Você deve estar
acompanhando a votação pelo impeachment da Presidente Dilma Rousseff com
muita atenção e esperança de um novo país. Pois é. É um momento em que
nossos filhos, netos e bisnetos com toda certeza estudarão nos bancos
escolares no futuro. Sociólogos, historiadores, jornalistas, cientistas
políticos, parlamentares, militantes dos quase 40 partidos, nos últimos
meses, estão se digladiando para tentar fazer a história, neste
dramático episódio político.
Dilma Rousseff (PT) passa pelo processo de Impeachment em 2016
Como
todo cidadão que conhece a história do nosso país, desde a República da
Espada até os dias de hoje, estamos cansados de mentiras, corrupção,
impunidade, mortes e com a falta de serviços públicos de
qualidade. Estamos cansados de um sistema político falido e,
principalmente, não vamos tolerar mais o descaso com nossa educação
pública e privada.
Hoje, 12 de abril, a RIU - Renovação Interativa UniCEUB
te desafia a conhecer, em sete dias, um pouco sobre a nossa história,
ideologia, sonhos e metas. Queremos te apresentar o nascimento de um
movimento que quer um futuro diferente para nossa academia e para o
nosso país. Sim, um futuro sem corrupção. Sem desvios de conduta. Um
futuro com mais oportunidades. Com uma economia próspera. Um futuro com
mais Liberdade, Fraternidade e com mais JUSTIÇA. Enfim, sonhamos com uma
experiência orquestrada nacionalmente pelas instituições, indivíduos
e que, humildemente , pode ser exprimida em cinco palavras: A experiência do Novo Brasil.
Equipe RIU Brasília: Da Unidade da juventude vai nascer a novidade da educação superior
Mas
não tem como falarmos à juventude, sem tocarmos diretamente naquilo que
ela mais acredita: Na força e na beleza de seus próprios sonhos. A
Bíblia Sagrada, o livro mais vendido de todos os tempos em todo o
mundo, nos orienta: a Fé (firme fundamento daquilo que não se vê e
esperança do que se espera) pode remover montanhas. Johann Goethe, um
pensador alemão do século XVIII, também disse que “quando uma criatura
humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de
sua alma, todo o universo conspira a seu favor”.
Pois
então, nós da RIU, vamos expor os nossos sonhos nestes
dias. Acreditamos que é aqui no cerrado brasileiro, especificamente em
Brasília, no Planalto Central, que iremos criar um verdadeiro e
eficiente centro de comando nacional pelo desenvolvimento industrial,
tecnológico, intelectual, político, social, artístico e comercial do
nosso povo. JK nos deixou este legado. É aqui que devemos mudar o mundo.
Mudar nossa polis. Mudar o Brasil.
Desde
junho de 2013, a história do maior país da América do Sul foi marcada
para sempre pela participação social. Um novo ciclo civilizatório,
surge nesta era de elevação da consciência crítica da juventude. No
início deste século, o contemporâneo que olha o obscuro, encontra nele a
possibilidade de recriar, enchega também, o que podemos chamar de ‘o
século da revolução das ideias do homem latino’.
No
cenário político internacional, infelizmente vemos a tirania,
terrorismo e atentados. Vemos uma relevante disputa de poder e a
efervescência desta situação é impressionante. As políticas de ataques
aos direitos sociais e civis da juventude, dos trabalhadores e de etnias
inteiras, apenas por levantarem uma opinião, uma religião ou uma
bandeira é evidente. O fato é que no Brasil, a renovação e a esperança
começa.
Ela chegou na consciência da juventude do UniCEUB. Não
como um grupo partidário, mas literalmente o contrário disso: Um grupo
que foge do sectarismo determinista. Um grupo eclético, moderno, que se
legitima como povo, como negro, amarelo, branco, como mulheres. Um
grupo que se legitima em Brasília, como uma organização social ousada de
todas as tribos.
Pressão por mudanças na sociedade brasileira em Junho de 2013
O entendimento erudito na era pós-socrática, sabe que a discussão sobre a Ética na Política Moderna,
não é fácil. Hobbes diria que é a natureza do homem perversa. Mas seja
essa discussão feita, tanto na micro como na macro política precisamos
fazê-la com urgência.
Poderíamos
escrever artigos, realizar seminários, promover debates e até levar
anos para que possamos chegar numa conclusão teórica coerente sobre a
temática. Mas agora, não é nossa principal intensão aqui. Talvez após a
criação do curso de Gestão Ética nas Instituições Públicas e Privadas, no
UniCEUB, um dia possamos ter um mecanismo eficiente de aprimoramento
social dos problemas da moralidade administrativa federal.
O que queremos com os próximos textos da série é apenas apresentar fatos e evidências
de uma rebelião de ideias que está acontecendo nos últimos 18 meses no
maior Centro Universitário do Centro Oeste Brasileiro. Uma rebelião, que
tem como palco o Diretório Central dos Estudantes do UniCEUB. Tudo isso
em meio à uma conjuntura política nacional conturbadíssima. O que vemos
é uma transformação social evidente e uma explosão de politização na
universidade.
Palestra do Ex-Presidente FHC no UniCEUB em 2015 sobre os rumos do Brasil
Mas
você deve estar se perguntando? Porque tanta ênfase em uma entidade
associativa tão comum no Brasil desde antes do Regime Militar? Os
estudantes sempre se organizaram na sociedade e estiveram à margem da
credibilidade nacional. Dá-se mais credibilidade para uma empresa que
gera lucro e movimenta a economia, ou para uma Rede de Televisão ou uma
Rede Social, que promove a interação e entreteinimento, do que para um
Grêmio Estudantil, um Centro Acadêmico, um DCE. No UniCEUB os Centros
Acadêmicos nem sede possuem. Muitos deles nem estão regularizados.
O envolvimento do corpo estudantil é uma dificuldade extrema. Isso até
pode ser considerado 'normal' para alguns.
Mas
porque a sociedade não reconhece o movimento estudantil como
responsável por mudanças profundas no futuro? Porque os próprios
estudantes não legitimam as entidades que possuem? Quem reconhece hoje a
União Nacional dos Estudantes como uma entidade que pode mudar o
Brasil? Nos últimos anos, fomos perdendo o arquétipo ético das nossas
organizações estudantis. Uma lástima, pois elas sempre foram tão
valorizadas no passado. Podemos dizer que a UNE nos traiu?
A
integração estudantil brasileira, nos últimos anos, minimizou-se
expressivamente. Assim a credibilidade das entidades estudantis
nacionais e estaduais decaí devido à hipócrita e corrupta hegemonia de
forças governistas partidárias no comando destas organizações.
As vozes que lá ecoam, infelizmente, não correspondem às milhões de
vozes da juventude brasileira. E não é somente por não defenderem
pautas que a grande massa dos jovens defendem, que criticamos, pois a
corrupção da macro política está sendo vista na micro: Nas entidades
estudantis. As forças políticas hegemônicas na
UNE/UBES manipulam processos congressuais e fraudam atas de eleição de
delegados (as), em universidades em todo o Brasil a cada 2 anos.
A
carteirinha estudantil e o aparelhamento governamental, tornaram também
estas entidades estudantis nacionais inertes à realidade. Sim, isto é a
máxima da vergonha do movimento estudantil brasileiro em pleno século
XXI e que não corresponde ao objetivo primordial de tão importantes
agremiações. A RIU não concorda com isso.
UNE recebeu R$ 40 milhões de Lula para reconstruir sua sede em 2009 e até hoje não está pronta
Por
causa do exposto, em muitos locais pelo Brasil podemos encontrar alguns
rótulos comuns: “os baderneiros”, “os drogados”, “os vagabundos”, “os
aproveitadores”, “os populares”, etc. Enfim, muitos são os nomes que
damos aos grupos de estudantes que possuem salas, personalidades
jurídicas e que até recebem, em alguns casos, recursos do governo.
Olhando de leve para a maior organização estudantil da América Latina,
podemos lembrar que a criação da Petrobras, o voto aos 16 anos, o
impedimento de Collor, a aprovação dos 10% do PIB para Educação e
muitas outras pautas foram apresentadas à sociedade pela boca de jovens
sonhadores.
Mas
o que muda nas entidades estudantis de base (Grêmio Estudantis /
Centros Acadêmicos / DCE's ) até chegar nas organizações nacionais
(UNE/UBES)? Quais são os interesses que as entidades nacionais expressam
nas ruas ? Será que estas bandeiras são realmente o interesse da
maioria dos estudantes brasileiros? Houve uma época que parece que sim.
Ato do FORA Collor, que ficou conhecido como "Os caras pintadas"
Mas
o que está errado agora? Porque neste século, o pulsar do movimento
estudantil se diminui à 10 mil estudantes em um Congresso em uma
realidade de milhões alunos? Porque numa eleição de DCE, que representa
20 mil alunos, menos de 2% vão as urnas para participar do processo?
Por que a UNE hoje faz campanha eleitoral para um partido político? O
que está errado?
Ato de Apoio da UNE/UBES à Campanha de Dilma 13 (PT) em 2014
Os questionamentos não param: Cadê a União Nacional dos Estudantes, em
um momento tão crucial para o país, defendendo os interesses do povo e
não os de partidos políticos governistas? Cadê a transparência
financeira nas organizações que deveriam ser escolas da ética e da
interação na política, mas que se tornaram máfias administradas por
corruptos?
"Os frutos de Junho de 2013 nasceram"
Sabe
o que a RIU acha: A sociedade precisa olhar urgentemente para o espaço
do movimento estudantil institucional e as suas organizações, como
elementos cruciais para a transformação da política e do futuro da
sociedade brasileira. Depois da discussão do Impedimento de Dilma a
União Nacional dos Estudantes deve ser fiscalizada.
A
RIU é isso: interação, arte, cultura e representação real do interesse
dos acadêmicos. Temos como nossa Missão: Representar os estudantes
através da defesa da excelência acadêmica, da eficiência em projetos de
ensino, pesquisa e extensão, que garantam a qualificação profissional,
condizente com o mercado de trabalho atual, buscando sempre auxiliar o
corpo docente no aprimoramento institucional das universidades, afim de
garantir a transformação social.
Quando
vimos o DCE do UniCEUB inerte às questões acadêmicas em 2014, quando
vimos um DCE que não fazia nada pelos estudantes e que estava ligado
aos grupos da UNE e partidos políticos da base do governo, nós
explodimos pelo campus. Estava explicado porque tanta inércia.
Em 2014 essa chama se ascendeu e não se apagou mais. A RIU - Renovação Interativa UniCEUB tirou
um grupo que estava no comando do DCE há quase 14 anos, mas que não
tinha convicções, valores, princípios, ética e até mesmo cumplicidade
com a maioria do conjunto dos estudantes. Este grupo que estava no
comando do Diretório, viveu momentos infelizes, pois duas vezes: em
Março de 2015 e em Abril de 2016. Agora mais recentemente, a maioria dos
estudantes votaram na RIU para o
comandar o Diretório Central dos Estudantes novamente. E nós decidimos,
neste segundo ano de gestão, ampliar nossas discussões para além dos
muros da universidade.
Victor Vilela, primeiro presidente da RIU, em Ato em maio de 2015, na frente do STF contra os cortes da educação de Dilma (PT)
Agora
que reconquistamos este espaço, nos apresentamos à sociedade como
àqueles que querem unir as tribos, pautar os objetivos de soberania
nacional, de transformação da educação, de fortalecimento da indústria e
do mercado. Queremos construir uma universidade e um país diferente.
Queremos nossas entidades estudantis de volta, defendendo o interesse
dos estudantes.
O
desafio será transformar a União Nacional dos Estudantes que, hoje
ainda atrela sua pauta de revindicações ao projeto político do Partido
dos Trabalhadores e do Partido Comunista do Brasil. Queremos que a UNE e
todos os DCEs e Centros e Diretórios Acadêmicos pautem necessariamente
os interesses dos estudantes.
Nós
não somos mais uma chapa a assumir um DCE. Não somos mais um grupo a
fazer festinhas, palestras ou debates. Não somos uma entidade nacional.
Mas temos um sonho.
Chapa 5 - - Renovação Interativa UniCEUB - Eleita para o DCE do UniCEUB em 2015/2016
Chapa 7 - Renovação Interativa UniCEUB - Eleita para o DCE do UniCEUB em 2016/2017
A
RIU hoje é a expressão da diversidade de uma juventude que pensa
diferente. Conectada com o que acontece no mundo. Que está em todas as
redes. Que está cansada de entidades estudantis que nada fazem para os
estudantes.
Nos
próximos capítulos você conhecerá todos os desafios e particularidades
que enfrentamos e quais são nossos objetivos para o futuro. Vem conosco e
não perca nenhum dia deste especial.