domingo, 12 de outubro de 2014

Lula e FHC, a batalha de titãs na retaguarda de Dilma e Aécio

Por Vasconcelo Quadros - iG São Paulo 
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O tucano defende a paternidade da estabilidade econômica e o petista propaga os programas sociais nascidos em seu governo

Arrastado para o olho do furacão da campanha depois de ficar praticamente no ostracismo durante três eleições, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso travará, neste segundo turno, uma disputa paralela com o também ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Será uma guerra para eleger seus afilhados, mas também por legados.
O tucano, na defesa da paternidade da estabilidade econômica posta em curso há duas décadas – e que seu candidato a presidência pelo PSDB, o senador Aécio Neves, está usando para alavancar sua proposta de crescimento –, e o petista pelos programas sociais cuja continuidade integra o programa de governo de sua afilhada, a presidente Dilma Rousseff.
Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Lula coloca chapéu em Dilma durante comício no Recife (4/9)
Lula e FHC, pela natureza de ambos, terão papéis diferentes. O petista desenvolve uma campanha paralela e, desde que deixou o governo, em 2011, depois de eleger sua sucessora, dá a impressão de que nunca desceu do palanque. Lula não é apenas a iminência parda do governo ou o conselheiro de todas as horas: como principal cabo eleitoral de Dilma, é ele quem dá todas as ordens, fiscaliza e distribui cobranças, como fez esta semana ao dar um pito em público no presidente estadual do PT, Emídio de Souza.
“Quem e onde procurar o material de campanha? Tem que ter um local central”, disse Lula, interrompendo a leitura da programação de atividades que Emídio lia, num microfone, para informar a militância sobre a programação da campanha de Dilma em São Paulo. “É por isso que ele é presidente, né?”, resignou-se o presidente petista.
Lula não conseguiu eleger o ex-ministro Alexandre Padilha em São Paulo – o terceiro “poste” que tentou, sem sucesso, iluminar –, mas até os adversários reconhecem que o empenho e o apetite com que sobe em palanques e usa o gogó do “animal político” faz a diferença. No primeiro turno, o assédio por imagens e gravações a favor de correligionários foi tão intenso que ele acabou baixando a guarda justamente no maior colégio eleitoral do País, berço do PT e do sindicalismo do qual ainda é o líder de honra.
Duas propostas
Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Padilha tem o apoio de Lula em caminhada em São Bernardo do Campo, em são Paulo, na véspera da eleição (4/10)
“Há algo errado quando, no Estado mais operário do país, um presidente da Fiesp (Paulo Skaf, presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, candidato derrotado do PMDB) tem mais votos que o candidato do PT. Há erros no nosso discurso. Estamos em falta com o Padilha”, reconheceu, no discurso à militância, na última quinta-feira, na quadra do Sindicato dos Bancários, região central da capital, ao lado do candidato derrotado e das principais lideranças paulistas do PT.
A abordagem sincera, sem expressões rebuscadas, é o jeito direto de Lula se comunicar. O sotaque nordestino, a voz rouca – que as vezes quase some – empolga a militância petista. No primeiro ato do segundo turno, foi ele quem chamou FHC para a briga ao afirmar, sob o aplauso de um ginásio lotado que, mais que a disputa entre Dilma e Aécio, o segundo turno “será a campanha entre duas propostas de país e de sociedade”.
Chamando FHC de sociólogo, disse que a eleição do pupilo do tucano seria um retrocesso, a volta do Fundo Monetário Internacional (FMI) ditando as regras da economia, do desemprego e do preconceito. Num claro estímulo à luta de classes, Lula disse que o governo de seu antecessor não cuidou dos pobres e nem gerou oportunidades aos jovens porque isso faz parte da cultura da era Fernando Henrique Cardoso, a quem, para diferenciar-se, tratou como um filósofo que não se preocupou com os pobres e acha que quem votou no PT “é burro”.
Juntos e misturados
“Nós não estudamos filosofia. Estudamos a alma do nosso povo. Eles é que gostam de filosofar”, cutucou, como se no PT não existisse intelectual. Uma das mais respeitadas filósofas do país, Marilena Chauí é uma das figuras mais ouvidas por Lula. Seu discurso tem apenas o objetivo de alfinetar FHC e marcar a diferença na linha da luta de classes que o ex-presidente transformou em fio condutor de sua retórica. O fato, no entanto, é que na boca de Lula empolga multidões.
Reprodução
Entre amigos, ex-presidente FHC é conhecido como 'príncipe dos sociólogos'
Lula e Fernando Henrique, para quem não lembra, já estiveram juntos na política e, por muito pouco, não partilharam da fundação do PT, no início dos anos de 1980. Quando ainda era operário metalúrgico, Lula andou com FHC a tiracolo de fábrica em fábrica na região do ABC para elegê-lo senador. Quando decidiu criar o PT – embalado pela fama como o líder que ajudou a desgastar o regime militar com a onda de greves –, Fernando Henrique se afastou. Afinal, como a história mostraria, o espaço no PT seria pequeno para os dois.
O operário e o sociólogo estiveram no mesmo palanque até o fim da ditadura. Mal as eleições diretas presidenciais foram restabelecidas e os dois estavam em campos opostos, mas só se enfrentariam nas urnas em meados dos anos de 1990. Montado no Plano Real, FHC deu duas surras em Lula, uma em 1994 e a outra, em 1998, em ambas vencendo no primeiro turno – feitos jamais repetidos em eleições presidenciais.
Intelectual de estofo, recatado, discreto, mas vaidoso até a medula, o “príncipe dos sociólogos – como gostam de chamar amigos e adversários –, Fernando Henrique é dono de um estilo oposto ao de Lula. Nunca se escala para participar de campanha, o que passou a impressão que nas eleições de 2002, quando Lula derrotou o senador eleito José Serra que, por uma questão de simbologia, preferia passar a faixa presidencial a um metalúrgico e não ao correligionário – provável razão de ter sido colocado “no banco” nas eleições seguintes.
Fim da invencibilidade
Futura Press
Aécio Neves e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em Convenção do PSDB
Nas eleições de 2014, Aécio Neves retirou FHC do limbo e o transformou em um de seus principais conselheiros. A influência do ex-presidente pode ser vista no último debate do primeiro turno, na TV Globo, quando o candidato tucano aproveitou a abertura do programa e, ao vivo e em cores, pediu aplausos ao ex-presidente, mesmo sabendo que ouviria um pito do mediador, William Bonner.
Nos dias seguintes, após Aécio surpreender com a expressiva votação que o levou ao segundo turno, FHC voltou a campo para convencer Marina Silva e o PSB a aderirem a campanha tucana.
“A relação pessoal e política dele com Marina é boa. Vem da época de dona Ruth na Comunidade Solidária. Que ele ajudou, ajudou”, diz Francisco Graziano, assessor do ex-presidente do Instituto FHC e que já foi secretário particular e ministro na gestão tucana.
Graziano diz que FHC só entrou na campanha de Aécio porque foi chamado a participar, mas mostrou a diferença ao assumir a articulação que levou os tucanos a sonhar com o retorno ao Palácio do Planalto depois de 12 anos. “O embate do primeiro turno foi entre o articulador discreto contra o garoto propaganda”, alfineta Graziano. “O Lula só sabe fazer política e comícios. FHC tem vida fora da política”, afirma.
Secretário Geral da Presidência no governo tucano, o economista Eduardo Jorge Caldas Pereira, presidente do PSDB do Distrito Federal, diz que no segundo turno FHC fará o que Aécio pedir, mas sem se expor como Lula por Dilma.
“Fernando Henrique é um negociador, formulador e grande conselheiro. Mas não se oferece. O Aécio vai usá-lo com sabedoria”, diz Eduardo Jorge. 
A abertura das urnas, daqui a duas semanas, é que mostrará qual dos titãs – o operário ou o sociólogo – sairá vitorioso na disputa presidencial que promete ser a mais acirrada da era democrática.
Aécio Neves durante a primeira inserção de TV do segundo turno (9/10). Foto: Reprodução

Aécio comemora apoio de Marina e diz que decisão engrandece política brasileira

Por Reuters 
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Marina, que teve 22 milhões de voto, oficializou aliança neste domingo; no sábado, ele recebeu apoio da família de Campos

Reuters
O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, disse estar “muito feliz” com a declaração de apoio à sua candidatura neste domingo (12) de Marina Silva (PSB), terceira colocada na disputa eleitoral no primeiro turno, e disse que inicia a segunda etapa da corrida presidencial com possibilidades de derrotar a presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição pelo PT.
“Estou extremamente feliz com esse apoio e que tocará fundo no coração de milhões de brasileiros, eu tenho absoluta certeza disso. É uma decisão que engrandece a boa política brasileira”, disse o candidato a jornalistas em Aparecida (SP), onde ocorreu missa solene em homenagem a Nossa Senhora Aparecida.
“Acredito que nós iniciamos já essa reta final e decisiva do segundo turno demonstrando que o Brasil tem possibilidades, não apenas de vencer o atual governo que aí está”, disse o candidato.
Marina Silva, formalmente filiada ao PSB, anunciou neste domingo seu apoio a Aécio. A transferência de eleitores não é automática, mas o posicionamento da ex-senadora, que obteve mais de 22 milhões de votos, pode impulsionar a campanha do tucano.
No sábado, ele recebeu o apoio da família de Eduardo Campos, presidenciável do PSB morto em acidente aéreo em agosto.

CADEIA PARA QUEM MALTRATA OS ANIMAIS ‎”Onde estaria à medicina se não fosse à pesquisa com animais”? No mesmo lugar em que ela está hoje. A maioria das drogas é descoberta utilizando computadores ou por meio da natureza. “As drogas não são descobertas utilizando animais”. Leia. Informe-se. VAMOS PREPARANDO A NOSSA MUNIÇÃO!


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CRUELDADE EM NOME DO LUCRO

Saiba quais são as 6 piores empresas para os animais no mundo

10 de outubro de 2014 às 6:00

Por Loren Claire Boppré Canales (da Redação)
A ONG PETA Latino reduziu a vasta lista de companhias que não respeitam os animais para as 6 piores empresas do mundo. Foi levado em conta os maus-tratos praticados por elas, que vão desde testes em animais até espancamentos e assassinatos. Aqui estão as piores das piores:
AIR FRANCE
Você poderia pensar que todos que viajam em um avião vão a algum lugar divertido, mas se viajam pela Air France, provavelmente alguns dos passageiros poderão ser prisioneiros que foram capturados ou criados para serem usados em experimentos cruéis.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Diferentemente de outras grandes companhias aéreas, a Air France envia macacos a laboratórios para serem enjaulados, amputados, envenenados e assassinados em experimentos. É possível que os passageiros da Air France não saibam que debaixo de seus pés se encontram jaulas cheias de macacos que foram retirados da natureza ou criados em cativeiro antes de serem colocados em um vôo sem retorno a laboratórios. Mas agora você já sabe disso.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Como ajudar os macacos transportados pela Air France
Boicote a Air France e faça com que a companhia saiba que não poderá obter o seu dinheiro até que se una a todas as outras grandes companhias que têm negado participar dessa crueldade. Clique aqui e preencha seus dados no final da página.
MCDONALD’S
Cada pedido de McNuggets é servido com uma porção de crueldade. As galinhas mortas pela cadeia de comida rápida frequentemente estão com as asas feridas e outras lesões como resultado da manipulação indevida e do constante abuso absoluto.
Jo- Anne McArthur/We Animals
Jo- Anne McArthur/We Animals
Os fornecedores de frango do McDonald’s usam um método arcaico para matar: as aves são penduradas de cabeça para baixo e degoladas, normalmente enquanto ainda estão conscientes.
Mas o sofrimento não termina aí. Algumas aves se esquivam da navalha usada para degolar e ainda estão vivas quando são atiradas aos tanques de água fervente para serem depenadas.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Como ajudar as aves que são criadas para consumo
Não coma no McDonald’s! E, melhor ainda, seja vegano e livre de crueldade! Assim você não apoiará nenhuma indústria que maltrate os animais.
PETSMART
A PetSmart compra milhares de pequenos animais por ano (hamsters, porquinhos da índia, chinchilas, aves e répteis) e vende esses animais por um preço muito baixo.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Muitos desses bonitos animais morrem lentamente em habitações que ficam atrás das lojas da empresa. Uma investigação realizada pela ONG PETA revelou que mais de 100 animais pequenos foram privados de atendimento veterinário adequado e estavam morrendo lentamente a portas fechadas – longe dos olhos dos clientes.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Como ajudar os animais do comércio de “animais de estimação” 
Boicote a PetSmart e informe a companhia o porquê de você se opor a essas práticas empresariais. Opte também por comprar a alimentação do seu animal de companhia em locais que não comercializam vidas.
REVLON
A Revlon esteve livre da crueldade por mais de 20 anos, mas a ONG PETA descobriu em 2012 que a empresa estava vendendo seus produtos na China, onde são exigidos experimentos cruéis com animais para todos os produtos cosméticos importados.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
A Revlon ainda declara ser uma empresa livre de crueldade, mas tem enganado os consumidores e traído a sua confiança por continuar vendendo seus produtos no mercado chinês.
Foto: Divulgação
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Como ajudar os animais utilizados em testes de produtos
Não deixe que a Revlon te convença a comprar produtos testados em animais. Diga não às empresas cruéis, e sim as marcas livres de crueldade! Confira aqui a lista de empresas que não testam em animais.
O CIRCO RINGLING BROS. AND BARNUM & BAILEY
Quando se trata de maltratar os animais, o circo Ringling Bros. é definitivamente o pior. A foto abaixo mostra o treinamento de um elefante no circo Ringling.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Os bullhooks são bastões com ganchos afiados similares aos atiçadores utilizados em chaminés. Esses instrumentos são encaixados na pele dos elefantes, o que faz com que gritem de dor. Em 2011, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos aplicou a multa mais alta de toda a história dos circos no Ringling: $270.000 – por crueldade aos animais!
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Como ajudar os animais utilizados nos circos
Boicote qualquer circo que utilize animais para entretenimento. Há alguns circos espetaculares sem animais que empregam somente seres humanos que realmente escolhem atuar.
SEAWORLD
Você prefere boiar em uma banheira durante toda a sua vida ou aventurar-se pelo mundo com a sua família? As orcas do SeaWorld não têm opção – estão presas em um tanque de cimento para sempre. Além disso, são retiradas da natureza ainda bebês e nunca mais voltam a ver as suas famílias. Ou elas são criadas em cativeiro e nunca chegam a nadar livremente no oceano – as orcas no SeaWolrd também são forçadas a realizar truques em troca de alimento.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Se você já assistiu a Blackfish, então sabe que a orca em cativeiro Tilikum já sofreu o suficiente na sua prisão. Ela já matou 3 pessoas. E por quê? Na natureza, as orcas nadam até 100 milhas em um único dia. As orcas em cativeiro teriam que nadar ao redor do seu “oásis” de concreto 1.900 vezes em um dia para cobrir essa mesma distância.
Como ajudar os animais nos parques marinhos
Boicote o SeaWorld e outros parques marinhos que utilizam as orcas inteligentes ou outros animais para o entretenimento e enriquecimento financeiro.
Agora que você já sabe quais empresas evitar, por favor, ajude a difundir essas informações junto aos seus amigos e familiares para que eles entendam por que não devem apoiar as empresas cruéis que utilizam animais para obter vantagens e lucro.

SHB – Proteção Animal

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• Colaboradores: ajudam em tarefas específicas e de forma eventual.
Contamos, ainda, com a ajuda valiosa de diversos Parceiros, que realizam conosco feiras e eventos, prestam serviços a preço diferenciado ou colaboram na divulgação e na arrecadação de recursos.
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