terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Da roça para o doutoramento "Hoje, realizei um sonho de minha mãe que era ter um filho formado"

Da roça para o doutoramento

Da roça para o doutoramento
"Hoje, realizei um sonho de minha mãe que era ter um filho formado"Ana Barros de Oliveira - Recife/Pernambuco

Depoimento enviado em 18/09/2014

Sou filha de agricultores semi-analfabetos, nasci e cresci na roça, acompanhei o sofrimento do homem do campo antes de Lula se tornar presidente. Hoje, realizei um sonho de minha mãe que era ter um filho formado, entrei em uma universidade federal onde fiz minha graduação, fui da segunda turma, pois foi um compus implantado já no governo Lula.
No ano de 2012, entrei para o mestrado em outra federal e, hoje, meu motivo pra apoiar Lula e Dilma é o orgulho de meus pais, que mal conhecem as letras, dizerem: “minha filha estar fazendo doutorado, será doutora em zootecnia”. Além disso, minhas despesas, por estar fora de casa, são pagas por bolsa do governo de Lula e Dilma. Da roça para o doutoramento! Obrigada Lula e Dilma!

Dilma vincula emendas a aprovação de regra fiscal | Política: Diario de Pernambuco

Dilma vincula emendas a aprovação de regra fiscal | Política: Diario de Pernambuco

DEM vai ao STF contra decreto que condiciona emendas a meta fiscal

02/12/2014 13h57 - Atualizado em 02/12/2014 17h40

DEM vai ao STF contra decreto que condiciona emendas a meta fiscal

Decreto vincula liberação de verbas a aprovação de projeto do governo.
Líder do partido classificou texto da presidente Dilma como 'chantagem'.

Do G1, em Brasília
O DEM anunciou nesta terça-feira (2) uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender o decreto da presidente Dilma Rousseff que condiciona a liberação de emendas parlamentares extras à aprovação do projeto que altera a meta fiscal de 2014.
A ação foi protocolada ainda na tarde desta terça (2) no STF e distribuída ao Celso de Mello. Nela, o DEM pede uma decisão liminar (provisória) para suspender de imediato os efeitos do decreto que aumenta os gastos neste ano.
O decreto de Dilma, publicado em edição extra de sexta-feira (28) do "Diário Oficial da União", autoriza a liberação de mais R$ 444 milhões para o pagamento de emendas parlamentares, verbas usadas por deputados e senadores para bancar obras em seus redutos eleitorais.
O texto, porém, condiciona explicitamente a ampliação do repasse à aprovação pelo Congresso do projeto de lei que derruba a meta fiscal e permite ao governo fechar as contas públicas de 2014 sem a obrigação de cumprir o superávit primário (economia para pagar os juros da dívida pública). No início do ano, a previsão de superávit era de R$ 99 bilhões. Com o projeto, cuja votação está prevista para esta terça (2), passa para R$ 10 bilhões.
Com o decreto, cada parlamentar passaria a ter direito a cerca de R$ 750 mil a mais. A previsão para este ano é que cada parlamentar possa destinar até R$ 10,8 milhões em emendas. Com a mudança, o valor ficaria em torno de R$ 11,6 milhões. O valor total repassado pelo governo aos congressistas subiria para R$ 6,9 bilhões.
Na ação, o DEM diz haver “indisfarçável contradição” do governo ao propor o abandono da meta fiscal e, 15 dias depois, decretar o aumento dos gastos. Também argumenta que o Executivo não pode expedir um decreto cujos efeitos são condicionados a uma lei ainda não aprovada. Por último, fala em “desvio de poder” pela presidente da República.
“A edição do Decreto nº 8.367/14 – com a finalidade precípua de pressionar o Parlamento a aprovar o PLN 36/14, sob pena de ‘não liberação’ das emendas parlamentares – pode vir a caracterizar uma verdadeira fraude constitucional, conspurcando o princípio da separação de poderes, além de revelar uma ação estatal explicitamente contrária ao princípio da moralidade administrativa”, diz trecho da ação.

Na segunda (1º), o líder do DEM na Câmara, deputado Mendonça Fillho (PE), havia dito que o governo faz "chantagem" com os parlamentares ao condicionar a liberação do valor extra das emendas à aprovação do projeto que altera a meta de superávit fiscal.
Condição
No decreto publicado na última semana, o governo afirma expressamente que "a distribuição e a utilização do valor da ampliação [...] ficam condicionadas à publicação da lei resultante da aprovação do PLN número 36, de 2014, em tramitação no Congresso Nacional".
O texto ainda acrescenta que, se não for aprovado, “o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e o Ministério da Fazenda elaborarão novo relatório de receitas e despesas e encaminharão nova proposta de decreto".
No total, o decreto estipula a ampliação em cerca de R$ 10 bilhões do limite de despesas do Orçamento deste ano (já incluindo os R$ 444 milhões em emendas parlamentares).
O aumento de despesa está previsto no último relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas, enviado pelo Ministério do Planejamento ao Congresso no dia 21.

Ex-diretor da Petrobras diz que há corrupção em outros setores

Ex-diretor da Petrobras diz que há corrupção em outros setores

terça-feira, 2 de dezembro de 2014 20:47 BRST
 
Por Leonardo Goy
BRASÍLIA (Reuters) - As irregularidades que estão sendo investigadas pela Polícia Federal na Petrobras acontecem no país inteiro, afirmou nesta terça-feira o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, um dos delatores de um suposto esquema de corrupção na petroleira, em depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI).
Costa fez diversas declarações aos parlamentares, apesar de ter dito inicialmente que não responderia a perguntas, para não comprometer seu acordo de delação premiada com a Justiça.
"Isso que está no noticiário, que acontecia na Petrobras, acontecia no Brasil inteiro, nas rodovias, nas ferrovias, nos portos, aeroportos, nas hidrelétricas, isso acontece no Brasil inteiro, é só pesquisar", declarou Costa à CPMI que investiga denúncias envolvendo a Petrobras.
Costa foi preso neste ano dentro da operação Lava Jato da Polícia Federal e passou seis meses preso na carceragem de Curitiba até aceitar acordo de delação premiada, na qual denunciou um suposto esquema de sobrepreço e corrupção na Petrobras que alimentaria os cofres de partidos políticos, entre eles o PT, PP e o PMDB.
Costa foi questionado sobre quantos políticos foram citados em suas denúncias de corrupção na estatal, no âmbito da delação premiada.
"Algumas dezenas", afirmou Costa, sem dar detalhes, após acareação com o ex-diretor da área internacional da estatal Nestor Cerveró na CPMI.
Costa também mencionou à Justiça a existência de um cartel de grandes empreiteiras em obras da Petrobra. Seus depoimentos colaboraram para levar à prisão, recentemente, vários executivos de empreiteiras envolvidas em obras da Petrobras, em uma nova fase da operação Lava Jato, mas a maioria já foi solta.
Apesar de não ter dado detalhes de seu depoimento à Justiça, ele confirmou o conteúdo de suas denúncias.

Costa se diz 'arrependido' e fala em 'dezenas' de políticos envolvidos

02/12/2014 15h18 - Atualizado em 02/12/2014 19h42

Costa se diz 'arrependido' e fala em 'dezenas' de políticos envolvidos

Em prisão domiciliar, ex-diretor da Petrobras foi levado para sessão de CPI.
Objetivo da comissão era acareação com outro ex-diretor, Nestor Cerveró.

Priscilla MendesDo G1, em Brasília
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos presos da Operação Lava Jato, se disse nesta terça-feira (2) "arrependido", mas afirmou que não responderia a perguntas durante a sessão de acareação promovida pela CPI mista da Petrobras entre ele e o ex-diretor da área Internacional da empresa Nestor Cerveró. Aos questionamentos dos parlamentares, ele se limitou a afirmar, repetidamente, que tudo o que tinha a dizer estava detalhado nos depoimentos que deu por meio de delação premiada à Justiça Federal, sem revelar o conteúdo.
Mesmo assim, na última pergunta dirigida a ele, após mais de três horas de sessão, Paulo Roberto Costa afirmou que há "dezenas" de políticos envolvidos no esquema de corrupção na Petrobras. Em resposta ao deputado Enio Bacci (PDT-RS), que indagou quantos políticos estariam envolvidos, o ex-diretor afirmou: "O senhor não pode me deixar numa situação aqui meio constrangedora, mas, algumas dezenas."
O objetivo da acareação entre Costa e Cerveró era esclarecer pontos divergentes entre os depoimentos dos dois ex-diretores da Petrobras dados anteriormente à CPI. Ambos são suspeitos de envolvimento em esquema de desvio de dinheiro da estatal investigado pela Polícia Federal. Costa fez acordo de delação premiada com a PF e o Ministério Público para coloborar com as investigações em troca de benefícios, como a prisão domiciliar. Cerveró disse desconhecer a existência do suposto esquema.
A sessão
A CPI deu início por volta das 14h45 à sessão destinada à acareação entre os dois ex-diretores. Em sua primeira fala, Paulo Roberto Costa, avisou que iria se valer do direito de ficar calado e que não responderia aos questionamentos dos parlamentares devido ao processo de delação premiada firmado com a Justiça.
Preso em regime domiciliar no Rio de Janeiro,ele teve de ser escoltado pela Polícia Federal da capital fluminense a Brasília.

“Estou vindo aqui pela segunda vez. Na primeira eu não respondi a nenhuma pergunta, permaneci calado devido ao processo de delação e desta segunda vez eu também não vou responder a nenhuma pergunta devido a esse processo que estou passando. Todas as dúvidas com relação a esse processo foram esclarecidas ao Ministério Público, à Polícia Federal e ao juiz de Curitiba. Isso por conta de todo o processo de delação, que foi bastante exaustivo e longo. Eu não tenho nada a acrescentar. Tudo o que eu precisava falar consta desses depoimentos de delação que estão nas mãos dessas pessoas”, afirmou Costa no início da sessão.

A intenção dos parlamentares era confrontar as duas versões divergentes apresentadas pelo ex-diretores. Durante depoimento prestado em acordo de delação premiada, Paulo Roberto Costa teria apontado Nestor Cerveró como um dos funcionários da Petrobras beneficiados pelo suposto esquema de pagamento de propina instalado na empresa. Cerveró, porém, disse durante depoimento à CPI mista, em setembro, que desconhecia a existência do esquema.
Desde o governo Sarney, Itamar, Fernando Henrique, Lula, Dilma, todos os governos, os diretores da Petrobras e de outras empresas, se não tivesse apoio político, não chegava a diretor. Infelizmente eu me arrependo amargamente, estou fazendo minha família sofrer, infelizmente aceitei uma indicação política. Estou extremamente arrependido por isso. aceitei esse cargo e esse cargo me deixou onde eu estou hoje. Se eu pudesse eu não teria feito isso."
Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras
Paulo Roberto Costa
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa disse que reafirmava tudo o que disse durante a delação premiada, mas não respondeu aos questionamentos dos integrantes da CPI sobre o conteúdo dos depoimentos à Justiça.
Ex-servidor de carreira da Petrobras, Costa disse que se arrependeu de ter aceitado uma indicação política para ser diretor da estatal. Ele afirmou que aceitou em razão do sonho de chegar "quem sabe a presidente". Segundo o ex-diretor, "desde o governo [José] Sarney" todos os diretores chegaram aos cargos por indicação política.
“Desde o governo Sarney, governo Collor, governo Itamar, governo Fernando Henrique – todos –, governo Lula, governo Dilma, todos os diretores da Petrobras e diretores de outras empresas, se não tivessem apoio político, não chegavam a diretor. Isso é fato. Pode ser comprovado", declarou.
"Infelizmente, eu me arrependo amargamente, porque estou sofrendo isso na carne, estou fazendo minha família sofrer, infelizmente, aceitei uma indicação política para assumir a Diretoria de Abastecimento. Infelizmente. Estou extremamente arrependido de ter feito isso. Se tivesse oportunidade de não o fazer, não faria novamente isso", afirmou.
O ex-diretor afirmou que “o que acontecia naPetrobras, acontece no país inteiro”. Acrescentou que resolveu fazer a delação premiada depois de passar seis meses preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.
“Até que resolvi fazer a delação de tudo o que acontecia na Petrobras, e não só na Petrobras. Isso está no noticiário: o que acontecia na Petrobras, acontece no Brasil inteiro - nas rodovias, nas ferrovias, nos portos, nos aeroportos, nas hidrelétricas. Isso acontece no Brasil inteiro. É só pesquisar. É só pesquisar porque acontece”, afirmou.
Ele disse ainda que pediu demissão da Petrobras, em 2012, porque “não aguentava mais a pressão” para resolver problemas que não eram da área dele. Costa afirmou que decidiu fazer a delação premiada aconselhado pela família. As duas filhas e os dois genros do ex-diretor são acusados de destruir provas a fim de dificultar o trabalho de investigação da polícia.
“Quem me colocou com clareza a orientação da delação foi minha esposa, filha, genros e netos. Eles disseram: ‘Paulo, por que só você? E os outros? Você vai pagar sozinho?’ Então fiz a delação para dar sossego para minha alma e por respeito e amor à minha família”, completou.
O que acontecia na Petrobras acontece no país inteiro, nas rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, hidrelétricas no Brasil inteiro. É só pesquisar porque acontece."
Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras
Costa esclareceu um e-mail que mandou em 2009, quando ainda era diretor da estatal, a Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil. O documento foi revelado por reportagem na revista "Veja" em novembro. Ele afirmou que enviou a mensagem por orientação da Casa Civil. “Não houve atropelo de hierarquia como a imprensa disse”, declarou.
"Em relação à hierarquia, me foi solicitado que fosse passado diretamente. Era de conhecimento do presidente da companhia e, contrariando o que saiu pela imprensa, de que aquilo iria me favorecer em continuar com aquele processo, não é verdade, porque aquele processo estava me enojando. Eu não estava satisfeito com aquele processo."
Indagado sobre o que significava estar "enojado", ele respondeu: "Quando você está num processo desse, é um processo que você entra e não tem como sair. E eu saí desse processo, em 2012 eu entreguei minha carta de demissão".
O ex-diretor disse que tentou “quebrar” o cartel de grandes empresas que atuavam na Petrobras colocando companhias menores, mas não teve sucesso. Ele chegou a tratar do assunto internamente, mas não conversou com Dilma ou Lula diretamente.

Segundo Costa, havia “dificuldade” em firmar licitações devido aos altos preços combinados entre as concorrentes. Somente na refinaria Abreu e Lima, afirmou, uma mesma licitação teve que ser refeita quatro vezes porque os preços estavam “exageradamente altos”.
Nestor Cerveró
O ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró foi indagado sobre se teria recebido propina para firmar contratos com empreiteiras na Petrobras. Ele negou e afirmou  desconhecer o que foi dito por Paulo Roberto Costa na delação premiada.
"Eu, a exemplo dos senhores, não conheço os termos de delação premiada. Eu não vou responder a perguntas que eu desconheço. Eu ratifico o que eu disse aqui. Não recebi [propina]", disse Cerveró.
Questionado mais uma vez sobre a existência do esquema de corrupção na Petrobras, Nestor Cerveró afirmou que "desconhecia" o pagamento de propina na estatal. "Por desconhecer, para mim, não havia", explicou.
Eu, a exemplo dos senhores, não conheço os termos de delação premiada. Eu não vou responder a perguntas que eu desconheço. Eu ratifico o que eu disse aqui. Não recebi [propina]."
Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras
O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) reproduziu durante a sessão trecho de gravação de um depoimento que Costa prestou ao juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná. Na gravação, o ex-diretor diz que Cerveró e o ex-diretor Renato Duque, que também está preso, foram beneficiados com pagamento de propina.

“O senhor está sendo acusado formalmente, no âmbito da Operação Lava Jato, de receber propina. Quem é o político que o indicou? O que o senhor tem a dizer agora que o senhor está sendo confrontado?”, questionou Lorenzoni. “Eu não sei qual é o político e eu nego essa acusação”, respondeu Cerveró.
Depois, em resposta ao deputado Marcos Rogério (PDT-TO), Nestor Cerveró classificou como “ilação” a acusação de Paulo Roberto Costa.
“Eu volto a repetir que nego isso [recebimento de propina]. Eu posso debitar isso na conta de uma ilação do Paulo. Eu desconheço esse tipo de pagamento”, respondeu.
Eu volto a repetir que nego isso [recebimento de propina]. Eu posso debitar isso na conta de uma ilação do Paulo. Eu desconheço esse tipo de pagamento."
Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras
O deputado perguntou então se Costa faz “conspiração” contra o ex-colega. “Eu não falei em conspiração, eu falei em ilação”, destacou Cerveró.
Cerveró ainda reiterou que não sabe qual político do PMDB o teria indicado para a diretoria Internacional da Petrobras. Ele afirmou que conhece Fernando Soares, conhecido por Fernando Baiano, apontado como operador do partido no esquema.
“Eu o conheço como representante de empresas do exterior, mas desconheço o relacionamento dele com o partido”, afirmou.
Encerramento da sessão
A sessão foi encerrada pelo presidente em exercício da CPI, senador Gim Argello (PTB-DF), por volta das 18h porque teve início a sessão deliberativa no plenário do Senado, o que, de acordo com o regimento, interrompe o funcionamento de comissões.

A oposição reclamou do encerramento do que chamaram de “sessão histórica”. “Já fizemos sessões longuíssimas em CPIs e nunca tivemos encerramento devido à ordem do dia. É um crime interromper essa sessão”, protestou Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

O deputado Izalci (PSDB-DF) disse que o fim dos depoimentos foi uma manobra dos governistas. “Mostra o desespero da base do governo para não dar continuidade a essa importante sessão”, afirmou.

Quase toda a acareação foi conduzida pela oposição, já que, além do relator temporário, Afonso Florence (PT-BA), apenas dois parlamentares governistas, o deputado Sibá Machado (PT-AC) e a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), dirigiram perguntas aos depoentes – nenhum peemedebista usou a palavra.

O líder do PT, senador Humberto Costa (PT-PE), assistiu a parte da sessão, mas não se manifestou. Segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", Paulo Roberto Costa disse em depoimento que a campanha do senador em 2010 foi favorecida com o dinheiro irregular, o que ele nega.
Arte Operação Lava Jato 14/11/2014 (Foto: Editoria de Arte / G1)

Andressa Urach usou 200 vezes a quantidade de hidrogel aprovada pela Anvisa

Andressa Urach usou 200 vezes a quantidade de hidrogel aprovada pela Anvisa

O cirurgião plástico Prado Neto, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, afirmou que o produto é mais indicado para procedimentos reparadores
Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)
Atualizado em 02/12/2014 19:29:57
  
A modelo Andressa Urach, 27 anos, utilizou cerca de 200 vezes a quantidade recomendada de hidrogel aprovada pela Anvisa nas aplicações que fez nas pernas. Complicações com a substância levaram Andressa a fazer uma cirurgia para remover o hidrogel. Ela está internada em estado grave com infecção generalizada.
O cirurgião plástico Prado Neto, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, afirmou que o produto é mais indicado para procedimentos reparadores, com pequenos preenchimentos de 2 ou 3 ml. Andressa aplicou 400 ml nas coxas.
"É um produto diluído em água, que, quando aplicado toma uma consistência emborrachada. Ele não é confiável para ser usado em grandes quantidades. Aliás, nenhum produto deve ser injetado em tanta quantidade", disse à Folha Online o Dr. Prado.
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica condena o uso da substância para fins estéticos. Ele acredita que foi um "paramédico" que fez o procedimento em Andressa - ou seja, não foi nenhum profissional especializado. "É uma coisa absolutamente condenável, assim como o PMMA (metacril). O metacril, como é chamado, gera da mesma forma problemas sérios de infecção, processo inflamatório e pode evoluir para uma septicemia (infecção generalizada)".
Ele diz que são "pessoas incompetentes" que fazem esse tipo de procedimento.

A TAP assegurou hoje que os passageiros afectados pela greve dos tripulantes de cabine que começou às 00:00 estão ser reencaminhados para outros voos, adiantando que o ambiente no aeroporto de Lisboa "é de tranquilidade".

A TAP assegurou hoje que os passageiros afectados pela greve dos tripulantes de cabine que começou às 00:00 estão ser reencaminhados para outros voos, adiantando que o ambiente no aeroporto de Lisboa "é de tranquilidade".
O ambiente está calmo, está tranquilo. Até agora [08:30] vi dois passageiros no serviço ao cliente e a linha [para o check-in] está vazia, não há ninguém à espera. Tem havido um ou outro caso de passageiros dos quais não dispúnhamos de contacto, mas cujos casos estão a ser resolvidos pontualmente", disse à agência Lusa Lúcia Cavaleiro, da comunicação da TAP.
Lúcia Cavaleiro explicou que os passageiros que fizeram reserva em agências de viagens ou via net, ou porque estavam em trânsito e não estavam contactáveis, estão a ser realocados para voos fora do período de greve.
Os tripulantes de cabine da TAP iniciaram às 00:00 de hoje o último de quatro dias de greve para exigir o cumprimento do Acordo de Empresa, que foi entretanto denunciado pela companhia aérea.
Em declarações à Lusa, Lúcia Cavaleiro escusou-se a avançar com o número de cancelamentos de voos, salientando que o "importante é dar protecção aos passageiros".
Nuno Fonseca, da direcção do Sindicato do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), disse hoje à Lusa que a greve dos tripulantes da TAP, que começou às 00:00 de hoje para exigir o cumprimento do Acordo de Empresa em vigor desde 2006, está com uma adesão perto dos 100%.
"A adesão está muito elevada, perto dos 100%. Os trabalhadores que se apresentaram hoje ao serviço estão a cumprir os serviços mínimos", disse.
De acordo com Nuno Fonseca, a TAP prevê realizar até às 13:30 "apenas" oito voos.
"Em termos de voos depois do trabalho de cancelamento e de remarcação de voos são até às 13:30 apenas oito voos previstos com equipamento TAP, feito com tripulantes da TAP. Todos os outros são Portugália. Assim, são apenas oito voos, sendo que quatro são serviços mínimos", adiantou.
A TAP adiantou na segunda-feira que está prevista a realização de cerca de um terço dos 280 voos programados, somando os voos operados pela Portugália Airlines (PGA), os voos declarados pelo Conselho Económico e Social (CES) como serviços mínimos e ainda cerca de 20 voos de regresso.
O CES declarou como serviços mínimos os voos Rio de Janeiro/ Lisboa, São Paulo/ Lisboa/ São Paulo, Lisboa/ Maputo/ Lisboa, Lisboa/Funchal/ Lisboa, Lisboa/Terceira/Lisboa e Ponta Delgada/Lisboa/Ponta Delgada.
Os tripulantes de cabine da TAP iniciaram às 00:00 de hoje o último de quatro dias de greve para exigir o cumprimento do Acordo de Empresa, que foi entretanto denunciado pela companhia aérea.
A 15 de Outubro, o sindicato entregou um pré-aviso de greve de quatro dias, repartido em dois períodos: o primeiro foi a 30 de Outubro e 1 de Novembro e o segundo cumpriu-se no domingo e termina na terça-feira.