terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

E se o Reino Unido deixar a União Europeia? Como ficam os brasileiros? Luiza Bandeira Da BBC Brasil em Londres

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Image captionOrganizações dizem que europeus vivendo no Reino Unido não devem ser afetados imediatamente
O anúncio do plebiscito que pode tirar o Reino Unido da União Europeia (UE) preocupou italianos, espanhóis, portugueses e muitos outros europeus do continente que vivem no país.
Preocupou também os brasileiros de dupla nacionalidade que têm passaportes desses países. O motivo? As incertezas sobre como ficarão as leis de imigração após uma eventual saída do Reino Unido da UE - e se os europeus terão direito de viver e trabalhar no país.
Cidadãos de países membros da UE têm o direito de viver e trabalhar na Grã-Bretanha ou em qualquer outro país do bloco. Mas uma das principais questões que levaram muitos britânicos a defender a saída do bloco é justamente a imigração.
Muitos querem que o governo possa ter um controle maior sobre quem entra no país - e acreditam que as regras da UE restringem esse poder.
Mas o que aconteceria com os brasileiros europeus se o país realmente deixar a UE?
Especialistas ressaltam que é cedo para ter respostas definitivas, uma vez que ainda não foram discutidos os termos desta eventual saída. Mas eles acreditam que esses brasileiros não terão de deixar o país.
Não há estimativas oficiais sobre o número de brasileiros vivendo no Reino Unido com passaporte europeu - e que, por isso, seriam potencialmente atingidos pela medida.
"Eles são invisíveis", diz Carlos Mellinger, presidente da associação de auxílio a brasileiros Casa do Brasil. "Mas estimamos 300 mil brasileiros aqui. E os 'europeus' são um grande percentual", completa.

Direitos preservados

No sábado, o premiê britânico, David Cameron, anunciou que o plebiscito para definir se o país vai deixar o bloco será no dia 23 de junho. O próprio premiê britânico é contra a saída do bloco, mas vários políticos proeminentes de seu partido, como o prefeito de Londres, Boris Johnson, farão campanha pela saída.
Pesquisa do instituto Ipsus Mori realizada em fevereiro indicou que 51% dos eleitores querem que o Reino Unido permaneça na União Europeia, 36% defendem a saída e 13% estavam indecisos.
Segundo a associação Migration Watch UK - que defende a saída do bloco -, os cidadãos europeus residentes no Reino Unido não seriam afetados.
"Os direitos do cidadãos da UE que trabalham ou moram no Reino Unido seriam preservados sob a Convenção de Viena do Direito dos Tratados de 1969. Sob esta convenção, a retirada de tratados isenta as partes de qualquer obrigação futura, mas não afeta direitos e obrigações adquiridas antes da retirada", explica a organização.
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Image captionCameron anunciou plebiscito em junho
O The Migration Observatory, grupo especializado em questões migratórias da Universidade de Oxford, também não vê indícios de que os europeus poderiam ter seu direito de permanência afetados.
"Eles não serão retirados do país, mas podem ter problemas para retornar, por exemplo, se decidirem ficar no Brasil por digamos dois anos. Porque, neste caso, seria como se eles estivessem se mudando para cá de novo", diz à BBC Brasil Rob McNeil, porta-voz da organização.
"Tudo vai depender muito dos tratados bilaterais que seriam firmados com cada país", completa. "A verdade é que simplesmente ainda não temos respostas para questões básicas."

Modelos

Especialistas apontam dois principais modelos para possíveis futuras relações entre o Reino Unido e o bloco europeu. O primeiro cenário seria o Reino Unido sair da União Europeia, mas não do Espaço Econômico Europeu (EEE) - situação semelhante à da Noruega. Neste caso os imigrantes europeus não seriam afetados, porque o mercado comum também aceita liberdade de movimento.
Outra possibilidade é que o Reino Unido deixe também o EEE. Neste caso, poderia regular a situação dos imigrantes europeus por meio de tratados bilaterais com países ou com a União Europeia. É o modelo adotado pela Suíça.
Na falta de respostas claras, a advogada brasileira Vitória Nabas, especialista em questões de imigração, aconselha brasileiros a retirar documentos de residência ou passaporte britânicos o quanto antes, por precaução.
"Não sabemos o que vão fazer com os europeus que estão aqui e com os que querem entrar. Para estes segundos vai ser pior, claro", afirma.
"Para quem já está aqui, meu conselho é fazer o cartão de residente, a residência permanente ou o passaporte o mais rápido possível. É a garantia de que você pode ficar aqui, não tem porque 'comer bola'", diz.
Nabas, assim como Carlos Mellinger, da Casa do Brasil, apontam outra questão que preocupa os brasileiros: com os novos acordos podem afetar aqueles que se casarem com europeus.
Segundo eles, o acordo já negociado - que valerá caso o Reino Unido permaneça na União Europeia - prevê que o não europeu (brasileiro, por exemplo) que se casar com europeu não terá os mesmo direitos plenos que têm hoje. Mas ainda não há, segundo ela, detalhamento da proposta.
"Ainda não sabemos como vai ficar, mas isso preocupa", afirma Nabas.
Segundo Mellinger, desde que o plebiscito foi anunciado, muitos brasileiros com cidadania europeia procuraram a associação para saber como ficaria sua situação.

Por ciúme, homem esfaqueia cãozinho do namorado até a morte

Por suspeita de traição, chihuahua Buddy foi morto a facadas


MUNDO VIOLÊNCIAHÁ 2 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
Jose Luiz Rodriguez, de 39 anos, está sendo acusado de matar um chihuahua, por ciúme, enquanto seu namorado, Randy Capehart estava viajando para o estado do Texas, em razão do funeral de sua avó. Segundo o jornal Extra, Rodriguez teria esfaqueado até a morte o cãozinho, em um parque de Manhattan, Nova York (EUA), no último sábado (20).
De acordo com a polícia, os frequentadores do parque cujos filhos assistiram ao ataque, teriam chamado ajuda. O homem foi encontrado coberto com o sangue de Buddy.
O dono do animal contou ao jornal “The New York Post" que seu companheiro teve “um surto psicótico” e que acordou no sábado com a notícia do assassinato do cão. Randy postou no Facebook uma homenagem a Buddy: “É com o coração pesado anuncio o falecimento de meu lindo e doce camarada inocente. Descanse em paz, meu anjo lindo, só desejava que eu estivesse presente para te salvar”

Delcídio do Amaral afirma que vai evitar o 'revanchismo' O senador Delcídio Amaral (PT-MS) disse a interlocutores, no fim de semana, que não fará acordo de delação premiada com o Ministério Público

CB
A defesa de Delcídio estuda ainda entrar com novo recurso ao Supremo pedindo explicações sobre "detalhes" da decisão de Teori

O senador Delcídio Amaral (PT-MS) disse a interlocutores, no fim de semana, que não fará acordo de delação premiada com o Ministério Público. Solto na sexta-feira, 19, por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, que revogou sua prisão preventiva, Delcídio destacou que só pretende se defender na Justiça e no Conselho de Ética do Senado.

"Vou reescrever minha história sem revanchismo", afirmou o senador a amigos. Delcídio era líder do governo até o dia 25 de novembro, quando foi preso sob acusação de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato. "Quero virar essa página", insistiu ele.

Nem mesmo a expulsão do PT, tida como certa, e as restrições impostas por Teori - como a obrigatoriedade de ficar em prisão domiciliar à noite e nos dias de folga - desanimam Delcídio. O que ele quer é manter o mandato e fará de tudo para isso. Como senador, Delcídio tem foro privilegiado e seu processo penal tramita no Supremo. Se perder o foro, o caso será transferido para a Justiça Federal do Paraná, onde está o juiz Sérgio Moro, que responde pelas ações da Lava Jato.

"Tudo o que o senador deseja é se concentrar na sua defesa", comentou o advogado Maurício Silva Leite. "Ele não fez acordo de delação e isso nem teria cabimento porque tal instituto é incompatível com a atividade parlamentar e com a defesa no Conselho de Ética. Esta hipótese é absurda", reforçou o advogado Luís Henrique Machado, que também o defende.

Renúncia

O PT vai pressionar Delcídio a renunciar à presidência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), sob o argumento de que ele deve se concentrar na salvação de seu mandato e no processo penal que enfrenta. Na prática, porém, o partido e o Palácio do Planalto não desejam no comando de uma das principais comissões do Senado um político sob julgamento, denunciado pela Procuradoria-Geral da República.

Mais da metade da bancada do PT subscreveu na semana passada um pedido de substituição de Delcídio por Gleisi Hoffmann (PR) na presidência da CAE. Entretanto, os petistas agem com cautela porque temem que, apesar das negativas, ele ainda possa fazer delação premiada e piorar ainda mais a crise do partido e do governo.

Em família
Delcídio passou o fim de semana com a mulher, Maika, duas de suas três filhas e a mãe, Rosely, em Brasília. "O que eu mais quero é ficar quieto, com minha família", disse.

Abatido, rabiscou algumas linhas do pronunciamento que pretende fazer amanhã na tribuna do Senado, no qual dirá que foi vítima de uma gravação feita "sorrateiramente" por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró. Esta também foi a linha da defesa apresentada ao Conselho de Ética, onde PPS e Rede pedem a cassação de seu mandato por quebra de decoro parlamentar.

Para o senador, Bernardo só gravou o diálogo porque viu ali a chance de conseguir um acordo de delação premiada para o pai. Na manifestação enviada ao Conselho de Ética, Delcídio disse que menções feitas sobre sua influência política no Supremo não passaram de bravata.

A defesa de Delcídio estuda ainda entrar com novo recurso ao Supremo pedindo explicações sobre "detalhes" da decisão de Teori, como a proibição imposta ao senador de conversar com outros investigados e a obrigatoriedade de recolhimento noturno. Na avaliação de advogados, a decisão pode prejudicar atos inerentes ao mandato, uma vez que o Senado abriga outros 13 parlamentares investigados na Lava Jato, entre os quais o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), e há votações até tarde da noite.


Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira O problema foi praticado pelo senador e não pelo partido; ele não pode querer retaliar ninguém, muito menos a casa!

Perfil falso na Wikipedia é citado em decisão judicial e trabalho acadêmico Carlos Bandeirense é citado como jurista e amigo de Chico Buarque. Criado para pregar peça em estagiário, perfil de jurista se espalhou.

23/02/2016 07h25 - Atualizado em 23/02/2016 07h25
Jurista, professor de Direito, amigo de Chico Buarque e inspirador do famoso "Samba de Orly", Carlos Bandeirense Mirandópolis é citado em trabalho acadêmico, documentário e até decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).
O problema é que ele não existe. “Nasceu” no Wikipedia em 2010 quando dois advogados de São Paulo decidiram criar um perfil falso para pregar uma peça em um estagiário.

Desde então, o conteúdo do perfil bem elaborado, que traz fotos e detalhes biográficos, se espalhou pela internet, e o personagem passou a ser mencionado como se, de fato, existisse.
No Wikipedia, Carlos Bandeirense Mirandópolis é apresentado como catedrático da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. Foi perseguido durante a ditadura militar (1964-1985) e se exilou em Paris.
“Segundo ele [Chico Buarque], a composição de Mirandópolis era muito mais bela, porém este nunca permitiu que fosse gravada, pois não queria perpetuar na partitura a tristeza do exílio!", diz o texto, com toque de poético.Segundo a enciclopédia virtual, na Europa, o jurista fictício conheceu Chico Buarque de Hollanda e inspirou o compositor na música "Samba de Orly", uma parceria entre o próprio Chico, Toquinho e Vinícius de Moraes.

Mas, procurada pelo G1, a assessoria de Chico Buarque disse que o compositor não conhece o jurista. A PUC-SP informou que nunca teve em seus quadros um professor com o nome de Carlos Bandeirense Mirandópolis.

O texto do Wikipedia não para por aí. Também diz que o jurista fictício retornou ao Brasil na década de 1980 e atuou ativamente no comício das Diretas Já.
Essa participação que nunca existiu é citada em uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, de 10 de novembro de 2014.

Mirandópolis é mencionado pela relatora de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que pedia a derrubada da lei estadual que proibiu o uso de máscaras em manifestações.
A desembargadora Nilza Bittar negou o pedido para declarar a lei inconstitucional e destacou, no voto, que Carlos Bandeirense Mirandópolis não usou máscara quando participou do comício das Diretas Já, assim como personalidades como Ulysses Guimarães, Luiz Inácio Lula da Silva eFernando Henrique Cardoso.
A ideia veio de uma experiência com um estagiário que eu e o Vitor tivemos e a gente tinha identificado nele uma dificuldade em fazer pesquisa. Particularmente, por ele acreditar em tudo que aparecia na internet. Aí a gente resolveu criar esse personagem e fazer essa experiência didática com ele"
Advogado Daniel Tavela,
'Criador' do perfil de Mirandópolis 
O falso jurista também aparece em uma trabalho acadêmico da Universidade Federal doRio Grande do Sul sobre produções artísticas censuradas na ditadura militar. A estudante do curso de arquivologia menciona que Chico Buarque se tornou amigo de Mirandópolis, em viagem à França. O jurista também é citado em um documentário sobre as Diretas Já e em diversos outros sites sobre a ditadura militar e a redemocratização.

A invenção
G1 localizou os “criadores” de Carlos Bandeirense Mirandópolis, os advogados Vitor Nóbrega Luccas e Daniel Tavela. Eles contaram que perceberam uma “dinâmica” entre os estagiários de usar informações da internet para fazer as pesquisas jurídicas.
Decidiram, então, pregar uma peça e mandaram que um dos jovens fizesse uma pesquisa sobre a teoria da Oferta Pública de Associação, que não existe.

Para dar veracidade à história, criaram o perfil de Mirandópolis, que seria o autor da tese.  “A ideia veio de uma experiência com um estagiário que eu e o Vitor tivemos e a gente tinha identificado nele uma dificuldade em fazer pesquisa. Particularmente, por ele acreditar em tudo que aparecia na internet. Aí a gente resolveu criar esse personagem e fazer essa experiência didática com ele”, disse Daniel Tavela.

O que os advogados não esperavam era que o estagiário não seria o único a “cair" na brincadeira.
Vitor Nóbrega diz que viu com “surpresa” a citação a Carlos Bandeirense Mirandópolis em uma decisão judicial.
A rede é assim, ela vai continuar assim e não há muito o que a gente possa fazer para mudar isso. O que a gente tem que mudar é a gente poder checar a origem dos fatos, checar a origem das informações."
Professor Ronaldo Lemos,
do Instituto de Tecnologia e Sociedade
do Rio de Janeiro
“A coisa tomou uma proporção que a gente nunca imaginava. Eu esperava aparecer em alguns blogs, mas não em uma fonte mais séria. Eu gargalhei. Mas, se é engraçado por um lado, é triste por outro, porque as pessoas não estão usando a internet corretamente”, afirmou o advogado.

Especialistas
O G1 também ouviu especialistas sobre o uso de informações da internet. O professor Gilberto Lacerda Santos, da Universidade de Brasília (UnB), diz que o episódio mostra que a sociedade ainda não aprendeu a usar as informações disponíveis na rede.

“Nós estamos ainda tateando essas possibilidades novas e esses problemas, essas situações problemáticas que aparecem aqui e ali só revelam a fragilidade da nossa educação básica. Competiria às pessoas, a nós cidadãos dessa sociedade tecnológica, desenvolver mecanismos, estratégias, habilidades pra que saibamos separar o joio do trigo”, afirmou.

O professor Ronaldo Lemos, do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, diz que a internet é um instrumento importante de pesquisa e comunicação. Mas ressalta que é preciso “desconfiar sempre” e checar as informações.

“A rede é assim, ela vai continuar assim e não há muito o que a gente possa fazer para mudar isso. O que a gente tem que mudar é a gente poder checar a origem dos fatos, checar a origem das informações. E não ter aquilo que está na rede, só pelo fato de estar postado na internet, como verdadeiro”, afirmou.

“A gente tem que fazer algumas perguntas: quem escreveu essa informação? Quem confirma essa informação? Ela está presente em outras fontes também? É algo que é reconhecido por exemplo, por instituições cientificas? É fundamental que essa educação para a mídia esteja presente na cabeça das pessoas”, disse.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Deputado Fraga fará reunião com policiais e bombeiros na sede do partido para debater demandas da classe.

Perspectiva para PIB pioram, projeção para Selic em 2017 cai segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016 09:03

SÃO PAULO (Reuters) - As expectativas para a atividade econômica do Brasil continuam se deteriorando segundo a pesquisa Focus do Banco Central, que apontou ainda redução na estimativa para a taxa básica de juros em 2017.
O levantamento semanal com uma centena de economistas apontou que a projeção agora é de contração do Produto Interno Bruto (PIB) este ano de 3,40 por cento, ante queda de 3,33 por cento na pesquisa anterior.
Para 2017 a estimativa de crescimento diminuiu pela quinta semana seguida, e agora é de apenas 0,50 por cento, sobre 0,59 por cento no levantamento anterior.
Já a perspectiva para a inflação este ano foi ajustada a 7,62 por cento, 0,01 ponto percentual a mais, bem acima do teto da meta de 4,5 por cento com tolerância de 2 pontos.
Para 2017 as contas para a alta do IPCA permaneceram em 6 por cento, exatamente no limite máximo estabelecido pelo governo, de 4,5 por cento, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
O Top-5, entretanto, com as instituições que mais acertam as projeções, já vê a inflação superando a meta em 2017, com a mediana das projeções de médio prazo calculando a alta do IPCA em 6,50 por cento.
Em relação à política monetária, a mediana das projeções para a Selic neste ano foi mantida em 14,25 por cento ao ano, mas para 2017 caiu a 12,63 por cento, contra 12,75 por cento antes.
Na semana passada, declarações de membros do Banco Central, incluindo o presidente Alexandre Tombini, indicaram que a autoridade monetária deve manter a taxa básica de juros no atual patamar para conter a inflação.
(Por Camila Moreira)

Protestos de casta deixaram 19 mortos no norte da Índia


Ônibus incendiado em protestos da casta dos Jat em Rohtak em 21 de fevereiro








Representantes da casta dos Jat aceitaram uma proposta do governo do estado de Haryana, norte da Índia, o que pode acabar com os protestos sociais que deixaram 19 mortos nos últimos dias.
"Aceitamos a proposta do governo de Haryana e estamos consultando outros dirigentes dos Jat para chegar a um consenso e cessar os protestos", disse Yashpal Malik, líder de um grupo de organizações desta casta.
Os integrantes desta casta protestam há vários dias para exigir postos de trabalho no funcionalismo público e vagas nas universidades para seus filhos.
O balanço dos distúrbios relacionados ao sistema de castas no norte da Índia subiu a 19 mortos e mais de 200 feridos, anunciou o governo local nesta segunda-feira.
O toque de recolher imposto após os atos de violência de sexta-feira no estado de Haryana foi suspenso em alguns pontos.
O balanço de 19 mortos foi confirmado por P. K. Das, alto funcionário do ministério do Interior estadual.
"Aconteceram alguns confrontos durante a noite no distrito de Bhiwani e o toque de recolher continua em vigor no local, mas foi retirado em outros distritos", disse.
Após os protestos violentos da casta dos Jat, o governo de Haryana aceitou as reivindicações.
A crise teve repercussões em Nova Délhi, onde o abastecimento de água foi prejudicado quando manifestantes provocaram o fechamento das comportas de um canal que alimenta as centrais de tratamento da capital indiana.
O canal foi reaberto e o abastecimento da cidade não está mais sob ameaça.
Os Jat são uma comunidade tradicionalmente rural que representa 29% da população do estado de Haryana. Em março de 2014, o governo indiano determinou a reserva de vagas para a casta em todo o país, mas a decisão foi anulada pelo Tribunal Supremo do país.