quinta-feira, 22 de setembro de 2016

VID 20160922 WA0030 Respeito. Palavra que para algumas pessoas nem exist...

O
primeiro dever do homem em sociedade é ser útil aos membros dela; e cada um
deve, segundo as suas forças físicas ou morais, administrar, em benefício da
mesma os conhecimentos, os talentos que a natureza, a arte, ou a educação lhe
prestou.

Lava Jato: Executivo da empresa de Eike Batista é preso

Danilo Souza Baptista está entre os que "participaram e/ou tinham conhecimento do esquema ilícito"


POLÍTICA ARQUIVO XHÁ 25 MINS
POR NOTÍCIAS AO MINUTO

Um investigado na Lava Jato foi preso temporariamente na manhã desta quinta-feira (22) em Porto Alegre durante a 34ª fase da operação. A Polícia Federal também cumpre mandado de busca e apreensão na capital.

De acordo com o G1, Danilo Souza Baptista está entre os que "participaram e/ou tinham conhecimento do esquema ilícito". Ele foi executivo da OSX - petroleira e construtora naval do empresário Eike Batista - e atuou na direção de construção da empresa.
E-mails que tratavam sobre repasse de propinas continham o nome de Danilo.
"Todos os indícios confirmam para a gente que a entrada no processo licitatório foi só formal. Já havia se estabelecido que a vitória seria deles, e é o padrão das contratações que se identificou em todas as contratações da Petrobrás na Lava Jato", disse o delegado da PF Igor Romário de Paula em entrevista coletiva.
A fase batizada de Arquivo X é a 34ª fase da Lava Jato e investiga a contratação, pela Petrobras, de empresas para a construção de duas plataformas de exploração de petróleo na camada do pré-sal, as chamadas Floating Storage Offloanding (FSPO´s).

Moro revoga a prisão temporária do ex-ministro Guido Mantega

22/09/2016 12h32 - Atualizado em 22/09/2016 12h42

Ex-ministro foi preso na 34ª fase da Lava Jato, nesta quinta-feira (22). 
Juiz disse que autoridades não sabiam do estado de saúde da esposa dele.

Adriana Justi, Bibiana Dionísio e Fernando CastroDo G1 PR e da RPC

Guido Mantega (Gnews) (Foto: Reprodução GloboNews)Guido Mantega tinha sido preso na 34ª fase da Lava Jato, nesta quinta (22) (Foto: Reprodução GloboNews)
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato, revogou a prisão do ex-ministro Guido Mantega nesta quinta-feira (22). Mantega foi preso temporariamente na 34ª fase da operação.
Moro afirmou de que autoridade policial, MPF e ele mesmo não tinham conhecimento do estado de saúde da esposa do Mantega, que acompanhava a esposa no hospital antes de ser preso. Além disso, argumentou que as buscas já começaram e que com Mantega, uma vez solto, deve oferecer riscos ou interferir na colheita das provas.
"Considerando os fatos de que as buscas nos endereços dos investigados já se iniciaram e que o ex-Ministro acompanhava o cônjuge no hospital e, se liberado, deve assim continuar, reputo, no momento, esvaziados os riscos de interferência da colheita das provas nesse momento.Procedo de ofício, pela urgência, mas ciente de essa provavelmente seria também a posição do MPF e da autoridade policial. Assim, revogo a prisão temporária decretada contra Guido Mantega, sem prejuízo das demais medidas e a avaliação de medidas futuras, declarou o juiz.
Durante o cumprimento do mandado, a PF foi até a casa de Mantega, mas o ex-ministro não estava. Ele estava no hospital Albert Einstein, no Morumbi, Zona Sul de São Paulo, onde a mulher passa por uma cirurgia. Do hospital, os policiais levariam Mantega até seu apartamento em Pinheiros, na Zona Oeste, para também cumprir um mandado de busca e apreensão.
O advogado de Mantega, José Roberto Batochio, afirmou que o ex-ministro foi preso no hospital, que fica no Morumbi
.

Declaração de estudante sobre pai semianalfabeto viraliza na web


"Saber escrever direito não é inteligência, é privilégio", disse Micarla Lins, estudante da UFRJ





BRASIL EMOCIONANTEHÁ 46 MINS
POR NOTÍCIAS AO MINUTO


Um desabafo cheio de amor escrito e publicado no Facebook por uma estudante de 21 anos da Universidade Federal do Rio de Janeiro vem comovendo milhares de internautas. Micarla Lins fez um post na última terça-feira (20) no qual ela fala sobre o pai semianalfabeto.

A estudante decidiu escrever o texto após receber uma mensagem enviada pelo pai dela via smartphone, na qual ele pediu desculpas por não saber escrever. Ao ler o esforço do pai na comunicação com ela, Micarla respondeu um “eu te amo”.
"Saber escrever direito não é inteligência, é privilégio", diz parte do texto postado pela universitária. Na manhã desta quinta-feira (22), a publicação já somava quase 36 mil compartilhamentos.
“Vi o compartilhamento de uma mensagem de uma pessoa dizendo que saber ler não é inteligência, é privilégio. Acabei me lembrando de algumas situações de preconceito vividas por meu pai e resolvi publicar uma mensagem que ele me mandou pedindo desculpas por não saber escrever. Não esperava que fosse ter tanta repercussão”, contou Micarla em entrevista ao G1.
Confira o texto postado por Micarla e, logo mais abaixo, a publicação original.
Hoje li a seguinte frase: " Saber escrever direito não é inteligência, é privilégio. " e isso me fez relembrar da seguinte conversa com meu pai, acho que nunca chorei tanto na vida quando recebi um pedido de desculpas dele por não saber escrever, meu pai não teve uma vida nada fácil hoje em dia ele só sabe ler, mas não sabe escrever quase nada e isso me faz lembrar de todas as vezes que ouço piadas por coisas que estão escritas de maneira "errada" quantas vezes você já dispôs a ler pra alguém? Quantas vezes você já se ofereceu pra ensinar alguém a escrever? Então ao invés de acharem graça toda vez que virem algo escrito errado se lembrem de um pai pedindo perdão a filha por não conseguir falar com ela pois não sabe escrever. Que eu consiga usar do meu privilégio pro meu pai não precisar passar por esse tipo de piada. To cansada já tá na hora de vocês aceitarem que nem todo mundo tem as mesmas oportunidades.

Brasil passa por desindustrialização precoce, aponta pesquisa da ONU Marina Wentzel De Basileia (Suíça) para a BBC Brasil



Indústria brasileira representa hoje pouco mais de 10% do PIB, diz pesquisaImage copyrightDAVID ALVES/ PALÁCIO PIRATINI
Image captionIndústria brasileira representa hoje pouco mais de 10% do PIB, diz pesquisa
Promissora na década de 1980, a indústria brasileira entrou em declínio e hoje representa apenas pouco mais de 10% do Produto Interno Bruto do país.
O conjunto de fatores que colaboraram para essa tendência foi observado em toda a América Latina, mas o Brasil, por seu tamanho e relevância, é o mais significativo caso de desmantelamento precoce da indústria, aponta relatório da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento, Unctad, divulgado nesta quarta-feira.
O documento anual, que avalia o cenário econômico mundial, abordou amplas tendências econômicas e no caso do Brasil destacou o quadro de retrocesso. De acordo com a Unctad, no começo da década de 1970 a participação das manufaturas na geração de emprego e valor agregado no Brasil correspondiam a 27,4%, em valores da época, enquanto que em 2014 essa participação caiu para 10,9%.
"Todo o sistema que tinha por objetivo industrializar o país entrou em colapso", disse à BBC Brasil Alfredo Calcagno, chefe do departamento de Macroeconomia e Políticas de Desenvolvimento da Unctad.
Na avaliação da Unctad e dos entrevistados pela reportagem, o processo teve início com os choques econômicos vividos pelo mercado nacional nos anos 80, se intensificou com a abertura comercial no começo dos anos 90, seguido pelo abandono das políticas desenvolvimentistas, e pelo emprego da taxa de câmbio como ferramenta no combate à inflação. Depois, a desindustrialização foi favorecida por reformas liberalizantes do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial e, mais recentemente, pela pauta exportadora focada em commodities e por um real considerado valorizado.
"O caminho para a industrialização do Brasil foi claramente interrompido", afirmou à BBC Brasil Paulo Francini, diretor da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
Processo desindustrialização começou com choques econômicos vividos nos anos 80Image copyrightARNALDO ALVES / ANPR
Image captionProcesso desindustrialização começou com choques econômicos vividos nos anos 80

Precoce

A desindustrialização é considerada precoce pela Unctad quando uma economia não chega a atingir toda sua potencialidade produtiva manufatureira e, em vez de evoluir em direção à indústria de serviços com alto valor agregado - setor terciário -, regride para a agricultura ou cai na informalidade.
O Brasil, no caso, sempre teve expressiva produção agrícola (setor primário), cuja riqueza à partir dos anos 1930 foi canalizada para incentivar o desenvolvimento de uma indústria nacional (setor secundário) por meio de planos estatais.
Países ricos também passam pelo fenômeno de desindustrialização, mas de forma diferente. Com o acúmulo de riqueza, esses países investiram na capacidade produtiva intelectual da população por meio de educação e pesquisa, o que gerou empregos mais sofisticados no setor de serviços. É um movimento de transformação e geração da mais riqueza, e não necessariamente a perda dela.
A produção de um iPhone é um bom exemplo. O celular em si é fabricado na China, mas seu design foi desenvolvido na Califórnia, nos Estados Unidos. O trabalho de um engenheiro de design californiano - setor terciário - é muito mais bem pago e complexo do que o de um montador de componentes na linha de produção da China - setor secundário. O trabalho executado nos EUA é mais produtivo, pois agrega maior valor - riqueza - à economia.
Para muitos economistas, o amadurecimento econômico de um país, do setor primário até o terciário, passa necessariamente pela etapa do desenvolvimento industrial, que permitiria o acúmulo de capital e conhecimento produtivo necessários para sustentar a transição rumo a empregos com maior sofisticação intelectual e mais produtivos.

Desmantelamento

Inicialmente impulsionada pela substituição de importações e sequencialmente estimulada por políticas desenvolvimentistas, a indústria brasileira experimentou seu auge no começo dos anos 1980, quando chegou a responder por mais de 30% da geração de valor agregado e emprego no país, segundo números da ONU. A década, porém, além de testemunhar o auge, também registrou o começo da queda.
"Os anos 80 foram marcados por crises de choque na América Latina. No Brasil se desmontaram as instituições e mecanismos que eram capazes de manter um sistema industrial competitivo", explica Pedro Rossi, professor de economia da Unicamp, escola tradicionalmente ligada ao desenvolvimentismo. A dívida externa, a desorganização fiscal e a hiperinflação consumiram a capacidade do governo de promover políticas ativas, levando à negligência da indústria.
Com a abertura do mercado às importações durante o governo Collor, no início dos anos 1990, produtos estrangeiros conquistaram a preferência do consumidor, em detrimento de similares nacionais. Posteriormente, a adoção de um câmbio forte como forma de combate à inflação contribuiu para a perda de competitividade nas exportações, outro abalo à indústria.
"Na década de 90 a política econômica se preocupou unicamente com o combate à inflação e os instrumentos para esse combate foram extremamente prejudiciais à indústria", avalia Rossi.
Abertura a importações nos anos 1990 contribuiu para abalar a indústriaImage copyrightARNALDO ALVES/ ANPR
Image captionAbertura a importações nos anos 1990 contribuiu para abalar a indústria

Condições

De acordo com a Unctad, medidas liberais exigidas pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional como precondição para empréstimos também tiveram impacto sobre a indústria brasileira e latino-americana, no fim da década de 90.
"As exigências dessas instituições incluíam a abertura de mercados, privatização, desregulamentação, (…) livre movimento de capitais. Tudo isso mudou a estrutura e orientação da economia de uma forma que foi completamente oposta ao que se tinha até então no Brasil", conta Calcagno. "Uma indústria que estava crescendo rapidamente promovida pelo BNDES e apoiada por um mercado doméstico em crescimento - todo esse sistema que objetivava industrializar o país entrou em colapso."
A entrada de capital no Brasil, propiciada pelo superciclo de exportação de commodities na primeira década deste século, acabou valorizando a moeda e gerando pressões inflacionárias, que foram, mais uma vez, contidas com juros altos. Apesar de possuir os recursos em termos de capital excedente, a tentativa de retomada de políticas de diversificação durante o governo Lula esbarrou, segundo analistas, na taxa de câmbio, na ineficiência, em problemas de gestão e denúncias de corrupção.
"Mesmo com as iniciativas pontuais de estímulo, nós não construímos um arcabouço coerente pra sustentar a indústria brasileira, que permaneceu em queda, em especial após a crise de 2008", avalia Rossi, da Unicamp.
Governo petista recuperou parte das políticas industriais, mas esbarrou em impecilhos, diz professorImage copyrightRICARDO STUCKERT/ INSTITUTO LULA
Image captionGoverno petista recuperou parte das políticas industriais, mas esbarrou em impecilhos, diz professor

Retomada

Num cenário pós-crise de 2008, a retomada do crescimento econômico global passará pelo resgate do consumo da classe média nos países ricos, opina a Unctad. Aos países em desenvolvimento é feita a recomendação de que trabalhem em suas economias domesticamente, frente a um cenário internacional pouco otimista.
Ao Brasil, num momento em que ainda profundamente imerso nos seus próprios problemas, a organização recomenda apoio estatal ao estímulo industrial e uso do capital estrangeiro - seja ele em investimento direto ou especulativo.
Retomada do crescimento global passará por consumo da classe média nos países ricos, afirma a UnctadImage copyrightPAULO PINTO/ FOTOS PÚBLICAS
Image captionRetomada do crescimento global passará por consumo da classe média nos países ricos, afirma a Unctad
"A experiência de sucesso de países industrializados demonstra que a transformação estrutural exige atenção a diferentes fontes de crescimento, incluindo estimular investimento privado e público, apoiando o desenvolvimento tecnológico, fortalecendo a demanda doméstica e aumentando a capacidade dos produtores domésticos de cumprir exigências internacionais".
A Fiesp, apesar de apoiar Temer, diz ainda não ter clareza sobre as políticas de estímulo ao setor do novo governo, nas palavras de Francini. "Vai depender de convencimento. Os formuladores de políticas precisam ter o entendimento de o que representa a indústria num país com as dimensões do Brasil", opina.
Apesar de apoiar Temer, Fiesp não está 100% convencida de suas intenções desenvolvimentistasImage copyrightBETO BARATA/PR
Image captionApesar de apoiar Temer, Fiesp não está 100% convencida de suas intenções desenvolvimentistas

Eike Batista disse ter pago US$ 2,35 milhões a pedido de Mantega, diz MPF

22/09/2016 09h44 - Atualizado em 22/09/2016 09h46

Fala motivou a prisão temporária do ex-ministro na 34ª fase da Lava Jato.
A transferência foi feita em abril de 2013, segundo as investigações.

Do G1, em São Paulo

O empresário Eike Batista disse em depoimento ter pago US$ 2,35 milhões ao PT a pedido do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF). À época, a quantia era equivalente a cerca de R$ 4,7 milhões.

Segundo o MPF, Eike Batista, ex-presidente do Conselho de Administração da OSX, declarou em depoimento que, em 1/11/2012, "recebeu pedido de um então ministro e presidente do Conselho de Administração da Petrobras" - Mantega - para que fizesse um pagamento de R$ 5 milhões, no interesse do Partido dos Trabalhadores (PT).
"Para operacionalizar o repasse da quantia, o executivo da OSX foi procurado e firmou contrato ideologicamente falso com empresa ligada a publicitários já denunciados na Operação Lava Jato por disponibilizarem seus serviços para a lavagem de dinheiro oriundo de crimes. Após uma primeira tentativa frustrada de repasse em dezembro de 2012, em 19/04/2013 foi realizada transferência de US$ 2.350.000,00, no exterior, entre contas de Eike Batista e dos publicitários", continua o MPF em nota.
Guido Mantega foi preso na manhã desta quinta-feira (22) em São Paulo na 34ª fase da Operação Lava Jato. O mandado é de prisão temporária.
O advogado de Mantega, José Roberto Batochio, afirmou que o ex-ministro foi preso no  hospital Albert Einstein, no Morumbi, Zona Sul de São Paulo, onde estava com a mulher, que passou por uma cirurgia. "Ele está sendo retirado da sala de cirurgia por policiais nesse momento", disse Batochio ao G1 às 7h50. A PF afirma que fez contato telefônico com Mantega, "que se apresentou espontaneamente na portaria do edifício".
Do hospital, os policiais levariam Mantega até seu apartamento em Pinheiros, na Zona Oeste, para cumprir um mandado de busca e apreensão. Por volta das 9h25, Mantega chegou à PF.
Os policiais já haviam estado mais cedo na casa do ex-ministro. Batochio não soube dizer se foram apreendidos objetos.
Guido Mantega deixa o hospital em São Paulo nesta quinta (Foto: TV Globo)Guido Mantega deixa o hospital em São Paulo nesta quinta (Foto: Reprodução/TV Globo)
A atual fase da Lava Jato investiga a contratação, pela Petrobras, de empresas para a construção de duas plataformas de exploração de petróleo na camada do pré-sal, as chamadas Floating Storage Offloanding (FSPO´s).
Segundo a PF, as empresas Mendes Júnior e OSX se associaram na forma de consórcio para obter os contratos de construção das duas plataformas, mesmo sem possuir experiência, estrutura ou preparo para tanto. A PF afirma que houve fraude do processo licitatório, corrupção de agentes públicos e repasses de recursos a agentes e partidos políticos responsáveis pelas indicações de cargos importantes da Petrobras
De acordo com a PF, em 2012 Guido Mantega "teria atuado diretamente junto ao comando de uma das empresas para negociar o repasse de recursos para pagamentos de dívidas de campanha de partido político da situação". "Estes valores teriam como destino pessoas já investigadas na operação e que atuavam no marketing e propaganda de campanhas políticas do mesmo partido", continua a PF.
Detalhes do esquema
O MPF diz que o consórcio Integra Ofsshore, formado pela Mendes Júnior e OSX, firmou contrato com a Petrobras no valor de US$ 922 milhões, para a construção das plataformas P-67 e P-70, que são unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência de petróleo voltadas à exploração dos campos de pré-sal, em 2012.
Ainda segundo o MPF, as consorciadas, "que não detinham tradição no mercado específico de construção e integração de plataformas", viabilizaram a contratação pela Petrobras "mediante o repasse de valores a pessoas ligadas a agentes públicos e políticos".
As investigações apontam a transferência de cerca de R$ 7 milhões, entre fevereiro e dezembro de 2013, pela Mendes Júnior para um operador financeiro ligado a um partido político e à diretoria Internacional da Petrobras, já condenado no âmbito da Operação Lava Jato, segundo o MPF. Os repasses foram viabilizados mediante a interposição de empresa de fachada, que não possuía uma estrutura minimamente compatível com tais recebimentos, segundo os procuradores da Lava Jato.
Ao longo das investigações também foi identificado o repasse de mais de R$ 6 milhões pelo Consórcio Integra Ofsshore com base em contrato falso firmado em 2013 com a Tecna/Isolux. O valor, ainda segundo o MPF, teria sido transferido no interesse de José Dirceu, que está preso pela Lava Jato, e de pessoas a ele relacionadas.
Os procuradores declararam também que empresas do grupo Tecna/Isolux repassaram cerca de R$ 10 milhões à Credencial Construtora, já utilizada por Dirceu para o recebimento de vantagens indevidas.
34ª fase
Policiais federais estão nas ruas desde a madrugada desta quinta para cumprir mandados desta 34ª fase da Lava Jato. As ordens judiciais estão sendo cumpridas em cinco estados, além de no Distrito Federal: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia. A ação foi batizada de Operação Arquivo X.
Foram expedidos 33 mandados de busca e apreensão, oito de prisão temporária e oito de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento.
Em São Paulo são cumpridos 9 mandados: 2 de prisão e 7 de busca e apreensão - desses, 6 na capital e um em Ibiúna.
Além de Mantega, em São Paulo a PF prendeu Francisco Corrales.
8 anos ministro
Guido Mantega foi o ministro da Fazenda que mais tempo permaneceu no cargo em governos democráticos. Ele deixou o posto para dar lugar ao economista Joaquim Levy no final de 2014. Mantega assumiu o Ministério da Fazenda em 27 de março de 2006, após a demissão de Antonio Palocci, envolvido no escândalo da quebra de sigilo ilegal do caseiro Francenildo dos Santos.
Depois de mais de oito anos no comando da pasta, Mantega entregou ao sucessor números que mostraram êxito na criação de empregos, mas crescimento econômico baixo, inflação próxima ao teto da meta do governo e contas públicas com seu pior resultado em 11 anos.
Quadro histórico do Partido dos Trabalhadores, ele nasceu em Gênova (Itália) e sempre defendeu uma filosofia econômica mais voltada ao desenvolvimento da economia, com juros mais baixos. Formado em economia pela USP, é casado e pai de quatro filhos.
33ª fase
penúltima fase da operação foi deflagrada no dia 2 de agosto e foi batizada de Resta Um. O principal alvo foi a Queiroz Galvão, suspeita de fraudar licitações da Petrobras e de pagar propina para evitar in
v

Racionamento: Caesb divulga locais que ficarão sem água por 24 horas


Michael Melo/Metrópoles


O corte será nesta sexta-feira (23/9). A empresa solicita aos moradores que, na medida do possível, façam uso racional da água, principalmente após o retorno do abastecimento, de forma a ajudar na recuperação plena e equilibrada do sistema



A Caesb vai suspender nesta sexta-feira (23/9), como medida temporária, o abastecimento de água em três cidades do DF. O corte será por 24 horas e ocorre um dia depois de o governo admitir, oficialmente, o racionamento.

A empresa solicita aos moradores que, na medida do possível, façam uso racional da água, principalmente após o retorno do abastecimento, de forma a ajudar na recuperação plena e equilibrada do sistema.
A companhia ressalta, ainda, ser fundamental que toda unidade usuária tenha reservatório (caixa d’água) de volume mínimo correspondente ao consumo médio diário, de acordo com o artigo 50 da Resolução da Adasa 14, de 27 de outubro de 2011, que estabelece as condições da prestação e utilização dos serviços públicos de abastecimento de água e de esgotamento sanitário no Distrito Federal.
Confira os locais: 
  • São Sebastião
    Endereços: Bairro São José, Bairro São Francisco e Morro da Cruz – Fechamento: sexta (23/9), às 09h – Abertura: sábado (24/9), às 08h.
    Endereços: Setor Residencial Oeste Qds 305, 306 e 307; Morro Azul e Vila do Boa – Fechamento: sexta (23/9), às 7h – Abertura: sexta (23/9), às 19h.
  • Planaltina
    Endereços: Setor Residencial Leste/Vila Buritis – Fechamento: sexta (23/9), às 16h – Abertura: sábado (24/9), às 15h.
  • Sobradinho II
    Endereços: Condomínios do Setor Habitacional Contagem (Morada dos Nobres, Cond. Vivendas Serranas, Recanto dos Nobres, Vivenda da Serra e Vivenda Campestre, Jardim Ipanema, Jardim América, Cond. Serra Dourada) – Fechamento: sexta (23/9), às 15h – Abertura: sábado (24/9), às 14h.
    Endereços: AR 13, 15, 17 e 19, Condomínios do Setor Habitacional Contagem (Cond. Vila Verde, Cond. Residencial Sobradinho III, Cond. Versailles) – Fechamento: sexta (23/9), às 15h – Abertura: sábado (24/9), às 14h.