domingo, 21 de junho de 2015

Executivos da Andrade Gutierrez pedem habeas corpus ao TRF-4 Otávio Azevedo e Elton Negrão foram presos nesta sexta-feira (19) pela PF. Pedido de liberdade será analisado pelo desembargador João Pedro Neto.

Otávio Marques de Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez (Foto: Cassiano Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo)Neste sábado (20), o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, foi conduzido por policiais federais ao IML de Curitiba para fazer exame de corpo de delito. (Foto: Cassiano Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo)
Presos nesta sexta-feira (19) na 14ª fase da Operação Lava Jato, o presidente da construtoraAndrade Gutierrez, Otávio Marques Azevedo, e o diretor-executivo da empreiteira Elton Negrão apresentaram ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) pedidos de liberdade. A solicitação de habeas corpus será analisada pelo relator do caso no tribunal, desembargador João Pedro Gebran Neto. Não há previsão de quando o magistrado apreciará os pedidos.
Os dois executivos da Andrade Gutierrez, segunda maior construtora do país, foram os primeiros dos 12 presos desta nova etapa da Lava Jato a solicitarem o habeas ao TRF-4, Corte sediada em Porto Alegre que abrange os processo de segunda instância da Justiça Federal na Região Sul. Azevedo e Negrão estão sob prisão preventiva, que não tem prazo determinado.
Argumentos
No pedido de liberdade, a defesa do presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques Azevedo, afirmou que a prisão dele foi "ilegal" porque não há motivos que justifiquem a detenção.
"Trata-se de cidadão que foi preso preventivamente sem ao menos ter sido citado por qualquer dos delatores; que tem sua liberdade cerceada porque deveria ter feito algo muito tempo após os fatos mas não o fez; que não possui nenhum fato recente a ele imputado, à exceção de um legal, correto e explicado às autoridades", diz o pedido, assinado por sete advogados do Paraná.
O fato "legal" mencionado no pedido é a venda de um barco, em 2012, para Fernando Soares, o Fernando Baiano, outro investigado na Lava Jato. Conforme os advogados, a operação foi declarada à Receita Federal.
"Em síntese, o barco foi vendido, sim, ao senhor Fernando Soares, por R$ 1,5 milhão, tendo sido o valor regularmente pago por depósitos bancários, tendo sido tudo isso declarado às autoridades competentes, a começar pela Receita Federal. Isso, contudo, não pode servir de fundamento a 'comprovar' sua ligação com atividades ilícitas", justifica a defesa.
Conforme os advogados, o nome do cliente não é citado diretamente em nenhuma delação premiada e falta a comprovação da participação direta dele em irregularidades.
"Não há absolutamente nenhuma individualização da conduta do paciente, até porque a própria decisão deixa claro que nenhum dos delatores fez menção a seu nome como contato na Construtora Andrade Gutierrez; e não poderia ser diferente, porque não há mesmo nenhuma menção e nem poderia haver", dizem os advogados.
Ainda conforme a defesa, Otávio Azevedo preside a holding Andrade Gutierrez, e não diretamente a construtora, que tem "corpo diretivo próprio autônomo".
Os advogados dizem ainda que a prisão de Otávio é contrária à decisão do Supremo Tribunal Federal, de maio último, que liberou diversos executivos de outras empreiteiras. E que o próprio Supremo ressaltou que "a sociedade saberá também compreender" que é preciso respeitar o direito constitucional da presunção de inocência e do devido processo legal.
"Não há a menor possibilidade de se argumentar com um direito 'fora da curva' ou na existência da prevalência de um interesse coletivo/público sobre aquele do cidadão individualmente considerado", diz o pedido de liberdade.
No pedido de liberdade feito para o diretor Elton Negrão de Azevedo Júnior, os defensores dizem que ele foi citado por alguns delatores como representante da Andrade e que o fato de ele ter assinado um contrato não significa que ele tenha atuado em irregularidades.
"Ora, o fato do paciente ser um executivo da empresa, e nesta condição ter assinado um contrato no longínquo ano de 2008, por si, não revela a prática de qualquer ilícito, sendo fato penalmente irrelevante para os fins de uma prisão preventiva."
Outros detidos
Nesta fase, também foram detidos pela PF, por ordem da Justiça Federal do Paraná, outros dois executivos da Andrade Gutierrez e mais sete dirigentes da construtora Odebrecht, incluindo o presidente da empresa, Marcelo Odebrecht.
Segundo a Polícia Federal, os executivos presos são suspeitos de crime de formação de cartel, fraude em licitações, corrupção de agentes públicos, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. No despacho em que justificou as prisões, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância, disse que há provas e fatos específicos que relacionam os presidentes da Andrade Gutierrez e da Odebrecht aos crimes.
Uma das provas usadas pelo Ministério Público Federal para solicitar as prisões é uma troca de e-mails interceptada pela PF na qual executivos da Odebrecht e da Braskem, subsidiária do Grupo Odebrecht, tratavam por escrito de “sobrepreço” em contratos relacionados a sondas.
As investigações também apontam que Elton Negrão, executivo da Andrade Gutierrez, foi citados como contato para o "recebimento de propinas" e também como representante da construtora nas reuniões do chamado "clube das empreiteiras", que dividia, entre si, contratos de obras da Petrobras.O inquérito da Polícia Federal também relata que Otávio Azevedo vendeu uma lancha ao lobista Fernando Soares, conhecido como "Fernando Baiano", acusado por delatores da operação de ser o operador das supostas propinas pagas ao PMDB.
Corpo de delito
Neste sábado (20), os 12 presos da 14ª fase da Lava Jato foram levados ao Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba para fazer o exame de corpo de delito. O procedimento é de praxe sempre que alguém é preso pela polícia.
Eles saíram da carceragem da Polícia Federal (PF) por volta das 9h30 e seguiram para o IML, chegando ao local perto das 10h. Do total de presos, quatro estão em caráter temporário, e os demais, em caráter preventivo.
Eles ficaram no IML por cerca de duas horas. Os depoimentos dos quatro presos temporários desta nova fase da Lava Jato, que estavam previstos para a tarde deste sábado, foramreagendados para segunda-feira (22).
Segundo a Polícia Federal, houve atraso na volta de policiais que cumpriam mandados em outros estados. O prazo da prisão temporária dos suspeitos de atuar no esquema de corrupção naPetrobras vence na terça (23), e pode ser prorrogado por mais cinco dias.

É 'descabido' lançar suspeita sobre plano de concessões, diz Cardozo Moro mostra preocupação com empresas investigadas não serem proibidas. Para Cardozo, afastamento só pode ocorrer após devido processo legal.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, declarou neste sábado (20) que é "ilegal" a tese de que empresas, investigadas ou acusadas de ilícitos, tenham que ser afastadas de antemão de licitações, ou ter seus contratos rescindidos, e acrescentou que é "absolutamente descabido que se possa lançar hoje qualquer suspeita" sobre a execução do plano de concessões do governo federal, lançado neste mês com previsão de investimentos de R$ 198,4 bilhões nos próximos anos.
 No despacho da nova fase da Lava Jato, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da operação na primeira instância, demonstrou preocupação com o fato de as empreiteiras investigadas pela Polícia Federal não terem sido proibidas de manter contratos com o governo federal. O magistrado destacou na decisão que as construtoras acusadas de montar um carte estão habilitadas a contratar com a administração federal até "mesmo em relação ao recente programa de concessões lançado" pelo Palácio do Planalto. Na avaliação de Moro, essa autorização pode gerar risco de "reiteração das práticas corruptas".
Neste sábado, Cardozo disse que, em um estado de direito, o afastamento de empresas nos termos da legislação em vigor só pode ocorrer legalmente após a realização do "devido processo legal em que se assegure o direito ao contraditório e à ampla defesa".
"Um afastamento independentemente do exercício do direito de defesa, sem um devido processo legal, qualificaria um evidente abuso de poder, que inexoravelmente seria revisto pelo Poder Judiciário e ensejaria punição das autoridades que eventualmente tivessem praticado esse tipo de decisão. O embasamento legal é claro. O contraditório e a ampla defesa em processo administrativos está assegurado no artigo 5, inciso 55, e a tramitação das licitações na lei 8666", afirmou o ministro da Justiça.
Segundo sua visão, o plano de concessões lançado pelo governo federal é indispensável ao país. "O país precisa de infraestrutura para o seu desenvolvimento econômico. Portanto, também afirmamos que nos parece inadimissivel que se utilize de um plano de concessões que, sequer teve quaisquer dos seus editais, ou mesmo licitações lançados, como alegação para eventuais medidas judiciais. Esse plano será realizado com total trasnsparência e lisura e amplo acompanhamento dos órgãos de fiscalização, sendo absolutamente descabido que se possa lançar hoje qualquer suspeita sobre a sua forma de execução", afirmou Cardozo.

sábado, 20 de junho de 2015

Policiais civis aprovam operação padrão de 24 horas na próxima terça

Lula acredita que será próximo alvo da Lava Jato


São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acredita que será o próximo alvo da operação Lava Jato, de acordo com reportagem publicada neste sábado pela Folha de S. Paulo.
Ex-presidente Lula: sem direito a foro privilegiado© Ricardo Stuckert/Instituto Lula/Divulgação Ex-presidente Lula: sem direito a foro privilegiado
De acordo com o jornal, que ouviu interlocutores do ex-presidente, Lula teria dito que as prisões são uma demonstração de que ele será o próximo alvo da operação.
E, ainda segundo a reportagem da Folha de S. Paulo, Lula teria reclamado que, agora que é ex-presidente, não tem mais direito a foro privilegiado.
A operação Lava Jato investiga um esquema de cartel para vencer licitações de obras superfaturadas da Petrobras.
Em troca, as empresas pagavam propina a funcionários da estatal, operadores que lavavam dinheiro do esquema, políticos e partidos.
Ontem, a Polícia Federal (PF) prendeu os presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, as duas maiores empreiteiras do país.
Segundo os procuradores da República, os executivos sabiam e participavam dos esquemas de corrupção na Petrobras.
O presidente Marcelo Odebrecht era amigo e um apoiador do ex-presidente Lula e da sua sucessora, Dilma Rousseff.

Marcelo Odebrecht ameaça derrubar a República “Terão de construir mais 3 celas: para mim, Lula e Dilma”, dizia Emilio Odebrecht, sobre possível prisão do filho. O presidente da Odebrecht, Marcelo, foi preso nesta sexta FILIPE COUTINHO, THIAGO BRONZATTO E DIEGO ESCOSTEGUY 20/06/2015 - 00h11 - Atualizado 20/06/2015 00h14

>> Trecho de reportagem de capa de ÉPOCA desta semana
Desde que o avançar inexorável das investigações da Lava Jato expôs ao Brasil o desfecho que, cedo ou tarde, certamente viria, o mercurial empresário Emilio Odebrecht, patriarca da família que ergueu a maior empreiteira da América Latina, começou a ter acessos de raiva. Nesses episódios, segundo pessoas próximas do empresário, a raiva – interpretada como ódio por algumas delas – recaía sobre os dois principais líderes do PT: a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A exemplo dos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, outros dois poderosos alvos dos procuradores e delegados da Lava Jato, Emilio Odebrecht acredita, sem evidências, que o governo do PT está por trás das investigações lideradas pelo procurador-geral da República,Rodrigo Janot. “Se prenderem o Marcelo (Odebrecht, filho de Emilio e atual presidente da empresa), terão de arrumar mais três celas”, costuma repetir o patriarca, de acordo com esses relatos. “Uma para mim, outra para o Lula e outra ainda para a Dilma.”

Na manhã da sexta-feira, 19 de junho de 2015, 459 dias após o início da Operação Lava Jatoprenderam o Marcelo. Ele estava em sua casa, no Morumbi, em São Paulo, quando agentes e delegados da Polícia Federal chegaram com o mandado de prisão preventiva, decretada pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal da Justiça Federal do Paraná, responsável pelas investigações do petrolão na primeira instância. Estava na rua a 14ª fase da Lava Jato, preparada meticulosamente, há meses, pelos procuradores e delegados do Paraná, em parceria com a PGR. Quando ainda era um plano, chamava-se “Operação Apocalipse”. Para não assustar tanto, optou-se por batizá-la de Erga Omnes, expressão em latim, um jargão jurídico usado para expressar que uma regra vale para todos – ou seja, que ninguém, nem mesmo um dos donos da quinta maior empresa do Brasil, está acima da lei. Era uma operação contra a Odebrecht e, também, contra a Andrade Gutierrez, a segunda maior empreiteira do país. Eram as empresas, precisamente as maiores e mais poderosas, que ainda faltavam no cartel do petrolão. Um cartel que, segundo a força-tarefa da Lava Jato, fraudou licitações daPetrobras, desviou bilhões da estatal e pagou propina a executivos da empresa e políticos do PT, do PMDB e do PP, durante osmandatos de Lula e Dilma

Os comentários de Emilio Odebrecht eram apenas bravata, um desabafo de pai preocupado, fazendo de tudo para proteger o filho e o patrimônio de uma família? Ou eram uma ameaça real a Dilma e a Lula? Os interlocutores não sabem dizer. Mas o patriarca tem temperamento forte, volátil e não tolera ser contrariado. Também repetia constantemente que o filho não “tinha condições psicológicas de aguentar uma prisão”. Marcelo Odebrecht parece muito com o pai. Nas últimas semanas, segundo fontes ouvidas por ÉPOCA, teveencontros secretos com petistas e advogados próximos a Dilma e a Lula. Transmitiu o mesmo recado: não cairia sozinho. Ao menos uma dessas mensagens foi repassada diretamente à presidente da República. Que nada fez.
Quando os policiais amanheceram em sua casa, Marcelo Odebrecht se descontrolou. Por mais que a iminência da prisão dele fosse comentada amiúde em Brasília, o empresário agia como se fosse intocável. Desde maio do ano passado, quando ÉPOCA revelara asprimeiras evidências da Lava Jato contra a Odebrecht, o empresário dedicava-se a desancar o trabalho dos procuradores. Conforme as provas se acumulavam, mais virulentas eram as respostas do empresário e da Odebrecht. Antes de ser levado pela PF, ele fez três ligações. Uma delas para um amigo que tem interlocução com Dilma e Lula – e influência nos tribunais superiores em Brasília. “É para resolver essa lambança”, disse Marcelo ao interlocutor, determinando que o recado chegasse à cúpula de todos os poderes. “Ou não haverá República na segunda-feira.”
>> A reportagem de maio de 2014 de ÉPOCA sobre evidências de corrupção e caixa dois num contrato da Petrobras com a Odebrecht

Antes mesmo de chegar à carceragem em Curitiba, Marcelo Odebrecht estava “agitado, revoltado”, nas palavras de quem o acompanhava. Era um comportamento bem diferente de outro preso ilustre: o presidente da Andrade GutierrezOtávio Azevedo. Otávio Azevedo, como o clã Odebrecht, floresceu esplendorosamente nos governos de Lula e Dilma. Tem uma relação muito próxima com eles – e com o governador de Minas Gerais, o petista Fernando Pimentel, também investigado por corrupção, embora em outra operação da PF. Otávio Azevedo se tornou compadre de Pimentel quando o petista era ministro do Desenvolvimento e, como tal, presidia o BNDES.

Não há como determinar com certeza se o patriarca dos Odebrechts ou seu filho levarão a cabo as ameaças contra Lula e Dilma. Mas elas metem medo nos petistas por uma razão simples: a Odebrecht se transformou numa empresa de R$ 100 bilhões graças, em parte, às boas relações que criou com ambos. Se executivos da empresa cometeram atos de corrupção na Petrobras e, talvez, em outros contratos estatais, é razoável supor que eles tenham o que contar contra Lula e Dilma.

A prisão de Marcelo Odebrecht encerra um ciclo – talvez o maior deles – da Lava Jato. Desde o começo, a investigação que revelou o maior esquema de corrupção já descoberto no Brasil mostrou que, em 2015, é finalmente possível sonhar com um país com menos impunidade. Pela primeira vez, suspeitos de ser corruptores foram presos – os executivos das empreiteiras. Antes, apenas corruptos, como políticos e burocratas, eram julgados e condenados. E foi precisamente esse lento acúmulo de prisões, e as delações premiadas associadas a elas, que permitiu a descoberta de evidências de corrupção contra Marcelo Odebrecht, o empreiteiro que melhor representa a era Lula. Foram necessárias seis delações premiadas, dezenas de buscas e apreensão em escritórios de empresas e doleiros e até a colaboração de paraísos fiscais para que o dia 19 de junho fosse, enfim, possível.
 
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As provas contra a Odebrecht
Os documentos obtidos pela Lava Jato mostram como a empreiteira seguiu o roteiro de obras superfaturadas e obteve informações privilegiadas para acertar contratos com a Petrobras
E-mail do assessor de Marcelo Odebrecht fala em superfaturamento (Foto: Reprodução)
Diretor da Odebrecht Rogério Araújo avisa que sabia de orçamento interno da Petrobras (Foto: Reprodução)
A Polícia Federal anexou na investigação mensagens de outro empreiteiro, Léo Pinheiro, da OAS.  (Foto: Reprodução)

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A perturbadora justificação do jovem que matou nove pessoas a sangue frio "Eu tenho de o fazer. Vocês violam as nossas mulheres", disse o atirador, de 21 anos, antes de abrir fogo sobre as suas vítimas de raça negra, numa igreja na Carolina do Sul Ler mais: http://visao.sapo.pt/a-perturbadora-justificacao-do-jovem-que-matou-nove-pessoas-a-sangue-frio=f823277#ixzz3dbsKu4rP

A perturbadora justificação do jovem que matou nove pessoas a sangue frio
Reuters
Eram 8 da noite de quarta-feira, 17, e decorria a leitura da Bíblia na histórica igreja Emanuel Episcopal Africana de Charleston, em Maryland, EUA. Era um serão como todos os outros e ninguém achou estranha a presença de um rapaz branco.
"Não participou na cerimónia, mas observou quieto", lembra Norvel Goff, um dos reverendos da igreja.
Dylan Roof de 21 anos, alto, magro, cabelo loiro à tigela presenciou a cerimónia religiosa durante uma hora. Às 21 horas desatou aos tiros. Nove morreram. Recarregou a arma - prenda do seu 21ºaniversário,  em Abril - cinco vezes enquanto escolhia as suas vítimas, relata um dos sobreviventes.
Roof poupou a vida de uma mulher, deixando-a sair, somente para "dizer ao mundo o que aconteceu", explicou a testemunha.
Dylan pôs-se em fuga, mas im dia depois e a 400 quilómetros do massacre, o seu carro foi avistado em Shelby, na Carolina do Norte e o atirador foi capturado.
Com o típico fato às riscas pretas e brancas, algemado, com um colete à prova de bala, e de sorriso malicioso, Roof é escoltado de volta para Charleston e fitar as câmaras que o rodeiam.
Dylan poderá enfrentar a pena de morte e Nikki Haley, governadora da Carolina do Norte já afirmou que o Estado "quer a pena de morte".


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