sexta-feira, 10 de outubro de 2014



Publicado em 10/10/2014

Aécio, tucanos e
o ódio contra o Nordeste

“Ódio, como se sabe, serve para muito pouco nessa vida.”


Saiu no Viomundo:

AZEVEDO: O PARTIDO DOS PAULISTAS, COM ÓDIO E UM CANDIDATO MINEIRO


por Antonio de Azevedo*, por e-mail


AÉCIO: É SÃO PAULO CONTRA O NORDESTE


O PSDB é um partido paulista: controlado por líderes paulistas, defende os interesses da elite de São Paulo e depende fortemente do voto paulista.


Foi no Estado de São Paulo que Aécio Neves colheu sua maior vitória no primeiro turno em 5 de outubro (de São Paulo saíram 10 milhões dos cerca de 30 milhões obtidos pelo PSDB).


Nas redes sociais, militantes tucanos comemoram: “aqui é São Paulo!”


Outros dizem coisas horríveis sobre o povo nordestino — que votou em massa no PT. A elite paulista pautou a eleição assim: São Paulo contra o Brasil.


E não deixa de ser irônico: o PSDB — partido dos paulistas — dessa vez tem um candidato mineiro. Mas é um mineiro rejeitado em sua terra natal.


Sim, em Minas Gerais o PSDB perdeu no primeiro turno a eleição para governador, e Aécio Neves ficou bem atrás de Dilma na soma de votos para presidente!


Mas em São Paulo — terra de FHC, Serra e Alckmin — o PSDB colheu vitória importante.


Por isso, não há qualquer dúvida: a candidatura de Aécio está nas mãos dos paulistas. E eles querem dominar de novo o Brasil, como já fizeram no governo de Fernando Henrique Cardoso.


Não se engane: Aécio tem sotaque mineiro, e gosta de frequentar as noitadas cariocas. Mas na Política ele representa São Paulo. Da mesma forma que FHC (nascido no Rio) foi no governo um representante das elites paulistas.


A elite dos Jardins e Higienópolis (bairros “nobres” paulistas) não se conforma com o avanço do Brasil.


Não se conforma com o fato de o Rio de Janeiro ser o núcleo da nova indústria do Petróleo, depois da descoberta do Pré-Sal.


Não se conforma com a força da nova economia nordestina — que cresce enquanto São Paulo mergulha no mau humor.


A elite de São Paulo não aceita que o Nordeste tenha melhorado nos últimos doze anos.


E atenção: o povo nordestino (que vive em seus estados de origem, ou que dá um duro danado em São Paulo, Rio e por esse Brasil afora) precisa saber o que se fala do Nordeste em terras paulistas.


O típico paulista acha que Nordestino é “vagabundo”. Sei disso porque vivo em São Paulo, já ouvi isso da boca de paulistas.


E nem é gente rica. É gente que detesta o sotaque nordestino, gente racista.


O mais triste: parte do povo trabalhador em São Paulo foi contaminada por esse discurso, e manifesta um ódio visceral “por esses nordestinos que agora andam de avião e pensam que são gente”.


O ex-presidente FHC, chefe político de Aécio, acaba de dizer que o PT só tem voto do “povo mal informado”.


FHC (aquele que chamava aposentado de “vagabundo”) não teve a coragem de falar com todas as letras o que tucanos de São Paulo berram nas ruas, nos bares, nos ambientes sociais: “nordestino é povo sem cultura”.


Mas FHC traduziu isso de forma chique…


Infelizmente, ouvi coisa parecida de um colega de trabalho, na semana da eleição.


“Eu voto em qualquer um para acabar com esse PT corrupto, e que só ajuda o Nordeste”.


Aí lembrei a ele que o PT não inventou a corrupção, e que os governos Lula e Dilma incentivaram a Polícia Federal a investigar pra valer os poderosos.


O amigo paulista respondeu: “pode ser, mas então eu não voto porque não quero mais favorecer nordestino”.


É disso que se trata: Aécio significa o Brasil dominado pela turma da Bolsa de Valores de São Paulo, dos bancos e empresas paulistas, e pelo ódio da classe média paulista.


O povo da Bahia, do Piauí, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe e Alagoas precisa saber disso.


E mais que tudo: o povo pernambucano (que votou massivamente em Marina Silva, por lealdade a Eduardo Campos) não deve se confundir.


Aécio é garotão mineiro, criado nas praias da zona sul carioca.


Mas, por trás dele, há toda a turma de São Paulo. Há a ideologia da elite paulista.


Claro, eu sei que Aécio tem votos em outras partes do Brasil.


Mas a candidatura dele representa um projeto paulista: ligado aos bancos, dominado pela ideologia de que o mais forte deve vencer, ele é contra a intervenção do governo para proteger os mais pobres, e quer privatizar tudo.


Programas sociais e direitos trabalhistas? Não, porque isso “atrapalha” as empresas.


Esse é o projeto que Aécio representa.


Não é novidade. Em 1930, Getúlio Vargas derrotou a elite paulista.


São Paulo reagiu em 1932 com uma “revolução” liberal.


Na verdade, era a reação dos fazendeiros paulistas inconformados porque o poder lhes escapava das mãos.


Nos anos 50, o trabalhismo de Vargas se consolidou em todo Brasil: menos em São Paulo e no Rio de Carlos Lacerda (onde a “zona sul” já era fortemente contra o povão).


Direitos sociais, direitos trabalhistas: a elite paulista detestava (e detesta) isso tudo.


Sabe o que diziam de Vargas? “Nunca houve governo tão corrupto”. Igualzinho ao que falam hoje sobre Lula e Dilma.


Aécio é a repetição dessa história. Ele vem forte para o segundo turno? Sim.


Com ele, estão FHC, Serra e aquela paulistada que pensa assim: “queremos o Brasil de volta, em nossas mãos”.


Não se engane. Se Aécio fosse bom para os mineiros e para o Brasil, ele teria ganho a eleição em Minas. E perdeu.


Aécio é bom para a elite de São Paulo. E só.


Quem assina esse texto é um paulista, filho de paulista, neto de paulista. Conheço bem essa terra.


Ela está envenenada pelo ódio. Mais à frente, quem sabe, poderemos implodir essa muralha de ódio.


Por hora, é preciso impedir que o ódio paulista contamine o Brasil! Aécio vencerá em São Paulo no segundo turno? É provável, e com ampla margem.


Mas que não vença com o voto do nordestino que vive em São Paulo, e nem com o voto dos paulistas que sabem qual o lado do povo trabalhador.


E mais importante: que Aécio seja amplamente derrotado Brasil afora.


Essa eleição será mais ou menos assim: São Paulo x Brasil. Infelizmente, será assim.


O Nordeste, a Amazônia, o Rio de Janeiro, Minas Gerais e o Sul terão força para derrotar esse projeto?


Acredito que sim.


Não me impressiono com pesquisas.


A elite de São Paulo vai perder de novo. Mesmo que dessa vez tenha escolhido um mineiro para “disfarçar”…


Mas é um mineiro que serve ao ódio paulista.


E ódio, como se sabe, serve para muito pouco nessa vida.


* É paulistano da gema

Sex, 10/10/2014 às 09:45 | Atualizado em: 10/10/2014 às 10:01

Liberada primeira nova canção do Pink Floyd; ouça

Jotabê Medeiros
  • Divulgação
    Capa do novo álbum do Pink Floyd
Única faixa do novo disco do Pink Floyd que é inteiramente cantada pelo guitarrista David Gilmour foi divulgada nesta quinta-feira, 9: Louder than Words, a primeira canção do novo (e último, segundo Gilmour) álbum da banda inglesa.
Ouça: 
O disco, The Endless River, já tem pré-reserva nas lojas virtuais e lançamento previsto para 10 de novembro. É o primeiro álbum da banda em 20 anos. Cunhado como um tributo ao multi-instrumentista Richard Wright, The Endless River tem letras inéditas sobre música composta por Wright pouco antes de sua morte, em 2008. É duplo, tem 18 músicas e foi finalizado por Gilmour e Nick Mason em novembro do ano passado, com ajuda de Phil Manzanera, do Roxy Music. Outros convidados do disco são o físico Stephen Hawking (cujos vocais são ouvidos na faixa Talkin’ Hawkin) e o quarteto eletrônico de cordas Escala.
"Nós ‘tretamos’ e brigamos/Mas essa coisa que fazemos é mais barulhenta que palavras/A soma de nossas partes/A batida de nossos corações/É mais barulhenta que palavras", diz a letra, que foi escrita pela mulher de Gilmour, Polly Samson.
Em uma entrevista para a BBC de Londres, Gilmour disse: "Bem, Rick se foi. Essa é a última coisa que veio da gente". E acrescentou: "Sim, tenho certeza que não vai ter uma sequência para isso".
A música que se ouvirá no álbum foi gravada em 1993, quando David Gilmour, Nick Mason e Richard Wright rumaram para seu Britannia Row Studios, em Islington, e criaram mais de 100 peças musicais juntos, e registraram o resultado. Eles então levaram o resultado para o estúdio flutuante de Gilmour, o Astoria (fica dentro de um barco histórico modificado ancorado no Tâmisa), e outros músicos adicionaram instrumentos - Guy Pratt tocou baixo, Jon Carin tocou teclados e Gary Willins tocou percussão.
Depois disso, trabalharam algumas composições adicionais com o coprodutor Bob Ezrin, e lançaram o disco Division Bell. Eles não tinham intenção de utilizar as sobras, mas a morte de Wright, em 2008, mudou tudo.
"The Endless River tem seu ponto de partida nas sessões de Division Bell, de 1993", confirmou David Gilmour. "Ouvimos cerca de 20 horas de nós três tocando juntos e selecionamos a música que queríamos fazer funcionar no novo álbum. Ao longo do último ano, adicionamos novas partes, gravamos de novo outras e submetemos às novas tecnologias de estúdio para fazer um disco do Pink Floyd do século 21. Com a morte de Rick, e a chance de nunca fazer isso de novo, parece correto revisitar e retrabalhar faixas que deveriam estar disponíveis como parte de nosso repertório".
Louder than Words evoca o universo instrumental de Marooned, uma das canções de Division Bell. É a última música do disco, a primeira é Things Left Unsaid. A loja virtual Amazon já reserva o pacote que inclui o CD duplo, Blu-Ray (stereo 5.1), libreto com 24 páginas, 3 cartões postais colecionáveis, além de 39 minutos de vídeo e áudio de fora do disco. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Paciente com suspeita de Ebola é transferido para o Rio e fará exames

sexta-feira, 10 de outubro de 2014 10:14 BRT
 
RIO DE JANEIRO (Reuters) - Um paciente com suspeita de Ebola foi transferido nesta sexta-feira para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro, um dia após ter dado entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Cascavel, no Paraná.
O caso é o primeiro de suspeita do vírus letal no Brasil desde o início do pior surto da doença já registrado, que está concentrado em três países da África Ocidental.
O homem, de 47 anos, chegou ao Rio pela manhã e foi transferido de ambulância para o instituto da Fiocruz, onde está em isolamento. O local é referência nacional para casos de Ebola.
O Ministério da Saúde informou, por meio de comunicado, que o procedimento de transferência foi realizado dentro dos protocolos de segurança e isolamento. Segundo a pasta, o homem chegou ao Brasil em 19 de setembro vindo da Guiné, um dos três países que concentram o surto de Ebola na África, e informou ter tido febre na quarta e quinta-feira.
"Até o início da noite (quinta-feira), estava subfebril e não apresentava hemorragia, vômitos ou quaisquer outros sintomas. Está em bom estado geral e mantido em isolamento total", explicou o ministério, que não informou a nacionalidade do paciente.
"Por estar no vigésimo primeiro dia, limite máximo para o período de incubação da doença, foi considerado caso suspeito, seguindo os protocolos internacionais para a enfermidade".
O paciente agora será submetido a exames para confirmar o diagnóstico.
A UPA em Cascavel, onde o caso foi identificado, ficou sob isolamento desde a noite de quinta-feira, com cerca de 25 de pacientes em seu interior, assim como todos os funcionários.
Após reunião com equipes do Ministério da Saúde, as pessoas passaram a ser liberadas depois de terem feito exames nesta manhã, e vão permanecer sob monitoramento por 21 dias, informou a prefeitura de Cascavel.   Continuação...

HOJE às 14:08
0

Malala: A pessoa mais jovem a ganhar um Nobel da Paz

A paquistanesa Malala Yusufzai tornou-se nesta sexta-feira a pessoa mais jovem (com 17 anos) a ganhar o prémio Nobel da Paz. A jovem foi distinguida por defender a educação feminina, após quase ter perdido a vida a apoiar a causa.

«Apesar da sua juventude, já lutou durante anos pelo direito das meninas à educação e mostrou com o seu exemplo que crianças e jovens também podem contribuir para melhorar a própria situação», afirmou o Comité do Nobel.
O seu nome ganhou destaque ao saber que ela era a menina que assinava com o pseudónimo de Gül Makai, no blog do canal britânico BBC, durante a dominação talibã no Vale do Swat (norte do Paquistão), entre os anos 2008 e 2009.
Foi nessa época em que muitas crianças e sobretudo, meninas, ficaram impedidas de ir à escola. Primeiro pela proibição dos talibãs e depois pelos intensos combates que duraram quase seis meses.
Isso aumentou a sua fama no país e deu-lhe visibilidade internacional, em parte pelo impulso do pai, proprietário de uma escola em Mingora (principal cidade do Vale). Essa mesma fama foi responsável por gerar ainda mais inimizades entre os radicais.
A jovem fez um forte apelo para o direito das meninas a frequentar a escola e explicou como faziam para burlar as proibições dos talibãs na sua região para que continuassem a assistir às aulas, sendo encorajadas por algumas professoras.
O seu discurso - e um comentário considerado provocador no Paquistão, por dizer que tinha como referência o presidente americano, Barack Obama - acabou por provocar a ira dos extremistas, que enviaram homens armados até à região onde morava, em Mingora.
No dia 9 de Outubro de 2012, Malala voltava para casa após realizar exames. Quando o veículo em que estava com outras 15 meninas foi invadido por dois homens armados que perguntaram quem era Malala Yusufzai e, após identificá-la, atiraram sobre ela.
As balas atingiram-na na cabeça e por isso, os agressores acharam que estaria morta, embora tenha sobrevivido.
Após ser transferida com urgência para um hospital de Rawalpindi, próximo à capital do país, a menina foi levada (ainda inconsciente) para o Reino Unido, por conta do medo de que os talibãs quisessem certificar-se da morte dela.
Os supostos culpados, membros da facção talibã que tinha aterrorizado o Swat e que agora se refugiam no Afeganistão, foram detidos há um mês pelo Exército paquistanês.
A partir daí, a recuperação da activista foi lenta, embora as sequelas que o atentado deixou ainda sejam visíveis. Malala foi vista como um ícone internacional devido ao seu discurso nas Nações Unidas.
Antes do Nobel - concedido também a Kailash Satyarthi, activista contra o trabalho infantil na Índia -, Malala recebeu outras condecorações. Entre eles, o prémio Sakharov para a Liberdade de Consciência concedido pelo Parlamento Europeu, o Simone de Beauvoir e o Prémio Convivência Manuel Broseta.
A sua biografia «Eu sou Malala» tornou-se um recorde de vendas internacional.
Durante a apresentação da biografia, realizada há um ano em Nova Iorque, a jovem afirmou que gostaria de ser primeira-ministra do Paquistão.
«A melhor forma de lutar contra o terrorismo e pela educação é através da política. Agora sinto que é minha responsabilidade continuar a trabalhar pela educação e falar pelos direitos de quem sofre o terrorismo e de quem não tem voz.»
A jovem também discursou sobre a sua vontade de continuar a estudar para que um dia volte ao Paquistão.
«É o meu país. Ninguém esquece a terra onde nasceu e espero voltar o mais rápido possível», concluiu.
O Paquistão recebeu até agora com frieza e indiferença o destaque da jovem, algo que o Nobel poderia mudar.
SAÚDE

Cientistas criam técnica para observar dança das proteínas do HIV e levam Nobel

Blanchard foi o responsável por adaptar essas técnicas ao estudo de partículas virais
Estadão Conteúdo
  
Cientistas americanos desenvolveram uma técnica que permitiu observar, pela primeira vez, a “dança” das proteínas na superfície do vírus do HIV. A constante mudança de forma dessas proteínas é a principal estratégia do vírus para escapar da resposta do sistema imunológico e infectar as células hospedeiras. Descrita em dois estudos, publicados nesta quarta-feira, 08, nas revistas Science e Nature, a nova técnica abre possibilidades para o desenvolvimento de mecanismos que impeçam a infecção.
A nova técnica, utilizada pelos pesquisadores para observar as mudanças de formato das proteínas da membrana externa do vírus, é uma aplicação direta do conceito de microscopia de fluorescência de alta resolução, cuja descoberta rendeu o prêmio Nobel de Química, anunciado também hoje. “Os princípios desenvolvidos há muitos anos permitiram o estudo de importantes questões biológicas que antes eram inacessíveis à ciência. Nosso estudo é uma prova concreta disso”, afirmou Scott Blanchard, do Weill Cornell Medical College, em Nova York, que participou dos dois artigos.O artigo publicado na Science usou uma técnica de fluorescência capaz de medir distâncias em escala molecular.
Blanchard foi o responsável por adaptar essas técnicas ao estudo de partículas virais. O grupo desenvolveu moléculas fluorescentes que funcionam como “faróis” instalados na membrana externa do vírus, conhecida como envelope viral.”Ao tornar visíveis os movimentos das proteínas do vírus, pudemos seguir em tempo real as mudanças em seu formato”, disse Blanchard.
O cientista afirmou que a nova técnica fornece, pela primeira vez, meios para observar como o vírus se comporta durante a infecção - o que permitirá descobrir o que é preciso saber para impedi-la. “Se conseguirmos bloquear a entrada do HIV em células imunes, teremos vencido a luta”, disse. Segundo o cientista, uma das linhas de pesquisa que a técnica permitirá será a busca de meios para impedir a mudança de forma das proteínas do envelope viral. Com isso, o vírus perderá sua principal estratégia para “driblar” o sistema imune.
“Tendo à disposição meios para obter imagens em tempo real dos processos na superfície de partículas do HIV, poderemos também usar esses métodos para avaliar e testar o impacto de drogas e anticorpos que possam aniquilá-lo”, disse. $Três conformações$ Segundo o cientista, foram detectadas três diferentes conformações das proteínas do envelope viral. “Estamos agora trabalhando para aprimorar a tecnologia e chegar ao nível de precisão de imagens de que precisamos para avançar. É possível que essas proteínas assumam mais formas”, disse.
Enquanto o estudo da Science desvendou a “dança” das proteínas, o trabalho da Nature usou cristalografia de raios X para capturar a imagem tridimensional de uma das três conformações das proteínas virais, reveladas com a nova técnica. De acordo com Blanchard, o novo método poderá ser usado também, no futuro, para compreender a dinâmica de outros tipos de vírus, além do HIV. “As proteínas dos envelopes virais têm funções na infecção, não só no caso do HIV, mas também no vírus Influenza e adenovírus, por exemplo. A longo prazo, talvez possamos usar esse conhecimento para desenvolver mecanismos mais gerais, capazes de impedir diferentes infecções virais.”