domingo, 29 de maio de 2016

Parlamento do Irã reelege Ali Larijani pela 8ª vez para a presidência

Apesar de conservador, político é aliado do presidente, Hassan Rohani.
Atual legislativo tem mais mulheres que clérigos pela 1ª vez desde 1979.

Da EFE
O presidente do parlamento iraniano, Ali Larijani, foi reeleito pelos deputados (Foto: Mustafa Ozer/Reuters)'Se quiserem revisá-lo parcialmente, o Parlamento não aceitará', disse Ali Larijani. (Foto: Mustafa Ozer/Reuters)
O Parlamento do Irã reelegeu neste domingo (29) o conservador Ali Larijani para a presidência do legislativo, pela oitava vez, mesmo com o legislativo mais "liberal" do país em uma década.
A decisão era esperada, apesar da maioria de deputados reformistas e moderados na Câmara. Larijani foi eleito com 173 votos, contra 103 do candidato reformista, Mohamad Reza Aref.
Nem representa perigo para o governo do moderado presidente iraniano, Hassan Rohani, que tem em Larijani um de seus maiores aliados no Parlamento.Larijani contou com votos dos conservadores, de deputados independentes e até de alguns reformistas. O político é próximo do líder Ali Khamenei, filho de um reputado aiatolá da época revolucionária do Irã e irmão do conservador ministro da Justiça, mas sua reeleição não necessariamente representa uma derrota do campo liberal.
A sessão que reconduziu o experiente político ao cargo foi a primeira da décima legislatura - e a primeira com mais mulheres que clérigos desde a Revolução Iraniana, em 1979.
Os deputados eleitos em dois turnos, em 26 de fevereiro e 29 de abril, formam o Parlamento iraniano mais "liberal" em mais de uma década, com 121 deputados reformistas e moderados contra 83 conservadores.

sábado, 28 de maio de 2016

CÃES DE RUA QUE ERAM CUIDADOS POR IDOSA CERCAM CORPO DELA APÓS MULHER MORRER NO MEIO DA RUA

Uma idosa morreu no meio da rua e acabou sendo cercada por oito cães de rua que tentavam protegê-la de ser atropelada.
A mulher idosa caiu e morreu enquanto perto em Xinyu, sudeste da China.
O grupo de cães rapidamente montou guarda em torno do corpo dela para protegê-la, ficando lá por mais de seis horas, em uma cena comovente.
A mulher havia cuidado dos cães nos últimos anos, e por isso eles criaram um vínculo com ela.
Fotografias flagraram os filhotes parados ao redor do corpo caído, já sem vida.
Os internautas afirmaram que a idosa vivia recolhendo lixo, e os cães de rua a seguiam e eram alimentados por ela.
Como o corpo passou seis horas sem que a polícia ou uma ambulância fosse em seu socorro, internautas reclamaram e criticaram a negligência dos serviços de emergência.
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Idosa morreu no meio da rua e acabou sendo cercada por oito cães de rua que tentavam protegê-la de ser atropelada.
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Fontes: Daily Mail / Gadoo

Ícone da luta contra a aids pede demissão do governo Temer: 'Não deu mais'






Fábio Mesquita deixa cargo que ocupou por quase três anos por discordar das diretrizes de um "governo ilegítimo e conservador que ataca os direitos conquistados sem dó"
por Redação RBA publicado 28/05/2016 11:38, última modificação 28/05/2016 12:10
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Diretrizes impostas pelo governo interino de Temer ameaçam programas que já renderam reconhecimento internacional ao Brasil, como os de prevenção e tratamento das DST
São Paulo – Fábio Mesquita, que em julho de 2013 assumiu a direção do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, anunciou na quinta-feira (26), pelas redes sociais, que deixa o governo interino de Michel Temer, alegando incompatibilidade com as novas diretrizes para o setor. "Desculpa, gente, não deu mais, pedi hoje para sair deste governo ilegítimo e conservador que ataca os direitos conquistados sem dó. Lutarei sem descanso pelo SUS de qualidade que sempre sonhamos e por um mundo mais tolerante com a diversidade. Obrigado por todo apoio nestes 3 anos!", escreveu ele. Fábio também escreveu uma carta aberta, na qual explica suas razões e diz que segue no Departamento até a publicação de sua exoneração no Diário Oficial da União.
O médico é considerado um ícone da luta contra a Aids. Formado em medicina pela Universidade Estadual de Londrina, Fábio é doutor em saúde pública pela USP, coordenou os programas municipais de DST/Aids em Santos e São Vicente (cidades do litoral de SP) e da capital paulista, chefiou as unidades de Prevenção e Direitos Humanos do então Programa Nacional de Aids do Ministério da Saúde, foi fundador e é membro honorário permanente da Associação Internacional de Redução de Danos (em inglês International Harm Reduction). Antes de ser convidado para assumir a direção do Departamento de Aids, era membro do corpo técnico da Organização Mundial de Saúde (OMS), atuando no escritório do Vietnã, com base em Hanoi.
Em sua carta aberta, Mesquita critica decisões tomadas pelo governo interino, fala sobre a falta de nomeação de secretários em postos-chaves do ministério, e também cita a "postura inadequada" e o "arroubo de truculência" de Augusto Nardi, ex-secretário de Vigilância em Saúde, que foi promovido a secretário-executivo da pasta.
Leia a íntegra:
Por que deixo o Departamento de DST/AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde depois de três anos à frente da Pasta
Minha gestão à frente do DDAHV começou em Julho de 2013 quando o então Ministro Alexandre Padilha me convidou para deixar meu trabalho de oito anos no exterior, seis dos quais na Organização Mundial da Saúde para voltar ao Brasil e dirigir a vitoriosa política pública de DST/AIDS e Hepatites Virais do país.
O dilema entre resistir dentro do governo provisório em defesa do SUS ou encerrar um ciclo de gestão arrojada chega ao fim em apenas 13 dias. Os problemas que afetam a política pública de saúde no Brasil não começaram neste governo provisório, mas em poucos dias foram intensificados de maneira alarmante.
Já convivíamos internamente, há certo tempo, com inúmeras imposições político-partidárias, como a inclusão – ainda na gestão do então ministro da Saúde Arthur Chioro – do ex-secretário de saúde Municipal de Maringá, Antônio Nardi, na cota do Partido Progressista, como secretário de Vigilância em Saúde, contrariando a história dessa Secretaria – que, desde a sua criação, sempre foi dirigida por profissionais de Saúde Pública altamente qualificados.
Também na Secretaria de Atenção à Saúde (SAS), o governo da Presidenta Dilma, legitimamente eleita pelo voto popular, tolerou a inserção do psiquiatra Valencius, contrariando toda a história da luta antimanicomial no Brasil, liderada por governos do Partido dos Trabalhadores e aliados, gerando uma manifestação inédita do movimento antimanicomial contra um Governo do PT.
Cortes de gastos na Saúde haviam sido impostos já no governo Dilma em 2015 e 2016, mas nada que chegasse a comprometer os princípios constitucionais, como a vinculação orçamentaria dos recursos da Saúde.


FabioMesquita.jpgFábio Mesquita deixa diretoria do MS

O poema do brasileiro Eduardo Alves da Costa: No Caminho, com Maiakowski, retrata bem esse processo de subtração gradativa de conquistas: “Na primeira noite eles se aproximam, roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E como não dissemos nada, já não podemos dizer mais nada”.
Chegamos exaustos da batalha perdida em defesa da democracia, ao governo provisório de Michel Temer – um governo que se inicia com uma composição de ministros (homens, brancos, héteros e cis, vários deles líderes religiosos fundamentalistas) que em nada representam a diversidade da população brasileira ou a inexorável conexão com o século 21 (como disse o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, ao justificar o seu honroso ministério, composto de 50% de mulheres).
No anúncio de sua política econômica, o governo provisório já antecipou significativos cortes na Saúde e na Educação – e começou a anunciar a futura desvinculação do Orçamento da União.
Na política de direitos humanos, esse governo acabou com o Ministério de Direitos Humanos – colocando-o submetido ao Ministério da Justiça, sob comando do ex-secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Alexandre Moraes, um notório repressor dos movimentos sociais, que há pouco tempo dirigia as operações truculentas da Polícia Militar paulista, responsável por boa parte do genocídio da juventude negra e, seguramente, a que mais viola os direitos humanos no Brasil.
Esse mesmo governo também extinguiu o Ministério da Cultura, desprezando a atividade cultural do país, menosprezando sua historia e desvalendo seu povo, voltando atrás pouco depois, graças à resistência dos movimentos populares de cultura, de artistas e intelectuais, por todo Brasil.
Com relação à política pública sobre drogas, o governo interino transferiu a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) para o Ministério do Desenvolvimento Social, sob a coordenação do ministro Osmar Terra, que propõe a hegemonia das Comunidades Terapêuticas – diga-se de passagem, já imposta secundariamente pela senadora do PT, Gleise Hoffman, durante o primeiro governo de Dilma Rousseff .
Essa proposição do Ministro Osmar Terra de política pública sobre drogas no Brasil dá todo poder ao setor privado, ressaltando que não há nenhuma evidência de que essas instituições funcionem, porque, em sua maioria, são de caráter religioso e não são do ponto de vista técnico-científico, nem comunidades, nem terapêuticas.
Voltemos então ao Ministério da Saúde, que é o meu lugar de fala. Para ele, o presidente interino convidou um engenheiro e deputado federal do Partido Popular, Ricardo Barros, para ocupar o posto de ministro da Saúde. Essa negociação político-partidária – que rifa o Ministério da Saúde – já havia de fato ocorrido também no governo Dilma, mas Marcelo Castro que teve um curto mandato, era um parlamentar médico e um ser humano extremamente decente. Para começar, foi um dos únicos aliados da base governista que não traiu Dilma Roussef durante as votações do impeachment. Além disso, deu suporte a todas as ações do DDAHV, prestigiando e celebrando suas conquistas e tendo uma postura ética com os funcionários, mesmo quando em eventual discordância técnica.
Ricardo Barros, por sua vez, já chegou anunciando que ia diminuir o SUS e incentivar o aumento de planos de saúde; se propôs a cortar os médicos cubanos do programa Mais Médicos; e passou a dar voz aos setores mais reacionários de minha categoria profissional.
Recentemente, em sua primeira missão internacional na Assembleia Mundial de Saúde da Organização Mundial da Saúde, na Suíça, seus assessores argumentaram que precisava viajar com uma delegação menor – provável justificativa para a ausência da diretoria do DDAHV na delegação, apesar de estarem sendo votadas as estratégias quinquenais de DST, AIDS e hepatites virais – mas sua esposa, inexplicavelmente, compôs a delegação oficial.
E mais, em onze dias após a sua posse – no dia 24 de maio de 2016 –, houve a nomeação apenas da Secretaria Executiva: o coração político e de gestão do dinheiro do Ministério.
Apesar das gravíssimas epidemias de zika, dengue, chikungunha e H1N1 não houve, até o momento (agora 13 dias após a posse), nomeação de nenhum outro secretário, nem mesmo para a Secretaria de Vigilância em Saúde, responsável pelo controle dessas epidemias.
O único nomeado até agora, foi o ex-secretário de Vigilância em Saúde, Antônio Nardi, promovido a secretário-executivo, que é a mesma coisa que ser um vice-Ministro. Desde então ele tornou-se responsável pelo manejo da maior fatia do orçamento do Ministério da Saúde.
Já não era tarefa fácil suportar os desmandos de Nardi durante este último ano de minha gestão – pelo constante assédio moral dirigido aos trabalhadores do SUS; pela arrogância de, mesmo sem formação adequada, ou sensibilidade necessária, portar-se como se fora um profundo conhecedor de um campo tão vasto quanto a Vigilância em Saúde; e pela deselegância, no trabalho; de seu constante uso de gritos e xingamentos, por vezes destinados a funcionários de menor posição. Conduta evidentemente inadequada particularmente a alguém que ocupa cargo tão relevante no serviço público, e que está à frente de um setor que prima, entre outras coisas, pela promoção dos Direitos Humanos. Há hoje incontáveis exemplos de suas frases memoráveis circulando pelos corredores do Ministério da Saúde. Em uma das reuniões do Colegiado de Diretores da SVS, contrariado com um dos Diretores que buscou apoio do Gabinete do Ministro para solucionar um problema que ele se negou a resolver, bateu na mesa e com uma palavra de baixo calão, se disse o dono da SVS para espanto de todos.
Essas posturas inadequadas, no entanto, são detalhes, diante de seu mais recente arroubo de truculência. Enquanto o ministro estava em Genebra, Nardi, atuando interinamente, despachou um documento PROIBINDO a participação do diretor ou de qualquer outro funcionário, consultor ou colaborador do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde no Encontro de Alto Nível das Nações Unidas em HIV/AIDS, que será realizado entre os dias 8 e 10 de junho, em Nova York. Trata-se de um importante encontro sobre AIDS, e sobre o que fazer para garantir o controle da epidemia de AIDS até 2030, meta dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, do qual o Brasil é signatário.
Em 31 anos de existência formal da resposta brasileira à epidemia de AIDS, essa será a primeira ausência dos técnicos que trabalham com o tema em um fórum tão crucial, se esta sandice prosperar.
Os ataques de Antônio Nardi à política brasileira de DST, de AIDS e de Hepatites Virais foram incontáveis ao longo desse último ano, no entanto, até o presente momento, eram sempre superados através da intercessão da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde ou do próprio gabinete do Ministro. Por esse motivo, muitas dessas tentativas de ataque e retrocessos passaram quase que imperceptíveis aos que estão de fora do Ministério da Saúde, mas foram motivos para muito desgaste, stress e desânimo por parte da equipe à frente do Departamento.
Portanto, diante desse governo provisório lamentável e conservador – e diante desse ministro da Saúde e de seu secretário executivo – e especialmente diante dos mais recentes ataques à independência e autonomia técnica que sempre gozei ante meu trabalho com os quatro Ministros que trabalhei anteriormente, infelizmente me dou conta de que resistir de dentro do DDAHV, neste governo provisório, não será mais possível.
Certamente, continuarei a defender o SUS que ajudei a construir (ainda como parte do Movimento da Reforma Sanitária) nos anos 1980, com tantos companheiros e companheiras de luta e, com certeza, jamais deixarei de combater as infecções sexualmente transmissíveis, a AIDS e as hepatites virais; e a lutar pela vida das pessoas que dependem dessas políticas públicas.
Enquanto estiver vivo, dedicarei a minha vida para a promoção dos Direitos Humanos de homens e mulheres transexuais, bissexuais, gays e lésbicas, pessoas que usam drogas, profissionais do sexo, jovens, negros, indígenas, mulheres e às pessoas vivendo com HIV e aos portadores de hepatites virais e IST’s, consistentemente com a minha história. Estes são os irmãos de jornada aos quais tive orgulho de escolher para serem meus companheiros, amigos e cúmplices nessa estrada, e que são a expressão maior dos motivos que me levam a dedicar minha vida pessoal e profissional a essa causa.
Seguirei lutando a partir de outro endereço. Não importa qual, mas não mais como diretor do Departamento que tive a honra de dirigir durante quase três anos.
Peço exoneração amanhã, dia 27 de maio de 2016, torcendo para que essa política do Estado Brasileiro seja preservada por quem quer que assuma esta diretoria, e enquanto durar esse governo provisório. Sigo no Departamento até a publicação de minha exoneração no Diário Oficial da União, e sigo na luta pelo SUS com o qual sonhamos, onde quer que eu esteja.
Anexo, por favor encontrem o relatório de minha gestão à frente do Departamento, com todos os indicadores de progresso técnico e de economia de recursos públicos.
Por fim, agradeço a todos aos funcionários e agregados do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais por seu trabalho incansável e militante; aos trabalhadores e trabalhadoras da SVS e do Ministério da Saúde que dedicam suas vidas à construção do SUS; a todos (as) os (as) pesquisadores (as) e profissionais de saúde que trabalham no tema no Brasil, com destaque à Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), à Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) e à Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT).
Agradeço à sociedade civil organizada, incluindo todas as entidades de pessoas vivendo com HIV, pessoas vivendo com Hepatites Virais, jovens, mulheres, negros, indígenas, populações trans, de gays, lésbicas e bissexuais, pessoas que usam drogas, profissionais do sexo e de varias outras organizações que contribuíram de maneira destacada para o aprimoramento da luta por diretos humanos, pela diversidade e por um SUS de qualidade, inovador e baseado em evidências científicas.
Agradeço ainda à parceria sempre presente dos (as) colegas do Itamaraty, de agências da ONU como a OMS, Unaids, Unicef, Unfpa, Unesco, Unodc, Pnud, ONU Mulheres, Banco Mundial dentre outras, bem como às agências bilaterias como o CDC dos Estados Unidos da América. Agradeço ainda a todos (as) os (as) coordenadores (as) municipais e estaduais de DST, Hepatites Virais e HIV/AIDS de todo o país por seu compromisso com as causas comuns e alinhamento com o DDAHV.
Parafraseando Darci Ribeiro “eu sinto de não ter sido vitorioso em todas as minhas causas, mas os fracassos são minhas vitórias e eu detestaria estar no lugar de quem me venceu”.
Com informações da Agência Aids e da Agência Brasil

ACESSO À INFORMAÇÃO Ministro Ricardo Lewandowski extingue tramitação oculta de processos no STF Ministro considerou que medida atende a pontos como o princípio da publicidade, o direito de acesso à informação e a Lei de Acesso à Informação; processos ocultos não ficam disponíveis para consulta





MC_Lewandowski_Foto_Marcelo_Camargo08042016_1-1.jpgResolução assinada por Lewandowski ainda precisa ser publicada no Diário de Justiça

Brasília – O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, assinou a Resolução 579/2016, por meio da qual fica "vedada a classificação de quaisquer pedidos e feitos novos ou já em tramitação no Tribunal como 'ocultos'".
A resolução, que tem a data de quarta-feira (25), ainda precisa ser publicada no Diário de Justiça. A informação foi publicada hoje (27) no site do STF.
Os processos ocultos são aqueles que não ficam disponíveis para consulta no sistema do tribunal. A resolução assinada altera um outra de 2007 sobre documentos e processos de natureza sigilosa no âmbito do STF. Na nova resolução, o ministro considerou que a medida atende a pontos como o princípio da publicidade, o direito de acesso à informação, a Lei de Acesso à Informação e “a necessidade de melhor disciplinar a classificação e tramitação do crescente número de documentos e feitos de natureza sigilosa” que ingressam na Corte, entre outros aspectos.
De acordo com a resolução, fica vedada a classificação como ocultos. Acrescenta que esses processos deverão receber “a mesma nomenclatura e idêntico tratamento conferidos aos processos sigilosos, sem prejuízo da determinação de cautelas adicionais por parte do relator para garantir o resultado útil das decisões neles prolatadas”, destacou o texto.
A norma prevê ainda que os requerimentos de prisão, busca e apreensão, quebra de sigilo telefônico, bancário, fiscal e telemático, interceptação telefônica e outras medidas “serão processados e apreciados, em autos apartados e sob sigilo”.
Conforme o texto, ao receber uma petição ou requerimento com anotação de sigilo, a Secretaria Judiciária deve fazer o protocolo com “as cautelas solicitadas” e que fica a critério do relator alterar a classificação ou determinar outras medidas à ação caso julgue necessário.
Com a medida, passa a ser possível verificar a existência de uma investigação e identificar os investigados pelo nome, no caso de processos não sigilosos, ou pelas iniciais, em processos que possuem sigilo. Segundo o STF, apenas as ordens de prisão e de busca e apreensão não terão a identificação dos nomes até que sejam cumpridas.

STJ homologa delação que fala de suposta propina a Fernando Pimentel Benedito Oliveira, o Bené, fez delação premiada com a PGR. O esquema de corrupção envolveria R$ 20 milhões. Do G1 MG


O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Herman Benjamin, homologou nesta sexta-feira (27), a delação premiada do empresário Benedito Oliveira, o Bené, apontado como o operador de um suposto esquema de corrupção, que envolveria o governador Fernando Pimentel (PT). Os valores chegariam a R$ 20 milhões. 

Bené é dono de uma gráfica que prestou serviços a Pimentel durante a campanha dele ao governo de Minas Gerais em 2014.

Segundo a reportagem, Bené disse que Pimentel recebeu propina de empresas beneficiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no período em que foi ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, de 2011 a 2014, no governo Dilma Rousseff (PT).
As investigações apontam que o empresário teria recebido propina para atuar em favor da montadora Caoa junto à pasta. As investigações indicam que o pagamento de propina ocorreu em troca de benefícios fiscais.
Segundo a reportagem de "O Globo", em um de seus depoimentos aos procuradores da República, Bené afirmou que, só da Caoa, representante da Hyunday no Brasil, Pimentel teria recebido R$ 10 milhões.  Ele também teria dito que houve irregularidades em negócios financiados pelo BNDES na Argentina e em Moçambique, e que Pimentel seria um dos supostos beneficiários.
A defesa da Caoa afirmou que o grupo empresarial nunca pagou propina a quem quer que seja e que, em casos de delação premiada, “é muito comum o acusado culpar terceiros para obter a liberdade”. Segundo nota, "a CAOA desconhece a existência e eventual conteúdo de qualquer delação premiada que lhe faça qualquer menção, sendo curioso que tal informação, coberta por sigilo legal, venha parcialmente ao conhecimento público, sem possibilidade prévia da empresa saber e contrapor os seus termos".
Por meio de nota, a assessoria do BNDES reafirmou que não concedeu financiamentos à Caoa e que as operações do banco somente são feitas com critérios impessoais e técnicos – e o processo passa por auditoria independente.
Sobre a homologação da delação de Bené, o advogado de Pimentel, Eugênio Pacelli, disse em nota que a novidade foi a divulgação de informações mantidas sob o sigilo judicial, antes da homologação e antes do conhecimento da defesa. Ele reafirmou que Fernando Pimentel jamais cometeu qualquer irregularidade à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
De acordo com nota divulgada por Pacelli, “sobre a suposta delação, não é possível afirmar se há ou não tratativas em curso nesse sentido. Todavia, é preciso lembrar que a delação por si só não é elemento de prova e a divulgação de parte de seu suposto conteúdo, ainda na fase do primeiro depoimento, além de ilegal, o que pode invalidá-la, não tem outro sentido senão o de influenciar a opinião pública e promover a antecipação da condenação do investigado”.
A operação
A Operação Acrônimo investiga um esquema de lavagem de dinheiro em campanhas eleitorais envolvendo gráficas e agências de comunicação. Pimentel é suspeito de ter utilizado os serviços de uma gráfica durante a campanha eleitoral de 2014 sem a devida declaração dos valores e de ter recebido "vantagens indevidas" do proprietário dessa gráfica, Bené.

Equino tem pata amputada, ganha prótese e leva vida normal no RS Animal foi resgatado em Caxias do Sul um ano atrás e seria sacrificado. Teve a pata amputada e hoje leva uma vida normal usando prótese no local. Do G1 RS

Cavalo com prótese (Foto: Jackson Cardoso)Animal utiliza prótese para se locomover (Foto: Jackson Cardoso)
A história de superação de um potranco sensibilizou uma família de Caxias do Sul. Encontrado agonizando e com um ferimento grave na pata dianteira direita, em uma mata na cidade da Serra do Rio Grande do Sul, o animal foi adotado por uma família. Depois de correr o risco de ser sacrificado, o equino teve o membro amputado e uma prótese colocada no lugar, em iniciativa inédita no estado.
O animal foi achado abandonado em junho de 2013, quando agonizava em uma mata na região do bairro Parque Oasis. Na época, a Brigada Militar de Caxias do Sul e a ONG Sociedade Amigos dos Animais (Soama) resgataram o equino, que seria sacrificado, devido às péssimas condições que apresentava. Porém o casal, Vitor Boldrini e Adriana Castilhos Suzin se solidarizaram com a situação e resolveram pedir a posse do animal, para tentar recuperá-lo.
O potranco recebeu o nome de Campeão e foi levado para a Cabanha Del Fuego, em Monte Bérico, também na Serra. No local, passou a ser tratado e medicado durante 24 horas. No local mais duas pessoas se uniram na "batalha" para salvar a vida do animal, Renata Onzi que é bióloga e seu esposo Mauricio Lazzari se revezaram com os donos de Campeão e salvaram o animal que necessitou de curativos, vacinas e até transfusões de sangue.
Cavalo com prótese 2 (Foto: Jackson Cardoso)Comparação do animal um ano atrás e hoje em dia (Foto: Jackson Cardoso)
Quando a vida do potranco parecia salva e tudo se encaminhava para um final feliz, Campeão foi atingido por uma ostemelite (infecção de um machucado) e precisou ter a pata amputada. Os donos do animal não aceitaram a possibilidade de sacrificar o animal, organizaram rifas e juntaram dinheiro para pagar pela prótese.
Após um ano de todo o trabalho para manter o animal vivo e levando uma vida normal, o equino recuperou o peso natural e caminha normalmente com a ajuda da prótese. O mecanismo, inclusive, foi trocado por quatro, para se adaptar ao tamanho do animal, que segue crescendo e ganhando peso.
Este é primeiro caso de adaptação de perna mecânica que se tem registro de um equino no Rio Grande do Sul, e segundo caso no Brasil. O suspeito do crime foi identificado e respondeu a um processo criminal, onde teve a pena convertida em multa, e ao animal hoje pertence aos amigos.

SOS urgente!

Gente!!!! Sobre o caso do cavalo em Valparaiso de Goiás.... Meu amigo vet Philipe está no local! O caso é muito grave! A pata está quebrada e já necrosou. Ele aplicou medicamento pra dor, anti-inflamatório e antibiótico... Mas se não tiver resgate o melhor é sacrificar ao invés de deixar lá assim. É uma égua e o dono foi localizado e disse que não tem o que fazer 😡. Ele vai tentar com o pessoal da Unb mas se não forem buscar ou disserem que a pata não tem jeito (Pq no estado que esta teria que amputar) o melhor é sacrificar do que deixar ela jogada ao relento sofrendo 😭😭😭😭😭 já ligamos no Seagri que não busca Pq não está dentro do df. Unb Tb não pega!!!