Alckmin diz que água não acaba em novembro
- O governador Geraldo Alckmin (PSDB) negou na manhã de ontem que o abastecimento de água para a Região Metropolitana de São Paulo acabará em novembro.
Na quarta-feira, 15, a presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Dilma Pena, disse que se a seca continuar, a água do primeiro volume morto do Sistema Cantareira acaba em novembro. Segundo o tucano, houve "deturpação" da fala da dirigente na CPI da Sabesp, na Câmara de Vereadores.
"Foi deturpada uma afirmação da presidente da Sabesp, doutora Dilma, desinformando a população", declarou Alckmin no Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, na zona sul da capital paulista. Ele afirmou ainda que além da primeira reserva de volume morto do Sistema Cantareira, que já está em uso e que tem 40 milhões de metros cúbicos de água, existe outra, com 108 milhões de m³ de água. É essa parte do volume morto que garantirá água para a população caso a primeira acabe, de acordo com o tucano.
Na quarta-feira (15), em depoimento a vereadores durante uma reunião da CPI da Sabesp, a presidente da companhia, Dilma Pena, admitiu que existe "disponibilidade para atender a população, neste regime de chuvas, até meados de novembro".
Alckmin negou também que a Sabesp já esteja retirando água desse segundo morto, como apontou a Agência Nacional de Águas (ANA). Alckmin disse que a ANA autorizou o uso dessa reserva. Confrontado com a informação de que a Sabesp já está retirando água do segundo volume morto, o governador disse que "não é verdade". "Se temos ainda 40 bilhões de litros de água da primeira reserva técnica, por que entrar na segunda? Não tem sentido." O governo do estado entrou na Justiça para garantir a sua utilização. /agência

