segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

PSDB pede para TSE desaprovar contas da campanha de Dilma

01/12/2014 19h18 - Atualizado em 01/12/2014 21h18

PSDB pede para TSE desaprovar contas da campanha de Dilma

Sigla aponta despesas além do limite e critica gastos com internet e avião.
Para líder do PT, contas serão aprovadas; análise cabe Gilmar Mendes.

Renan Ramalho e Priscilla MendesDo G1, em Brasília
O PSDB apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) questionamentos sobre a prestação de contas da campanha à reeleição de Dilma Rousseff à Presidência, pedindo a desaprovação dos gastos e aplicação de multa. O pedido foi protocolado no último sábado (29) e divulgado nesta segunda (1º) pelo partido.
Ao G1, a advogada responsável pela prestação de contas disse que as contas são regulares e que não há “nada de preocupante” na prestação. No Senado, o líder do partido disse que as contas serão aprovadas (leia abaixo). O prazo limite para a análise das contas no TSE termina no dia 9 de dezembro.
No documento, o PSDB aponta para três supostos problemas na apresentação das despesas. O primeiro deles está relacionado ao limite de despesas autorizado. Conforme o PSDB, a campanha de Dilma ultrapassou os R$ 298 milhões inicialmente informados pelo PT antes que o TSE autorizasse a ampliação desse limite.
A ampliação do limite foi autorizada no dia 24 de outubro, dois dias antes do segundo turno. Segundo o PSDB, no entanto, a prestação de contas da candidata já indicava despesas superiores antes dessa autorização.
O PSDB também diz que os pagamentos ao site Muda Mais, que fez propaganda da petista na internet, foram registrados sob a rubrica “Produção de Programas de Rádio, Televisão ou Vídeo”, em vez de “Criação e inclusão de Páginas na Internet”. O partido aponta ainda que os gastos de R$ 680 mil com internet não foram pagos à empresa Polis Propaganda e Marketing Ltda, responsável pelo site, mas a outras firmas.
Um terceiro questionamento diz respeito ao ressarcimento que o PT fez pelo uso do avião presidencial por Dilma para viagens de campanha, não relacionadas ao mandato. O PSDB diz que a devolução de R$ 5 milhões não é “razoável” levando em conta os valores de mercado.

Para demonstrar isso, o partido lembra que em 2006, o então candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva devolveu R$ 4,8 milhões, valor que corresponderia a R$ 7,5 milhões atualmente, por atualização monetária.

“As informações prestadas pela candidata não merecem confiança, bem como não evidenciam a necessária regularidade, devendo, portanto, serem suas contas desaprovadas”, conclui o pedido apresentado ao TSE, cuja análise caberá ao ministro Gilmar Mendes.

Advogada responsável pela prestação de contas da campanha, Márcia Pelegrini afirmou ao G1 não haver nada de preocupante na prestação de contas. Ela disse que ainda não analisou detalhadamente o pedido do PSDB, mas que irá responder ao questionamento com “tranquilidade”.

“Os gastos com aeronave estão absolutamente dentro de parâmetros de mercardo. Em relação ao limite de gastos, também não há preocupação nenhuma. Em relação ao Muda Mais, tudo foi pago e está lançado na contabilidade”.

Questionado sobre o assunto, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT-PE), disse que o partido está “tranquilo”. “Estamos tranquilos, essas contas vão ser aprovadas. O fato de estarem sendo analisadas por um ministro que é identificado com as posições desse segmento oposicionista vai fazer com que a aprovação seja mais importante ainda”, afirmou.

Governo diz que dará mais verba para emendas se for aprovada meta fiscal

01/12/2014 20h22 - Atualizado em 01/12/2014 22h21

Governo diz que dará mais verba para emendas se for aprovada meta fiscal

Condição aparece no texto de decreto publicado no 'Diário Oficial da União'.
Cada parlamentar teria R$ 750 mil a mais para destinar a redutos eleitorais.

Fernanda CalgaroDo G1, em Brasília
O governo federal publicou um decreto em edição extra de sexta-feira (28) do "Diário Oficial da União" que autoriza a liberação de mais R$ 444 milhões para o pagamento de emendas parlamentares, verbas usadas por deputados e senadores para bancar obras em seus redutos eleitorais.
O texto, porém, condiciona explicitamente a ampliação do repasse à aprovação pelo Congresso do projeto de lei que derruba a meta fiscal e permite ao governo fechar as contas públicas de 2014 sem a obrigação de cumprir o superávit primário (economia para pagar os juros da dívida pública). No início do ano, a previsão de superávit era de R$ 99 bilhões. Com o projeto, cuja votação está prevista para esta terça (2), passa para R$ 10 bilhões.
Com o decreto, cada parlamentar passaria a ter direito a cerca de R$ 750 mil a mais. A previsão para este ano é que cada parlamentar possa destinar até R$ 10,8 milhões em emendas. Com a mudança, o valor ficaria em torno de R$ 11,6 milhões. O valor total repassado pelo governo aos congressistas subiria para R$ 6,9 bilhões.
Nesta segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff recebeu no Palácio do Planalto 23 líderes de partidos da base aliada ao governo no Congresso e, segundo informou o Jornal Nacional, fez um apelo para que o projeto que altera a meta fiscal seja aprovado nesta terça. Na semana passada, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), tentou colocar a matéria em votação, mas teve de adiar por falta de quórum.
Para o líder do DEM na Câmara, deputado Mendonça Fillho (PE), o governo faz "chantagem" com os parlamentares ao condicionar a liberação do valor extra das emendas à aprovação do projeto que altera a meta de superávit fiscal.
O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou que a oposição vai "lutar com todas as forças" para evitar a aprovação do projeto. "Em um momento em que há mais esta maquiagem fiscal, obviamente, há perda de credibilidade da condução da nossa economia. Isso afugenta investidores, coloca em risco a nota de crédito do país", disse.
O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), descartou relação entre o aumento do valor das emendas parlamentares e as votações no Congresso. Segundo ele, o decreto é “corriqueiro”. “A condicionalidade à aprovação é porque existe ali um conjunto de despesas que o orçamento público tem que realizar que, obviamente, depende desta autorização”, afirmou.
O ministro Ricardo Berzoini (Relações Institucionais) disse que a ampliação do teto de despesas não tem a ver com a votação no Congresso. “A única razão para ter uma coluna [no decreto] falando de emendas, que, por sinal, é muito pouco por parlamentar, (...) não tem nada a ver com a votação do ponto de vista de qualquer atrativo”, afirmou. Ele reiterou, porém, que a liberação depende da mudança do superávit. “O descontingenciamento geral depende de uma questão objetiva, que é o limite de superávit que o governo tem praticado. Não tem nada a ver com emendas parlamentares.”
Condição
No decreto, o governo afirma expressamente que "a distribuição e a utilização do valor da ampliação (...) ficam condicionadas à publicação da lei resultante da aprovação do PLN número 36, de 2014, em tramitação no Congresso Nacional".
E acrescenta que, se não for aprovado, “o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e o Ministério da Fazenda elaborarão novo relatório de receitas e despesas e encaminharão nova proposta de decreto".
No total, o decreto estipula a ampliação em cerca de R$ 10 bilhões do limite de despesas do Orçamento deste ano (já incluindo os R$ 444 milhões em emendas parlamentares).
O aumento de despesa está previsto no último relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas, enviado pelo Ministério do Planejamento ao Congresso no dia 21.

Assessora que criticou filhas de Obama pede demissão

Assessora que criticou filhas de Obama pede demissão

Agence France-Presse (AFP)

"Queijo", o peru nacional de Ação de Graças dos Estados Unidos, é visto na frante do presidente Barack Obama e suas filhas, Sasha e Malia, durante cerimõnia oficial de "perdão" em 26 de novembro de 2014 © Fornecido por AFP "Queijo", o peru nacional de Ação de Graças dos Estados Unidos, é visto na frante do presidente Barack Obama e suas filhas, Sasha e Malia, durante cerimõnia oficial de "perdão" em 26 de novembro de 2014
A assessora de imprensa de um deputado americano anunciou sua demissão após ter criticado pelo Facebook as filhas do presidente Barack Obama.
Elizabeth Lauten, porta-voz do legislador republicano Stephen Fincher, de Tennessee, confirmou nesta segunda-feira à imprensa sua intenção de deixar o cargo após ser alvo de violentas críticas no último fim de semana nas redes sociais.
Lauten publicou uma mensagem no Facebook na qual criticava a falta de classe e a forma de se vestir de Sasha (13 anos) e Malia Obama (16 anos) durante um evento na Casa Branca.
Como todos os anos durante o tradicional ato de indulto a um peru celebrado na Casa Branca no Dia de Ação de Graças, as duas filhas apareceram ao lado de Obama. Várias pessoas comentaram que as adolescentes, apesar de sorridentes na maior parte da cerimônia, pareciam aborrecidas, o que divertiu vários comentaristas e jornalistas em Washington.
Elizabeth Lauten pediu desculpas por ter "criticado as meninas de uma maneira que eu não gostaria que me criticassem quando era adolescente".
A imprensa americana costuma ser muito discreta em relação a vida privada das filhas do presidente Obama. Os ataques pessoais contra a família presidencial são considerados um tabu.

Déficit comercial em novembro é o maior já registrado para o mês

Déficit comercial em novembro é o maior já registrado para o mês

Estadão

A balança comercial fechou novembro com déficit de US$ 2,3 bilhões - divulgou nesta segunda-feira, 1, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O resultado é o pior para meses de novembro já registrado na série histórica.
O resultado ficou abaixo da mediana do mercado, segundo pesquisa do AE Projeções, da Agência Estado. O levantamento, que ouviu 12 instituições, previa déficit de US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões, com mediana negativa em US$ 2,7 bilhões. 
O valor de novembro é resultado das importações da ordem de US$ 17,9 bilhões, contra US$ 15,6 bilhões em exportações. As exportações brasileiras tiveram queda de 25% em novembro quando comparadas com a média diária de novembro de 2013.
Na soma de janeiro a novembro, o déficit comercial soma US$ 4,2 bilhões, o pior resultado desde 1998.
O resultado deficitário de novembro mostra que "inevitavelmente o saldo em 2014 será negativo", avalia o economista da Tendências Consultoria Integrada Bruno Lavieri. O economista lembra que em 2000 a balança fechou com saldo negativo, mas diz que o dado esperado para 2014 poderá ser o pior desde 1998.
O saldo negativo da balança comercial brasileira em 2014 é resultado de uma retração das vendas externas maior do que a queda das importações. Mesmo com a economia em um ritmo lento, no acumulado deste ano as compras brasileiras no exterior caíram apenas 3,9% em relação a janeiro a novembro de 2013. Por outro lado, as exportações recuaram 5,7% no ano.
12 meses.A diferença entre tudo o que País importou e exportou deixou um saldo negativo, no acumulado de 12 meses até novembro, de US$ 1,5 bilhão - o que não acontecia desde 2000. Em 2013, o acumulado de 12 meses até novembro mostrava uma balança comercial positiva em US$ 1,9 bilhão. 

Jon Jones revela nova foto de treino histórico com Anderson Silva

Jon Jones revela nova foto de treino histórico com Anderson Silva

Lance!Net

Spider e Jones fizeram treinos juntos recentemente © Foto: Reprodução Spider e Jones fizeram treinos juntos recentemente
Há duas semanas, o presidente do UFC Dana White revelou a primeira de uma série de imagens históricas que mostraram um treino entre Anderson Silva e Jon Jones na academia privada da organização, em Las Vegas. Depois de duas imagens reveladas por Jones e uma por Dana, mostrando uma cena de trocação entre os astros, o campeão meio-pesado mostrou parte de um treino de jiu-jitsu com Spider.
- Espero que vocês estejam prontos para aprender algo novo - escreveu o campeão meio-pesado.
Jon Jones volta ao octógono no dia 3 de janeiro para defender seu cinturão contra Daniel Cormier, em Las Vegas (EUA), pelo UFC 182. Já Anderson Silva, encara Nick Diaz pelo UFC 183, dia 31 de janeiro, também na capital das lutas

Vida mais longa vai custar mais 79 dias de trabalho até a aposentadoria

Vida mais longa vai custar mais 79 dias de trabalho até a aposentadoria

O novo fator incidirá sobre os benefícios requeridos a partir de hoje, de acordo com a lei

AGêNCIA BRASIL1 de Dezembro de 2014 | 20h00
Com o aumento da expectativa de vida dos brasileiros, divulgado hoje (01) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de dias de contribuição necessários para que o trabalhador possa se aposentar recebendo os valores praticados atualmente também aumentou. É que a expectativa é um dos elementos que causam impacto no fator previdenciário, usado para calcular o valor das aposentadorias por tempo de contribuição.
Além da expectativa de vida, o cálculo do fator considera ainda a alíquota de contribuição, a idade do trabalhador e o tempo de contribuição à Previdência Social. O novo fator incidirá sobre os benefícios requeridos a partir de hoje, de acordo com a lei.
Segundo a nova Tabela de Expectativas de Sobrevida e Fator Previdenciário 2000 – 2015, elaborada pelo Ministério da Previdência Social, um segurado com 55 anos de idade e 35 de contribuição que requerer a aposentadoria, a partir de hoje, vai ter que contribuir por mais 79 dias corridos para manter o valor de benefício que tinha como base a tabela anterior.
Como a expectativa de vida do brasileiro ao nascer aumentou 12,4 anos entre 1980 e 2013, segundo o IBGE, a tendência é que o tempo de contribuição, comparativamente aos anos anteriores, também continue a crescer.

Aumenta para 25 o número de horas de aula ao volante para tirar CNH

01/12/2014 21h00 - Atualizado em 01/12/2014 21h23

Aumenta para 25 o número de horas de aula ao volante para tirar CNH

Resolução do Denatran passa a valer nesta segunda-feira (1).
Lei ainda não está em vigor em São Paulo.

Do G1, em São Paulo
Habilitação ficará mais cara para moradores da região. (Foto: Reprodução/TV Vanguarda)Habilitação ficará mais cara para moradores da região. (Foto: Reprodução/TV Vanguarda)

Começa a valer nesta segunda-feira (1) uma resolução do Departamento Nacional de Trânsito que determina que candidatos a tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) devem fazer, pelo menos, 25 horas de aulas práticas ao volante. 
A mudança vale apenas para quem irá tirar a CNH na categoria B, específica para veículos de passeio com capacidade de carga inferior a 3.500 kg. Até então, eram necessárias 20 aulas práticas.
A quantidade de aulas noturnas também aumentou, de 4 horas/aula para 5 horas/aula. Não houve alteração no curso teórico. Além do aumento de aulas práticas, o Denatran instituiu que até 30% das aulas podem ser feitas em simuladores.
Motos
Interessados em tirar a CNH na categoria A, para motos, também terão que praticar mais. O número de aulas aumentou de 15 para 20 horas, sendo que, pelo menos 4 delas deverão ser noturnas.