quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Grupo faz vaquinha para pagar inscrição da Fuvest de alunos pobres e pretos

Até a última terça-feira, grupo havia arrecadado entre R$ 7 mil e R$ 8 mil para ajudar cerca de 70 candidatos. Inscrições terminam nesta quinta.


Por G1
08/09/2016 às 06:01 · Atualizado há 36 minutos



O coletivo Ocupação Preta, que reúne estudantes da Universidade de São Paulo (USP) e defende maior inclusão de jovens pretos e pobres na instituição, vem fazendo uma série de eventos para arrecadar dinheiro e poder ajudar cerca de 70 candidatos da Fuvest 2017 que não conseguiram receber a isenção da taxa de inscrição, e não têm dinheiro para pagar os R$ 160 necessários para fazer o vestibular. Até a terça-feira (6), o grupo tinha arrecadado entre R$ 7 mil e R$ 8 mil, ou cerca de 75% do valor necessário para ajudar 70 pessoas.
As inscrições podem ser feitas até esta quinta-feira (8) pelo sitewww.fuvest.com.br. O boleto, que deve ser gerado até esta quinta, precisa ser pago até o fim do expediente bancário desta sexta-feira (9).
“A ideia surgiu porque conhecíamos algumas pessoas que não conseguiram a isenção. E elas seriam impedidas de prestar o vestibular. Se formos somar todas as taxas dos principais vestibulares de São Paulo, chega a quase R$ 500”, diz Andreza Delgado, estudante da USP e participante do coletivo Ocupação Preta.
Andressa diz que o coletivo já recebeu mensagem de cerca de 70 pessoas que não conseguiram a isenção da taxa e deixariam de fazer as provas por não pode pagar a taxa.
No fim de agosto, o grupo promoveu uma festa beneficente com entrada gratuita e uma caixa de doações. "A gente tem feito diversas ações, desde vaquinha online até cervejadas", afirmou a estudante. Nesta terça-feira (6), foi realizada mais uma cervejada e, nesta quinta, o grupo promove outro evento beneficente.
No Facebook, a página "Por que a USP não tem cotas?", ligada ao coletivo, e que debate a questão da inclusão de estudantes negros na instituição, começou uma campanha para receber doações pela internet.
Movimento preto na USP lança vaquinha para ajudar estudantes pobres a pagar a taxa da Fuvest (Foto: Reprodução/Facebook)
Movimento preto na USP lança vaquinha para ajudar estudantes pobres a pagar a taxa da Fuvest (Foto: Reprodução/Facebook)




PUNIÇÃO Lochte será suspenso por 10 meses por mentir sobre assalto, revela imprensa norte-americana Nadador dos EUA receberá punição por ter mentido sobre assalto no Rio de Janeiro

 postado em 07/09/2016 23:40
 Gazeta Press
AFP / MARTIN BUREAU
Ryan Lochte em coletiva no Rio de Janeiro: nadador será punido por ter mentido sobre assalto


Após a confusão na qual se envolveu durante os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, o nadador norte-americano Ryan Lochte será suspenso do esporte por dez meses pelo Comitê Olímpico dos EUA (USOC), informou a imprensa do país nesta quarta-feira.

A informação, atribuída a “uma pessoa próxima a Lochte”, foi primeiramente veiculada pelo site TMZ e depois confirmada pelo jornal USA Today. Com a provável suspensão até junho de 2017, Lochte perderia o Mundial de natação do ano que vem, em Budapeste.

O USOC ainda não se pronunciou sobre o caso. No final de agosto, a entidade chegou a negar a aplicação de uma punição ao atleta. O nadador, dono de 12 medalhas olímpicas, mentiu sobre um assalto sofrido no Rio de Janeiro ao lado de Gunnar Bentz, Jack Conger e James Feigen, também medalhistas olímpicos.

Os norte-americanos alegaram ter sido vítimas de um assalto por homens que passavam por policiais armados após saírem de um posto de gasolina no bairro do Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio. Dias depois, a Polícia Civil analisou imagens do circuito interno do posto e viu um policial apontando uma arma para deter Lochte, que estava embriagado e havia vandalizado o banheiro do estabelecimento.

Lochte foi indiciado por falsa comunicação de crime e detido para depoimento no Rio. O comportamento do nadador foi motivo de críticas em todo o mundo, e ele chegou a perder o apoio de quatro de seus patrocinadores após os incidentes.



Multas de trânsito ficarão mais caras a partir de novembro


Michael Melo/Metrópoles

Valores, que variavam de R$ 53,20 (infração leve) a R$ 191,54 (gravíssima), ficarão entre R$ 88,38 e R$ 293,47. O aumento médio é de 56%



Os motoristas devem ficar bem atentos. A partir de novembro, as infrações de trânsito vão pesar mais no bolso. Uma alteração feita no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) mexeu com os valores das multas. Hoje, elas vão de R$ 53,20 (infração leve) a R$ 191,54 (gravíssima), e ficarão entre R$ 88,38 e R$ 293,47, dentro de dois meses. O aumento médio é de 56%.


A medida, aprovada em maio deste ano por meio da Lei nº 13.281, vai incrementar ainda mais os cofres do Distrito Federal. Em 2015, o Departamento de Trânsito (Detran-DF) arrecadou R$ 97.045.886,99 com multas. No período analisado, foram registradas 1.082.698 infrações nas pistas da capital do país.
Este ano, somente entre janeiro e julho, o órgão arrecadou R$ 59.194.176,23 com multas e flagrou 542.918 irregularidades. Com o acréscimo de 56% previsto para entrar em vigor em novembro, a receita passaria a ser de R$ 92.342.914,91 e chegaria bem perto do valor arrecadado em todo o ano passado.
Entre as cinco infrações mais flagradas nas pistas locais, estão o avanço de sinal vermelho do semáforo ou o de parada obrigatória e o tráfego de veículo na faixa exclusiva. Ambas são consideradas faltas gravíssimas e rendem sete pontos à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do condutor infrator. A partir de novembro, quem comete essas infrações, em vez de pagar R$ 191,54, vai ter que tirar R$ 293,47 do bolso.

De longe, a infração líder do “top 5” do Distrito Federal é andar em velocidade superior à máxima permitida. Segundo o Detran-DF, foram contabilizados 250.618 infrações desta natureza entre janeiro e julho deste ano. A irregularidade pode ser considerada média, grave ou gravíssima, a depender da pressa do condutor.
Estacionar em local irregular e deixar de usar o cinto de segurança também estão entre as cinco violações mais flagradas pelo Detran em 2016. Elas rendem multas média e grave, respectivamente. Os valores, que eram de R$ 85,13 e R$ 127,69, subirão para R$ 130,16 e 195,23.
RecursosDe acordo com o Detran-DF, a receita arrecadada com a cobrança de multas é aplicada em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito, como determina o Código de Trânsito Brasileiro.
Do total arrecadado com multas em 2016 (R$ 59.194.176,23), o departamento garante ter destinado R$ 13.082.656,84 (22%) à área de administração geral. O restante, ainda de acordo com o órgão, foi utilizado em ações de educação de trânsito – R$ 8.257.642,82 (14%) –, atendimento ao usuário, fiscalização, engenharia de trânsito – R$ 24.385.266,87 (41%) –, restituição de multas e no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor (Pasep).
  

Paralimpíada: 1º dia tem Daniel Dias e "Bolt Paralímpico"; confira

Além disso, o Brasil estreia no futebol de 7, no basquete sobre rodas e, também, no goalball.



ESPORTE COMPETIÇÃOHÁ 2 HORAS
POR NOTÍCIAS AO MINUTO


A cerimônia de abertura, que ocorreu nesta quarta-feira (07), deu início aos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro. Hoje, primeiro dia oficial de competições, será a estreia do nadador brasileiro Daniel Dias, mais esperança de medalhas do Brasil, e do irlandês Jason Smyth, considerado o Bolt Paralímpico. 

Segundo o site so Globoesporte, o Brasil pode ganhar uma medalha ainda nesta quinta, com Odair Santos, no atletismo, favorito ao ouro. Ele compete na categoria 5.000m T11, para cegos. Com 35 anos, ele foi campeão mundial em 2013. Em 2015, Santos liderava a prova quando sofreu hipertermia e saiu de cadeira de rodas.  
Além disso, o Brasil estreia no futebol de 7, no basquete sobre rodas e, também, no goalball.





Gravações de Estevão: inventário de 20 anos de corrupção no DF

Em gravações feitas na casa da filha do ex-governador, ex-senador conta sobre verbas recebidas de empresários envolvidos com CPI, remessas ilegais para o exterior e negociatas para ficar com estações do metrô em Ceilândia


 postado em 08/09/2016 06:10 / atualizado em 08/09/2016 07:28
 Helena Mader , Ana Viriato , Especial para o Correio
Carlos Moura/CB/D.A Press - 20/10/93

As conversas entre Luiz Estevão e a deputada distrital Liliane Roriz (PTB) revelam segredos de mais de duas décadas de atuação do senador cassado no submundo da política de Brasília. No áudio, entregue ao Ministério Público Federal, há menções à captação de recursos com empresários envolvidos em CPI, dinheiro transportado em malas, e remessas ilegais para contas no exterior. Sem saber que estava sendo gravado, o empresário, atualmente preso na Papuda, faz revelações sobre negociatas com o ex-governador Joaquim Roriz e licitações fraudadas a fim de beneficiar empresas de seu grupo.

Além de confessar que tinha conhecimento da origem ilícita dos recursos captados por Gim Argello com empreiteiras investigadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras, Luiz Estevão abre o jogo sobre outros esquemas. O empresário dá a entender à distrital Liliane Roriz que ajudou o pai da parlamentar a receber e distribuir recursos ilegais. Estevão conta bastidores da CPI do Orçamento, em 1993.
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Luiz Cruvinel/Divulgação

Luis Tajes/CB/D.A Press - 17/12/91


“O cara que pagava as coisas, era um cara da Camargo Corrêa chamado Galo. O Galo que levava a mala de dinheiro para o seu pai. Aí, seu pai me chama e diz: ‘O Galo não vai mais poder trazer o dinheiro porque está com medo da Polícia Federal fazer uma batida. Eu precisava que você começasse a receber esse dinheiro e distribuísse esse dinheiro pra mim’. Eu falei ‘tá bom’. Aí, resolvemos problema de conta fora do Brasil”, revelou Luiz Estevão.

O senador cassado também conta para Liliane uma coincidência que o ligou novamente ao escândalo do orçamento. Pouco antes de conquistar o direito de cumprir pena no regime aberto, Estevão passou uma temporada na Papuda. Ficou na mesma cela de José Carlos Alves dos Santos, delator do esquema da década de 1990, também condenado pela morte da mulher, Ana Elizabeth Lofrano. “Sabe aquele cara que matou a mulher e enterrou? Nos últimos 15 dias, eu fiquei preso junto com ele, e ele ficou lembrando das histórias da CPI do Orçamento”, explicou o ex-senador. “Ele era um dos caras implicados na CPI. Se apaixonou por outra, a mulher descobriu e ameaçou contar tudo. Ele levou para um restaurante, mandou abrir uma garrafa de champanhe, para os garçons verem o tanto que ele era carinhoso, saiu de lá, simulou um sequestro, e ajudou os caras a matarem”, relembrou Luiz Estevão.

Conchavo
A CPI investigou, entre 1993 e 1994, o esquema conhecido como Anões do Orçamento. No arranjo, políticos criavam emendas e destinavam parte dos valores a contas bancárias de empresas e entidades sociais fantasmas. O conchavo contemplava ainda acertos com empreiteiras, que pagavam propina para participar da execução de grandes obras públicas. O escândalo surgiu após a delação de José Carlos Alves dos Santos. Entre as autoridades citadas, estava Joaquim Roriz, cujo nome apareceu em um emaranhado de denúncias envolvendo contas fantasmas, testas de ferro, laranjas, obras superfaturadas, verbas suspeitas, acertos com construtoras e compra de apoio do Legislativo local.



Em depoimento, José Carlos afirmou que o ex-governador teria comparecido à casa de João Alves, idealizador do esquema, acompanhado por alguns deputados, a fim de realizar acertos no orçamento da União. Roriz teve os sigilos bancário e fiscal quebrados. A investigação resultou na descoberta de dois depósitos suspeitos nas contas do político. À época, Joaquim Roriz declarou que o repasse de U$S 1,6 milhão era fruto de atividades empresariais e os U$S 150 mil decorriam da venda de 500 cabeças de gado. Outro ponto marcante das investigações concentrou-se na descoberta do depósito de valores para sete deputados distritais entre 1989 e 1992. De acordo com Roriz, as transações consistiam em empréstimos pessoais. Os repasses de U$S 7,6 mil foram realizados pelo então capataz de uma das fazendas do ex-governador, Valdivino Pinheiro. Como justificativa, o ex-político alegou que o homem tinha dinheiro em conta para administrar os negócios rurais.

Polícia suspeita que Máfia das Próteses mandou dinheiro para exterior



Michael Melo/ Metrópoles




O médico Johny Wesley, proprietário oculto da empresa TM Medical, teria enviado remessas para contas bancárias em nome da filha, em Portugal



O dinheiro movimentado pela Máfia das Próteses pode ter chegado ao exterior. A Polícia Civil suspeita que, pelo menos uma das pessoas envolvidas no suposto esquema, o médico neurocirurgião Johny Wesley Gonçalves Martins, proprietário oculto da empresa TM Medical, alvo da Operação Mister Hyde, tenha enviado remessas ilegais de dinheiro para fora do país.
De acordo os os investigadores, bens móveis e imóveis amealhados com o esquema criminoso orquestrado pela Máfia das Próteses teriam tido como destino empresas baseadas em Portugal em nomes de parentes do médico. As suspeitas da Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco) é de que uma fortuna cruzou o Oceano Atlântico até chegar a contas bancárias em nome da filha de Johny, que vive no país europeu.
Como parte dos desdobramentos da investigação, os policiais civis vão rastrear supostos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro, já que Johny Wesley praticamente não tem bens em seu nome. O golpe que colocou em risco a vida de dezenas de pacientes rendeu pelos menos R$ 30 milhões à organização criminosa, de acordo com os policiais.

Os investigadores apontam Johny Wesley como cabeça do esquema e chegaram a montar o perfil do médico que abandonou a carreira de neurocirurgião para tocar apenas a empresa fornecedora de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPMEs), envolvida com o esquema. Considerado um suspeito extremamente inteligente, Johny Wesley formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás, em 1993. Ele ainda possui título de doutorado na área médica pela Universidade de Brasília (UnB) e se tornou especialista em neurocirurgia pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e pela Fundação Hospitalar do Distrito Federal.
O médico se formou ainda em engenharia e cursou direito pelo UniCeub. “Ele sempre teve uma inteligência acima da média. Wesley não é biomédico, mas ele próprio desenhava as próteses que eram vendidas pela TM Medical. Ele apenas entregava os projetos para os biomédicos assinarem. Pena que ele usou toda a sua capacidade para cometer crimes”, afirmou uma fonte médica ouvida pelo Metrópoles. A defesa de Johny não foi localizada para comentar as suspeitas da Polícia Civil sobre o médico, que está preso desde a última quinta-feira (1º/9), quando foi deflagrada a Operação Mister Hyde.
Pelo menos 60 pessoas procuraram a Deco depois que foi deflagrada a Operação Mister Hyde. Elas foram operadas pelos médicos presos durante a ação da Polícia Civil e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Entre eles, Leandro Pretto Flores, Rogério Damasceno e Henry Campos, que foram soltos na sexta-feira (2/9), além de Johnny Wesley e Marco de Agassiz, que continuam detidos no Departamento de Polícia Especializada (DPE), ao lado do Parque da Cidade. Ao todo, 13 pessoas foram parar atrás das grades depois da Operação Mister Hyde.






Polícia usa gás de pimenta para dispersar manifestantes que começaram briga







Tudo começou quando grupo revidou gritos de Fora Temer defendendo a intervenção militar

 postado em 07/09/2016 12:49 / atualizado em 07/09/2016 15:29
A passeata do Grito dos Excluídos chegou ao Congresso Nacional por volta do meio dia. Houve pelo menos dois princípios de confusão. Em frente ao Itamarati, um grupo de cerca de 10 pessoas com camisetas “Deus, Pátria, Família e Intervenção Militar” revidaram aos gritos de Fora Temer defendendo a volta dos militares “para tirar toda a corja do Congresso Nacional”. Houve bate-boca e troca de tapas. A Polícia Militar interveio. As provocações continuaram.
 
 
 
Enquanto um repórter do UOL entrevistava um integrante do grupo que defende a volta dos militares, um homem jogou uma garrafa em direção ao profissional de imprensa. Quando o cinegrafista foi filmar o agressor, também foi agredido. Enquanto isso, outro homem “deu uma voadora” no repórter. Um dos envolvidos na confusão é, supostamente, menor de idade.
 
Minervino Junior/CB/D.A Press
 
 
O homem que jogou a garrafa foi detido pela Polícia Militar enquanto o que o agrediu fisicamente o repórter fugiu. Um dos agressores, o cinegrafista e o repórter agredidos foram levados para a 5ª Delegacia de Polícia (Área Central), nenhum deles quis se manifestar. Na confusão, houve corre-corre. A polícia jogou gás de pimenta para dispersar a multidão e o tumulto foi controlado.
 
 
Minervino Junior/CB/D.A Press
 
 
Deputada Erika Kokay foi chamada para apaziguar os ânimos na manifestação. "Fui tentar resolver tudo no diálogo para evitar esse clima de tensão, mas o cinegrafista já havia ido para a delegacia.  Jogaram muito gás de pimenta na gente, inclusive em mim. Inalei bastante. Não tinha a menor justificativa para utilizar o gás. Essa está sendo uma postura recorrente da PMDF nas manifestações. Vamos pedir uma reunião com o governador para que a PM mude de postura durante os protestos"