segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Resultado do Sisu é liberado; confira Foram ofertadas mais de 228 mil vagas nesta edição; aprovados em 1ª chamada devem fazer matrícula entre esta segunda-feira (18) e a próxima sexta-feira (22)

 postado em 18/01/2016 09:00 / atualizado em 18/01/2016 09:22
O Ministério da Educação (MEC) liberou o resultado do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) na manhã desta segunda-feira (18). A princípio, o resultado foi disponibilizado para consulta individual, em que é preciso informar inscrição e senha. Minutos depois, a lista de aprovados foi disponibilizada para consulta. O programa seleciona estudantes para instituições federais de ensino superior de acordo com as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Nesta edição, foram oferecidas 228.071 vagas em 6.323 cursos de 131 faculdades. No último balanço divulgado pelo MEC, havia 2.712.937 inscritos.

Confira o resultado do Sisu por meio da lista de aprovados ou em consulta individual (é preciso informar sua inscrição e senha do sistema).

A nota de corte varia de acordo com o curso e a universidade, e algumas graduações podem estabelecer pesos diferentes para notas de determinadas disciplinas. Um dos pré-requisitos para participar do Sisu é não ter tirado zero na redação. As inscrições ficaram abertas de 11 a 14 de janeiro pelo site.

Matrículas
Os aprovados em primeira chamada devem efetivar o registro na sexta-feira (22), na próxima segunda (25) ou na terça-feira (26). Quem não foi convocado, ainda tem desta segunda-feira (18) até 29 de janeiro para manifestar interesse em participar da lista de espera, diretamente na instituição de ensino em que quer estudar.

Vagas na capital federal
Na Universidade de Brasília (UnB), foram 83.146 inscritos para 1.982 vagas, uma concorrência média de 41,95 candidatos por vaga. O Instituto Federal de Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB) ofereceu 572 vagas em 15 cursos de licenciatura ou tecnológicos: ciência da computação, automação industrial, design de moda, física, agroecologia, biologia, gestão pública (noturno ou diurno), letras espanhol, letras inglês, letras língua portuguesa, secretariado, logística, química e matemática. Já na Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), foram 160 oportunidades para graduações em medicina e enfermagem.

Outras oportunidades
Quem não passou no Sisu também pode usar a nota do Enem para outras seleções: Programa Universidade para Todos (ProUni) - que oferece bolsas em faculdades particulares e cujas inscrições serão abertas nesta terça-feira (19) e vão até sexta-feira (22) pelo site; Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), focado em oferecer financiamento para quem quer cursar graduações particulares; e Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec), que oferece vagas gratuitas em cursos técnicos.

Sisu/Reprodução

APRe! quer convergência das pensões mínimas com Salário Mínimo Nacional Dirigente da Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados (APRe!) lamenta e vê “com muita preocupação o baixo valor” do aumento das pensões. Maria do Rosário Gama critica redução da TSU dos patrões que, ainda que não se reflita no salário do trabalhador, “não deixa de constituir uma redução nas receitas da Segurança Social”.

Num artigo publicado esta segunda-feira no Jornal de Notícias, Maria do Rosário Gama sublinha que, “mesmo considerando o aumento do complemento solidário para idosos (CSI) com que a APRe! se congratula, não pode esta associação deixar de lamentar e de ver com muita preocupação o baixo valor deste aumento”.
À semelhança daquilo que o Bloco de Esquerda tem vindo a defender, a dirigente da APRe! destaca a importância de retomar o processo de convergência das pensões mínimas com o Salário Mínimo Nacional.
Este processo, iniciado no final dos anos 90 e “completado em 2006”, foi revertido quando, em outubro desse ano, “o Governo aprovou uma resolução que estabeleceu a desindexação dos valores mínimos das pensões do regime contributivo do SMN líquido e a adoção de um novo referencial para o seu cálculo e atualização, o indexante dos apoios sociais (IAS)” - que se encontra congelado em 419,22 euros desde 2010 -, lembra Maria do Rosário Gama.
A representante da APRe! escreve que se exige a atualização da lei “no que se refere à sua fórmula de cálculo de modo a não distanciar cada vez mais as pensões mínimas do salário mínimo”.
“Sendo a pensão o salário do aposentado, pensionista e reformado, por que não se aumenta, pelo menos, na mesma proporção?”, questiona, “referindo que “a divergência de valores, inicialmente impercetível, foi-se acentuando com o passar do tempo e hoje as pensões mínimas aumentam 0,4% enquanto a previsão para o aumento do salário mínimo é de 5%”.
Criticando a cedência do PS e do ministro Vieira da Silva às confederações patronais e à UGT mediante a redução de 0,75% na taxa social única (TSU) dos patrões, a dirigente da APRe! destaca ainda no seu artigo que “é aceitável a atualização do salário mínimo nacional para o valor de 530 euros mas essa atualização não pode constituir justificação para uma redução de 0,75% na TSU das empresas”.
“A continuar esta política de redução da TSU, até se atingir o salário mínimo de 600 euros, em 2019, quanto mais iria descer esta taxa paga pelas empresas?”, pergunta Rosário Gama, sublinhando que “não se entende a contínua aposta, por parte dos empregadores, na diminuição dos custos salariais através da redução da TSU, em vez de aumentarem o valor acrescentado dos seus produtos, através da inovação, da pesquisa de novos mercados, da formação tanto dos trabalhadores como dos empregadores”.
“Apesar dessa redução não se refletir no salário do trabalhador, não deixa de constituir uma redução nas receitas da Segurança Social, situação desde sempre contestada pela APRe!”, remata.

Economistas veem alta de 0,5 p.p. no juro básico esta semana e mantêm projeção para 2016 segunda-feira, 18 de janeiro de 2016 08:56

SÃO PAULO (Reuters) - Economistas mantiveram a perspectiva de que a taxa básica de juros será elevada em 0,5 ponto percentual nesta semana, mantendo a projeção para o final do ano mesmo em um ambiente de piora da inflação.
Segundo a pesquisa Focus do Banco Central, divulgada nesta segunda-feira, a projeção para a Selic no final de 2016 permaneceu 15,25 por cento.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC divulga na quarta-feira sua decisão sobre os juros básicos, atualmente em 14,25 por cento. No mercado futuro de juros, os DIs apontam chance de 61 por cento de alta de 0,5 ponto.
Apesar de críticas de que um aumento da Selic pioraria a crise fiscal e a recessão, pesquisa da Reuters apontou que 48 dos 59 economistas consultados esperam que o BC eleve a taxa em 0,50 ponto percentual, para o maior nível desde meados de 2006.
Para 2017, a projeção para a Selic subiu a 12,88 por cento na mediana das projeções, contra 12,75 por cento na semana anterior.
Ainda assim, o cenário inflacionário segue em deterioração e a expectativa para a alta do IPCA em 2016 subiu em 0,07 ponto percentual, a 7,0 por cento, estourando teto da meta do governo --4,5 por cento com tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para 2017 a meta é de 4,5 por cento, mas com tolerância menor, de 1,5 ponto percentual, e o Focus mostra que a estimativa subiu a 5,40 por cento, contra 5,20 por cento.
A pesquisa com uma centena de economistas apontou ainda manutenção na expectativa para a atividade econômica este ano, com projeção de contração do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,99 por cento.

Divulgado na última sexta-feira, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) seguiu trajetória de baixa em novembro, pavimentando o caminho para o Brasil ter fechado 2015 com mais um trimestre no vermelho.

O acordo terá efeitos incertos em um mercado petrolífero em baixa Irã espera investimentos multimilionários, mas as empresas dos EUA demorarão a ir atrás de seu quinhão

Nova York 
Uma instalação petrolífera. EFE/Arquivo  EFE
O fim das sanções se dá em um momento espinhoso para o mercado global do petróleo, mas mesmo assim representa uma reviravolta para os negócios em um país que, desde 2012, estava sobrecarregado pelas penalidades. O Irã tem no petróleo sua maior fonte de receitas e uma série de dados explica o bolo a repartir: as reservas de óleo do Irã são as quartas maiores do mundo e as de gás, as segundas. Antes das penalizações impostas, a Europa dos 27 ficava com 20% das exportações iranianas.
Agora, os investimentos derivados de novos contratos petrolíferos podem chegar aos 25 bilhões de dólares (cerca de 100 bilhões de reais), segundo dados do Governo iraniano. Além dos números, há imagens significativas: o interesse internacional era quase palpável em uma conferência sobre o setor realizada em novembro passado em Teerã, da qual participaram representantes de nem mais nem menos do que 137 empresas petrolíferas, como a espanhola Repsol, BP, Royal Dutch Shell e Total, vindas de 30 países.
Mas as coisas serão mais complicadas para gigantes norte-americanas como Exxon Mobil Corp e Halliburton, já que as sanções impostas por Washington relacionadas ao terrorismo e ao desenvolvimento de mísseis se mantêm, a despeito do acordo nuclear.
Além disso, os tempos são incertos em um mercado em si já muito volátil, como é o do petróleo, e essa incerteza contém a euforia. O preço do barril norte-americano acabou nesta quinta-feira abaixo dos 30 dólares (exatamente 29,4),uma dessas barreiras psicológicas que não era quebrada desde 2013. Isso levou a Bolsa de Nova York na sexta-feira, dia 15, a seu nível mais baixo em cinco meses. A possibilidade de novas ofertas de petróleo do Irã coincide com o momento de excesso de oferta global, que derruba os preços.
Os analistas do setor pesquisados pela Bloomberg antecipam que o país será responsável por cerca de 100.000 barris diários a mais de petróleo em meses sem sanções. Isso pressionará os preços para mais baixo ainda.

Excesso de oferta

O banco Goldman Sachs, por sua vez, calcula que em 2016 o excesso de oferta mundial será de 580.000 barris diários, por isso essa matéria-prima conhecida como ouro negro está cada vez mais barata. O Brent, que é o petróleo de referência na Europa, também caiu abaixo desses 30 dólares na quarta-feira passada, algo que não acontecia desde abril de 2014. Todas as previsões foram sendo superadas nos últimos anos para um produto que no fim de 2011 passava dos 126 dólares o barril.
Neste cenário, a prudência impera nos investimentos. Até o momento, quem vive com mais clareza a iminente suspensão das sanções são as empresas iranianas. No âmbito da reunião em Viena, empresas como Parsian Oil & Gas Development e Iran Telecommunications lideraram as altas na Bolsa com índices de até 5%, que era o máximo possível devido aos mecanismos de limite para deter a volatilidade com que opera o parque iraniano, segundo dados apresentados pela Bloomberg.
No fim das sanções um mercado global se abre para elas, já que o acesso a setores como energia, telecomunicações e bancos se torna mais barato e fácil.
Aguiasemrumo Interessante: O problema não é Teocracia Xiita ou Monarquia Sunita e sim concorrência?

Lava Jato começa o ano com citações de quatro presidentes do Brasil Collor, FHC, Lula e Dilma foram mencionados nos autos recentes das investigações

São Paulo 
Não existe recesso para a Operação Lava Jato. Pelo menos não para os vazamentos de informações que acompanham a investigação. Antes mesmo do primeiro mês do ano ter chegado ao final, os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fernando Collor de Melo (PTB-AL) e a atual mandatária Dilma Rousseff foram citados nos autos. Além dos quatro, o chefe da Casa Civil da petista e homem-forte em evidência no Governo, Jaques Wagner, também aparece em delações premiadas. Até o momento, apenas o petebista é alvo de acusações formais por parte da Procuradoria-Geral da República, mas existe a expectativa de que a menção a nomes ligados ao Governo possa colocar mais lenha na fogueira da crise política, em um momento no qual o Planalto parecia respirar ares mais tranquilos após um 2015 massacrante.
Lula, Dilma, FHC e Collor. R. Stuckert Filho/PR
Lula foi citado duas vezes. Primeiro na denúncia da PGR protocolada noSupremo Tribunal Federal contra o deputado federal Vander Loubet (PT-MS). Documento obtido pela Folha de S.Paulo mostra que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirma que o então presidente petista concedeu ao senador Fernando Collor (PTB-AL) "ascendência" sobre a BR Distribuidora, uma subsidiária da estatal, "em troca de apoio político à base governista no Congresso Nacional". Por sua vez, Collor indicou dois nomes para cargos na empresa que seriam responsáveis pelo pagamento de propina ao senador. Em nota, o Instituto Lula afirmou que os diretores da petroleira e das empresas controladas por ela foram feitas por partidos, e não pelo petista. O senador petebista chamou de “falsas” as acusações.
Além disso, o ex-diretor da área internacional da Petrobras e colaborador da Justiça Nestor Cerveró, cuja delação premiada foi aceita, disse também que o petista teria sido o responsável pela indicação da construtora WTorre Engenharia para a obra de um prédio da estatal no centro do Rio, ainda de acordo com a Folha. O delator teria ficado sabendo da negociação por intermédio do ex-diretor da estatal Renato Duque, também preso pela Lava Jato.
As citações a Wagner, FHC e Lula tem relação direta com a prisão do senador Delcídio Amaral (PT-MS). Isso porque os vazamentos tiveram como base documentos encontrados no gabinete do parlamentar, com o conteúdo de parte da suposta delação premiada de Cerveró. Não se sabe como ele obteve o material. No texto apreendido, o ex-diretor da estatal diz que foi feito “um grande aporte de recursos” desviados da Petrobras para irrigar a campanha de Wagner ao Governo da Bahia em 2006. Além disso, o chefe da Casa Civil é citado em mensagens apreendidas no telefone celular do empreiteiro Leo Pinheiro, da OAS, que falam sobre um esquema de corrupção envolvendo fornecedoras da Petrobras e fundos de pensão. Em um dos textos, o empresário fala sobre um impasse nas negociações, e cita “o nosso amigo JW”, que seria o código com as iniciais do petista.
Também saíram dos documentos apreendidos com Delcídio a citação a FHC. De acordo com os papeis, a aquisição da empresa petrolífera argentina Pérez Companc pela Petrobras envolveu uma propina ao Governo do tucano de 100 milhões de dólares. No texto o ex-diretor não explica para quem teria ido a suposta propina, nem o responsável pelo pagamento. O tucano disse não ter conhecimento da matéria, e disse que as acusações são vagas. “Na época o presidente da Petrobras era Francisco Gros, pessoa de reputação ilibada e sem qualquer ligação político-partidária”, disse FHC. O próprio ex-mandatário, no entanto, comenta em seu diário sobre o cotidiano do poder recém-lançado sobresupostas negociatas na estatal, sem falar de outras citações de opositores ao longo das investigações
A citação a Dilma é baseada na delação de Cerveró prestada à Procuradoria-Geral em 7 de dezembro. Segundo o jornal o Estado de São Paulo , o ex-diretor disse ter ouvido do senador Fernando Collor (PTB-AL) menção à presidenta Dilma. Em setembro de 2013, Collor teria afirmado que suas negociações para a indicação de cargos de chefia na BR Distribuidora haviam sido conduzidas diretamente por Dilma. “Fernando Collor de Mello disse que havia falado com a presidente da República, Dilma Rousseff, a qual teria dito que estavam à disposição de Fernando Collor de Mello a presidência e todas as diretorias da BR Distribuidora”, diz o trecho citado pelo jornal. O Planalto afirmou que não iria comentar as declarações. Mas, no Congresso, há reações. Advogados de partidos da oposição cogitam incluir a delação de Cerveró nas ações que tramitam contra a presidenta no Tribunal Superior Eleitoral, que visam a cassação dela e do vice, Michel Temer.  O processo volta a correr em fevereiro, quando também voltam a funcionar regularmente a Justiça e os trabalhos legislativos e os atores políticos voltarão a medir as condições para levar adiante um processo de impeachment. A presidenta Dilma encerrou o ano em relativa vantagem nesse quesito, com relativo controle sobre parte da bancada do PMDB, mas não há margem suficiente para dizer que a ofensiva de destituição está ferida de morte.

O impacto da volta do Irã ao mercado na economia mundial Amir Paivar Repórter de negócios da BBC Persa

(Getty)
Image captionMercado de 80 milhões de iranianos interessados em produtos estrangeiros enche os olhos de empresas internacionais
O desembararalhar do regime mais complexo de sanções do mundo começa agora – e já traz complicações para mercados e negócios em todo o mundo.
No sábado, após a comprovação de que o Irã cumpriu sua parte no acordo nuclear com as potências mundiais, a União Europeia revogou sanções econômicas que incluíam um embargo à compra de petróleo cru iraniano e restrições ao comércio com o país.
"Este é um dia que estávamos esperando há anos. Haverá grandes mudanças", disse Michael Tockuss, diretor da câmara de comércio Alemanha-Irã.
"Também tiraremos cerca de 300 indivíduos e empregos iranianos da lista de sanções da UE. Até agora, não podíamos fazer nenhum negócio com eles, nem vender pão ou biscoitos."
Os Estados Unidos, por sua vez, retirou sanções que atingiam especialmente o setor bancário. Mas neste domingo, o governo Obama anunciou uma nova rodada de sanções, desta vez a 11 empresas e indivíduos ligados a um programa de mísseis balísticos no país. Eles ficarão impedidos de usar bancos americanos.
Elas foram anunciadas depois que o Irã realizou, no último mês de outubro, um teste de um míssil balístico de precisão, capaz de transportar uma ogiva nuclear. O teste foi uma violação da proibição das Nações Unidas.
Apesar de dizer que o acordo nuclear foi "inteligente" e comemorar seu resultado, o presidente Barack Obama afirmou que o país "continuará firme na oposição ao comportamento desestabilizador do Irã em outras áreas".
Mesmo assim, espera-se que o fim de boa parte das restrições cause sério impacto nos preços do petróleo, que já estão em níveis historicamente baixos, e no setor financeiro.
(Getty)
Image captionEstimativas apontam que, sem as sanções, o PIB (Produto Interno Bruto) do Irã pode crescer 5% entre 2016-2017

As sanções que terminam e as que permanecem

As sanções econômicas relacionadas com o programa nuclear do Irã estão em prática desde 2006, por cima de outras que já existem a décadas.
Com a implementação do acordo nuclear, sanções do Conselho de Segurança da ONU à venda de tecnologia nuclear e de defesa serão anuladas. Também será revogado o congelamento de bens de indivíduos e empresas. Apesar de o impacto delas ter sido pequeno comparado às da UE e dos Estados Unidos, elas legitimavam as ações restritivas de outros países.
Além de remover sanções a setores inteiros como bancos, transporte marítimo e seguros, entidades e indivíduos que estavam na lista negra por causa de suas supostas atividades relacionadas ao programa nuclear agora podem fazer negócios com a União Europeia.
No entanto, pessoas na lista de sanções relacionadas ao terrorismo continuarão excluídas.
Os Estados Unidos também mantêm embargos a entidades acusadas de patrocinar o terrorismo, como a Guarda Revolucionária do Irã. E as sanções relacionadas ao programa nuclear foram apenas suspensas, não completamente derrubadas.

Petróleo mais barato

Antes da imposição do embargo ao petróleo iraniano em 2012, um em cada cinco barris do Irã ia para refinarias europeias. O país tem vendido cerca de 1,1 milhão de barris por dia nos últimos anos, principalmente para a China, a Índia, o Japão e a Coreia do Sul.
Teerã afirma que aumentará suas vendas em 500 mil barris imediatamente após a revogação das sanções e chegará a 2,5 milhões de barris no próximo ano.
Isso levará os preços ainda mais para baixo. O mercado já está inundado de petróleo barato e haverá muito mais barris do que compradores.
Para atrair seus compradores de volta, o Irã pretende oferecer descontos em preços que já são os mais baixos em 11 anos.
O retorno completo do Irã ao mercado também poderia dar início a uma guerra de preços com seu arquirrival Arábia Saudita, que já está vendendo abaixo do preço de mercado para conseguir manter sua fatia.
Para outros produtores, a volta do Irã ao mercado também é preocupante. Países como Venezuela, Brasil, Rússia e Angola já sentem o peso da redução do rendimento com as vendas.
(Getty)
Image captionReceitas com exportações do petróleo podem somar 10 bilhões a mais à economia do Irã

Grandes bancos

O pior gargalo para negócios futuros com o Irã podem ser os bancos. Apesar de o país poder se conectar novamente com o sistema financeiro global, ainda não está claro quantos bancos irão aceitá-lo.
"Quando eu falo com os grandes bancos alemães, eles dizem: 'espere a implementação do acordo nuclear e depois mais um ano, e aí pode falar conosco sobre os negócios com o Irã", diz o alemão Michael Tockuss.
Ao longo dos últimos 10 anos, autoridades americanas aplicaram penalidades bilionárias a bancos europeus por contornarem as sanções dos Estados Unidos a Irã, Sudão e Cuba.
Líderes dos setores de negócios alemão e britânico dizem ter pedido um "sinal verde" do Tesouro americano aos bancos, para que eles voltem a mediar os pedidos relacionados ao Irã de seus clientes europeus.
"Se não conseguirmos convencer os bancos grandes, que podem nos fornecer valores maiores, teremos que buscar um número maior de pequenos bancos", diz Tockuss, cuja câmara de comércio continuou fazendo negócios com o país, graças a pequenos bancos alemães que não estão expostos ao mercado americano.
Mas este tipo de "microfinanciamento" pode não ser adequado para projetos de larga escala como as reformas no sistema de trens do Irã, que está sendo feita pela empresa alemã Siemens, ou a compra de 114 novos aviões comerciais da Airbus.
Foto: ReutersImage copyrightReuters
Image captionMesmo com fim de sanções, corrupção, inflação e desemprego continuam sendo problemas para presidente Hassan Rouhani

Zona cinzenta

Como se as complicações práticas não fossem suficientes, também há os entraves legais.
Os Estados Unidos estão revogando as chamadas "sanções secundárias" – que se aplicam a indivíduos ou empresas não americanos e empresas –, mas as "sanções primárias" continuam existindo e ainda impedem que americanos do país façam negócios com o Irã.
"Há zonas cinzentas enormes: e as subsidiárias não americanas das empresas americanas?", indaga a especialista em sanções Maya Lester, advogada da empresa londrina Brick Court Chambers.
O texto do acordo nuclear diz que negócios com o Irã serão permitidos com a subsidiárias de empresas americanas, mas isso contradiz as sanções primárias.
Por isso, muitas empresas e seus advogados estão esperando mais detalhes do Tesouro americano antes de voltar a negociar com os iranianos.
Além disso, navegar o regime legal e regulatório iraniano é como andar em um campo minado. Segundo o parlamentar conservador iraniano Ahmad Tavakoli, há uma epidemia de corrupção no país.
Conseguir licenças para importação, por exemplo, pode ser difícil sem "pagamentos extra", o que para muitas empresas estrangeiras, como as britânicas, significaria violar as leis de seu país.
(Getty)
Image captionSanções aumentaram em 15% o custo do comércio com o Irã, segundo especialistas
Também não se sabe ainda se o presidente Hassan Rouhani conseguirá usar o dinheiro arrecadado com o fim das sanções para baixar a inflação e os altos índices de desemprego no país.
Mas apesar das incertezas, empresas no mundo inteiro estão ansiosas para conquistar sua fatia do mercado iraniano.
Em meio à crise econômica global, a perspectiva de refazer os laços com o país para ajudar a reconstruir sua infraestrutura, refazer suas ligações de transporte e servir a 80 milhões de consumidores em busca de produtos estrangeiros é bastante atraente.

Começa nesta segunda teste que detecta dengue em 20 minutos em SP Dispositivos do teste são parecidos com os que detectam a gravidez. Unidades de saúde terão a tecnologia para mapear focos da doença.

18/01/2016 07h34 - Atualizado em 18/01/2016 08h04
A rede pública de saúde da cidade de São Paulo passa a oferecer nesta segunda-feira (18) o teste rápido para detectar a dengue. O resultado, que demorava dias para sair no modelo de teste anterior, agora vai ficar pronto em 20 minutos.
Os dispositivos do teste são parecidos com os que detectam a gravidez, mas, no lugar da urina, é usado sangue do paciente.
Os testes rápidos para dengue estarão disponíveis em todas as unidades de saúde da cidade somente até o início do mês de março, pois o objetivo é identificar onde estão surgindo o foco da doença e iniciar ação de controle.
Nos pacientes com suspeita de dengue, os prontos-socorros e AMAs farão a coleta de sangue para realização do hemograma dengue, que é um exame que identifica o número de plaquetas e se o quadro clínico está se agravando. Antes o tempo médio para o resultado do exame era de 6 horas e agora passará para 3 horas.
Com esses testes, será possível detectar os quatro tipos da dengue, agilizar o tratamento e as ações de campo para combater o mosquito transmissor.
Desde o começo do mês está valendo a resolução da Agência Nacional de Saúde (ANS) que obriga os convênios médicos a cobrir os testes rápidos para dengue e para a febre chikungunya
.