quarta-feira, 18 de maio de 2016

MARCONI AVALIA NOVO GOVERNO PARA O THE WALL STREET JOURNAL

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Depois de participar de evento do Banco BTG, pela manhã, o governador Marconi Perillo concedeu entrevista ao The Wall Street Journal, em Nova York, nesta terça-feira, na qual enfocou que o Brasil começa a percorrer um caminho de otimismo e superação da crise, mudando para melhor. É o jornal de maior circulação dos Estados Unidos e um dos mais conceituados na área de economia.
Entre os diversos temas, Marconi falou sobre a crise econômica brasileira, o novo governo de Michel Temer e também apresentou potencialidades de Goiás. O governador explicou como funciona o Fórum do Brasil Central, do qual ele é presidente, e deu detalhes da força da economia do Centro-Norte brasileiro.
Os editores Eduardo Kaplan e Adam Horvath também quiseram saber de Marconi a avaliação sobre o impeachment. O goiano disse que todo o trâmite foi respaldado pelas instituições competentes. “Esse processo não aconteceu por iniciativa dos políticos ou do Congresso Nacional. Isso começou tão logo a presidente Dilma tomou posse no segundo mandato através da primeira grande manifestação popular, que reuniu mais de 4 milhões de pessoas”, afirmou.
Na entrevista ao Wall Street Journal, disse ainda que as mudanças recentes na política brasileira apontam um caminho de otimismo e superação da crise econômica. Os editores questionaram o governador sobre a nova equipe econômica do governo federal, liderada pelo goiano Henrique Meirelles. Marconi elogiou Meirelles e lembrou que o ex-presidente do Banco Central foi eleito deputado federal pelo PSDB, em 2002.

Câmara Legislativa recebe pedido de cassação contra Liliane Roriz


Leonardo Arruda/Metrópoles

Acusada de lavagem de dinheiro, a deputada se tornou ré em ação no TJDFT pela suposta aquisição irregular de dois apartamentos em Águas Claras. Em março, ela foi condenada no TRE-DF por crime de falsidade ideológica e compra de votos



No último dia 11, a deputada Liliane Roriz (PTB) sofreu uma derrota na esfera judicial. Por unanimidade, o Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) recebeu a denúncia apresentada contra a distrital por lavagem de dinheiro. Agora, Liliane também terá problemas na seara política. A organização Adote um Distrital protocolou, na Câmara Legislativa, um pedido de cassação do mandato dela por quebra de decoro parlamentar. Segundo o Metrópoles apurou, o documento deve ser encaminhado à Corregedoria da Casa, que vai analisar a admissibilidade da ação.


Um dos motivos que embasam o pedido é justamente a ação que corre contra Liliane no TJDFT. Ela é acusada de ter recebido irregularmente dois apartamentos do empreendimento Residencial Monet, em Águas Claras. Segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), os imóveis seriam fruto de crimes contra a administração pública.
E-mails, interceptações telefônicas, laudos da Polícia Civil e documentos de investigações embasam a denúncia do MPDFT contra Liliane e outras oito pessoas, sendo quatro do clã Roriz. Os documentos apontam que a parlamentar simulou contrato de compra e venda de dois apartamentos adquiridos pelo pai dela, Joaquim Roriz, como contraprestação financeira indevida, em troca da concessão de empréstimos do Banco de Brasília (BRB) à construtora WRJ Engenharia.
Condenação no TRE-DFOutro fato apontado pela ONG Adote um Distrital para justificar o pedido de cassação da deputada é a condenação por crime de falsidade ideológica e compra de votos na campanha de 2010. Em 9 de março, Liliane foi julgada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF). De acordo com a ação movida pelo Ministério Público Eleitoral, ela ofereceu vantagens indevidas a eleitores na disputa por uma vaga na Câmara Legislativa; e também não declarou, na prestação de contas da campanha, despesas com apoiadores.
Tanto a condenação na Justiça Eleitoral quanto o processo que corre no TJDFT dificultam a situação política de Liliane na Câmara Legislativa. Uma vez protocolado, o pedido de cassação da distrital chega na Mesa Diretora, que o encaminha para a Comissão de Ética, onde será feita a leitura do documento. Após essa etapa, o pedido é remetido à Corregedoria da Casa. No órgão, é elaborado um parecer, pela admissibilidade ou não do processo. Se for admitido, retorna para o Conselho de Ética, onde é votado. Depois, segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ser votado em plenário.
Foro privilegiadoO processo de cassação correrá paralelamente à ação judicial no TJDFT. Como Liliane tem foro privilegiado por ser parlamentar, o caso está com o Conselho Especial da Corte. Por essa razão, a denúncia foi desmembrada. Joaquim Roriz, Weslliane Maria Roriz e Rodrigo Domingos Roriz Abreu serão julgados pela 2ª Vara Criminal de Justiça. Na 7ª Vara Criminal está a ação contra Jaqueline Roriz, que era deputada federal na época em que o episódio começou a ser investigado.
InvestigaçãoA denúncia, com 43 páginas, detalha como a transação dos imóveis ocorreu. As evidências começaram a ser colhidas em 2007 pelo MPDFT e pelo Ministério Público Federal (MPF), no âmbito das operações Aquarela, Caixa de Pandora e Esperança.
De acordo com o documento, houve a simulação de diversos contratos particulares de promessa de compra e venda das unidades habitacionais. Dois deles estavam em nome de Bárbara Maria Roriz, filha de Liliane e menor de idade na época.

Relembre o casoSegundo o MPDFT, Joaquim Roriz aceitou promessa de vantagem indevida em razão de função pública. Ele teria recebido 12 apartamentos no Edifício Monet, construído pela WRJ Engenharia, de propriedade de Roberto Cortopassi Júnior e Renato Salles Cortopassi, também citados na denúncia.
Ao mesmo tempo em que Roriz obtinha os imóveis, Tarcísio Franklin de Moura, ex-presidente do BRB; Antônio Cardozo de Oliveira, o Toninho, e Geraldo Rui Pereira, ex-diretor do BRB concediam a repactuação de dois financiamento, que ultrapassam R$ 6,7 milhões, à construtora WRJ.
“O favorecimento ilegal, tanto na concessão quanto na renegociação dos empréstimos, deu-se por obra da influência política do ex-governador do DF, que recebeu, em contrapartida, por intermédio de suas filhas, netos e da empresa JJL administração e participação LTDA., 12 unidades habitacionais”, diz a denúncia.
Processo políticoTodo processo por quebra de decoro é essencialmente político. E, em geral, os deputados agem no sentido de se proteger. O espírito de corpo só é abalado quando a opinião pública pressiona a classe política a se posicionar. No caso de Liliane, ela já enfrenta um desgaste na vida pública. Sofreu um revés nas últimas eleições, quando viu sua popularidade despencar nas urnas. Seu pai, Roriz, adoeceu e se afastou da política. Acusada de corrupção, a irmã Jaqueline saiu de cena. E, mesmo na condição de vice-presidente da Câmara Legislativa, Liliane nunca assumiu um protagonismo na Casa.
Recentemente, filiou-se ao PTB. Mas, em poucas semanas, ficou órfã de seu padrinho político. O ex-senador petebista Gim Argello está preso preventivamente acusado de envolvimento no escândalo de corrupção da Lava Jato.
Isolada e com a perspectiva de responder o processo judicial em tempos mais severos – agora a condenação em segunda instância é suficiente para o cumprimento da pena -, Liliane corre um risco real de, em meio ao seu calvário na Justiça, cair na estação política, por quebra de decoro parlamentar.

Região Central Homem que se passava por veterinário para vacinar animais contra o zika vírus é preso A prisão foi realizada após uma vítima denunciar o golpe em Restinga Seca

Homem que se passava por veterinário para vacinar animais contra o zika vírus é preso  Polícia Civil/Divulgação
Foto: Polícia Civil / Divulgação
Um homem de 64 anos foi preso nesta terça-feira, em Restinga Seca, na Região Central do Estado, suspeito de estelionato. De acordo com a Brigada Militar (BM), o suspeito se passaria por veterinário e ofereceria falsas vacinas para animais.
A prisão foi realizada após uma vítima denunciar o golpe. De acordo com a ocorrência, ela teria recebido a visita do falso veterinário em sua residência, e ele teria aplicado "vacinas contra o vírus zika" em quatro cães que pertencem à vítima. 
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito cobraria cerca de R$ 110 por três doses da vacina. Até a manhã desta quarta-feira, a investigação ainda não sabia que tipo de substância o suspeito aplicava nas injeções. O homem foi encaminhado ao Presídio Estadual de Agudo

Professores aposentados têm encontro marcado na CLDF nesta terça (17) contra o calote SINPRO-DF

Por André Barreto
O GDF não respeita a categoria e o pagamento em pecúnia da licença-prêmio aos(às) professores(as) aposentados(as) já está mais do que atrasado. A hora é de fazer manifestações, pressionar parlamentares e denunciar à sociedade toda esta situação de descaso.
Como parte das nossas mobilizações, o Sinpro convoca todos os(as) professores(as) aposentados(as) para comparecerem à Câmara Legislativa do DF, nesta terça-feira (17), a partir das 10h.
Na ocasião, os(as) diretores do Sindicato estarão no local para que todos(as) pressionem os(as) deputados(as) distritais, para aumentar a mobilização pelo pagamento da pecúnia das licenças-prêmio dos(as) professores(as) aposentados(as).
O Sindicato já realizou vários atos a este respeito, inclusive realiza atualmente uma campanha na mídia, alertando a população para mais um calote que está sendo realizado pelo governador Rollemberg. Já são dez meses de atrasos nestes pagamentos, para professores(as) e orientadores(as) educacionais que dedicaram suas vidas pela educação de qualidade e após as merecidas aposentadorias, não recebem o que consta na Lei.
É sempre bom lembrar que a pecúnia da licença-prêmio é um direito da categoria, previsto na Lei Complementar nº 840/2011, que determina que o pagamento seja feito em até 60 dias após a aposentadoria do(a) servidor(a).
Portanto, todos(as) para a CLDF na manhã desta terça-feira. O apoio dos(as) deputados(as) distritais será importante para todos e todas, contra este governo que desprestigia e desrespeita a categoria.

Grupo de trabalho do governo começa a discutir reforma da Previdência

O governo já prevê que pelo menos um dos dois fatores, a idade ou o tempo de contribuição, terá impacto com as mudanças
POLÍTICA VAI MUDARHÁ 3 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
O governo federal inicia nesta quarta-feira (18) uma rodada de negociações com as centrais sindicais para discutir mudanças na Previdência Social. O grupo de trabalho foi criado pelo presidente interino Michel Temer nesta semana, e, para que possa antecipar futuros impasses, vai contar com um representante do Congresso Nacional.
O objetivo é apresentar em 30 dias uma proposta de reforma da Previdência. Embora tenha a intenção de ouvir as propostas e buscar um consenso antes de encaminhá-las ao Legislativo, o governo já prevê que pelo menos um dos dois fatores, a idade ou o tempo de contribuição, terá impacto com as mudanças.
Na última segunda-feira (16), Temer recebeu integrantes das principais entidades que representam os trabalhadores, com exceção da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), e ouviu reclamações sobre a ideia de fixar uma idade mínima para a aposentadoria. Os participantes do encontro disseram que vão tentar sensibilizar as demais centrais para que participem dos debates.
Apesar dos argumentos da equipe econômica do governo, os sindicalistas alegam que antes de pensar em reformar a Previdência, é preciso buscar outras fontes de receitas, e que os trabalhadores não podem, mais uma vez, arcar com o ônus da crise econômica. O grupo de trabalho é composto por dois representantes de cada central sindical e de parlamentares e coordenado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. Com informações da Agência Brasil.

Rollemberg assina decretos com código de conduta para gestores do GDF

Ele também regulamentou a Lei Anticorrupção. Os textos ainda serão publicados no Diário Oficial do Distrito Federal



O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, assinou três decretos na manhã desta terça-feira (17/5). O primeiro regulamenta a Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013, também conhecida como Lei Anticorrupção; o segundo define padrões éticos para servidores e o terceiro estabelece modelos de boas práticas no gerenciamento de riscos e no controle interno a serem adotados na administração pública direta e indireta.

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A solenidade aconteceu no Palácio do Buriti. Os decretos ainda serão publicadas no Diário Oficial do DF (DODF). O decreto da Lei Anticorrupção responsabiliza pessoas jurídicas em casos de atos ilícitos contra a gestão pública. Antes essa punição era restrita à esfera pública. A apuração da responsabilidade administrativa, que pode resultar em sanções previstas na Lei nº 12.846, será feita por meio de processo administrativo de responsabilização (PAR).

Já a definição de padrões éticos para servidores se dará por meio do código de conduta da alta administração, do código de ética dos servidores e empregados públicos civis do Poder Executivo do DF e das comissões de ética. Os três instrumentos visam, por exemplo, eliminar conflitos de interesses.

Com o terceiro decreto, a administração pública terá de adotar modelos de boas práticas em gestão de riscos e controle interno. Os critérios para a condução de processos administrativos terão de seguir normas internacionais de gestão, como a ISO 31000:2009 e a ISO 19011:2011. Dessa forma, em uma licitação, o servidor responsável por prepará-la não poderá ser o mesmo que fiscalizará a execução do serviço.

A Controladoria-Geral do DF ficou responsável por capacitar gestores e servidores para atuarem de acordo com os decretos. Depois da assinatura, o governador elogiou o órgão por investir na prevenção do mau uso dos recursos públicos. “Hoje demos um passo importante no aprimoramento da gestão pública. Essas leis são roteiros que devem ser seguidos pelos servidores”, afirmou. 

Com informações da Agência Brasília.

Governo interino Ministério das Cidades revoga portaria que ampliava Minha Casa Minha Vida

A medida autorizava a Caixa Econômica Federal a contratar a construção de 11.250 unidades na modalidade entidades
Ministério das Cidades revoga portaria que ampliava Minha Casa Minha Vida  Marcelo Oliveira/Agencia RBS
O Ministério das Cidades revogou, nesta terça-feira, uma portaria que autorizava a ampliação do programa habitacional "Minha Casa Minha Vida", do governo federal. A medida, que autorizava a Caixa Econômica Federal a contratar a construção de 11.250 unidades na modalidade entidades, foi publicada na última quarta, um dia antes da votação no Senado do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.
Conforme a Folha de S.Paulo, as obras previstas seriam administradas por entidades escolhidas pelo governo e destinadas à faixa 1 do programa, que atende famílias com renda mensal de até R$ 1.800. 
Ainda de acordo com a Folha, logo que assumiu, na última quinta-feira, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, afirmou que faria uma "auditoria em todos os números da pasta" para "libertar as amarras ideológicas e a burocracia que dificultam a execução das obras".
A revogação da portaria é uma medida de cautela, pois as autorizações foram assinadas e publicadas nos últimos dias do governo anterior e sem os recursos necessários para o atendimento.
"A partir de agora, as equipes técnicas da Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades vão analisar e discutir o modelo de habilitação na modalidade entidades", informou o ministério.
De acordo com o ministério, a contratação nesta modalidade representa 1,5% de todo o programa Minha Casa Minha Vida.
À Folha, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) repudiou a revogação e prometeu protestar para forçar o governo a recuar. 
— É lamentável, mas era previsível. Dissemos desde o começo que o processo golpista visava atacar também direitos sociais. Hoje foi só o primeiro corte, e não tenha dúvidas de que vamos responder nas ruas de todo o país — afirmou Guilherme Boulos, coordenador do movimento, que organiza protestos contra Temer para este domingo. 
Em seu primeiro discurso como presidente interino, Temer garantiu que manteria os programas sociais "que dão certo" — como, segundo ele, o "Minha Casa Minha Vida" —, mas disse que iria "aprimorar a gestão". Segundo ele, nenhuma reforma iria alterar "os direitos adquiridos pelos cidadãos brasileiros". 
*Com Agências