sexta-feira, 10 de julho de 2015

Apple espera venda recorde de iPhones para este ano

Empresa já vendeu 135 milhões de unidades no primeiro semestre do ano fiscal e encomendou mais 90 milhões de novos telefones
Só no ano passado, a Apple encomendou de 70 a 80 milhões de iPhones para a venda inicial do iPhone 6 e o 6 Plus. Foi um número recorde e a Apple conseguiu vender mais telefones do que qualquer um esperava.
Para este ano, o cenário não muda e empresa está confiante de que vai vender ainda mais, já que encomendou de 85 a 90 milhões de novos iPhones.
De acordo com o Wall Street Journal, a gigante de tecnologia está se preparando para vender neste ano dois modelos de iPhone de 4,7 polegadas e 5,5 polegadas, assim como no ano passado.
Enquanto o hardware não mudar muito, a empresa espera que a demanda esteja em pé de igualdade em comparação ao ano anterior, e provavelmente ela não está errada. A Apple já vendeu 135 milhões de iPhones no primeiro semestre do ano fiscal de 2015, que termina em setembro.
Até então, rumores sobre a maior mudança nos 6s e 6s Plus diz respeito ao Force Touch - o gesto sensível à pressão - que a companhia já preparou para o display do Apple Watch e para o trackpad do MacBook de 12 polegadas. A reportagem do WSJ também indica que a Apple adicionaria uma quarta cor a sua linha, que atualmente inclui as cores ouro, prata e cinza alumínio. Poderia a opção rosê-gold ser a próxima?
Além de encomendar mais telefones para atender a demanda, a Apple está explorando a ideia de acrescentar um terceiro fabricante para produzir mais telefones. No ano passado, clientes enfrentaram longos atrasos ao fazer pedidos online e não tiveram sorte nas lojas semanas após o lançamento do 6 e 6 Plus.
A história por trás da história
Então, por que a Apple espera vender tantos 6s e 6s quando não há nenhuma grande atualização de hardware a caminho? Bem, em locais onde operadores subsidiam o custo de um iPhone com contratos de dois anos, muitos clientes estão se preparando para atualizar seu 5s.
A Apple também tem conseguido atrair usuários do Android, com suas telas maiores, uma tendência que poderia continuar este ano.
Depois, há a demanda na China. É óbvio que é muito cedo para dizer se a Apple vai quebrar seus próprios recordes no trimestre, mas a empresa está claramente se preparando para vender para fora seu inventário.

Android recebe 5 mil códigos maliciosos por dia Matéria completa: http://canaltech.com.br/noticia/android/android-recebe-5-mil-codigos-maliciosos-por-dia-44759/#ixzz3fUkuqZPO O conteúdo do Canaltech é protegido sob a licença Creative Commons (CC BY-NC-ND). Você pode reproduzi-lo, desde que insira créditos COM O LINK para o conteúdo original e não faça uso comercial de nossa produção.

Android

De acordo com dados divulgados pela G Data Software AG, cerca de 5 mil novas amostas de programas malware para Android foram detectados diariamente nos três primeiros meses de 2015. No total, foram mais de 440 mil softwares maliciosos detectados no período. Em média, os especialistas registraram um novo código malicioso a cada 18 segundos, em sua maioria projetados para roubar dinheiro. A previsão é que para o resto deste ano o número de novas ameaças cresça significativamente.
Os dados mostram que os cibercriminosos estão adaptando suas maneiras de atuação, utilizando ameaças para uma nova era de compras e operações financeiras feitas a partir de dispositivos móveis. Segundo a G Data, mais de 50% dos programas maliciosos para o sistema móvel do Google têm motivação exclusivamente econômica.
Os criminosos digitais aproveitam as inscrições online a serviços de chamadas ou SMS Premium para poderem realizar chantagens por meio de ransomware, software malicioso que restringe o usuário de acessar o sistema infectado, cobrando um valor de "resgate" para que esse acesso possa ser novamente estabelecido. Além disso, eles utilizam desse meio para interceptar dados durante processos de transferência de dinheiro.
Segundo o relatório, a indústria do cibercrime tem a intenção de colocar em circulação malwares especificamente projetados para atacarem o Android devido à sua consolidação como sistema operacional predominante no mercado mundial. Sendo assim, é crescente a quantidade de dispositivos inteligentes sujeitos a ataques, incluindo carros, refrigeradoras, relógios, entre outros equipados com Android.
Os especialistas que coletam os dados estão se deparando todos os dias com mais vulnerabilidades de segurança em novos equipamentos conectados. Em muitos dos casos, os dispositivos são controlados com tablets e smartphones. Assim, a probabilidade de novos ataques aumenta e eles podem ser utilizados como vetor de infecção em outros dispositivos hiperconectados.
Via EBC


Matéria completa: http://canaltech.com.br/noticia/android/android-recebe-5-mil-codigos-maliciosos-por-dia-44759/#ixzz3fUkiwY26 
O conteúdo do Canaltech é protegido sob a licença Creative Commons (CC BY-NC-ND). Você pode reproduzi-lo, desde que insira créditos COM O LINK para o conteúdo original e não faça uso comercial de nossa produção. 

Putin tenta mostrar que a Rússia não está isolada Cúpulas regionais dão a Moscou a oportunidade de estabelecer laços fora do Ocidente BRICS reforçam colaboração para combater inquietação econômica

Putin
Vladimir Putin durante uma sessão do Kremlin / ALEXEI NIKOLSKY (AP)
Duas reuniões de chefes de Estado de quatro continentes em território russo deram esta semana ao presidente Vladimir Putin uma oportunidade de mostrar aos EUA e seus aliados ocidentais que o Kremlin, apesar de ser castigado por seu rumo na Ucrânia, não está isolado dos pontos de vista político, econômico e de segurança.

O grupo BRICS (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul) surgiu em 2006 como um clube de potências emergentes díspares e, em parte, dispersas geograficamente, cujo denominador comum é a insatisfação com a atual divisão de peso e influência nos mecanismos de decisão do sistema político e financeiro internacional, dominado pelos EUA.As reuniões nas quais Putin procurou afirmar sua liderança internacional foram as cúpulas dos BRICS e da Organização de Cooperação de Xangai, realizadas respectivamente quarta e quinta-feira em Ufá, cidade situada mais de 1.100 quilômetros a leste de Moscou, entre o rio Volga e os Urais.
A Organização de Cooperação de Xangai (Rússia, China, Cazaquistão, Quirguistão, Uzbequistão e Tajiquistão), por sua vez, tem caráter regional e foi fundada em 2001 para integrar países pós-soviéticos da Ásia Central com seus dois grandes vizinhos – Rússia, a antiga metrópole colonial, e China, que assumiu lugar de destaque econômico na região. Índia, Paquistão e Irã solicitaram o ingresso na OCX, que tem entre seus grandes desafios a instabilidade do Afeganistão e a contenção do islamismo radical na Ásia Central.
Os BRICS são responsáveis por 28% do PIB mundial, mas seu peso no Fundo Monetário Internacional (FMI) é de 11% dos votos, como ressaltava a agência oficial russa Tass ao informar na terça-feira sobre o lançamento, em Moscou, das primeiras instituições financeiras do grupo, o Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS e um fundo comum de reservas de câmbio, dotados, cada um, com capital de 100 bilhões de dólares (322 bilhões de reais).
banco dos BRICS se especializará em projetos de investimento em infraestrutura para superar obstáculos para o desenvolvimento dos negócios privados e estatais, segundo o ministro da Economia da Rússia, Alexei Uliukaiev. O ministro russo das Finanças, Anton Siluanov, por sua vez, anunciou que um ex-chefe do banco da Índia, Kundapur Vaman Kamatj, foi eleito o primeiro presidente do novo banco.
Quanto ao fundo, trata-se de um mecanismo de ajuda mútua entre os bancos centrais dos países membros para fornecer recursos “caso surjam problemas com a liquidez em dólares”, a fim de manter a “estabilidade financeira”, assinala o banco central da Rússia em um comunicado. A China contribuirá com 41 bilhões de dólares (132 bilhões de reais) para o fundo. O Brasil, a Índia e a Rússia contribuirão, cada um, com 18 bilhões de dólares (58 bilhões de reais) e a África do Sul, com 5 bilhões de dólares (16 bilhões de reais).
Ao estabelecer estas instituições, os BRICS, principalmente a China, “querem demonstrar sua convicção de que o enfoque ocidental não incorpora (ou adia a incorporação) das potências emergentes no processo global de tomada de decisões e de que não se pode continuar tolerando isso”, escreve Serguei Alexashenko em uma análise sobre os BRICS recém-publicada pelo Center of Global Interests (CGI). Alexashenko, ex-vice-presidente do Banco Central da Rússia, ressalta que o maior obstáculo para o desenvolvimento dos dois instrumentos é a “óbvia disparidade de interesses entre os países membros dos BRICS”. “A Rússia e, em menor medida, o Brasil impulsionam ativamente uma política antiamericana e promovem a ideia de uma aliança internacional de países que desejam se livrar do dólar”, afirma o especialista. “Outros membros dos BRICS, começando pela China, procuram principalmente benefícios econômicos e até agora se mostraram resistentes a utilizar seus recursos para apoiar aventuras políticas que podem levar a um enfrentamento com o Ocidente”, opina Alexashenko.
Por causa das sanções impostas à Rússia pela anexação da Crimeia e de sua política no leste da Ucrânia, Moscou enfrenta dificuldades para obter financiamento. O Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BERD), uma entidade criada em 1991 para ajudar os países em transição pós-comunista, congelou o financiamento de novos projetos na Rússia em 2014 e o novo banco dos BRICS pode ser uma fonte alternativa de investimentos. Entretanto, até o momento os investimentos não se concretizaram – e os russos estão descobrindo na prática que o dinheiro chinês com o qual contavam se mostra precavido na hora de investir em projetos de risco na Rússia.

Investimento da Arábia Saudita

A Rússia encontrou um investidor na Arábia Saudita. Este país investirá 10 bilhões de dólares (32 bilhões de reais) em projetos conjuntos com o Fundo Russo de Investimentos Diretos (FRID) e o fundo soberano Public Investment Fund (PIF), confirmou Kiril Dmitriev, o diretor-chefe do FRID, à agência russa Interfax.
A maioria dos projetos será realizada na Rússia. Dmitriev destacou que se trata do maior investimento estrangeiro na história da instituição. As prioridades são infraestrutura, agricultura, medicina, logística, venda varejista e imóveis.
O fundo russo espera concluir dez projetos, com investimentos em torno de 1 bilhão de dólares (3,2 bilhões de reais), dos quais sete já têm sinal verde. O mesmo esquema acertado com a Arábia Saudita já foi utilizado com o fundo de investimento russo-chinês. O fundo assinou um acordo com outros fundos por meio da Saudi Arabian General Investment Authority (Sagia), que deve ajudar empresas russas a entrar no mercado árabe.
Se forem levadas em conta as realidades econômicas dos Brics, “a Rússia tenta efetivamente criar um sistema que será controlado pela China, indiferente às sutilezas da política interna dos sócios, e não pelos exigentes Estados Unidos”, opina Andrei Movchan, diretor de programas de política econômica do centro Carnegie em Moscou. As autoridades russas consideram sua “permanência imutável” no poder uma “prioridade para o país” e veem como “principal perigo” a "influência externa na política interna”, por isso “não têm nada a perder” com a criação das instituições financeiras dos BRICS, mesmo que suas possibilidades êxito sejam baixas, segundo Movchan.
A China é a economia dominante entre os BRICS, mas este grupo “dificilmente pode ser considerado um instrumento estratégico de longo prazo” para a política de Pequim, adverte Alexashenko. Pequim criou o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (BAII), que é um concorrente direto do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS e tem um projeto próprio de integração, com melhores perspectivas do que a integração apoiada nos BRICS, assinala Alexashenko. O projeto chinês procura fomentar as relações econômicas entre países vizinhos por meio do desenvolvimento de todos os tipos de infraestrutura de comunicações, de estradas e portos a gasodutos, oleodutos, redes de eletricidade e telecomunicações. O BAII foi fundado em março e conta com um capital inicial de 50 bilhões de dólares (161 bilhões de reais) e sede em Pequim. A iniciativa foi lançada em outubro pela China e por outros 20 países asiáticos e ganhou a adesão de vários países ocidentais, incluindo a Espanha.
Segundo o ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, o BAII e o Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS podem ser concessionários no financiamento de projetos de investimento no contexto da “rota da Seda”, que é parte do projeto chinês de integração. Em um primeiro momento, o banco dos BRICS dará prioridade ao desenvolvimento da infraestrutura dos países membros, disse Siluanov, que não excluiu a possibilidade de que, em um “futuro distante”, a instituição possa financiar projetos na Grécia. Segundo o ministro, a Rússia não tem necessidade de utilizar o novo fundo de reservas de câmbio. As grandes empresas russas, como a Rosneft, já são candidatas aos recursos do banco, cujos primeiros projetos devem aparecer antes do fim do ano, disse o ministro. Segundo os prognósticos do ministério das Finanças, a fuga de capitais da Rússia em 2015 oscilará entre 70 bilhões e 80 bilhões de dólares (225 bilhões e 257 bilhões de reais), em vez dos 100 bilhões de dólares (322 bilhões de reais) previstos anteriormente, assinalou o ministro.
Por outro lado, a Rússia encontrou um investidor na Arábia Saudita. Este país investirá 10 bilhões de dólares (32 bilhões de reais) em projetos conjuntos com o Fundo Russo de Investimentos Diretos (FRID) e o fundo soberano saudita Public Investment Fund (PIF), confirmou Kiril Dmitriev, o diretor-chefe do FRID, à agência russa Interfax. A maioria dos projetos será realizada na Rússia. Dmitriev destacou que se trata do maior investimento estrangeiro na história da instituição. Antes o recorde estava com o Fundo dos Emirados Árabes, que tinha investido 7 bilhões de dólares (22,5 bilhões de reais). As prioridades são infraestrutura, agricultura, medicina, logística, venda varejista e imóveis, entre outras. O fundo russo espera realizar cerca de dez projetos, com investimentos de aproximadamente 1 bilhão de dólares (3,2 bilhões de reais), dos quais sete já receberam sinal verde provisório. Segundo Dmitriev, os recursos serão entregues pelo prazo de quatro a cinco anos. O mesmo esquema empregado com a Arábia Saudita já foi utilizado com o fundo de investimento russo-chinês. O fundo russo assinou um acordo com outros fundos soberanos da Arábia Saudita, representados pela Saudi Arabian General Investment Authority (Sagia). Esta última instituição deve ajudar as empresas russas a entrar no mercado árabe. Dmitriev disse que a visita do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Muhammad bin Salman, ao Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, onde se reuniu com Putin, contribuiu para que fosse selado o acordo.

FMI reduz previsão de crescimento do Brasil e desemprego chega a 8,1% Fundo projeta queda de 1,5% do PIB brasileiro. Taxa de desocupação tem alta de 8,1% . Maneiras de ganhar a vida no Brasil que diz adeus ao pleno emprego

Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou a reduzir a previsão de crescimento do Brasil para este ano. A projeção é que o Produto Interno Bruto (PIB)  tenha queda de 1,5%. Em abril, a estimativa era de uma contração de 1%. Foi um dos maiores cortes nas projeções entre os principais países emergentes, segundo relatório do FMI divulgado nesta quinta-feira. As perspectivas para o próximo ano também pioraram em relação à estimativa anterior. O fundo espera que a recuperação em 2016 seja mais fraca. A previsão é que o PIB avance 0,7%, abaixo da alta de 1% prevista no relatório em abril.
Os sinais dessa desaceleração da economia brasileira já se refletem no índice de desemprego do país.Pesquisa divulgada pelo IBGE, nesta quinta-feira, mostra que a taxa de desemprego do Brasil subiu 8,1% no trimestre encerrado em maio, a mais alta da séria histórica iniciada em 2012. O aumento da desocupação é influenciado pela redução de postos de trabalho em meio ao cenário de inflação elevada – que chegou a 8,89 % no mês de junho - e uma economia enfraquecida, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.Os economistas brasileiros também preveem queda de 1,5% no PIB este ano, segundo o último boletim Focus, que reúne estimativas de mais de 100 instituições financeiras. Porém, são menos otimistas quanto a recuperação do país no próximo ano, preveem uma alta de 0,5% em 2016.
O economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Oliver Blanchard afirmou, em entrevista coletiva, que esse será um ano "duro" para o país, mas ressaltou que o ajuste fiscal e a política monetária estão na direção correta para criar um ambiente de retomada econômica no Brasil no próximo ano. Blanchard afirmou ainda que o resultado da maior economia da América Latina terá impacto na região que terá uma expansão de 0,5% este ano, 0,4 ponto porcentual abaixo da última estimativa.
O FMI vem reduzindo as estimativas de crescimento da economia brasileira para este ano consecutivamente. No relatório de janeiro, a previsão era de crescimento de 0,3% para 2015 e de 1,5% para 2016. Em outubro de 2014, a previsão para 2015 era de crescimento de 1,4%. Em julho de 2014, de crescimento de 2%. Em abril de 2014, de 2,7%.
Dos maiores emergentes, apenas a Rússia terá um desempenho pior, com queda de 3,4, segundo o FMI. De acordo com o relatório, a desaceleração dos emergentes, de 4,6% no ano passado para 4,2% neste ano, se deve a fatores como o impacto negativo da queda de preços das commodities, especialmente os exportadores de petróleo (caso do Brasil). Já as previsões para a China e para a Índia se mantiveram estáveis. O FMI prevê que esses países cresçam 6,8% e 7,5%, respectivamente.

Espanha no topo do crescimento dos desenvolvidos

As novas previsões econômicas do FMI ajustam-se também ao mau início de ano das economias norte-americanas depois de um inverno muito cruel e reconhecem que a Itália e, especialmente, a Espanhavão melhor do que o Fundo antecipava até agora. Segundo essas novas estimativas, o crescimento do PIB dos EUA perde fôlego (o prognóstico do Fundo é que o aumento anual fique em 2,5%, frente aos 3,1% que supostos em abril) na mesma medida em que a economia espanhola ganha (o Fundo agora prevê 3,1%, um acréscimo de seis décimos). Em resumo, a Espanha passa a ser a economia a que o Fundo atribui o maior crescimento para 2015 entre os oito grandes países desenvolvidos analisados desta vez.
Numa declaração sobre o país depois da missão habitual de especialistas do Fundo, o organismo dirigido por Christine Lagardejá tinha antecipado seu novo prognóstico, que, além de fixar o crescimento do PIB espanhol para 2015 em 3,1%, também elevava sua previsão para 2016 a 2,5%. Agora, a publicação dessa estimativa intermediária -menos completa do que as que são feitas no outono e na primavera- permite comprovar que a revisão de alta (0,6 e 0,5 pontos percentuais respectivamente) é a maior das oito grandes economias avançadas e das oito emergentes incluídas no relatório.
Depois de sua oitava revisão de alta sobre as perspectivas econômicas da Espanha –faz pouco mais de um ano previa um crescimento de apenas 0,8% para 2015—, o Fundo equipara seus prognósticos a outros, como o do Banco da Espanha e os feitos por analistas independentes, e só ligeiramente abaixo da nova estimativa do Governo (3,3%) para este ano. A revisão das previsões se limita ao PIB, uma vez que ficou mantida a última avaliação sobre o mercado de trabalho (criação de 600.000 postos até 2016, taxa de desemprego acima de 20% até 2017), mais pessimista que as do Executivo e da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE)

Grécia apresenta proposta e pede 53 bilhões de euros Atenas prometeu a adoção de medidas de austeridade


O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras (foto: EPA)
O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras (foto: EPA) BRUXELASZBF
(ANSA) - A Grécia apresentou oficialmente na noite de ontem (9) seu plano de reformas econômicas e medidas de austeridade ao eurogrupo, as quais são exigidas pelos seus credores para a concessão de mais um resgate financeiro ao país.
De acordo com a proposta, que prevê a arrecadação de 12 bilhões de euros, serão abolidos os desconto no IVA a partir de 2016 em ilhas turísticas e aumentados os impostos sobre restaurantes (23%) e hoteis (13%). Outros setores, como artigos de luxo, empresas e imóveis, também devem ser afetados.
O pacote promete ainda uma reforma no sistema previdenciário e um corte de 300 milhões de euros nos gastos com Defesa. Em troca da implantação das medidas de austeridade, a Grécia pede aos credores 53,5 bilhões de euros para honrar suas dívidas até junho de 2018.
Nesta sexta-feira (10), representantes europeus se reunirão para analisar a proposta grega antes da cúpula do eurogrupo convocada para amanhã (11). O Parlamento grego também votará o texto. 
A proposta grega gerou otimismo entre os líderes da UE, como o presidente da França, François Hollande, que elogiou o texto, e o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, que disse esperar um acordo neste fim de semana.
"Espero não ter que nos reunirmos no domingo. Ou seja, o acordo com a Grécia pode ser fechado no sábado pelos ministros da Economia", afirmou Renzi.
A proposta grega chegou ao eurogrupo após várias rodadas de negociações fracassarem. No último domingo (5), os eleitores foram às urnas e rejeitaram em um referendo as medidas de austeridade propostas pela Europa em troca da concessão do resgate. (ANSA)
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. 2013 © COPYRIGHT ANSA

Papa fala em "genocídio" dentro de uma "3ª guerra mundial em parcelas"

Nesta intervenção na Bolívia, Francisco pediu perdão pelos pecados da Igreja cometidos contra os povos indígenas. Papa fala em "genocídio" dentro de uma "3ª guerra mundial em parcelas"


O Papa pediu o fim do “genocídio” dos cristãos no Médio Oriente. No segundo encontro mundial dos movimentos populares, em Santa Cruz, Bolívia, Francisco referiu-se a uma “terceira guerra mundial”, que está a ser travada em parcelas. 

"Hoje vemos, com horror, como no Médio Oriente e noutros lugares do mundo se persegue, tortura, assassina a muitos irmãos nossos pela sua fé em Jesus. Isto também devemos denunciá-lo: Dentro desta terceira guerra mundial em parcelas que vivemos, há uma espécie de genocídio em curso que deve cessar”, afirmou. 

Em Setembro do ano passado, o Papa lamentou a onda de conflitos mundiais, afirmando que se tratava, efectivamente, de uma terceira guerra mundial "fragmentada.

Na mesma altura, Francisco pediu perdão pelos pecados da Igreja cometidos contra os povos indígenas. “Peço humildemente perdão, não só para as ofensas da própria Igreja, mas também para os crimes contra os povos nativos durante a chamada conquista da América”. 

“Digo-vos isto com arrependimento. Muitos pecados graves foram cometidos contra os povos nativos da América em nome de Deus”, afirmou.

Francisco vai encerrar esta sexta-feira a segunda etapa da sua visita à América Latina, na Bolívia, passando pelo Centro de Reeducação de Palmasola, antes de rumar ao Paraguai, a última etapa da sua viagem à América Latina. No total, vai percorrer 24.730 quilómetros (equivalente a mais de meia volta ao mundo) em sete voos. 

A Renascença V+ transmite em directo os principais momentos da visita do Papa Francisco à América Latina, até domingo. Veja em detalhe o programa das transmissões (link: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=29&did=192663). O próximo directo é esta sexta-feira às, 14h30 (alterar data e hora). Veja em directo a visita ao Centro de Reabilitação Santa Cruz, Bolívia.

CPI da Petrobras convoca ministro da Justiça José Eduardo Cardozo terá que depois para parlamentares

José Eduardo Cardozo terá que comparecer a CPI (foto: ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO)

osé Eduardo Cardozo terá que comparecer a CPI (foto: ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO) SÃO PAULOZGT
(ANSA) - Em uma votação rápida, a CPI da Petrobras aprovou na manhã desta quinta-feira (9) 79 requerimentos, entre eles a convocação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O pacote inclui quebra de sigilos, acareações e pedidos de acesso a documentos.

A lista apresentada pelo relator Luiz Sérgio (PT-RJ) incluiu as convocações do empreiteiro Marcelo Odebrecht, do executivo da Toyo Setal Júlio Camargo, do executivo da Andrade Gutierrez Otávio Marques de Azevedo, do policial Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca, de Adarico Negromonte (irmão do ex-ministro Mário Negromonte) e de Rafael Angulo Lopes (responsável pelo "cofre" do doleiro Alberto Youssef). Também foram convocados os delegados federais envolvidos no "caso da escuta ilegal" encontrada na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Sobre a convocação do ministro, Luiz Sérgio disse que era preciso chamá-lo para esclarecer alguns acontecimentos envolvendo as investigações.

Outros executivos foram incluídos no pacote de convocações: J.W.Kim, presidente da Samsung no Brasil, e Shinji Tsuchiya, da Mitsui.

"A CPI não está blindando ninguém", disse o deputado Celso Pansera (PMDB-RJ) sobre a convocação de personagens da Operação Lava Jato que comprometem políticos do PMDB.

Entre as acareações aprovadas estão as que confrontam o executivo Augusto Mendonça, o ex-diretor de Serviços Renato Duque e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto numa mesma sessão. Outra acareação envolverá o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco, o delator Shinko Nakandakari e ex-gerente-geral de Implementação de Empreendimentos para a refinaria Abreu e Lima (PE) Glauco Legatti. A terceira acareação aprovada hoje será entre o empresário Caio Gorentzvaig (da Petroquímica Triunfo) e o empresário do Grupo Suzano David Feffer.

Em votação separada, foram aprovadas as quebras de sigilo de parentes do doleiro Alberto Youssef. A CPI quer acesso ao sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático das filhas do doleiro Taminy e Kemelly Youssef, de Joana Darc Youssef (mulher do doleiro) e de Olga Youssef (irmã).

Advogada

Também entrou na lista o pedido de convocação da advogada Beatriz Catta Preta, defensora de alguns dos investigados da Operação Lava Jato, entre eles Pedro Barusco. A aprovação do requerimento é visto como "retaliação" à atuação da advogada frente aos trabalhos da CPI.

Durante a sessão, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) sugeriu que fosse remarcada a acareação de Barusco com Duque e Vaccari. Barusco conseguiu uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) para não comparecer às acareações por motivos de saúde. Vaccari e Duque chegaram a ser transportados de Curitiba para Brasília.

"O problema não é humanitário ou de saúde, é esperteza da advogada. Para roubar ele não está doente, né?", declarou o deputado. "Não podemos colocar em dúvida a atuação dela", rebateu o deputado Wadih Damous (PT-RJ).

A sessão de votação chegou a ser suspensa devido ao início da Ordem do Dia no plenário da Câmara. Em seguida, a sessão plenária para votação do texto infraconstitucional da Reforma Política foi suspensa por meia hora, o que permitiu à CPI votar todos os requerimentos. Fonte: Estadão Conteúdo (ANSA)
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. 2013 © COPYRIGHT ANSA