quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Ataques sexuais em série no Réveillon geram medo e revolta na Alemanha

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Image captionArredores da estação de trem foram palco de ataques sexuais contra mulheres
"São crimes de uma dimensão totalmente nova". Foi assim que autoridades alemãs descreveram a série de agressões sexuais contra dezenas de mulheres durante a noite de Ano Novo em Colônia, no oeste do país.
Um grupo de cerca de mil homens agiram de forma coordenada para assediar e roubar múltiplas vítimas. Segundo testemunhos, os suspeitos tinham "procedência árabe ou do norte da África".
O caso gerou ainda mais indignação por ter ocorrido no centro da cidade, em torno da estação central de trens e perto da histórica catedral gótica da região.
A prefeita de Colônia, Henriette Reker, convocou uma reunião de emergência para tratar da crise e garantir a segurança de moradores e visitantes a um mês da comemoração do Carnaval, realizado anualmente na cidade.

Corredor de homens

A polícia recebeu ao menos 90 denúncias de mulheres que foram assaltadas, assediadas e atacadas sexualmente, incluindo uma acusação de estupro, na noite de 31 de dezembro.
Os ataques foram realizados por um grande grupo de homens reunidos ao redor da famosa praça da cidade, entre a estação central e a antiga catedral.
Segundo o chefe da polícia, Wolfgang Albers, os cerca de mil homens estavam bêbados e aparentavam ser "árabes ou africanos". Espera-se que mais denúncias surjam nos próximos dias.
Uma das vítimas, identificada como Katja L., informou que os homens agiam em grupos menores, de cerca de cinco integrantes. Escolhiam as mulheres e as cercavam para abusar sexualmente delas ou roubar seus pertences.
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Image captionRegião no entorno da catedral da cidade é conhecida por crimes em noites festivas
Ela disse à agência de notícias alemã DPA que, ao sair da estação, ela e suas amigas foram forçadas a caminhar por um corredor de homens.
"Passaram a mão em mim em todos os lugares. Foi um pesadelo. Nós gritávamos e batíamos neles, mas eles não paravam", afirmou.
"Estava desesperada. Acho que me tocaram umas cem vezes nos 200 metros que caminhamos (entre eles)."
Um homem descreveu como sua mulher e a filha de 15 anos foram cercadas por uma multidão do lado de fora da estação sem que ele pudesse ajudá-las. "Os agressores pegaram em seus peitos e as tocaram entre as pernas."
Uma britânica que visitava a cidade disse que fogos foram disparados contra seu grupo por homens que não falam alemão ou inglês.
"Eles tentavam nos abraçar, nos beijar. Um deles roubou a bolsa da minha amiga. Outro tentou nos colocar em um 'táxi privado'. Já estive em situações assustadoras e perigosas, mas nunca tinha vivido algo assim", disse ela à BBC.

'Situação intolerável'

Albers condenou a série de ataques declarando se tratar de "crimes de uma dimensão totalmente nova" e acrescentou ser "uma situação intolerável que estes crimes sejam cometidos no meio da cidade".
Foi criada uma unidade de investigação para esclarecer os fatos e punir os responsáveis. Até agora, oito suspeitos foram detidos na noite de Ano Novo, mas não está claro se estavam diretamente envolvidos nos ataques.
O site de notícias Köelner Stadt-Anzeiger disse que os suspeitos já eram conhecidos pela polícia devido aos furtos frequentes nos arredores da estação.
Alguns veículos de imprensa do país criticaram as autoridades de estarem mal preparadas para lidar com o problema. Na edição alemã do site The Huffington Post, a ativista Anabel Schunke acusou a polícia de encobrir os fatos e esperar vários dias antes de revelá-los publicamente.
Foi informado que a polícia havia sido deslocada para a região para controlar a multidão durante as celebrações de Réveillon, mas falhou em detectar estes ataques.

Consequências 'incômodas'

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Image captionIncidentes têm aspecto particular para a prefeita de Colônia, que foi atacada por defender refugiados
A prefeita da cidade convocou nesta terça-feira uma reunião de emergência com a participação das polícias local e federal para abordar a crise.
Reker disse que os ataques são "monstruosos" e, em declarações dadas aoKöelner Stadt-Anzeiger, afirmou que "não podemos tolerar que esta área da cidade se torne uma região sem lei".
A situação ganha um contorno particular para a prefeita, que protagonizou manchetes ao redor do mundo em outubro passado depois de ser apunhalada no pescoço por um homem durante sua campanha eleitoral por defender os refugiados que chegam ao país.
Estes incidentes tendem a exacerbar tensões na Alemanha, que recebeu em 2015 um número recorde de imigrantes que fogem da guerra e da pobreza no Oriente Médio e outras regiões de conflito.
A polícia e políticos têm alertado que grupos populistas de direita poderiam estar usando os recentes crimes para fomentar o sentimento contra os refugiados.
Arnold Plickert, diretor do sindicato de policiais em Renânia do Norte-Vestália, o Estado onde está Colônia, disse que os crimes são um "ataque massivo aos direitos básicos" e que deveria ser feita justiça ainda que houvesse consequências "politicamente incômodas".
Segundo a emissora estatal alemã Deutsche Welle, Plicker ressaltou que "toda a força da lei" deveria pesar contra "qualquer refugiado que tenha um problema em se integrar a nossa sociedade aberta e respeitando os direitos dos outros".
Mas acrescentou que o público não pode se esquecer de que "a grande maioria dos (migrantes) que têm chegado o fazem porque suas vidas correm perigo em suas pátrias".

Outros ataques

Por enquanto, a polícia tenta averiguar se os homens que atacaram as mulheres na noite do dia 31 organizaram os atos por meio de redes sociais. Também estão sendo analisados vídeos feitos por câmeras de segurança e celulares.
Colônia se prepara para celebrar seu Carnaval anual em fevereiro, um festival que atrai mais de 1 milhão de visitantes. As autoridades estão decididas a restaurar a tranquilidade e garantir a segurança dos cidadãos para a festa.
Em Hamburgo, no norte da Alemanha, várias mulheres também denunciaram à polícia terem sido assediadas e roubadas na véspera de Ano Novo.
Os incidentes ocorreram em Reeperbahn, uma conhecida avenida do distrito onde a prostituição é legalizada na cidade.
Ataques similares também foram registrados em Stuttgart, no sudoeste do país. No entanto, nestas duas cidades, as denúncias não foram tão numerosas quanto em Colônia.

Policial Militar feminina e família são agredidos no Gama

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Cunha arquiva segundo pedido de impeachment de Michel Temer Em dezembro, ele arquivou pedido feito pelo deputado Cabo Daciolo. Nesta terça, peemedebista rejeitou requerimento de advogado mineiro. 05/01/2016 20h26 - Atualizado em 05/01/2016 21h03



O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), arquivou nesta terça-feira (5) um segundo pedido de abertura de processo de impeachment do vice-presidente da República, Michel Temer. O requerimento era de autoria do advogado mineiro Mariel Márley Marra e acusava Temer de violar a Lei Orçamentária ao assinar, em 2015, quatro decretos autorizando a abertura de crédito suplementar.

Em dezembro, Cunha arquivou um pedidosemelhante, do deputado Cabo Daciolo (sem partido-RJ), que também acusava Temer de cometer crime de responsabilidade quando assumiu a Presidência da República em ausências da presidente Dilma Rousseff e de ter se “omitido” diante das “pedaladas fiscais” do governo do PT – como ficou conhecida a prática de atrasar transferências do Tesouro Nacional a bancos públicos, que foram forçados a desembolsar dinheiro próprio para pagamentos de programas sociais.

No caso do pedido feito por Mariel Marra, Cunha alegou “inépcia da denúncia”, ou seja, que não havia fato determinado e indícios de crime que justificassem a abertura do processo de impeachment. Já o requerimento do deputado Cabo Daciolo foi arquivado sob o argumento de que não cumpriu requisitos formais, como reconhecimento de firma em cartório e certidão de quitação eleitoral do autor.

Com a decisão desta terça, não tramitam mais na Câmara pedidos de impeachment de Temer. No ano passado, Cunha acolheu pedido de afastamento da presidente Dilma Rousseff assinado pelo ex-fundador do PT Hélio Bicudo e pelo jurista Miguel Reale Jr. O argumento central usado por Cunha para deflagrar o processo foi a edição, por Dilma, de R$ 2,5 bilhões em decretos de crédito suplementar, sem autorização do Congresso.

Os pedidos de afastamento de Temer também se basearam na liberação de crédito extra. Segundo reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”, entre novembro de 2014 e julho de 2015, Temer editou sete decretos de crédito suplementar no valor de R$ 10,8 bilhões, apesar da queda na arrecadação e da possibilidade de rombo nas contas públicas.

Em nota, a vice-presidência ressaltou que, na ausência de Dilma, Temer “age apenas, formalmente, em nome da titular do cargo.”

“Ele deve assinar documentos e atos cujos prazos sejam vincendos no período em que se encontra no exercício das funções presidenciais. Ele cumpre, tão somente, as rotinas dos programas estabelecidos pela presidente em todo âmbito do governo, inclusive em relação à política econômica e aos atos de caráter fiscal e tributários”, diz a nota.

A vice-presidência destacou ainda que Temer não participa da formulação da política econômica quando está no cargo de presidente da República.

“Ao assinar atos governamentais cujos prazos expiram na sua interinidade, o vice-presidente não formula a política econômica ou fiscal. Não entra no mérito das matérias objeto de decretos ou leis, cujas justificativas são feitas pelo Ministério da Fazenda e pela Casa Civil da Presidência, em consonância com as diretrizes definidas pela chefe de governo.”

SÓ UMA REFLEXÃO: Vamos dividir a carga ou morrer com ela nas costas?

Novos e-mails reforçam elo entre ex-presidente Lula e Marcelo Odebrecht Mensagens tratam de negócios da Odebrecht na Argentina, Bolívia e Peru

 Andressa Anholete - 20/11/15
Uma série de e-mails trocados entre Marcelo Odebrecht e executivos afastados do grupo mostra como o empreiteiro usava de sua proximidade com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ex-diretores da Petrobras para tentar obter contratos em outros países. Anexadas aos autos da Operação Lava Jato em dezembro, as mensagens tratam de negócios da Odebrecht na Argentina, Bolívia e Peru.

Em uma das trocas de e-mails destacadas pela Polícia Federal, Marcelo Odebrecht - afastado da presidência do grupo em novembro, após ser preso pela Lava Jato em 19 de junho - conversa com os executivos do grupo Carlos Brenner, Roberto Prisco Ramos, Márcio Faria e Rogério Araújo. O assunto tratado, negócios da Braskem - petroquímica da empresa em sociedade com a Petrobras - no Peru e uma visita do ex-presidente Lula.

Para a PF, o documento indica a tentativa de Odebrecht de usar a influência do ex-presidente para fechar o negócio. Quem também participa da troca de mensagens é o ex-diretor de Internacional da Petrobras Nestor Cerveró e o ex-gerente da estatal Luís Moreira.

Em 25 de janeiro de 2008, Brenner escreve para Roberto Ramos. "Vi no jornal que o Lula estará em Lima em 5/3 para encontrar-se com Alan García (ex-presidente peruano). O foco é a discussão de relações bilaterais. Já pensou se conseguirmos incluir na agenda a assinatura do MoU???", diz. O negócio buscado pelo grupo, "MoU", era um acordo para a instalação de um polo petroquímico no Peru que envolvia a parceria entre Petrobras e Petroperu. O projeto, segundo a Braskem, previa a industrialização de etanol

Cinco dias depois, em 30 de janeiro, Ramos envia a Rogério Araújo - preso na Lava Jato e suposto operador de propinas do grupo - mensagem sobre o caso. "Só para sua informação. O ideal era voltar ao assunto depois do carnaval e ver se conseguimos combinar com nosso amigo Nestor (Cerveró) estar em condições de assinar o protocolo durante a visita de Lula!"

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No mesmo dia, Araújo repassa o e-mail de Ramos intitulado "Lula no Peru" a Cerveró - preso pela Lava Jato e delator - com a mensagem: "O que você acha desta estratégia?".

Um dia depois, 31, o ex-diretor de Internacional responde a Araújo e copia o ex-gerente da Petrobras em seu e-mail funcional: "Este assunto já foi acertado com o Cesar Gutierrez (presidente da Petroperu) na minha reunião da última semana, quando estive em Lima. Acho boa ideia e vamos andar rápido com o assunto". A troca de mensagens é copiada para Marcelo Odebrecht. "Apenas para inf. Assunto em evolução."

Em 7 de fevereiro, o próprio dono da Odebrecht responde aos executivos. "Ótimo. Estes eventos com Lula são bons pois criam um deadline." O acordo buscado pela Braskem foi assinado durante a visita de Lula.

Argentina
Nos e-mails anexados a um dos inquéritos em que executivos da Odebrecht são investigados, há também a atuação de Marcelo Odebrecht em visita de Lula feita em fevereiro de 2008 à Argentina. No relatório da PF, foi destacado trecho de mensagem enviada por Odebrecht a Henrique Valladares, executivo do grupo, em 4 de fevereiro. "Preciso (de) uma nota sobre Garabi para preparar a ajuda memória final que quero enviar para Lula até amanhã, referente à visita dele a Argentina." O projeto é o da usina hidrelétrica Garabi-Panambi, a ser construída na fronteira entre Brasil e Argentina.

Marcelo Odebrecht recebe o material e responde: "Roberto (Ramos) Um terço de página apenas ou o cara não lê". Para a PF, o empreiteiro se referia a Lula. "Pela dimensão e importância dos projetos atualmente em execução e em estudo pela Odebrecht na Argentina, havendo oportunidade, seria importante que o presidente Lula pudesse reforçar, junto à presidente Cristina (Kirchner), a confiança que tem na Odebrecht", diz outro trecho de mensagem.

Bolívia
Nas mensagens tratando sobre interesses da Odebrecht na Argentina, há referência ao presidente da Bolívia, Evo Morales. "Sugere-se ao presidente Lula comentar com o presidente Evo Morales sua satisfação em relação à boa evolução do projeto." O negócio de interesse naquele país era um polo de gás químico. O encontro entre Lula, a ex-presidente argentina Cristina Kirchner e Evo Morales ocorreu em 23 de fevereiro de 2008.

O ex-presidente Lula não é investigado na Lava Jato, mas sua atuação em favor de empreiteiras que são alvo da operação tem sido apurada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Energia nuclear: problema e solução

As 15.500 armas nucleares que permanecem nos arsenais de apenas alguns estados possuem a força destrutiva de eliminar a vida na Terra como a conhecemos.
As mudanças climáticas e uma terceira guerra mundial são as duas principais ameaças que pairam hoje sobre a humanidade A energia nuclear está intimamente ligada a essas duas ameaças de forma paradoxal: na primeira como solução e na segunda como problema.
As mudanças climáticas põem em perigo os ecossistemas e sistemas sociais de todo o mundo. A degradação dos recursos naturais, a redução da oferta de água e alimentos, as migrações forçadas, a subida do nível do mar, o degelo dos pólos e catástrofes naturais mais frequentes e intensas poderão afetar significativamente todas comunidades humanas, grandes e pequenas. Esses efeitos relacionados com o clima irão aumentar as tensões em relação aos conflitos já existentes no mundo e criar novos, agindo como um "multiplicador de ameaças" em regiões cujo equilíbrio já é frágil. Isso aumentará a instabilidade internacional, provocando e exacerbando hostilidades entre os povos e nações.
Ignorar a ameaça nuclear
Enquanto isso, as 15.500 armas nucleares que permanecem nos arsenais de apenas alguns estados possuem a força destrutiva de eliminar a vida na Terra como a conhecemos. Com as estratégias de dissuasão nuclear ainda em vigor e centenas de armas em condições de serem utilizadas a qualquer momento, os riscos de uma guerra nuclear causada por acidente, erro de cálculo ou decisão resultante de um equívoco permanecem elevados e iminentes num ambiente instável.
Apesar do reconhecimento crescente de que as mudanças climáticas e as armas nucleares representam riscos de segurança críticos, as sinergias entre as duas ameaças são amplamente ignoradas.
Apesar do reconhecimento crescente de que a mudanças climáticas e as armas nucleares representam riscos de segurança críticos, as sinergias entre as duas ameaças são amplamente ignoradas. No entanto, os riscos das armas nucleares e do clima interferem entre si, amplificando-se mutuamente. Conflitos induzidos pelas mudanças climáticas poderiam contribuir para a insegurança global que, por sua vez, aumentarão a possibilidade de uma arma nuclear ser efetivamente usada, como também propiciar um recrudescimento do terrorismo, incluindo o terrorismo nuclear, além de gerar motivações em diferentes estados para desenvolverem ou adquirirem as suas próprias armas nucleares.
Sendo uma parte importante da solução para as mudanças climáticas, a energia nuclear é necessária à efetiva mitigação em tempo dos efeitos da geração de gases de efeito estufa pela queima de combustíveis fósseis. Combinando com as energias renováveis e o aumento da eficiência energética, a energia nuclear tem a capacidade potencial de substituir significativamente as enormes quantidades de energia fóssil hoje produzida no mundo, sendo economicamente viável e flexível para atender às demandas por geração na base da carga dos sistemas elétricos, ampliados pela descarbonização da economia.
Cabe ressaltar que uma significativa ampliação da geração nuclear implicará um correspondente crescimento da indústria do combustível nuclear mundial, o que torna necessário um reforço do regime internacional de salvaguardas implantado na sequência do Tratado de Não Proliferação (TNP).
Os conflitos de interesses entre objetivos de longo prazo e aquelas que decorrem de medidas concretas de curto prazo tornam a efetiva cooperação internacional em matéria de mudança climática e desarmamento nuclear extremamente difícil. Apesar da crescente consciencialização sobre a urgência de abordar os problemas do clima e da ameaça nuclear entre os decisores políticos, os académicos e a sociedade civil, verifica-se uma grande carência de ações concretas, viáveis e efetivas.
Abolir os arsenais nucleares
Cientistas e engenheiros inventaram as tecnologias para explorar a energia fóssil e a nuclear (tanto para fins civis como militares) e assim têm uma responsabilidade especial no contexto atual. Devido à sua experiência, podem dar um grande contributo para abolir os arsenais nucleares e possibilitar uma transição energética sustentável. Prevenir os perigos da mudança climática e da guerra nuclear exige um conjunto integrado de estratégias que abordam as causas, bem como os impactos sobre o ambiente natural e social.
As instituições são necessárias para reforçar a segurança comum, ecológica e humana, construir e reforçar os mecanismos de resolução de conflitos e soluções energéticas de baixo carbono e ciclos de vida sustentáveis, que respeitem os recursos do mundo vivo.
Sómente uma efetiva participação dos técnicos e das instituições destinada a abolir as armas nucleares e a consequente valorização da energia nuclear para fins pacíficos, criarão condições para paz e prosperidade duradoura.
Artigo de Leonam dos Santos Guimarães publicado no Opera Mundi em 23 de dezembro de 2015

Empresa do segurança acusado de estuprar jovem é irregular, afirma PF

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Wellington não fez os cursos de reciclagem necessários para poder atuar em festas e boates



A empresa que fez a segurança da festa The Box – Reveião, no dia 31/12, e que tem como sócio Wellington Monteiro Cardoso, 33 anos, acusado de estuprar uma jovem de 24 anos que frequentava o evento, não tem autorização da Polícia Federal para prestar o serviço.

Em nota, a Assessoria de Comunicação da PF informa ainda que Wellington Monteiro Cardoso fez um curso de segurança privada há alguns anos. Porém, acrescenta a PF, ele não realizou a reciclagem necessária para a manutenção desse tipo de serviço. “Portanto, encontra-se em situação irregular”, destacou a corporação.
Uma busca pelo CNPJ da empresa mostra que a principal atividade econômica da Ello Serviços Especializados Ltda. é limpeza em prédios e em domicílios. O que reforça a informação da PF de que a firma de segurança particular é irregular.
A empresa fica na QNG 42 de Taguatinga. Wellington é um dos sócios e era um dos responsáveis pela segurança da festa. A vítima descreveu em uma carta que repercutiu nas redes sociais as cenas da violência que sofreu. Ela publicou cópia da autorização para tomar o coquetel anti-HIV e da ocorrência policial. O suspeito nega as acusações.
A reportagem do Metrópoles constatou que Wellington possui uma outra ocorrência de violência contra mulher registrada na 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga) em 2008. Na ocasião, a própria esposa o denunciou por ameaça de morte. Ele assinou um termo circunstanciado e foi liberado.
Colaborou Maria Eugênia