de ''desgauchização'', especialmente no varejo, com o fim de marcas icônicas para o Estado como Imcosul e JH Santos. 
Os Vontobel mantêm o controle da centenária Neugebauer, comprada em 2010, e, ainda segundo seus interlocutores, têm intenção de fazer a fábrica de chocolates dona das marcas Bib's e Refeição crescer tanto na produção quanto no varejo. É uma operação bem menor, A marca já tem uma loja em Porto Alegre, no Viva Open Mall.

Detalhe da notícia talvez não lida: A família Vontobel receberá em dinheiro R$ 1,73 bilhão, R$ 688 milhões serão convertidos em ações da Femsa e R$ 1,1 bilhão serão emitidos em notas provisórias para resgate em três anos, podendo também ser transformados em capital acionário. 
A Vonpar é responsável pela produção e distribuição de Coca-Cola, Fanta, Kuat, Del Valle e outras bebidas das marcas da The Coca-Cola Company que servem aos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Além de manterem a Neugebauer e a Mumu quer mais ainda há as industrias de cervejas entre outras ramificações. Até onde há noticias foi só a Vonpar Coca-Cola...Mesmo assim um baita negócio.



Detalhe. O passivo de 1 bilhão, fica por conta dos donos anteriores.