domingo, 4 de setembro de 2016

'Depredação é delito, não é manifestação', diz Michel Temer

04/09/2016 11h05 - Atualizado em 04/09/2016 17h22 

Novo presidente voltou a comentar os atos de vandalismo em protestos.
Para ele, movimento de junho de 2013 'naufragou' por causa de depredadores.

Do G1, em Brasília

O presidente da R

"O povo brasileiro não é afeito à depredação, e nem a ordem jurídica permite a depredação. A depredação é delito, não é manifestação", complementou.
"Ontem [sábado], eu disse que uma coisa é a manifestação democrática, que é importantíssima. [...] O movimento de junho de 2013 naufragou por causa dos depredadores. Quando começaram a depredar, o movimento ficou paralisado", destacou Temer aos jornalistas na China, onde está nos últimos três dias para participar de encontro de cúpula dos países do G20.
Os protestos contra Temer que eram pontuais nos últimos meses, se intensificaram desde que o Senado decidiu afastar definitivamenteDilma Rousseff da Presidência da República. Na última sexta-feira (2), manifestantes contrários a Temer voltaram a sair às ruas para pedir a saída do peemedebista do Palácio do Planalto e a realização de novas eleições presidenciais.
Em São Paulo, o protesto teve depredação de concessionárias e de pontos de ônibus e bloqueio de vias, como a Marginal Pinheiros. O ato começou pacífico no Largo da Batata, na Zona Oeste de São Paulo, mas ficou violento depois de policiais militares impedirem os manifestantes de seguirem até a Praça Benedito Calixto.
No Rio de Janeiro, um protesto percorreu ruas do centro e teve a presença de mascarados. Em meio à manifestação, houve uma confusão, na qual ativistas atiraram garrafas contra os PMs, que revidaram com spray de pimenta.
Porto Alegre também registrou protesto pela saída de Temer da Presidência na sexta-feira. Um grupo pôs fogo em contêineres de lixo e, pelo menos, quatro agências bancárias foram apedrejadas. Também houve confrontos entre integrantes do ato e policias militares, que usaram bombas de gás lacrimogênio contra os manifestantes.
No centro de Florianópolis, o protesto também começou pacífico, mas houve tumulto e confronto de manifestantes com a polícia. Participaram 7 mil pessoas, segundo os organizadores.
Em Salvador, os manifestantes pediram novas eleições. Foram 5 mil pessoas, segundo os organizadores, e 3 mil, de acordo com a polícia. Em Goiânia, 2 mil pessoas foram às ruas, segundo os organizadores, e 60, de acordo com a polícia.
O presidente Michel Temer volta a comentar sobre atos de vandalismo em protestos no Brasil durante entrevista coletiva em Hangzhou, na China (Foto: Beto Barata / PR)Michel Temer também comentou declaração do papa Francisco sobre o atual momento político do Brasil  (Foto: Beto Barata / PR)
Papa Francisco
Em meio à entrevista, Michel Temer foi indagado sobre a declaração do papa Francisco, neste sábado, no qual o pontífice ressaltou sua preocupação com o atual momento vivido pelo Brasil e pediu proteção ao país e ao povo brasileiro em um momento que definiu como "triste". O papa fez o comentário ao inaugurar um monumento dedicado à Nossa Senhora Aparecida no Jardim do Vaticano – sede da Igreja Católica.
Temer disse que, na opinião dele, o pontífice demonstrou uma "preocupação" com o Brasil que todos têm no país. "Acho que a alegria se formará pouco a pouco", enfatizou.
O peemedebista também foi questionado sobre o fato de o papa ter dito, em meio ao evento de lançamento do monumento no Vaticano, que é incerta sua visita ao Brasil em 2017.
Ao discursar na inauguração, Francisco disse que estava contente de ter a imagem de Nossa Senhora Aparecida no Vaticano porque, em 2013, em sua visita ao Brasil, havia prometido que retornaria ao país durante a Jornada Mundial da Juventude, mas, agora, não sabe se será possível.
"Ele [papa Francisco] não tinha plano. Ele disse: 'eu tenho tanto desejo de voltar ao Brasil que, de repente, eu volte ao Brasil', minimizou o presidente.
Diante da insistência dos repórteres em relação a uma eventual ligação da desistência de o papa vir ao Brasil à troca de governo no país, Temer ironizou. "Acho que é melhor perguntar ao papa. Se eu for a Roma, eu o procuro."
Se depender de convite, eu faço o convite", ressaltou.
O peemedebista fez o comentário ao ser questionado por um jornalista sobre declaração do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), de que Temer deve ter uma "DR" com o PMDB por conta do racha no partido na polêmica votação que permitiu que a ex-presidente Dilma Rousseff venha a ocupar cargos públicos.Base governista
Michel Temer cobrou neste domingo, durante a entrevista coletiva, a "compreensão" dos partidos que integram sua base de apoio no Congresso Nacional e disse que o que mais faz, atualmente, é "discutir a relação com os governistas.
Em entrevista ao jornal "O Globo" publicada neste domingo, além de criticar a postura de parte dos senadores do PMDB na votação final do julgamento de impeachment, Aécio disse que, sem o apoio do PSDB, não existirá governo Temer até 2018.
"Com essa base sólida é que vamos conseguir aprovar questões aparentemente difíceis, mas que produzirão efeitos muito benéficos no futuro. Mais do que base sólida, [precisamos] da compreensão dos partidos que nos apoiam. Até o presente momento, não tenho dúvida dessa compreensão. Não tenho preocupação. Conversar, haveremos de conversar sempre, não tenham dúvida", ressaltou o novo presidente.
Veja íntegra da entrevista coletiva de Michel Temer na China

Dilma pediu passaporte diplomático; veja a resposta do Itamaraty

Após o impeachment, a petista solicitou seu documento para eventuais viagens


POLÍTICA EX-PRESIDENTEHÁ 57 MINS
POR NOTÍCIAS AO MINUTO


Na última sexta-feira (2), a ex-presidente Dilma Rousseff pediu um passaporte diplomático ao Itamaraty, informa o colunista Ancelmo Gois, do Globo


Por ser um direito reservado também a ex-presidentes da República, o documento foi concedido na mesma hora.

Jornal suíço compara Marcela Temer a Maria Antonieta

A matéria destaca que a esposa de Temer conta com 50 empregados na residência oficial, ostenta uma rotina de compras e viagens de luxo




POLÍTICA PRIMEIRA DAMAHÁ 50 MINS
POR NOTÍCIAS AO MINUTO


O jornal suíço Tagesanzeiger publicou, na última quinta-feira (1º), um texto assinado pela jornalista Beat Metzler que compara a primeira-dama brasileira, Marcela Temer, à rainha francesa Maria Antonieta. A matéria destaca que a esposa de Michel Temer conta com 50 empregados na residência oficial às custas do Estado, ostenta uma rotina de compras e viagens de luxo e é apontada como o reflexo de um governo que não dá protagonismo às mulheres.


De acordo com a publicação da revista Fórum, a reportagem faz uma referência à vida de Marcela como modelo e ao casamento com um homem 43 anos mais velho. A publicação ressaltou ainda as contradições das despesas atribuídas a ela diante do abismo social existente no país. “Os críticos encontraram a quem comparar Marcela Temer: Maria Antonieta. A rainha francesa ostentava, enquanto o povo governado por seu marido passava fome”, afirmou.


Temer deixa G-20 para comprar sapato e brinquedo a Michelzinho

Ele atravessou o mundo para comprar nas lojas chinesas
POLÍTICA CHINAHÁ 23 MINSPOR FOLHAPRESS
Entre um e outro compromisso na China, o presidente Michel Temer foi às compras em Hangzhou, neste sábado (3).
Tido como uma agenda privada e não divulgada à imprensa brasileira, seu passeio não escapou aos chineses e acabou ganhando as redes sociais do país.
"O novo presidente do Brasil vai às compras em Hangzhou", diz o título da matéria da CRI (China Radio International).
Segundo um site local de Hangzhou, Temer ficou cerca de 50 minutos no shopping, e gastou 798 RMB (cerca de R$ 388) em um par de sapatos de couro marrom e 399 RMB (R$ 194) em um cachorro-robô de brinquedo. O site diz que os funcionários haviam sido alertados de uma "visita misteriosa", e não sabiam que seria o presidente do Brasil.
"Pessoas que faziam compras se surpreenderam com Temer experimentando sapatos novos em um shopping. Ele até posou para uma foto com a vendedora que o ajudou com os sapatos", diz a matéria da CRI, que diz ainda que Temer acenou para uma multidão que estava próxima.
Em imagens compartilhadas pelas redes sociais, Temer aparece calçando sapatos, acenando para um aglomerado de pessoas, em uma loja com brinquedos e posando ao lado de uma chinesa.
A CRI diz que sites locais disseram que alguns consumidores foram comprar o mesmo modelo escolhido por Temer, assim que ele deixou a loja. E que alguns internautas acham que o modelo pode virar um sucesso de vendas na China.
Segundo as imagens divulgadas, o sapato é da marca Satchi, que se diz inspirada na Itália, com estilo que "mistura funcionalidade e moda, assim como [design] clássico e moderno" para o mercado chinês.
Em março, a Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados) festejou a extensão do direito antidumping contra sapatos chineses, com a aplicação de uma sobretaxa a produtos importados do país, que, segundo a entidade, permitiu a recuperação de postos de trabalho no Brasil quando foi aplicada em 2009 -teve extensões em 2010 e 2016.
Temer deixou o hotel onde está hospedado em Hangzhou por volta da hora do almoço, neste sábado (3), após ter dado entrevista à imprensa brasileira. Sua equipe não divulgou o destino do presidente, alegando que se tratava de uma agenda privada.

Médicos da máfia das próteses cobravam comissão de 15% por “serviço”

Por Aguiasemrumo Semrumo: Romulo Sanches de Oliveira

A força pública está fazendo um trabalho fantástico agora cabe a todos boicotar todos os envolvidos e fiscalizar junto com o poder publico aplicação da Lei neste crime altamente hediondo!

Ao menos 15 pessoas procuraram a polícia após prisão da máfia das próteses
De acordo com a corporação, elas também relatam problemas em procedimentos.

Michael Melo/Metrópoles

A partir dos depoimentos das vítimas e de testemunhas, que começam nesta segunda-feira (5/9), e com a análise do material apreendido, a polícia não descarta a possibilidade de haver mais pessoas envolvidas no esquema



As vítimas dos médicos que integram a máfia das próteses começam a ser ouvidas nesta segunda-feira (5/9) pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deco). A partir das oitivas das vítimas e testemunhas e com a análise do material, a polícia não descarta a possibilidade de haver mais médicos envolvidos, bem como funcionários de planos de saúde, já que em alguns casos procedimentos que custariam R$ 15 mil foram cobrados por até R$ 70 mil. A cada um dos médicos beneficiados no esquema, de acordo com as investigações, era garantida uma comissão de 15% por “serviço”.
Até a tarde deste sábado (3), 15 pacientes procuraram a Polícia Civil do Distrito Federal com denúncias como cobranças abusivas, cirurgias desnecessárias e erros médicos. O grupo também é acusado de tentar matar uma mulher que suspeitava das irregularidades e ameaçou denunciar.

Segundo a polícia, o esquema envolvia os médicos que atendiam no Hospital Home, na 613 Sul, os donos e revendedores da TM Medical, empresa especializada na venda de órteses, próteses e equipamentos especiais, e um operador que seria  Antônio Márcio Catingueiro Cruz. Também atuando no Home, ele fazia o contato comercial entre médicos, planos de saúde e fornecedores. Seria o responsável por orientar cirurgiões e a TM Medical sobre como fraudar auditorias para incluir procedimentos desnecessários.
Os depoimentos serão parte importante da investigação e se somarão ao farto material apreendido nas buscas realizadas na quinta (1º) e sexta-feira (2). As equipes estão debruçadas na análise de  documentos, arquivos, HDs e prontuários médicos, além de equipamentos que foram recolhidos no cumprimento de mandados expedidos pela Justiça.
O esquema
Segundo a investigação dos promotores e dos policiais civis, o grupo usava os procedimentos cirúrgicos para ganhar cada vez mais dinheiro. Entre as 13 pessoas presas na Operação Mister Hyde, estão médicos e representantes de empresas fornecedoras de órteses, próteses e materiais especiais (OPMEs). Destas, cinco foram soltas nesta sexta.
REPRODUÇÃO
Reprodução
Mulher de 34 anos que foi submetida a sete cirurgias quase morreu ao ter um material metálico de 53 centímetros deixado na jugular, após ameaçar denunciar esquema
Cerca de 60 pacientes, de acordo com a polícia, foram lesados em 2016 somente por uma empresa, a TM Medical. O esquema teria movimentado milhões de reais em cirurgias, equipamentos e propinas. Há casos de pessoas que foram submetidas a procedimentos desnecessários, como sucessivas cirurgias, com o objetivo de gerar mais lucro para os suspeitos. Em outros, conforme revelado pelas investigações, eram utilizados produtos vencidos e feita a troca de próteses mais caras por outras baratas.
Monstros
Diante da gravidade das acusações, a própria polícia e promotores do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) compararam os médicos a “monstros”. A operação, inclusive, foi batizada de Mister Hyde, numa referência ao filme “Dr. Jekyll and Mr. Hyde” ou “O Médico e o Monstro”.
Baseado no romance “Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde” (“O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde”), de Robert Louis Stevenson, publicado em 1886, mostra as duas faces de um médico. A história se passa em Londres, no século XIX. O médico e pesquisador Henry Jekyll crê que o bem e o mal existam em todas as pessoas.
Jekyll tem muita determinação para provar sua teoria e, por isso, após trabalhar incansavelmente em seu laboratório, elabora uma fórmula e a ingere. Como resultado, seu lado demoníaco é revelado, que ele chama de Mr. Hyde. O pior é que o personagem não consegue controlar a sua face do mal.
De acordo com o promotor Maurício Miranda, da Promotoria de Justiça Criminal de Defesa dos Usuários dos Servidores de Saúde (Pró-Vida), os pacientes eram vistos como “projetos econômicos” pelos integrantes da organização, incluindo os médicos.
Hospital esclarece
Em nota divulgada neste sábado, o hospital informou que tem contribuído com as autoridades no sentido de serem devidamente apurados os fatos desde a deflagração da operação, disponibilizando todos os documentos e explicações solicitadas.
Sobre os fornecedores de órteses e próteses, a instituição explica que “não há qualquer tipo de favorecimento no Home”   Informa, ainda, que a TM Medical “tem baixa participação no volume de cirurgias realizadas no hospital”.
A unidade reitera que presta total apoio às investigações realizadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Distrito Federal.







Eduardo Cunha articula para esvaziar votação e tentar salvar mandato


Daniel Ferreira/Metrópoles

O deputado peemedebista passou a se dedicar mais à sua defesa e procura reagrupar sua “tropa de choque” na Casa, dispersa por causa da campanha eleitoral municipal



Com a proximidade do julgamento final de seu processo de cassação, o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) intensificou as articulações para tentar salvar seu mandato. Suspenso do exercício parlamentar e sem a presidência da Câmara dos Deputados, o peemedebista passou a se dedicar mais à sua defesa e tenta reagrupar sua “tropa de choque” na Casa, dispersa por causa da campanha eleitoral municipal.
Na semana passada, líderes aliados de Cunha passaram a fazer um levantamento em suas bancadas para saber quais deputados pretendem comparecer à votação, marcada para a segunda-feira da próxima semana. O peemedebista sabe que os parlamentares que estiverem presentes no plenário dificilmente votarão abertamente a seu favor às vésperas das eleições. Por isso, articula para que os deputados faltem à sessão.


O movimento de esvaziamento tem como alvo o PMDB e legendas do Centrão – grupo de 13 partidos liderados por PP, PSD, PTB e Solidariedade. Para que o deputado afastado seja cassado pelo plenário da Câmara, bastam 257 votos favoráveis à condenação – a Casa tem 513 deputados. Os parlamentares que se ausentarem, portanto, estarão ajudando o peemedebista.
Em outra frente, Cunha tenta convencer seus aliados a repetir, na votação de sua cassação na Câmara, o precedente aberto com o fatiamento do impeachment de Dilma Rousseff no Senado, na quarta-feira. A estratégia é tentar aprovar uma pena mais branda, por meio da apresentação de uma emenda.
Nesta semana, Cunha também começou a entregar cartas aos deputados na qual reafirma sua defesa. No documento, diz que já foi punido ao ter de renunciar à presidência da Câmara, em 7 de julho, e que uma eventual cassação vai “destruir a vida dele e da família”. “Peço que tome sua decisão com isenção sobre a sua gravidade, cuja consequência é tamanha, a ponto de destruir a minha vida e principalmente a da minha família.”
O peemedebista pede ainda que os deputados se atenham ao mérito da representação que pede sua cassação. Ele lembra que será julgado sob acusação de ter mentido à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobrás em 2015, de que não possuía contas secretas no exterior; e não por outras acusações contra ele, que ainda serão julgadas pelo Supremo Tribunal Federal.
Cunha continua morando em um apartamento funcional da Câmara no fim da Asa Sul, em Brasília, mesmo estando suspenso do mandato desde 5 de maio, por decisão do STF. O local passou a ser o escritório político do peemedebista na capital federal. É lá onde ele passa praticamente todo o dia durante a semana e de onde despacha com advogados e com aliados.
Campanha
As visitas de aliados, porém, diminuíram com o início da campanha para as eleições municipais. Um dos principais membros da “tropa de choque” de Cunha, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) disse que ainda não conseguiu visitar o peemedebista no apartamento funcional. “Tenho me dedicado mais à campanha dos meus aliados no Mato Grosso do Sul.”
De acordo com aliados, a comunicação entre eles e Cunha está mais difícil. Embora seja um habitual usuário do WhatsApp, o peemedebista prefere conversar sobre sua estratégia de defesa pessoalmente. No entanto, a campanha tem reduzido a ida dos deputados à Brasília, já que ficam mais nos Estados, para se dedicar às suas próprias campanhas ou à de aliados.
Cunha costuma passar a semana em Brasília e viaja ao Rio de Janeiro, cidade onde mora sua família, apenas nos fins de semana Geralmente vai para a capital federal às segundas ou terças-feiras e volta à capital fluminense às quintas ou sextas-feiras. Às vezes, altera a rotina e viaja para São Paulo ou Rio na semana, para acompanhar audiências de processos dos quais é alvo.
Desde agosto, a maioria dos trajetos passou a ser feito em voos comerciais, e não mais em jatinhos particulares que Cunha contratava logo após perder o direito de usar aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).
Fatiamento
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse no sábado (3) que seria uma punição “desproporcional” suspender o direito de Dilma Rousseff de exercer função pública após a aprovação do impeachment. Segundo ele, a decisão de poupar a ex-presidente não criará precedente favorável a Eduardo Cunha, nem para o ex-senador Delcídio do Amaral.
“Era desproporcional afastar e punir”, disse Renan em entrevista na China, onde acompanha o presidente Michel Temer, que participa da reunião do G-20. Anteontem, Delcídio recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a restauração do direito com base no impeachment de Dilma.
Renan negou que tenha havido uma articulação. Segundo ele, o fatiamento foi discutido durante o afastamento do ex-presidente Fernando Collor de Mello, em 1992. Na época, o caso chegou ao STF , em um julgamento que terminou empatado.
O presidente do Senado disse que será inevitável que o Supremo reveja os aspectos de procedimentos do processo que levou ao afastamento de Dilma do cargo e à manutenção do direito de exercer função pública. “Há uma judicialização da política”, afirmou.



Lava Jato completa dois anos sem nenhum político julgado

Em março de 2015, a PGR apresentou ao relator da Lava Jato no STF, Teori Zavascki, a primeira lista de políticos que deveriam ser investigados




POLÍTICA IMPUNIDADEHÁ 4 HORAS
POR NOTÍCIAS AO MINUTO


A Lava Jato completou no último domingo (28) dois anos e segue sem nenhum político condenado. A operação tem apenas dois parlamentares réus em ações penais que estão ainda em fase inicial de julgamento no Supremo Tribunal Federal. O juiz federal responsável pelas ações da primeira instância, Sergio Moro, já decidiu por 106 condenações, mas segue sem nenhum julgamento.

De acordo com a Folha de S. Paulo, a história da Lava Jato no STF começou em agosto de 2014, após depoimentos do ex-diretor de da Petrobras Paulo Roberto Costa à PGR. Ele levantou suspeitas sobre mais de duas dezenas de parlamentares. O doleiro Alberto Youssef fechou sua delação premiada em dezembro do mesmo ano.
Em março de 2015, a PGR apresentou ao relator da Lava Jato no STF, Teori Zavascki, a primeira lista de políticos que deveriam ser investigados. Foram 28 pedidos de abertura de inquérito e sete pedidos de arquivamento.