segunda-feira, 29 de abril de 2019

A justiça que espero!





Por Maria José das Neves Duarte, Advogada.

Postado por Projetos Especiais em 25 de fevereiro de 2019 às 15h07





No dia 26 de janeiro  que completou 24 meses que o coração do meu filho
Sérgio Luiz Duarte silenciou-se e partiu para a vida eterna, fico relembrando
desde o seu nascimento,  como foi sua juventude, as suas ideias de um mundo
mais justo para pessoas humildes.
Tendo ele três cursos superiores e capacidade intelectual de lesionar em
escolas particulares se dedicou a ensinar crianças de baixa renda em uma
escola municipal de periferia.
Ainda ouço dizendo o bordão criado por ele, quando chegava em casa:
“alegria, alegria!”
Mas de repente… Sua vida foi retirada por um espancamento, por um
bandido, onde a maldade,  a omissão do proprietário do estabelecimento do
“Bar do Zé” e das pessoas que ali estavam no local, nada fizeram para evitar
o espancamento de meu filho. Inúmeros chutes na cabeça, ponta pés, até uma
motocicleta foi passado em cima do corpo que já estava no chão imobilizado.
Quanta crueldade! Quanta falta de humanidade das pessoas!
Será que o proprietário do estabelecimento não tem envolvimento?
Foram 97 dias no leito de uma UTI, onde a minha impotência dolorosa  era
e ainda é constante, por não conseguir salvar meu filho.
Mesmo sabendo que a vida dos nossos filhos, assim como a nossa, a Deus
pertence, poucas coisas nos parecem tão antinaturais como a morte de um
filho, principalmente quando ele é vítima de espancamento por bandidos.
Como advogada não deixará de lutar e acreditar na justiça, mesmo que ela
chegue tarde! Mas faço um apelo a todas as autoridades de Goiás! Para que
não permitam que outras mães passem pelo que estou passando.
Dolorosas  decisões  de juízes, onde não sabem e  não conhecem a dor de
perder um filho, principalmente pela violência.
Nenhum pai ou mãe deveria passar por este sofrimento. Ver a vida de um
filho ser interrompida, pois é uma experiência de muita dor que ninguém
merece viver.
Perder um filho é a maior prova pela qual um ser humano pode passar na
vida. Continuo a ter fé em Deus, depois disto ter a esperança de que um dia,
estarei novamente ao lado do meu filho amado, que Deus me emprestou para
enriquecer a minha vida e de toda nossa família.

Não há no mundo nenhuma palavra, capaz de confortar o coração de uma
mãe ou de um pai, que perdem seus filhos pela violência.
O meu clamor é por justiça!! Até quando os bandidos estarão matando e
continuarão soltos! Quantas Mães e Pais vão chorar a sua impotência por não

conseguirem colocar na cadeia esses monstros!




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Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira
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Habilidade profissional: Jornalismo de invesigação

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