sexta-feira, 27 de maio de 2016

PEDRO CORRÊA DESTRÓI LULA AO APONTA-LO COMO GERENTE DA CORRUPÇÃO NA PETROBRAS

Pedro Corrêa entrega Lula

PEDRO CORRÊA DESTRÓI LULA AO APONTA-LO COMO GERENTE DA CORRUPÇÃO NA PETROBRAS

O fim definitivo do mito Luiz Inácio Lula da Silva está decretado! O quase “Santo Lula” acaba de ser desmascarado de uma vez por todas pelo maior recebedor de propina da política brasileira, o ex-deputado Pedro Corrêa, que revelou à justiça receber propina na vida pública desde os anos 70. A Revista VEJA teve acesso aos 72 anexos de sua delação premiada, que resultam num calhamaço de 132 páginas. Ali está resumido o relato do médico pernambucano que usou a política para construir fama e fortuna. Com sete mandatos de deputado federal, Pedro Corrêa detalha esquemas de corrupçãoque remontam aos governos militares, à breve gestão de Fernando Collor, passando por Fernando Henrique Cardoso, até chegar ao nirvana – a era petista. Ele aponta como beneficiários de propina senadores, deputados, governadores, ex-governadores, ministros e ex-ministros dos mais variados partidos e até integrantes do Tribunal de Contas da União.
Além de novos personagens, Corrêa revela os métodos. Conta como era discutida a partilha de cargos no governo do ex-­presidente Lula e, com a mesma simplicidade com que confessa ter comprado votos, narra episódios, conversas e combinações sobre pagamentos de propina dentro do Palácio do Planalto. O ex-presidente Lula, segundo ele, gerenciou pessoalmente o esquema de corrupção da Petrobras – da indicação dos diretores corruptos da estatal à divisão do dinheiro desviado entre os políticos e os partidos. Corrêa descreve situações em que Lula tratou com os caciques do PP sobre a farra nos contratos da Diretoria de Abastecimento da Petrobras, comandada por Paulo Roberto Costa, o Paulinho.
Uma das passagens mais emblemáticas, segundo o delator, se deu quando parlamentares do PP se rebelaram contra o avanço do PMDB nos contratos da diretoria de Paulinho. Um grupo foi ao Palácio do Planalto reclamar com Lula da “invasão”. Lula, de acordo com Corrêa, passou uma descompostura nos deputados dizendo que eles “estavam com as burras cheias de dinheiro” e que a diretoria era “muito grande” e tinha de “atender os outros aliados, pois o orçamento” era “muito grande” e a diretoria era “capaz de atender todo mundo”. Os caciques pepistas se conformaram quando Lula garantiu que “a maior parte das comissões seria do PP, dono da indicação do Paulinho”. Se Corrêa estiver dizendo a verdade, é o testemunho mais contundente até aqui sobre a participação direta de Lula no esquema da Petrobras.
Fonte: Veja


Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira
Todo esse mar de lama de corrupção, enriquecimentos ilícitos, nos dar a certeza da putrefação da política já que não existe ideologia. Um mandato parlamentar concede ao mau político a fazer negociatas com o erário público de interesses pessoais, sem o mínimo interesse com os sérios problemas e dificuldades enfrentadas pela nação, se esquecendo de que a pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo; é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. O voto no Brasil precisa deixar de ser obrigatório, pois a democracia séria e justa contempla esses benefícios a todos que não se identifiquem com as propostas de candidatos.


Harvard concede título honoris causa a FHC e Spielberg Título de FHC destaca os laços da universidade com o Brasil, diz Harvard. Steven Spielberg foi orador da cerimônia de formatura Do G1, em São Paulo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (no alto, à direita) e o cineasta Steven Spielberg (abaixo, à esquerda) receberam título honoris causa da Universidade Harvard nesta quarta-feira (26) (Foto: REUTERS/Brian Snyder)O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (no alto, à direita) e o cineasta Steven Spielberg (abaixo, à esquerda) receberam título honoris causa da Universidade Harvard nesta quarta-feira (26) (Foto: REUTERS/Brian Snyder)
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o cineasta Steven Spielberg estão entre as nove personalidades que receberam nesta quinta-feira (26) título honoris causa da Universidade Harvard, nos Estados Unidos.

De acordo com Harvard, o título honoris causa concedido a FHC destaca os laços da universidade com o Brasil e segue o recente anúncio de aumentar a ajuda de longa data de Jorge Paulo Lemann para estudantes brasileiros matriculados na universidade e para pesquisas sobre o Brasil.

Steven Spielberg foi o orador da cerimônia de formatura da universidade, que também entregou diplomas de graduação, mestrado e doutorado durante todo o dia.

Em seu discurso, disse que em um mundo cheio de vilões, os graduandos de Harvard devem se tornar heróis. "Este mundo está cheio de monstros. Há o racismo, a homofobia, o ódio étnico, ódio de classe. Há o ódio político e o ódio religioso", afirmou. "A maneira com que você cria o futuro é estudando o passado. Atrocidades estão acontecendo agora, então nos perguntamos não 'quando esse ódio vai acabar' mas 'como começou'?".
Fernando Henrique Cardoso e Steven Spielberg se cumprimentam durante cerimônia de formatura da Universidade de Harvard, nos EUA, nesta quinta-feira (26) (Foto: REUTERS/Brian Snyder)Fernando Henrique Cardoso e Steven Spielberg se cumprimentam durante cerimônia de formatura da Universidade de Harvard, nos EUA, nesta quinta-feira (26) (Foto: REUTERS/Brian Snyder)
O cineasta contou como sofreu bullying quando criança por ser judeu, e alertou que o antisemitismo e a islamofobia estão crescendo. Patra combatê-los, disse que os estudantes precisam ouvir as histórias dos outros e compartilhar as suas.

Também receberam o título honoris causa: El Anatsui, escultor de Gana; Mary L. Bonauto, advogada pioneira na defesa dos direitos LGBT; David Brion Davis, historiador especializado em escravidão e abolicionismo; Elaine Fuchs, cientista; Arnold Rampersad, escritor de Trindade e Tobago; Martin John Rees, astrofísico; e Judith Jarvis Thomson, filósofa.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Especialistas criticam ideias de Frota para educação

Escola sem política e filosofia não é um cenário possível, avaliam
Mendonça Filho (ao centro), ministro da Educação, recebe Alexandre Frota (a esquerda) / ReproduçãoMendonça Filho (ao centro), ministro da Educação, recebe Alexandre Frota (a esquerda)Reprodução
A visita do ator Alexandre Frota e de membros do grupo Revoltados Online ao ministro da Educação, Mendonça Filho, e a pauta que eles levaram para discutir - sobre uma escola sem partido - foram bastante criticadas. 

Para especialistas em educação, a proposta pode tanto ser interpretada como um atentado à liberdade de cátedra quanto uma distorção do papel do educador de oferecer o melhor do conhecimento disponível, com suas contradições, aos alunos.

Para o físico José Goldemberg, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo e ex-reitor da Universidade de São Paulo trata-se de um posicionamento retrógrado. “Não é possível não se discutir filosofia e política nas escolas. O que a gente chama de política é algo que Platão fazia há 2.500 anos. É claro que temos de evitar que um professor dissemine política partidária, mas não puni-lo”, afirmou.

Ele diz acreditar que isso se resolve com as bases curriculares. “E para limitar a discussão de assunto em escolas, quem deve decidir não são grupos de militantes, mas de educadores. Se o ministro acha que tem de enfrentar esse assunto, que crie uma comissão com o mais alto nível de educadores - que são muitos no Brasil”, disse. 

“Agora fico admirado que o ministro da Educação vá se preocupar com isso no começo da gestão, quando há tantos problemas mais agudos para resolver. Me parece retrógrado e obscurantista. Aí amanhã vão querer proibir educação sexual, que vai gerar muito mais problemas. Ou querer o criacionismo no lugar da evolução. Negar isso é andar para trás”, criticou.

Diretor científico do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da USP, o cientista social José Álvaro Moisés defendeu que o fato de receber o grupo não configura por si só um problema, mas se houve sinalização de apoio ao tema, sim. 

“Faz parte do papel do ministro receber pessoas que queiram apresentar propostas de qualquer natureza. Tem de receber pessoas independentemente da opinião para ouvi-las”, disse. “Mas ouvir não quer dizer concordar e aceitar. Criar uma lei para punir professores que adotem posturas ideológicas não faz o menor sentido. É uma atitude contra a liberdade de expressão e de cátedra e não deve ser aceita pelo governo.”

Controvérsias

Para o filósofo Renato Janine Ribeiro, professor de Ética e Filosofia Política da USP e ex-ministro da Educação, de abril a setembro de 2015, a proposta fere o próprio conceito de educação. “A pretexto de reduzir algum caráter ideológico do ensino, essa proposta coloca em risco todo o ensino. No limite, não se vai poder falar de ciência, do que as ciências sociais e políticas descobriram nos últimos 200 anos. Isso é contra a modernidade”, disse. 

“As ciências humanas têm estudos do socialismo ao capitalismo. Não se pode confundir o ensino das controvérsias que existem na ciência com ideia de doutrinação ou com partido político. Isso é um golpe contra o conhecimento. Estudar Karl Marx é necessário nas ciências sociais, mas não quer dizer quem estuda Marx vira marxista. Não é à toa que quem propõe isso não é exatamente uma referência científica ou em educação”, complementou. 

“Considero um sinal perigoso que o ministro aceite dialogar sobre educação com quem não tem contribuições a fazer sobre educação”, disse.

Resposta

“Este ministério comporta a pluralidade e o respeito humano a qualquer cidadão”, justificou-se o ministro Mendonça Filho, destacando que as reações gerais ao encontro teriam sido exageradas e configurariam “discriminação” com o ator. “Não discrimino ninguém, porque respeito a liberdade de cada pessoa para fazer suas escolhas de vida.”

O ministro relatou que conheceu Frota e o “pessoal” do Revoltados Online durante os atos pró-impeachment de Dilma Rousseff. “Não vejo problema na visita."

"Discriminação é algo tão abominável e tão mal visto por todos os cidadãos com postura civilizada, que o fato de receber um ator como Alexandre Frota é uma questão que absolutamente deve ser respeitada", falou, julgando-se uma pessoa "não sectária".

“Olhe no fundo dos olhos de um animal e tente se convencer de que não temos o direito de inferiorizar, maltratar ou decidir sobre a vida de outro ser. Somos zeladores da natureza... não carrascos.”

100 000 CIDADÃOS CHINESES PROTESTAM CONTRA FESTIVAL DE CARNE DE CÃO


Manifestação na China contra Festival Yulin

Numa altura em que se aproxima a passos largos o início do Festival de carne de cão e de gato de Yulin, que se realizará em junho, na China, defensores dos direitos dos animais e cidadãos chineses reuniram-se para protestar contra este “festival” cruel que provoca a morte de cerca de 300 cães por dia.

Mias de 100 000 pessoas juntaram-se, num evento organizado pelo governo, para demonstrar a sua oposição e chamar a atenção para a luta contra este festival anual que tem provocado a indignação global.

Os cidadãos, acompanhados pelos seus amigos de quatro patas, exibiram bandeiras com frases que expressavam a sua afronta.

Alguns cães são roubados, pelos comerciantes de carne, a cidadãos que descobrem, chocados, que os seus animais de companhia desapareceram. Muitos são transportados ainda com as suas coleiras e, às vezes, até com camisolas e t-shirts. Muitas bandeiras dos manifestantes protestavam especificamente contra o roubo de animais de estimação.

Humane Society tem uma petição contra o festival de Yulin, que já conta com mais de 4 milhões de assinaturas. 

Fonte: World Animal News 

Manifestação na China contra Festival Yulin

Governo manipula dados para forçar reforma da Previdência, denuncia professora do Instituto de Economia da UFRJ

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Charge: Vitor Teixeira/ MAB

Governo manipula dados para forçar reforma da Previdência

Para Denise Gentil, suposto déficit só surge quando o Estado desconsidera que a Seguridade também é financiada pela CSLL e Cofins
por Maurício Puls, no Brasileiros
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse em entrevista ao SBT que o País deveria fixar a idade mínima de 65 anos para as aposentadorias de homens e mulheres. Meirelles criticou o conceito de direito adquirido e afirmou que a reforma previdenciária deveria valer para os trabalhadores na ativa que ainda não contribuíram por 35 anos.
O governo federal alega que a Previdência precisa de uma reforma urgente porque registrou um déficit de R$ 85 bilhões no ano passado. Embora o suposto déficit da Previdência seja muito inferior aos R$ 501 bilhões que a União gastou com o pagamento de juros em 2015, Meirelles insiste em cortar os gastos da Previdência em vez de reduzir os juros.
As alegações do governo para justificar a reforma são, porém, contestadas por especialistas em Previdência Social. Em audiência no Senado Federal, a professora Denise Lobato Gentil, do Instituto de Economia da UFRJ (Universidade Federal do Rio Janeiro), explicou que o governo federal manipula os números “para aprovar a DRU [Desvinculação das Receitas da União], a CPMF e as mudanças nas regras da Previdência”. Segundo ela, “não há nada errado com a Previdência”.
Em entrevista à Brasileiros, em fevereiro, Denise explicou que a “Constituição diz que a Seguridade Social será financiada por contribuições do empregador (incidentes sobre a folha de salários, o faturamento e o lucro), dos trabalhadores e do Estado. Mas o que se faz é um cálculo distorcido. Primeiro, isola-se a Previdência da Seguridade. Em seguida, calcula-se o resultado da Previdência levando-se em consideração apenas a contribuição de empregadores e trabalhadores, e dela se deduz os gastos com todos os benefícios”.
Seguindo essa metodologia, a Previdência é deficitária. Só que a base de financiamento da Seguridade Social inclui outras receitas, “como a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e as receitas de concursos de prognóstico (resultado de sorteios, como loterias e apostas)”. Quando se consideram esses recursos, constata-se que a Previdência é superavitária: em 2015, apesar da recessão e do desemprego, a Previdência obteve uma receita bruta de R$ 675,1 bilhões, e gastou R$ 658,9 bilhões. Portanto, mesmo com um quadro econômico extremamente adverso, o sistema conseguiu gerar um superávit de R$ 16,1 bilhões.
De acordo com Denise, o objetivo da reforma “é cortar gastos para dar uma satisfação ao mercado, que cobra o ajuste fiscal”. Nada é dito sobre os gastos com juros, que têm um impacto muito maior sobre o Orçamento. Ela critica duramente as desonerações promovidas pelo governo Dilma, que em 2015 chegaram a “R$ 282 bilhões, equivalente a 5% do PIB, sendo que 51% dessas renúncias foram de recursos da Seguridade Social. Essas desonerações não produziram o resultado previsto pelo governo, que era o de elevar os investimentos. Apenas se transformaram em margem de lucro”.
Em relação à idade mínima de 65 anos, Denise explica que a medida atingiria 29% das concessões. O problema é que esses beneficiados “normalmente começaram a trabalhar cedo. Sacrificaram seus estudos, ganham menos, têm saúde mais precária e vivem menos. Essas pessoas formam dois grupos. Os que se aposentam precocemente acabam voltando a trabalhar e a contribuir para o INSS; não são um peso para a União. Outros que se aposentam mais cedo o fazem compulsoriamente porque não conseguem manter seus empregos, na maioria das vezes por defasagem entre os avanços tecnológicos e sua formação ultrapassada, ou pelo aparecimento de doenças crônicas que certos ofícios ocasionam. Estes já são punidos pelo fator previdenciário, que reduz o valor do benefício. Tratar a todos como se o mercado de trabalho fosse homogêneo ao criar idade mínima é injusto e cruel, principalmente numa economia em recessão”.
A proposta do governo não tem o apoio da maioria da população. Uma pesquisa feita pela Vox do Brasil para a CUT (Central Única dos Trabalhadores) em dezembro de 2015 mostrou que 88% dos brasileiros dizem que “o governo não deveria dificultar as regras para aposentadorias.” O levantamento ouviu 2.000 pessoas de 11 e 14 de dezembro.
Uma outra pesquisa, divulgada nesta semana pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), apontou que 51% da população brasileira quer se aposentar com menos de 55 anos e apenas 17% acreditam que a idade mínima ideal para começar a receber os benefícios seria acima de 60 anos.

BOECHAT: 'PMDB É A MAIOR AGLOMERAÇÃO DE SALTEADORES DA REPÚBLICA'

Jornalista fez duras críticas ao encontro que o PMDB realiza nesta terça-feira 17 em Brasília; Ricardo Boechat lembrou que o PMDB integrou "rigorosamente" todos os governos desde o fim da ditadura e que assumiu fatias importantes de poder nos governos Lula e Dilma; "Nossa inflação está sendo pressionada sucessivamente por conta dos aumentos na tarifa de energia elétrica e isso é obra do Ministério de Minas e Energia, que esteve nas mãos do PMDB durante os últimos muitos anos", afirmou; "Essa reunião de hoje é um movimento de traição mais vil que possa acontecer. Vocês são o maior aglomerado de salteadores que a República brasileira já viu", criticou 


247 - O jornalista Ricardo Boechat, comentarista da rádio Band News, fez duras críticas na manhã desta terça-feira, 17, ao encontro que o PMDB realiza nesta terça, em Brasília, que deve marcar um primeiro movimento de afastamento gradual do partido da administração da presidente Dilma Rousseff.
Boechat lembrou que o PMDB integrou "rigorosamente" todos os governos desde o fim da ditadura. "E não integrou com uma fatiazinha de poder, com um Ministério da Pesca, o partido sempre teve pastas importantes, estatais, diretorias e fundos de pensão importantes, detendo uma parcela significativa de poder", afirmou.
E exemplificou: "A nossa inflação está sendo pressionada sucessivamente por conta dos aumentos na tarifa de energia elétrica e isso é obra do Ministério de Minas e Energia, que esteve nas mãos do PMDB durante os últimos muitos anos. O preço dos combustíveis, comprimido do jeito que foi, quebrando a Petrobras, esteve na mãos do PMDB", disse Boechat.
"Então, o partido vem querer dizer agora que não tem nada a ver com a degradação da zona? Não conheço as moças que trabalhavam aqui? Não me locupletei de seus corpos? Que papo é esse, PMDB, que conversa fiada é essa? Essa reunião de hoje é um movimento de traição mais vil que possa acontecer", afirmou.
Ricardo Boechat também questionou o distanciamento do vice-presidente Michel Temer em relação à responsabilidade por eventuais erros do governo. "Michel Temer querer dizer que não tem nada a ver com o que está aí. Ele foi vice-presidente nos últimos quatro anos. Não chegou Dilma e disse 'generala, essa política econômica vai dar caca'?", questionou.
O jornalista da Band News terminou seu comentário com uma frase dura contra o partido. "Vocês são o maior aglomerado de salteadores que a República brasileira já viu", afirmou.
Programa de governo
Durante o encontro do PMDB, organizado pela Fundação Ulysses Guimarães, entre os temas discutidos está o documento "Uma Ponte ara o Futuro", encarado com o programa de uma eventual governo do PMDB, que faz duras críticas à política econômica e fiscal do governo Dilma Rousseff e faz propostas polêmicas, como o fim da política de valorização do salário mínimo e a desvinculação de receitas para a Saúde e Educação".
A ministros petistas, o vice Michel Temer afirmou que o encontro será para discutir um programa para o país, que poderia ser debatido com o governo Dilma e, se as ideias peemedebistas não forem adotadas, podem ser um programa de governo do partido para 2018. O vice disse ainda que a ala que pede a saída do PMDB do governo é minoritária (leia mais).
PMDB do Rio ignora encontro
Estado em que o partido é mais forte, caciques do PMDB decidiram não participar de evento da sigla desta terça. “Tenho a inauguração de uma fábrica de tintas e o príncipe da Noruega, Haakon”, disse o governador Luiz Fernando Pezão. “Vou não. Muito trabalho por aqui. Tem uma Olimpíada ano que vem no Rio”, alegou o prefeito do Rio, Eduardo Paes. Já o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani, está em Boston, num evento da Faculdade de Direito de Harvard

Governo Temer está preocupado com possíveis novas gravações

Auxiliares de Temer querem que ele se proteja e afaste em até 30 dias ministros citados na Operação Lava Jato ou que respondam a acusações judiciais
POLÍTICA ÁUDIOSHÁ 3 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
Assessores do presidente interino, Michel Temer, admitem que o clima é de apreensão no governo. O motivo é a possiblidade de que o Ministério Público tenha mais gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Os áudios podem reforçar suspeitas de que o PMDB estaria atuando para tentar barrar a Operação Lava Jato.
A Folha de S. Paulo destaca que os auxiliares de Temer querem que ele se proteja e afaste em até 30 dias ministros citados na Operação Lava Jato ou que respondam a acusações judiciais, como Henrique Eduardo Alves (Turismo) e Maurício Quintella (Transportes).
A reportagem refere que Alves é alvo de dois pedidos de inquérito por suposto envolvimento no esquema de desvios ligados à Petrobras, ainda sem aval da Justiça. Quintella (PR) é suspeito de participação em desvios de verba destinados ao pagamento de merenda escolar em Alagoas. Os dois negam as acusações.
A equipe de Temer acredita que as gravações divulgadas até agora pelo jornal Folha de S. Paulo seriam somente parte do material entregue por Machado à Procuradoria-Geral da República, com quem ele fechou uma delação premiada, homologada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Um assessor presidencial afirmou que o governo interino está preocupado com o "fator do imponderável" sobre novas denúncias e a possibilidade de novos áudios resultarem saídas na base aliada às vésperas de votações de medidas econômicas no Congresso.
Na segunda-feira (23), quando foi divulgada a gravação do ex-ministro Romero Jucá (Planejamento) com Machado, o PV (Partido Verde) anunciou posição de independência no Congresso. O receio é que partidos como PSDB e DEM repitam o gesto caso as denúncias se aproximem do presidente interino.
A reportagem conversou com um aliado do presidente interino. Segundo ele, alguns auxiliares deverão se sacrificar para evitar que se tornem "tetos de vidro" de uma administração que tem um prazo curto para provar que pode continuar à frente do país.