sábado, 18 de junho de 2016

Cunha é multado pela Receita em R$ 100 mil por incoerência em IR

Órgão detectou inconsistências na declaração de rendimentos do ano lde 2010 feita pelo deputado afastado peemedebista
POLÍTICA DERROTAHÁ 1 HORAPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
O deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi multado em 100 mil reais pela Receita Federal por falta de consistência na declaração de rendimentos do ano de 2010 feita por ele.
De acordo com a Folha de S.Paulo, o órgão apontou que alguns gastos de Cunha não estavam cobertos pelos rendimentos declarados naquele ano, o que determinou a irregularidade. O peemedebista teria se livrado dessa multa com o pagamento do imposto de aproximadamente R$ 40 mil, referente a esses gastos.
Com a aplicação da multa, o trâmite da Receita Federal sobre o auto de infração contra Cunha, aberto em dezembro de 2015 e referente a 2010, pode ser finalizado. Porém, a defesa do peemedebista entrou com recurso e o processo foi enviado, no último dia 6, para o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Cunha não é obrigado a pagar a multa até que o julgamento no órgão seja finalizado.


sexta-feira, 17 de junho de 2016

Governo do RJ decreta estado de calamidade pública devido à crise Segundo decreto, crise impede cumprimento de obrigações com Olimpíada. Governo teme 'total colapso' em saúde, segurança, educação e mobilidade. Cristina Boeckel, Daniel Silveira, Henrique Coelho e Káthia Mello Do G1 Rio



A crise que atinge o Rio de Janeiro levou o governador em exercício, Francisco Dornelles, a decretar estado de calamidade pública nesta sexta-feira (17). Essa é a primeira vez na história que o estado toma medida semelhante na área financeira.

Em entrevista coletiva, Dornelles afirmou que o objetivo do decreto é "apresentar à sociedade do Rio de Janeiro as dificuldades financeiras do estado, abrindo caminho para medidas duras no campo financeiro".
Segundo o decreto, publicado em edição extraordinária do Diário Oficial do estado, o motivo é a "grave crise financeira", que impede o cumprimento das obrigações assumidas em decorrência da realização da Olimpíada e da Paralimpíada. A publicação acontece a 49 dias dos Jogos Olímpicos.
De acordo com o texto, o governo teme um "total colapso na segurança pública, na saúde, na educação, na mobilidade e na gestão ambiental".
"Ficam as autoridades competentes autorizadas a adotar medidas excepcionais necessárias à racionalização de todos os serviços públicos essenciais, com vistas à realização dos Jogos", diz o artigo 2° do decreto.
Ainda de acordo com o texto, as autoridades competentes ainda "editarão os atos normativos necessários à regulamentação do estado de calamidade pública para a realização dos Jogos".
Interlocutores do presidente em exercício Michel Temer informaram ao G1 que o peemedebista foi avisado na noite desta quinta (16) por Dornelles e pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, de que seria decretado estado de calamidade pública. A reunião ocorreu no Palácio do Jaburu, em Brasília, residência oficial da Vice-presidência.
Sem esse decreto, os gestores responderiam pessoal e diretamente por eventuais ações que, em razão da urgência e da crise, seriam inviáveis ante o trâmite burocrático"
Edson Albertassi,
deputado líder do governo na Alerj
Segundo esses interlocutores de Temer, que falaram ao G1 sob a condição de anonimato, o presidente em exercício pretende se reunir entre esta sexta e o próximo domingo (19) com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para encontrar uma solução para o estado.
Embora não haja confirmação oficial, há expectativa que o governo se pronuncie oficialmente ainda nesta sexta sobre o decreto de Dornelles.
Paes usou uma rede social para comentar o decreto, reiterando “a confiança de que realizaremos jogos excepcionais”. Ele disse que o estado de calamidade “em nada atrasa as entregas olímpicas e os compromissos assumidos pelo Rio”.
Justificativas
Entre considerações expostas no decreto assinado pelo governador, estão: a grave crise financeira; a queda na arrecadação, principalmente de ICMS e royalties do petróleo; os esforços de "reprogramação financeira" para ajustar as contas; a dificuldade de honrar compromissos com os Jogos; as dificuldades em prestar serviços públicos essenciais; e a chegada, já em junho, de delegações olímpicas.
O governador cita também a "importância e repercussão mundial" do evento, "onde qualquer desestabilização institucional implicará em risco à imagem do país de dificílima recuperação".
É isso que importa para o governo, não o pagamento dos servidores, a Uerj, os hospitais, é uma inversão completa de prioridade. É um governo completamente perdido"
Marcelo Freixo,
deputado estadual (PSOL)
Procurado pelo G1, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani, disse que não vai comentar o fato.
Líder do governo na Alerj, o deputado Edson Albertassi (PMDB) falou que, apesar da "pior crise financeira", é necessário "apoiar o maior evento da história" do Rio.
"O decreto respalda as autoridades públicas estaduais para tomarem decisões urgentes para a realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. Sem esse decreto, os gestores responderiam pessoal e diretamente por eventuais ações que, em razão da urgência e da crise, seriam inviáveis ante o trâmite burocrático."
Para o deputado Marcelo Freixo (PSOL), o decreto é um "jogada para conseguir recurso federal para a Olimpíada".
"É isso que importa para o governo, não o pagamento dos servidores, a Uerj, os hospitais, é uma inversão completa de prioridade. É um governo completamente perdido. Ele [Dornelles] fez isso sem debater com ninguém e sem pagar os salários dos servidores integralmente, sem conversar com a assembleia legislativa (...) Vamos endurecer contra este governo, porque não é possível continuar assim", atacou Freixo..
Decreto foi publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial do RJ (Foto: Reprodução/Diário Oficial do RJ)Decreto foi publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial do RJ (Foto: Reprodução/Diário Oficial do RJ)
Déficit de R$ 19 bi
Em entrevista ao G1, publicada nesta sexta, o secretário de Fazenda Julio Bueno disse que a previsão de déficit do estado para 2016 é de R$ 19 bilhões.
“Se fosse uma empresa, primeira coisa que faria era uma recuperação judicial", disse, solicitando apoio ao Governo Federal. A recuperação judicial é utilizada pelo setor privado para evitar a falência de uma empresa quando ela perde a capacidade de pagar suas dívidas.
O que a gente sempre escutou é que o estado vergava, mas não quebrava. Agora, o estado quebrou (...) Vamos viver uma guerra judicial"
Jerson Carneiro,
professor de direito
Especialistas analisam
Para o professor de direito administrativo e gestão do Ibmec-RJ Jerson Carneiro, a situação é extremamente grave. Na opinião dele, o decreto é "inconstitucional" e o governador poderá sofrer pedidos de impeachment por parte da Alerj, além de sofrer ações de improbidade administrativa.
O professor afirmou que o governo não pode deixar de cumprir despesas obrigatórias na área da saúde e educação. "O que a gente sempre escutou é que o estado vergava, mas não quebrava. Agora, o estado quebrou."
Ainda de acordo com Carneiro, houve falta de planejamento e o governo contratou e fez dívidas contando apenas com o dinheiro dos royalties do petróleo, um ativo que varia de acordo com o mercado. Segundo ele, a medida irá desencadear também ações na Justiça por parte do funcionalismo público. "Vamos viver uma guerra judicial", disse.
Para o presidente do Conselho Fundador da Academia Brasileira de Direito Constitucional (Abdconst), Flávio Pansieri, a constitucionalidade do decreto é discutível. Isso porque, segundo ele, se demonstrado que não há mais condições de arcar com as despesas, o governo pode contingenciar os gastos com os serviços essenciais.
Entendo que se o fundamento é a garantia da realização de obras para a realização de jogos esportivos, que são privados e não públicos, isso não é fundamento para contingenciamento de receitas vinculadas constitucionalmente, que são saúde, educação, previdência e assistência social"
Flávio Pansieri,
especialista em direito constitucional
“O que nós vamos ter que verificar é se o governador tomou todas as providências para contingenciar todos os gastos gerais antes de impactar desta forma o caixa”, apontou Pansieri.
Para Pansieri, a realização da Olimpíada não justifica racionalizar os serviços essenciais.
“Eu entendo que se o fundamento é a garantia da realização de obras para a realização de jogos esportivos, que são privados e não públicos, isso não é fundamento para contingenciamento de receitas vinculadas constitucionalmente, que são saúde, educação, previdência e assistência social. Ele [o governador] não pode reduzir esses gastos sob o pretexto de realizar um evento que deixa um legado discutível”, disse.
O economista Raul Velloso, especialista em contas públicas, disse que ato era esperado e que, a cada mês, o governo do estado terá de decidir quem não será pago. Segundo Velloso, algumas áreas devem ser priorizadas pelo governo, como a segurança pública, deixando outras áreas descobertas.
Por meio de nota, o presidente da Fundação Getulio Vargas, Carlos Ivan Simonsen Leal, disse que o decreto é "uma medida exemplar e corajosa que permite trazer à tona a dificílima realidade fiscal do Rio de Janeiro. "A decisão abre espaço para a implementação, com total transparência, de medidas absolutamente necessárias e inadiáveis para a recuperação do Estado".

O decreto ocorre na semana em que o estado teve a nota de crédito mais uma rebaixada por uma agência de classificação de risco, a Fitch. Para Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, outra agência de classificação de risco, o decreto assusta os investidores.
"O investidor fica assustado porque, se ele investe em uma fábrica no Estado do RJ, paga impostos e foi agraciado com benefícios fiscais e isso acaba por conta de um decreto de calamidade, isso muda os custos. Porque esse valor de investimento acaba mudando e o cenário muda. Os investidores devem dar um passo atrás."
Segundo ele, o estado terá dificuldades em pegar empréstimos privados. "O Rio de Janeiro provavelmente não deve conseguir empréstimos em bancos. O mais provável é que o Estado do Rio de Janeiro obtenha socorro através do governo federal, que deve assumir alguns compromissos estaduais. Em contrapartida, o governo deve sequestrar alguns bens do Rio por algum tempo", avaliou.
Leia a íntegra do decreto:
"O governador do estado do Rio de Janeiro, em exercício, no uso de suas atribuições constitucionais e legais,
Considerando a grave crise econômica que assola o Estado do Rio de Janeiro,
Considerando a queda na arrecadação, principalmente a observada no ICMS e nos royalties e participações especiais do petróleo;
Considerando todos os esforços de reprogramação financeira já empreendidos para ajustar as contas estaduais;
Considerando que a referida crise vem impedindo o Estado do Rio de Janeiro de honrar com os seus compromissos para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016;
Considerando o que tal fato vem acarretando severas dificuldades na prestação dos serviços públicos essenciais e pode ocasionar ainda o total colapso na segurança pública, na saúde, na educação, na mobilidade e na gestão ambiental;
Considerando que a interrupção da prestação de serviços públicos essenciais afeta sobremaneira a população do Estado do Rio de Janeiro;
Considerando que já nesse mês de junho as delegações estrangeiras começam a chegar na Cidade do Rio de Janeiro, a fim de permitir a aclimatação dos atletas para a competição que se inicia no dia 5 de agosto do corrente ano;
Considerando, por fim, que os eventos possuem importância e repercussão mundial, onde qualquer desestabilização institucional implicará um risco à imagem do país de dificílima recuperação;
(o governador Francisco DornellesDECRETA:
"Art. 1º- Fica decretado o estado de calamidade pública, em razão da grave crise financeira no Estado do Rio de Janeiro, que impede o cumprimento das obrigações assumidas em decorrência da realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.
"Art. 2º- Ficam as autoridades competentes autorizadas a adotar medidas excepcionais necessárias à racionalização de todos os serviços públicos essenciais, com vistas à realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.
"Art. 3º - As autoridades competentes editarão os atos normativos necessários à regulamentação do estado de calamidade pública para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.
"Art. 4º - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação.
Rio de Janeiro, 17 de junho de 2016
Francisco Dornelles."

Teori homologa delação de Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa

17/06/2016 17h59 - Atualizado em 17/06/2016 19h11

Novo delator citou Eduardo Cunha e outros políticos com foro privilegiado.

Cleto foi apadrinhado para a Caixa pelo presidente afastado da Câmara.

Mariana OliveiraDa TV Globo, em Brasília
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou a delação premiada fechada entre o ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal Fábio Cleto com o grupo de trabalho da Lava Jato.
Os depoimentos de Cleto foram prestados à Procuradoria Geral da República (PGR) porque ele citou nome de pessoas com foro privilegiado que teriam envolvimento em fraudes, entre as quais o presidente afastado daCâmara dos Deputados, Eduardo Cunha(PMDB-RJ).
Cleto assumiu o cargo de alto escalão do banco público federal por indicação de Cunha. O ex-dirigente da Caixa relatou que o presidente afastado da Câmara recebeu propina de dinheiro de negócios feitos pelo Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS).

O teor da delação premiada de Fábio Cleto seguirá em segredo de Justiça até que a PGR decida se abre ou não inquéritos ou inclua, a partir do que foi dito pelo ex-dirigente da Caixa, as citações em investigações já abertas. As informações prestadas por ele corroboram outra delação, feita pelos donos da Carioca Engenharia – Ricardo Pernambuco Júnior e o pai dele, Ricardo Pernambuco. A delação deles já foi tornada pública.

Foi com base na delação dos donos da Carioca que o ministro Teori Zavascki autorizou, em março, a abertura do terceiro inquérito para investigar Cunha. Em abril, quando surgiram novos detalhes sobre acusações feitas pelos empresários envolvendo Cunha, a assessoria de imprensa do parlamentar afastado informou que ele já negou tudo e que não há provas.
Os empresários afirmaram que Cunha recebeu cerca de R$ 52 milhões do consórcio formado por Odebrecht, OAS e Carioca – que atuava na obra do Porto Maravilha. Os recursos seriam vantagens indevidas pela aquisição de títulos da prefeitura do Rio de Janeiro pelo FI-FGTS. Segundo as investigações, Cunha era próximo de Cleto.

O novo delator da Lava Jato foi exonerado da vice-presidência da Caixa em 10 de dezembro de 2015 por ordem da presidente afastada, Dilma Rousseff. Cinco dias depois, ele foi um dos alvos da Operação Catilinárias, etapa da Lava Jato que cumpriu mandado de busca e apreensão na residência oficial e no gabinete de Eduardo Cunha
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Receita investiga desoneração da folha de pagamento

De acordo com levantamentos preliminares, as empresas estariam alterando as informações e, com isso, diminuírem o valor que são obrigadas a recolher de contribuições impactando a Previdência Social
ECONOMIA SONEGAÇÃOHÁ 30 MINSPOR FOLHAPRESS
Auditorias da Receita Federal identificaram um esquema de sonegação envolvendo empresas beneficiadas pela política de desoneração da folha de pagamentos. O subsecretário de Fiscalização da Receita, Iágaro Jung Martins, convocou uma equipe de auditores especializados para apurar as fraudes
De acordo com levantamentos preliminares, as empresas estariam alterando as informações e, com isso, diminuírem o valor que são obrigadas a recolher de contribuições impactando a Previdência Social. As informações são da Agência Brasil.
"Os auditores que trabalham na fiscalização da Receita são especializados por tributos. Trouxemos para o nosso QG da fiscalização os colegas mais especializados em identificar fraudes, sonegação em contribuição previdenciária.
São profissionais com muita experiência e conhecimento em tratar informações em bancos de dados", disse o subsecretário. "O equilíbrio do sistema previdenciário passa por uma reorganização dos benefícios e também pela reorganização por parte das receitas', acrescentou.
Desde 2011, o governo passou a adotar a desoneração da folha de pagamento para estimular o emprego e evitar demissões em diversos setores da economia.Em vez de pagarem 20% da folha de pagamento como contribuição patronal à Previdência Social, os setores beneficiados pela desoneração passaram a pagar 1% ou 2% do faturamento, dependendo da atividade.
A mudança beneficia principalmente as empresas intensivas em mão de obra (que dão mais emprego). Como as alíquotas são mais baixas do que os níveis que manteriam a arrecadação da Previdência, a desoneração implica custos para o governo. Desde que foi adotada, a política já resultou em uma renúncia fiscal de mais de R$ 63 bilhões.
Para Iágaro Jung Martins, o modelo criado é complexo, o que pode ter facilitado a sonegação. "Criou-se, na verdade, mais uma jabuticaba tributária. Se tem a incidência tributária pela folha e pelo faturamento. O que acontece é que há uma tributação híbrida, com muita dificuldade em segregar de forma efetiva qual é o percentual da receita que tem que ser tributada pelo faturamento e qual o que tem que ser tributado pela folha", disse.
De acordo com ele, como fica muito a critério das empresas definir qual caminho adotar e o critério não é claro, cada companhia acaba fazendo os ajustes que achar mais conveniente. "Por ser complexo, mesmo as empresas que tem a intenção de cumprir de forma correta o previsto na lei das desonerações, por ser complexa acaba cometendo erros também", destacou.
Um dos setores investigados é a construção civil. De acordo com o subsecretário da Receita, há fortes indícios mostrando que 274 construtoras, responsáveis por 2.259 obras, cometeram sonegação previdenciária, no valor total de R$ 1,078 bilhão. Martins informou que todos os setores beneficiados com a desoneração da folha apresentam problemas. Novas investigações devem começar em julho, conforme Martins.

Romário anuncia hoje candidatura à prefeitura do Rio

Na próxima segunda-feira, às 15h, o diretório estadual do PSB vai se reunir e fazer o anúncio oficial


POLÍTICA SURPRESAHÁ 1 HORA
POR NOTÍCIAS AO MINUTO

Parece que o senador Romário fechou a articulação com o PSB nacional, e hoje anuncia, nas próximas horas, sua candidatura à sucessão da prefeitura do Rio.

De acordo com o jornal o Globo, na próxima segunda-feira, às 15h, o diretório estadual do PSB vai se reunir e fazer o anúncio oficial.

Ministro apoia terceirização do trabalho e agrada executivos

Eliseu Padilha declarou que a reforma trabalhista deve vir junto da Previdência

ECONOMIA SPHÁ 1 HORAPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
Ao falar sobre terceirização do trabalho em uma eventual reforma trabalhista, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, foi aplaudido por empresários e executivos na quinta-feira (16) em evento em São Paulo. 
Ele declarou que a reforma trabalhista deve vir junto da Previdência, ou logo depois, e que é necessário "fomentar o aumento da produtividade com a formação das pessoas", implicando uma revisão do ensino, de acordo com a Folha de S. Paulo. 
Ambas as reformas, segundo Padilha, estão "no horizonte deste ano". 
O ministro deleitou a plateia de representantes do setor privado ao dizer que o Brasil precisa de modernização no processo produtivo, além de formalizar o emprego e "caminhar no rumo da terceirização." 
"Temos que caminhar no rumo da terceirização. Aquele projeto que está no Senado deve ser votado com alguma rapidez", afirmou Padilha. 
Sobre a reforma da Previdência, o ministro destacou que o governo não tem uma proposta porque ela precisa ser alinhavada em conjunto, fazendo referência ao interesse dos sindicatos e dos cidadãos em geral.
Padilha disse ser responsável por coordenar pessoalmente a reforma da Previdência e que já ocorreram seis rodadas de reuniões com as representações sindicais e dos empresários. Falou também ter sido questionado por um líder sindical sobre qual era a proposta do governo, ao que respondeu: "o governo não tem proposta. Sentamos nessa mesa para construirmos uma proposta que fosse de todos nós".

PM suspende compra de coletes à prova de balas para policiais


Rafaela Felicciano/Metrópoles


Corporação congela, por tempo indeterminado, a aquisição dos equipamentos. Medida foi adotada após empresas pedirem a impugnação do certame por discordar de algumas exigências. Processo será retomado após análise dos questionamentos, mas tropa está insatisfeita




No que depender da burocracia estatal, a tropa da Polícia Militar corre o risco de combater a criminalidade sem proteção. Mesmo após a polêmica revelação de que ao menos um lote de coletes à prova de balas da corporação está vencido desde maio, a licitação para a reposição dos equipamentos foi suspensa por tempo indeterminado. A medida consta no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) de quinta-feira (16/6).



No documento, a PM alega que está em processo de “adequação ao termo de referência”. Atualmente, o Distrito Federal tem 13,8 mil policiais na ativa. Entre eles, cerca de 10 mil saem às ruas diariamente.
DODF/ReproduçãoDODF/REPRODUÇÃO











Segundo a corporação, hoje há cerca de 2,3 mil coletes dentro do prazo de validade, com prazo de expiração entre 2017 e 2019. A aquisição de 10 mil novas unidades custaria R$ 15,4 mil aos cofres da corporação, e serviria para proteger os militares que fazem parte das equipes de policiamento ostensivo e das unidades de pronto-emprego.
Agora, a notícia da suspensão irritou os PMs. Militares ouvidos reservadamente pela reportagem demonstraram descontentamento. “Temos uma função de alto risco, e os equipamentos de proteção individual são essenciais para garantir a nossa segurança. Essa medida coloca em risco a vida de toda a tropa”, afirmou um integrante do órgão.
De acordo com o presidente da Associação dos Praças, Policiais e Bombeiros Militares do Distrito Federal (Aspra), Manoel Sansão, a decisão pegou os policiais de surpresa, e a iniciativa pode provocar efeitos colaterais nas fileiras da PM.
Isso é um dos maiores absurdos que eu já vi. Não se nega a compra desse tipo de material, tão vital para o exercício da função. Não me surpreenderia se muitos policiais se recusarem a fazer o patrulhamento"
Manoel Sansão, presidente da Aspra
Licitação impugnadaA Polícia Militar informou que o processo de aquisição dos coletes não foi cancelado, apenas interrompido temporariamente. De acordo com a corporação, existem sete empresas que participam do certame, que pediram a impugnação embasadas em uma série de questionamentos, como o peso do colete exigido nas especificações técnicas e o suposto rigor excessivo nos testes. “A análise das impugnações será feita no mais curto espaço de tempo possível. Contudo, não abriremos mão da segurança do policial militar”, informou a PMDF, por meio de nota.
Ainda segundo a corporação, o Departamento de Logística e Finanças (DLF) deverá responder aos questionamentos para, em seguida, lançar novamente o pregão. “Após a resposta do DLF às impugnações, a licitação será retomada”, disse.
Coletes vencidosO caso dos coletes vencidos foi noticiado em maio deste ano. Os equipamentos haviam sido adquiridos no mesmo mês de 2011 e tinham validade de cinco anos. Sem novas unidades, os militares chegaram a lançar a campanha “Não sairemos para as ruas com coletes vencidos”. Mas a promessa de compra arrefeceu os ânimos.
Na época, a Polícia Militar informou que a corporação havia aberto um pregão para adquirir os equipamentos, mas cancelou o ato em seguida, pois os coletes oferecidos pela empresa vencedora foram reprovados no teste da corporação.
Um novo processo foi aberto — justamente o cancelado nesta Semana. A polêmia em torno dos coletes balísticos chegou a motivar, em janeiro deste ano, o comandante-geral da PM, coronel Marco Antônio Nunes, a gravar, em vídeo, uma mensagem institucional para os militares dizendo que a questão dos equipamentos seria resolvida.
O problema, entretanto, não foi solucionado. Tampouco é exclusivo da PM. A Polícia Civil e o Detran também foram alvo de denúncias de servidores por conta de coletes com validade expirada.