sábado, 10 de fevereiro de 2018

A Batata De Vanessa Grazziotin Esta No Forno PF Tem 30 Dias Para Concluir Inquérito Contra Senadora Do PCdoB








A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal conclua em 30 dias as investigações contra a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). A apuração é desdobramento da delação de executivos da Odebrecht. Foi apontado pagamento de R$ 1,5 milhão via caixa dois à campanha da parlamentar para a prefeitura de Manaus em 2012. A negociação, segundo Reis, envolveu o marido de Vanessa, o ex-deputado Eron Bezerra, presidente do PCdoB amazonense. Em manifestação sobre o caso, Vanessa afirmou que todos os recursos de sua campanha “foram legalmente contabilizados”.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Pedido de Dodge a Cármen Lúcia deixa quartéis em clima tenso






Militares não gostaram da atitude da Procuradora-Geral da República e reagiram duramente. 
Um novo conflito está começando a se formar entre o Ministério Público Federal (MPF) e as Forças Armadas. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, decidiu enviar um pedido para a ministra e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, para que seja desarquivado o caso da morte do deputado Rubens Paiva, que teria sido torturado e morto durante o regime militar.
Paiva foi assassinado dentro do quartel do Exército no ano de 1971, no Rio de Janeiro. O MPF acusou cinco #Militares de homicídio, ocultação de cadáver e por associação ao crime.
Em 2014, o ministro da Corte, já falecido, Teori Zavascki, decidiu arquivar o caso.
Teori se baseou na Lei de Anistia, onde os militares são protegidos de serem punidos por crimes que tenham motivação política durante o regime militar.
Raquel Dodge entrou com uma ação na Corte pedindo que o caso seja reaberto argumentando que crimes de tortura não prescrevem e pede para que sejam analisados precedentes internacionais e seja mudado o alcance da Lei de Anistia. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos questiona essa lei brasileira, ressaltando que mortes, torturas e desaparecimento devem ser punidos no Brasil. A atitude de Dodge causou uma reação imediata no Exército que divulgou em seu site um artigo detonando o MPF.
Forte declaração
Por meio de um artigo intitulado de “O Mistério da Lava Jato”, o exército criticou duramente o MPF. De acordo com o artigo, o MPF agiu totalmente errado ao ser negligente quando perdeu as chaves de acesso ao sistema MyWebDay.
O conteúdo desse sistema trazia informações preciosas e provas que podiam ser analisadas diante da delação dos executivos da construtora Odebrecht. Porém, o sistema acabou ficando nas mãos de procuradores da República que não souberam aproveitar o material. O MPF impediu que a Polícia Federal (PF) tivesse acesso para não tomar a frente dos acordos de leniência com as empresas e a delação dos executivos.
Investigações
O material contido dentro desse sistema poderia solucionar pontos importantes das investigações. O juiz federal Sérgio Moro chegou a determinar que a PF pericie o material, mas porém, já era tarde, as chaves de acesso foram alteradas ou perdidas e nada se conseguiu tirar dos servidores que vieram da Suíça.
Para o Exército, o MPF tomou caminhos errados ao querer exclusividade no material e evitar que a PF se aproximasse. O correto era os procuradores terem testado as chaves de acesso quando o material chegou e não se preocupado apenas em guardar o conteúdo para que não vazasse as informações.

Fachin nega pedido de Lula para evitar prisão e submete decisão final ao plenário Lula foi condenado a 12 anos, e TRF-4 decidiu que pena deve ser cumprida quando não couber mais recurso na 2ª instância. Defesa pediu que ele não seja preso até processo transitar em julgado.




Por Renan Ramalho, G1, Brasília
 

O ex-presidente Lula (Foto: Mauro Pimentel/AFP/Arquivo)
O ex-presidente Lula (Foto: Mauro Pimentel/AFP/Arquivo)
O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido da defesa de Luiz Inácio Lula da Silva para evitar a prisão do ex-presidente. Além disso, Fachin submeteu a decisão final sobre o caso ao plenário do STF, formado por ele e outros dez ministros.
Em janeiro, Lula foi condenado a 12 anos e 1 mês em regime semiaberto pelo Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-4), em um processo da Lava Jato. Pela decisão dos desembargadores, a pena deverá ser cumprida quando não couber mais recurso na 2ª instância da Justiça.
Mas, na semana passada, a defesa de Lula apresentou habeas corpus ao STF pedindo que o ex-presidente não seja preso até o processo transitar em julgado.
O pedido foi apresentado após o Superior Tribunal de Justiça (STJ), Corte de 3ª instância e imediatamente abaixo do STF, negar ação semelhante.
No pedido apresentado ao Supremo, a defesa também queria que o casp fosse analisado pela Segunda Turma da Corte, formada pelos ministros Fachin, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Dias Toffoli.
Ao negar o primeiro pedido, Edson Fachin explicou que a ação ainda não teve análise de mérito (mais aprofundada) no STJ. Mesmo assim, deixou a decisão final no STF para o plenário.
O ministro também disse que o principal argumento da defesa – de que um condenado em segunda instância não pode ser preso – ainda será objeto de discussão pelos 11 ministros do STF em outras duas ações, de caráter geral, a serem pautadas.
A data de julgamento do habeas corpus de Lula e das duas ações que discutem a prisão após segunda instância dependem de definição da presidente do STF, Cármen Lúcia.


O que diz a defesa de Lula

No habeas corpus, a defesa de Lula pede que ele não seja preso até a decisão definitiva, em todas as instâncias judiciais, inclusive na Suprema Corte, no processo em que foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, relativo ao triplex em Guarujá (SP).
O argumento é que a presunção de inocência deve ser levada em conta até o fim do processo no Judiciário.
A defesa diz que Lula não deve ser preso agora porque o TRF-4 sequer fundamentou a necessidade da medida, não houve pedido para isso por parte do Ministério Público e que o caso concreto de Lula não justifica a execução imediata da pena.
"O paciente é pré-candidato à Presidênciada República. Na disputa eleitoral, é líder absoluto nas pesquisas de intenção de voto, ganhando de todos os seus oponentes em projeções de segundo turno. Representa o voto de 37% dos eleitores em primeiro turno, algo estimado, atualmente, em 53 milhões de eleitores – e segue em curva ascendente".
O ministro Edson Fachin, do STF (Foto: Carlos Moura/STF)O ministro Edson Fachin, do STF (Foto: Carlos Moura/STF)
O ministro Edson Fachin, do STF (Foto: Carlos Moura/STF)

A decisão de Fachin

Ao negar o pedido de Lula, Fachin disse não haver "manifesto constrangimento ilegal" do ex-presidente no momento a justificar o impedimento da prisão.
Em relação à tese de que a prisão só pode ser decretada após esgotamentos de todos os recursos possíveis nas quatro instâncias judiciais, o ministro disse que a questão voltará a ser discutida no STF, em duas ações sob relatoria do ministro Marco Aurélio Mello.
"Há, portanto, relevante questão jurídica e necessidade de prevenir divergência entre as Turmas quanto à questão relativa à possibilidade de execução criminal após condenação assentada em segundo grau de jurisdição".

Entenda

A prisão após a condenação em segunda instância foi permitida pelo STF em fevereiro de 2016 em três julgamentos no plenário. Esse entendimento, no entanto, não obriga o tribunal de segunda instância a prender a pessoa após a condenação, apenas permite.
A “execução provisória” da pena é defendida pelo Ministério Público sob o argumento de que a demora no processamento de todos os recursos possíveis nas quatro instâncias judiciais pode levar à impunidade e estimula a corrupção. Quando se passa muito tempo, os casos prescrevem, isto é, não podem mais ser punidos pela justamente demora na decisão final.
Mesmo quando há determinação de prisão pela segunda instância, um condenado pode recorrer ao STJ ou ao STF para evitar a prisão.
No próprio STF, vários ministros que discordam da prisão após segunda instância já soltaram condenados nesta situação por considerarem que eles ainda podem ser inocentados nas instâncias superiores.

Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira.


O pensamento da sociedade não muda as leis básicas de sua atividade simplesmente porque é dirigido por significados de palavras estáveis e constantes. Essas leis simplesmente se expressam de forma única sob as condições concretas em que ocorre o real desenvolvimento do pensamento em sociedade.


Lava Jato nele...

É como eu sempre digo: Políticos, Empresários, Representantes na vida pública corruptos devem ser enxergados com o mesmo ódio e repulsa que enxergamos os assassinos, estupradores ou os pedófilos. Pois é isso que eles são, a escória da humanidade. Suas ações corruptas dão inicio a acontecimentos trágicos para a nossas vidas, a criança, a idosa que morre de fome, Os animais domésticos que são membros da família que passam por todas as dificuldades em um país prospero como o nosso, foi porque um vagabundo desses surrupiou milhões para sua conta. A idosa que morre na fila de um hospital por falta de médicos, leitos e remédios foram porque um vagabundo desses meteu a mão nos cofres públicos. A mulher que é estuprada na esquina por falta de uma viatura policial foi porque um político patife desviou milhões para sua conta fantasma no exterior, para comprar carrões, iates e joias caras para sua prostituta de luxo. Eles são a causa primária desse degradante efeito borboleta.. Político corrupto é o pior bandido que possa existir na face da terra. Suas atitudes decidem o que será de nossas vidas, o que será de nosso país? Degradante efeito borboleta. Político corrupto é o pior bandido que possa existir na face da terra. Suas atitudes decidem o que será de nossas vidas, o que será de nosso país?

Meirelles se reúne com Temer para conversar sobre preço do gás de cozinha


postado em 09/02/2018 13:09

Mais cedo, Temer afirmou em entrevista à Rádio Guaíba, que governo estuda medidas para reduzir o impacto do preço do gás de cozinha para a população de baixa renda.




Entretanto, segundo o ministro, o assunto mais relevante a ser tratado com Temer é a reforma da Previdência(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse há pouco que vai iniciar conversas no governo sobre o preço do gás de cozinha. Meirelles falou com jornalistas ao deixar o Ministério da Fazenda para ir ao Palácio do Planalto, onde terá reunião com o presidente Michel Temer para tratar da reforma da Previdência.


Perguntado se a redução do preço do gás envolveria algum tipo de subsídio, Meirelles afirmou que ainda não tem nenhuma decisão a esse respeito. “O que existe é uma preocupação com a variação grande do preço do gás de cozinha”, disse. Ele acrescentou que esse é um dos temas da reunião desta sexta-feira (9/2) e que posteriormente conversará com o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid. Entretanto, segundo o ministro, o assunto mais relevante a ser tratado com Temer é a reforma da Previdência.

Mais cedo, Temer afirmou, em entrevista à Rádio Guaíba, que governo estuda medidas para reduzir o impacto do preço do gás de cozinha para a população de baixa renda, a serem anunciadas em breve. “Houve aumento no botijão do gás de cozinha e estou examinando uma fórmula de compensar esse aumento para os mais pobres porque é para eles que o gás de cozinha tem um efeito muito grade”, disse.

Urgente: Presídio reserva cela e prepara chegada de Lula







Departamento Penitenciário do Paraná determina o local onde Lula passará algum tempo.
O Complexo Médico Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (PR), já está se preparando para a chegada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No final de março, há a possibilidade dos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4° Região (TRF-4) decretarem a prisão do petista. De acordo com a revista IstoÉ, os preparativos já estão sendo feitos e a cela onde Lula ficará já está reservada.

A reportagem aponta que o Presídio contém 697 presos e 11 são condenados da Operação Lava Jato. Em uma visita ao Complexo Médico Penal, a IstoÉ descreveu como é o ambiente em que Lula provavelmente vai estar.
Já está definido até mesmo o esquema de segurança e a rotina na cadeia.
Lula terá a companhia de alguns políticos que já estiveram em contato com ele e em alguns casos, já foram até seus amigos. Ao líder do PT foi reservada uma cela da galeria 6 do Complexo. Estão nesse local cumprindo pena alguns condenados da Lava Jato como o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, o ex-deputado federal Eduardo Cunha e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

A cela tem 12 metros e capacidade para três presos. O vaso sanitário fica no chão e não existe praticamente privacidade nenhuma. Para tomar água, existe um tanque com torneira. Os agentes garantem que a água é potável, mas, segundo o artigo, se Lula exagerar no consumo, a água pode ser cortada.
Regras da prisão
A reportagem explica detalhes da vida do preso no complexo e alerta que Lula terá diversas dificuldades.
De acordo com o artigo, o tanque que serve para beber água também servirá para o preso lavar as cuecas e meias. Não terá visita íntima e familiares só podem aparecer no local devidamente cadastrados.
Os advogados dos detentos podem falar com seus clientes vários momentos durante o dia, mas apenas por interfone e protegidos com um vidro quase que inquebrável.
Grande cerco
Caso o ex-presidente tenha a prisão decretada, no dia em que ele for para o presídio será feito um forte esquema de segurança. A Polícia Militar irá fazer um grande cerco em volta do complexo para evitar que defensores do petista se aproximem. Serão usadas tropas armadas, fechamento aéreo e se caso o local demonstrar insegurança mesmo assim, Lula irá para um quartel da PM em Curitiba.

Uma equipe da Polícia Federal está sendo treinada para conduzir o ex-presidente com o máximo de segurança para a cadeia. Um dos objetivos impostos pela Justiça é que Lula não seja algemado e nem levado de camburão. Os advogados do petista poderão ser informados para que leve o seu cliente até um local mais seguro antes de ir direto à penitenciária.

Quem ajuda precisa de ajuda vamos ajudar!






"Felizes os câes que pelo faro descobrem os amigos."
(Machado de Assis)



Foto do perfil de Protetora Márcia Liverani, A imagem pode conter: 1 pessoa, gato e atividades ao ar livre
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, árvore, atividades ao ar livre e natureza

Protetora Márcia Liverani adicionou 2 novas fotos.
15 h ·

A cadela Princesa precisa urgente de uma casinha para se abrigar da chuva. Seu tutor é idoso e esta doente. Princesa gosta muito de seu dono e não pretendemos separá-los.
Para doar entre em contato inbox,deixe paga na casa de rações da Ilha da Luz,ou doe o valor em conta .
Valor da casinha R$120,00.

BANCO DO BRASIL
Conta poupança
Ag. 0083-3
Conta 77.812-5

ITAÚ (341)
Conta poupança
Ag. 0317
Conta n° n° 018364-8 / 500

BANESTES
Conta poupança
nº 24.962.722
Agência 115

Conta PayPal:progatofilantropia@hotmail.com




A imagem pode conter: atividades ao ar livre e natureza

Os 10 pontos que explicam o Novo Sistema Mundial e como podemos intervir



Novo Sistema Mundial pode ser explicado em 10 pontos. Precisamos tomar consciência das rápidas evoluções em curso e refletir sobre a possibilidade de que cada um de nós pode intervir de alguma forma


Ignacio Ramonet Novo Sistema Mundial podemos intervir globalização internet

Ignacio Ramonet*, Carta Maior
Como é o Novo Sistema Mundial? Quais são suas principais características? Que dinâmicas estão determinando o funcionamento real do nosso planeta? Que características dominarão os próximos 15 anos, de aqui até 2030?
Para tentar descrever este Novo Sistema Mundial e prever seu futuro imediato, vamos a utilizar a bússola da geopolítica, uma disciplina que nos permite compreender o jogo das potências e avaliar os principais riscos e perigos. Para antecipar, como num tabuleiro de xadrez, os movimentos de cada potencial adversário.
O que essa bússola nos diz?

O declínio do Ocidente

A principal constatação é o declínio do Ocidente. Pela primeira vez desde o Século XV, os países ocidentais estão perdendo poderio diante da ascensão das novas potências emergentes. Começa a fase final de um ciclo de cinco séculos de dominação ocidental do mundo. A liderança internacional dos Estados Unidos se vê ameaçado hoje pelo surgimento de novos polos de poder (ChinaRússiaÍndia) a escala internacional. O “rebaixamento estratégico” dos Estados Unidos já começou. O “século americano” parece chegar ao fim, ao mesmo tempo em que vai se desvanecendo o “sonho europeu”…
Embora os Estados Unidos continuem sendo uma das principais potências planetárias, está perdendo sua hegemonia econômica paulatinamente, com o crescimento da China, e já não exercerá sua “hegemonia militar solitária” como fez desde o fim da Guerra Fria. Caminhamos em direção a um mundo multipolar, no qual os novos atores (China, Rússia e Índia) têm vocação de constituir sólidos polos regionais para disputar a supremacia internacional com Washington e seus aliados históricos (Reino Unido, França, Alemanha, Japão).
Na terceira linha aparecem as potências intermediárias, com demografias em alta e fortes taxas de crescimento econômico, que podem se transformar também em polos hegemônicos regionais, com talvez, se mantiverem essa tendência nos próximos quinze anos, em um grupo de influência planetária. São os casos de Indonésia, Brasil, Vietnã, Turquia, Nigéria e Etiópia.
Para se ter uma ideia da importância e da rapidez da queda de prestígio do Ocidente, basta observar estas duas cifras: parte dos países ocidentais que hoje representam 56% da economia mundial serão apenas 25% em 2030 – em menos de quinze anos, o Ocidente perderá mais da metade de sua preponderância econômica. Uma das principais consequências disso é que os Estados Unidos e seus aliados já não terão os meios financeiros para assumir o rol de guardiães do mundo. Desse modo, esta mudança estrutural poderia debilitar o Ocidente de forma duradoura.

O inabalável crescimento da China

O mundo se “desocidentaliza” rapidamente, e é cada vez mais multipolar. Nesse cenário, se destaca, uma vez mais, o papel da China, que emerge como a grande potência do Século XXI. Embora a China se encontre ainda longe de representar um autêntico rival para Washington, por enquanto. Em parte, a estabilidade do novo candidato a império não está garantida, porque coexistem em seu seio o capitalismo mais salvagem e o comunismo mais autoritário. A tensão entre essas duas dinâmicas causará, cedo ou tarde, uma quebra que poderia debilitar o seu poder.
De qualquer forma, neste 2016, os Estados Unidos continuam exercendo uma indiscutível dominação hegemônica sobre o planeta. Tanto em termos de domínio militar (fundamental) como em vários outros setores cada vez mais determinantes: em particular, o tecnológico (Internet) e o soft power (cultura de massas). O que não significa que a China não tenha realizado prodigiosos avanços nos últimos trinta anos. Nunca na história, nenhum país cresceu tanto em tão pouco tempo.
Por enquanto, o poder dos Estados Unidos está em declínio, e o da China em ascensão inabalável. Já é a segunda potência econômica do mundo, superando o Japão e a Alemanha.
Para Washington, a Ásia é agora uma zona prioritária, e o presidente Barack Obama decidiu reorientar a estratégia de sua política exterior. Os Estados Unidos tenta frear a expansão da China no continente, cercando-a com bases militares e se apoiando em seus sócios locais tradicionais: Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Filipinas. É significativo que a primeira viagem de Barack Obama, depois de reeleito em 2012, tenha sido uma turnê por Birmânia, Cambodja e Tailândia, três Estados da Associação de Nações do Sudeste da Ásia Sudeste (ASEAN, por sua sigla em inglês), uma organização que reúne os aliados de Washington na região, a maioria deles com problemas de limites marítimos com Pequim.
Os mares da China se tornaram as zonas de maior potencial de conflito armado da área Ásia-Pacífico. As maiores tensões entre Pequim e Tóquio têm a ver com a soberania das Ilhas Senkaku – Diaoyú para os chineses. Também há disputas com o Vietnã e as Filipinas, sobre a propriedade das Ilhas Spratly, um conflito que vem crescendo gradualmente. A China está trabalhando para modernizar o arsenal de sua marinha. Em 2012, lançou seu primeiro porta-aviões, o Liaoning, e está construindo um segundo, com a intenção de intimidar a Washington. Pequim suporta cada vez menos a presencia militar dos Estados Unidos na Ásia. Entre estos dois gigantes, se está instalando uma perigosa “desconfiança estratégica” que, sem sombra de dúvidas, poderia marcar a política internacional da região daqui até 2030.

O terrorismo jihadista

Outra das ameaças globais que nossa bússola indica é o terrorismo jihadista praticado pela Al Qaeda e pela organização Estado Islâmico (ISIS, por sua sigla em inglês). As principais causas desse terrorismo jihadista atual são os desastrosos erros e os crimes cometidos pelas potências ocidentais que invadiram o Iraque em 2003, além dos disparates nas intervenções armadas na Líbia (2011) e na Síria (2014).
No Oriente Médio continua sendo o foco de conflito mais perturbador do mundo. Particularmente, em torno da inexplicável guerra civil na Síria. Está claro as grandes potências ocidentais (Estados Unidos, Reino Unido, França), aliadas aos Estados que mais difundem pelo mundo a concepção arcaica e retrógrada do Islã (Arábia Saudita, Qatar e Turquia), decidiram apoiar, com dinheiro, armas e instrutores, as milícias insurgentes sunitas. Os Estados Unidos constituiu nessa região um amplo “eixo sunita”, com o objetivo de derrubar Bashar al-Assad e despojar o Irã de um grande aliado regional. Mas o governo de Bashar al-Assad, com o apoio da Rússia e do Irã, vem resistindo, e continua se consolidando. O resultado de tantos erros é o terrorismo jihadista atual que multiplica os atentados odiosos contra civis inocentes na Europa e nos Estados Unidos.
Algumas capitais ocidentais continuam pensando que a potência militar massiva é suficiente para conter o terrorismo. Porém, na história militar, abundam os exemplos de grandes potências incapazes de derrotar adversários mais fracos. Basta recordar os fracassos norte-americanos no Vietnã, nos Anos 70, ou na Somália, nos Anos 90. Num combate assimétrico, aquele que pode mais, não necessariamente vence. O historiador Eric Hobsbawm recordava que “na Irlanda do Norte, durante cerca de trinta anos, o poder britânico se mostrou incapaz de derrotar um exército tão minúsculo como o IRA, que certamente nunca esteve em vantagem no conflito, mas tampouco foi vencido”.