sexta-feira, 15 de abril de 2016

PROCESSO DE CUNHA NO CONSELHO DE ÉTICA Eduardo Cunha pode evitar cassação, mas saída da presidência da Câmara é dada como certa


Troca no Conselho de Ética é novo subterfúgio a favor do presidente da CâmaraVotação do impeachment, no domingo, deve retirar sua blindagem no Congresso

Pinato era um dos 11 membros do conselho que votou a favor da continuidade do processo de cassação de Cunha, enquanto outros 10 integrantes votaram pelo fim do processo. Com a saída do deputado,  o PRB, partido deixado por Pinato, indicou a deputada Tia Eron (PRB-BA), mais alinhada com Cunha, o que aponta para uma mudança de voto e de resultado final. “Não é à toa que ela veio", insinuou o presidente do Conselho, José Carlos Araújo (PR-BA). "O jogo está desenhado. Não podemos ficar à mercê da boa vontade de Eduardo Cunha, que quer mandar em tudo”, completou.Se o clima em Brasília é de incerteza quanto ao futuro político do país, o roteiro no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados segue o mesmo e não surpreende mais ninguém. Mais uma reunião sobre o processo que pode levar à cassação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi realizada nesta quinta-feira, e mais uma investida inesperada surgiu para beneficiar o investigado, que pode ver-se livre da cassação de seu mandato. Isso porque o deputado Fausto Pinato (PP-SP), que foi primeiro relator do processo em que Cunha é acusado de mentir sobre contas no exterior em depoimento à CPI da Petrobras, deixou seu posto no Conselho nesta semana após trocar de partido.
A notícia é incômoda para pelo menos 77% dos brasileiros, que torcem pelo fim da carreira de deputado de Cunha, segundo aponta a pesquisa Datafolha divulgada no último final de semana. Talvez por isso começa a desenhar-se também um prazo de validade para o posto de presidente da Casa. Já é dado como certo entre integrantes próximos ao vice Michel Temer que Cunha pode se afastar do cargo após a votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff no domingo.
Como responsável por acolher o processo de impeachment contra DIlma, em dezembro passado, Cunha estaria contando nos últimos meses com a complacência daqueles que defendem o impedimento na Câmara. O desgaste de defender um deputado que já virou réu no STF por conta da Operação Lava Jato passaria a ser desnecessário, contudo, após o fim do processo de impeachment na Câmara. Ciente disso, ele estaria disposto a deixar o comando da Casa para tentar manter seu mandato.
Além de servir como tábua de salvação para Cunha, que não perderia seu foro privilegiado e permaneceria sendo julgado pelos crimes da Lava Jato no Supremo Tribunal, longe do juiz Sérgio Moro, em Curitiba, o acordo evitaria constrangimentos para um possível Governo Michel Temer. O vice-presidente da República tem sido atacado antes mesmo de assumir o Palácio do Planalto, entre outras coisas, pela hipótese de o presidente da Câmara vir a se tornar o primeiro na hierarquia quando Temer precisar se ausentar do país, por exemplo,
O acordo com as forças políticas do Congresso Nacional pode não ser o bastante, entretanto, para Cunha manter seu mandato. A Procuradoria Geral da República pediu em dezembro ao STF que afaste o peemedebista do cargo. Sem a proteção necessária para enfrentar a série de acusações de que é alvo e o desgaste ao qual deve seguir sendo submetido, o grande antagonista de Dilma vai ter de se esforçar ainda mais para permanecer deputado ao longo dos próximos meses.
Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

Ele é uma potencia e altamente inteligente, coloca o Lula no bolso muitas vezes. Lula tem espaço ele não? Restrito em plano cartesiano e jogando com o regulamento consegue esmagar tudo e todos! Obs. Ele pertence a maior bancada do Congresso com no mínimo 1/3 "EVANGÉLICOS" Deus é dono de todo ouro e prata no planeta, o evangélico é tesoureiro do senhor nosso DEUS! Quem tem dignidade e moral por mais correto que seja para chamar o Evangélico de Ladrão?

Nunca se esqueçam de que religião não tem e nunca terá JUSTIÇA! Pois isso fere o propósito de fé...

Eduardo Cosentino da Cunha (Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1958) é um economista, radialista e político brasileiro. Evangélico, é membro da igreja neopentecostal Sara Nossa Terra. Atualmente é deputado federal pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro pelo Rio de Janeiro e desde 1º de fevereiro de 2015 preside a Câmara dos Deputados.

Filiado ao Partido da Reconstrução Nacional, foi presidente das Telecomunicações do Estado do Rio de Janeiro durante o Governo Collor. Enquanto filiado ao Partido Progressista Brasileiro, comandou a Companhia Estadual de Habitação no mandato do governador Anthony Garotinho. Candidatou-se pela primeira vez a um cargo eletivo em 1998, tendo ficado como suplente de deputado estadual e assumido uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado em 2001. Elegeu-se deputado federal pela primeira vez em 2002, ainda no PPB, sendo reeleito pelo PMDB nas eleições de 2006, 2010 e 2014.



STF rejeita pedido da AGU e mantém votação do impeachment no domingo Supremo mantém ordem de votação alternando deputados do Norte e Sul. Câmara começa nesta sexta sessão para discutir a abertura do processo. Renan Ramalho Do G1, em Brasília

José Eduardo Cardozo no julgamento no STF, Supremo (Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo)Ministro José Eduardo Cardozo no Supremo Tribunal Federal (Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo)
Supremo Tribunal Federal (STF) convocou sessão extraordinária nesta quinta-feira (14) para julgar cinco ações sobre a votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no plenário da Câmara dos Deputados. Os pedidos tentavam suspender ou alterar a ordem da votação estabelecida pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mas foram negados.
Com isso, a votação continua marcada para o domingo (17) e a forma e a ordem definidas por Cunha estão mantidas. Haverá alternância na votação entre bancadas estaduais, começando por uma da região Norte, seguida por outra do Sul e vice-versa. Votarão primeiro todos os deputados de Roraima e depois os do Rio Grande do Sul.
Em seguida será a vez dos parlamentares de Santa Catarina, Amapá, Pará, Paraná, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Rondônia, Goiás, Distrito Federal, Acre, Tocantins, Mato Grosso, São Paulo, Maranhão, Ceará, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Piauí, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Sergipe e Alagoas.
Ações julgadas na sessão
pedido para suspender a votação foi apresentado pela Advocacia-Geral da União(AGU), que questionava a análise das acusações contra a presidente pela comissão especial da Câmara, que aprovou relatório favorável à abertura do processo na segunda (11). Já o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) queria, além da suspensão, a anulação doparecer da comissão especial que recomendou a abertura do processo.
Três ações tentavam alterar a forma e a ordem definidas pelo presidente da Câmara, mas o Supremo validou o rito da votação – e a votação por ordem alfabética foi descartada. Os pedidos foram feitos pelo PCdoB e pelos deputados Weverton Rocha (PDT-MA) e Rubens Junior (PCdoB-MA).
"Que fique essa fundamentação na ata, que acabo de explicitar, para que essa questão da tipificação possa eventualmente ser reexaminada no momento oportuno", afirmou Lewandoski. "Não fechamos a porta para uma eventual contestação no que diz respeito à tipificação dos atos imputados à senhora presidente no momento adequado."
A declaração abre margem para o governo questionar se a abertura de créditos incompatíveis com a meta fiscal e as chamadas "pedaladas fiscais" são crime de responsabilidade – argumentos que justificaram a abertura do processo e a aprovação do parecer contra a presidente.
Mandado de segurança da AGU
O mandado de segurança apresentado pelo governo apontou prejuízos na defesa da presidente durante os debates. O documento argumentava que o colegiado analisou fatos que vão além das acusações recebidas pelo presidente da Câmara ao aceitar o pedido de impeachment - relativos a suspeitas levantadas na Operação Lava Jato, que investiga corrupção na Petrobras, por exemplo.
O mandado de segurança protocolado pela AGU também apontava que Dilma não foi notificada para se defender na audiência que ouviu a advogada Janaina Paschoal e o ex-ministro Miguel Reale Júnior, autores da denúncia.Quando acolheu a denúncia, Cunha levou em conta somente dois aspectos: a abertura de créditos incompatíveis com a meta fiscal – em decretos assinados por Dilma em 2015 não aprovados pelo Congresso – e as chamadas "pedaladas fiscais" – atrasos no pagamento ao Banco do Brasil para o crédito rural, também no ano passado.
A AGU afirmou também que o advogado-geral da União substituto, Fernando Albuquerque, foi impedido de se manifestar para defender a presidente da República durante a leitura do relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO).

Voto do relator
Relator da ação, o ministro Edson Fachin negou, em seu voto, o pedido do governo. O magistrado argumentou que, na decisão que redefiniu o rito do impeachment, em dezembro, o STF considerou que a Câmara somente autoriza a abertura processo – e, portanto, não haveria necessidade de defesa em todas as fases da tramitação.
“As diligências não se destinam a provar a procedência ou improcedência da acusação, mas apenas esclarecer a denúncia [...] Não se está a promover acusação, mas mera discussão sobre possível juízo de autorização para instauração de processo de impeachment", afirmou.
"Essa fase na Câmara era pré-processual, analogia mais próxima é à de um inquérito, do que um processo já judicializado. Se é equiparado ao inquérito, é uma fase em que o contraditório é mitigado", explicou depois Luís Roberto Barroso.

Demais ministros
Acompanharam Fachin todos os ministros presentes na sessão: além de Barroso, Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Ricardo Lewanwski. Não participou do julgamento o ministro Dias Toffoli, em viagem oficial à Romênia.
Durante o julgamento, os ministros fixaram que a análise pelo plenário da Câmara deverá levar em conta somente as acusações acolhidas por Eduardo Cunha – os decretos de créditos suplementares e as "pedaladas fiscais".
Presidente da Corte, Lewandowski votou também para retirar do processo documentos relativos a delações premiadas, como o acordo firmado pelo senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS).
Ordem da votação no domingo
Votaram para manter o critério estabelecido por Cunha (alternância entre estados do Norte e do Sul) Teori Zavascki, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Celso de Mello. A alternância também obteve a concordância de Luís Roberto Barroso e Rosa Weber, mas numa ordem diferente entre os estados, considerando a latitude das capitais.
Os ministros Marco Aurélio Mello, Edson Fachin e Ricardo Lewandowski votaram para aplicar outra forma, para que fossem alternados não os estados, mas os próprios deputados, de modo que votasse primeiro um parlamentar do Norte e depois outro do Sul – e assim sucessivamente.
Ao comentar a decisão do Supremo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, disse que a Corte "endossou" a decisão tomada por ele sobre o processo de impeachment. Ele também afirmou, ao comentar as ações julgadas no STF, que há uma tentativa "esperniante" de judicializar o processo.
"Eu acho que há uma tentativa de judicialização generalizada que é mais um esperniante, juros esperniante de quem está, aparentemente, sem voto. [Estão] Tentando buscar, com isso, alterar, mudar o processo, ou até postergá-lo", afirmou Cunha.
"Efeito cascata"
As ações dos deputados Weverton Souza (PDT-MA) e Rubens Júnior (PCdoB-MA), contrários ao impeachment, alegavam que a ordem estabelecida por Cunha levava a um "efeito cascata", na medida em que os últimos a votar tendem a acompanhar os primeiros, afetando a neutralidade do processo.
A maioria dos ministros da Corte, porém, entendeu que a forma e a ordem estabelecidas por Cunha segue o Regimento da Câmara e não contraria a Constituição. Relator das ações, Barroso disse preferir uma forma mais "aleatória" na votação, mas entendeu não haver problemas na interpretação das regras realizada pela Câmara.
"Embora eu não ache que seja melhor, não considero que essa opção seja incompatível com o que diz o regimento. Considero que essa interpretação é compatível com o dispositivo. Acho, no entanto, que aqui se aplica a ideia de deferência. Onde o Legislativo tenha decidido de forma razoável, não cabe ao Judiciário impor resolução que ache melhor", disse o ministro.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

1º Lei de Newton: Inércia “Todo corpo permanece em seu estado de repouso, ou de movimento uniforme em linha reta, a menos que seja obrigado a mudar seu estado por forças impressas nele”.

 
Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

Hoje 20h32min minutos do dia 14 de Abril de 2016; Venho na condição de Blogueiro, Defensor dos Animais e Jornalista comunicar a meus amados leitores que em reunião aqui em Brasília portas fechadas ficou decidido que Dilma Vana Rousseff Linhares, nascida em Belo Horizonte, dia 14 de dezembro de 1947, Não passa no Senado. Carta totalmente fora do baralho!

Quanto o Procurador Geral da República e Vice-presidente Michel Temer (PMDB) pode escapar das investigações contra si caso assuma a Presidência da República, na hipótese do afastamento de Dilma Rousseff, Lembrando que qualquer impedimento técnico será julgado no TSE “Tribunal Superior Eleitoral e ninguém mais fala nada”!


Somente a pressão, a continuada exposição e análise da Inercia “Significado de Inércia
S.f”. Sem ação nem atividade: a inércia dos mecanismos públicos.”
Figurado. Ausência de reação; falta de mobilidade; estagnação: a inércia da polícia pode prejudicar o desenvolvimento do município.  E a persistência e vigilância das denúncias garantirão o esfacelamento e impedirão a reorganização da quadrilha.

A disputa Sanders versus Clinton no Brooklyn, a bolha esquerdista dos EUA


Diversidade do bairro nova-iorquino reflete a divisão do eleitorado em todo o país

Simpatizantes democratas em um comício no Brooklyn.Simpatizantes democratas em um comício no Brooklyn.  AFP
Os nova-iorquinos discutem tudo, até quando estão de acordo. Isso explica situações como a que se vive na casa de Spike Lee, no Brooklyn. O diretor de cinema é um dos anfitriões da campanha de Bernie Sanders em Nova York. Ele produz até propagandas para Sanders. Sua mulher não tem tanta certeza e apoia Hillary Clinton. É apenas um detalhe que ajuda a entender por que o bairro nova-iorquino é o grande laboratório dos democratas nas eleições primárias dos Estados Unidos
Midwood é um pequeno bairro conservador judeu. Tudo é muito diferente em Greenpoint, que alguns anos atrás começou uma profunda mudança como a que transformou Williamsburg e Dumbo. A cidade de Nova York é a mais diversa do país e esse amálgama é replicado em todo o Brooklyn, onde os imigrantes caribenhos de Crown Heights e os hispânicos de Sunset Park confluem com os judeus ortodoxos de Borough Park e os jovens profissionais de Park Slope.“Ali, no 2C, passei 18 anos da minha vida”, disse Sanders estendendo o braço em um ato às portas do edifício que abriga o apartamento em Midwood onde viveu na infância, muito perto da James Madison High School. “Era uma comunidade fantástica para crescer”, disse enquanto falava sobre a luta contra a mudança climática, a desigualdade, a saúde e atacava Wall Street. Mas as coisas mudaram muito no Brooklyn desde que ele saiu de lá, há cinco décadas.

Nick Rizzo, líder democrata do distrito local, é um dos poucos membros do aparato que apoia publicamente o senador. “Ele é o candidato mais autêntico que tivemos em muito tempo”, avalia. Ele explica que há uma nova geração de eleitores que reconhece que a saúde e o emprego “são um direito”. Por isso, acredita que Nova York, e especificamente o Brooklyn, pode fazer parte nessas presidenciais do que qualifica como uma “revolução política”.
Há um mês, Sandres abriu seu quartel-general a duas quadras do Canal de Gowanus, uma área repleta de lojas e garagens em um processo incipiente de gentrificação nesse microcosmo democrata, com novos cafés que abrem na rua ao lado de complexos decadentes. Não muito longe, a quatro quadras, há um reluzente supermercado da rede Whole Foods, conhecida por vender produtos orgânicos. É um verdadeiro ímã para atrair novos moradores.


Eleitora abraça Bernie Sanders no Brooklyn, nesta quarta.  AP


O grande bocado

Há três milhões de democratas inscritos em Nova York, dos quais cerca de 945.000 vivem no Brooklyn. É um bocado suculento se considerarmos que existem 5,8 milhões de democratas declarados em todo o Estado. Por isso tampouco é coincidência que o local escolhido para o próximo debate dos dois candidatos democratas seja o Brooklyn Navy Yard, na noite de 14 de abril.
Hillary Clinton percebeu isso muito antes, e assim instalou –há um ano– seu escritório num arranha-céu em Brooklyn Heights. Praticamente todos os líderes do bairro –judeus, negros e hispânicos– apoiam a ex-primeira-dama dos EUA. Isso complica as coisas para Bernie Sanders. O apoio que tem dos jovens brancos que se autodenominam socialistas democráticos em princípio não seria suficiente para superar a vantagem da ex-secretária de Estado.
As últimas pesquisas de opinião dão a Clinton uma vantagem substancial, com 55% dos votos, contra 41% de Sanders. Ela precisa disso para impulsionar a campanha depois das dúvidas geradas pelas últimas sete vitórias do rival, que apesar de estar meio século fora da cidade conserva um sotaque muito típico do Brooklyn. Mas isso não é uma garantia nessas eleições e é quase mais importante a margem de vantagem que conseguir.


Hillary Clinton em um comício de campanha. AFP


As mesmas linhas que definem as diferentes comunidades e bairros do Brooklyn poderiam servir para definir os estilos das duas campanhas. Ao escritório de campanha de Hillary se pode chegar depois de uma boa caminhada a partir do quartel-general de Sanders. A localização é logisticamente ideal, com uma dúzia de linhas de metrô e ônibus nas proximidades. É, além disso, um dos destinos para os nova-iorquinos com dinheiro, principalmente funcionários dos bancos de Wall Street e advogados.

Tradicionais contra idealistas

Clinton tem o apoio dos leais mais tradicionais ao partido, enquanto Sanders atrai simpatizantes jovens que clamam por uma mudança que não viram chegar com Obama. Essas diferenças poderiam ser, em grande escala, o reflexo da divisão à qual enfrenta o eleitorado democrata em todos os EUA quando a corrida à nomeação entra na reta final antes da convenção na Filadélfia, em julho.
“Temos de ganhar de modo indiscutível para conseguir a nomeação o quanto antes e poder unificar o partido”, insiste a candidata democrata sempre que a oportunidade se apresenta. Sanders tem dificuldade para se conectar com os hispânicos, as mulheres e os empreendedores mais estabelecidos. Mas é apoiado em todo o bairro por jovens idealistas que estão dando uma nova energia ao Partido Democrata.
O Brooklyn mostra onde está o ponto mais fraco da sólida Clinton: sua candidatura não representa nada novo, e isso diminui sua atratividade. Sanders está fazendo há uma semana uma verdadeira batida em todo o bairro, sabendo que se vencer em Nova York será o primeiro grande Estado que conquista e isso lhe permitirá dar um impulso crucial em sua campanha, a 20 primárias do final.

Dilma exonera ministros para votarem contra o impeachment na Câmara

As exonerações foram publicadas no "Diário Oficial da União" desta quinta-feira (14)
POLÍTICA APOIOHÁ 2 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
A presidente Dilma Rousseff decidiu exonerar ministros do governo que têm mandato na Câmara para reassumirem o cargo de deputados e votarem contra o impeachment no domingo (17).
As exonerações foram publicadas no "Diário Oficial da União" desta quinta-feira (14).
Segundo destaca o G1, três dos ministros exonerados são do PMDB: Celso Pansera (Ciência e Tecnologia), Marcelo Castro (Saúde) e Mauro Lopes (Aviação Civil). O outro ministro exonerado foi Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário), do PT.
O ministro Pansera já havia afirmado que os três ministros do PMDB, que atualmente são deputados, iriam retomar o mandato para votar a favor de Dilma, mesmo com a saída do partido da base do governo. O PMDB mantém seis ministérios ao todo.
Além disso, foi publicada a exoneração de Gilberto Occhi, ministro das Cidades. A saída de Occhi aconteceu porque o partido dele, o PP, anunciou nesta semana que deixou a base do governo.

Congresso Nacional recebe projeção de 'Fora Bandilma' e 'Tchau, querida'...

Por
Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira






Todo esse
mar de lama de corrupção, enriquecimentos ilícitos, nos dar a certeza da
putrefação da política já que não existe ideologia. Um mandato parlamentar
concede ao mau político a fazer negociatas com o erário público de interesses
pessoais, sem o mínimo interesse com os sérios problemas e dificuldades
enfrentadas pela nação, se esquecendo de que a pátria não é um sistema, nem uma
seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo; é o céu, o solo, o povo, a
tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados,
a comunhão da lei, da língua e da liberdade. O voto no Brasil precisa deixar de
ser obrigatório, pois a democracia séria e justa contempla esses benefícios a
todos que não se identifiquem com as propostas de candidatos.

“Provérbios
12,34. A Justiça faz a grande a Nação, o pecado é a vergonha dos povos.”

Aliados já montam estratégia para enfrentamento de impeachment no Senado


 postado em 14/04/2016  07:04

Apesar do discurso oficial, aliados do Planalto avaliam que faltam votos para derrubar o pedido de impeachment na Câmara

Articuladores do governo no Congresso praticamente jogaram a toalha em relação a impedir a aprovação do impeachment na Câmara, no próximo domingo, e começam a montar a estratégia para o enfrentamento no Senado. O primeiro passo para se ter mínimas chances de êxito é não perder de muito na votação deste fim de semana. Pelos cálculos otimistas, o governo teria, hoje, 150 votos mais ou menos cristalizados, 22 a menos que o mínimo necessário para impedir de pronto o afastamento da presidente.


O esforço de varejo político, comandado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é chegar o mais próximo possível dos 172. “Lula está cansado, mas ainda tenta manter o otimismo para não desanimar a militância”, admitiu um dos interlocutores que estiveram com ele em um hotel de Brasília. Oficialmente, o Planalto afirma que teria entre 189 e 205 votos. Mas essa avaliação já desidratou em relação à última segunda-feira, dia em que o relatório do impeachment foi aprovado na Comissão Especial, quando os cálculos eram de 208 a 215 votos.

Se não houver qualquer mudança no transcurso regimental, o processo de admissibilidade do impeachment de Dilma estaria pronto para ser votado no Senado na primeira semana de maio. A data mais especulada é 4 de maio, uma quarta-feira. Alguns petistas ainda apostam que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), possa fazer algum tipo de consulta de ritos ao Supremo Tribunal Federal (STF). Durante encontro com alguns parlamentares, contudo, Renan garantiu que não tomará qualquer atitude que possa parecer manobra protelatória. O relator tende a ser o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE).

Para a admissibilidade ser aprovada, é necessária maioria simples dos votos no Senado (42), algo que o governo não tem. Sendo assim, a tendência, hoje, é que a presidente seja afastada por até 180 dias. O vice-presidente Michel Temer assumiria, portanto, o governo. Começaria, então, a tática de guerrilha do PT e dos movimentos sociais. “Com Dilma afastada, a tendência é de que os movimentos favoráveis ao impeachment deixem as ruas. Nossa tropa, ao contrário, continuará mobilizada”, avisou um cacique petista.

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Aposta
A tática, então, seria reforçar o discurso do golpe, em uma tentativa de inviabilizar a gestão de Michel Temer. “Temer fará um governo fraco, que não dura dois meses. Após uma semana carimbando nele e no presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a pecha de golpistas e traidores, conseguimos baixar em sete pontos percentuais o apoio ao impeachment (68% para 61%, segundo a mais recente pesquisa Datafolha)”, lembrou um petista. “Se conseguirmos baixar essa aprovação para menos de 50%, poderemos ter alguma chance”, completou um parlamentar aliado de Dilma.

Outro ponto a ser explorado pelos petistas será as incongruências entre a oposição e um possível governo Temer. A aposta é que o PSDB — especialmente a ala do partido mais ligada ao presidente da legenda, senador Aécio Neves (MG) — não vá aderir de pronto à gestão peemedebista. Até porque o tucano mais próximo do atual vice-presidente é o senador José Serra (SP), que também alimenta planos de concorrer ao Planalto em 2018. “Vamos dizer que a oposição deu um golpe para nos tirar e não quis dar apoio político ao governo de transição”, afirmou um senador do PT.