A rainha Elizabeth II, o presidente alemão Joachim Gauck e a chanceler Angela Merkel em um evento na Universidade Técnica de Berlim
A Alemanha recebeu calorosamente, nesta quarta-feira, a rainha da Inglaterra, Elizabeth II, que visita um país bastante entusiasta das famílias reais europeias.
Hoje pela manhã, depois de subir o rio Spree de barco, acompanhada do presidente alemão, Joachim Gauck, Elizabeth II foi recebida brevemente pela chanceler Angela Merkel.
Em seguida, a rainha depositou flores no monumento da Neue Wache (Nova Casa da Guarda), dedicado às vítimas da guerra, na avenida Unter den Linden, uma das principais artérias da antiga Berlim Oriental.
Durante o dia, a chanceler se reuniu em Berlim com o primeiro-ministro britânico, David Cameron, que tenta conseguir apoio da Alemanha para seu programa de reformas estruturais para a União Europeia.
À noite, durante um jantar oficial, a soberana alertou para o risco da divisão na Europa.
"Ao longo de nossas vidas, vimos o pior, mas também o melhor do nosso continente", declarou a rainha, segundo a imprensa britânica.
"Sabemos que a divisão na Europa é perigosa e que temos de ficar em alerta, tanto no ocidente, quanto no leste do nosso continente", completou.
A soberana britânica, de 89 anos, e o príncipe Philip, de 94, ficam na Alemanha até sexta-feira. O casal Real chegou na terça à noite a Berlim e está hospedado no mais luxuoso hotel da capital, ao lado do Portão de Brandeburgo.
Na quinta-feira, Elizabeth II e Philip vão a Frankfurt, a capital financeira da Alemanha. No último dia da visita, os dois irão ao antigo campo de concentração de Bergen-Belsen, no norte do país. Lá, terão um encontro reservado com sobreviventes e libertadores do campo.
Entre as vítimas dessa prisão nazista, está a adolescente alemã judia Anne Frank. Presa em Amsterdã, Anne morreu de tifo pouco antes da libertação de Bergen-Belsen pelas tropas britânicas, em abril de 1945.
Um F-16 das Forças Armadas americanas caiu na quarta-feira no Arizona, atingiu um gasoduto e provocou um grande incêndio
Um F-16 das Forças Armadas americanas caiu na quarta-feira no Arizona (sudoeste dos Estados Unidos), atingiu um gasoduto e provocou um grande incêndio.
As equipes de emergência trabalhavam no local do acidente, a 13 quilômetros da cidade de Douglas, perto da fronteira com o México.
A base aérea de Davis-Monthan, situada a 160 km do local do acidente, informou no Twitter que um F-16 caiu durante a noite perto do aeroporto de Douglas e que o estado do piloto é "desconhecido".
Segundo o jornal The Arizona Republic, o avião atingiu um gasoduto e provocou um incêndio. Imagens do acidente foram divulgadas no Twitter.
De acordo com fonte comunitária à agência Lusa, as discussões que decorreram ao longo da última madrugada e durante a manhã de hoje, ao nível técnico mas também entre os líderes das instituições (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), foram "construtivas" e serviram para aproximar as posições das instituições quanto às condicionalidades impostas a Atenas para desbloquear ajuda financeira.
A proposta conjunta das instituições, acrescentou, "incorpora muitos pontos reclamados" por Atenas, mas o Governo grego ainda não concordou com os documentos apresentados, prosseguindo as conversações, que deverão incluir uma contraproposta por parte do executivo liderado por Alexis Tsipras.
As vias que dão acesso ao Palácio do Planalto na Praça dos Três Poderes ficaram bloqueadas durante cinco horas nesta quarta-feira (24/6). Uma suspeita de bomba mobilizou homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) depois que duas mochilas e uma mala foram deixadas diante da rampa do Palácio, na parte externa à grade que o cerca. O local ficou isolado de 15h30 até 20h30. Por volta de 20h10, os volumes foram detonados e a suspeita de explosivos finalmente descartada.
O esquadrão de bombas analisou o material por meio de raio-x com a ajuda de robôs. Em duas das mochilas, os especialistas verificaram que havia objetos pessoais, como itens de limpeza e livros. A polícia não conseguiu, contudo, identificar o que havia dentro da terceira sacola, mas descartou indícios de “artefatos (explosivos) tradicionais”. Seguindo o protocolo, os homens do Bope tentaram abri-la com a ajuda de robôs, mas não conseguiram. Por esse motivo, seguiram com a suspeita de que pudesse haver uma bomba na mochila e decidiram fazer a “explosão controlada” das sacolas. As mochilas foram detonadas no estacionamento do Espaço Cultural Oscar Niemeyer.
Durante a tarde, a área foi isolada em um raio 25 metros. O Bope foi acionado por volta das 15h por seguranças do Planalto, que observaram os objetos no local desde 12h. “A detonação controlada para abertura das mochilas faz parte de um protocolo de segurança. Chegamos a esse ponto porque esgotamos os demais. Não conseguimos abrir utilizando as pinças do robô e o raio-x não é 100% conclusivo. Ellimina boa parte das possibilidades, mas não todas, como a explosão”, explicou o capitão do esquadrão de bombas, Eduardo Matos.
Ele informou que câmeras de segurança do Congresso Nacional mostraram um homem deixando as mochilas no local e seguindo para uma parada de ônibus próxima. Os robôs usados durante a operação foram comprados na época da Copa das Confederações. “Eles tem três câmeras que orientam o movimento, a condução, a pinça para abertura”, disse. Segundo Matos, se houvesse bombas nas mochilas, a explosão atingiria o edifício do Palácio do Planalto e o danificaria. “As bolsas tinham capacidade para ter grande quantidade de explosivos”, afirmou. Durante boa parte da operação, no entanto, a presidente Dilma Rousseff seguiu em seu gabinete no Palácio. Ela foi embora às 20h.
O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República informou que "os trabalhos técnicos terminaram por volta das 19h30 e a PMDF informou que não foram encontrados objetos que pudessem causar riscos de natureza pessoal ou material".
O material suspeito foi levado para as proximidades do Panteão por considerar o local mais seguro para a explosão controlada. Acionados por volta das 15h, dois carros do Bope foram até o local, em uma operação que contou com 12 agentes. As mochilas foram periciadas pela Polícia Civil no próprio local da explosão, e depois seriam levadas a uma delegacia. Foram encontrados documentos nas malas, que serão analisados.
A área foi totalmente isolada, mas Servidores do Judiciário e do Ministério Público da União conseguiram chegar próximos aos itens suspeitos, furando o bloqueio e empurrando a grade. A polícia dispersou os manifestantes lançando gás de pimenta. Por volta das 17h30, outro grupo, da Marcha da Maconha, começou a chegar à Esplanada, ficando próximo ao Supremo Tribunal Federal (STF).O trânsito nas proximidades da Praça dos Três Poderes foi interrompido durante cinco horas e meia nesta quarta-feira (24/6). Uma suspeita de bomba mobilizou homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) depois que três mochilas foram deixadas diante da rampa do Palácio do Planalto. O esquadrão de bombas analisou o material, descartou "artefatos (explosivos) convencionais" e removeu as mochilas para gramado próximo ao Panteão da Pátria, onde o material foi detonado, por protocolo, por volta de 20h10. O fluxo de carros foi regularizado apenas às 20h30.
(Reuters) - A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quinta-feira o texto principal do projeto de lei que reverte a política de desonerações da folha de pagamentos para 56 setores da economia, a última medida em tramitação no Congresso do ajuste fiscal proposto pelo governo para equilibrar as contas públicas.
Os destaques apresentados ao projeto de lei deverão ser analisados ainda nesta quinta, informou a Agência Câmara Notícias.
O texto original do governo previa elevar de 1 por cento para 2,5 por cento a alíquota de contribuição previdenciária sobre a receita bruta para a indústria, e de 2 por cento para 4,5 por cento a alíquota para empresas de serviços dos setores afetados.
O substitutivo apresentado pelo deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), no entanto, aumenta a taxa de 2 por cento para 3 por cento no caso dos setores de call center e de transportes rodoviários, ferroviários e metroviários de passageiros, segundo a agência.
Na faixa de alíquota de 1 por cento, por outro lado, haverá um aumento menor, para 1,5 por cento, nas empresas jornalísticas, de rádio e TV; no setor de transporte de cargas; no transporte aéreo e marítimo de passageiros; nos operadores de portos; no setor calçadista; e na produção de ônibus.
O Ministério da Fazenda, que afirma que a política de desoneração da folha adotada no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff mostrou-se ineficaz, estima que, caso a legislação atual não seja alterada, a renúncia fiscal com a desoneração da folha neste ano será de 25,2 bilhões de reais em 2015.
A intenção do governo com o projeto de lei, ainda de acordo com a Fazenda, era reduzir este montante em 12 bilhões de reais.
O projeto de lei que reverte a política de desonerações é o último a ser apreciado pelos parlamentares entre o pacote de medidas de ajusta fiscal enviado pelo governo na tentativa de equilibrar as contas. Antes dele, foram aprovadas pelo Congresso as MPs 664, que alterou as regras de acesso a benefícios previdenciários, e 665, que modificou regras de acesso ao seguro-desemprego.
O governo também tentou modificar as desonerações na folha por meio de MP, no entanto, a medida provisória foi devolvida ao Executivo pelo presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), em fevereiro, o que fez com que o Planalto enviasse a mesma medida ao Legislativo na forma do projeto de lei 863, que tramita em regime de urgência.
Um dos delatores da Operação Lava Jato, o ex-presidente da construtora Camargo Corrêa Dalton Avancini relatou em um dos depoimentos de sua delação premiada que a empreiteira se comprometeu a pagar ao PMDB propina correspondente a R$ 20 milhões para atuar na construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. O empreendimento federal, previsto para ser concluído em janeiro de 2019, tem um investimento estimado em R$ 28,9 bilhões.
O consórcio que constrói a usina é formado por empresas investigadas na Lava Jato: Camargo Corrêa, Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS, Queiroz Galvão e Galvão Engenharia.
Preso em regime domiciliar desde que fechou, em março, o acordo de delação premiada com a Justiça Federal do Paraná, Avancini contou à Polícia Federal (PF) que, depois de ter sido formado o consórcio de dez empresas que ergueria Belo Monte, o então diretor de Energia da Camargo Corrêa, Luiz Carlos Martins, o informou sobre uma "contribuição" ao PMDB. O depoimento estava sob sigilo desde 14 de março.
De acordo com o delator, Martins lhe disse que “houve um compromisso de que haveria uma contribuição na ordem de 1% do valor do empreendimento para o PMDB". Avancini não detalha quem firmou o acordo de pagamento da propina, mas destaca que foi comunicado de que o suborno seria "proporcional à participação de cada empresa" na obra.
“A Camargo [Corrêa] detinha 15% da participação junto a obra, o que resultaria em uma contribuição de R$ 20 milhões, o que deveria ser pago ao longo do empreendimento”, contou o ex-presidente da construtora, que se desligou do comando da empresa por conta de seu envolvimento no esquema de corrupção que atuava na Petrobras.
Avancini também não mencionou nomes de políticos do PMDB que possam ter sido beneficiados com a propina. Ele afirmou que não se lembrava de nomes de parlamentares, funcionários públicos ou integrantes do governo que estivessem envolvidos no suposto esquema de corrupção montado para garantir às empreiteiras o contrato de construção da hidrelétrica da Região Norte, que terá potência de 11.233 MW e deve gerar 4.571 MW médios.
O delator, entretanto, observou aos policiais federais, sem citar nomes, que ouviu falar que um operador recebia os valores em nome do PMDB. No fim do depoimento, Avancini foi questionado pela PF sobre se as "contribuições" da Camargo Corrêa ao PMDB foram “espontâneas”. Ele respondeu que, na opinião dele, as propinas eram uma “espécie de exigência indevida a fim de que os interesses da empresa não fossem prejudicados”.
À TV Globo, o PMDB negou, por meio de sua assessoria, todas as acusações de Dalton Avancini e afirmou que a legenda "jamais participou desse tipo de acordo". "O PMDB não autorizou quem quer que seja a utilizar o nome do partido nesse tipo de transação", ressaltou a assessoria da sigla.
A TV Globo não conseguiu localizar Luiz Carlos Martins ou a assessoria da Camargo Corrêa.
Nesta quarta (24), o Tribunal de Contas da União (TCU) acolheu um pedido do Ministério Público para investigar possíveis irregularidades no uso de recursos federais na implantação da usina de Belo Monte. Os procuradores da República querem averiguar se a prática de formação de cartel de empreiteiras e pagamento de propinas já identificadas na na Petrobras também se estendeu às empresas estatais do setor elétrico.
Na delação, o ex-presidente da empreiteira afirmou que a Camargo Corrêa havia desistido de participar do leilão de Belo Monte porque verificou que o negócio não era economicamente viável. No entanto, destacou Avancini, depois de comunicar que não concorreria ao contrato da usina do Pará, “houve uma reação por parte do governo, o qual tomou a iniciativa de formar um outro grupo”.Consórcio Em meio ao depoimento à Polícia Federal, Dalton Avancini relatou uma suposta manobra do governo federal para escantear grandes construtoras brasileiras do leilão que selecionou as empresas que iriam erguer o empreendimento hidrelétrico. Conforme o delator, a intervenção do Palácio do Planalto permitiu a vitória no leilão de um consórcio formado por empresas de pequeno porte que, segundo ele, não teriam tradição no setor de energia.
Segundo ele, a movimentação do Executivo federal "soou estranha ao mercado", em razão de o projeto de Belo Monte ser considerado, tecnicamente, bastante complexo. Ainda conforme o delator, o consórcio integrado pela construtora Andrade Gutierrez ofereceu menor preço e acabou vencendo o leilão. Avancini destacou aos policiais que o resultado do processo gerou no mercado “a impressão de que o governo pretendia dar uma lição em algumas grandes empresas", como Camargo Corrêa e Odebrecht”.
Concluído o leilão, contou o delator, tiveram início, por parte do consórcio vencedor, negociações para que Camargo Corrêa, Odebrecht e Andrade Gutierrez atuassem na fase de execução da usina hidrelétrica.
Avancini comentou que, na opinião dele, a proposta de adesão das grandes empreiteiras ao projeto se deu pela incerteza de que o grupo de empresas montado pelo governo conseguiria construir o empreendimento bilionário no meio da Amazônia. Para ele, as empresas que venceram o leilão não estudaram o projeto como haviam feito a Camargo Corrêa e a Odebrecht.
O ex-presidente da Camargo Corrêa, entretanto, disse aos policiais federais desconhecer qualquer acerto na licitação da obra da usina de Belo Monte.
A reportagem procurou a assessoria do Palácio do Planalto para falar sobre as acusações do ex-dirigente da empreiteira, mas até a última atualização desta reportagem não havia obtido resposta.
A TV Globo não conseguiu contato com as construtoras Andrade Gutierrez e Odebrecht, nem com o consórcio responsável pelas obras de Belo Monte.
Adhemar Palocci No momento em que explicava aos delegados da PF quem havia intermediado o pagamento do suborno ao PMDB, Dalton Avancini ressaltou que o diretor de Planejamento e Engenharia da Eletronorte, Adhemar Palocci, teria "algum envolvimento com o recebimento das propinas" de Belo Monte. Conhecido como "Paloccinho", Adhemar é irmão do ex-chefe da Casa Civil Antonio Palocci.
De acordo com Avancini, o ex-diretor de energia da Camargo Corrêa, Luiz Carlos Martins, poderia dar detalhes sobre o suposto envolvimento de Adhemar Palocci com a propina prometida ao PMDB.
O ex-presidente da empreiteira investigada na Lava Jato, contudo, disse que não tinha "conhecimento" de envolvimento do ex-ministro da Casa Civil com "o pagamento de propinas ou contribuições" ao PMDB.
A TV Globo não conseguiu localizar Adhemar Palocci ou a assessoria da Eletronorte.
Os professores das redes estaduais e do Distrito Federal ganham R$ 16,95 a cada 60 minutos que passam dentro da sala de aula com os estudantes, ou fora dela preparando atividades, provas e relatórios.
O valor médio da hora nacional faz parte de um levantamento feito pelas equipes de reportagem doG1 em todo o país, junto aos governos estaduais e sindicatos, entre abril e junho deste ano.
Considerando a carga horária de 40 horas semanais de trabalho, o salário-base médio é de R$ 2.711,48 para professores com diploma de licenciatura no início da carreira.
O levantamento tomou como base essa categoria de docência porque as redes estaduais são as principais responsáveis pelo ensino médio, nível em que, para lecionar, é preciso concluir o curso de licenciatura.
Em média, o professor da rede pública estadual formado em licenciatura (ou seja, com diploma do ensino superior), recebe 57% do salário mediano dos trabalhadores brasileiros com formação equivalente. Segundo uma comparação feita pelo Cadastro Central de Empresas (Cempre) com base em dados de 2013, e divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada, o salário médio de trabalhadores com diploma de nível superior foi de R$ 4.726,21.
No outro extremo da tabela, o estado com o menor salário-base é Santa Catarina. Segundo o governo catarinense, os professores com licenciatura que trabalham 40 horas por semana ganham salário-base de R$ 1.917,78, mesmo valor do piso nacional, obrigatório por lei para os professores com formação mínima de nível médio.
Fórum vai acompanhar salários Em entrevista ao G1, Binho Marques, secretário de Articulação com os Sistemas de Ensino do MEC, afirmou que o ministério vai criar um fórum com a participação do governo, sindicatos e gestores estaduais e municipais para acompanhar e propor melhorias à lei que define o piso salarial nacional para os professores.
Ele afirmou ainda que a variação salarial entre os estados mostra a diversidade de planos de carreira locais. "É muito difícil fazer essa comparação, porque acaba sendo um pouco injusta. Tem estado que investe muito com salário do professor, mas o piso é baixo", disse ele.
Segundo Marques, há estados que "achataram" a carreira e, por isso, o salário inicial é alto, mas o teto salarial da carreira não é muito superior ao piso. Outras redes, porém, têm um plano de carreira com muitos degraus, o que faz com que o salário inicial seja baixo, mas o professor tenha mais oportunidades de subir na carreira.
R$ 2.711,48
salário-base médio para professorcom licenciatura e jornada de trabalho de 40 horas semanais
Fonte: governos e sindicatos estaduais ouvidos pelo G1
Santa Catarina A Secretaria de Educação de Santa Catarina, que, de acordo com o levantamento, é a única rede estadual a pagar aos professores licenciados o piso salarial dos professores de nível médio, afirma que outros estados já incorporaram a chamada "regência de classe", por isso o valor é maior.
Segundo a pasta, o governo negocia o salário com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte-SC). De acordo com a Secretaria, o valor de R$ 1,9 mil é "irreal" como salário-base, pois os professores recebem gratificações e o salário sobe para quase R$ 2,4 mil.
O levantamento considera apenas o vencimento inicial, excluindo as gratificações, que podem chegar a mais de 100% do valor do salário-base. É o caso do Maranhão, onde 100% dos professores em sala de aula recebem a Gratificação de Atividade do Magistério (GAM), no valor de 104% do salário-base. Assim, a folha de pagamento dos docentes maranhenses sobre para pelo menos R$ 4.985,44.
Jornada padrão e gratificação Como cada estado tem autonomia para definir que tipo de contrato firma com os servidores da educação, as jornadas de trabalho variam entre 16 e 40 horas semanais.
Para poder comparar a remuneração entre os estados, o G1 converteu os salários-base referentes às jornadas reais para o equivalente à jornada de 40 horas.
Em alguns estados, o salário bruto dos professores é mais alto, porque o governo incorpora gratificações e subsídios, como auxílio-saúde, vale-transporte, vale-refeição e remuneração extra pela atuação em sala de aula, ou para professores que trabalham em áreas distantes ou consideradas de risco.
Há estados, porém, que não oferecem remuneração extra. Mato Grosso do Sul e Minas Gerais estão neste grupo, além de Espírito Santo, Goiás e Tocantins. Outros estados não informaram se oferecem ou não gratificação: Amazonas, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e São Paulo.
Evolução do piso nacional
Salário base é fixado anualmente por lei
Fonte: MEC
Lei de 2008 A lei que estabelece o piso salarial nacional para professores é de 2008 e determina diversas obrigações municípios, estados e à União.
Além de dever pagar pelo menos o valor fixado por lei para professores com formação de nível médio e jornada de 40 horas semanais, os governos devem ajustar o salário para outras jornadas de trabalho segundo o piso.
Ainda de acordo com a lei, na jornada total, pelo menos um terço das horas trabalhadas pelos professores devem ser fora da sala de aula (a chamada "hora-atividade").
Em alguns estados, porém, o cargo de professor com diploma de ensino médio já foi extinto, e só são contratados docentes que tenham formação de ensino superior. É o caso, por exemplo, do Amazonas e do Espírito Santo. Em outros estados, como no Ceará, há apenas algumas dezenas de professores nessas condições, e eles já não atuam mais em sala de aula.
Veja a seguir o salário-base dos professores (com diploma de licenciatura e jornada de 40 horas semanais) em cada rede estadual do Brasil:
ACRE* Remuneração por hora: R$ 16,76 Salário-base mensal: R$ 2.681,27
PARÁ Remuneração por hora: R$ 12,05 Salário-base mensal: R$ 1.927,60
PARAÍBA* Remuneração por hora: R$ 13,30 Salário-base mensal: R$ 2.128,51
PARANÁ Remuneração por hora: R$ 15,46 Salário-base mensal: R$ 2.473,22
PERNAMBUCO Remuneração por hora: R$ 12,73 Salário-base mensal: R$ 2.036,16
PIAUÍ Remuneração por hora: R$ 16,47 Salário-base mensal: R$ 2.634,65
RIO DE JANEIRO* Remuneração por hora: R$ 18,43 Salário-base mensal: R$ 2.948,38
RIO GRANDE DO NORTE Remuneração por hora: R$ 16,78 Salário-base mensal: R$ 2.684,43
RIO GRANDE DO SUL* Remuneração por hora: R$ 14,57 Salário-base mensal: R$ 2.331,38
RONDÔNIA Remuneração por hora: R$ 15,61 Salário-base mensal: R$ 2.498,00
RORAIMA* Remuneração por hora: R$ 22,18 Salário-base mensal: R$ 3.548,93
SANTA CATARINA Remuneração por hora: R$ 11,99 Salário-base mensal: R$ 1.917,78
SÃO PAULO Remuneração por hora: R$ 15,10 Salário-base mensal: R$ 2.415,89
SERGIPE Remuneração por hora: R$ 12,15 Salário-base mensal: R$ 1.943,53
TOCANTINS Remuneração por hora: R$ 22,39 Salário-base mensal: R$ 3.582,62
*Nesses estados, a jornada padrão varia, mas, para efeito de comparação, o valor do salário-base foi convertido para 40 horas semanais: - Jornada de 16 horas: Rio de Janeiro - Jornada de 20 horas: Bahia, Maranhão e Rio Grande do Sul - Jornada de 24 horas: Minas Gerais - Jornada de 25 horas: Espírito Santo e Roraima - Jornada de 30 horas: Acre, Mato Grosso, Paraíba, Rio Grande do Norte