sexta-feira, 4 de março de 2016

Polícia deflagra nova fase da Lava Jato na casa do ex-presidente Lula

Ação é realizada desde a madrugada desta sexta-feira (4) em 3 estados. 
Lula é alvo de mandado de condução e terá que prestar depoimento.

Adriana Justi e Camila BomfimDo G1 PR e da TV Globo em Brasília

PF faz operação na casa do ex-presidente Lula (Foto: Reprodução/TV Globo)
PF faz operação na casa do ex-presidente Lula (Foto: Reprodução/TV Globo)
A Operação Lava Jato, que começou em março de 2014 e investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, chegou na 24ª fase nesta sexta-feira (4). Segundo a PF, a operação ocorre na casa do ex-presidente Luiz Inácio da Silva, em São Bernardo do Campo, e em outros pontos em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Bahia.
O ex-presidente é alvo de um dos mandados de condução coercitiva e será obrigado a prestar esclarecimentos, segundo a Polícia Federal. O presidente do Instituto Lula Paulo Okamoto também é alvo de outro mandado de condução.
A ação foi batizada de “Aletheia” e é uma referência a uma expressão grega que significa “busca da verdade”. Às 6h50, policiais estavam em frente ao Instituto Lula, em São Paulo.
Ao todo, foram expedidos 44 mandados judiciais, sendo 33 de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva - quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento.
De acordo com a PF, entre os crimes investigados nesta etapa estão corrupção e lavagem de dinheiro, entre outros praticados por diversas pessoas no contexto de esquema criminoso revelado e relacionado à Petrobras.
23ª fase
A 23ª fase, batizada de Acarajé, foi deflagrada no dia 22 de fevereiro e prendeu o marqueteiro do Partido dos Trabalhadores (PT) João Santana, além de mulher dele Monica Moura. João Santana e a mulher Mônica Moura são suspeitos de receber US$ 7,5 milhões em conta secreta no exterior. A PF suspeita que os recursos tenham origem no esquema de corrupção na Petrobras investigado na Lava Jato.
Ele é publicitário e foi marqueteiro das campanhas da presidente Dilma Rousseff (PT) e da campanha da reeleição do ex-presidenteLuiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2006.
Acarajé era o nome usado pelos suspeitos para se referirem ao dinheiro irregular. A PF suspeita que os recursos tenham origem no esquema de corrupção na Petrobras investigado na Operação Lava Jato. Uma das principais linhas de investigação são os repasses feitos pela Odebrecht ao marqueteiro.
A pedido da PF e do MPF, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na 1ª instância, decidiu converter a prisão temporária do casal para preventiva. Com isso, eles ficarão presos por tempo indeterminado.

quinta-feira, 3 de março de 2016

STF decide proibição de tatuagem para candidatos a cargo público


executivo-com-tatuagemO plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu repercussão geral de RExt no qual se discute se a proibição de certos tipos de tatuagens a candidatos a cargo público contida em leis e editais de concurso público é constitucional.
No julgamento do recurso, de relatoria do ministro Luiz Fux, a Corte irá definir se o fato de uma pessoa possuir determinado tipo de tatuagem seria circunstância idônea e proporcional a impedi-lo de ingressar em cargo, emprego ou função pública.
O RExt foi interposto por um candidato a soldado da PM contra decisão do TJ/SP que manteve sua desclassificação do concurso por possuir tatuagem. O candidato havia obtido mandado de segurança favorável contra sua exclusão do concurso público depois que, em exame médico, foi constatado que possui uma tatuagem em sua perna direita que estaria em desacordo com as normas do edital.
Ao reverter a decisão, o Tribunal paulista considerou que ao se inscreveram no processo seletivo, os candidatos teriam aceitado as regras impostas no edital. Assentou ainda que quem faz tatuagem tem ciência de que estará sujeito a esse tipo de limitações.
Em manifestação pelo reconhecimento da repercussão geral, o ministro Fux observou que o STF já possui jurisprudência no sentido de que todo requisito que restrinja o acesso a cargos públicos deve estar contido em lei, e não apenas em editais de concurso público.
Contudo, considera que o tema em análise é distinto, pois embora haja previsão legal no âmbito estadual dispondo sobre os requisitos para ingresso na Polícia Militar, a proibição é específica para determinados tipos de tatuagens. No entendimento do relator, essa circunstância atrai a competência do Supremo para decidir sobre a constitucionalidade da referida vedação, ainda que eventualmente fundada em lei.
“No momento em que a restrição a determinados tipos de tatuagens obsta o direito de um candidato de concorrer a um cargo, emprego ou função pública, ressoa imprescindível a intervenção do Supremo Tribunal Federal para apurar se o discrímen encontra amparo constitucional. Essa matéria é de inequívoca estatura constitucional”, avaliou
Segundo Fux, a alegação genérica de que o edital é a lei do concurso não pode, em hipótese alguma, implicar ofensa ao texto constitucional, especialmente quando esta exigência não se revelar proporcional quando comparada com as atribuições a serem desempenhadas no cargo a ser provido.
“Em casos como tais, não se está diante de mera análise pormenorizada de cláusulas de edital de concurso público, mas da aferição direta da compatibilidade da exigência de o candidato não ter tatuagem fora de determinados parâmetros com o texto da Constituição da República”, concluiu.

Texto: Assessoria STF

STJ acata pedido do Ministério Público e determina prisão imediata de Benedito Domingos


CLDF/Divulgação



Benedito Domingos foi condenado a seis anos de detenção, acusado de envolvimento em fraudes de licitações



O ex-vice-governador Benedito Domingos teve a prisão determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) na tarde desta quinta-feira (3/3). A Corte acatou o pedido do Ministério Público — baseado no novo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), de que a condenação em segunda instância já é suficiente para determinar a prisão — e remeteu o processo à instância inicial para início imediato do cumprimento da pena.

O ex-vice-governador do Distrito Federal foi condenado a cinco anos e oito meses de prisão, acusado deenvolvimento em fraudes de licitações. Empresas de seus filhos teriam sido beneficiadas em contratos superfaturados de decoração natalina.
O julgamento no STJ foi realizado pela Sexta Turma e terminou com o placar de três votos a dois. O ministro Rogério Schietti Cruz, relator do processo, ressaltou a demora na tramitação do caso, já que os crimes que Domingos responde ocorreram há quase 10 anos. “Alguns desses meios impugnativos podem ser manejados por diversas vezes, em um mesmo processo, pelo mesmo réu, sempre ao argumento de que se trata de legítimo exercício da ampla defesa, ainda que, eventualmente, se perceba o propósito de procrastinar o resultado final do processo”, ressaltou o relator, se referindo a habeas corpus, apelações no Tribunal do Júri e embargos de declaração.
Sobre a decisão que segue o novo entendimento do STF, Schietti destacou que “as normas infraconstitucionais é que deve se harmonizar com a Constituição, e não o contrário”. Dos cinco ministros da Sexta Turma, saíram vencidos Maria Thereza de Assis Moura e Sebastião Reis Júnior.
Segundo o advogado Raul Livino disse ao Metrópoles, ele ainda não conversou com o cliente, mas já entrou com pedido de habeas corpus no STF. “A gente ficou perplexo porque o STJ iniciou um julgamento sobre o novo entendimento do STF na quarta-feira (2) e a ministra Laurita Vaz pediu vista. Causa estranheza a decisão pela prisão antes mesmo de a Corte chegar a um consenso sobre o assunto.”
Arte/MetrópolesARTE/METRÓPOLES

Com informações do STJ

Aguiasemrumo Romulo Sanches de Oliveira: Tem que ter sempre o primeiro a dar exemplo! Afinal, se tudo começa na segunda-feira, era de se esperar que fosse o primeiro dia da semana... Mas este é o “segundo”. Que seja Domingos sempre...

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Delcídio acerta acordo de delação premiada na Lava Jato Para ter validade, acordo ainda tem de ser homologado pelo STF. Na delação, senador acusa presidente Dilma e ex-presidente Lula. Camila Bomfim Da TV Globo, em Brasília

O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) firmou com a Procuradoria Geral da República (PGR) um acordo de delação premiada em troca de possível redução de pena.
Ex-líder do governo Dilma Rousseff, Delcídio deixou a prisão em 19 de fevereiro, por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), após ter ficado 87 dias na cadeia acusado de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato.
Na delação, Delcídio fez acusações ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à presidente Dilma Rousseff, conforme revelou edição da revista "IstoÉ" que circula nesta quinta-feira (3).
ARTE - Acusações de Delcídio do Amaral a Dilma e Lula e Outro Lado (Foto: Arte/G1)
O jornal "O Globo" também publicou a notíciade que Delcídio tinha assinado o acordo, no dia em que foi solto, há quase duas semanas, sem no entanto revelar o conteúdo dos depoimentos.
Segundo a revista IstoÉ, Delcídio disse que Lula tinha conhecimento do esquema de corrupção na Petrobras e que Dilma agiu para interferir na Lava Jato (veja os principais pontos na imagem abaixo).
Assinado, mas não homologado
A TV Globo confirmou que o acordo foi assinado, mas que ainda não está homologado porque um dos pontos foi objeto de questionamento e ainda está sendo ajustado.
O advogado de Delcídio, Antonio Figueiredo Basto, disse que não fará comentários sobre a delação premiada de seu cliente, embora a revista tenha divulgado trechos das revelações feitas pelo parlamentar à PGR.
Caberá ao ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), decidir se vai homologar o acordo ou não.
Se não for homologado, o acordo perde a validade. A homologação é a validação de que se trata de um acordo que cumpriu todas as normas previstas em lei.
Juristas ouvidos pelo G1 informaram que, se a delação não for homologada, Delcídio não receberá benefícios, como a redução de pena. Mas tudo o que ele disse nos depoimentos, como as acusações a terceiros, indicações de provas, relatos de conversas, continuará valendo e será objeto de investigação e poderá ser considerado em julgamento.
ARTE - Cronologia Delcídio do Amaral na Lava Jato (Foto: Arte/G1)
As acusações contra Dilma
De acordo com a revista "IstoÉ", Delcidio contou que Dilma agiu para manter na Petrobras os diretores comprometidos com o esquema de corrupção e atuou para interferir no andamento da Operação Lava Jato.
Uma dessas ações, segundo o senador, foi a nomeação para o Superior Tribunal de Justiça(STJ) do ministro Marcelo Navarro, que se teria se comprometido a votar, em julgamentos no tribunal, pela soltura de empreiteiros já denunciados pela Lava Jato.
A reportagem também afirma que outra tentativa de Dilma em interferir nas investigações se deu em uma reunião entre ela, o então ministo da Justiça e atual advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, e o presidente do STF, Ricardo Lewandowski.
A reunião, realizada em julho do ano passado em Portugal, foi convocada, oficialmente, para tratar do reajuste aos servidores do Judiciário. Na delação, porém, Delcídio afirma que a razão principal do encontro foi a tentativa da presidente em mudar os rumos da Lava Jato.
Delcídio afirma na delação, segundo a "IstoÉ", que, como presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Dilma sabia que havia um esquema de superfaturamento por trás da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, e atuou para que Nestor Cerveró, ex-diretor da estatal e um dos presos na Lava Jato, fosse mantido na direção da Petrobras. A presidente, segundo o senador, indicou Cerveró para a diretoria financeira da BR Distribuidora.
Delcídio descreveu ainda uma operação de caixa dois na campanha de Dilma em 2010 feita pelo doleiro Adir Assad, também preso na Lava Jato.
Segundo o senador, o esquema seria descoberto pela CPI dos Bingos, mas o governo conseguiu barrar a investigação dos parlamentares.
As acusações contra Lula
Ainda de acordo com a revista, Delcídio afirmou que Lula tinha conhecimento do esquema de corrupção que atuava na Petrobras, que agiu pessoalmente para barrar as investigações da Lava Jato e que seria o mandante do pagamento para tentar comprar o silêncio de testemunhas.
O ex-presidente, segundo Delcídio, foi o mandante dos pagamentos que o senador ofereceu à família de Cerveró e que resultaram na prisão do senador, em novembro.
De acordo com Delcídio, Lula pediu “expressamente” para que ele ajudasse o pecuarista José Carlos Bumlai, porque estaria implicado nas delações do lobista Fernando Baiano e de Cerveró.
O senador afirma, segundo a revista, que Lula não queria que Cerveró mencionasse o esquema de Bumlai na compra de sondas superfaturadas feitas pela estatal.
Na delação, Delcídio diz que intermediaria o pagamento à família de Cerveró com dinheiro fornecido por Bumlai.
O senador também afirma, de acordo com a publicação, que em 2006 Lula e o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci teriam articulado um pagamento ao publicitário Marcos Valério para que ele não dissesse o que sabia durante o processo do mensalão.
De acordo com o parlamentar, Valério exigiu R$ 200 milhões para se calar na CPI dos Correios, e Lula teria cedido. Palocci, conforme o depoimento, assumiu a tarefa de negociar o pagamento.
Versões dos acusados
presidente Dilma Rousseff divulgou no final da tarde desta quinta-feira (3) nota na qual afirma que, no governo, "a lei é o instrumento". Ela criticou "uso abusivo de vazamentos como arma política", em referência à divulgação nesta quinta do conteúdo do acordo de delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) com a Procuradoria Geral da República no âmbito da Operação Lava Jato.
Nota do Instituto Lula, que representa Luiz Inácio Lula da Silva, afirma que são "completamente falsas" as acusações ao ex-presidente. "São completamente falsas as acusações feitas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em matéria publicada hoje (3) pela revista IstoÉ", diz o texto. Segundo a nota, o ex-presidente "jamais participou, direta ou indiretamente, de qualquer ilegalidade, antes, durante ou depois de seu governo, seja em relação aos fatos investigados pela Operação Lava Jato ou quaisquer outros citados pela revista".
A defesa de José Carlos Bumlai disse que não vai se pronunciar porque não tem conhecimento dos termos da delação.
"Nunca me comprometi a nada, se viesse a ser indicado. Minha conduta como relator do caso conhecido como Lava Jato o comprova: em mais de duas dezenas de processos dali decorrentes, não concedi sequer um habeas corpus monocraticamente, quando poderia tê-lo feito", afirmou. "Tenho a consciência limpa e uma história de vida que fala por mim."ministro Marcelo Navarro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), divulgou a seguinte nota em que afirma que, quando postulou vaga no tribunal, esteve com autoridades dos três poderes, inclusive Delcídio. "Jamais, porém, com nenhuma delas tive conversa do teor apontado nessa matéria. Os contatos que mantive foram para me apresentar e expor minha trajetória profissional", disse.
A assessoria do Supremo Tribunal Federal (STF) informou que em reunião com a presidente Dilma Rousseff em julho do ano passado, em Coimbra (Portugal), o ministro Ricardo Lewandowskitratou somente de um reajuste em negociação, à época, para servidores do Judiciário. O encontro ocorreu no dia 7 de julho e, segundo a assessoria da Corte, não houve alusão sobre a Operação Lava Jato nem sobre qualquer outro processo em tramitação na Corte.
Naquela data, esclareceu a assessoria, os servidores haviam fizeram uma paralisação, para pressionar a presidente a não vetar uma proposta que havia sido aprovada no Congresso. Na época, Lewandowski participava de um seminário internacional e havia proferido uma palestra no dia anterior.
A defesa de Marcos Valério informou que não vai se pronunciar porque desconhece o teor das declarações oficiais de Delcídio.
Na delação, Delcídio acusou ainda os senadores Gim Argello (PTB-DF) e Vital do Rego (PMDB-PB) – atualmente ministro do Tribunal de Contas da União – e os deputados Marco Maia (PT-RS) e Fernando Francischini (SD-PR) de cobrar de empreiteiros para que eles não fossem convocados na CPI da Petrobras.
G1 procurou o deputado Marco Maia e o ex-senador Gim Argello, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta.
Por meio de nota publicada no Facebook, odeputado Fernando Francischini disse que Delcídio é um "mau caráter" e o desafiou a provar "uma vírgula" do que foi dito sobre ele na delação. "E eu já mandei ao PGR e ao ministro Teori todas as informações que demonstram a mentira deslavada", escreveu o deputado na rede social.
Ao G1, a assessoria do ministro Vital do Rêgo afirmou que ele "repudia" o trecho da suposta delação premiada na qual o ministro do TCU é mencionado. Em nota, Vital destacou que, "enquanto senador e presidente da CPI da Petrobras, trabalhou em parceria com o Ministério Público e a Polícia Federal em busca da elucidação dos fatos sob investigação".
"O ministro [Vital do Rêgo] informa que sempre conduziu os trabalhos na presidência da Comissão de maneira imparcial e em respeito aos princípios constitucionais, privilegiando as decisões democráticas dos membros do colegiado. Também esclarece que, como Presidente do colegiado, cumpria as determinações do plenário e as recomendações do colégio de líderes, trabalho que sempre desempenhou com transparência e lisura", diz a nota.
Situação de Delcídio
Delcídio foi preso por tentar dificultar a delação premiada de Cerveró sobre uma suposta participação do senador em irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.
Segundo investigadores, Delcídio chegou até a oferecer fuga a Cerveró, para que o ex-diretor não fizesse a delação premiada, o que reforçou para as autoridades a tentativa do petista de obstruir a Justiça.
A prova da tentativa de obstrução é uma gravação feita pelo filho de Cerveró, Bernardo, que mostra Delcídio oferecendo fuga para o ex-diretor não fazer a delação.
No pedido de prisão, a procuradoria afirma que Delcídio chegou também a oferecer R$ 50 mil mensais para Cerveró em troca de o ex-diretor não citá-lo na delação premiada.
O senador está afastado temporariamente do PT. O partido decidiu mantê-lo afastado, sem expulsá-lo, até que o parlamentar apresente uma defesa à sigla e o caso seja analisado internamente.
Uma comissão do partido com três integrantes vai elaborar um relatório com base na defesa que Delcídio apresentará.

Uma campanha bem-humorada USA


Donald Trump
Donald Trump(VEJA.com/Reprodução)
Os resultados das primárias democratas e republicanas na Super Terça fizeram disparar a busca dos americanos por 'como mudar para o Canadá' na internet. O boom foi apontado em um tuíte do editor de dados do Google, Simon Rogers. "Pesquisas por 'como eu posso me mudar para o Canadá' no Google cresceram 350% nas últimas quatro horas", diz o texto.
E o interesse não parou de crescer. Logo depois do tuíte de Rogers, o aumento nas buscas nos EUA por informações sobre o processo de imigração para o Canadá chegou a 1.150%, de acordo com o site americano Mashable.
Mashable reportou ainda que o boom no interesse dos americanos pode ter repercutido no aumento do tráfego no site do governo do Canadá, que fornece informações sobre imigração. "Você pode encontrar lentidão enquanto navega neste website. Estamos trabalhando para resolver o problema. Agradecemos pela paciência", diz uma mensagem no site canadense.
O bom desempenho do pré-candidato republicano Donald Trump, que venceu em sete dos onze Estados que realizaram as prévias do partido nesta terça, é apontado como o gatilho do súbito interesse dos americanos pelo país vizinho. Segundo a rede americana ABC, o estado que registrou o maior aumento nas pesquisas relacionadas à imigração para o Canadá foi Massachusetts, onde o magnata venceu com maior vantagem sobre os adversários. Pelo lado democrata, a ex-secretária de Estado também venceu o socialista Bernie Sanders em sete Estados.
Uma campanha bem-humorada criada há duas semanas por um apresentador de rádio do Canadá convida americanos a morarem na Ilha Cape Breton, na província canadense de Nova Escócia, caso Donald Trump chegue à Casa Branca. "Oi, americanos! Donald Trump pode se tornar o novo presidente do seu país!", diz uma mensagem de boas-vindas no site da campanha. "Se isso acontecer, e vocês decidirem dar o fora daí, eu sugiro que se mudem para a Ilha Cape Breton!".

Cunha x Picciani, novo round: disputa agora é pelo comando da CCJPresidente da Casa articula com aliados o lançamento do nome de Osmar Serraglio para concorrer à presidência do mais importante colegiado da Casa, ignorando que o líder da bancada é quem faz essa indicação Por: Marcela Mattos, de Brasília03/03/2016 às 07:27 - Atualizado em 03/03/2016 às 07:57

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) - 01/03/2016
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) - 01/03/2016(Luis Macedo / Câmara dos Deputados/Divulgação)
Depois de amargar a derrota de seu candidato na disputa pela liderança do PMDB, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), estuda com seus aliados alternativas para manter o controle sobre a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Casa. O colegiado é caminho obrigatório para a tramitação de todos os projetos de lei e pode ser um instrumento decisivo para agilizar ou protelar o avanço de matérias. Mais do que isso, interessa especialmente ao peemedebista uma outra atribuição da comissão: a de julgar todos os recursos, inclusive aqueles que podem anular a abertura de investigação contra ele no Conselho de Ética, aprovada na madrugada desta quarta-feira. Após a decisão, Cunha anunciou que vai ingressar com novas ações no colegiado para derrubar o resultado.
Reeleito líder do PMDB a contragosto do presidente da Câmara, que trabalhou pela candidatura de Hugo Motta (PB), o deputado Leonardo Picciani (RJ) vai indicar Rodrigo Pacheco (MG) para o comando do colegiado. Advogado criminalista, Pacheco é conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil - entidade historicamente criticada por Cunha - e não tende a facilitar a vida de seu correligionário caso venha a assumir o controle da comissão.
Embora seja tradição que as bancadas respeitem as indicações dos líderes às comissões, loteadas conforme o tamanho de cada partido na Câmara, Cunha e seu grupo avaliam lançar uma candidatura avulsa para disputar, no voto, o controle da CCJ. O nome escolhido por ele é o do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR). Hugo Motta já consultou Serraglio sobre a possibilidade. Ele também procurou o próprio Picciani em busca de um acordo: que incluiria a não indicação de Pacheco.
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Serraglio ganhou notoriedade em 2005, ao ocupar a relatoria da CPI dos Correios e, mesmo estando na base do governo, defender a cassação de figurões do PT, como a do ex-ministro José Dirceu. Em seu quinto mandato, o peemedebista tem perfil discreto, bom trânsito e respeito entre os parlamentares e é titular da CCJ desde que chegou à Câmara, em 1999. "Ele é um jurista estudioso, inteiro, um homem acima de qualquer suspeita", resume um aliado de Cunha para justificar a escolha de Serraglio. A intenção do grupo é a de lançar um nome de peso e de postura tida como ilibada para tentar minar a campanha de Rodrigo Pacheco.
A tropa de Cunha, contudo, não bateu o martelo sobre a candidatura alternativa. O maior temor é o de que a disputa provoque uma reação em cadeia dos demais partidos, que poderiam repetir a estratégia e tentar emplacar nomes nos outros colegiados ignorando as indicações. Caso o grupo de Cunha avance na ideia, o próprio líder Leonardo Picciani já diz a aliados que apoiará a iniciativa pelas outras bancadas.
Também pesa a indefinição de Serraglio sobre a sua permanência no PMDB. Ele estuda aproveitar a janela partidária para migrar de partido - estão sendo avaliadas as propostas feitas pelo PSDB e pelo PDT.