segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Plantio da soja triplica em 35 anos e hoje é principal safra ao redor do DF A produção brasiliense se impôs no cenário nacional pela produtividade

 Flávia Maia
A poucos quilômetros do modernismo do Plano Piloto, a soja, símbolo do Brasil agrícola, impera. Os campos plantados com o grão multiplicam-se e demonstram o fôlego da cultura no Distrito Federal — são 70 mil hectares plantados, área quase 10 vezes maior do que o registrado na década de 1980. Nos últimos 35 anos, a produção triplicou e o grão passou a ser o mais importante produto agrícola local, com bônus e controvérsias, dos privilégios econômicos aos prejuízos ambientais. Embora a área para cultivo seja uma das menores do país, a produção brasiliense se impôs no cenário nacional pela produtividade. Ao lado de grandes estados produtores, como Mato Grosso e Goiás, o DF faz parte do corredor da soja brasileiro — menos pela produção e mais pela capacidade de gerar tecnologia e de irradiá-la para todo o Brasil.
Marcelo Ferreira/CB/D.A Press


Para a safra 2015/2016, o Distrito Federal é a unidade da Federação que mais espera aumento de produtividade — 15,5% a mais do que a passada, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A previsão é que serão produzidos 3,03 toneladas por hectare — índice similar ao nacional e o oitavo no ranking nacional entre os estados. Entre os produtores, a expectativa é um pouco maior — 3,3 toneladas, conforme mostrou a Expedição Safra Brasília, realizada pela Secretaria de Agricultura (leia Para saber mais).

O destaque da produção se dá por causa da agricultura de precisão — com uso intenso de tecnologias, como pivô, melhoramento genético e práticas conservacionistas de solo e água. Em campos irrigados, a produtividade sobe de 3,6 toneladas para até 4,8 toneladas por hectare. O aumento de área destinada à produção de semente também mostra a importância da produção local. “Quando se produz semente, tem mais valor agregado à produção”, explica José Guilherme Leal, secretário de Agricultura do DF. De acordo com dados da pasta, a cidade está em quarto lugar na geração de valor por hectare — com R$ 2,6 mil, fica atrás do Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

História começa nos anos 1970
O plantio de soja começou com a colonização de migrantes vindos do sul do Brasil para Planaltina, nas áreas que hoje correspondem a regiões como PAD-DF, Rio Preto e Riacho das Pedras. Era década de 1970 e a administração de Brasília queria criar um cinturão verde, que pudesse garantir o abastecimento de itens agropecuários à capital do país. Por isso, à época, a Fundação ZooBotânica foi às cooperativas do sul para oferecer cessão de terra. A família do produtor José Carlos Wagner, 56 anos, foi a segunda a chegar no DF pelo programa de assentamento rural. Eles saíram de Ijuí (RS) rumo à promessa de uma vida melhor na região.

A data em que pisou em solo candango ainda está fresca na memória de Wagner: 25 de agosto de 1977. “Quando nós chegamos, a Fundação tinha passado o correntão e feito a abertura da área. Não havia mais árvores, só aquela terra seca”, conta “Nós perguntamos: ‘O que produz aqui?’. Eles nos responderam: ‘Barba de sapo. Já ouviu falar?’. Ou seja, dava nada”, complementa. A família começou plantando arroz, que era a única cultura possível no cerrado antes de o solo ser tratado. “No primeiro ano, perdemos 40% da nossa plantação por causa de uma praga que não conhecíamos”, diz Wagner.

Leonice Bertollo Wagner, 55, casada com José Carlos, lembra de o sogro contar que, no fim da década de 1970, o caminhão carregado de soja da propriedade deles foi parado no posto policial de Anápolis (GO). “Os policiais perguntaram da onde vinha a carga. Os motoristas disseram que era de Brasília. Os policiais não acreditaram, dizendo que na capital não existia agricultura”. Atualmente, a família é proprietária da Agropecuária Candelária, no Núcleo Rural Riacho das Pedras, em Planaltina.

Iowa dá a largada na corrida eleitoral pela Casa Branca nos EUA Estado será o primeiro a fazer prévia para escolher candidato dos partidos. Processo vai até junho e, no mês seguinte, acontecem as convenções.

01/02/2016 07h55 - Atualizado em 01/02/2016 08h18

Montagem com pré-candidatos republicanos e democratas, que querem disputar a Casa Branca em novembro (Foto: Jim Young/Reuters e Timothy A. Clary/AFP)Pré-candidatos à presidência dos EUA republicanos (acima) e democratas, durante debates (Foto: Jim Young/Reuters e Timothy A. Clary/AFP)
Na segunda-feira (1º), os eleitores dos Estados Unidos começam a definir quem serão os candidatos à presidência do país nas eleições de 8 de novembro.
A primeira prévia acontece em Iowa, onde um caucus irá eleger 52 delegados democratas e 30 republicanos, que vão representar o estado na convenção final de cada partido, em julho. Esses delegados não são obrigados a votar nos candidatos que a maioria dos eleitores escolher, mas costumam seguir as indicações. Entenda como funciona o caucus.
Entre os democratas, a disputa é bem mais acirrada: Hillary Clinton lidera com 46,2%, mas Bernie Sanders aparece bem próximo, com 45,3%.Na última quinta-feira (28), uma média de pesquisas compiladas pelo Huffington Post apontava que, entre os republicanos, Donald Trump é favorito em Iowa, com 32,2%, seguido de Ted Cruz (24,7%), e Marco Rubio (13,5%).
Hillary Clinton em Waterloo, Iowa, na segunda (11) e Donald Trump em Reno, Nevada, no domingo (10) (Foto: Reuters/Aaron P. Bernstein/James Glover II )Hillary Clinton lidera as pesquisas pelos democratas, e Trump é o favorito entre os republicanos (Foto: Reuters/Aaron P. Bernstein/James Glover II )
Decisão
Ainda que seja o primeiro estado a revelar sua preferência, Iowa não costuma ser decisivo na escolha final dos candidatos. Os dois últimos republicanos vencedores no estado, por exemplo, foram Rick Santorum (2012) e Mike Huckabee (2008), que não chegaram a disputar a presidência do país.
No dia 9 acontece a primeira votação primária, em New Hampshire, onde serão escolhidos 32 delegados democratas e 23 republicanos. A primária é o sistema adotado na maior parte dos estados e se assemelha a uma eleição tradicional, com o uso de cédulas e voto secreto.
Tanto as primárias quanto os caucuses têm duas modalidades diferentes: fechado, na qual votam apenas os eleitores registrados em cada partido, e abertas, em que qualquer eleitor pode votar no pré-candidato que escolher de um dos partidos (mas não nos dois).
Alguns estados, como Ohio, Califórnia e Nova Jersey, adotam um sistema misto, com votações abertas e fechadas.
Super Terça
A agenda de caucuses e primárias prossegue em todo o país até 14 de junho. A data mais influente deve ser a “Super Terça”, em 1º de março, quando 14 estados e o território de Samoa Americanaterão votações simultâneas, nove deles adotando o sistema de primárias e seis realizando caucuses. Veja aqui o calendário completo.
O estado que irá indicar o maior número de delegados de ambos os partidos, a Califórnia, será um dos últimos a realizar suas primárias, marcadas para 7 de junho. Lá serão escolhidos 546 democratas e 172 republicanos que votarão nas convenções finais.
Outros estados considerados chave por seu grande número de delegados são Nova York (291 democratas e 95 republicanos), Flórida (246 democratas e 99 republicanos) e Texas (252 democratas e 155 republicanos).
Convenções
Os dois partidos definem em julho quem serão seus candidatos. A convenção do Partido Republicano acontece antes, entre os dias 18 e 21 de julho, em Cleveland, Ohio.
O Partido Democrata realiza sua convenção entre 25 e 28 de julho, na Filadélfia, Pensilvânia.

Eleições EUA prévias caucus primárias infográfico (Foto: Editoria de Arte/G1)

Congresso retoma atividades para discutir temas polêmicos Deputados e senadores vão discutir impeachment, processo de Cunha e Delcídio

Nesta semana, os deputados federais e os senadores voltam ao trabalho para discutir temas polêmicos, como o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, os processos que envolvem o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), preso na Operação Lava Jato.
De acordo com o G1, o início do ano legislativo será marcado por uma sessão conjunta (deputados mais senadores) na terça-feira (2), às 15h. A reunião será no plenário da Câmara dos Deputados – maior que o do Senado – presidida pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Congresso Nacional.
Os discursos dos presidentes da Câmara, do Senado, do Supremo Tribunal Federal (STF), e da presidente da República estão previstos para a sessão de abertura. Segundo a publicação, a mensagem de Dilma deve ser levada ao Congresso pelo ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, conforme antecipou o Blog da Cristiana Lôbo, do G1.
Impeachment
O G1 refere que os parlamentares devem enfrentar neste ano o processo de impeachment de Dilma, que foi deflagrado em 2 dezembro pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.
Ainda em 2015, os deputados elegeram uma chapa alternativa, formada por deputados da oposição e dissidentes da base aliada, para a comissão especial que analisará o caso.
Eduardo Cunha
O processo a que Eduardo Cunha responde no Conselho de Ética por suposta quebra de decoro parlamentar, que pode resultar até na cassação do mandato, também será analisado.
Delcídio do Amaral
Além do caso de impeachment e de Cunha, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), que foi preso acusado de tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato, terá que apresentar sua defesa ao Conselho de Ética do Senado. O senador é alvo de um processo que pode levar à cassação do mandato.

OMS: ao menos 22 países já confirmaram a circulação do vírus zika De acordo com a diretora da Opas, Carissa F. Etienne, o vírus Zika está se espalhando rapidamente pelas Américas e pode chegar a todos os países do continente, exceto o Canadá e o Chile continental

Roberto Stuckert Filho/PR

Entre 3 e 4 milhões de pessoas devem contrair o vírus Zika em 2016 no continente americano, sendo que 1,5 milhão desses casos devem ser registrados no Brasil. A estimativa foi divulgada nesta quinta-feira (28) pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas. O cálculo considera o número de infectados por dengue, doença transmitida pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti, em 2015, e a falta de imunidade da população ao vírus.

Pelo menos 22 países e territórios já confirmaram a circulação autóctone do vírus Zika, desde maio de 2015, segundo a Opas. A maioria está localizado no continente americano. São eles: Brasil, Barbados, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Guiana Francesa (França), Haiti, Honduras, Martinica (França), México, Panamá, Paraguai, Porto Rico (EUA), Ilha de São Martinho (França/Holanda), Suriname, Venezuela, Ilhas Virgens (EUA), Samoa e Cabo Verde.

Além desses países, o Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) também aponta casos da doença na Bolívia, em Curaçao, na República Dominicana, em Guadalupe (França), na Nicarágua, Tailândia, em Fiji, nas Ilhas Maldivas, Nova Caledônia (França) e nas Ilhas Salomão. O órgão ainda indica que 10 países da Europa registraram casos importados de Zika: Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Itália, Portugal, Holanda, Espanha, Suécia e Reino Unido.

O Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês) informou que um morador do Texas é o primeiro infectado com o vírus Zika no país. O homem havia visitado a América Latina recentemente.

De acordo com a diretora da Opas, Carissa F. Etienne, o vírus Zika está se espalhando rapidamente pelas Américas e pode chegar a todos os países do continente, exceto o Canadá e o Chile continental, onde o Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença, não está presente.

Ainda não há dados consolidados e precisos do número de casos da doença nos países que registraram a ocorrência do vírus. Segundo a diretora, a dificuldade na obtenção de números confiáveis de casos de infecção pelo vírus Zika se deve a várias razões, como o fato de o vírus ser detectável somente por alguns dias no sangue das pessoas infectadas, e dos médicos, assim como os exames laboratoriais, não conseguirem com facilidade diferenciar os casos de Zika de doenças como dengue e chikungunya, que têm sintomas semelhantes.

Além disso, apenas uma em cada quatro pessoas infectadas apresentam os sintomas, o que significa que somente uma pequena parcela de pessoas procura os serviços de saúde, prejudicando a contagem dos casos da doença.

Vírus Zika

Da família Flaviviridae e do gênero Flavivirus, o vírus Zika provoca uma doença com sintomas muito semelhantes ao da dengue, febre amarela e chikungunya. De baixa letalidade, causa febre baixa, hiperemia conjuntival (olhos vermelhos) sem secreção e sem coceira, artralgia (dores nas articulações) e exantema maculo-papular (manchas ou erupções na pele com pontos brancos ou vermelhos), dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas.

O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos da família Aedes (aegypti, africanus, apicoargenteus, furcifer, luteocephalus e vitattus). A partir da picada, a doença tem um período de incubação de aproximadamente quatro dias no organismo humano até os sintomas começarem a se manifestar, que podem durar até 7 dias.

Como não existe um medicamento específico contra o vírus, o tratamento atual serve apenas para aliviar os sintomas. Assim, o uso de paracetamol, sob orientação médica, é indicado nesses casos.

As medidas de prevenção e controle da doença são as mesmas adotadas para a dengue, febre amarela e chikungunya, como eliminar os possíveis criadouros do mosquito, evitando deixar água acumulada em recipientes como pneus, garrafas, vasos de plantas e fazer uso de repelentes.

No Brasil, as autoridades de saúde investigam a relação do Zika com o aumento da ocorrência de microcefalia, uma anomalia que implica na redução da circunferência craniana do bebê ao nascer ou nos primeiros anos de vida, entre outras complicações. O Ministério da Saúde confirma 270 casos de bebês que nasceram com microcefalia por infecção congênita, que pode ter sido causada por algum agente infeccioso, inclusive o vírus Zika, e 49 mortes. A pasta ainda investiga outros 3.448 casos suspeitos de microcefalia no país.

Também associado ao vírus, os órgãos de saúde de vários países da América do Sul e Central, incluindo o Brasil, verificaram um crescimento de casos da síndrome de Guillain-Barré (SGB). A doença neurológica, de origem autoimune, provoca fraqueza muscular generalizada e, em casos mais graves, pode até paralisar a musculatura respiratória, impedindo o paciente de respirar, levando-o à morte.

De acordo com a OMS, o Zika pode causar outras síndromes neurológicas, como meningite, meningoencefalite e mielite. 

* Com informações da Organização Mundial de Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde, Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças, Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA e do Ministério da Saúde

Eleição de líderes partidários movimentará retomada dos trabalhos no Congresso Nacional

Rafaela Felicciano/Metrópoles
A definição das lideranças terá grande relevância para o quadro político do ano que se inicia. Entre as atividades está a de indicar os membros que irão analisar o impeachment da presidente
A retomada dos trabalhos legislativos a partir da próxima terça-feira (2/1) deverá ser marcada pelas reuniões e conversas internas entre as bancadas dos 27 partidos políticos que têm representação no Congresso Nacional. A maior parte deles escolherá seus líderes após o carnaval, quando o ano legislativo começará de fato.
A definição das lideranças partidárias terá grande relevância para o quadro político do ano que se inicia. Cabe aos líderes, por exemplo, indicar os membros que irão compor a comissão especial que analisará o pedido deimpeachment da presidente Dilma Rousseff. Não só por isso a definição de quem comandará cada bancada interessa ao governo. Os líderes também orientam como os deputados votarão os diversos projetos de interesse do Planalto que estarão na pauta da Câmara e do Senado.
Nas maiores bancadas as negociações já começaram. Os deputados do PMDB negociaram durante o recesso as regras e candidaturas para sua liderança. Ao fim, está decidido que os candidatos poderão se registrar até o dia 3 e a eleição ocorrerá dia 17. Até o momento estão postas as candidaturas do atual líder, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), e de Hugo Mota (PMDB-PB). O deputado Leonardo Quintão (MG), que havia se lançado para a disputa, desistiu de concorrer e declarou apoio a Picciani.
Senado
No Senado, a escolha para a liderança peemedebista está associada às negociações para a eleição da presidência da Casa, que ficará novamente com o PMDB por ter a maior bancada, e do comando da Executiva Nacional do partido. A tendência, no entanto, é que o novo líder seja escolhido por consenso, após as negociações.
O PT também começou as negociações para a definição de seu líder nas duas Casas. No Senado, entretanto, a disputa ainda não tem definição e a escolha de um nome para assumir a presidência da Comissão de Assuntos Econômicos da Casa está sendo tratada com mais urgência, porque o partido perdeu o posto desde que o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) foi preso. O que se sabe até o momento é que o atual líder petista, Humberto Costa (PE), não quer ser reconduzido ao cargo porque vai se dedicar às eleições municipais em Pernambuco.
Na Câmara, três nomes estão na disputa para liderar a bancada: Afonso Florence (BA), Paulo Pimental (RS) e Reginaldo Lopes (MG). A escolha pode ocorrer na próxima quarta-feira (3), quando a bancada se reunirá para tratar do assunto.
Na oposição, o PSDB da Câmara escolheu Antônio Imbassahy (BA) para substituir Carlos Sampaio (SP). No Senado, o partido reconduziu o atual líder, Cássio Cunha Lima (PB). O DEM no Senado seguiu a mesma linha e reconduziu Ronaldo Caiado (GO) ao cargo. Na Câmara, o partido deverá optar pelo deputado Pauderney Avelino (AM) para substituir Mendonça Filho (PE). O deputado Rubens Bueno (PR), atual líder do PPS, deverá continuar no cargo.
Trocas partidáriasA escolha dos líderes partidários não é a única movimentação política relevante na retomada dos trabalhos legislativos. As trocas de partido feitas pelos parlamentares entre o fim do ano passado e o início deste ano também será significativa para definir os rumos políticos em 2016.
No Senado, três mudaram de legenda – Álvaro Dias, que deixou o PSDB e foi para o PV; Ricardo Ferraço, que saiu do PMDB e deve se filiar ao PSDB; e Randolfe Rodrigues, que deixou o PSOL e foi para a Rede. Além deles, estão previstas mudanças também para o senador Blairo Maggi, que já anunciou sua mudança do PR para o PMDB; Reguffe, que deve deixar o PDT e ir para a Rede; e Cristovam Buarque, que negocia sua saída do PDT para o PPS.
Na Câmara as mudanças também foram intensas. O recém criado Partido da Mulher Brasileira (PMB) tem 21 deputados vindos de diversas legendas. A Rede Sutentabilidade, que foi oficializada em setembro e é associada ao nome da ex-presidenciável Marina Silva, alcançou menos adesões do que era esperado. Apenas cinco deputados e um senador, até o momento, migraram para a nova legenda.
De setembro para cá, 37 deputados mudaram de partido, a maior parte deles foi para o novo PMB. Só o PT perdeu três deputados para a legenda e mais um para a Rede. O PV, que tinha oito deputados, também perdeu três para o PMB. O PTB perdeu dois para o PMB e um para o PMDB. O Solidariedade também perdeu três deputados: um foi para o PSDB, um para o PSB e outro para o PMB.

Ranking traz cidades mais visitadas do mundo; veja impacto da Copa sobre a posição do Rio

Image copyrightAgencia Brasil
A Copa do Mundo fez o Rio de Janeiro subir 12 posições no ranking das 100 cidades mais visitadas do mundo da consultoria Euromonitor International, que considera dados de 2014.
Graças ao evento, o número de turistas estrangeiros que passaram pela cidade teve um aumento de 46,6% nesse ano - o maior entre as cidades analisadas pela Euromonitor
Como resultado, o Rio subiu da 92ª para a 80ª colocação do ranking.
No total, 2,4 milhões de turistas estrangeiros teriam visitado a cidade em 2014. No ano anterior, teriam sido 1,6 milhão.
A Euromonitor diz esperar que o Rio também tenha um bom desempenho na atração de turistas estrangeiros este ano em função da Olimpíada, experimentando um "crescimento recorde" na chegada de visitantes.
Os consultores fazem a ressalva, porém, que durante megaeventos esportivos, como as Olimpíadas, é natural que turistas "tradicionais" e nacionais evitem as cidades-sede, como ocorreu na Olimpíada de Londres, em 2012.
Na América Latina, o Rio ficou atrás de cinco destinos no ranking: Cancún e Cidade do México, no México (respectivamente 44ª e 75ª posições), Lima, no Peru (45ª), Punta Cana, na República Dominicana (65ª) e Buenos Aires, na Argentina (67ª).
"Nos próximos anos, Havana, em Cuba, é uma cidade que merece atenção”, prevê a consultoria.
“A cidade está fadada a ser uma história de sucesso na América Latina em 2015 e 2016 com o número de visitantes subindo em função da melhora nas relações políticas com os EUA."

Campeões

Pelo ranking da Euromonitor, Hong Kong teria sido o destino mais visitado do mundo em 2014 pelo quinto ano consecutivo.
A cidade asiática, que atrai principalmente turistas chineses, teria recebido um total de 27,7 milhões de visitantes estrangeiros em 2014, cerca de 10 milhões a mais que Londres, o segundo colocado (com 17,3 milhões de turistas).
O terceiro colocado da lista da Euromonitor seria outra cidade asiática.
Cingapura, que tem uma ampla tradição de turismo de negócios, teria recebido em 2014 cerca de 17 milhões de turistas.
Bangkok, na Tailândia, ficou em quarto lugar, apesar do número de pessoas que visitaram a cidade ter caído 7% em 2014 (em função das tensões políticas e de uma queda no número de turistas russos).
Hong KongImage copyrightAFP
Image captionHong Kong foi a cidade mais visitada do mundo em 2014, pelo quinto ano consecutivo
Já a quinta posição ficou com Paris, que recebeu 14,9 milhões de turistas em 2014 (1,9% a menos que em 2013).
Para montar seu ranking, a Euromonitor usa estatísticas nacionais, dados da movimentação dos aeroportos e estadias em hotéis e outras fontes da indústria do turismo.
"Em 2014, os fluxos de turismo internacional foram bastante afetados por tensões geopolíticas, enquanto campanhas de marketing de sucesso se mostraram eficientes em impulsionar as visitas", diz a consultoria.
"Mas apesar dos altos e baixos no ranking, a chegada de visitantes nos grandes centros urbanos globais continuou a se expandir em 2014, ilustrando a crescente importância econômica do turismo para essas cidades."
A consultoria destaca que um terço das cidades do ranking está na Ásia.
Só a China tem sete das 100 cidades mais visitadas, o que mostraria uma crescente importância do país não só como origem, mas também como destino do turismo de lazer e negócios.

Dilma recebe presidente da Bulgária nesta segunda em Brasília Rosen Plevneliev se reunirá com líder brasileira no Palácio do Planalto. Pai de Dilma, Pedro Rousseff, era búlgaro e deixou o país nos anos 1920.

A presidente Dilma Rousseff receberá nesta segunda-feira (1º) o colega da Bulgária, Rosen Plevneliev, no Palácio do Planalto. É a primeira visita oficial de um presidente búlgaro desde que Dilma assumiu o comando do Brasil.
No país europeu, ela ficou conhecida em 2010, quando foi eleita, em razão de suas origens. O pai dela, Pedro Rousseff, nasceu em Gabrovo, cidade da região norte central da Bulgária.
Pedro Rousseff deixou a Bulgária na década de 1920 e de lá seguiu para França, Argentina e, enfim, o Brasil, onde conheceu a mãe da presidente, Dilma Jane.
Antes de se fixar no país, ele se chamava Petar Russev. Dilma nasceu em 1947, em Belo Horizonte (MG).
Naquele ano, Dilma teve de desmentir a versão e dizer que era nascida no Brasil.À época da eleição presidencial de 2010, a primeira disputada por Dilma, houve uma polêmica em torno de suas origens, quando circularam nas redes sociais boatos de que ela não poderia assumir o Palácio do Planalto por ser búlgara – a legislação brasileira diz que os candidatos devem ser brasileiros natos.
Na Bulgária, Dilma visitou museu em Gabrovo, onde nasceu o pai, Pedro, com exposição sobre as origens da família Rousseff (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)Na Bulgária, em 2011, Dilma visitou museu em Gabrovo, onde nasceu o pai, Pedro, com exposição sobre as origens da família Rousseff (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
Acordos
Conforme a Presidência da República, o principal foco da reunião de Dilma e Plevneliev é a assinatura de acordos entre os governos dos dois países.
Um desses acordos, na área da Previdência Social, permitirá a brasileiros que tenham trabalhado na Bulgária e contribuído com os impostos locais a contar o tempo no país europeu caso voltem ao Brasil e se aposentem por aqui. O mesmo, pelo acordo, valerá para o cidadão búlgaro – o Brasil já mantém esse tipo de acordo com o Mercosul, Japão e Alemanha.
Há expectativa de que eles abordem também o tema dos refugiados que têm ido em direção à Europa. Segundo o governo, este é um tema que “interessa muito” à presidente Dilma. Em discurso na ONU, por exemplo, ela disse ser “absurdo” impedir o livre trânsito de pessoas.
Pela programação, divulgada pela Secretaria de Comunicação Social, Rosen Plevneliev chegará ao Palácio do Planalto nesta segunda-feira por volta das 11h.
Ele passará em revista as tropas militares e será recebido por Dilma na rampa do palácio. Os dois se cumprimentarão e acompanharão a execução dos hinos dos dois países pelo Batalhão da Guarda Presidencial.
Na sequência, Dilma e Plevneliev terão uma reunião privada, seguida de uma cerimônia de assinatura de acordos de cooperação e declaração à imprensa.
Após o pronunciamento, eles seguirão para o Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, onde almoçarão juntos. O presidente búlgaro depois seguirá para São Paulo.
Visita à Bulgária
Em 2011, primeiro ano de seu mandato, Dilma visitou a Bulgária. Além das reuniões políticas com representantes do governo do país, ela visitou na capital, Sófia, o túmulo do irmão, Luben Russev.
Na mesma viagem, a presidente seguiu para a cidade de Gabrovo, onde seu pai havia nascido. Na ocasião, afirmou que a cidade era "muito bonita", e as pessoas, parecidas com os brasileiros na afetividade e no jeito de se aproximar. À época, Dilma disse ser "a presidente búlgara do Brasil".