domingo, 19 de outubro de 2014

Economia

Eike Batista: Novas estruturas desabam no Império X

Empresário entrega OGX a credores e MMX entra com pedido de recuperação judicial

Jornal do Brasil
Duas empresas do grupo EBX protagonizaram novos capítulos da queda do império de Eike Batista nesta semana. A MMX, empresa do ramo de mineração, entrou com pedido de recuperação judicial na quinta-feira (16), o que acalma um pouco sua situação, mas que não a livra das dificuldades impostas pelo cenário negativo mundial. A OGX, por sua vez, agora OGPar, passou definitivamente para as mãos dos credores, como já estava previsto no plano de recuperação judicial.
De acordo com Gilberto Braga, professor de Finanças do Ibmec/RJ, a recuperação judicial não resolve o problema. "É mais uma grande derrota essepedido de recuperação, vem em uma hora duplamente ruim, porque é mais uma catástrofe dentro do desmoronamento do Grupo X, e porque o momento do mercado de minério de ferro está ruim no cenário internacional, em termos de preço. Isso torna o futuro dessa empresa totalmente incerto, mesmo em um ambiente de recuperação, porque a saída passaria pela atratividade do negócio", explica.
O professor lembra que o próprio Eike levava em consideração determinado cenário demercado que neste momento não se confirma. Se por um lado a recuperação judicial dá uma garantia de que as dívidas não serão executadas no momento, o que dá um fôlego para que a empresa se organize com a supervisão da justiça, por outro ela também não é uma solução, que seria uma retomada da produção internacional, o que neste momento não se mostra possível. 
Se fosse apenas o problema de mercado, em condições normais, a empresa poderia pedir empréstimos, recorrer a linhas de financiamento para se manter a espera de dias melhoras. O problema de mercado aliado a falta de credibilidade do grupo, no entanto, se tornaram mortais, acredita o professor.
"Não obstante os esforços da administração na negociação com credores e na busca por potenciais investidores, o pedido de recuperação judicial configurou-se como a alternativa mais adequada diante da situação econômico-financeira da Companhia", informou a mineradora. 
No final de agosto, a MMX já tinha anunciado a revisão do plano de negócios para "priorizar as iniciativas geradoras de caixa". Disse ainda que iria paralisar temporariamente a produção da unidade de Serra Azul, com férias coletivas de 30 dias para os funcionários envolvidos diretamente, em decorrência dos baixos preços do minério de ferro no mercado internacional. No início desta semana, contudo, a empresa informou que as atividades continuarão suspensas após esse período.
A OGPar, ex-OGX, por sua vez, teve a conversão dos R$ 13,8 bilhões de suas dívidas em ações, e deixa de ter Eike como principal acionista. Os credores passam a ter 71,43% da empresa e o restante fica dividido entre o empresário e os minoritários. A ação já estava prevista no plano de recuperação judicial. As ações da empresa também voltarão a ser negociadas na Bovespa, com o código "OGSA3", mas ainda não há previsão para início. 
Além dos desafios que precisa enfrentar para tentar salvar suas empresas, Eike ainda tem que lidar com diversos processos judiciais, por uso de informação privilegiada para lucrar no mercado financeiro irregularmente, com a OSX e a OGX. Há ainda denúncias de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e formação de quadrilha, além de processos administrativos na CVM. No mês passado, a Justiça Federal do Rio de Janeiro informou que havia bloqueado R$ 117,3 milhões das contas do empresário no Brasil. A Justiça tinha decretado o bloqueio de bens e ativos financeiros do empresário até o limite de R$ 1,5 bilhão, para garantir recursos para ressarcir danos que tenham sido causados aos acionistas. 
Segundo o MPF, o grupo manipulou o preço das ações da OGX com dados falsos sobre a perspectiva da empresa, causando um prejuízo estimado de R$ 14,4 bilhões aos investidores. A diretoria da empresa prometeu a realização de negócios bilionários em operações de extração de petróleo nas bacias de Campos e Santos. Contudo, a projeção teria sido baseada em informações inverídicas sobre a capacidade de exploração das reservas. Entre 2009 e 2013, foram 55 informes no mercado, com estimativas de grande volume de gás e petróleo a ser extraído em poços controlados pela empresa. Estudos internos realizados pela empresa desde 2011, no entanto, apontavam a inviabilidade econômica das áreas em função dos custos e da operação. Em alguns casos, também era mencionada a inexistência de tecnologia para explorar as áreas.
Em um dos processos judiciais enfrentados por Eike, o da justiça fluminense, a audiência na tem data marcada, 18 de novembro. No mesmo dia, após pronunciamento das testemunhas de defesa e acusação, pode ser realizado o julgamento da ação. A decisão do juiz Flávio Roberto de Souza, da 3ª Vara Criminar da Justiça Federal, informa que o empresário teria utilizado "por duas vezes de informações relevantes, ainda não divulgadas ao mercado, que tinha conhecimento, propiciando para si vantagem indevida mediante a negociação, em nome próprio, com valores mobiliários". O juiz negou o pedido de anulação da defesa.
O empresário teria arrecadado R$ 197 milhões na primeira negociação irregular de ações da empresa, entre maio e junho de 2013, com lucro indevido entre R$ 123 milhões e R$ 126 milhões. Depois, entre agosto e setembro do mesmo ano, obteve R$ 111 milhões com os negócios irregulares. 
A situação das empresas de Eike Batista, que em 2012 começaram a ficar mal das pernas, desceram a ladeira embaladas por 2013. De sétimo homem mais rico do mundo, Eike pulou para a centésima posição da revista Forbes já no início do ano passado. De acordo com informações do mercado, pelo menos dez executivos saíram das empresas do grupo com mais de R$ 100 milhões, e alguns com mais de R$ 200 milhões. Em resumo, Eike blefou sobre suas empresas, se endividou, inclusive com dinheiro público do BNDES, e conseguiu a recuperação judicial.
O império construído em diversos segmentos da economia, como petróleo, energia e portos, ruiu. No mês passado, Eike informou, em entrevista ao jornal O Globo, que o saldo de sua conta estava em US$ 1 bilhão negativo. 
Entre as muitas empresas do grupo, a MPX, agora Eneva, do setor de energia, foi vendida a um grupo alemão. Do setor naval, a LLX passou para o controle do grupo EIG e negociava suas dívidas, e a OSX demitia funcionários. A CCX, de mineração, havia colocado seus projetos na Colômbia à venda.

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18 de outubro de 2014 • 20h57 • atualizado em 18 de outubro de 2014 às 21h01

Exército curdo impede Estado Islâmico de isolar cidade

Um total de 26 projeteis disparados pelo EI caíram em bairros do norte de Kobane, perto da fronteira com a Túrquia

Apesar dos ataques dos jihadistas, as Unidades de Proteção do Povo (YPG), principal milícia curdo-síria, conseguiram repelir a invasão do EI
Foto: Twitter @KURDISTAN_ARMY
Forças curdas repeliram neste sábado, em Kobane, uma nova ação do grupo Estado Islâmico (EI) que busca isolar a cidade curdo-síria, localizada na fronteira com a Turquia. Já no Iraque, o exército tentava ganhar terreno frente aos jihadistas.
A coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos, realizou 25 ataques aéreos em 48 horas contra posições do grupo jihadista perto de Kobane, e contra a infraestrutura sob seu controle.
Embora os americanos tenham apontado sinais animadores em Kobane, onde o EI freou seu avanço, Washington assinalou que os bombardeios podem não impedir a queda da cidade, e reiterou que sua prioridade é o Iraque.
Um total de 26 projeteis disparados pelo EI caíram em bairros do norte de Kobane, perto da fronteira, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), com sede na Grã-Bretanha.
Mais de 600 pessoas morreram em um mês de batalha em KobaneClique no link para iniciar o vídeo
Mais de 600 pessoas morreram em um mês de batalha em Kobane
Apesar dos ataques dos jihadistas, as Unidades de Proteção do Povo (YPG), principal milícia curdo-síria, conseguiram repelir a invasão do EI lançada do leste para alcançar o posto fronteiriço, declarou o representante curdo Idris Nasen.
A cidade de Kobane, que se tornou um símbolo da resistência ao EI, encontrava-se cercada pelos jihadistas no sul, leste e oeste.
Diante da resistência das forças curdas e dos bombardeios da coalizão - mais de 100 desde o fim de setembro -, o EI enviou "reforços de homens, munição e equipamentos" a Kobane a partir das províncias de Aleppo e Raqa, redutos dos jihadistas no norte da Síria, segundo o OSDH.

Apoio da Espanha
Em visita a Washington, o ministro espanhol da Defesa, Pedro Morenés, disse que a Espanha começará a treinar tropas iraquianas no fim do ano para a luta contra o EI, mas descartou uma participação na ofensiva na Síria.
Morenés disse que irá solicitar ao Congresso de seu país a aprovação para enviar 300 militares espanhóis ao Iraque para o treinamento de tropas em operações especiais, desativação de minas e manejo de explosivos.

Paulo VI beatificado em Roma

O processo de beatificação, iniciado em 11 de maio de 1993, foi aprovado a 10 de maio pelo Papa Francisco

Por: Redação / PP    |   há 5 minutos
O papa Paulo VI foi beatificado hoje no Vaticano, numa cerimónia que constituiu também uma homenagem ao pontífice que concluiu o Concílio Vaticano II e instituiu a realização de mais um Sínodo dos bispos, uma estrutura que ele próprio criou.

O processo de beatificação, iniciado em 11 de maio de 1993, foi aprovado a 10 de maio pelo Papa Francisco, cinco dias depois de os cardeais e bispos da Congregação para a Causa dos Santos considerarem válido um milagre atribuído à intercessão de Paulo VI.

Giovanni Montini que escolheu o nome de Paulo para mostrar a sua missão de propagação da mensagem de Cristo, tornou-se papa a 21 de junho de 1963, tendo sido o primeiro líder da Igreja Católica a viajar pelos cinco continentes e o primeiro a conversar com o líder da Igreja Anglicana e com os dirigentes das diversas Igrejas Ortodoxas do Oriente.

A cerimónia de beatificação irá decorrer no fim da terceira Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, desta vez sobre a família.

Na cerimónia, além do papa Francisco, esteve presente o emérito Bento XVI, que em dezembro do ano passado, autorizou a avaliação da Congregação para a Causa dos Santos em relação à «heroicidade das virtudes» do pontífice que o havia designado cardeal, no final dos anos 1970
18/10/2014 22h47 - Atualizado em 18/10/2014 23h50

Após quase 5h, manifestantes liberam o trânsito na BR-290, em Porto Alegre

Protesto por falta de água e luz gerou 13 quilômetros de congestionamento.
Moradores da Ilha do Pavão bloquearam os dois sentidos da rodovia.

Do G1 RS
protesto congestionamento BR-290 RS (Foto: Reprodução/RBS TV)Manifestantes entraram em acordo com a BM e liberaram o trânsito (Foto: Reprodução/RBS TV)
Após quase cinco horas, moradores da Ilha do Pavão, no bairro Arquipélago, liberaram o trânsito nos dois sentidos da BR-290, em Porto Alegre. A manifestação motivada pelas constantes faltas de água e luz na região começou pouco depois das 17h30 e foi encerrada por volta das 22h15, segundo a concessionária Concepa, que administra a rodovia. Nesse período, o congestionamento chegou a 13 quilômetros, somando os dois sentidos da via. 

Os manifestantes decidiram liberar a rodovia após a chegada de um caminhão da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Eles entraram em acordo com a Brigada Militar e aceitaram liberar a rodovia, com a condição de que a energia fosse restabelecida na região.

O protesto ocorreu no km 98 da rodovia, próximo à Ponte do Guaíba. Inicialmente, os manifestantes trancaram o trânsito de 15 em 15 minutos, mas depois decidiram trancar completamente os dois sentidos. Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) tentaram negociar com os manifestantes para a liberação da via, mas sem sucesso. Os manifestantes chegaram a queimar objetos na via e uma equipe do 9º Batalhão da Brigada Militar foi chamada para o local.
Segundo a Concepa, no sentido interior-capital, o congestionamento chegou a 9 quilômetros, do km 98 ao km 107, em Eldorado do Sul, na Região Metropolitana. No sentido contrário, foram quatro quilômetros de trânsito completamente parado. A manifestação também afetou o fluxo na freeway e no acesso à Avenida da Legalidade (antiga Castelo Branco), na entrada de Porto Alegre.
protesto congestionamento Avenida Castelo Branco Porto Alegre (Foto: Reprodução/RBS TV)Protesto congestionou também a Avenida da Legalidade, na saída da capital (Foto: Reprodução/RBS TV)
Os manifestantes reclamam nos constantes cortes no abastecimento de água e energia na Ilha do Pavão. Segundo o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), o fornecimento de água nas ilhas já foi normalizado durante a tarde. Pela manhã, técnicos do departamento concluíram o reparo na Estação de Tratamento de Água da Ilha da Pintada, que atende toda a região. Uma descarga elétrica havia danificado equipamentos da estação na madrugada.
Já a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) disse, via assessoria de imprensa, que não há previsão para o retorno da luz na Ilha do Pavão. A companhia informou que técnicos tiveram problemas ao religar o alimentador na região e a energia precisou ser cortada novamente. Até o final da noite, equipes ainda trabalhavam no local. No resto do estado, a situação foi normalizada.
protesto congestionamento BR-290 RS (Foto: Concepa/Divulgação)Moradores da Ilha do Pavão trancaram o trânsito pouco depois das 17h (Foto: Concepa/Divulgação)


Foto: Josephus Olu-Mammah / Reuters
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2014

Vacina contra Ebola avança 'muito rápido', diz famacêutica

 
18h52
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O pior surto de Ebola já matou mais de 4.500 pessoas até agora, a maior parte no trio de países do Oeste Africano

A farmecêutica GlaxoSmithKline disse neste sábado que o desenvolvimento de uma vacina para combater o ebola, que matou milhares de pessoas na África Ocidental, está avançando muito rápido.
"O desenvolvimento da vacina candidata está progredindo a um ritmo sem precedentes, com a fase 1 de testes iniciais segurança e uma vacina em andamento nos EUA, Reino Unido e Mali, e mais testes previstos para as próximas semanas", disse a empresa em um comunicado publicado em seu site.
A maior fabricante britânica de medicamentos disse que os dados preliminares dos testes eram esperados até o final de 2014 e, se bem sucedido, a próxima fase, envolvendo a vacinação dos profissionais de saúde da linha de frente em Serra Leoa, Guiné e Libéria, começará em 2015.
O pior surto de Ebola já matou mais de 4.500 pessoas até agora, a maior parte no trio de países do Oeste Africano.
Em agosto, a farmecêuica disse que a vacina experimental foi acelerada em estudos em seres humanos e que planeja montar um arsenal de até 10 mil doses para emergência, se os resultados foram bons.
Veja como o Ebola ataca o organismoClique no link para iniciar o vídeo
Veja como o Ebola ataca o organismo
Como funciona
A vacina da GSK consiste de um vírus da gripe comum, chamado de um adenovírus, manipulados para conter dois genes do vírus Ebola. Testes em animais mostraram que quando o adenovírus infecta células, os genes ebola produzir proteínas inofensivas que estimulam o sistema imunitário para produção de anticorpos.
GSK adquiriu a vacina depois de comprar a empresa de biotecnologia Okairos, com sede na Suíça, por 250 milhões de euros (aproximadamente R$ 780 milhões) no ano passado.
Ainda não há vacina ou cura aprovada ainda para Ebola, mas várias empresas farmacêuticas trabalham com drogas experimentais.

OMS promete revisão de sua ação em relação à crise do ebola

Análise será feita quando o surto estiver sob controle.
Documento vazado reconhece que organização não fez o suficiente.

Da Reuters
A Organização Mundial da Saúde (OMS) prometeu neste sábado (18) que publicaria uma revisão completa sobre sua ação em relação à crise do ebola uma vez que o surto esteja sob controle, em resposta ao documento vazado em que parece reconhecer não ter feito o suficiente.
Em comunicado, a OMS disse que não comentaria um documento interno citado em matéria da Associated Press de sexta-feira, dizendo ser um primeiro rascunho que não foi checado e que era "parte de uma análise em andamento sobre nossa resposta".
"Não podemos desviar nossos recursos limitados de resposta urgente para fazer uma análise detalhada da resposta feita. Essa revisão virá, mas somente após o fim do surto", disse a organização.
A OMS tem sido amplamente criticada por sua resposta lenta à epidemia e suas primeiras garantias, apesar dos repetidos avisos públicos da organização Médicos Sem Fronteiras, que estava liderando a luta contra o vírus.
O ebola matou pelo menos 4.546 pessoas na Libéria, Serra Leoa e Guiné, disse a OMS na sexta-feira. No entanto, com pelo menos metade dos casos não reportados e uma taxa de mortalidade de 70%, pelas estimativas da OMS, o número real é de provavelmente mais de 12 mil pessoas.
Não há sinal de desaceleração do surto, que foi confirmado pela primeira vez em março, mas não declarado como emergência pública internacional pela OMS até pelo menos 8 de agosto.
A diretora-geral da Organização Mundial de Saúde, Margaret Chan, defendeu sua ação na epidemia.
O documento interno citado pela AP, porém, diz que especialistas deveriam ter percebido que os métodos tradicionais de contenção não funcionariam em uma região com fronteiras porosas e sistemas de saúde quebrados.
"Quase todo mundo envolvido na resposta ao surto falhou em ver uma escrita relativamente simples na parede", diz o documento.

domingo, 19 de outubro de 2014

Porto Alegre: 'Protesto por falta de água e luz bloqueou a BR-290'.

  
Porto Alegre (Rio Grande do Sul) - Durou quase cinco horas uma manifestação motivada pelas constantes faltas de água e luz no bairro Arquipélago. Moradores da Ilha do Pavão liberaram o trânsito nos dois sentidos da BR-290 pouco depois das 17h30 e o protesto foi encerrado por volta das 22h15, de acordo com a concessionária 'Concepa', que administra a rodovia. Nesse período, o congestionamento chegou a 13 quilômetros, somando os dois sentidos da via. 

De acordo com informações do portal G1, da Globo, os manifestantes decidiram liberar a rodovia após a chegada de um caminhão da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Eles entraram em acordo com a Brigada Militar e aceitaram liberar a rodovia, com a condição de que a energia fosse restabelecida na região. O protesto ocorreu no km 98 da rodovia, próximo à Ponte do Guaíba. Inicialmente, os manifestantes trancaram o trânsito de 15 em 15 minutos, mas depois decidiram trancar completamente os dois sentidos. Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) tentaram negociar com os manifestantes para a liberação da via, mas sem sucesso. Os manifestantes chegaram a queimar objetos na via e uma equipe do 9º Batalhão da Brigada Militar foi chamada para o local.

Segundo a Concepa, no sentido interior-capital, o congestionamento chegou a 9 quilômetros, do km 98 ao km 107, em Eldorado do Sul, na Região Metropolitana. No sentido contrário, foram quatro quilômetros de trânsito completamente parado. A manifestação também afetou o fluxo na freeway e no acesso à Avenida da Legalidade (antiga Castelo Branco), na entrada de Porto Alegre.

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Fornecimento de água - Segundo o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), o fornecimento de água nas ilhas já foi normalizado durante a tarde. Pela manhã, técnicos do departamento concluíram o reparo na Estação de Tratamento de Água da Ilha da Pintada, que atende toda a região. Uma descarga elétrica havia danificado equipamentos da estação na madrugada.

Energia - A Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) disse, via assessoria de imprensa, que não há previsão para o retorno da luz na Ilha do Pavão. A companhia informou que técnicos tiveram problemas ao religar o alimentador na região e a energia precisou ser cortada novamente. Até o final da noite, equipes ainda trabalhavam no local. No resto do estado, a situação foi normalizada. Com informações do G1.