segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Compra de sapato por Temer na China embute ironia por ignorar guerra comercial com o Brasil

Gafe presidencial
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Presidente da Abicalçados comenta compra de sapato chinês pelo presidente Michel Temer em Hangzhou 

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Por: Marta Sfredo
04/09/2016 - 16h32min | Atualizada em 04/09/2016 - 18h22min


Transformada em notícia que correu o mundo, a compra de um par de sapatos de couro marrom por Michel Temer, em Hangzhou, na China, embute uma situação, no mínimo, irônica. Desde 2010, depois de um longo processo que demonstrou como a concorrência desleal dos calçados chineses dizimava empregos por aqui, o Brasil aplica uma sobretaxa sobre os produtos com origem na China. A principal alegação foi de dumping: o preço cobrado aqui era inferior ao da média internacional.
Em 2010, a vitória da indústria brasileira no processo representou a aplicação de uma salvaguarda: cada par de sapato chinês que entrasse no Brasil teria de pagar uma sobretaxa equivalente a US$ 13,85. Em março passado, o mecanismo de defesa da concorrência foi renovado por mais cinco anos, com a sobretaxa reduzida para US$ 10,22. 
Como a cobrança praticamente inviabiliza a maior parte das vendas de calçados do país asiático para o Brasil, muitos exportadores chineses tentaram usar mecanismos de triangulação, fazendo seus produtos se passarem por vietnamitas ou indonésios. Industriais brasileiros também denunciaram esse mecanismo e obtiveram proteção contra o estratagema.
Presidente da Abicalçados, a entidade que capitaneou a luta pela aplicação da sobretaxa, Heitor Klein tinha um comentário na ponta da língua para evitar aperto diplomático no sapato:
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– Ele estava lá. Se gostou, pode comprar. A China também faz sapato bom. O que combatemos não é o sapato chinês, é a prática desleal. 
Além de ecoar antigos problemas entre a indústria chinesa e a brasileira, a compra ocorreu em meio à mais importante feira mundial do segmento, em Milão, decisiva para os negócios do setor. Mais do que a compra dos sapatos marrons de Temer, o que inquieta os calçadistas, neste momento, é o câmbio, diz Klein. Dólar a R$ 3,20 já é ruim para os negócios, e Klein não duvida que a cotação recue mais. 
– O juro tende a ficar estável, o dólar, a cair, com entrada de capital especultivo e produtivo, a carga tributária não deve ter recuo notável, as reformas previdenciária e logística só terão efeito a médio e longo prazo. Sem câmbio competitivo e sinais de retomada no mercado interno, vai  ficar difícil – observa Klein.

PF faz operação contra fraudes em fundos de pensão em oito Estados e no DF

PF faz operação contra fraudes em fundos de pensão em oito Estados e no DF Gabriel Rosa/Agência RBS
Foto: Gabriel Rosa / Agência RBS 
Por: Zero Hora

05/09/2016 - 07h26min | Atualizada em 05/09/2016 - 09h01min
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira, a Operação Greenfield, que investiga supostos desvios nos quatro maiores fundos de pensão do Brasil.  Além de centenas de mandados, a Justiça determinou o sequestro de bens e o bloqueio de ativos e de recursos em contas bancárias de 103 pessoas físicas e jurídicas que são alvos da operação no valor aproximado de R$ 8 bilhões.
Os alvos são o Funcef (fundo de funcionários da Caixa), a Petros (trabalhadores da Petrobras), a Previ (funcionários Banco do Brasil) e o Postalis (trabalhadores dos Correios). A sede da empresa Eldorado Brasil, do grupo J&F, de Joesley Batista, e controladora da JBS, também é alvo em São Paulo.
Ao todo, 127 mandados estão sendo cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Amazonas, além do DF: sete de prisão temporária, 106 de busca e apreensão e 34 de condução coercitiva. Em Porto Alegre, a PF cumpre dois mandados de busca e apreensão e um de condução coercitiva. 
O ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, investigado também na Operação Lava-Jato, é um dos alvos de mandado de condução coercitiva .A PF também faz buscas na casa do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, também alvo da Lava-Jato. 
Buscando as causas dos prejuízos bilionários apresentados pelos fundos de pensão, a Operação Greenfield se baseia em 10 casos examinados pelos investigadores. Em oito casos, as autoridades verificaram investimentos realizados de forma temerária ou fraudulenta pelos fundos de pensão, através dos FIPs (Fundos de Investimentos e Participações).
Os suspeitos poderão responder por gestão temerária ou fraudulenta, além de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Segundo a PF, as irregularidades possuem quatro núcleos de atividade: o núcleo empresarial, o núcleo dirigente dos fundos de pensão, o núcleo de empresas avaliadoras de ativos e o núcleo de gestores dos FIPs.
Greenfield 
O nome da operação é uma referência a investimentos em fase inicial, antes de ser colocados em prática. O oposto de investimentos Greenfield é o Brownfield, em que os recursos são colocados em uma empresa que já opera. 

Confira onde são cumpridos os mandados:
Brasília/DF — 20 mandados de busca e apreensão, 6 conduções coercitivas e 5 mandados de prisão temporária;
São Paulo/SP — 44 mandados de busca e apreensão, 17 conduções coercitivas e 1 prisão temporária;
Campinas/SP — 1 mandado de busca e apreensão e 1 condução coercitiva;
Santos/SP — 1 mandado de busca e apreensão;
Rio de Janeiro/RJ — 28 mandados de busca e apreensão, 7 conduções coercitivas e 1 prisão temporária;
Niterói/RJ — 3 mandados de busca e apreensão e 1 condução coercitiva;
Vila Velha/ES — 1 mandado de busca e apreensão e 1 prisão temporária;
Salvador/BA — 1 mandado de busca e apreensão e 1 condução coercitiva;
Ilheus/BA — 1 mandado de busca e apreensão;
Curitiba/PR — 1 mandado de busca e apreensão;
Porto Alegre/RS — 2 mandados de busca e apreensão e 1 condução coercitiva;
Florianópolis/SC — 3 mandados de busca e apreensão, 1 condução coercitiva e 1 mandado de prisão temporária;
Manaus/AM — 2 mandados de busca e apreensão.

Bancários de todo o país entram em greve nesta terça-feira


Categoria reinvidica reajuste salarial e regulamentação de atendimento remoto, pois a digitalização vem acentuando corte de pessoal



ECONOMIA TRANSTORNOHÁ 2 HORAS
POR NOTÍCIAS AO MINUTO

A paralisação dos bancários em todo o país foi dedicida em assembleia na semana passada e com data de início para esta terça-feira (6).
Cerca de 140 sindicatos e federações do país entraram no consenso de acordo com Confederação que representa trabalhadores do ramo financeiro (Contraf).
De acordo com o Jornal Folha de S.Paulo, a categoria reivindica reajuste salarial de 5% além de reposição da inflação no período (9,57%).
Outro tema da pauta de reivindicações é a regulamentação do atendimento remoto, pois a digitalização dos serviços bancários vem acentuando a tendência de cortes de pessoal no mercado. 
A última greve nacional dos bancários aconteceu em outubro de 2015 e durou 21 dias.
Serviços
Durante a paralisação, os clientes poderão utilizar caixas eletrônicos e também as centrais de atendimento dos bancos. Consultas de saldo e ralização de transferências poderão ser feita.
Pagamentos de contas e saques podem ser feitos em lotéricas. Essas e outras funções também estão disponíveis nos sites dos bancos ou por meio de aplicativos dos dispositivos móveis.

Operação da PF investiga 4 maiores fundos de pensão do Brasil

Os desvios são estimados em R$ 8 bilhões, provenientes de 103 pessoas físicas e jurídicas



BRASIL FRAUDESHÁ 43 MINS
POR NOTÍCIAS AO MINUTO


Policiais federais foram às ruas nesta segunda-feira (5) em uma operação que investiga irregularidades em quatro dos maiores fundos de pensão do país, todos ligados a estatais. Os desvios são estimados em R$ 8 bilhões, provenientes de 103 pessoas físicas e jurídicas. Os alvos são Funcef, Petros, Previ e Postalis. Participam da operação cerca de 560 policiais federais, além de 12 inspetores e quatro procuradores federais da CVM, oito auditores da Previc e sete procuradores da República.

De acordo com a Folha de S. Paulo, estão sendo cumpridos 127 mandados judiciais expedidos pela 10ª Vara Federal de Brasília: sete de prisão temporária, 106 de busca e apreensão e 34 de condução coercitiva. A operação ocorre nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Amazonas, além do Distrito Federal.
Os focos da operação "Greenfield" são a Funcef (fundo de pensão de funcionários da Caixa), a Petros (de trabalhadores da Petrobras), a Previ (de funcionários Banco do Brasil) e o Postalis (de trabalhadores dos Correios). A ação da PF conta com auxílio do Ministério Público Federal, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

domingo, 4 de setembro de 2016

Postagem de juíza sobre meritocracia viraliza nas redes sociais


Reprodução/Facebook


Fernanda Orsomazo diz que conseguiu chegar ao cargo que ocupa hoje por ter uma série de privilégios, como comida em casa e acesso a educação particular



O desabafo que uma juíza do Tribunal de Justiça do Paraná fez sobre meritocracia na sua página do Facebook está repercutindo nas redes sociais. No texto, publicado na última terça-feira (30/8), Fernanda Orsomarzo diz que se esforçou muito para chegar ao cargo que ocupa atualmente, mas que, sem os privilégios a que teve acesso, como educação em colégios particulares, cursos de línguas e comida farta em casa, provavelmente nunca teria chegado onde está hoje.
“Abdiquei de festas, passei feriados em frente aos livros, perdi momentos únicos em família, Sim, o esforço pessoal contou. Mas dizer que isso é mérito meu doa, no mínimo, hipócrita”, diz. “Em primeiro lugar, nasci branca. Faço parte de uma típica família de classe média. Estudei em escola particular, frequentei cursos de inglês, informática, tive acesso a filmes e livros. Contei com pais presentes e preocupados com a minha formação. Jamais me faltou café da manhã, almoço e jantar”, continua. “Todos enfrentam dificuldades e desafios. Porém, enquanto para alguns esses entraves não passam de meras pedras no caminho, para outros a vida em si é uma pedra no caminho”.
No final do texto, a juíza encerra dizendo que o discurso da meritocracia “desresponsabiliza o Estado e joga nos ombros do indivíduo todo o peso de sua omissão e da falta de políticas públicas”. Até a noite de domingo (4/9), a postagem teve 52 mil curtidas e foi compartilhada mais de 17 mil vezes. A discussão ferve nos comentários também. Enquanto alguns elogiam, outros criticam a postura de Fernanda. “Então reparte com os menos favorecidos a tua casa”, provocou um usuário.
fernanda_postFERNANDA_POST

Manifestantes ameaçam invadir prédio de Cristovam Buarque em Brasília

Michael Melo/Metrópoles

Eles reclamaram contra o parlamentar porque ele votou a favor do impeachment de Dilma e prometeram voltar outras vezes


Um grupo de manifestantes pró-Dilma Rousseff protestou na manhã deste domingo (4/9), na quadra onde mora o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), em Brasília. Segundo a assessoria do senador, os manifestantes ameaçam invadir o prédio da residência de Cristovam. Eles reclamaram contra o parlamentar porque ele votou a favor do impeachment de Dilma, decidido pelo plenário do Senado no dia 31 de agosto, por 61 votos a 20.
O senador contou ao Metrópoles que, no momento do protesto, estava escrevendo e que não chegou a ver quais os grupos estavam se manifestando. “A mim não incomodou. Moro aqui há 35 anos e nenhum dos vizinhos jamais teve nada a reclamar quanto a barulho da minha parte. Agora, vão ter”, disse Cristovam Buarque.
Apesar das ameaças, não houve invasão e o protesto terminou. Segundo a assessoria do senador, os manifestantes prometeram voltar outras vezes. Cristovam acredita que o protesto na porta do seu prédio comprova que o país está dividido não em debates políticos de parte a parte, mas em uma “briga de torcidas”, onde falta o diálogo.
Estou me sentindo comprovando o que falo há muito tempo: no Brasil, a política perdeu a lógica. Virou ambiente de torcida e não de debate. Quando dois times se encontram em campo, as torcidas não debatem. Aplaudem seu time e vaiam o outro. Eu estou fora (da disputa política) do momento. Quero continuar usar a racionalidade. Como na Síria de hoje, quero que o Brasil tenha paz."
Cristovam Buarque
Ex-governador do Distrito Federal pelo partido da ex-presidente Dilma, o senador conta que votou contrário à manutenção da petista por considerar que sua continuidade seria uma “tragédia” para o país. Segundo Cristovam, parlamentares que votaram favoráveis a Dilma também queriam acompanhá-lo no voto, mas tinham medo de perder o apoio das suas bases.
Demagogia
Cristovam contou que sugeriu a Dilma que desafiasse o agora presidente efetivo Michel Temer (PMDB) a renunciarem juntos, obrigando a realização de novas eleições. Sem a renúncia conjunta, o senador acredita que será difícil eleições antes de 2018. “”Eu queria uma eleição rápida, mas isso é demagogia. Não vai acontecer”, conclui o senador, que recentemente deixou o PDT rumo ao PPS com o objetivo de disputar a Presidência da República em 2018.
O senador, que foi ministro da Educação no Governo Lula e foi demitido, desde então rompeu com a gestão petista. Na última quinta-feira (1/9),Cristovam também foi agredido verbalmente por manifestantes enquanto presidia audiência pública da Comissão de Educação do Senado sobre a proposta conhecida como “Escola Sem Partido”. A sessão contava com a presença de convidados de movimentos sociais organizados. Sob gritos de “golpista” e “traidor”, Cristovam desistiu de presidir a reunião e acabou encerrando a sessão. (Com informações da Agência Estado)

Ato pelo ‘Fora Temer’ ocupa as ruas de São Paulo


WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO

Aos gritos de “Fora, Temer”, e “Golpistas, não passarão”, os manifestantes percorreram a via em direção à rua da Consolação



Manifestantes ocupam a Avenida Paulista neste domingo (4/9), para protestar contra o governo Michel Temer. A manifestação começou por volta das 15h30.
“O governo golpista de Michel Temer falou em cerca de 40 pessoas neste protesto. Somos 100 mil pessoas”, disse Guilherme Boulos, da coordenação nacional do MTST, um dos organizadores do ato, em discurso por volta das 17h. A PM ainda não estimou o número de presentes.
Aos gritos de “Fora, Temer”, e “Golpistas, não passarão”, os manifestantes se preparam para percorrer a via em direção à rua da Consolação, e depois descer a Avenida Rebouças até o Largo da Batata. Os organizadores do ato, as frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, orientaram as pessoas a “não reagirem a provocações”. “Já vamos sair desse ato com um novo protesto marcado”, disse Boulos. “Quem acha que acabou não entende nada da história de resistência democrática deste país.”
O protesto começou pacífico, com muitas famílias presentes no local. A musicista Nina Blauth, de 53 anos, trouxe o filho Matias, de 5, para acompanhar o ato. “No dia em que houve o golpe, ele me viu triste e disse: ‘não fica assim, mãe, a gente pode se manifestar e pedir pra mudar”, ela disse. “Esse é o momento de mostrar para ele que vivemos numa democracia e podemos sim lugar pelo que acreditamos em paz.”