sexta-feira, 27 de maio de 2016

Aécio é hostilizado em praia do Rio; veja vídeo


POR NOTÍCIAS AO MINUTO
Reprodução/YouTube
Um vídeo postado no Youtube nesta quinta (26) mostra o senador Aécio Neves sendo chamado de "golpista" por uma mulher. A gravação foi feita na praia do Leblon, no Rio de Janeiro.

"Aqui a gente está vendo um golpista na praia, com os filhos. Pouco se lixando com o Brasil, que está pegando fogo. O golpista está aqui na praia, gente, olha. Parabéns pelo que você está fazendo pelo Brasil", diz a mulher, que não teve o nome identificado.

Após ter gravado conversas comprometedoras, nem a Siri do iPhone fala mais com Sérgio Machado




O ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado teve sua delação premiada homologada hoje em Brasília. Ele divulgou para a imprensa os áudios que gravou de conversas com o ex-ministro do Planejamento Romero Jucá e com o senador Renan Calheiros.
Nas conversas vazadas hoje, Renan conversa com Machado sobre as delações premiadas de donos de empreiteiras. Segundo eles, apenas “cinco ou seis” políticos sobrariam no Congresso depois da delação de Marcelo Odebrecht. Apesar de não terem nome, estes políticos já lideram todas as pesquisas eleitorais do país.
Machado não encontra ninguém para conversar desde que os aúdios começaram a ser publicados. “Nem na padaria de manhã ele é atendido. Está comendo pão de forma desde que começou esse negócio de áudio”, disse um amigo de Machado. “Ele chega no balcão, pede o pão e o padeiro se recusa a falar com ele, achando que vai ser gravado.”
O ápice da solidão de Machado aconteceu quando tentou usar a assistente virtual de seu iPhone.
“Ele perguntou para a Siri se ia chover no dia seguinte e ela não respondeu. Coisa de louco. Ele ligou para o suporte da Apple mas assim que confirmaram a identidade dele, se recusaram a falar”, afirma o amigo.
 

Ex-deputado revela envolvimento de Lula no Petrolão

O ex-deputado Pedro Corrêa falou sobre a relação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o petrolão; depoimento aguarda homologação do STF
POLÍTICA DELAÇÃOHÁ 1 HORAPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
A delação do ex-deputado Pedro Corrêa ainda aguarda homologação pelo Supremo Tribunal Federal. O depoimento de Corrêa ao Ministério Público resultou em 132 páginas.
A revista Veja destaca que Pedro Corrêa, o primeiro político a se apresentar ao MP para contar o que sabe em troca de redução de pena, tem confessado alguns crimes desde que começou a negociar um acordo de delação premiada.
Corrêa contou detalhes da primeira vez que embolsou propina por contratos no extinto Inamps, na década de 70, até ser preso e condenado a vinte anos e sete meses de cadeia por envolvimento no petrolão, em 2015. O ex-deputado ainda confessou ter recebido dinheiro desviado de quase vinte órgãos do governo. A reportagem revela que foram de bancos a ministérios, de estatais a agências reguladoras - um inventário de quase quarenta anos de corrupção.
A publicação teve acesso aos 72 anexos da delação do deputado federal que teve sete mandatos. Nos depoimentos, Corrêa especifica esquemas de corrupção que remontam aos governos militares, à breve gestão de Fernando Collor, passando por Fernando Henrique Cardoso, até chegar ao governo petista. O ex-deputado diz que senadores, deputados, governadores, ex-governadores, ministros e ex-ministros dos mais variados partidos e até integrantes do Tribunal de Contas da União já receberam propina.
A revista Veja revela que segundo Corrêa, o ex-presidente Lula gerenciou pessoalmente o esquema de corrupção da Petrobras - da indicação dos diretores corruptos da estatal à divisão do dinheiro desviado entre os políticos e os partidos. Segundo o ex-deputado, Lula tratou com os caciques do PP sobre a farra nos contratos da Diretoria de Abastecimento da Petrobras, comandada por Paulo Roberto Costa, o Paulinho.
De acordo com a reportagem, quando parlamentares do PP se rebelaram contra o avanço do PMDB nos contratos da diretoria de Paulinho, um grupo foi ao Palácio do Planalto reclamar com Lula da "invasão". Corrêa disse que Lula passou uma descompostura nos deputados dizendo que eles "estavam com as burras cheias de dinheiro" e que a diretoria era "muito grande" e tinha de "atender os outros aliados, pois o orçamento" era "muito grande" e a diretoria era "capaz de atender todo mundo".
Corrêa disse ainda que os caciques pepistas se conformaram quando Lula garantiu que "a maior parte das comissões seria do PP, dono da indicação do Paulinho".
Ainda em depoimento, que aguarda homologação do STF, o delator citou nomes e revelou os métodos de corrupção. Côrrea detalhou como era tratada a partilha de cargos no governo do ex-­presidente Lula e descreveu episódios, conversas e combinações sobre pagamentos de propina dentro do Palácio do Planalto.

Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira
Todo esse mar de lama de corrupção, enriquecimentos ilícitos, nos dar a certeza da putrefação da política já que não existe ideologia. Um mandato parlamentar concede ao mau político a fazer negociatas com o erário público de interesses pessoais, sem o mínimo interesse com os sérios problemas e dificuldades enfrentadas pela nação, se esquecendo de que a pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo; é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. O voto no Brasil precisa deixar de ser obrigatório, pois a democracia séria e justa contempla esses benefícios a todos que não se identifiquem com as propostas de candidatos.

Uma mulher é violentada a cada 11 minutos no Brasil

Na opinião da cientista social Samira Bueno, caso que aconteceu no Rio de Janeiro nesta semana é "mais grave já ocorrido no Brasil"
BRASIL ESTUDOHÁ 1 HORAPOR
estupro coletivo que aconteceu no Rio nesta semana é "o caso mais grave já ocorrido no Brasil", afirmou Samira Bueno, cientista social e diretora executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), organização não governamental (ONG) que formula análises e pesquisa as estatísticas sobre a violência no País.
A especialista lembra que, até então, o episódio mais chocante havia sido o das quatro meninas do Piauí. No caso carioca, disse Samira, além da quantidade de agressores, choca o fato de nenhum dos envolvidos ter tentado impedir a violência e "ainda terem postado o vídeo nas redes, se orgulhando do que fizeram".
"O que chama a atenção é a brutalidade em pensar que mais de 30 homens estupraram a adolescente e nenhum deles, em momento algum, tentou impedir", disse ela, que ressalta ainda o aspecto cultural da violência. "O estupro está vinculado à cultura machista e misógina, que entende que os homens têm direito de ferir a mulher."
As estatísticas das Secretarias de Segurança Pública de todo País, reunidas pelo FBSP, mostram que mulheres de diferentes classes e raças são violentadas, "embora as negras sejam as principais vítimas letais", segundo a cientista social. A vítima do estupro coletivo não é negra.
Uma mulher é estuprada no Brasil a cada 11 minutos, segundo estatística recolhida pela FBSP. Como apenas de 30% a 35% dos casos são registrados, é possível que a relação seja "de um estupro a cada minuto", de acordo com Samira. Ao todo, no Brasil, 47,6 mil mulheres foram estupradas em 2014, última estatística divulgada. No Estado do Rio, foram 5,7 mil casos.
Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), órgão vinculado à Secretaria de Segurança do Estado, revelam 507 queixas de estupro na cidade do Rio, neste ano. O número é 24% inferior ao de igual período (janeiro a maio) de 2015, quando houve 670 registros. Na região da 28.ª Delegacia de Polícia, que inclui a Praça Seca, onde aconteceu o estupro coletivo, foram registrados 20 casos em 2016.
Redes
Na quinta-feira, 26, as redes sociais foram inundadas de campanhas contra a violência sexual contra mulheres. Fotos de perfis foram cobertas com as frases "Precisamos falar sobre a cultura do estupro" e "Eu luto pelo fim da cultura do estupro". Em outra campanha, a imagem de uma mulher sangrando, pendurada como Jesus à cruz, era disseminada nas redes. Usuários ainda compartilharam mensagens como "Não foram 30 contra 1, foram 30 contra todas. Exigimos justiça!". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Para políticos e juristas, ações para enfraquecer Lava Jato fracassaram

Em gravações, Renan, Sarney e Jucá apontam medidas contra operação.

Políticos e juristas comentaram áudios de Machado com cúpula do PMDB.

Do G1, com informações do JN
Políticos e juristas ouvidos pelo Jornal Nacional nesta quinta-feira (26) consideram que fracassou a possível estratégia da cúpula do PMDB de interferir e enfraquecer a Operação Lava Jato, que investiga irregularidades em contratos da Petrobras.
Gravações feitas pelo ex-presidente da TranspetroSérgio Machado de conversas que teve com os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado; Romero Jucá (PMDB-RR); e com o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) mostram que os políticos estavam preocupados com os desdobramentos das investigações.
Renan Calheiros sugeriu mudanças na legislação sobre acordos de delação premiada para evitar que presos colaborassem com a Justiça. A ideia foi apoiada por Sarney, que ofereceu ajuda para que Sérgio Machado não fechasse acordo de delação. Romero Jucá disse que a classe política deveria fazer um “pacto para estancar a sangria” causada pelas investigações.
Provas do fracasso seriam o acordo de delação premiada fechado por Sérgio Machado e o fato de o Supremo Tribunal Federal seguir autorizando investigações e processando indiciados, a maioria deles políticos de peso.
O presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil, Antônio César Bochenek, disse que magistrados “não cederão a qualquer tipo de pressão” da classe política.
“As pressões e tensões existem em toda a sociedade. Em relação ao Judiciário, elas sempre existiram. Mas o importante é considerar que o Judiciário está desempenhando o seu papel e que os magistrados não cederão a qualquer tipo de pressão, e darão respostas a todos os crimes que forem levados a sua apreciação”.
Parlamentares também consideram que as articulações contra a Lava Jato são tentativas sem efeito.
O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) disse que os diálogos revelados por Sérgio Machado mostram que a operação “está no caminho certo”.
“A preocupação revelada pelos diálogos de políticos mostra que a operação está no caminho certo, precisa seguir adiante e, sem seletividade, encontrar todos que se corromperam na política”, afirmou Molon.
O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) disse que muitos senadores que votaram pelo impeachment “não imaginavam” as tentativas de obstrução da operação reveladas pelos áudios. Cristovam acredita, no entanto, que os fatos vão “fortalecer a Lava Jato”.

“Isso daí vai fortalecer a Lava Jato, porque a esta altura, se a Lava Jato tiver qualquer fragilidade, a suspeita fica muito grande. Acho que isso vai fortalecer a Lava Jato”, completou.
“Quem votou pelo impeachment, não sei todos, mas dos 55, acho que muitos que votaram pela admissibilidade nem imaginavam coisas como essas que se viu nas gravações. Votaram pelo conjunto da obra do governo Dilma, pela suspeita de crime de responsabilidade. Alguns, pelo que a gente está vendo, imaginavam tirar proveito do impeachment para escapar da Justiça”, disse Cristovam.
Lewandowski
Em nota, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, disse que “faz parte da natureza do Poder Judiciário ser aberto e democrático".
"[Faz parte da natureza do Judiciário] que magistrados, entre eles os ministros da Suprema Corte, são obrigados, por dever funcional, a ouvir os diversos atores da sociedade que diariamente recorrem aos fóruns e tribunais”.
Lewandowski, no entanto, destaca que “tal prática não traz nenhum prejuízo à imparcialidade e ao distanciamento dos fatos que os juízes mantêm quando proferem seus votos e decisões, comprometidos que estão com o estrito cumprimento da Constituição e das leis do país”.
Ayres Britto
O ministro aposentado do Supremo, Carlos Ayres Britto, também disse repudiar qualquer possibilidade de interferência de um poder sobre o outro.
Um “acordão” do governo e do Congresso com o Judiciário esbarraria, segundo o ministro, na vontade popular, que é soberana, e que defende a Lava Jato.
“Jamais o Supremo entraria nesse tipo de orquestração, de conluio. O Supremo é um fidedigno intérprete e aplicador do sistema jurídico a partir da constituição. A Lava Jato está vacinada contra qualquer tentativa de embaraço, de esvaziamento, de bloqueio, ela se autonomizou”, disse Ayres Britto.
“Passou a ser uma questão de honra nacional prosseguir com a Lava Jato. A Lava Jato hoje é um patrimônio objetivo do país. Não há governo, não há bloco político, não há conluio que impeça a Lava Jato de prosseguir, fazendo essa reunião virtuosa democrática, já observada com o julgamento do mensalão, a união entre direito penal e princípios republicanos”, concluiu o magistrado.

Lewandowski diz que conversas com políticos não prejudicam imparcialidade do STF


Lewandowski diz que conversas com políticos não prejudicam imparcialidade do STF Antonio Cruz/Agência Brasil
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

Presidente da Corte defendeu ser normal ministros manterem conversas com representantes da classe política

Por: Estadão Conteúdo
27/05/2016 - 07h38min


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, defendeu, na quinta-feira, ser normal integrantes da Corte manterem conversas com representantes da classe política, mas afirmou que isso não traz nenhum prejuízo à imparcialidade do magistrado. A nota, enviada por meio da assessoria do STF, foi uma resposta ao fato de diversos ministros do Supremo terem sido citados em conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.
"Faz parte da natureza do Poder Judiciário ser aberto e democrático. Magistrados, entre eles os ministros da Suprema Corte, são obrigados, por dever funcional, a ouvir os diversos atores da sociedade que diariamente acorrem aos fóruns e tribunais", diz o texto.

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Em nova gravação, Renan orienta defesa de Delcídio AmaralDilma diz ter sido citada em gravação por "interesses inconfessáveis" Delação premiada de Sérgio Machado trata de arrecadação ilegal para políticos
Lewandowski ressaltou, no entanto, que "tal prática não traz nenhum prejuízo à imparcialidade e equidistância dos fatos que os juízes mantêm quando proferem seus votos e decisões, comprometidos que estão com o estrito cumprimento da Constituição e das leis do país".

Em um dos diálogos gravados por Machado, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) aparece dizendo que estaria construindo um pacto, inclusive com a participação de integrantes do Supremo, para tentar barrar o avanço da Operação Lava-Jato. Depois de os áudios virem à tona na segunda-feira, Jucá teve de deixar o Ministério do Planejamento.


Novos diálogos entre Machado e presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ex-presidente José Sarney, também sugeriram articulações para influenciar o ministro do STF Teori Zavascki, relator da Operação Lava-Jato na Corte.
Em um dos trechos da conversa, Sarney cita o nome do ex-ministro Superior Tribunal de Justiça (STJ) Cesar Asfor Rocha como alguém que teria proximidade com Teori. Em outra gravação, o advogado Eduardo Ferrão é citado com alguém próximo ao ministro.
próprio Lewandowski é citado em uma das conversas entre Machado e Renan. Na gravação, o peemedebista diz que a presidente afastada Dilma Rousseff contou a ele que tentou conversar com o presidente do Supremo sobre o processo de impeachment, mas o magistrado só queria falar sobre o reajuste do Judiciário.

A mudança é uma das prioridades do governo Temer e deve aumentar o tempo de contribuição dos trabalhadores. Especialistas estão divididos Larissa RodriguesLARISSA RODRIGUES 27/05 5:24 , ATUALIZADO EM 27/05 7:43







Rafaela Felicciano/Metrópoles

A mudança é uma das prioridades do governo Temer e deve aumentar o tempo de contribuição dos trabalhadores. Especialistas estão divididos




Há uma semana, o servidor Marcos Machado procurou o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para dar entrada ao pedido de aposentadoria. Na verdade, esse não era o objetivo dele no início do ano, mas, desde que o presidente interino Michel Temer assumiu e colocou a reforma da Previdência em pauta, sua perspectiva mudou.


Há uma semana, o servidor Marcos Machado procurou o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para dar entrada ao pedido de aposentadoria. Na verdade, esse não era o objetivo dele no início do ano, mas, desde que o presidente interino Michel Temer assumiu e colocou a reforma da Previdência em pauta, sua perspectiva mudou.
“Eu já tenho quase 40 anos de contribuição e, na última mudança que teve na Previdência, fui prejudicado. Já era para eu ter aposentado há cinco anos e não quis me arriscar dessa vez. Vou sair da ativa e seguir trabalhando porque estou com 55 anos, no auge da minha capacidade produtiva, mas tenho medo que depois tudo possa complicar”"
Marcos Machado
Não é só Marcos quem está procurando antecipadamente o INSS. Por mais que Instituto tenha garantido não ter percebido um “aumento na demanda”, segundo o aposentado, a maioria dos amigos na mesma faixa etária também se preocupa com futuro.
ARQUIVO PESSOALArquivo Pessoal
Marcos Machado preferiu não arriscar e procurou o INSS
Para o professor de direito previdenciário da Universidade de Brasília (UNB) Marthius Sávio, é normal essa ansiedade e insegurança, no entanto, o momento exige cautela.
“Mudanças vão sim acontecer, mas a principal discussão é como será o período de transição. Isso significa que deverá atingir em menor escala aqueles que estão mais perto de se aposentar. Quem já tem o direito não vai perder”, garante.
O analista de finanças públicas Fábio Klein entende que a reforma será gradual. “O que se sabe é que será aos poucos, respeitando aqueles que estão mais próximos da aposentadoria. Haverá uma regra de fração garantindo que quem está mais velho não seja tão prejudicado. Quem está na ativa vai sim ter de contribuir mais com o passar do tempo”, explica.
O que deve mudar?
Metrópoles conversou com os especialistas para entender o que deve mudar caso a reforma da Previdência seja efetivada. O presidente Michel Temer tem falado em entrevistas que a proposta do Executivo só será apresentada ao Congresso, para a votação, quando houver um consenso com a maioria dos parlamentares.


Mas encontrar esse consenso não será tarefa fácil. A proposta ainda não foi fechada e já enfrenta críticas do Partido dos Trabalhadores (PT) e de legendas de oposição, além das centrais sindicais. Isso porque, apesar de ter o intuito de diminuir o déficit da Previdência — que no fim de 2016 deverá chegar a R$ 200 bilhões —, as mudanças atingem o tempo de contribuição do trabalhador e aumentam a idade mínima para se conquistar o benefício.
“O tempo de contribuição precisa sim ser maior, porque atualmente o brasileiro se aposenta muito cedo. Hoje exige-se que a somatória entre contribuição e idade chegue a 85 para as mulheres e 95 para os homens. A tendência é que vá para 90/100, depois 95/105 e ir aumentando gradativamente. Outra coisa que se debate é igualar os critérios entre homens e mulheres”, explica Fábio Klein.
Para o professor Marthius Sávio a única certeza é: “Todos nós teremos que trabalhar mais ou contribuir mais”. Há ainda a intenção de alguns defensores da reforma de alterar os prazos de algumas categorias como professores e trabalhadores rurais.
Sem consenso
Até mesmo os especialistas discordam sobre a necessidade da reforma. Para o professor da UNB, a Previdência precisa ser um órgão de bem-estar social, que garanta dignidade às pessoas, e não uma instituição que busque lucro. “Eu particularmente sou contra, precisa-se de um mecanismo de gestão. Afinal, queremos algo social ou liberal?”, questiona.
Já o analista Fábio Klein afirma que, caso nada seja feito, o futuro dos aposentados do país pode ser comprometido. “Precisa sim fazer uma reforma, o déficit existe e vamos garantir que posteriormente tudo não entre em colapso. O aposentado precisa entender que quanto mais ele demorar para ter o benefício, maior é a chance de receber 100% do que ganhava durante a vida. O fator previdenciário (valor que reduz a aposentadoria para quem não atinge o tempo e idade mínimos de contribuição) pode tirar de 20 a 30% da renda do aposentado”.