sábado, 4 de junho de 2016

Temer culpa corretor ortográfico por projeto que cria 14 mil cargos em vez de cortar 4 mil





Sem oposição de Temer, a Câmara dos Deputados aprovou a criação de 14,4 mil cargos federais. Número que é quase quatro vezes maior que os 4 mil cargos comissionados que o presidente interino havia prometido cortar.
Quando foi questionado sobre o assunto, Michel Temer disse que, na verdade, houve um erro na digitação do projeto causado pelo corretor ortográfico do celular de um deputado. “O corretor trocou 4 mil por 14 mil e “cortar” por “criar”. Quem nunca escreveu “é” em vez de “e” por causa do corretor? Foi quase a mesma coisa que aconteceu”, disse Temer.
Ao ser perguntado se os cargos iriam ou não ser criados, Temer passou oito minutos contando curiosidades sobre os corretores ortográficos e não tocou no assunto dos cargos.
Um aliado de Temer no Congresso justificou a criação dos cargos dizendo que o objetivo não é trocar cargos por apoio político, mas combater o desemprego criando mais postos de trabalho.
Bruno Machado

Para juiz, exclusão e violência mostram 'fascismo social' no país Presidente da AJD diz que Estado brasileiro ainda é protagonista de violações de direitos. Historiadora diz que avanços nos últimos anos "trouxeram os pobres para um lugar que as pessoas não admitem" por Vitor Nuzzi, da RBA


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Sessão da Comissão da Memória e Verdade da prefeitura paulistana ocorreu hoje (3), na Câmara Municipal
São Paulo – Desigualdade, exclusão e criminalização de movimentos sociais, situações vistas até como "naturais" pela sociedade, formam o que o presidente do Conselho Executivo da Associação Juízes para a Democracia (AJD), André Augusto Salvador Bezerra, chama de "fascismo social" no país, que preserva práticas da ditadura ou mesmo anteriores. "Vivemos ainda sob o mesmo tempo histórico, não conseguindo nos livrar de práticas autocráticas oficiais, sob o silêncio da sociedade', afirmou, durante audiência pública realizada hoje (3) pela Comissão da Memória e Verdade da prefeitura paulistana. A sessão ocorreu na Câmara Municipal.
Para o juiz, existe certo "consenso" em favor dessa situação, à medida que se passa a ver como normais violações dos direitos humanos. "E se há essa naturalidade da opressão e do colonialismo na democracia, é porque a sociedade não se insurge contra esse quadro. Se a tortura e o sexismo persistem, é porque não existe a insurgência da sociedade contra práticas opressoras", diz André Bezerra, para quem determinados extratos da população são "retirados" do chamado contrato social. Ele critica também a mídia, que em alguns casos "festeja ações de violência policial".
"Está na hora de o Estado brasileiro deixar o protagonismo na violação de direitos. É preciso avançar no tempo histórico", acrescentou o presidente da AJD.
O presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim), Andre Pires de Andrade Kehdi, citou os "criminalistas da TV", em referência a programas policiais, e também criticou a inação do Estado em relação aos meios de comunicação "O governo não consegue implementar a regulação da mídia. Temos diversos oligopólios, inclusive controlados por bancadas que estão no Congresso."

Controle ideológico

Segundo ele, o Judiciário ainda não conseguiu se livrar do "ranço autoritário" que fez legitimar diversos atos de arbítrio durante o período da ditadura. E existe um "controle ideológico" no setor que resulta em perseguição a alguns juízes. "Não é possível, no Estado democrático de direito, que se escolha quais juízes sejam designados para determinadas varas, ou seja, para determinados casos. O controle ideológico não cessou com a Constituição de 1988. É preciso que olhemos para o Poder Judiciário."
"Acho que esse desprezo pelo corpo e pela vida dos pobres, que é de pessoas inclusive de esquerda, é permanência da mentalidade escravista", diz a socióloga e historiadora Ângela Mendes de Almeida, ex-companheira do jornalista Luiz Merlino, assassinado no DOI-Codi em 1971, na época sob o comando de Carlos Alberto Brilhante Ustra, tema da audiência pública desta sexta-feira. Para ela, que coordena o Observatório das Violências Policiais, alguns avanços registrados nos últimos anos "trouxeram os pobres para um lugar que as pessoas não admitem".
A professora Maria Victoria Benevides, que foi à audiência acompanhada do jurista Fabio Konder Comparato, concorda com a relação histórica entre escravidão e violação de direitos humanos. Para ele, existe no país uma "cultura de horror à igualdade, no sentido da dignidade da pessoa humana".
Para Amelinha Teles, da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, o fascismo social a que se refere o presidente da AJD é "alimentado e realimentado" pela omissão do Estado brasileiro em relação ao crimes cometidos pela ditadura. "Todo esse impasse da democracia se deve também a não terem apurado os crimes", afirmou, sugerindo mudança na formação nos cursos de Direito, incluindo história política e direitos humanos. "A faculdade é que produz esse Judiciário", argumenta.
Andre Kehdi, do IBCCrim, acredita que essa formação deveria começar antes. "Quando chega à faculdade de Direito, é tarde", diz. "Às vezes você aprende o artigo 5º da Constituição (sobre direitos e deveres individuais e coletivos) em uma aula, mal se fala de tratados internacionais", exemplifica o advogado. Segundo ele, com essa visão do ensino os direitos são tratados como "frutas, como se fosse coisas vindas da natureza".
Integrante da comissão da prefeitura, o ex-deputado Adriano Diogo defende a necessidade de acompanhar a atuação das polícias militares a partir da ditadura. "Como é que os policiais não são punidos, as chacinas nunca são averiguadas, as vítimas é que são culpadas?", questionou.

VLT do Rio será inaugurado com apenas 18% do trecho prometido

O presidente interino, Michel Temer, estará presente no evento. O projeto todo, de acordo com a Secretaria Municipal de Transportes, deverá ficar pronto apenas em 2017.
BRASIL RJHÁ 31 MINSPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
Neste domingo (5) será inaugurado o primeiro trecho do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no Rio. Eduardo Paes, prefeito do Rio, havia prometido seis linhas, com 44 paradas distribuídas por 28km de vias até o fim do primeiro semestre deste ano, diferentemente das 42 que fazem parte do novo projeto, como informa a Folha de S. Paulo.
A partir de domingo apenas 18% do VLT começará a funcionar, mas segundo o jornal, a prefeitura informou que até o fim do mês 43% do trecho estará disponível para a população, em vez dos 100% anunciados.
O presidente interino, Michel Temer, estará presente no evento. O projeto todo, de acordo com a Secretaria Municipal de Transportes, deverá ficar pronto apenas em 2017.





Temer deixa Dilma Rousseff sem comida no Palácio do Alvorada

A suspensão trata-se de uma “interrupção provisória” até receber parecer jurídico sobre os direitos de Dilma


POLÍTICA DESPENSA VAZIAHÁ 1 HORAPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
O Palácio do Alvorada, residência oficial da presidente afastada Dilma Rousseff, teve o chamado “cartão de suprimento” cortado pela equipe de Temer na quarta-feira (1).
Segundo informações da Folha de S.Paulo, Dilma e auxiliares ficaram os últimos dias sem dinheiro para comprar comida para o Alvorada. Os recursos garantiam o abastecimento da despensa da presidente afastada e custeavam a manutenção do palácio.
De acordo com a Secretaria de Governo, a suspensão trata-se de uma “interrupção provisória” até receber parecer jurídico sobre os direitos de Dilma.
Contudo, na sexta, o Planalto informou que Dilma já estava liberada para compras.
Assessores de Dilma revelaram que Dilma ficou revoltada com o corte do “cartão alimentação” e criticou a equipe de Temer pela “mesquinharia”.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Leticia Spiller ganha R$ 100 mil de indenização de companhia de água do Rio de Janeiro


Letícia teve a água cortada mesmo com as contas pagas (Reprodução/ Instagram)

Leticia Spiller ganhou o processo que movia contra a Cedae, empresa responsável pelo fornecimento de água no Rio de Janeiro, e vai receber R$ 100 mil de indenização, de acordo com uma decisão da 4ª Vara de Fazenda Pública.
Segundo o colunista Ancelmo Gois, do jornal ‘O Globo’, as contas da casa da atriz em Itanhagá vieram com valor acima do consumo real em 2008 e 2009. Uma perícia constatou que a passagem de ar pelo medidor provocou a distorção no consumo. Mesmo com as contas pagas, Letícia Spiller teve a água cortada e entrou na Justiça pedindo uma indenização.

Fora do ar desde o fim da novela ‘I Love Paraisópolis’, Letícia Spiller posou sensual para um ensaio para a revista 'Mensch’, no final do mês passado. Em entrevista à publicação, a atriz falou sobre seus cuidados com a saúde. “O passar do tempo faz com que a gente aprenda a se cuidar. Quanto mais maturidade, mais cuidado a gente é obrigado a ter. Foi pensando dessa forma que eu procurei fazer coisas que só me fizessem bem. Então tenho o hábito matinal de fazer ritos tibetanos, não abro mão de uma alimentação saudável - onde procuro tirar tudo que me faz mal, como trigo e farinha branca -, doso o consumo de lactose e tomo suco verde. Aliado a isso, não abro mão da prática de atividades físicas diariamente, como o pilates e a dança. Atualmente, estou com peça em cartaz e esse trabalho está exigindo muito de mim então tive que diminuir um pouco a frequência, mas em hipótese alguma parar”, contou ela. 

Moro barra ofensiva da PF sobre os 100 maiores da Lei Rouanet

O magistrado apontou em sua decisão que a apuração, "se pertinente", deve ser feita em um inquérito à parte na Lava Jato e com "objeto definido" para evitar tumultuar a investigação


POLÍTICA RECUOHÁ 5 HORASPOR


O juiz Sérgio Moro, da Lava Jato, mandou anular nesta sexta-feira, 3, o pedido da Polícia Federal ao Ministério de Transparência e Gestão para levantar os 100 maiores receptadores/captadores de recursos via Lei Rouanet, divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta manhã.


O magistrado apontou em sua decisão que a apuração, "se pertinente", deve ser feita em um inquérito à parte na Lava Jato e com "objeto definido" para evitar tumultuar a investigação. Ainda de acordo com Moro, a solicitação precisa antes de uma autorização judicial dada por ele. O ofício encaminhado na segunda-feira, 30, ao Ministério foi repassado diretamente pelo delegado Eduardo Mauat, da força-tarefa da Lava Jato.
A Lei Rouanet foi criada no governo Fernando Collor (PTC/AL), em 1991.
A legislação permite a captação de recursos para projetos culturais por meio de incentivos fiscais para as empresas e pessoas físicas. Na prática, a Lei Rouanet permite, por exemplo, que uma empresa privada direcione parte do dinheiro que iria recolher para gastar com impostos para financiar propostas aprovadas pelo Ministério da Cultura para receber recursos.
O delegado da PF pede ao Ministério da Transparência que detalhe os valores recebidos pelos 100 maiores beneficiários naquele período discriminando a origem (Fundo Nacional de Cultura ou Fundos de Investimento Cultural e Artístico), os pareceristas responsáveis por aprovar a liberação de verbas e também se houve prestação de contas dos projetos aprovados.
O pedido do delegado da Lava Jato foi feito no inquérito principal da operação, aberto em 2013 para investigar quatro grupos de doleiros e que acabou revelando um megaesquema de corrupção na Petrobras e em outras estatais e áreas do governo federal envolvendo as maiores empreiteiras do País. Na solicitação, o delegado não informa quais as suspeitas estão sendo apuradas ou mesmo qual a linha de investigação que possa envolver iniciativas que captaram recursos via Lei Rouanet.
O Ministério da Cultura informou que não foi procurado pela PF.

Delator diz que pagou R$ 70 milhões a cúpula do PMDB

Entre eles Renan Calheiros, José Sarney e Romero Jucá; revelou Sérgio Machado




POLÍTICA REVELAÇÕESHÁ 2 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO


Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, fechou acordo de delação premiada na Operação Lava Jato. Ele revelou aos investigadores que arrecadou e pagou pelo menos R$ 70 milhões a integrantes da cúpula do PMDB, entre eles Renan Calheiros, José Sarney e Romero Jucá.


A reportagem do jornal O Globo destaca que, segundo Sérgio Machado, foram pagos ao presidente do Senado, Renan Calheiros, cerca de R$ 30 milhões. Para o ex-presidente da República e senador José sarney, Machado relatou a entrega de cerca de R$ 20 milhões.
O ex-presidente da Transpetro citou ainda que entregou outros R$ 20 milhões ao senador e ex-ministro Romero Jucá (PMDB-RR).
Machado afirmou que os valores foram desviados da subsidiária da Petrobras, responsável pelo transporte de combustível no país.
O senador Romero Jucá negou o recebimento de qualquer recurso financeiro por meio de Sérgio Machado ou comissões referentes a contratos realizados pela Transpetro.
Ainda não há um posicionamento por parte do ex-senador José Sarney e Renan Calheiros.