O encontro aconteceu durante audiência do pontífice com a Ordem das Missionárias da Caridade no Vaticano. Ele acariciou o mascote e levantou uma de suas patas para "cumprimentá-lo".
Leo, um labrador preto, é um cão de resgate da polícia italiana. Ele ajudou a equipe a localizar Giorgia Rinaldo, que estava presa nos escombros de uma casa em Pescara Del Tronto, no centro da Itália.
Madre Teresa Em seu discurso no evento, Francisco criticou o que chamou de pecado moderno da indiferença com a fome, a exploração e outros sofrimentos e elogiou o exemplo de Madre Teresa de Calcutá, um dia antes de suacanonização pela Igreja Católica.
"Amanhã, teremos a alegria de ver Madre Teresa ser proclamada santa", disse na a milhares de voluntários na Praça de São Pedro.
O papa irá conduzir neste domingo (4) a cerimônia de canonização da freira, que deve reunir mais de cem mil fiéis diante da basílica de São Pedro. Francisco conheceu Teresa pessoalmente por ocasião de um sínodo de bispos em 1994 em Roma.
No Vaticano, Papa Francisco conhece cãozinho Leo, que ajudou em resgate na Itália (Foto: Osservatore Romano/Handout/REUTERS)
STF manda apurar denúncia de que o ex-presidente comprou o silêncio de uma testemunha
POLÍTICASILÊNCIOHÁ 3 MINS POR NOTÍCIAS AO MINUTO
Depois de se tornar réu e indiciado no petrolão, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será agora investigado pelo mensalão. O petista foi acusado na delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral de ter feito parte do esquema montado para comprar o silêncio do empresário Marcos Valério, operador do esquema de subornos descobertos em 2005.
De acordo com a Veja, o ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o caso seja encaminhado à Justiça Federal no Distrito Federal para a apuração dos fatos. Pede também que seja compartilhado com o inquérito em andamento na Corte apelidado de “quadrilhão”, que revira todo o esquema de corrupção na Petrobras. Essa é a primeira vez em que o petrolão se encontra com o mensalão numa mesma investigação, tendo como elo Lula.
Teori atendeu a um pedido feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Em petição enviada ao STF, a força-tarefa da Lava Jato solicita a apuração do relato feito por Delcídio que se refere à “participação de personagens centrais do Partido dos Trabalhadores, entre os quais o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro Antonio Palocci e Paulo Okamotto, nas tratativas voltadas ao pagamento de valores ilícitos para manter o silêncio de Marcos Valério no denominado caso do ‘mensalão’”.
O ex-senador revelou que, quando era presidente da CPI dos Correios entre 2005 e 2006, foi procurado por Valério. Naquela ocasião, o operador do mensalão ameaçava entregar o PT se o partido não pagasse uma dívida de R$ 220 milhões, referente aos recursos usados para comprar o apoio de parlamentares durante o governo Lula. Já sendo de conhecimento de Paulo Okamotto, braço-direito do ex-presidente, o tema foi levado por Delcídio até Lula, que ficou transtornado. Alguns dias depois, segundo depoimento de Delcídio, Palocci entrou em contato e disse que iria resolver o desentendimento. O ex-senador ainda conta que ouviu dizer que as empreiteiras do petrolão ajudaram a comprar o silêncio de Valério.
O ex-presidente também está sendo investigado em outra frente do mensalão. Os procuradores da Lava Jato em Brasília apuram as acusações feitas por Marcos Valério num depoimento prestado ao Ministério Público Federal (MPF) em setembro de 2012. Naquela altura, o então empresário, condenado a 37 anos de prisão, chegou a negociar uma delação, mas acabou recusando o acordo.
Conforme o operador do mensalão, a empresa Portugal Telecom saldou uma dívida de $ 7 milhões de campanhas do PT. A transação foi realizada no exterior por meio de fornecedores da companhia de telecomunicação sediados em Macau. Como prova, Valério entregou quatro folhas com dados de contas bancárias fora do Brasil, que teriam sido utilizadas pelo PT para quitar despesas das eleições de 2002 e 2004.
Um inquérito foi instaurado pela Polícia Federal e o MPF para checar as acusações feitas por Valério, que se negou a prestar novas informações. Após três anos, concluíram que seria inviável avançar nas pistas dadas pelo empresário, pois os fatos eram antigos – e pediram o arquivamento das investigações. O juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara federal em Brasília, no entanto, determinou que o caso fosse reaberto.
Segundo o magistrado, há contradições nos depoimentos dos suspeitos e algumas dúvidas que ainda precisam ser esclarecidas. Determinou, por isso, uma série de novas diligências. O processo foi direcionado aos procuradores do grupo de trabalho da Lava Jato, que devem utilizar as informações levantadas ao longo do inquérito para aprofundar as investigações sobre a conexão entre o petrolão e o mensalão.
No dia 12 de setembro, Marcos Valério deverá prestar depoimento ao juiz Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em Curitiba. O operador do mensalão será questionado sobre o empréstimo de R$ 12 milhões feito entre o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula, e o banco Schahin.
Em 2012, segundo o próprio Valério declarou ao MPF, uma parte dos recursos foi usada para comprar o silêncio de Ronan Maria Pinto, empresário que ameaçava envolver dirigentes do PT com o assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel, em janeiro de 2002. Procuradores da operação acreditam que todos esses esquemas estejam relacionados entre si, e sob o comando de Lula, que nega as acusações.
O filme Quatro vidas de um cachorro nem sequer estreou mas já conquistou milhares de fãs na web. Tudo por conta do trailer emocionante que foi divulgado nesta semana. A “fala” do animal protagonista da película já revela qual é a pegada do mais novo trabalho do diretor Lasse Hallström: “Se eu posso conquistar você com lambidas e amor, eu tenho meu propósito.”
A obra, inspirada no best-seller homônimo, conta a história de um cão que ‘reencarna’ diversas vezes para conseguir alcançar seu propósito divino. A saga do cãozinho para conquistar os humanos e descobrir qual é o sentido da vida – revelado em pouco mais um minuto de trailer – já pode ser considerado um dos filmes mais aguardados do ano. Mas só do ano que vem: Quatro vidas de um cachorro tem previsão de estreia apenas para janeiro de 2017.
ANA MARIA CAMPOS NATHÁLIA CARDIM BRENO FORTES (FOTOS)
Policiais civis da Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deco) cumprem nesta manhã (02) mandados de busca e apreensão na Casa Militar do DF, no Palácio do Buriti. O alvo da investigação é o Coronel Cirlândio Martins dos Santos, que até uma semana atrás era o chefe de gabinete da Casa Militar, comandada pelo Coronel Cláudio Ribas, responsável pela segurança do governador Rodrigo Rollemberg. A operação foi batizada de Palácio Real.
Os policiais civis realizam também busca e apreensão nas casas do Coronel Cirlåndio, no Condomínio RK, e do policial militar reformado João Dias, no Condomínio Bela Vista, em Sobradinho. Há ainda mandado de condução coercitiva contra João Dias. Toda a operação foi autorizada pela Justiça.
Os investigadores apuram a relação entre os dois policiais militares e a participação deles no episódio em que João Dias invadiu o Palácio do Buriti, em 2011, na gestão de Agnelo Queiroz, para desafiar o então secretário de Governo, Paulo Tadeu, hoje conselheiro do Tribunal de Contas do DF. João Dias entrou sem qualquer incômodo, foi ao gabinete de Paulo Tadeu e jogou sobre a mesa cédulas que somavam R$ 200 mil. João Dias chegou a agredir uma funcionária do então secretário que até hoje trabalha com ele, no Tribunal de Contas do DF.
O conselheiro Paulo Tadeu sempre afirmou que o episódio foi uma armação de João Dias para prejudicá-lo politicamente. Ao invadir a Secretaria de Governo, Dias disse que foi ao Palácio do Buriti devolver o dinheiro a Paulo Tadeu.
Cirlândio foi candidato a deputado distrital em 2010 pelo PMDB, na coligação liderada pelo petista Agnelo Queiroz. Teve cerca de 1,5 mil votos e não se elegeu. Ele também exerceu o cargo de administrador regional de Planaltina. No governo atual, trabalhava como chefe de gabinete da Casa Militar. A exoneração dele foi publicada no Diário Oficial do DF de 24 de agosto.
A ação foi movida pela Associação Nacional de Proteção Mútua aos Proprietários de Veículos Automotores, sob a alegação de que os condutores não podem ser penalizados diante da inexistência de sinalização
postado em 02/09/2016 16:42 / atualizado em 02/09/2016 17:35
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF 1) expediu uma liminar que proíbe a cobrança de multas sobre condutores flagrados trafegando em rodovias com o farol baixo desligado. De acordo com a Justiça Federal, os motoristas não poderão ser penalizados até que as pistas recebam a devida sinalização, orientando sobre a necessidade do uso do farol. A decisão vale para todo o país.
A ação foi movida pela Associação Nacional de Proteção Mútua aos Proprietários de Veículos Automotores (ADPVAT), sob a alegação de que os condutores não podem ser penalizados diante da inexistência de sinalização. "Em cidades como Brasília, exemplificamente, as ruas, avenidas, vias, estradas, rodovias, etc. penetram o perímetro urbano e se entrelaçam. Absolutamente impossível, mesmo para os que bem conhecem a capital da República, identificar quando começa uma via e termina uma rodovia estadual", justifica a entidade no pedido.
Assinada pelo juiz Renato Borelli, da 20ª Vara do Distrito Federal, a decisão prevê uma multa diária de R$ 5 mil para a União em caso de descumprimento. Procurada pelo Correio, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) - um dos órgãos responsáveis pela fiscalização do cumprimento da lei - disse que não foi notificada da decisão. A corporação informou ainda que é um órgão executor de trânsito e que, por isso, não cabe a ela recorrer da decisão ou decidir sobre o reembolso das multas já aplicadas.
A lei federal nº 13.290/2016 entrou em vigor em 8 de julho deste ano, obrigando o uso de farol baixo em rodovias mesmo durante o dia. Os condutores flagrados com o farol desligado eram autuados por infração média e recebiam multa de R$ 85,13 e mais quatro pontos na carteira. O objetivo da lei era, segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), reduzir o número de acidentes, uma vez que o uso do farol melhoraria a visibilidade dos automóveis.
Image copyrightEPAImage captionBrasil teve até agosto 1845 casos confirmados de bebês nascidos com malformações congênitas
A Organização Mundial de Saúde (OMS) e autoridades médicas se dizem intrigadas com o fato de os casos de microcefalia aparentemente serem muito mais numerosos no Brasil do que em outros países afetados pela epidemia de zika.
A questão esteve no centro dos debates do 4º encontro do comitê emergencial da OMS sobre o tema, que terminou na última sexta-feira em Genebra.
De acordo com o diretor do comitê, o médico David Heymann, explicações para o alto número de incidência de más-formações ainda precisam ser desvendadas, e estudos em diversas direções procuram entender causas além das especuladas até o momento.
"Há enormes variações e precisamos responder à pergunta: isso ocorreu simplesmente porque o vírus atingiu a população em um outro momento, e há apenas um lapso de tempo? Estamos apenas aguardando que as complicações apareçam? Ou outros fatores contribuem fazendo com que, em uma parte do mundo, a doença resulte em maiores complicações do que em outra?", indagou.
De acordo com o último boletim epidemiológico da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), até agosto foram confirmados 1.845 casos de bebês nascidos com más-formações no Brasil, em uma população de 206 milhões.
O segundo país a registrar maior incidência de más-formações congênitas é a Colômbia, com 29 casos confirmados em uma população de 47 milhões.
Em uma comparação simplificada, o Brasil tem população cerca de 4,3 vezes maior do que a do vizinho, mas registra 63 vezes mais casos de más-formações.
Ao todo, infecções por zika foram observadas em 72 países desde 2007, porém apenas 20 desses reportaram más-formações no sistema nervoso de bebês associadas ao vírus. Entre eles, quatro foram episódios de infecção ocorridos fora do território.
Possibilidades
Diversas teorias procuram explicar a razão dos altos índices de microcefalia observados particularmente no Brasil, mas até o momento nenhuma é conclusiva.
O argumento mais aceito era de que os surtos haviam iniciado anteriormente no Brasil e se alastrado para o resto da América Latina, portanto seria apenas uma questão de tempo até a microcefalia atingir altos números na região como um todo.
Essa profecia, porém, ainda não se concretizou, deixando o Brasil numa indesejável e solitária liderança estatística.
Para o virologista da USP Paolo Zanotto, a cepa (linhagem) do vírus, o lapso do tempo desde o início da epidemia, a interação com outras doenças e as condições socioeconômicas são os fatores mais prováveis por trás da discrepância.
Na reunião da OMS debateu-se extensamente se a versão do zika que provocou a epidemia no Brasil - de origem asiática e comprovadamente associada à microcefalia - seria mais perigosa do que sua gêmea, a cepa africana.
"As epidemias com a cepa africana vêm ocorrendo há vários anos, mas ninguém realmente as observou. Então a pergunta é: estaria a africana também causando microcefalia?", questionou Peter Salama, diretor-executivo para surtos e emergências da organização.
"Estamos analisando as diferenças entre as cepas. Isso está sendo investigado", reforçou Heymann.
Image copyrightAPImage captionProliferação do mosquito Aedes aegypti está entre as causas de epidemia de zika
Zanotto ressalta que a desproporcionalidade de casos nos Brasil depende da compreensão do fenômeno como um todo. O lapso do tempo desde o início da epidemia e o nível de prevalência do vírus seriam os parâmetros corretos para essa aferição.
"A gente precisaria ter estudos de sorologia retroativos nas populações para entender em que ponto estamos, quantas pessoas de fato foram infectadas. Um milhão? Cinquenta milhões? Precisamos saber isso para poder calcular os casos de microcefalia com um denominador de fato."
"Imagine se no Nordeste (do Brasil) 80% da população já tiver sido infectada? Aí os números de microcefalia fariam sentido. Mas, se menos de 2 milhões tiverem sido infectados, ainda haveria muitos milhões (de pessoas vulneráveis). Aí a doença ficaria muito mais complicada do que parece", explicou.
Cofatores
"É necessário que haja estudos completos, com grupos de controle, para estabelecer se existem ou não outros aspectos envolvidos. Isso é principalmente por conta da diferença entre as manifestações (do vírus) em diversos países", afirmou Heymann.
O diretor-executivo destacou que a particularidade brasileira é "uma questão em aberto". "Há muitos estudos em andamento, inclusive com grupos de controle, especialmente no Nordeste do Brasil, para explicar as variações entre as incidências de complicações."
Ele enumerou aspectos genéticos, alimentares e de contaminação ambiental como exemplos. "Há uma extensa gama de fatores que precisa ser avaliada para entendermos exatamente a causa", agregou.
O desafio dos cientistas não é apenas definir quais cofatores impactaram a má-formação dos bebês, mas também avaliar a interação entre eles, já que possivelmente ocorrem simultaneamente.
Image copyrightAPImage captionZika foi uma das grandes preocupações na preparação para a Olímpiada do Rio
"No Nordeste, há uma prevalência de dengue muito mais alta do que no resto do Brasil. Cerca de 80% da população já teve dengue. Pesquisas já mostraram que isso pode ser um intensificador do problema", disse Zanotto.
Outro ponto destacado por Zanotto é o índice de desenvolvimento humano (IDH), referência utilizada para avaliar a condição socioeconômica da população. De acordo com o professor, a maioria dos bebês afetados nasceu em comunidades cujo IDH é baixo.
"Temos evidência de que o fator socioeconômico está relacionado também - pode ser relacionado à má nutrição ou à exposição a outras doenças."
"Há várias coisas que podem ser a razão (da alta incidência de microcefalia) e estamos tentando produzir pesquisas em várias linhas pra tentar ficar sensível às respostas que venham dessas diferentes hipóteses", concluiu.
Procuradora encaminha representação ao Tribunal de Contas do DF para que sejam apuradas possíveis irregularidades em contratos firmados entre a unidade de saúde e a Organização Social ao qual Renilson Rehem faz parte. Convênio também foi alvo de suspeitas na CPI da Saúde, em curso na Câmara Legislativa
O Ministério Público de Contas (MPC) pediu ao Tribunal de Contas do DF (TCDF) que sejam investigadas denúncias contra o gestor que administra o Hospital da Criança de Brasília. Em representação assinada pela procuradora Cláudia Fernanda de Oliveira, o órgão considera “gravíssimas” as denúncias de possíveis irregularidades nos contratos com o Governo do Distrito Federal (GDF) com a Organização Social (OS). O órgão pediu que Renilson Rehem seja afastado do Conselho de Saúde do Distrito Federal, responsável, por exemplo, por votar sobre a implantação do sistema de OSs na saúde pública local. De acordo com a representação do MPC, o convênio firmado com a Abrace é investigado há mais de 10 anos, desde a dispensa de licitação para a concessão de direito real de uso e celebração de convênio, com dois contratos de gestão que somam mais de R$ 200 milhões repassados. “Não é de hoje que o MPC/DF chama a atenção, primeiro, para a irregular celebração de convênio com a Abrace; segundo, para a irregular qualificação do Icipe (Instituto de Câncer Infantil e Pediatria Especializada); e, terceiro, para a não menos irregular celebração de contrato de gestão com a OS em referência”, diz o documento assinado pela procuradora Cláudia Fernanda de Oliveira.
A decisão de passar um “pente-fino” nos contratos e de pedir o afastamento de Renilson Rehem d do Conselho de Saúde se deu após investigação da CPI da Saúde, em curso na Câmara Legislativa. Segundo o relatório, os documentos elaborados por delegados que atuam da comissão trouxeram à tona os bastidores da relação entre Icipe, Abrace, HCB e Secretaria de Saúde do DF.
Um dos primeiros pontos levantados é que os dirigentes da OS “guardam uma íntima relação com os integrantes da Abrace, mantendo ainda uma relação ‘promíscua’ com os dirigentes do HCB, (…) a confusão é tão grande em diferenciar a ICIPE do HCB, que nem mesmo as pessoas que compõem o gabinete da Secretaria de Saúde souberam diferenciar, chegando a afirmar que o ICIPE e HCB seriam uma coisa só”.
REPRODUÇÃO
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O relatório aponta que integrantes do Icipe e do HCB têm várias empresas com ‘animus lucrandi’ registradas em seu nome. “Em análise mais aprofundada na Abrace, Icipe e HCB verificamos que o seu corpo de sócios diretores e presidente possuem vínculos, tais como familiar, empresarial, serviço público direto e criminal. A existência de tais vínculos pra lá de suspeitos, indica a real possibilidade da ocorrência de crimes contra a administração pública, não sendo fantasiosa a cogitação do cometimento de crimes de lavagem de dinheiro”, diz o documento.
IbrossA atuação direta de Renilson Rehem junto ao Instituto Brasileiro de Organizações Sociais de Saúde (Ibross), ocupando cargos estratégicos como o de presidente também é alvo do pedido de investigação. Rehem foi nomeado para atuar na realização de estudos de projetos a fim de descentralizar a saúde.
É ainda membro titular do Conselho de Saúde, que, entre outras atribuições, opina sobre a possibilidade de organizações sociais gerirem a saúde do DF por meio de contratos de gestão. Renilson ocupava ainda a cadeira de secretário de Assistência à Saúde e teria participado de um esquema de extorsão a uma empresa de medicamentos no combate ao câncer.
CPI da SaúdeO integrante da CPI da Saúde, deputado Wasny de Roure (PT) afirmou que existem duas questões que motivam a investigação do contrato com o Instituto do Câncer Infantil e Pediatria Especializada (Icipe). Os altos valores dos contratos e a transferência de 100 médicos da rede pública para o Hospital da Criança. “Foi feito um trabalho investigativo pelos delegados da CPI. Há dados bem preocupantes que o Ministério Público deve aprofundar. O grande problema é se certificar que esse volume de gastos está devidamente atestado de forma correta. Precisamos entender quais são os equívocos cometidos. O volume e tipo de relação com o órgão que acompanha o que é executado. Precisamos de mais informações para ter elementos que chegue ao afastamento da direção”, afirmou o deputado distrital.
Para Wasny, os volumes são significativos desde 2012 para cá. “Precisamos respaldar se esses volumes são compatíveis com a prestação de contas. Os delegados chegaram a identificar 100 médicos da Secretaria de Saúde no Hospital da Criança. A pediatria do Hospital do Gama foi fechada hoje (sexta) por causa da falta de médicos. Como é que nós vamos explicar para a sociedade? Não há dúvida que o Hospital da Criança presta um serviço singular para a sociedade, mas temos outras áreas de pediatria”, completou o parlamentar.
Ouvido anteriormente pelo Metrópoles sobre o assunto, o dirigente do Hospital da Criança rebateu as insinuações de um suposto conflito de interesses, ao integrar o Conselho de Saúde do DF. O médico destaca que seu trabalho é “de graça” nos dois casos, na Icipe e no grupo. E que, em nenhuma das duas instâncias, milita indevidamente a favor das organizações sociais.
Confira os valores recebidos pela Icipe do GDF desde 2012