sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Youtubers brasileiras fazem versão vegana do prato ‘Ribs On Barbie’, o mais famoso do Outback 05/08/2016 às 10:52

Se é por causa de costela com molho de churrasco, tem vegana.


Fabio Chaves 
Do Vista-se

As meninas do canal Viewganas (conheça) do YouTube publicaram mais uma receita mirabolante nessa quinta-feira (4). No vídeo, elas ensinam como fazer uma versão livre de ingredientes de origem animal do prato mais famoso da rede de restaurantes Outback.
A receita Ribs On Barbie original tem costelas de porco assadas. Mas na versão melhorada e otimizada para não machucar ninguém, os ossos e músculos dão lugar aos cogumelos da variedade eryngui, que são muito versáteis.
As meninas também ensinaram técnicas para fazer o molho barbecue e outros segredos dos acompanhamentos do prato.
Assista ao vídeo | YouTube

Com paralisação, Polícia Civil enfrenta PMs, governo e Justiça

Apesar de o Judiciário considerar a greve ilegal, agentes mantêm a radicalização do movimento e ainda fazem protesto diante do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, palco da estreia da Seleção Brasileira nas Olimpíadas


 postado em 05/08/2016 06:00 / atualizado em 05/08/2016 09:26
 Helena Mader , Isa Stacciarini Ailim Cabral
Minervino Junior/CB/D.A Press
 
 
Quem esteve no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha ontem à tarde para celebrar a estreia da Seleção Brasileira nas Olimpíadas se deparou com uma manifestação de policiais civis. Apesar de proibido pela Justiça, o protesto reuniu cerca de 1 mil servidores da corporação, que radicalizaram o movimento de luta por reajuste salarial. Os agentes decidiram enfrentar o Judiciário e o governo, interrompendo o atendimento em várias delegacias. Além disso, o grupo responsável pela atuação em caso de ataques terroristas se retirou do hotel onde estão hospedadas as delegações estrangeiras, o que ampliou a repercussão do movimento. O governo aguarda o fim da greve para voltar a negociar com a categoria, mas mudou de estratégia: a partir de agora, o GDF analisará os pleitos de PMs e bombeiros com as demandas dos policiais civis.
 
O protesto em frente ao estádio foi pacífico, mas houve momentos de tensão, especialmente quando a cavalaria se aproximou dos grevistas. Nos bastidores, o clima entre PMs e policiais civis é de conflito direto. Como a concessão do aumento pleiteado a todas as categorias da segurança pública é praticamente inviável por causa da crise financeira, as corporações se veem como inimigas na briga pelo reajuste salarial.


Delegados e agentes da Polícia Civil aprovaram a paralisação de 48 horas em assembleias realizadas na tarde da última quarta-feira. Pouco depois, o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) recorreu à Justiça, e o desembargador Sebastião Coelho declarou a greve ilegal. “A deflagração de um movimento grevista por parte de policiais na data do primeiro jogo olímpico realizado na cidade não é consentâneo com o exercício da greve como instrumento legítimo de pressão. Não é possível que a segurança da população seja utilizada como moeda de troca nessa negociação”, argumentou o magistrado.

O desembargador mencionou, ainda, os riscos de atritos com a PM. “Eventual reunião de policiais civis nas cercanias do estádio nos dias de realização de partidas de futebol tem potencial para desencadear confronto entre forças de segurança, uma vez que outras polícias e até a Força Nacional estarão presentes para garantir a normalidade do evento”. A multa fixada foi de R$ 500 mil por dia de jogo e R$ 200 mil para datas sem partidas no estádio. O juiz também determinou a aplicação de multa de R$ 500 mil, caso houvesse manifestação no estádio.

Não estão descartados cortes de salário pelos dias não trabalhados. A Promotoria de Justiça Militar do MPDFT acompanhou ontem o protesto dos grevistas. O promotor Nísio Tostes classificou a paralisação e a manifestação no local do jogo como um ato de “extrema irresponsabilidade”. “Qualquer reivindicação salarial é permitida, mas deve ser feita dentro das regras constitucionais”, explicou. O MP atuou para identificar os participantes do movimento paredista e não descarta sanções aos envolvidos na paralisação.

Os policiais civis reivindicam a isonomia salarial com a Polícia Federal, que teve aumento de 37% em três parcelas proposto pelo Executivo federal. O GDF se dispôs a pagar 7% no próximo ano, 10% em 2018 e 10% em 2019, mas a oferta foi rejeitada pela categoria. Os policiais militares e bombeiros também reivindicam reajuste de 37% e ameaçam com Operação Tartaruga caso as negociações não avancem. “Quando fizeram um movimento parecido no ano passado, houve um grande número de processos, inclusive com condenações. Quem quiser entrar nessa aventura é bom contratar advogados, pois, certamente, haverá processo contra todos que aderirem a esse tipo de operação”, comentou o promotor Nísio.

Impacto
Os crimes cometidos no perímetro do estádio deveriam ter sido registrados na 5ª DP (Área Central). Mas o Correio esteve no local às 17h e o encontrou fechado. A unidade montada dentro da arena funcionou normalmente.

A secretária de Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar, afirmou ontem que a greve da Polícia Civil não terá impactos graves no planejamento dos Jogos Olímpicos. “A paralisação estava prevista em todos os cenários de crise. Já houve reforço no plano de contingência com as outras forças. Teremos um reflexo na questão de serviços ordinários e nas investigações, mas esse não é um ponto que envolve a questão das Olimpíadas”, explicou. “A Secretaria de Segurança Pública tem muito respeito pela Polícia Civil e reconhece a sua importância. Majoritariamente, o contingente de segurança das Olimpíadas é formado por PMs, bombeiros e agentes do Detran”, ponderou.

O comandante da Polícia Militar, coronel Marco Antônio Nunes, também minimizou o impacto da greve. “A segurança não ficará desfalcada. Temos uma força reserva para esse tipo de cenário, que foi previsto”, reforçou. Sobre a disparidade entre policiais civis e militares, Nunes preferiu amenizar o caso. “Eles estão no movimento deles, e nós estamos trabalhando. A PM não faz greve. Independentemente de qualquer coisa, as duas polícias são irmãs. Não existe disputa”, finalizou o oficial.

Ameaça
Quem está à frente das negociações com a Polícia Civil é o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio. Depois que os agentes radicalizaram o movimento, o governo retirou a proposta apresentada à categoria, mas o Buriti quer retomar as conversas com a PCDF. “A gente espera que a Polícia Civil aja com responsabilidade e retorne o quanto antes ao trabalho, para que possamos retomar as negociações. Até porque a greve foi considerada ilegal”, comentou Sampaio.

ONU: Brasil lidera ranking de mortes por bala perdida na América Latina e Caribe

O ranking internacional mostrou que, das 741 ocorrências envolvendo balas perdidas na América Latina e Caribe, 197 foram no Brasil




JUSTIÇA MEDOHÁ 5 HORAS
POR NOTÍCIAS AO MINUTO


O Brasil é o país com maior número de mortes por balas perdidas entre os países da América Latina e Caribe durante os anos de 2014 e 2015, segundo relatório do Centro Regional das Nações Unidas para a Paz, Desarmamento e Desenvolvimento na América Latina e Caribe (Unlirec, sigla em inglês), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU). Os dados foram contabilizados a partir de casos divulgados pelos meios de comunicação em 27 países.


ranking internacional mostrou que, das 741 ocorrências envolvendo balas perdidas na América Latina e Caribe, 197 foram no Brasil, resultando em 98 mortos e 115 feridos. No segundo lugar, está o México com 116 casos (55 mortos e 77 feridos), seguido da Colômbia com 101 ocorrências (40 mortos e 74 feridos). No total, na América Latina e Caribe foram registrados 455 feridos e 371 mortos por bala perdida.
Explicações
De acordo com a entidade, essa situação é consequência da proliferação de armas pequenas e de munições, combinadas com uma série de variáveis institucionais, sociais e econômicas, que tem dado lugar a níveis inaceitáveis de violência armada na região.
“Esse estudo dá alguns diagnósticos importantes, porque, em muitos casos, o discurso das autoridades, principalmente aqui no Brasil, é de como se a bala perdida fosse uma coisa que não tem o que se fazer para evitar”, diz Bruno Langeani, coordenador da área de Sistemas de Justiça e Segurança Pública do Instituto Sou da Paz. Segundo ele, a pesquisa mostra que, conhecendo um pouco mais sobre como esses fenômenos acontecem e quem eles vitimam, é possível propor soluções.
O especialista diz que é importante comparar os países e apresentar o contexto em que as balas perdidas acontecem. “[Aqui] você tem uma importância grande das operações da polícia em favela, que é algo que está bastante em voga com a questão das Olimpíadas no Rio de Janeiro. A própria escolha de qual arma de fogo você compra para as polícias interfere na quantidade de casos de balas perdidas”, disse, ao explicar que armas de alto calibre tem maior potencial de atravessar obstáculos e atingir pessoas que não estão envolvidas na operação policial.
Motivação
Há um grande número de casos classificados como motivação não identificada (31%) sobre o tipo de violência relacionado aos casos de balas perdidas na América Latina e Caribe, pois, no momento da notícia e do registro, não se tem, muitas vezes, elementos ou pistas que ajudem na identificação.
Logo em seguida no ranking, aparece a violência de gangues com 15% dos casos, seguida por criminalidade organizada, com 14%, e crimes comuns ou roubos armados, com 12%. A violência social ou interpessoal foi a causa de 10% dos casos e, em 9%, foi identificada a prática de disparar para o alto em comemorações ou advertências, segundo a pesquisa.
Brasil
As ocorrências que envolvem intervenção legal contra alguma atividade ilícita, como o roubo ou o crime organizado, é de 19% do total dos casos de balas perdidas Vladimir Platonow/Agência Brasil
No Brasil, 30% dos casos tem motivação não identificada. No restante, as três maiores causas são: crime organizado, com 24%, e violência de gangues e roubos, que ficaram empatados com 16% cada. Os casos de intervenção legal, ou seja, por parte do estado, ficaram em terceiro lugar, com 7%. No entanto, esse número corresponde às ocorrências de intervenção legal isoladas, ou seja, sem nenhum vínculo com algum crime, devido à falta de especificação nas notícias divulgadas.
As ocorrências que envolvem intervenção legal contra alguma atividade ilícita, como o roubo ou o crime organizado, é de 19% do total dos casos de balas perdidas. Na média geral dos países, as intervenções legais isoladas é  3%, enquanto aquelas combinadas com algum crime, é 11%.
O relatório do Unlirec informa que quase metade de todos os casos de incidentes relacionados à chamada intervenção legal combinada na região ocorreram do Brasil. O total de intervenções relacionadas a algum crime, em todos os países da América Latina e no Caribe pesquisados, resultou em 83 vítimas. No Brasil, esse número foi 37, representando 44,5% do total.
O documento destacou os incidentes de balas perdidas no processo de pacificação em favelas, geralmente caracterizadas por confrontos entre a polícia militar e o crime organizado, mantendo uma tendência observada anteriormente.
Método de pesquisa
Para Langeani, o fato de os dados serem coletados de notícias veiculadas por meios de comunicação em cada país pode influenciar o resultado na comparação com países menores, como El Salvador. Ele destaca que diversos países, como México, Colômbia e Argentina, tem uma imprensa forte e ampla e, mesmo assim, apresentaram números menores que os do Brasil.
“Se não fosse feito através das notícias, não haveria outra forma de documentar. Mesmo no Brasil, não tem no registro de B.O. [boletim de ocorrência], uma categoria 'bala perdida'. Então o estudo foi feito com base nas notícias por falta de um outro meio mais adequado”, disse.
Segundo Langeani, o fato de o Brasil estar no topo do ranking não é uma surpresa, pois o país tem 60 mil homicídios por ano, o que é considerado um número alto. “[Com] essa quantidade de violência armada, obviamente, você vai ter essa questão dos danos colaterais, que são as balas perdidas”.
Soluções
Langeani diz que, entre as soluções, a mais geral tem a ver com o trabalho específico das polícias para retirar armas ilegais de circulação. Para ele, esse ponto seria uma das soluções para todos os países e influenciaria diretamente no problema.
Em relação aos casos em decorrência de intervenção policial, o coordenador do Instituto Sou da Paz diz ser necessário discutir os protocolos de atuação da polícia e a escolha do armamento das corporações. “Todas essas escolhas interferem na questão da bala perdida. Se você escolhe uma arma que é inadequada para o policiamento, ela pode gerar mais danos para civis”, disse.
De acordo com Langeani, a troca do armamento mais adequada seria por carabinas, porque seus disparos atingem uma distância menor e a arma não dá o chamado tiro de rajada, que, segundo ele, é um tiro que o policial perde um pouco do controle do alvo no qual está atirando, o que aumenta a possibilidade de vitimar civis. Com informações da Agência Brasil.

Atleta marroquino do boxe é preso por suspeita de estupro na Vila Olímpica Hassan Saada, de 22 anos, foi preso na manhã desta sexta-feira. Ele teria estuprado duas camareiras brasileiras na quarta-feira.

O boxeador Hassan Saada posa após treino no Riocentro, em foto de segunda-feira (1º) (Foto: Yuri Cortez/AFP)O boxeador Hassan Saada posa após treino no Riocentro, em foto de segunda-feira (1º) (Foto: Yuri Cortez/AFP)
O atleta marroquino de boxe Hassan Saada, de 22 anos, foi preso na manhã desta sexta-feira (5) suspeito de ter estuprado duas camareiras brasileiras na Vila dos Atletas, na quarta-feira (3).
A prisão temporária do boxeador foi decretada pelo Juizado do Torcedor e dos Grandes Eventos, com base em provas reunidas por investigadores da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes).

O atleta iria competir neste sábado (6), às 12h30, no Pavilhão 6 do RioCentro, com o turco Mehmet Nadir Unal, mas está fora da competição porque estará preso por 15 dias.(Saiba mais detalhes sobre o lutador)

De acordo com a polícia, ele teria chamado as duas camareiras como se quisesse uma informação. Quando elas entraram no quarto dele para verificar o que o boxeador queria, ele as atacou e passou a apertar as coxas de uma delas e os seios da outra. Hassan Saada estava com mais dois atletas no quarto, que nada fizeram com as duas mulheres. Elas conseguiram se desvencilhar e saíram do quarto.

Natural de Casablanca, maior cidade marroquina, Saada conseguiu a classificação para a Olimpíada na categoria meio-pesado apenas em junho deste ano no torneio qualificatório em Baku, no Azerbaijão. Ele foi nono colocado no Mundial de boxe de 2015, em Doha.

O Comitê Rio 2016 afirmou que está ciente do caso, que a prisão extrapola o âmbito esportivo e que vai colaborar com as investigações no que for necessário.
Lutador de boxe marroquinho é suspeito de estuprar camareiras brasileiras na Vila Olímpica (Foto: Reprodução / Facebook)Lutador de boxe marroquinho é suspeito de estuprar camareiras brasileiras na Vila Olímpica (Foto: Reprodução / Facebook)
Outra suspeita de estupro
No domingo (31), o segurança Genival Ferreira Mendes, funcionário da empresa Gocil, que presta serviços ao Comitê Rio 2016, foi autuado em flagrante suspeito de praticar ato libidinoso contra uma bombeiro civil dentro do Velódromo, no Parque Olímpico.

De acordo com o Comitê Rio 2016, a empresa Gocil foi notificada de que o funcionário "infringiu o código de conduta e ética do Comitê".

RIO Copacabana abre onda de protestos contra Temer durante Jogos Olímpicos

“Vamos ter um grande ato aqui, com gente de todo o Brasil, denunciando o golpe para o mundo, aproveitando que é o dia de abertura dos Jogos Olímpicos”, diz o presidente da CUT-RJ

por Redação RBA publicado 04/08/2016 12:43
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Mobilização no Rio: “A questão da denúncia do golpe tomou uma proporção mundial", diz presidente da CUT-RJ
São Paulo – “Vamos ter um grande ato aqui, com gente de todo o Brasil, denunciando o golpe para o mundo, aproveitando que é o dia de abertura dos Jogos Olímpicos”, diz o presidente da CUT-RJ, Marcelo Rodrigues, o Marcelinho, sobre as manifestações que marcam o evento esportivo nesta sexta-feira (5). O ato será realizado a partir das 11h, em frente ao Copacabana Palace, na zona sul da cidade.
Com a concentração, os organizadores da mobilização – CUT, movimentos sociais e sindical ligados à Frente Povo Sem Medo, Frente Brasil Popular e Frente de Esquerda Socialista – preveem grande repercussão internacional para denunciar o golpe parlamentar em curso no país. “A questão da denúncia do golpe tomou uma proporção mundial. Nós tivemos esta semana, inclusive, a discussão da representação do ex-presidente Lula (contra o juiz Sérgio Moro no Comitê de Direitos Humanos da ONU), nós achamos que esse debate tem de ser feito nos tribunais internacionais, não só na América Latina, mas no mundo todo, que não pode conviver com esse golpe de estado”, afirma Marcelinho.
Amanhã, as manifestações ocorrem no período da manhã na praia de Copacabana. À tarde, nos arredores do estádio do Maracanã, palco da cerimônia de abertura das Olimpíadas – a partir de 19h15 com show preliminar; a cerimônia propriamente começa às 20h e deve seguir até as 23h20.
A Frente Brasil Popular também convocou manifestações em diversas cidades para terça-feira (9), quando será votado o juízo de pronúncia no Senado, no processo de impeachment. “Está em jogo o presente e o futuro do povo brasileiro. Agora é a hora: não temos tempo a perder e não temos nada a temer”, diz a Frente Brasil Popular.
As centrais sindicais farão também no dia 16, em todas capitais, atos em defesa dos empregos e dos direitos dos trabalhadores. A data foi escolhida durante assembleias das centrais no último dia 26 de julho.
“A partir desse ato (de amanhã), nós temos algumas construções coletivas acontecendo, tem o pessoal da cultura que fez o Ocupa MinC, e neste momento está lá no Canecão, e tem vários coletivos organizando atividades, mas a nossa ideia aqui é fazer com que durante as Olimpíadas as atividades sejam bem centralizadas”, diz Marcelinho. O Canecão está ocupado desde a madrugada de segunda-feira (1º) pelo grupo de artistas que ocupava a sede da Funarte, no Palácio Capanema, e enfrentou ação de reintegração de posse da Polícia Federal, no último dia 25.
“Durante as Olimpíadas não vamos ter grandes atividades como vai ser na abertura. Teremos pequenas atividades, acontecendo pontualmente em todo o Rio de Janeiro”, diz Marcelinho. “Atividades com enfoque cultural, botando a cultura para fazer esse debate, mas dentro do VLT. No Metrô vai acontecer outra atividade, e isso vai ser descentralizado e nós não vamos divulgar. Não é atividade para chamar massa, mas para chamar atenção”, afirma, sobre a estratégia de manifestação adotada.

Contradições do governo interino

Em nota, a Frente Brasil Popular afirma que o golpe do impeachment tem como alvo "a classe trabalhadora, os setores populares, os direitos sociais, as liberdades civis e democráticas, o patrimônio público, a soberania e o Estado nacional".
O documento também expõe as contradições do governo interino, que adota discurso de austeridade, mas amplia o déficit público. Por outro lado, acaba com a obrigatoriedade de gastos governamentais em saúde e educação, impondo limites que significam um verdadeiro desmonte dos serviços públicos.
Eles também denunciam a diminuição de recursos em programas como o Minha Casa, Minha Vida e o Bolsa Família, e atacam a proposta de reforma da Previdência do governo Temer, que quer aumentar a idade mínima para acesso às aposentadorias e desvincular do salário mínimo o reajuste dos aposentados.
"Cientes de que as urnas não aprovariam o desmonte do patrimônio público e a retirada de direitos conquistados", o governo golpista, afirmam, promove também a dilapidação do patrimônio público com privatização de empresas estatais no setor elétrico, nos portos e aeroportos, a venda de campos do pré-sal para corporações transnacionais e a venda de terras e demais recursos naturais ao capital internacional.

Lupi intervém no PDT, e Juliana Brizola será vice de Sebastião Melo Líderes do PMDB preocuparam-se com condição de réu de Mauro Zacher e decidiram não compor uma chapa com o vereador

Lupi intervém no PDT, e Juliana Brizola será vice de Sebastião Melo Divulgação/Divulgação
Substituta de Zacher, escolhida por líderes do PDT, foi a deputada Juliana BrizolaFoto: Divulgação / Divulgação
Preocupados com a condição de réu de Mauro Zacher (PDT), líderes do PMDB decidiram não compor uma chapa com o vereador nas eleições de Porto Alegre. A substituta, escolhida por líderes do PDT após intervenção do presidente nacional do partido, Carlos Lupi, foi a deputada Juliana Brizola. 
A convenção do PMDB foi realizada na Casa do Gaúcho na noite desta quinta-feira e teve a ausência de Zacher, mesmo sendo ele o escolhido pela maioria dos integrantes do diretório do PDT no início da semana. O vereador está convencido de que o PMDB não estava aflito com uma possível repercussão negativa devido ao processo que corre na Justiça em seu nome. Nesta quinta-feira, Zacher conta que foi chamado ao gabinete do prefeito José Fortunati, onde foi comunicado de que o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, havia determinado que o nome do partido para compor a chapa seria a neta de Leonel Brizola. 
O prefeito José Fortunati esteve na Casa do Gaúcho durante a convenção do PMDB e falou em prol de seu vice, Sebastião Melo, a quem se comprometeu a apoiar. Uma das razões pela inviabilidade da candidatura de Vieira da Cunha, que desistiu da disputa na semana passada, foi a falta de empenho do prefeito em respaldar seu companheiro de partido.

PPS, PSD, PSB, PTN, PSDC, PRTB, PEN, PROS e PRB realizaram convenção no mesmo local que o PMDB nesta quinta-feira. Além dessas legendas, fecharam a coligação PDT, REDE, DEM e PHS. O PP, que participou das negociações com o PMDB durante todo o período da pré-campanha, fechou o apoio ao candidato do PSDB, Nelson Marchezan Junior. Na coligação proporcional, o partido de Sebastião Melo ficará com o PDT e PRB. 
Leia na íntegra a nota de Mauro Zacher à imprensa:
"Venho a público reafirmar o compromisso com os meus eleitores, apoiadores e colaboradores, que está acima de qualquer cargo eletivo. Esse compromisso, me dá a tranquilidade para enfrentar o pleito eleitoral deste ano em qualquer esfera, seja no Executivo ou no Legislativo. 
Agradeço o apoio prefeito José Fortunati, do PDT de Porto Alegre, em especial ao presidente Metropolitano Nereu D'Ávila, aos presidentes de zonais e demais lideranças que apostaram e lutaram pela indicação do meu nome para compor a chapa majoritária em uma aliança com o candidato Sebastião Melo. 
Vejo com grande indignação e estranheza o uso de manobras políticas, alheias aos interesses do município, para me retirarem dessa disputa por uma intervenção da direção nacional do partido. 
Meu compromisso público continua mais forte e vamos renovar o nosso mandato de vereador, em uma campanha política limpa, justa, como é minha característica, comprovada ao longo de mais de 20 anos de vida pública, agregadora e cheia de conquistas para a população de Porto Alegre."

O espetáculo é aqui: como será a cerimônia de abertura da Olimpíada 2016

Festa no Rio vai mostrar o Brasil ao mundo


Por: Itamar Melo
05/08/2016 - 06h07min | Atualizada em 05/08/2016 - 09h30min

O espetáculo é aqui: como será a cerimônia de abertura da Olimpíada 2016 TASSO MARCELO/AFP/AFP
Foto: TASSO MARCELO/AFP / AFP
Sete anos depois de ser escolhido como sede dos 31ª Olimpíada da era moderna, o Rio de Janeiro promove a partir das 20h desta sexta-feira aquela que está sendo anunciada como a maior festa já realizada no país, a cerimônia de abertura dos Jogos. Será um espetáculo de R$ 100 milhões, presenciado por 75 mil espectadores no Maracanã e por 3 bilhões de pessoas espalhadas por todos os continentes.
Desde a primeira edição, em 1896, a solenidade que dá início à competição evoluiu de uma festividade de contornos modestos, basicamente protocolar, para a condição de um dos eventos mais espetaculares do planeta. É a chance de o país sede exibir-se para o mundo, e no Rio a reponsabilidade de executar essa tarefa coube a três profissionais com experiência no cinema, Fernando Meirelles (Cidade de Deus), Daniela Thomas (Terra Estrangeira) e Andrucha Waddington (Eu, tu, eles). Eles vão dirigir alguns dos maiores nomes da música de brasileira, 200 dançarinos profissionais e mais de 5 mil voluntários.
Entre os protagonistas, há gente como acrobata gaúcho Zeca Padilha, 33 anos, que desde maio tem como trabalho, com carteira assinada, ensaiar para o programa artístico desta noite, sob batuta da coreógrafa Deborah Colker.
– Não posso contar como vai ser, porque temos um contrato de sigilo – desconversa.
Apesar do mistério, informações que já estão disponíveis e testemunhos de quem acompanhou os últimos ensaios permitem ter uma ideia aproximada de como será a primeira festa carioca capaz de superar a grandiosidade do Carnaval.
NÚMEROS DA ABERTURA4 horas de duração
63 metros x 128 metros de palco
200 dançarinos profissionais
5 mil voluntários
20 quilômetros de cabos de fibra óptica instalados
42 mil peças de material pirotécnico
500 quilos de confete cenográfico
180 maquiadores e cabeleireiros
5,5 mil roupas e adereços
504 ritmistas de 12 escolas de samba
HINO NACIONALDos elementos obrigatórios da cerimônia, o primeiro a acontecer será a execução do Hino Nacional Brasileiro. A tarefa deve ficar a cargo de sambista carioca Paulinho da Viola, com voz e violão. Isso não significa que a solenidade começa diretamente com o hino. Antes, há uma introdução artística.
CHEFES DE ESTADODepois do hino, chega o momento dos chefes de governo e de Estado. No Rio, são esperados 45, entre eles os presidentes da França, François Hollande, da Argentina, Mauricio Macri, da Colômbia, Juan Manuel Santos, e do Paraguai, Horacio Cartes. O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, confirmou presença, bem como o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.
Tradicionalmente, nessa parte da cerimônia o presidente do Comitê Olímpico Internacional (atualmente o alemão Thomas Bach) recebe solenemente, em espaço de honra, o chefe de Estado do país-sede.
Nos Jogos de Londres, em 2012, esse foi um dos momentos surpreendentes. Os diretores do espetáculo tiveram a ideia de simular a chegada da rainha Elizabeth II ao estádio de paraquedas, depois de ser trazida do palácio em um helicóptero pilotado por James Bond.
No conturbado clima político brasileiro, não é esperada nenhuma brincadeira do gênero. O presidente interino Michel Temer vai marcar presença na cerimônia, ao que tudo indica com a primeira-dama Marcela ao lado, mas de forma discreta, sem entrada triunfal e preparado para uma vaia, como ele mesmo já admitiu.
PROGRAMA ARTÍSTICO
A parte artística: 
com dança, música, efeitos visuais, coreografias e vídeos – estará presente do primeiro ao último minuto da cerimônia, integrada aos elementos protocolares obrigatórios, de forma a torná-los menos maçantes e mais belos e simbólicos. Mas há uma parte do programa que é eminentemente artística, por meio da qual a cultura e a história do país sede são exibidos ao mundo de forma exuberante. Os detalhes desse show são mantidos em sigilo, mas várias informações vazaram durante os ensaios realizados nos últimos dias:
História do Brasil: um resumo da história do Brasil será apresentado no palco, começando com a chegada dos portugueses. Caravelas singrarão o gramado. O mar será simulado por projeções e dançarinos em fantasias azuis. Depois, vão ser mostrados os índios (representados por integrantes dos bois Caprichoso e Garantido, do festival paraense de Parintins) e o tema da escravidão. Em outro momento, uma réplica do 14-Bis, aeronave criada por Santos Dumont, vai atravessar o estádio, preso a um cabo.
Garota de Ipanema: a supermodelo gaúcha Gisele Bündchen desfilará por dezenas de metros de uma passarela projetada virtualmente, ao som de Garota de Ipanema, tocada por Daniel Jobim, filho de Tom.
Ambiente: haverá uma ênfase nas questões ambientais, principalmente o aquecimento global, apresentando o Brasil como um líder nessa área, devido a sua biodiversidade magnífica. É provável que será neste momento que as atrizes Fernanda Montenegro e Judi Dench leiam um texto de alerta.
Música: samba, bossa-nova, funk e rap vão dar o tom de uma festa que vai celebrar a musicalidade do brasileiro. Uma das principias apresentações será um trio com Caetano Veloso, Gilberto Gil e Anitta, que devem cantar "Isto aqui, o que é?", de Ary Barroso. Entre os músicos que tem participação esperada constam MC Ludmilla, Wilson das Neves, Diogo Nogueira, Zeca Pagodinho, Marcelo D2, Jorge Ben Jor, Elza Soares, MC Sofia e Karol Conka.
Projeções: a parte artística deverá utilizar bastante o recurso de projeções em 3D no palco. Para isso, foram instalados 106 projetores e 3,4 mil refletores.
PARADA DOS ATLETASDepois da parte artística, ocorre o tradicional desfile das delegações, que no Rio de Janeiro contará com mais de 200 países.
– Na entrada, cada um dos 10,5 mil atletas receberá a semente de uma árvore e será convidado a plantá-la em um tubo com terra. Estarão representadas 208 espécies nativas do Brasil, cada uma delas representando uma delegação. Mais tarde, as mudas serão plantadas no Parque Radical, uma das áreas de competição, criando a Floresta dos Atletas.
– As regras do COI estabelecem que o desfile das delegações deve ser puxado pelos representantes da Grécia, nação de origem dos Jogos. Depois, os países seguem-se em ordem alfabética, conforme seu nome no idioma do país anfitrião. A TV norte-americana queria que a delegação dos Estados Unidos só se apresentasse na letra U (de United States), para segurar a audiência local por mais tempo, mas o COI não aceitou mudar a regra. Os americanos vão entrar na letra E.
– Além da Grécia, só não segue a ordem alfabética o país-sede. Por isso, o Brasil será o último a aparecer no Maracanã. Yane Marques, bronze no pentatlo moderno em Londres, será a porta-bandeira da equipe. A modelo transexual Lea T. está cotada para carregar a placa com o nome do Brasil. Antes da delegação brasileira, desfila sob a bandeira do COI um grupo de 10 atletas refugiados, de países como a Síria e o Sudão do Sul.
– Cada delegação será precedida pela bandeira e por um cartaz com o nome do país. A julgar por informações que vazaram do ensaio realizado no último domingo, baterias de escola de samba atuarão junto à primeira fila da arquibancada durante o desfile das delegações. Depois da passagem das delegações, o Maracanã deve virar palco de desfile de Carnaval, com participação de 12 escolas de samba do Rio.
ABERTURA OFICIALCom os atletas reunidos no meio do estádio, ocorre a abertura formal dos Jogos. Inicialmente, os presidentes do comitê organizador e do COI fazem breves discursos. Em seguida, o chefe de Estado do país anfitrião anuncia que os jogos começaram. Neste momento, Michel Temer deverá pronunciar as seguintes palavras:
– Declaro abertos os Jogos do Rio, celebrando a 31ª Olimpíada da era moderna.
Os diretores devem colocar alguma música alta ou outro som neste momento, para abafar possíveis vaias.
Feita a abertura, será trazida para o estádio, desfraldada na horizontal, a bandeira olímpica. Enquanto ela é hasteada, toca o Hino Olímpico, composto pelos gregos Spiros Samaras e Kostis Palamas para os Jogos de 1896, em Atenas. A bandeira permanecerá no alto até o final das Olimpíadas.
JURAMENTOSComo ocorria na Grécia Antiga (diante das entranhas de um animal sacrificado), participantes do Jogos farão o juramento olímpico (agora sob a bandeira). Um atleta, um árbitro (ou um oficial envolvido na Olímpiada) e um treinador, todos brasileiros, proferem uma versão adaptada de palavras escritas por Pierre de Coubertin, idealizador da competição nos tempos modernos.
Para os atletas, o juramento diz: "Em nome de todos os competidores, prometo que participaremos nestes Jogos Olímpicos, respeitando e seguindo as regras que os regem, comprometendo-nos a um desporto sem dopagem e sem drogas, com o espírito verdadeiro do desportivíssimo, para glória do desporto e honra das nossas equipes."
POMBASRepresentando a paz, pombas eram tradicionalmente liberadas antes da chegada da tocha olímpica. Essa prática persistiu de 1936 até 1988, em Seul, quando várias aves acabaram morrendo, atingidas pelas chamas, porque estavam pousadas na pira ainda apagada. Dali por diante, a liberação das pombas passou a ser apenas simbólica – ou seja, no Rio, não devem haver pombas de verdade, mas uma representação criativa delas.
ACENDIMENTO DA PIRADepois de meses percorrendo o país, a tocha olímpica ingressará no estádio, possivelmente trazido pelo ex-tenista Gustavo Kuerten. Ela deverá passar pela mão de várias atletas, até chegar à mão daquele escolhido para acender a pira. Sempre se trata de um atleta importante do país-sede.
No Rio, o convidado para o papel de honra foi Pelé, mas ele declarou que para isso precisaria ser liberado de um compromisso assumido, por contrato, no Exterior.
Como Pelé nunca participou de uma Olimpíada, a emissora de TV NBC, que detém os direitos exclusivos de transmissão para os Estados Unidos, sugeriu aos organizadores Vanderlei Cordeiro de Lima. Nos Jogos de Atenas, em 2004, ele liderava a maratona quando um espectador invadiu a área da corrida e o agarrou. O atleta brasileiro acabou chegando em terceiro. Se Pelé não confirmar, Vanderlei pode ser o responsável por acender a pira.
As regras do COI determinam que pira fique em um ponto alto, em que possa ser visto não só pelos atletas, mas também para quem está fora do estádio, na cidade-sede.
No fim da cerimônia, a chama Olímpica viaja até a Candelária, no centro do Rio, para acendimento de uma segunda pira.