quarta-feira, 13 de abril de 2016

Cristina Kirchner se recusa a responder questões de juiz

Ex-presidente argentina entregou defesa por escrito nesta quarta.
Ela é acusada de fazer operações cambiais do Banco Central fraudulentas.

Do G1, em São Paulo

A ex-presidente da Argentina  Cristina Kirchner se recusou a responder as perguntas do juiz e apresentou sua defesa por escrito nesta quarta-feira (13) no tribunal federal, segundo o jornal argentino "El Clarín". Ela é acusada de fazer operações cambiais do Banco Central fraudulentas nos últimos meses de seu mandato.

Cristina também é acusada de ter feito uma manobra financeira para receber 5 milhões de euros, de acordo com o jornal "El País".
 
Na mesma ação, também são citados Axel Kicillof e Alejandro Vanoli, que é ex-titular do Banco Central, ainda de acordo com o "Clarín". Ex-funcionários de Cristina já tinham utilizado a mesma estratégia diante do juiz Claudio Bonadío. Durante o seu governo, Cristina tentou o destituir várias vezes acusando-o de parcialidade ante o Conselho da Magistratura.
Ela ficou cerca de uma hora no tribunal, emBuenos Aires, onde um forte esquema de segurança foi montado para que ela pudesse depor.Não se sabe ainda quais são os argumentos que foram levantados pela ex-presidente na sua defesa. Porém, ela denunciou o que classificou de "exercício abusivo do poder jurisdicional".
As acusações contra as administrações de Cristina Kirchner (2007-2015) e do ex-presidente Néstor Kirch (2003-2007) vão de enriquecimento ilícito a lavagem de dinheiro com suspeitas cruzadas de parcialidade de promotores e juízes.
Discurso a simpatizantes
Após a audiência, a ex-presidente discursou a seus simpatizantes que a esperavam na rua. "Não vejam este fato como um ataque a uma pessoa. Vamos refletir juntos, lembrando da história. Este não é o único caso de uma ex-presidente perseguida, ao contrário", disse perante centenas de seguidores que se congregaram junto ao tribunal de Buenos Aires.
Ela relembrou, da mesma forma que no documento apresentado perante o juiz, o momento vivido por outros antigos chefes de Estado que segundo sua opinião sofreram perseguição, como Hipólito Yrigoyen e Juan Domingo Perón.
Esses líderes, segundo Cristina, acabaram sendo perseguidos pelos direitos e conquistas que tinham alcançado quando foram derrubados ou após o mandato ter terminado.
"Tenho certeza que se pudessem proibir a letra K do abecedário, eles fariam", acrescentou a ex-presidente em relação ao sobrenome de seu marido, o falecido ex-mandatário Néstor Kirchner (2003-2007).
"Podem me chamar 20 vezes a mais, podem me prender, mas não podem me calar", continuou Cristina.
A ex-mandatária defendeu a "necessidade de se organizar" perante as medidas tomadas pelo governo de Mauricio Macri "porque depois é muito difícil se recuperar, e ainda mais em um mundo  tão complexo. Vemos que histórias semelhantes se repetem em nível regional com os governos populares que permitiram melhorar a vida de milhões. Esta é uma matriz comunicacional, política e judicial que se estende por toda a região para identificar os governos populares com a corrupção", em sua opinião, para abrir caminho a governos conservadores, como informa o jornal "Página 12".
Ex-presidente argentina Cristina Kirchner foi a tribunal federal nesta quarta-feira (11) (Foto: Agustin Marcarian/ Reuters)Ex-presidente argentina Cristina Kirchner foi a tribunal federal nesta quarta-feira (11) (Foto: Agustin Marcarian/ Reuters)

Dornelles afirma que RJ teve que 'limpar o caixa' para pagamentos

Dornelles reafirma que situação financeira do estado é 'trágica'.
Governador quer renegociação da dívida do estado.

Em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (13), o governador em exercício Francisco Dornelles voltou a dizer que o quadro econômico do estado é "trágico" e afirmou que é "um dia muito triste", devido às dificuldades do governo estadual para honrar compromissos e pagar salários e aposentadorias - na terça-feira (12) foi feito o anúncio oficial de que os inativos que recebem mais de R$ 2 mil mensais não terão o dinheiro depositado nesta quinta (14). Seriam cerca de 137 mil aposentados nesta situação prejudicados.
Dornelles afirmou que, apesar de ficar devendo os aposentados, o governo teve que "limpar o caixa", para fazer o pagamento dos servidores que receberão nesta quinta (13). "Hoje é um dia muito triste. Não tivemos dinheiro para pagar a todos os servidores ativos e inativos", afirmou Dornelles, destacando que a decisão de suspender os pagamentos de todos os secretários estaduais e do próprio governador foi tomada como um gesto "de solidariedade". 
"Eu e os secretários não vamos receber até que todos os inativos tenham sido pagos. Essa medida foi decidida em solidariedade aos inativos que ficarão sem receber", disse o governador.
Presidente do Rioprevidência, responsável por pagar aposentadorias e pensões, Gustavo Barbosa, reafirmou que o instituto está em situação financeira difícil. "O Tesouro estadual não teve como cobrir os pagamentos além de R$ 2 mil, e o Rioprevidência precisou ser coberto pelo estado", explicou Barbosa, lembrando que o aumento de gastos com folha de pagamento foi fundamental para o rombo de mais de R$ 12 bilhões do Rioprevidência:
"A folha de pagamento do Rioprevidência, em 2007, era de R$ 5,7 bilhões. Em 2015, o valor chegava a R$17,2 bilhões. O vencimento base médio de pensionistas e inativos em 2007 era, respectivamente, de R$ 960 e R$ 1.946. Em 2015, passaram para R$ 4.360 e R$ 5.890".
"Fazer previsões neste momento é muito difícil. Cada dia com a sua agonia", emendou o secretário estadual de Fazenda, Julio Bueno, segundo quem o rombo está na previdência. "São R$ 18 bilhões de déficit orçamentário. Toda vez que aumenta [o salário] do ativo, aumenta o do inativo. E para cada coronel [da PM] na ativa, temos 60 inativos", explicou Bueno, ressaltando que esses problemas são de responsabilidade do governo federal.
"Não conseguimos mudar a questão das aposentadorias especiais. Essa é uma questão federal, não haveria qualquer medida a ser tomada pelo nosso governo", disse o secretário.
'Juros de agiota'
Em busca de alternativas para a grave crise financeira do Rio, o governo do estado tenta renegociar a dívida do estado junto ao governo federal. Caso as decisões já anunciadas pelo Ministério da Fazenda sejam aprovadas pelo congresso, o Rio pode gerar receitas extras de R$ 2,8 bilhões em 2016.
"Gastamos aproximadamente R$ 8 bilhões dessa dívida. Esperamos que a união tenha a sensibilidade para renegociar essa dívida. Temos que unir todos os estados para renegociar, estamos sendo cobrados com verdadeiros juros de agiota", disparou Francisco Dornelles.
Valores
Cerca de 328 mil servidores, entre ativos, inativos e pensionistas - apenas os que que recebem até R$ 2 mil - deverão ter os salários depositados nesta quinta (14). No total, o governo do estado desembolsará R$ 819 milhões.
Segundo o secretário da Casa Civil, Leonardo Espindola, profissionais da educação, da saúde, policiais civis e militares e bombeiros foram beneficiados pela decisão de pagar a todos os servidores destas categorias, inviabilizando o pagamento para os pensionistas que recebem mais de R$ 2 mil.
"Tivemos que tomar essa decisão dura para os que mais precisam. Era a decisão que menos prejudicava a população fluminense neste momento. Essa decisão foi tomada pela escassez total de recursos", justificou Espíndola.
Na última quinta-feira (7/4), o Estado pagou os 13.139 funcionários que recebem até o quinto dia útil do mês — como os funcionários do judiciário — com gastos de R$ 72,7 milhões.

Funcionário de hospital denuncia vereador: 'me chamou de macaco' Técnico de enfermagem procurou a polícia e denunciou vereador em MT. Agressões verbais ocorreram durante atendimento ao sobrinho do vereador.

Severino procurou a polícia e, durante depoimento, vereador entrou na delegacia e continuou a xingá-lo (Foto: Arquivo pessoal/ Severino Honorato)Severino procurou a polícia e, durante depoimento,
vereador entrou na delegacia e continuou a xingá-lo
(Foto: Arquivo pessoal/ Severino Honorato)
O técnico de enfermagem Severino dos Ramos Soares Honorato, de 47 anos, denunciou o presidente da Câmara Municipal de Reserva do Cabaçal, a 412 km de Cuiabá, Romilso de Oliveira Silva (PMDB) por injúria racial, desacato e ameaça. De acordo com o boletim de ocorrência registrado por Severino na polícia, o vereador teria o chamado de 'macaco', 'preto safado' e 'preto nojento'.
Os xingamentos, segundo Severino, aconteceram depois que o sobrinho do parlamentar precisou de atendimento no Hospital Municipal Aldalto Ribeiro, onde ele trabalha.
G1 entrou em contato com o vereador por telefone e ele informou que só irá se manifestar por meio do advogado dele. No entanto, a reportagem tentou por várias vezes entrar em contato com o advogado informado pelo parlamentar, mas ele não atendeu as ligações até a publicação desta reportagem.
Segundo Severino, tudo começou no plantão do dia 26 de março, depois que um sobrinho do vereador deu entrada no hospital. Acompanhado da mãe a da avó, o menino que é menor de idade, relatou que havia sofrido um acidente de moto. Como procedimento padrão, pois não haviam médicos no plantão, Severino decidiu encaminhar o paciente para a cidade mais próxima.
De acordo com Severino, após o procedimento, o vereador chegou e não ficou contente com o atendimento dado ao sobrinho. Segundo consta no boletim de ocorrência, o presidente da câmara começou a chamar o funcionário de 'macaco', 'preto nojento', 'preto incompetente' e 'preto safado'.“Estava sozinho no plantão, não tinha nenhum médico. O procedimento mais correto era encaminhá-lo para a cidade vizinha. Lá ele teria todo o atendimento que precisava”, contou aoG1. O técnico de enfermagem, então, encaminhou o rapaz para a cidade de Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá.
“Ele ficou muito nervoso e saiu batendo as portas até chegar no salão e continuar gritando na frente de todo mundo. Ainda disse que faria de tudo para tirar o meu emprego e que eu iria me arrepender”, contou Severino, que continuou atendendo o paciente.
Vereador Romilso de Oliveira Silva (PMDB) disse que só irá se manifestar por meio do advogado (Foto: Assessoria/ Câmara de Reserva do Cabaçal-MT)Vereador Romilso de Oliveira Silva (PMDB) disse
que só irá se manifestar por meio do advogado
(Foto: Assessoria/ Câmara de Reserva do Cabaçal-MT)
Segundo Paulo César de Almeida, que trabalha como vigilante na unidade de saúde, o vereador estava alterado e muito nervoso. “Presenciei todos os xingamentos. O Severino ficou muito calmo, se fosse com qualquer outro teria revidado”, disse.
No mesmo dia, Severino registrou a denúncia contra o vereador, que invadiu a delegacia e continuou as agressões verbais. Consta no boletim de ocorrência que os policiais tiveram que fechar a porta da sala onde o técnico em enfermagem prestava depoimento.
Segundo a vítima, depois que deixou a delegacia, Romilso o seguiu e ameaçou de morte. “Ele falou na minha cara que iria me matar, se o sobrinho dele ficasse com alguma sequela. Ele continuou falando que ia meter bala em mim”, contou.
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Reserva do Cabaçal (Sispurc) emitiu uma nota de repúdio exigindo que os órgãos municipais tomem providências diante do fato. “De maneira alguma é aceitável esse tipo de tratamento, independentemente de quem seja o agressor, ou seja, nesse caso, sendo ainda mais absurdo se tratando de um representante do Legislativo”, diz trecho da nota.
Severino, que é concursado há três anos, disse que agora tem medo de perder o trabalho e a vida. “Quando ele me ameaçou disse que ia fazer igual ao tio dele que tinha matado um rapaz na cidade”, afirmou. Segundo ele, na cidade todo mundo tem medo de comentar o caso, já que o vereador é uma figura influente e tem muito poder político na região.
Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Reserva do Cabaçal emitiu nota de repúdio à atitude do vereador (Foto: Reprodução)Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Reserva do Cabaçal emitiu nota de repúdio à atitude do vereador (Foto: Reprodução)

Bancada do PTB decide votar a favor do impeachment de Dilma

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Partido, no entanto, não fechou questão sobre a votação de domingo.
Não haverá punição a quem votar contra o afastamento de Dilma, disse líder.

Gustavo GarciaDo G1, em Brasília
A bancada do PTB decidiu nesta quarta-feira (13), após reunião na Câmara, que votará a favor da continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A decisão foi anunciada pelo líder em exercício do partido, deputado Wilson Filho (PB). Segundo ele, a orientação da liderança na votação em plenário será pela instauração do processo.
O líder afastado do partido, deputado Jovair Arantes (PTB-GO) foi o relator do processo na comissão especial que analisou o caso na Câmara. Ele recomendou, em parecer, a continuidade do processo contra a presidente Dilma Rousseff.
A bancada do PTB na Câmara dos Deputados conta com 19 parlamentares em exercício e, de acordo com Wilson Filho, 15 se declararam favoráveis ao impeachment da presidente.
“De forma unida, o PTB chegou ao entendimento que o Brasil vive a pior crise política e econômica dos últimos tempos. O Brasil não tem mais como se reerguer com este governo. O PTB decidiu encaminhar o voto sim, até porque nós temos o deputado Jovair Arantes, e acompanha o relator”, disse Wilson Filho, após a reunião.
Apesar da decisão, a bancada ainda não decidiu se haverá o chamado "fechamento de questão", quando há punição para os deputados que votarem contra a posição da legenda.
No entanto, a orientação favorável ao impeachment pode influenciar deputados indecisos. O deputado informou que uma nova reunião, marcada para esta quinta-feira (14), deve decidir se fechará questão ou não pelo impeachment.

TRF-1 derruba liminar que suspendia nomeação do ministro da Justiça


O ministro da Justiça Eugênio Aragão (Foto:
Reprodução / TV Globo)Eugênio Aragão (Foto: Globo)

Liminar (decisão provisória) foi cassada pelo presidente do tribunal federal.
Eugênio Aragão estava suspenso do cargo por decisão de juíza federal.

Do G1, em Brasília

O Tribunal Regional Federal da 1ª região (TRF-1) acolheu nesta quarta-feira (13) recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) e derrubou liminar da 7ª vara federal de Brasília, quesuspendeu a nomeação do ministro da Justiça, Eugênio Aragão.
A nova decisão, proferida pelo presidente do TRF-1, Cândido Ribeiro, considerou que a pasta não poderia ficar desocupada, mas ressalvou que o caso ainda deverá ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal(STF).
"A liminar questionada, como afirma a requerente, 'deixa sem comando, do dia para a noite, um ministério que tem como responsabilidade direta a segurança pública, as garantias constitucionais, a administração penitenciária, entre outros assuntos de extrema relevância'", diz o despacho.
Noutro trecho, o desembargador afirma que a suspensão de Aragão “neste momento de exacerbadas incertezas políticas, tem o condão de acarretar grave lesão à ordem e à segurança pública”.
“A liminar, no meu entender, é prematura e envolve interferência do Poder Judiciário em ato do Poder Executivo, acirrando ainda mais o clima de instabilidade institucional e de incerteza política no país”, escreveu Cândido Ribeiro.
A nomeação de Aragão também é questionada numa ação do PPS apresentada ao STF no dia 17 de março. A relatora do caso, ministra Cármen Lúcia, já pediu informações à Presidência para analisar o caso, mas ainda não marcou uma data para o julgamento.
Nesta terça, a juíza Luciana Raquel Tolentino de Moura, de Brasília, suspendeu Aragão do cargo, sob o argumento de que a Constituição proíbe membros do Ministério Público de assumir outros cargos públicos, exceto o de professor.
Ainda em março, contudo, o Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF), instância administrativa da instituição, autorizou o afastamento Aragão para assumir o cargo de ministro da Justiça, sob o entendimento de que ele entrou no Ministério Público Federal antes de 1988, quando ainda não havia a proibição determinada pela atual Constituição do acúmulo dos cargos.A vedação levou o STF a dar um prazo para que o antecessor de Aragão, Wellington César Lima e Silva, deixasse o cargo, no mês passado.
No recurso ao TRF-1, a AGU argumentou que não há limitação para quem ingressou antes no Ministério Público. “A nosso juízo, não há nenhum sentido nessa liminar, uma vez que a dominância total das opiniões está na linha de que alguém que ingressou no Ministério Público antes de 1988 pode exercer esse tipo de cargo”, afirmou nesta quarta o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo.
Em sua decisão, a juíza Luciana de Moura considerou que a proibição vale também para quem entrou antes de 1988. Para ela, a nomeação só poderia ocorrer se Aragão se desvinculasse definitivamente do MP, com exoneração ou aposentadoria, "a fim de se preservar a independência da instituição Ministério Público".
“Certamente surgiriam situações de choque de interesses com as demais instituições republicanas, no que seus colegas procuradores se sentiriam constrangidos, para dizer o mínimo, em atuar contra pessoa que ao depois retornará para o MP. Tal situação não se adéqua à lógica de pesos e contrapesos posta na Carta Política de 88", diz a decisão da juíza.

IMPEACHMENT É ESCUDO PARA OBSTRUIR JUSTIÇA

“O que Temer e Cunha comandam não é apenas um golpe contra a democracia e contra os beneficiários de programas sociais; é um golpe contra a Justiça, é um salvo conduto para continuarem arrastando o país para o buraco da impunidade, da ilegalidade, da corrupção, dos privilégios”, afirma o colunista Alex Solnik; ele conta que a “isca” do golpe atrai novos adeptos, como o PP, principal implicado na Lava Jato, e demonstra surpresa com o silêncio das ruas sobre o fato; “É espantoso que “as ruas”, esse movimento difuso, misterioso, obscuro cuja principal bandeira é a “luta contra a corrupção” não se deem conta de que na verdade estão protegendo os corruptos, estão servindo de biombo para inocentar os que já têm os pés na lama e os futuros enlameados”


Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

Todo esse mar de lama de corrupção, enriquecimentos ilícitos, nos dar a certeza da putrefação da política já que não existe ideologia. Um mandato parlamentar concede ao mau político a fazer negociatas com o erário público de interesses pessoais, sem o mínimo interesse com os sérios problemas e dificuldades enfrentadas pela nação, se esquecendo de que a pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo; é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. O voto no Brasil precisa deixar de ser obrigatório, pois a democracia séria e justa contempla esses benefícios a todos que não se identifiquem com as propostas de candidatos.

“Provérbios 12,34. A Justiça faz a grande a Nação, o pecado é a vergonha dos povos.”



"Lula faz parte da tropa que quer assaltar o país e que continua a assaltar o país”

Presença do Lula na articulação politica atual é duplamente estranha e duplamente perigosa para a nossa democracia é preciso ter a coragem de dizer que nenhuma economia se recompõe sem investimento público.

Renovação do Brasil: Um sonho que agora é realidade!

Você deve estar acompanhando a votação pelo impeachment da Presidente Dilma Rousseff com muita atenção e esperança de um novo país. Pois é. É um momento em que nossos filhos, netos e bisnetos com toda certeza estudarão nos bancos escolares no futuro. Sociólogos, historiadores, jornalistas, cientistas políticos, parlamentares, militantes dos quase 40 partidos, nos últimos meses, estão se digladiando para  tentar fazer a história, neste dramático episódio político.


Dilma Rousseff (PT) passa pelo processo de Impeachment em 2016

Como todo cidadão que conhece a história do nosso país, desde a República da Espada até os dias de hoje, estamos cansados de mentiras, corrupção, impunidade, mortes e  com a falta de serviços públicos de qualidade. Estamos cansados de um sistema político falido e, principalmente, não vamos tolerar mais o descaso com nossa educação pública e privada.

Hoje, 12 de abril, a RIU - Renovação Interativa UniCEUB te desafia a conhecer, em sete dias, um pouco sobre a nossa história, ideologia, sonhos e metas. Queremos te apresentar o nascimento de um movimento que quer um futuro diferente para nossa academia e para o nosso país. Sim, um futuro sem corrupção. Sem desvios de conduta. Um futuro com mais oportunidades. Com uma economia próspera. Um futuro com mais Liberdade, Fraternidade e com mais JUSTIÇA. Enfim, sonhamos com uma experiência orquestrada nacionalmente pelas instituições, indivíduos e que, humildemente , pode ser exprimida em cinco palavras: A experiência do Novo Brasil. 


 Equipe RIU BrasíliaDa Unidade da juventude vai nascer a novidade da educação superior 

Mas não tem como falarmos à juventude, sem tocarmos diretamente naquilo que ela mais acredita: Na força e na beleza de seus próprios sonhos.  A Bíblia Sagrada, o livro mais vendido de todos os tempos em todo o mundo, nos orienta: a Fé (firme fundamento daquilo que não se vê e esperança do que se espera) pode remover montanhas. Johann Goethe, um pensador alemão do século XVIII, também disse que “quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma, todo o universo conspira a seu favor”.

Pois então, nós da RIU, vamos expor os nossos sonhos nestes dias. Acreditamos que é aqui no cerrado brasileiro, especificamente em Brasília, no Planalto Central, que iremos criar um verdadeiro e eficiente centro de comando nacional pelo desenvolvimento industrial, tecnológico, intelectual, político, social, artístico e comercial do nosso povo. JK nos deixou este legado. É aqui que devemos mudar o mundo. Mudar nossa polis. Mudar o Brasil.

Desde junho de 2013, a história do maior país da América do Sul foi marcada para sempre pela participação social. Um novo ciclo civilizatório, surge nesta era de elevação da consciência crítica da juventude. No início deste século, o contemporâneo que olha o obscuro, encontra nele a possibilidade de recriar, enchega também, o que podemos chamar de ‘o século da revolução das ideias do homem latino’.

No cenário político internacional, infelizmente vemos a tirania, terrorismo e atentados. Vemos uma relevante disputa de poder e a efervescência desta situação é impressionante. As políticas de ataques aos direitos sociais e civis da juventude, dos trabalhadores e de etnias inteiras, apenas por levantarem uma opinião, uma religião ou uma bandeira é evidente. O fato é que no Brasil, a renovação e a esperança começa. 

Ela  chegou na consciência da juventude do UniCEUB. Não como um grupo partidário, mas literalmente o contrário disso: Um grupo que foge do sectarismo determinista. Um grupo eclético, moderno, que se legitima como povo, como negro, amarelo, branco, como mulheres.  Um grupo que se legitima em Brasília, como uma organização social ousada de todas as tribos.


Pressão por mudanças na sociedade brasileira em Junho de 2013 

O entendimento erudito na era pós-socrática, sabe que a discussão sobre a Ética na Política Moderna, não é fácil. Hobbes diria que é a natureza do homem perversa. Mas seja essa discussão feita, tanto na micro como na macro política precisamos fazê-la com urgência.

Poderíamos escrever artigos, realizar seminários, promover debates e até levar anos para que possamos chegar numa conclusão teórica coerente sobre a temática. Mas agora, não é nossa principal intensão aqui. Talvez após a criação do curso de Gestão Ética nas Instituições Públicas e Privadas, no UniCEUB, um dia possamos ter um mecanismo eficiente de aprimoramento social dos problemas da moralidade administrativa federal.

O que queremos com os próximos textos da série é apenas apresentar fatos e evidências de uma rebelião de ideias que está acontecendo nos últimos 18 meses no maior Centro Universitário do Centro Oeste Brasileiro. Uma rebelião, que tem como palco o Diretório Central dos Estudantes do UniCEUB. Tudo isso em meio à uma conjuntura política nacional conturbadíssima. O que vemos é uma  transformação social evidente e uma explosão de politização na universidade. 


Palestra do Ex-Presidente FHC no UniCEUB em 2015 sobre os rumos do Brasil

Mas você deve estar se perguntando? Porque tanta ênfase em uma entidade associativa tão comum no Brasil desde antes do Regime Militar? Os estudantes sempre se organizaram na sociedade e estiveram à margem da credibilidade nacional. Dá-se mais credibilidade para uma empresa que gera lucro e movimenta a economia, ou para uma Rede de Televisão ou uma Rede Social, que promove a interação e entreteinimento, do que para um Grêmio Estudantil, um Centro Acadêmico, um DCE. No UniCEUB os Centros Acadêmicos nem sede possuem. Muitos deles nem estão regularizados. O envolvimento do corpo estudantil é uma dificuldade extrema. Isso até pode ser considerado 'normal' para alguns.

Mas porque a sociedade não reconhece o movimento estudantil como responsável por mudanças profundas no futuro? Porque os próprios estudantes não legitimam as entidades que possuem? Quem reconhece hoje a União Nacional dos Estudantes como uma entidade que pode mudar o Brasil? Nos últimos anos, fomos perdendo o arquétipo  ético das nossas organizações estudantis. Uma lástima, pois elas sempre foram tão valorizadas no passado. Podemos dizer que a UNE nos traiu?

A integração estudantil brasileira, nos últimos anos, minimizou-se expressivamente. Assim a credibilidade das entidades estudantis nacionais e estaduais decaí devido à hipócrita e corrupta hegemonia de forças governistas partidárias no comando destas organizações.

As vozes que lá ecoam, infelizmente, não correspondem às milhões de vozes da juventude brasileira. E não é somente por não defenderem pautas que a grande massa dos jovens defendem, que criticamos, pois a corrupção da macro política está sendo vista na micro: Nas entidades estudantis. As forças políticas hegemônicas na UNE/UBES manipulam processos congressuais e fraudam atas de eleição de delegados (as), em universidades em todo o Brasil a cada 2 anos. 

A carteirinha estudantil e o aparelhamento governamental, tornaram também estas entidades estudantis nacionais inertes à realidade. Sim, isto é a máxima da vergonha do movimento estudantil brasileiro em pleno século XXI e que não corresponde ao objetivo primordial de tão importantes agremiações. A RIU não concorda com isso.
 


UNE recebeu R$ 40 milhões de Lula para reconstruir sua sede em 2009 e até hoje não está pronta

Por causa do exposto, em muitos locais pelo Brasil podemos encontrar alguns rótulos comuns: “os baderneiros”, “os drogados”, “os vagabundos”, “os aproveitadores”, “os populares”, etc. Enfim, muitos são os nomes que damos aos grupos de estudantes que possuem salas, personalidades jurídicas e que até  recebem, em alguns casos, recursos do governo.

Olhando de leve para a maior organização estudantil da América Latina,  podemos lembrar que a criação da Petrobras, o voto aos 16 anos, o impedimento de Collor, a aprovação dos  10% do PIB para Educação e muitas outras pautas foram apresentadas à sociedade pela boca de jovens sonhadores. 

Mas o que muda nas entidades estudantis de base (Grêmio Estudantis / Centros Acadêmicos / DCE's ) até chegar nas organizações nacionais (UNE/UBES)? Quais são os interesses que as entidades nacionais expressam nas ruas ? Será que estas bandeiras são realmente o interesse da maioria dos estudantes brasileiros? Houve uma época que parece que sim.


 Ato do FORA Collor, que ficou conhecido como "Os caras pintadas"

Mas o que está errado agora? Porque neste século, o pulsar do movimento estudantil se diminui à 10 mil estudantes em um Congresso em uma realidade de milhões alunos? Porque numa eleição de DCE, que representa 20 mil alunos, menos de 2% vão as urnas para participar do processo?  Por que a UNE hoje faz campanha eleitoral para um partido político? O que está errado?


 Ato de Apoio da UNE/UBES à Campanha de Dilma 13 (PT) em 2014

Os questionamentos não param: Cadê a União Nacional dos Estudantes, em um momento tão crucial para o país, defendendo os interesses do povo e não os de partidos políticos governistas? Cadê a transparência financeira nas organizações que deveriam ser escolas da ética e da interação na política, mas que se tornaram máfias administradas por corruptos?

"Os frutos de Junho de 2013 nasceram"

Sabe o que a RIU acha: A sociedade precisa olhar urgentemente para o espaço do movimento estudantil institucional e as suas organizações, como elementos cruciais para a transformação da política e do futuro da sociedade brasileira. Depois da discussão do Impedimento de Dilma a União Nacional dos Estudantes deve ser fiscalizada.

A RIU é isso: interação, arte, cultura e representação real do interesse dos acadêmicos. Temos como nossa Missão: Representar os estudantes através da defesa da excelência acadêmica, da eficiência em projetos de ensino, pesquisa e extensão, que garantam a qualificação profissional, condizente com o mercado de trabalho atual, buscando sempre auxiliar o corpo docente no aprimoramento institucional das universidades, afim de garantir a transformação social.

Quando vimos o DCE do UniCEUB inerte às questões acadêmicas em 2014, quando vimos um DCE que não fazia nada pelos estudantes e que estava ligado aos grupos da UNE e partidos políticos da base do governo, nós explodimos pelo campus. Estava explicado porque tanta inércia.

Em 2014 essa chama se ascendeu e não se apagou mais. A RIU - Renovação Interativa UniCEUB tirou um grupo que estava no comando do DCE há quase 14 anos, mas que não tinha convicções, valores, princípios, ética e até mesmo cumplicidade com a maioria do conjunto dos estudantes. Este grupo que estava no comando do Diretório, viveu momentos infelizes, pois duas vezes: em Março de 2015 e em Abril de 2016. Agora mais recentemente, a maioria dos estudantes votaram na RIU para o comandar o Diretório Central dos Estudantes novamente. E nós decidimos, neste segundo ano de gestão, ampliar nossas discussões para além dos muros da universidade.
 

Victor Vilela, primeiro presidente da RIU, em Ato em maio de 2015, na frente do STF contra os cortes da educação de Dilma (PT)

Agora que reconquistamos este espaço, nos apresentamos à sociedade como àqueles que querem unir as tribos, pautar os objetivos de soberania nacional, de transformação da educação, de fortalecimento da indústria e do mercado. Queremos construir uma universidade e um país diferente. Queremos nossas entidades estudantis de volta, defendendo o interesse dos estudantes.

O desafio será transformar a União Nacional dos Estudantes que, hoje ainda atrela sua pauta de revindicações ao projeto político do Partido dos Trabalhadores e do Partido Comunista do Brasil. Queremos que a UNE e todos os DCEs e Centros e Diretórios Acadêmicos pautem necessariamente os interesses dos estudantes.

Nós não somos mais uma chapa a assumir um DCE. Não somos mais um grupo a fazer festinhas, palestras ou debates. Não somos uma entidade nacional. Mas temos um sonho. 

Chapa 5 - - Renovação Interativa UniCEUB - Eleita para o DCE do UniCEUB em 2015/2016

 Chapa 7 - Renovação Interativa UniCEUB - Eleita para o DCE do UniCEUB em 2016/2017


A RIU hoje é a expressão da diversidade de uma juventude que pensa diferente. Conectada com o que acontece no mundo. Que está em todas as redes. Que está cansada de entidades estudantis que nada fazem para os estudantes.

Nos próximos capítulos você conhecerá todos os desafios e particularidades que enfrentamos e quais são nossos objetivos para o futuro. Vem conosco e não perca nenhum dia deste especial.