sexta-feira, 6 de maio de 2016

Votação da comissão do impeachment no Senado deve ser concluída até as 15h de sexta-feira

A abertura da sessão que irá votar o parecer do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) terá início às 10h

Por: Estadão Conteúdo


Votação da comissão do impeachment no Senado deve ser concluída até as 15h de sexta-feira Marcos Oliveira / Agência Senado/Agência Senado
José Eduardo Cardozo, Antonio Anastasia e Raimundo LiraFoto: Marcos Oliveira / Agência Senado / Agência Senado
A expectativa de integrantes da comissão especial do impeachment no Senado é de que a votação desta sexta-feira, que decidirá sobre a admissibilidade do processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff seja concluída por volta das 15h. A abertura da sessão que irá votar o parecer do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), relator do processo, está marcada para as 10h.
Nesta quarta-feira, a comissão deu início à discussão do parecer, depois da apresentação da defesa da presidente, feita pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. Anastasia fundamentou seu parecer favorável ao impeachment.
Na sessão de sexta-feira, apenas os 23 líderes de partidos e blocos partidários terão o direito à palavra, num intervalo de 10 minutos. Ao final, os 21 senadores da comissão apresentarão o seu voto aberta e individualmente. Ainda não há uma decisão fechada da assessoria legislativa. A avaliação no Senado é de que a sessão seja bem rápida, mas todo o trâmite ficará sujeito a mudanças do presidente da comissão, Raimundo Lira (PMDB-PB). A tendência é que haja uma série de questionamentos antes da apreciação do mérito.
Depois de todos os apartes, Lira chamará um a um os 16 líderes partidários e os sete líderes de blocos. Cada um deles terá 5 minutos para fazer o encaminhamento de voto das respectivas bancadas que lideram. A previsão máxima desses pronunciamentos é de uma hora e meia. São 11 partidos com assento no colegiado, podendo ser ampliado, a critério do presidente da comissão, para os líderes dos partidos no Senado (são 16 partidos com representantes na Casa).
Em seguida, o presidente da comissão chamará os 21 senadores titulares da comissão para proferir seu voto. Como a reunião vai ocorrer na sala da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), os senadores devem votar por meio do painel eletrônico ao mesmo tempo. Votam os titulares e, se houver falta de algum dos senadores, convoca-se os suplentes dos respectivos blocos partidários. O presidente só vota em caso de empate. Se for aprovado na comissão, o processo vai a votação no plenário do Senado na próxima quarta-feira.

Malvado favorito de quem? O peso insustentável da permanência de Eduardo Cunha Para a imagem do Brasil no Exterior, o afastamento do presidente da Câmara dos Deputados representa um constrangimento a menos Por: Marta Sfredo


A expressão "deixar o fruto cair por seu peso" serve como uma luva ao longo, desgastante, mas finalmente definido afastamento de um réu do comando de uma das mais importantes instituições do país. Desmontadas as teses conspiratórias, ainda intriga a causa da sobrevivência tão longa de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no cargo, diante de tanta unanimidade contrária, maior até do que a rejeição à presidente Dilma Rousseff. 
Por mais que tenha sido provocada por ciúme ou vaidade, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) alivia a vergonha do Brasil tanto diante de seus cidadãos quanto no cenário internacional. Pergunte a qualquer empresário, economista ou analista: faz parte da extensa lista de crises do Brasil – política, econômica, de representação – a da ética. 
Diante do provável afastamento da presidente Dilma Rousseff, em sete dias, esse réu poderia vir a ocupar sua cadeira. Mau sinal para a ética, mau sinal para a política e mau sinal para a economia. Se você fosse um estrangeiro, investiria em um país que tem um réu no segundo posto de comando do país? A essa altura, todo candidato a desenvolver qualquer projeto no Brasil, esteja nos Estados Unidos ou na China, conhece a, digamos, folha corrida de Eduardo Cunha. 
O "malvado favorito" – uma injustiça com o bom coração de Gru – surgiu ontem, em frente às câmeras, com expressão sempre imutável, dizendo exatamente o oposto: que seu afastamento prejudicaria a imagem do país lá fora.
Acidentalmente, o afastamento de Cunha ocorreu no mesmo dia em que o Brasil voltou a ter sua nota de crédito rebaixada por uma das três grandes agências avaliadores, no caso a Fitch. Nada mais é do que uma coincidência. Obviamente, seu caso sequer é citado pela agência, que tem foco nas contas públicas do Brasil, contra as quais Cunha montou sua pauta-bomba que já tratava de reativar, mesmo depois de praticamente removida sua inimiga preferida, Dilma.
Para a imagem do Brasil no Exterior, a remoção de Cunha do segundo cargo na linha sucessória, a partir da próxima quinta-feira, é um constrangimento a menos. Ainda falta lancetar vários outros. Se não for por decência, que seja por ciúme e vaidade.

China vai terminar com 2 mil anos de monopólio sobre o sal em 2017

China encerrará a partir do ano que vem um de seus monopólios mais duradouros, exercido há mais de dois mil anos, ao eliminar o controle sobre preços, produção e distribuição de sal.
A emissora de televisão oficial "CCTV" noticiou nesta sexta-feira que o Conselho de Estado, o Poder Executivo no regime chinês, decidiu iniciar uma reforma que, na prática, vai acabar com o monopólio governamental sobre o sal, mas que, por enquanto, não autorizará novos produtores e comerciantes.
As empresas dedicadas à produção e venda por atacado de sal na China precisam de uma autorização especial do governo para operar e, até agora, Pequim também estabelecia cotas de produção, preços, e reservava a distribuição do bem às empresas públicas.
O Conselho de Estado, segundo a imprensa oficial, não deve aprovar a entrada de novos atores no setor, mas estimulará fusões e aquisições de empresas que operam na atualidade para permitir a entrada de capital privado.
O sal é um monopólio controlado pelas autoridades desde o século VII A.C., antes inclusive da unificação do país. O governo já havia manifestado sua intenção de acabar com essa prática há anos, mas encontrou algumas resistências dentro do setor.
Em todo caso, na decisão divulgada hoje, o governo chinês se reserva ao direito de intervir nos preços em momentos de grandes oscilações.
EFE  

Saiba o que acontece com Eduardo Cunha após afastamento STF acatou decisão liminar e determinou suspensão do mandato do presidente da Câmara nesta quinta-feira Por: AFP

Saiba o que acontece com Eduardo Cunha após afastamento Maria Lima/Agência O Globo
Manifestação colocada na cadeira da presidência da Câmara dos DeputadosFoto: Maria Lima / Agência O Globo
Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) votou, na tarde desta quinta-feira, a favor da liminar do ministro Teori Zavascki que determinou oafastamento do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de seu mandato parlamentar e, consequentemente, da presidência da Câmara dos Deputados.
Teori respondeu a pedido do ano passado do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que acusou Cunha de usar o seu cargo para intimidar pessoas e retardar as investigações da Operação Lava-Jato. A decisão sobre a ação da Rede Sustentabilidade, que pedia afastamento de Cunha da presidência da Câmara, foi adiada.
O que acontece com Cunha a partir de agora? E com a linha sucessória da Presidência da República? Veja a resposta dessas e de outras perguntas abaixo.
Cunha pode voltar à presidência da Câmara e ao mandato de deputado?
A defesa de Cunha prometeu recorrer da decisão. Caso o STF aceite tal recurso, ele poderia voltar ao cargo.
Com a decisão, Cunha perde o foro privilegiado e pode ser preso?
Mesmo afastado, ele mantém a prerrogativa de foro. Sendo assim, só pode ser preso em caso de flagrante. Vale lembrar, porém, que, no caso do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS), o STF entendeu que havia um "flagrante continuado", determinando sua prisão mesmo sem um flagrante tradicional.
A decisão pode levar à anulação do processo de impeachment de Dilma, cuja admissibilidade foi decidida por Cunha?
O governo já levantou essa hipótese, mas, por enquanto, é improvável que ela prospere. A decisão de Teori não trata da atuação de Cunha no impeachment. No entanto, outros ministros do STF podem trazer a questão a debate.
Quem preside a Câmara agora?
Enquanto Cunha estiver afastado, é o vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), outro investigado na Lava-Jato e que votou contra o impeachment de Dilma Rousseff. Em caso de saída definitiva de Cunha (por decisão do STF ou renúncia), Maranhão convocará eleição para escolher um novo presidente para a Casa.
É possível eleger um novo presidente da Câmara mesmo sem a saída definitiva de Cunha?
Deputados discutem a possibilidade de um acordo para eleger um novo comandante da Casa. São cotados Rogério Rosso (PSD-DF), Jovair Arantes (PTB-GO), Hugo Motta (PMDB-PB) e André Moura (PSC-SE) — os três últimos ligados a Cunha.
Em caso de afastamento de Dilma no processo de impeachment, quem se torna o primeiro da linha sucessória em caso de ausência ou viagem de Michel Temer?
Com o afastamento de Cunha, seu interino, o deputado Waldir Maranhão (PP-MA), não entra na linha sucessória, segundo interpretação da Mesa Diretora da Câmara. Quem poderia fazê-lo seria um novo presidente da Casa, escolhido em novas eleições para a função. Mas Maranhão só teria direito a convocá-las em caso de renúncia de Cunha ou cassação do mandato do deputado do PMDB pelo plenário da Câmara, ainda de acordo com o regimento da Casa. Até que a presidência da Câmara seja resolvida, quem fica após Temer na linha sucessória é o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Afastado, Cunha segue com residência oficial e salário?
Responsável pela parte administrativa da Câmara, o deputado Beto Mansur (PRB-SP) afirmou que, como a situação é nova, o corpo jurídico-administrativo da Casa está estudando a questão e que não havia até a tarde desta quinta uma posição.
Cunha pode frequentar a Câmara?
Sim, a Casa é aberta para entrada de cidadãos, e ex-parlamentares têm inclusive direito de circular pelo plenário da Casa.
Quais são as perspectivas de um eventual governo Michel Temer sem Cunha na Presidência?
Por um lado, Temer se vê temporariamente livre de um aliado que o constrange junto à opinião pública. Por outro lado, perde um aliado com habilidade para comandar a votação de reformas de difícil aprovação do novo governo. Além disso, peemedebistas temem o que um Cunha acuado pode revelar.
Há precedentes de presidentes da Câmara afastados?
Desde a redemocratização do país, em 1985, não. Severino Cavalcanti renunciou voluntariamente em 2005 em meio a denúncias de corrupção. Durante períodos de exceção, como em 1930, 1937 e durante a ditadura iniciada em 1964, o Congresso foi temporariamente fechado, afetando assim os parlamentares. No Império, com regime parlamentarista, Dom Pedro II dissolveu a Câmara para adaptá-la a mudanças de gabinete.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Afinal, a criptografia no Whatsapp, de fato, protege inteiramente o usuário? Por Redação | em 05.05.2016 às 20h31 Matéria completa: http://canaltech.com.br/noticia/seguranca/afinal-a-criptografia-no-whatsapp-realmente-protege-totalmente-o-usuario-64935/ O conteúdo do Canaltech é protegido sob a licença Creative Commons (CC BY-NC-ND). Você pode reproduzi-lo, desde que insira créditos COM O LINK para o conteúdo original e não faça uso comercial de nossa produção.


whatsapp criptografia

Há cerca de mais ou menos um mês o FBI revelou publicamente que conseguiu recuperar os dados do iPhone do terrorista Sayed Farook, isto sem a ajuda da Apple. Mais ou menos na mesma época, o WhatsApp também implementava, no mundo todo, um sistema de criptografia ponta-a-ponta, no qual a empresa afirmava que nem mesmo ela poderia ter acesso aos dados contidos. Desde o último dia 5, um bilhão de usuários do aplicativo podia ter certeza, ao menos de acordo com a empresa, que todas as suas mensagens, fotos, vídeos e informações trocadas por meio do chat do aplicativo estavam visíveis apenas para as partes envolvidas. Confira o comunicado oficial na íntegra: A criptografia ponta-a-ponta do WhatsApp garante que apenas você e a pessoa com quem você estiver se comunicando poderão ver as mensagens que estão sendo enviadas, ninguém mais, nem mesmo o WhatsApp. Isto porque as mensagens enviadas ou recebidas por você possuem uma trava, da qual apenas você e o destinatário possuem as chaves. Para uma proteção adicional, esta fechadura e a chave são diferentes para cada mensagem enviada. Tudo isso acontece automaticamente, não é necessário ativar nenhuma função ou criar chats especiais para proteger suas conversas. Acontece que depois de termos visto o bloqueio do aplicativo decretado por um juiz sergipano aqui mesmo no Brasil, fora os ataques terroristas coordenados em Paris e em Bruxelas, temos visto também cada vez mais líderes governamentais se mostrando não tão amigáveis assim à privacidade total proposta pela criptografia de conversas online. Provavelmente, no futuro serão ainda mais frequentes as manchetes que acusam o WhatsApp de encobertar (mesmo que indiretamente) as organizações criminosas de pequeno porte pelo mundo inteiro. (Imagem/Reprod.: TechCrunch) Alguns senadores norte-americanos até dizem que a empresa será a responsável caso outros ataques organizados ocorram pelo mundo, já que há muitos indícios de que os criminosos utilizam o aplicativo para se comunicar com seus aliados: de acordo com o senador Tom Cotton, é imprescindível que "O WhatsApp e o Facebook revejam seus conceitos e decisões antes de facilitarem a realização de outro ataque terrorista". Embora tenhamos de concordar que a tecnologia existe tanto para fazer o bem quanto para fazer o mal, uma declaração como essa faz tanto sentido quanto criticar uma fabricante de automóveis por causa de crimes que são cometidos com os veículos que ela produz. Há mesmo algo que a empresa pode fazer para contornar isto?  Se o Whatsapp é criticado pelas autoridades policiais e políticas, no mundo tecnológico ele é consagrado e ovacionado, é claro. As notícias de que o aplicativo usa um protocolo de encriptação chamado Signaling Protocol, desenvolvido pela Open Whisper Systems, só vieram a calhar, dando mais credibilidade à medida de segurança que foi implementada. Além disso, muitos entusiastas do meio tecnológico elogiam o serviço por ser o primeiro a trazer esse tipo de proteção à comunicação de um grande número de pessoas: como já sabemos, o WhatsApp possui nada menos que um bilhão de usuários ativos.  Embora boa parte da discussão seja muito mais política e ética do que tecnológica, é justamente nessa massificação das conversas criptografadas que surgem algumas dúvidas que o Venture Beat questionou em seu artigo original.  O que acontece com os meta-dados?  (Imagem: Canaltech) Mesmo que todas as suas conversas estejam guardadas a sete chaves, o WhatsApp ainda armazena alguns dados sobre você e seus contatos. Os servidores do aplicativo registram informações como com quem você conversou, quantas vezes esteve online num determinado dia e a que horas você recebeu ou enviou mensagens. Isto pode não parecer muito, mas é o suficiente para criar um álibi para um acusado ou desenhar um padrão no comportamento de alguns criminosos em julgamento. Com estas informações, a corte poderia muito bem saber se você manteve contato com um determinado número num determinado dia e daí conferir se isto bate com seu depoimento, por exemplo.  Vale lembrar que não é só o governo que pode extrair esses dados; os hackers também.  O Facebook é alguma ameaça à privacidade do usuário? (Imagem/Reprod.: Venture Beat) Como você já deve saber há algum tempo, em 2014 o WhatsApp foi vendido ao Facebook. A rede social, por sua vez, ganha dinheiro coletando e vendendo informações de seus usuários (anonimamente) para aqueles que desejam vender anúncios direcionados dentro dela própria. Embora esse tipo de troca seja feito por muitas empresas hoje em dia, e seja necessário para que a internet funcione dando lucros para quem oferece serviços "gratuitos", é preciso levar em conta que o Facebook não é nem um pouco conhecido por se preocupar com a privacidade de seus usuários.  Num passado não tão distante, algumas capturas de tela publicadas pelo desenvolvedor Android Javier Santos, que é um beta-tester do WhatsApp, revelavam que o aplicativo tinha a intenção de perguntar ao usuário se ele desejaria ou não compartilhar dados da sua conta no app com o seu perfil do Facebook – isto tudo no momento em que o cadastro no mensageiro estivesse sendo feito. Caso você aceitasse esse tipo de integração, não há dúvidas de que o Facebook estaria vendo os metadados que citamos anteriormente, e talvez até mesmo a mídia recebida ou enviada, já que todos nós sabemos que ela fica salva no armazenamento interno dos smartphones como qualquer outra foto, vídeo ou arquivo de som.  Mesmo que isso nunca aconteça e o Facebook se mantenha separado do WhatsApp, é no mínimo curioso observar que quase sempre encontramos no "Pessoas que você talvez conheça" do Facebook, as mesma pessoas que possuímos em nossos grupos ou que mantemos como contatos no mensageiro. Você talvez nem saiba disso, mas com o número de alguém é possível pesquisar um perfil do Facebook relacionado, o que certamente é assustador.   E como fica o dinheiro nesta história toda? (Imagem/Reprod.: Independent UK) Desenvolver o aplicativo, manter a estrutura necessária ou implementar sistemas de segurança avançados como a criptografia de dados... tudo isso custa muito dinheiro — até mesmo para o Facebook — e nos faz pensar em como Mark Zuckerberg pretende recuperar todo o dinheiro investido no aplicativo de conversas. Embora o WhatsApp tenha tentado se monetizar cobrando planos de preços bem baixos em 2014, todos esses planos foram cancelados e hoje a ferramenta não possui nenhuma forma de gerar lucro.  Foi informado à imprensa que uma das táticas analisadas pelo time de desenvolvedores do WhatsApp para torná-lo rentável ao Facebook seria cobrar planos premium para que empresas de pequeno e médio porte utilizassem a plataforma para se comunicar com seus clientes, criando uma maneira mais organizada de atender a pedidos e chamados. Provavelmente o aplicativo deve ganhar bots para realizar esta tarefa, exatamente como o Facebook Messenger fez no mês passado.  Não podemos negar que a empresa tem um enorme desafio logístico pela frente. Todos os olhos se voltam para o aplicativo agora; alguns o acusam de ser responsável por facilitar a vida de criminosos, enquanto outros, por sua vez, saúdam a ferramenta por investir em privacidade para seus usuários mesmo se tratando de um serviço totalmente gratuito e extremamente popular.  O editor do Venture Beat e responsável pelos questionamentos abordados acima enviou uma cópia do seu texto original para o Facebook antes de publicá-lo, mas a empresa se negou a dar alguma resposta sobre o caso. 

Matéria completa:
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Afastar Cunha não invalida processo, diz presidente da comissão do impeachment no Senado Senador Raimundo Lira também afirma não acreditar que tenha havido ingerência do Poder Judiciário sobre o Legislativo Por: Agência Brasil 05/05/2016 - 21h09min

Afastar Cunha não invalida processo, diz presidente da comissão do impeachment no Senado Marcos Oliveira / Agência Senado/Agência Senado
Raimundo LiraFoto: Marcos Oliveira / Agência Senado / Agência Senado
decisão do Surpemo Tribunal Federal de afastar o presidente da Câmara,Eduardo Cunha, de suas funções à frente da Casa e de deputado federal não causou receio no presidente da comissão especial do impeachment no Senado, Raimundo Lira (PMDB-PB), de que os atos do colegiado até aqui possam ser anulados.
Mais cedo, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, voltou a defender que o acatamento do impeachment por Cunha foi um ato de vingança que caracteriza desvio de função, e disse que pretende acionar o STF para anular o processo.
— Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Nós recebemos uma denúncia da Câmara, ele era o presidente. Nós seguimos rigorosamente o que consta na denúncia, o relatório, desde a primeira reunião defini que não entraria nenhum outro assunto além daqueles que constam na denúncia da Câmara. O texto foi feito com muito cuidado, com muita competência pelo senador (Antonio)Anastasia, portanto não vejo nenhuma possibilidade de judicialização com a saída de Eduardo Cunha — disse.
Lira não quis comentar o afastamento de Cunha do ponto de vista pessoal, mas diz acreditar que não houve ingerência do Poder Judiciário sobre o Legislativo.
— Nós temos uma Suprema Corte no país, temos que acreditar nela. No momento em que nós comecemos a contestar decisões jurídicas, ou políticas, ou mistas jurídicas e políticas, do Supremo Tribunal Federal, aí nós estamos com a nossa democracia em perigo — disse.
O relator do processo no Senado, Antonio Anastasia, também disse estar confiante de que seu trabalho não será invalidado pela situação do presidente da Câmara.
— Na minha opinião, não. Por enquanto estou preso à votação do relatório amanhã.
Membro da base governista, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) disse que a representação da Procuradoria-Geral da República pedindo o afastamento de Cunha foi apresentada ao STF em dezembro do ano passado e que a decisão demorou para ser tomada.
— A decisão veio agora, no meu entendimento num tempo superior ao que deveria ter sido. Mas veio e eu acho positiva. Positiva porque você abre a cortina para resolver um problema que o Brasil vivia, porque ninguém entendia como que alguém sobre quem paira não só suspeitas, mas também provas contundentes de que de fato se beneficiou de um grande esquema de corrupção, enviou dinheiro para fora do país, mentiu perante seus colegas parlamentares, como essa alguém se mantinha no poder até esse momento.

Mulher não consegue escolher um cão para salvar e compra abrigo inteiro Ao ver a situação em que cerca de 250 cães viviam, dividindo espaço com ratos e brigando por pedaços de pão, a mulher decidiu salvar a todos os animais

Ir até um abrigo que está cheio de cães a procura de um lar e conseguir escolher só um bichinho para levar para casa não deve ser uma tarefa das fáceis. Não mesmo! Principalmente para quem trabalha pela causa animal.
Danielle Eden não é uma pessoa estranha para coordenadores de abrigos. Ela é co-fundadora do abrigo Dog Tales Rescue and Sanctuary e tem visitado inúmeros abrigos de animais em todo o mundo. Muitas vezes ela traz cães nas circunstâncias mais terríveis de outras organizações para o seu próprio abrigo, que fica em King, na província canadense de Ontário.
Os animais estavam em situação precária, vivendo em meio a ratos, vivos e mortos. (Foto: Reprodução / Dog Tales)
Os animais estavam em situação precária, vivendo em meio a ratos, vivos e mortos. (Foto: Reprodução / Dog Tales)
Apesar de já ter visto muita coisa pelo mundo, Danielle não estava preparado para o que a aguardava em um abrigo que ela visitou em Israel em janeiro passado. No local, até o melhor cão estava em situação extremamente ruim.
De acordo com informações dadas ao site The Dodo, aquele era o pior abrigo que Danielle já tinha visto em anos de trabalho.
Os cães precisavam brigar por pedaços de pão para se alimentar. (Foto: Reprodução / Dog Tales)
Os cães precisavam brigar por pedaços de pão para se alimentar. (Foto: Reprodução / Dog Tales)
Cerca de 250 cachorros estavam espremidos em um espaço projetado para apenas 70. Além disso, os cães tinham que dividir espaço com uma incontável quantidade de ratos, tanto vivos quanto mortos, e muitas vezes tinham que disputar pelos pedaços de pão que lhes eram oferecidos.
Os ratos se misturavam aos cães, alguns dos quais já haviam passado anos por lá, naquela situação mais do que precária.
Ao ver aquela triste cena, Danielle simplesmente não podia escolher qual daqueles cães teriam uma chance de uma nova vida no Canadá. Aqueles animais viviam em um estado lamentável.
dos 250 cães, 90 foram realocados em Israel e 25 foram levados para abrigo canadense. (Foto: Reprodução / Dog Tales)
dos 250 cães, 90 foram realocados em Israel e 25 foram levados para abrigo canadense. (Foto: Reprodução / Dog Tales)
Então, ela decidiu comprar todo o abrigo.
A partir daí o abrigo Dog Tales Rescue and Sanctuary assumiu a responsabilidade por todos os 250 cães. Ao longo dos últimos dois meses, o Dog Tales conseguiu realocar 90 animais dentro de Israel enquanto outros 25 foram para o santuário Ontário.
150 continuam no abrigo em Israel. Porém o local está passando por uma grande transformação, graças a uma equipe em Israel para a qual foi atribuída a tarefa de tornar o lugar habitável, enquanto os veterinários fazem sua parte para tratar os problemas de saúde dos animais.
Metade dos cães levados para o Canadá foram Adotados. O abrigo em Israel está sendo reformado e o restante dos animais recebendo cuidados veterinários especiais. (Foto: Reprodução / Dog Tales)
Metade dos cães levados para o Canadá foram Adotados. O abrigo em Israel está sendo reformado e o restante dos animais recebendo cuidados veterinários especiais. (Foto: Reprodução / Dog Tales)
A missão, que tem como objetivo trazer todos os cães restantes para o Canadá, já teve um começo promissor. Entre os primeiros 25 cães levados para o abrigo canadense, mais da metade já foram adotados.
Agora, os tempos das brigas por pão passaram e os animais estão ganhando uma alimentação saudável. Além disso, eles estão aprendendo a confiar novamente nos humanos e se tornando mais sociáveis.

Fonte: The Dodo