sábado, 4 de julho de 2015

Argentina no jejum

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De cavadinha, Alexis Sánchez liberta Chile da opressão, garante primeiro título e mantém Argentina no jejumNa disputa de penalidades máximas, La Roja completa a festa em Santiago e deixa Messi com terceiro vice após derrota na final da Copa América de 2007 e no Mundial de 2014

Porque não valorizar a base? (“Novinhos”)

Episódio do grampo dos EUA está 'superado' para o governo, diz ministro Ministro afirmou ao G1 que nova revelação se refere a fatos antigos. WikiLeaks divulgou que EUA espionaram 29 telefones do governo Dilma


Do G1, em Brasília
Edinho Silva PT-SP tesoureiro Dilma ministro Comunicação Social (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)O ministro da Comunicação Social, Edinho Silva.
(Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
O ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, afirmou neste sábado (4) ao G1 que, mesmo diante da revelação de que os Estados Unidos grampearam 29 telefones do governo brasileiro no início da gestão Dilma Rousseff, para o Palácio do Planalto o episódio da espionagem norte-americana está "superado".
O site WikiLeaks divulgou neste sábado uma lista classificada pela Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) dos EUA como "ultrassecreta", a qual revela que, além da própria presidente Dilma Rousseff, ministros, diplomatas e assessores do Executivo federal foram espionados pela agência de inteligência.
Edinho Silva relatou ao G1 que conversou com Dilma na manhã deste sábado após a divulgação dos alvos brasileiros da espionagem dos Estados Unidos. Segundo ele, a avaliação do governo é de que as informações são relacionadas a fatos antigos.
"A posição do governo é de que esse episódio é relacionado a episódios antigos. O próprio governo americano reconheceu internacionalmente o erro e assumiu compromisso de mudança de prática. Para o governo [brasileiro], está superado", ressaltou o titular da Comunicação Social.
GloboNews, em parceria com a publicação online "The Intercept", divulgou neste sábado, simultaneamente com o Wikileaks, a relação de telefones do governo que foram grampeados pela NSA. A lista revelou que o telefone via satélite Inmarsat instalado no avião presidencial, com o qual Dilma se comunica com o mundo quando está a bordo da aeronave, é um dos 29 números monitorados pela NSA. Os números telefônicos foram espionados no início da gestão Dilma.
Entre outros nomes, estavam na lista da NSA o ex-chefe da Casa Civil Antonio Palocci; o atual ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, que, à época, ocupava o cargo de secretário-executivo do Ministério da Fazenda; o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general José Elito Siqueira, responsável pela segurança da presidente da República; e o ex-ministro das Relações Exteriores e atual embaixador do Brasil em Washington Luiz Alberto Figueiredo, então subsecretário-geral de Meio Ambiente.
A relação vazada pelo WikiLeaks também mostra que quatro números do escritório da presidente no Palácio do Planalto eram monitorados pelos espiões dos EUA, além dos telefones do assessor pessoal da petista, Anderson Dornelles, e da secretária Nilce.
Os grampos norte-americanos, revela a lista do WikiLeaks, também foram instalados em embaixadas, no Banco Central e na residência de diplomatas.
Ao G1, o ministro da Comunicação Social destacou que a presidente da República recém retornou de uma viagem oficial aos Estados Unidos, que, segundo ele, teve com um de seus objetivos a "reaproximação" com Washington. Ao longo dos quatro dias de estadia em território norte-americano, Dilma visitou oficialmente a Casa Branca, se reuniu com empresários em Nova York e foi conhecer a sede do Google, na Califórnia.
"A viagem [aos EUA] foi de reaproximação, construção de uma relação mais qualificada, de parcerias mais importantes", disse Edinho Silva.
No mês passado, quase dois anos depois do início do mal-estar diplomático com a Casa Branca, Dilma afirmou ao jornal belga "Le Soir" que a crise gerada por conta do episódio da espionagem era “uma questão do passado”. Em meio à visita oficial desta semana, o tema não ganhou destaque por parte dos chefes de Estado do Brasil e dos EUA.Em 2013, a revelação de que Dilma havia sido espionada pela agência norte-americanagerou uma crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos. Indignada com a espionagem, a presidente brasileira cancelou, à época, uma visita de Estado (a mais alta da diplomacia)agendada para Washington e condenou duramente as ações de espionagem dos EUAna Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York.
Indagada em uma coletiva de imprensa concedida na última terça (30) na Casa Branca sobre se a crise diplomática gerada pelos grampos estava superada, a presidente brasileira chegou a brincar com o fato de ter sido espionada. Ao lado de Barack Obama, Dilma voltou a dizer que o colega norte-americano havia lhe prometido que, se quisesse saber qualquer coisa sobre o Brasil, ele ligaria para ela.
Para Edinho Silva, o governo avalia que as revelações deste sábado são muito semelhantes com as que a imprensa já havia divulgada. De acordo com o ministro, ao conversar com Dilma nesta manhã, eles não discutiram os nomes de pessoas espionadas.
Outros alvos da espionagem
Na relação divulgada neste sábado, além de Antonio Palocci, Nelson Barbosa, José Elito e Luiz Alberto Figueiredo, aparecem outros alvos da espionagem norte-americana no Brasil:
- André Amado, diplomata da Subsecretaria de Ambiente e Tecnologia
- Everton Vargas, ex-embaixador do Brasil em Berlim
- Fernando Meirelles de Azevedo Pimentel, subsecretário de assuntos internacionais do Ministério da Fazenda
- José Maurício Bustani, embaixador do Brasil na França, que foi removido da Diretoria da Organização Internacional para Proibição de Armas Químicas por pressão do governo norte-americano
- Luiz Awazu Pereira da Silva, ex-diretor da área internacional do Banco Central
- Luiz Balduíno, atual secretário de assuntos internacionais do Ministério da Fazenda
- Luiz Filipe de Macêdo Soares, ex-representante permanente do Brasil junto à conferência de desarmamento, em Genebra
- Marcos Raposo, ex-embaixador do Brasil no México e chefe do cerimonial da Presidência da República
- Paulo Cordeiro, da Secretaria de Assuntos Políticos
- Roberto Doring, assessor do ministro das Relações Exteriores
- Valdemar Leão, assessor financeiro do Itamaraty
Códigos da espionagem
Em 2013, os documentos sigilosos vazados pelo ex-prestador de serviços da NSA Edward Snowden revelaram que os EUA monitoraram atividades de outros países e de seus líderes, incluindo Dilma e a chanceler alemã Angela Merkel. O material obtido por Snowden revelaram que os espiões interceptaram e-mail e telefonemas da presidente brasileira.
No entanto, apesar de mostrar como foi feita espionagem de comunicações de Dilma com seus principais assessores, o  documento havia sido manipulado para esconder quem eram as pessoas ligadas à presidente que eram monitoradas. É justamente esta lista que foi revelada neste sábado pelo WikiLeaks.
Um dos programas usados pela NSA é chamado de DNI Selectors, que, segundo outro documento vazado por Snowden, captura tudo o que o usuário faz na internet, incluindo o conteúdo de e-mails, e sites visitados.
O programa de espionagem à presidente tinha um código: S2C42. Esse número aparece junto aos nomes alguns dos nomes revelados agora. É o código para espionagem de questões políticas relacionadas ao Brasil.
A lista revela outra operação, com código S2C51: é a mesma que grampeou três presidentes franceses e tinha como objetivo espionar a evolução financeira mundial.
No Brasil, os alvos classificados com o código S2C51 foram Nelson Barbosa, Luiz Balduíno, Fernando Meirelles de Azevedo Pimentel, um homem identificado como Carvalho, que, segundo a GloboNews, pode ser Luiz Eduardo Melin de Carvalho e Silva, ex-chefe de gabinete do ministro da Fazenda até janeiro de 2011, e Luiz Awazu Pereira da Silva.
GNews - Julian Assange, fundador do Wikileaks (Foto: globonews)O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange.
(Foto: globonews)
Julian Assange
Recluso há três anos na embaixada do Equador em Londres, o fundador e editor-chefe do WikiLeaks, o australiano Julian Assange, se manifestou neste sábado sobre os grampos em telefones do governo brasileiro por meio de um comunicado publicado no site. No texto, Assange levantou suspeitas sobre eventuais informações privilegiadas dos Estados Unidos, obtidas por meio de grampos, que possam beneficiar empresas norte-americanas nas concessões que serão feitas pelo governo federal na área de infraestrutura.
"Se a presidente Dilma Rousseff quer ver mais investimentos dos EUA no Brasil na esteira de sua recente viagem ao país, como ela afirma, como ela pode assegurar às empresas brasileiras que as companhias norte-americanas não têm uma vantagem proporcionada por esta vigilância. Até que ponto ela pode realmente garantir que a espionagem foi encerrada - não apenas sobre ela, mas sobre todas as questões brasileiras", ressaltou Assange no comunicado.
Na visão do fundador do WikiLeaks, a Casa Branca tem de percorrer um "longo caminho" para provar que não monitora mais autoridades de países considerados "amigos".
"Nossa publicação mostra hoje que os EUA têm um longo caminho a percorrer para provar que sua vigilância sobre os governos "amigos" terminou. Os EUA têm monitorado não apenas a presidente Rousseff, mas as pessoas-chave do governo, com quem ela fala com todos os dias", enfatizou.
Na tentativa de deixar a embaixada equatoriana, ele pediu asilo político a França em uma carta dirigida ao presidente François Hollande e publicada pelo jornal Le Monde. Nesta sexta (3), o governo francês rejeitou a solicitação de Assange.
Nota
O Palácio do Planalto divulgou uma nota na tarde deste sábado (4) para informar que a presidente considera o episódio "superado" e que ela confia no compromisso assumido por Obama de que não haveria mais escutas envolvendo o governo e as empresas brasileiras.
Leia a íntegra da nota:
"A respeito das notícias veiculadas pela revista Carta Capital e pelo portal G1 sobre escutas realizadas clandestinamente pelo governo dos Estados Unidos contra a presidenta Dilma Rousseff e outras autoridades do governo brasileiro, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República informa que a presidenta considera o episódio superado.
Em várias circunstâncias, a presidenta Dilma Rousseff ouviu do presidente Barack Obama o compromisso de que não haveria mais escutas sobre o Governo e empresas brasileiras, uma vez que os EUA respeitam os “países amigos”.
A presidenta Dilma reitera que confia no presidente Obama e no compromisso por ele assumido. Os EUA e o Brasil tornarão cada vez mais forte a sua parceria estratégica, que está baseada no respeito mútuo e no desenvolvimento de seus povos.
Secretaria de Imprensa - SECOM
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República"
Assista abaixo ao comentário da repórter especial da TV Globo Sônia Bridi, na GloboNews, sobre a nova revelação de espionagem dos Estados Unidos:

Esses caras valem ouro. Parabéns Bravos Papa Mike!

Helena Helena compartilhou a foto de Marcos Do Val.
2 h · 
Nos bastidores da polícia!
Esse é o sargento Patrian da Rotam de Patos, PB.
Carlos Patrian recolhe pessoalmente animais das ruas para cuidar.
Sensacional!

URGENTEEE..é de doer o coração

Atualizando
Resgatado
Só pra ele ficar hoje o soro e fazer o exame de sangue ficou em 385,00. Sabemos que está conta irá aumentar. Então desde já já peço que vos contribuam.
Banco bradesco
AG 2113
Conta 50117-4
Edilaine soares Barbosa
Brasília SOS
URGENTEEE..é de doer o coração.. Acabei de receber este pedido de ajuda. Este anjinho está nesta situação há dias..nao consegue se levantar, fica nesta posição 24 horas por dia, tenta se arrastar mas tbm nao consegue Emoticon frown . as pessoas que trabalham no local colocaram um cobertor e estao alimentando mas ninguém o leva p um vet. Está no Setor de Desenvolvimento Econômico (SDE) quadra 12 conjunto D ( M Norte) em frente a oficina MC Car. O ponto de referência para chegar la é a rua entre o cemitério e o supermercado Comper, seque até quase o final da pista, a oficina fica bem na esquina. Segundo a pessoa q solicitou ajuda ele foi abandonado por lá bem fraquinho, quase nao conseguia andar e de unS dias p CA nao consegue mais se levantar. O contato da pessoa q sabe dizer onde ela está é 8114.5181 ( Augustinha )

Policial em frente à sede da Petrobras durante protesto no Rio de Janeiro. 4/3/2015. REUTERS/Sergio Moraes 1 de 1Versão na íntegra Por Marta Nogueira RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras deverá realizar a cada três meses análises sobre o atual plano de negócios, com o objetivo de avaliar premissas e riscos e para evitar que investidores se frustrem pelo eventual não cumprimento das metas, como vem acontecendo nos últimos anos, disseram duas fontes com conhecimento direto do assunto nesta sexta-feira. A medida atende a um pedido dos membros do Conselho de Administração feito na reunião que aprovou o plano de negócios 2015-2019, em 26 de junho. "O plano de negócios é muito importante para a empresa, então o Conselho quer estar bem atualizado sobre como ele está sendo levado, se tem alguma modificação que precisa ser feita", afirmou à Reuters a primeira fonte, na condição de anonimato. A fonte destacou que mesmo que a empresa faça tudo como o planejado, o cenário pode mudar. "Tem coisas que estão sob nosso controle e outras que não estão", afirmou a fonte. "Eu acho que isso era o que todo mundo queria, que o Conselho fosse participativo, se envolvesse bastante, e é isso que está acontecendo." Uma reunião extraordinária do Conselho foi realizada já na quinta-feira, 2 de julho. Nesse encontro, a pedido dos conselheiros, foram apresentadas análises mais profundas sobre a viabilidade da atual curva de produção e do cronograma de obras de plataformas. Também foram avaliados os cenários apresentados pela Petrobras para os preços do petróleo tipo Brent e para o dólar. "O plano foi aprovado na sexta (26 de junho), mas ficaram esses esclarecimentos para serem apresentados", disse a segunda fonte, também pedindo para não ser identificada. "Essas análises serão feitas agora de três em três meses para que haja a possibilidade ou não de o plano ser revisado."

Policial em frente à sede da Petrobras durante protesto no Rio de Janeiro.  4/3/2015. REUTERS/Sergio Moraes
Por Marta Nogueira
RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras deverá realizar a cada três meses análises sobre o atual plano de negócios, com o objetivo de avaliar premissas e riscos e para evitar que investidores se frustrem pelo eventual não cumprimento das metas, como vem acontecendo nos últimos anos, disseram duas fontes com conhecimento direto do assunto nesta sexta-feira.
A medida atende a um pedido dos membros do Conselho de Administração feito na reunião que aprovou o plano de negócios 2015-2019, em 26 de junho.
"O plano de negócios é muito importante para a empresa, então o Conselho quer estar bem atualizado sobre como ele está sendo levado, se tem alguma modificação que precisa ser feita", afirmou à Reuters a primeira fonte, na condição de anonimato.
A fonte destacou que mesmo que a empresa faça tudo como o planejado, o cenário pode mudar.
"Tem coisas que estão sob nosso controle e outras que não estão", afirmou a fonte. "Eu acho que isso era o que todo mundo queria, que o Conselho fosse participativo, se envolvesse bastante, e é isso que está acontecendo."
Uma reunião extraordinária do Conselho foi realizada já na quinta-feira, 2 de julho. Nesse encontro, a pedido dos conselheiros, foram apresentadas análises mais profundas sobre a viabilidade da atual curva de produção e do cronograma de obras de plataformas. Também foram avaliados os cenários apresentados pela Petrobras para os preços do petróleo tipo Brent e para o dólar.
"O plano foi aprovado na sexta (26 de junho), mas ficaram esses esclarecimentos para serem apresentados", disse a segunda fonte, também pedindo para não ser identificada.

"Essas análises serão feitas agora de três em três meses para que haja a possibilidade ou não de o plano ser revisado."

"Passaremos fome, mas estaremos de pé" Na última noite de campanha antes do referendo do próximo domingo, centenas de milhares de gregos saíram às ruas de Atenas para gritar 'Sim' ou 'Não' Ler mais: http://visao.sapo.pt/passaremos-fome-mas-estaremos-de-pe=f824610#ixzz3evJCgkR9

Na última noite de campanha antes do referendo do próximo domingo, centenas de milhares de gregos saíram às ruas de Atenas para gritar 'Sim' ou 'Não'. Tsipras repetiu que o voto pelo 'Não' é um voto para "viver em dignidade dentro da União Europeia", e os apoiantes do 'Sim' insistiram que um resultado negativo põe a Grécia de fora da Zona Euro. 
 

No palco do comício pelo 'Sim' há dois ecrãs gigantes que ampliam os rostos daqueles que discursam para a multidão, essencialmente composta por pessoas de meia-idade e jovens adultos. Na avenida do Estado Olímpico, empresários, políticos e figuras mediáticas discursam sobre as consequências negativas da saída da Grécia da Zona Euro e da União Europeia. Um pai de família sobe ao palco para dizer: "O meu filho é autista. Se a Grécia sair do euro, não poderei continuar a comprar-lhe a medicação. A Grécia tem de ficar na Zona Euro para que todos possam encontrar os seus remédios", diz. Dezenas de milhares de pessoas gritam 'Sim', aplaudem e agitam enormes bandeiras azuis e brancas e azuis com estrelas douradas. Todas usam os mesmos autocolantes e cartazes coloridos com a palavra 'Nai' (Sim, em grego). Uma mulher limpa as lágrimas, emocionada com o discurso. 
Orestis, 30, artista visual, diz à VISÃO que veio ao comício desta sexta-feira porque quer que "a Grécia continue a ser um país europeu". Está preocupado com o resultado do referendo de domingo porque acha que será 50/50. "As pessoas na Grécia estão muito divididas", lamenta. "Isto vai ser um grande problema".
Entre os apoiantes do 'Sim' encontramos uma antiga ministra grega, Fani Palli-Petralia , responsável pela pasta do Emprego e da Proteção Social em 2007, Governo do Nova Democracia. Fani Palli-Petralia não acha que a divisão do povo grego seja um problema porque é temporária: "Eles querem dividir-nos, mas não vão conseguir. Temos de convencer todos os gregos a votar pelo 'Sim' e amanhã trabalharemos juntos", diz à VISÃO.  Depois, acrescenta que segue a situação em Portugal e que deseja que a Grécia faça reformas semelhantes. 
A manifestação pelo 'Sim' ficou circunscrita à zona do Estádio Olímpico, o que facilita a deslocação até à praça Sintagma, onde os apoiantes do 'Não' esperam pelo discurso de Alexis Tsipras. Pelo caminho, ouvimos um homem visivelmente irritado gritar ao telemóvel: "Eu não gosto do euro!!! É assim tão difícil perceber isto?". 


Junto ao Parlamento, há gregos que se equilibram no topo das paragens de autocarros. A circulação pela praça é difícil porque há muitos manifestantes no centro e nas avenidas em redor do Parlamento. Há menos bandeiras e cartazes deste lado. Jovens, adultos e idosos transportam pequenos folhetos com a palavra 'Oxi' (Não). Um homem mais velho escreveu num desses papéis: "Não ao desemprego jovem!". 
Alexis Tsipras sobe ao palco para dizer aos gregos que escolham "viver em dignidade dentro da Europa e dentro do euro". Depois, ataca os líderes europeus, dizendo que estes não podem "ameaçar dividir a Europa". A multidão grita 'Bravo' e 'Oxi' e bate palmas. A última mensagem do primeiro-ministro é contra a polarização da sociedade: "Na segunda-feira temos de trabalhar juntos para criar um melhor futuro". 
Maria, 34, vai votar 'Oxi' no próximo domingo. Esta economista pensa que tal voto não implica a saída da Grécia da Zona Euro, mas defende que essa seria a melhor solução. "Deixar o euro é a única esperança para nós. O problema não é económico, é político. A conversa da dívida é apenas uma arma para controlar o povo. As pessoas deviam abrir os olhos e perceber que os mercados estão a decidir as nossas vidas. Isto não é justo", diz. 
Taikis Ahtypis, 58, pede para ser entrevistado pela VISÃO. É um apoiantes do 'Sim', mas quis "espreitar" o comício do lado oposto. Defende que o referendo de domingo é "ridículo" porque não se pode deixar uma "decisão tão importante" nas mãos do povo. Além disso, Taikis Ahtypis critica as particularidades desta votação. Sabe-se, por exemplo, que, ao contrário de outras votações, o 'Não' vai aparecer em primeiro lugar nos boletins de voto. A pergunta colocada no boletim é complexa e inclui vários termos técnicos em inglês (traduzidos em grego entre parêntesis), o que, temem alguns, possa dificultar a compreensão por parte dos votantes. 
Depois de Tsipras discursar, é a vez de Sokratis Malamas, um dos cantores gregos mais populares, tomar o palco e aparecer nos ecrãs gigantes instalados na Sintagma. O comício transforma-se em concerto. Todos sabem as letras de cor e cantam, enquanto tentam avançar numa praça Sintagma a rebentar pelas costuras. 
Junto ao ministério das Finanças, a VISÃO fala com duas mulheres apoiantes do 'Não'. Theodora Dimitrakopoulous, 40, é professora de Estatística na Universidade de Atenas, e diz-nos que "todos os gregos devem votar 'Não' porque, nos últimos anos, a austeridade destruiu a economia, fazendo subir o desemprego, o número de suicídios e a fome." Theodora Dimitrakopoulous defende que aquilo que está a acontecer na Grécia é uma estratégia para fazer do país "um exemplo, para que os outros países do sul não se revoltem". Quando lhe perguntamos o que vai fazer se os bancos não abrirem segunda-feira, Theodora Dimitrakapoulous para para pensar e olha para a familiar, Giorgia Dimitrakapoulous, 38 anos, professora do ensino primário, que hesita por poucos segundos, mas acaba por responder na vez dela. Giorgia olha-nos com intensidade e diz, determinada: "Passaremos fome como os outros gregos. Passaremos fome juntos. Mas estaremos de pé."


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