quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Wall Street fecha com recordes do Dow Jones e S&P 500

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Wall Street fecha com recordes do Dow Jones e S&P 500

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Nova Iorque, 03 dez (Lusa) -- A bolsa nova-iorquina encerrou hoje com novos recordes dos seus índices de referência Dow Jones Industrial Average e S&P 500, no seguimento de um relatório sobre a conjuntura da economia dos EUA.
Os resultados definitivos da sessão indicam que o Dow Jones valorizou 0,18% (33,07 pontos), para as 17.912,62 unidades, e o Standard & Poor's 500 subiu 0,38% (7,78), para as 2.074,33.
O Nasdaq, por seu turno, ganhou 0,39% (18,66), para os 4.774,47 pontos.


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Ildo Sauer critica Dilma por nota sobre Pasadena

Ildo Sauer critica Dilma por nota sobre Pasadena

Ueslei Marcelino/Reuters
Presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, em reunião com PSD
Presidente Dilma: à época, Dilma presidia o Conselho de Administração da Petrobras
Ricardo Brito, doEstadão Conteúdo
Brasília - O ex-diretor de Gás e Energia da Petrobras Ildo Sauer criticou nesta quarta-feira, 3, a presidente Dilma Rousseff pela nota divulgada em março, ao jornal O Estado de S. Paulo, na qual disse ter se baseado em um parecer "juridicamente falho" para aprovar em 2006 a compra da primeira metade da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA).
À época, Dilma presidia o Conselho de Administração, instância máxima de deliberação da companhia petrolífera.
O parecer, um resumo executivo feito pelo ex-diretor da Área Internacional da estatal Nestor Cerveró, foi aprovado pela Diretoria Executiva da Petrobras, da qual Ildo Sauer fazia parte na ocasião, antes de passar pelo conselho.
Ildo Sauer, que prestou um depoimento informal à CPI mista da Petrobras, afirmou que a presidente do conselho tem o direito de, se tiver alguma dúvida após receber o resumo executivo de uma operação, chamar o diretor de área, pedir acesso a toda a documentação da transação e ainda pedir a contratação de uma consultoria externa jurídica ou técnica.
"Então eu não sei o que ela disse. Eu se fosse presidente do Conselho de Administração, não falaria isso", afirmou ele, em entrevista após a audiência. "Não pode confiar e depois achar que foi falho", completou.
Questionado se a Lei das Sociedades Anônimas e o Estatuto da Petrobras atribuem responsabilidade exclusiva ao Conselho de Administração no negócio, Ildo Sauer disse que a Diretoria Executiva tem de fazer o seu papel.
Ele observou, entretanto, que há graus diferentes de responsabilidade entre as duas instâncias e destacou que é "terminativa" a responsabilidade do Conselho de tomar uma decisão.
"Há um exagero ao (Dilma) dizer que tomou uma decisão com base num resumo falho porque a presidente do Conselho tem o direito de qualquer informação adicional", criticou.
"Então é um jogo de palavras aí".
O ex-diretor reafirmou que foi mandado embora da estatal após divergir de "muita coisa", citando especificamente a orientação que Dilma dava para a área do setor elétrico.
"Como as coisas no setor elétrico iam mal, ela queria empurrar para a Petrobras coisas que ela não deveria nem poderia fazer. Eu não fiz, tchau e bênção", afirmou.
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Operação Leite Compensado 7 tem 16 presos e posto interditado no RS

03/12/2014 17h07 - Atualizado em 03/12/2014 18h53

Operação Leite Compensado 7 tem 16 presos e posto interditado no RS

MP deflagrou ação contra nova fraude no leite com adição de água e sal.
Foram apreendidas agendas e planilhas comprovando a irregularidade.

Do G1 RS
Técnicos do Mapa recolhem amostras de leite em caminhão durante a sétima etapa da Operação Leite Compensado no Norte do RS (Foto: Divulgação/MP)Técnicos do Mapa recolhem amostras de leite em caminhão durante a sétima etapa da Operação Leite Compensado no Norte do estado (Foto: Marjuliê Martini, divulgação/MP)
A sétima etapa da Operação Leite Compensado, deflagrada nesta quarta-feira (3) no Norte do Rio Grande do Sul, teve 16 pessoas presas e o posto de resfriamento Rempel & Coghetto, emJacutinga, interditado. Também investigada, a cooperativa Cotrel, de Erechim, continuará funcionando, mas em regime especial de fiscalização. De acordo com o Ministério Público, foi constatada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a adição de água e sal no produto.
A ação contou com o apoio do Ministério Público de Santa Catarina. Foram emitidos 17 mandados de prisão preventiva e outros 17 de busca e apreensão. Um motorista está foragido. Também ocorreram buscas em GauramaMaximiliano de Almeida, Machadinho e Viadutos. Os presos foram encaminhados ao Presídio Estadual de Erechim e, na próxima semana, deverão prestar depoimento ao MP na cidade gaúcha.
Segundo o MP, anotações comprovam a prática da fraude no leite no RS (Foto: Divulgação/MP)Segundo o MP, anotações comprovam a prática da
fraude (Foto: Marjuliê Martini, divulgação/MP)
Ainda foram apreendidos oito caminhões, usados para o transporte do leite adulterado com água e adição de sal para mascarar testes que apontam a presença de água. Durante o cumprimento dos mandados de busca, foram encontradas agendas e planilhas com dados que, segundo o MP, comprovam a fraude.
O promotor Mauro Rockenbach destacou que, apesar de não causar prejuízos à saúde do consumidor, a adição de água e sal ao leite consiste em fraude econômica. Segundo ele, um diretor de um posto de resfriamento ordenou aos funcionários, após a ampliação da fiscalização nas últimas semanas, que "só recebessem leite". "O que eles recebiam antes, então? Nós continuaremos atentos e não desprezaremos nenhuma informação que indique fraude em qualquer lugar do estado", afirmou.
Para o promotor Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, as indústrias que recebiam o leite dos postos de resfriamento terão de prestar esclarecimentos sobre o destino do produto. "Elas vão ter que dizer se esse leite foi rejeitado ou encaminhado ao mercado", enfatizou.
Adulteração de até 40%
Caminhões de transportadoras foram apreendidos no estado (Foto: Marjuliê Martini/Divulgação)Caminhões de transportadoras foram apreendidos
(Foto: Marjuliê Martini/Divulgação)
De acordo com o MP, a fraude consiste na adição de água no leite por parte de alguns produtores de leite nas cidades de Viadutos,Machadinho e Maximiliano de Almeida. Conforme as investigações, os presos, tanto os produtores quanto os motoristas, adicionavam sal ao leite com água para ampliar o ponto de congelamento do alimento e mascarar a fraude econômica. Há 62 laudos do Mapa apontando adição de água no leite coletado.
Segundo as investigações, a regra era a adição de água na proporção de 10% do volume. No entanto, alguns produtores chegaram a adicionar 200 litros de água em 500 litros de leite (produção média diária das propriedades), uma adulteração de até 40%. O valor resultante da fraude era dividido mensalmente entre produtores, motoristas e empresários.
O leite era coletado pela empresa Transportes Rafinha, dos sócios Walter Roberto Krukowski e Paulo César Bernstein. Eles trabalhavam, também, como motoristas de caminhões refrigeradores, assim como os funcionários da empresa Divonir Longo Rambo, Sidmar Ribeiro Rodrigues, Indionei Eliezer de Souza, Genoir Roque Hojnowski, Paulo César Ruhmke e Matheus Alberto Burggraf.
Depois de adulterado, o leite era entregue nos dois postos de resfriamento investigados. Faziam parte do esquema o proprietário do posto em Jacutinga, Amauri Rempel e as laboratoristas Andresa Segatt e Elizete Marli Bessegato, bem como os sócios da Cotrel, Arino Adalberto Adami e Angelo Antonio Paraboni Filho.
Os responsáveis pelas empresas tiveram as prisões preventivas decretadas por receberem o produto adulterado e não informarem ao Mapa da fraude. As laboratoristas eram as encarregadas de fazer alterações ou omitir dados nas planilhas de análises de leite para o controle posterior do Mapa.
A reportagem entrou em contato com o posto de resfriamento Rempel, de Jacutinga, mas ninguém quis se manifestar. Já o presidente da Cotrel, à qual pertence o outro posto de resfriamento, se disse surpreso. Luiz Paraboni Filho afirmou que ainda não teve acesso à cópia do processo e que só depois disso é que a Cotrel vai se manifestar oficialmente. Nenhum representante da empresa de transportes Rafinha foi localizado para comentar a investigação.
Promotor Mauro Rockenbach comanda ofensiva contra novo esquema no leite (Foto: Marjuliê Martini/Divulgação)Promotor Mauro Rockenbach (ao centro) comanda ofensiva (Foto: Marjuliê Martini/Divulgação)

Irmã de Pablo Escobar deixa pedidos de perdão em túmulos


03 de dezembro de 2014 • 09h38 • atualizado às 11h39

Irmã de Pablo Escobar deixa pedidos de perdão em túmulos

Pablo Escobar e o Cartel de Medelin foram responsáveis por uma lista sangrenta de assassinatos e por caos na Colômbia

Luz Maria escobar quer pedir perdão às vítimas dos crimes de seu irmão
Foto: Getty Images
Faz 21 anos desde que Pablo Escobar foi morto por uma saraivada de balas em um telhado de uma casa em Medelin, dando fim a seu reinado como o mais famoso traficante de drogas da Colômbia, responsável por milhares de mortes.
Seus crimes podem ser perdoados? Sua irmã vem tentando fazer isso ao deixar bilhetes com pedidos de desculpas nos túmulos de suas vítimas.
"Todos os dias, penso em todas aquelas pessoas que sofreram ou que estão sofrendo por causa de meu irmão, por causa da guerra que ele travou", diz Luz Maria Escobar.
Nos anos 1980, e até sua morte, em 1993, Pablo Escobar e o Cartel de Medelin foram responsáveis por uma lista sangrenta de assassinatos e por caos na Colômbia.
Em 1991, a taxa de homicídios em Medelin, segunda maior cidade do país, era de impressionantes 381 mortes para cada 100 mil habitantes. Cerca de 7,5 mil pessoas foram assassinadas na cidade só naquele ano.
Em sua batalha contra o Estado, Escobar mirava em políticos, policiais, membros de forças de segurança, jornalistas e membros do Judiciário.
Ele declarou esta guerra para impedir que uma lei que permitia a extradição de traficantes para os Estados Unidos fosse aprovada.
Bombas em carros, sequestros, torturas e assassinatos tornaram-se parte do cotidiano.
Em uma tentativa fracassada de matar um candidato à Presidência, Escobar até mesmo derrubou um avião em 1989.
O homem que viria ser eleito presidente, Cesar Gaviria, não estava a bordo, mas centenas de pessoas perderam suas vidas na explosão.
Auge
No seu auge, Pablo Escobar era o sétimo homem mais rico do planeta, e seu cartel controlava 80% do tráfico de cocaína no mundo.
Mas Luz Maria diz que, em 1980, não sabia de nada sobre o envolvimento do irmão com o tráfico de drogas. Isso mudou quando ele anunciou que havia feito um testamento.
"Minha mãe estava muito triste. Ela disse a ele: 'Por que está fazendo isso? Está morrendo?'. E ele disse: 'Estou na máfia, e nenhum mafioso morre de causas naturais ou de doenças. Mafiosos morrem por causa de balas.' Nem sabíamos o que significava 'máfia'. Naquela noite, minha mãe e eu pegamos um dicionário, mas a palavra não constava dele."
A ficha só caiu para Luz Maria quando o então ministro da Justiça, Rodrigo Lara Bonilla, foi assassinado a mando de Escobar, em 30 de abril de 1984.
"Foi um dia terrível para mim. Foi quando eu soube no que ele estava envolvido e do que meu irmão era capaz."
Ela tentou fazer Escobar mudar de vida.
"Com frequência, o buscava - sempre com minha mãe. Falávamos que era um derramamento de sangue muito grande, que eram muitos massacres... Mas ele conseguia nos convencer do contrário", conta Luz Maria.
"E, depois que meu pai foi sequestrado, em 1985, Pablo me disse: 'São eles ou nós'. Ele carregava uma arma para defender a si mesmo e a sua família. Mas, àquela altura, não pensava que tudo iria tão longe - que ele deixaria uma marca no mundo tão triste e dolorosa."
Perdão
Atualmente, Luz Maria Escobar quer pedir desculpas pelos pecados de seu irmão. No ano passado, quando a morte de Escobar completou 20 anos, ela realizou uma missa na igreja do cemitério Jardines Montesacro, em Medelin.
Do lado de fora da igreja, no túmulo de seu irmão, ela pendurou um bloco e lápis.
Todos os dias, dezenas de colombianos e turistas estrangeiros visitam o local do descanso final do criminoso mais infame da Colômbia, e Luz Maria Escobar pediu a estas pessoas para deixar para ela uma mensagem de perdão.
"Sete ou oito pessoas das famílias de vítimas da violência de meu irmão vieram", ela lembra.
"E o mais legal, algo que encheu de felicidade, foi que pessoas me abraçaram e me disseram que não tinham ressentimentos em relação a meu irmão."
Ela também deixou bilhetes nos túmulos de vitimas de Pablos Escobar. "Apenas peço perdão", ela explica.
Uma vez, ela deixou uma carta no túmulo de uma mãe cujo filho tinha sido assassinado a mando de seu irmão.
"Garanti a ela que meu coração está repleto de amor por todas as vítimas e todas as pessoas que foram mortas."
Mas o que pesa exatamente em sua consciência?
"Não tenho que pedir perdão por nada como isso em minha vida. Mas a história de sua família é a história de sua família. E Pablo era meu irmão..."
Saudades
O amor do irmão é o que mais faz falta a Felipe Mejia. Jaime Hernan Mejia Garcia tinha apenas 18 anos quando foi morto em 1989. Ele estava terminando a escola e sonhava com uma carreira na Força Aérea da Colômbia.
Os bilhetes de Luz Maria geram em Mejia uma confusão de sentimentos.
"Acho que é algo bom, depois de todo o dano causado por seu irmão. Mas, se um destes bilhetes aparecesse no túmulo de meu irmão, provavelmente o jogaria no lixo, porque um pedido de desculpas não é suficiente. É uma questão de justiça", diz ele.
"Alguns dos envolvidos no assassinato de meu irmão ainda estão vivos. Eles tiveram vidas plenas - têm filhos e netos... E eu não tenho meu irmão."
Jaime foi erroneamente associado ao maior rival do Cartel de Medelin na Colômbia - o Cartel de Cali.
"Foi uma época em Medelin quando qualquer um que fosse associado ao Cartel de Cali era simplesmente assassinado. E minha família inteira foi ligada a ele por engano", lembra-se Felipe.
"Por meses após a morte de meu irmão, todos dormíamos em um mesmo quarto em colchões no chão, porque meu pais diziam: 'Se eles querem nos matar, podem matar todos juntos'."
Felipe e sua família não se mudaram - seus pais diziam que não tinham feito nada do que se envergonhar. E as pessoas as quais Felipe acredita que estejam ligadas à morte de seu irmão também não se mudaram.
"Não falo com estas pessoas há mais de 20 anos, mas meus pais os cumprimentam cordialmente. Repreendo-os por isso, e eles começam a chorar", diz Felipe.
Legado de dor
Luz Maria Escobar também chora. Ela diz que, apesar de seu coração ainda estar repleto de amor por seu irmão, seu legado é doloroso para ela.
Mas ela também defende Pablo Escobar, ao afirmar que ele foi considerado culpado por coisas que não fez. E diz que ele realizou um ótimo trabalho com os mais pobres.
"Pablo é o único político colombiano que não precisou fazer campanha", ela diz, em referência à curta carreira de Escobar no Congresso Nacional.
"Ele conquistou os votos por causa da ajuda que prestou a todos e pelo fato de ter mantido sua palavra".
Luis Ospina, cujo pai foi uma das vítimas de Escobar, não compra esta história.
"Pablo Escobar era um psicopata com muito dinheiro", ele diz.
O pai de Luis, Alfonso Ospina, era senador em Medelin, e apoiou a extradição de traficantes para os Estados Unidos.
Na manhã de 15 de novembro de 1988, ele foi sequestrado por membros do Cartel de Medelin. Foi morto no cativeiro.
"Até tivemos de pagar resgate pelo corpo, de tão ruins que as coisas estavam aqui em Medelin", diz Luis.
"O contato para isso foi uma pessoa que havia sido amiga do meu pai, mas que trabalhava para Escobar. Pedimos a este homem para nos entregar o corpo. Ele pediu dinheiro e disse que era para os sequestradores e para toda a logística que deveria ser organizada. Escobar subornava a muita gente."
Pablo Escobar foi morto em um tiroteio com a Polícia em 2 de dezembro de 1993.
"Chovia muito, e o rio de Medelin estava no nível mais alto que já vi na vida, prestes a inundar toda a cidade", recorda Luis Ospina.
"E senti esta energia... foi como se uma corrente de maldade estivesse deixando a cidade."