segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Quem ajuda precisa de ajuda vamos ajudar meu Povo!











Dominique Luiz adicionou 2 novas fotos sentindo-se preocupada com Julia Guedes e outras 49 pessoas.
9 h
AMIGOS amanhã logo cedo estarei levando ao hospital veterinário em Patos, duas CACHORRINHAS 🐶🐶 de rua atropelada.
Uma foi atropelada sexta-feira a tarde,
E a outra sábado à pela manhã

Gente o caso de uma DELAS é muito sério, pois ela talvez quebrou a coluna. 😢😢
POR DEUS, QUALQUER VALOR é muito importante pra essas duas meninas. 😢😢
Cidade: Piancó na Paraíba.
Protetora dos animais de rua: Dominique Luiz
POR MISERICÓRDIA NOS AJUDE. 😢😢😢
DEPÓSITO EM CONTAS :
Favorecida: Dominique Luiz de Paulo
Agência: 3571
Operação: 013
Conta: 27328-2 Poupança
Caixa econômica Federal.
Nenhum texto alternativo automático disponível.
Agência: 0634-3
Conta: 14.931-4
Variação: 51 Poupança
Banco do Brasil.

Em 2018, a Lava Jato avança em São Paulo?




Corrupção

por José Antonio Lima — publicado 17/02/2018 00h04, última modificação 16/02/2018 10h13
O Ministério Público Federal reforçou a equipe de investigadores, enquanto o MP estadual negocia acordos com a Odebrecht. O resultado é incerto



Deflagrada pela primeira vez em 2014, a Operação Lava Jato se notabilizou pelas ações da “República de Curitiba”, mas ao longo dos anos os braços da investigação em Brasília e no Rio de Janeiro também ganharam notoriedade. Em contrapartida, em São Paulo, o estado mais rico do País, a operação pouco avançou, apesar de diversas figuras políticas de destaque terem sido nomeadas por delatores. Em 2018, esse quadro pode mudar.
Parte das investigações de corrupção em São Paulo é tocada pelo Ministério Público estadual. Em 2017, integrantes do MP-SP chegaram a reclamar publicamente do Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR) e do juiz Sergio Moro, que tocam a Lava Jato original, por não conseguirem o compartilhamento de provas.


Operação Lava Jato
Agentes da PF em prédio da Odebrecht, em São Paulo. A Lava Jato pode avançar no estado em 2018

Em março daquele ano, CartaCapital mostrou que, ao menos em parte, a dificuldade derivava da imagem do MP-SP, visto como muito próximo do PSDB, partido que controla o estado há mais de 20 anos. Ao longo desse período, diversas investigações de corrupção envolvendo tucanos ficaram pelo caminho.
Neste contexto, em setembro de 2017, causou surpresa uma notícia publicada pela Folha de S.Paulo. O MP-SP estava se recusando a receber informações reveladas pela Odebrecht ao MPF do Paraná. Os promotores paulistas alegavam que o acordo de leniência (espécie de delação para empresas) travado entre os procuradores federais e a empreiteira era ilegal, por não ter o aval de outras instituições, como a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia-Geral da União (AGU).
O MP-SP rechaçou a acusação de que a recusa fosse uma manobra para atrasar as investigações e proteger tucanos. De fato, o MPF-PR, ao tratar da leniência, avançou o sinal e o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que revisa as decisões da primeira instância de Curitiba, ao notar que faltava aos acordos a chancela da CGU e da AGU, os considerou irregulares.
A solução encontrada pelo MP-SP foi fazer acordos pontuais com a Odebrecht, por meio da lei de autocomposição, um mecanismo semelhante à leniência. O primeiro resultado prático foi divulgado em dezembro passado, com o ajuizamento de quatro ações de improbidade administrativa contra o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, atualmente ministro da Ciência e Tecnologia de Michel Temer. Segundo o MP-SP, a empresa, entre 2008 e 2012, repassou a Kassab mais de 21 milhões de reais como caixa 2, oriundos de irregularidades em obras tocadas pela empreiteira na capital paulista.

Entre ações e inquéritos civis, o MP-SP tem atualmente 28 processos abertos relacionados à Lava Jato, a maioria envolvendo as campanhas de políticos relevantes do estado de São Paulo e da capital. No caso do PT, estão na lista o ex-prefeito Fernando Haddad e os ex-ministros José Genoino e Alexandre Padilha, que disputaram o governo estadual em 2002 e 2014, respectivamente. 
A maior parte dos alvos é, no entanto, ligada ao PSDB. Aparecem na lista o senador José Serra; o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, que é senador por São Paulo; além de parlamentares e ex-parlamentares como José Aníbal, José Ricardo Franco Montoro, Edson Aparecido, José Antonio Barroz Munhoz e Roberto Massafera.
Há ainda inquéritos a respeito de obras do governo estadual, como as linhas 2-Verde e 5-Lilás do metrô, sem contar investigações contra executivos de empresas públicas paulistas. Nesta lista estão Paulo Vieira de Souza, o “Paulo Preto”, ex-diretor da Dersa, apontado como arrecadador de campanha tucana, além de ex-diretores do metrô, como Sérgio Correa Brasil e Paulo Celso Mano Moreira da Silva.

Um inquérito espinhoso para o PSDB é que o trata sobre a duplicação da Rodovia Mogi-Dutra, em São Paulo. Anotações apreendidas pela Polícia Federal indicam um suposto pagamento de propina de 5% num contrato para obras de duplicação da rodovia, cujo valor total era de 68 milhões de reais. O beneficiado pelo esquema seria um agente público identificado nos documentos pelo codinome “Santo”. Segundo a revista Veja, esse seria o codinome do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, provável candidato do partido ao Planalto.
O andamento dessas ações vai indicar o apetite do MP-SP para investigar tucanos. Em 16 de janeiro, um indicativo importante foi dado. O procurador-geral de Justiça do estado, Gianpaolo Poggio Smanio, denunciou o deputado estadual Fernando Capez, integrante do PSDB e ex-presidente da Assembleia Legislativa paulista. Ele é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro no caso conhecido como “máfia das merendas”.
MPF
Além do MP estadual, os desdobramentos da Lava Jato também transcorrem no Ministério Público Federal de São Paulo, responsável pela área criminal. Há coincidências de ações entre as duas instituições, pois alguns casos envolvem verbas estaduais e federais e também podem ser divididas nas esferas cível e criminal.
O material com o qual o MPF trabalha é oriundo da chamada "lista de Fachin", divulgada em abril de 2017 pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato na corte.
Polícia Federal
A PF sairá às ruas de São Paulo? (Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil)
Na ocasião, Fachin remeteu a outras instâncias do Judiciário mais de 200 petições com informações passadas pelos delatores da Odebrecht, em especial o presidente do grupo, Marcelo Bahia Odebrecht, e seu pai, Emílio Odebrecht. A maioria das citações diz respeito a caixa 2 de campanha, o que, na visão do Ministério Público, é dinheiro de propina.
Das centenas de petições de Fachin, 29 foram enviadas ao MPF-SP, que declinou de cinco delas e as remeteu às instâncias devidas. As outras 24 foram distribuídas entre procuradores da capital paulista (16) e do interior (8). 
Até janeiro, a força-tarefa da Lava Jato do MPF-SP tinha apenas três procuradores – Anamara Osório Silva, Thaméa Danelon e Thiago Lacerda Nobre. Era um número pequeno de integrantes se comparado a outras forças-tarefa. A do MPF-PR, por exemplo, tem 11 integrantes, enquanto a do MPF-RJ tem dez. Na semana passada, no entanto, o Conselho Nacional do Ministério Público confirmou a ampliação da força-tarefa paulista, que conta agora com 11 nomes.
Foram acrescentados ao grupo as procuradoras regionais da República Adriana Scordamaglia e Janice Ascari, que assessorou Rodrigo Janot nos processos criminais no STF, e os procuradores da República Ana Cristina Bandeira Lins, André Lasmar, Daniel de Resende Salgado, Guilherme da Rocha Göpfert, Lúcio Mauro Carloni Fleury Curado e Luís Eduardo Marrocos de Araújo.

Como no caso do MP-SP, as investigações do MPF-SP também têm potencial para colocar a política paulista de cabeça para baixo. Petistas como Fernando Haddad e Alexandre Padilha têm a companhia de tucanos como Barros Munhoz e José Aníbal, além de obras tocadas por governos do PSDB, como a da Linha 2-Verde do metrô paulistano e a construção da rodovia Carvalho Pinto.
No interior, a Lava Jato paulista também pode causar estrago. São alvo de investigações ex-prefeitos de cidades como Guarulhos, São José dos Campos, Limeira e Mogi Guaçu. Em alguns casos, fica claro o caráter "ecumênico" das denúncias.
Em Sumaré, por exemplo, a Odebrecht teria feito pagamentos via caixa dois à ex-prefeita tucana Cristina Carrara (PSDB) e ao petista Francisco de Assis Pereira Campos, o "Professor Tito". Em São Carlos, os ex-prefeitos Osvaldo Barba (PT) e Paulo Altomani (PSDB) também são investigados. É o mesmo caso de Rio Claro. Constam na lista o ex-prefeito Du Altimari, do PMDB, a ex-vice-prefeita Olga Salomão, do PT, e o ex-prefeito Nevoeiro Junior, do DEM. 

DALLAGNOL: “TEMER Prepara Uma SAÍDA Para SI (Se Condenado) E Para OUTROS RÉUS Da LAVA JATO







A Defensoria Pública da União (DPU) entrou com um pedido de habeas corpus coletivo no Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de soltar os presos condenados que seriam beneficiados pelo indulto natalino concedido pelo presidente Michel Temer, em 2017. O decreto presidencial foi suspenso pela ministra Cármen Lúcia, durante o recesso do Judiciário, a pedido da Procuradora-Geral da República (PGR), Raquel Dodge. A suspensão foi mantida pelo relator do caso, o ministro Luís Roberto Barroso, que já liberou o tema para análise do plenário do STF.
No ação assinada pelo defensor nacional de Direitos Humanos, Anginaldo Oliveira Vieira, a Defensoria pede que a suspensão do decreto seja revista para que os juízes possam analisar os pedido de liberdade dos presos que teriam o direito com base no decreto de Temer. A instituição pede ainda que a ação direta de inconstitucionalidade que discute a validade do indulto seja suspensa. Se os pedidos da Defensoria forem aceitos, a decisão de Cármem Lúcia será, na prática, derrubada.
“Inferno, caos, colapso, crise, absurdo, não faltam adjetivos e substantivos pejorativos para descrever as características do sistema penitenciário brasileiro. Quem aponta os impropérios são os próprios dados oficiais, as notícias dos jornais, as organizações internacionais, os órgãos da Justiça, os familiares dos presos e, sobretudo, os que deveriam ser chamados e tratados como ‘reeducandos'”, diz a Defensoria em um dos trechos da ação.

Ao pedir a suspensão do indulto natalino, Dodge considerou que Temerviolou a Constituição ao permitir perdão de multas e penas patrimoniais — e não somente da pena de prisão —, ao viabilizar a paralisação de processos e recursos em andamento e ao extinguir a separação entre os poderes, na medida em que “subordinou” o Judiciário aos efeitos do ato presidencial. O indulto é o perdão total ao crime cometido pelo réu, sem necessidade de cumprimento de nenhuma pena restante.
A procuradora-geral chama o ato do presidente de “arbitrário”, “inconstitucional” e “indiscriminado”, e afirma que ele favorece a impunidade, beneficia condenados por crimes de corrupção e é inválido sob a ótica da lei.
Ao decidir pela suspensão do decreto, Cármen Lúcia afirmou que as regras do decreto “dão concretude à situação de impunidade, em especial aos denominados ‘crimes de colarinho branco’, desguarnecendo o erário e a sociedade de providências legais voltadas a coibir a atuação deletéria de sujeitos descompromissados com valores éticos e com o interesse público garantidores pela integridade do sistema jurídico”. Para Cármen, “as circunstâncias que conduziram à edição do decreto, numa primeira análise, demonstram aparente desvio de finalidade”.
A ministra também afirmou que o decreto não cumpre a finalidade do indulto, pois “esvazia-se a jurisdição penal, nega-se o prosseguimento e finalização de ações penais em curso, privilegia-se situações de benefícios sobre outros antes concedidas a diluir o processo penal, nega-se, enfim, a natureza humanitária do indulto, convertendo-o em benemerência sem causa e, portanto, sem fundamento jurídico válido”.
MINISTRO BARROSO MANTEVE DECISÃO DE CÁRMEN LÚCIA
Cármen Lúcia esclareceu que, pelo indulto, o criminoso ganha “uma nova chance de superar seu erro”. Segundo ela, “indulto não é prêmio ao criminoso, nem tolerância ao crime”. A ministra afirmou que, se a legislação não for cumprida à risca, o indulto se transforma em “indolência com o crime e insensibilidade com a apreensão social, que crê no direito de uma sociedade justa e na qual o erro é punido e o direito respeitado”. Ela concluiu dizendo que indulto fora da finalidade estabelecida na lei “é arbítrio”.
O ministro Luís Roberto Barroso, relator do processo no STF, manteve a decisão de suspender a validade do decreto editado no ano passado. Barroso também pediu a inclusão do caso na pauta de julgamentos do plenário da Corte, decisão que ficará a cargo da presidente do STF. Quando isso ocorrer, todos os 11 ministros poderão deliberar sobre o assunto. A primeira decisão de suspender o indulto foi tomada em 28 de dezembro de 2017 por Cármen Lúcia. Na época a corte estava de recesso, período no qual cabe à presidente do STF deliberar sobre pedidos que chegam até lá.
Já a DPU argumenta no habeas corpus que “de fato, tornar o indulto mais acessível para crimes sem violência e grave ameaça, no atual contexto de caos absoluto do sistema penitenciário brasileiro, é uma providência necessária, que não se distancia da ideia de remição de pena por violação da dignidade das pessoas privadas de liberdade no país”.
“O que importa se alguns grandes possam ser beneficiados pelo indulto natalino de 2017 (o que nem foi comprovado), por não terem praticado crime com violência e grave ameaça, se essa providência vai salvar milhares de pequenos e violentados seres humanos que estão apodrecendo em masmorras tuberculentas em todo o país? É licito prejudicar ainda mais uma esmagadora maioria de presos pobres para não se favorecer poucos de posse? Isso é proporcional, já que se falou em proporcionalidade? Isso é com a razão? Com a Justiça? Certamente que não”, finaliza.

Enem oferece vaga em Portugal para estudantes de graduação



Desde 2014, o Brasil vêm assinando acordos com instituições de ensino superior em Portugal para que a nota do Enem seja considerada



postado em 19/02/2018 06:00 / atualizado em 19/02/2018 07:53



Provas do Enem: para se candidatar, estudantes não podem ter cidadania portuguesa nem morar há mais de dois anos naquele país(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)

Provas do Enem: para se candidatar, estudantes não podem ter cidadania portuguesa nem morar há mais de dois anos naquele país(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)

Brasília – Os estudantes brasileiros que sonham em fazer graduação fora do país têm portas abertas em Portugal. O país já tem 28 convênios firmados com o Brasil que permitem o uso da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para o ingresso em faculdades portuguesas. Desde 2014, o Brasil vêm assinando acordos com instituições de ensino superior em Portugal para que a nota do Enem seja considerada.

A Universidade de Coimbra, a faculdade que tem mais alunos brasileiros fora do Brasil, foi a primeira a firmar a parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão vinculado ao Ministério da Educação do Brasil. As informações são da Agência Brasil.

Para se candidatar, os estudantes brasileiros não podem ter cidadania portuguesa nem morar em Portugal há mais de dois anos. Além disso, devem ter o certificado de conclusão do ensino médio e um passaporte válido.

As exigências valem para as inscrições em qualquer universidade ou instituto de ensino superior. Além disso, os candidatos devem checar quais outros requisitos podem ser exigidos, de acordo com o curso ou faculdade que escolherem.

Segundo o Inep, as instituições de Portugal que aceitam o Enem têm liberdade para definir qual será a nota de corte para o acesso dos estudantes brasileiros aos cursos ofertados. Na Universidade do Porto, por exemplo, as notas do exame podem ter um peso diferente em função do curso que o candidato pretende ingressar. Além disso, as datas de matrícula, prazos de inscrição e números de vagas também variam de acordo com cada instituição. É importante que os estudantes estejam atentos aos calendários das faculdades.

Outra variável é o preço das mensalidades, que em Portugal são chamadas de propinas. Mesmo as universidades públicas são pagas e os valores podem variar bastante. No país, as universidades públicas concentram a maior parte dos alunos do ensino superior (mais de 80% das cerca de 370 mil matrículas).


EXPERIÊNCIAS PELA INTERNET 

Alguns brasileiros já passaram pela experiência e contam suas histórias em blogs, canais do YouTube e páginas do Facebook. Uma dessas estudantes é a brasileira Francine Maia, que mora em Lisboa desde o ano passado. Francine, além de ter um canal no YouTube, onde conta detalhes de sua trajetória, lançou também um blog/site chamado Abrasileirando. Nele, ela escreve sobre o processo de admissão na faculdade, como é viver em Portugal, como conseguiu o visto de residência permanente e fala também dos seus passeios e viagens por Portugal e pela Europa.

A estudante, após decidir que queria morar em Portugal, se candidatou a vagas em duas instituições: a Universidade do Porto (UPorto) e a Universidade de Lisboa (ULisboa). Acabou optando pela capital do país, onde frequenta a faculdade de Letras. Em seus posts e vídeos, Francine conta experiências positivas, mas também descreve dificuldades que os brasileiros podem enfrentar ao fazer a opção de estudar em Portugal. Uma delas é, sem dúvida, a financeira. Além de arcar com os custos das mensalidades, os estudantes não podem esquecer do custo de vida, que inclui alimentação, hospedagem e outros gastos, com material de estudo e lazer.

Distrito Federal está a poucos passos de ter mais de 30 “prefeitos”




GDF elabora texto próprio e tenta evitar derrubada do veto de Rollemberg a projeto que institui eleições para administradores regionais



Michael Melo/Metrópoles
Suzano Almeida



Está nas mãos da Câmara Legislativa uma mudança na configuração administrativa do Distrito Federal que fará com que a capital tenha “prefeituras”. Tudo depende da derrubada do veto de Rodrigo Rollemberg (PSB) ao Projeto de Lei n° 951/2016, que institui eleições para as 31 Administrações Regionais. Se a CLDF desfizer a canetada do governador, o chefe do Executivo perderá o poder de indicar os gestores locais a seu bel-prazer e terá de nomear os escolhidos pela população.
Esses cargos costumam ser usados pelo governo para agraciar aliados de distritais, geralmente em troca de votos na CLDF, na prática conhecida como “toma lá, dá cá”. Como a estrutura das administrações serve para abrigar correligionários, costumam ser lotadas de comissionados – em alguns desses órgãos, o número de servidores de carreira não chega a 1%.

O projeto, de autoria do deputado distrital Chico Vigilante (PT), foi aprovado em dezembro de 2017 e vetado no início deste ano pelo governador. Mas o veto deve ser analisado nos próximos dias. Com o risco de o governador sofrer derrota no plenário da Câmara Legislativa, a equipe de Rollemberg se debruçou, nas últimas semanas, sobre uma proposta alternativa.
O texto, que deve ser encaminhado ainda nesta semana à CLDF, é mantido a sete chaves, mas o Metrópolesapurou que uma das medidas em estudo é dar ao governador a prerrogativa de escolher três nomes. A lista tríplice seria submetida ao crivo da população local, que elegeria o administrador de cada região.
Essa alternativa seria a solução para que Rollemberg mantivesse a promessa de campanha – de instituir as eleições para administradores, previstas na Lei Orgânica do DF mas nunca regulamentada – sem perder completamente o controle sobre esses órgãos.
Como é o projeto vetado
Contudo, se o Buriti não conseguir emplacar a versão palaciana e os deputados derrubarem o veto, o projeto de Vigilante vira lei. Entre as novidades, a proposta estipula que, durante quatro anos – tempo previsto de mandato –, o administrador não poderá ser exonerado ou destituído do cargo, a menos que cometa crimes previstos na lei. No caso de vacância, ele será substituído por um dos outros dois mais votados remanescentes.
A proposta também estipula idade mínima de 25 anos para os candidatos, morar há mais de um ano na região administrativa pela qual concorre e não se mudar para outra durante a vigência do mandato. Não é exigida filiação partidária, mas o postulante deve ter o apoio de uma legenda com representação na CLDF, de 10% das entidades da sociedade civil com sede na região ou de 1% do eleitorado local.
No processo de eleição para cada administração, seriam escolhidos os 10 mais votados. Dessa lista, o governador seria obrigado a nomear um dos três mais bem colocados na disputa. Todo o processo deve ser organizado e concluído nos primeiros três meses de mandato do chefe do Executivo.
Confira o texto completo:

Crítica governista
Para o líder do governo na CLDF, Agaciel Maia (PR), a proposta de Vigilante pode criar problemas entre o GDF e as administrações. “De qualquer forma, é uma quebra de paradigma. Como nas gestões estaduais, os partidos podem fazer alianças para eleger apoiadores, mas as eleições prejudicam o estreitamento das relações políticas com as cidades”, avalia.
Vigilante rebate o colega e defende que cada uma das administrações tenha estruturas independentes, fiscalizadas por um conselho não remunerado, que seria formado por força de lei cujo projeto já está em tramitação na Câmara Legislativa.
“Essa é uma visão estapafúrdia. Se fosse assim, Brasília não poderia eleger governador, pois depende da União. Já tivemos aqui governadores de um partido e presidentes de outro. O que eles querem é ter as administrações como propriedade de deputado e cabides de emprego. Não estamos criando municípios, o que está proibido. O voto direto elegerá quem a população quiser e cumprirá a Lei Orgânica”, diz Vigilante.
Disputa no plenário
A apreciação do veto chegou a entrar em pauta na semana passada, mas Agaciel Maia articulou a retirada de deputados da base do plenário, encerrando a sessão por falta de quórum e evitando a possível derrota. Segundo o líder do governo, a matéria não teria amparo na Constituição Federal.
“A aprovação dessa lei é inconstitucional, porque tem vício de iniciativa. Ela precisa ser mandada pelo governador. A probabilidade de ser derrubada pela Justiça é muito grande”, defende Agaciel, que completa: “O projeto do GDF está na fase final de elaboração e será lido na terça-feira (20), com o compromisso de agregar alguns aspectos da posposta do deputado Chico Vigilante”.
Apesar do aceno de paz do GDF para o petista, Chico Vigilante disse estar costurando os apoios necessários para a derrubada do veto. “Vou continuar trabalhando para ter os 13 votos necessários. O governo teve três anos para enviar um texto e só está fazendo isso agora porque a minha proposta foi aprovada e Rollemberg quer ter a paternidade do projeto”.
Tensões
Para Melillo Dinis, analista político do Instituto Lampião-Reflexões e Análises da Conjuntura, a instituição de eleições para as Administrações Regionais pode até criar dificuldades para quem ocupar o Palácio do Buriti – uma vez que pode ser eleito um gestor que faça oposição ao governo. Por outro lado, diz o especialista, a medida vai de encontro ao clamor da sociedade por mais participação popular na vida política.
“Não creio que essa solução modifique os problemas do DF. Porém, pode ser que amadureça os próprios políticos e os eleitores”, afirma.

Base convoca deputados para votar intervenção. Oposição vai obstruir



Para abrir os trabalhos, são necessários ao menos 51 presentes. Já para colocar a medida em votação, o quórum precisa alcançar 257



Daniel Ferreira/Metrópoles





Com o objetivo de aprovar rapidamente o decreto de intervenção federal no Rio de Janeiro, partidos da base aliada estão convocando seus deputados para estarem presentes em Brasília amanhã (19/2). Líderes de MDB, PSDB, PRB e DEM usaram o domingo (18/2) para reforçar o pedido junto a seus parlamentares e esperam ter a maioria das bancadas na sessão desta segunda-feira, marcada para 19h. Apesar do esforço, a oposição fala abertamente em “dificultar o quórum ao máximo”.
A sessão foi marcada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Para abrir os trabalhos, são necessários ao menos 51 deputados presentes na Casa. Já para colocar a medida em votação, o quórum precisa alcançar 257 parlamentares. Como é pouco usual que temas importantes sejam votados em segundas-feiras, os líderes tiveram que solicitar aos parlamentares que façam um esforço e viajem de seus estados para a capital federal antes do previsto.


“Nós vamos trabalhar para ter quórum. A assessoria da Casa está ligando pra lideranças para que todos estejam presentes. Como é uma sessão noturna, acho que vamos ter número suficiente. É maioria simples”, afirmou o vice-líder do governo na Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP).
O líder do MDB, deputado Baleia Rossi (SP), explicou que o partido do presidente Michel Temer, autor da ação, terá a “grande maioria” da bancada na Câmara para votar a favor da intervenção. “Não há necessidade de fechamento de questão. Pelas manifestações, todos deputados estão favoráveis ao decreto. O decreto é constitucional e se justifica pela situação calamitosa do Rio”, defendeu.
Ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB-MS) viajou à Brasília neste domingo (18/2) e entrou na articulação para garantir que o decreto seja aprovado ainda amanhã. “Vou fazer meus contatos iniciais neste domingo. Eu acredito que dê quórum para podermos votar, estou confiante nisso. Sempre tem esse problema de ser numa segunda-feira, mas estamos fazendo um esforço”, explicou.
O governo deve enfrentar, no entanto, a resistência do PT, que estará em obstrução e deve tentar impedir que a Casa atinja o mínimo de deputados necessários. “Não combinamos ainda a estratégia, mas estamos em obstrução total em função da reforma da Previdência. Enquanto o projeto da Previdência não estiver enterrado, vamos obstruir tudo. Vamos dificultar o quórum ao máximo”, disse o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS).

domingo, 18 de fevereiro de 2018

SOBRANDO DINHEIRO CAIXA ‘DETONA’ E TORRA MEIO BILHÃO COM PROPAGANDA







A Caixa Econômica Federal acha relevante gastar em propaganda quase meio bilhão de reais (R$450 milhões) no próximo ano.
Segundo o diário do poder Para ter tanto dinheiro disponível, a Caixa cobra altas taxas da clientela. Em 2017, torrou R$390 milhões (R$32 milhões ao mês) com isso.
Em 2014, ano da reeleição de Dilma Rousseff (PT), presidente que acabaria cassada pelo Congresso, a Caixa Econômica Federal gastou R$570 milhões, recorde histórico.
Em 6 anos, entre 2011 e 2017, a Caixa torrou R$2,68 bilhões em publicidade e propaganda.