terça-feira, 28 de novembro de 2017

Que Crise? Verba Gasta Por Senadores Com Jatinhos Cresce 40%




  • 27/11/2017




Mesmo com direito a uma cota de passagens aéreas por mês, senadores usam parte da verba parlamentar para pagar combustível de aviação e fretamento de jatos particulares. De janeiro a outubro deste ano, 14 senadores gastaram R$ 771,6 mil com esse tipo de despesa. No mesmo período, também usaram R$ 896,1 mil para comprar passagens com voos comerciais.
Levantamento feito e publicado pelo Estadão mostra ainda que os senadores aumentaram os gastos com jatinhos nos últimos três anos. Em diversas ocasiões, o dinheiro da Casa foi usado para bancar trajetos corriqueiros, como de Brasília ao Estado de origem do congressista.

Em 2016, as despesas do Senado com combustível de aviação, fretamento de aeronave ou táxi aéreo chegaram a R$ 1,02 milhão, o que representa um aumento de 40% desde 2014 (R$ 729,8 mil), considerando valores atualizados. Enquanto isso, o consumo de passagens em voos comerciais aumentou 31% de 2014 em relação ao ano passado e ultrapassou R$ 5 milhões.
O ato da Mesa Diretora do Senado que regula a cota parlamentar estabelece que “o valor da verba de transporte aéreo dos senadores corresponde a 5 (cinco) trechos, ida e volta, da capital do Estado de origem a Brasília, conforme Tabela IATA de tarifa governamental”. Há outros artigos mais genéricos para a verba indenizatória destinados à “locação de meios de transporte”, “serviços de táxi” e “combustíveis e lubrificantes” que abrem brechas para a utilização de serviços sem limites financeiros específicos.

Segundo a chefia de gabinete da primeira-secretaria do Senado, o controle de ressarcimento de despesas pela cota de atividade parlamentar é feito sistematicamente pelos técnicos da Casa e “despesas que não atendem às finalidades e requisitos exigidos são glosadas”. O Senado não é responsável por fiscalizar a aplicação dos recursos.
Na Câmara, há limites para o uso da cota parlamentar. Os deputados só podem usar “locação ou fretamento de veículos automotores” até R$ 10,9 mil mensais. Já “serviços de táxi, pedágio e estacionamento” só podem ser usados até o limite global inacumulável de R$ 2,7 mil mensais e “combustíveis e lubrificantes” até o limite de R$ 4,9 mil.
Recordista
Recordista na utilização de aviões privativos, o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), já consumiu quase R$ 190 mil até outubro deste ano para fretar aeronaves e adquirir combustíveis de aviação. Em 2016, ele gastou aproximadamente R$ 260 mil; no ano anterior, foram cerca de R$ 200 mil.
Nos últimos três anos, Nogueira usou avião privativo até mesmo durante o período do recesso parlamentar. Só nos dias 29 e 31 de dezembro de 2016 o presidente do PP apresentou seis notas fiscais referentes a despesas com combustível de aviação no valor de quase R$ 10 mil. Em redes sociais foram postadas fotos em que o senador aparece na virada do ano em Trancoso (BA) com a mulher e amigos. Procurada, a assessoria do senador não se manifestou sobre o caso.
Em seguida, o senador que mais teve esse tipo de gasto é o líder do PDT no Senado, Acir Gurgacz (RO), que tem duas aeronaves próprias avaliadas em cerca de R$ 8 milhões, segundo declaração feita à Justiça Federal. Gurgacz usou R$ 150,5 mil este ano com combustível. No mesmo período, de janeiro a outubro de 2017, o parlamentar utilizou R$ 100 mil do Senado para viagens em aviões de carreira.
A assessoria de Gurgacz alega que ele “geralmente usa voos comerciais”, mas, como mora no interior de Rondônia, na cidade de Ji-Paraná, há poucos voos disponíveis para Brasília e “eventualmente” ele usa seu avião. “A aeronave é dele e quando abastece com recursos da cota parlamentar é porque utiliza para deslocamentos vinculados à sua atividade parlamentar no Estado de Rondônia, para Brasília, ou para eventuais atividades fora dessa rota”, justificou a assessoria.
O senador Ivo Cassol (PP-RO) é o terceiro, com gastos de R$ 111,1 mil em combustíveis de aviação neste ano. Desde 2014, ele já soma quase R$ 500 mil com este tipo de despesa. Em três anos, Cassol não registrou aluguel de aeronave, e também não declarou possuir um avião na última eleição. Procurada, a assessoria não esclareceu de quem é a aeronave que o parlamentar utiliza e não quis se manifestar.
Solenidades
Embora more em um Estado perto do Distrito Federal, a senadora Lúcia Vânia, do PSB de Goiás, aparece entre os que mais gastam em aviação privativa, com despesas de R$ 72,1 mil para uso de táxi aéreo. Além disso, ela gastou, em média, R$ 20 mil em passagens aéreas em voos comerciais no mesmo período. No ano passado, os gastos foram semelhantes: R$ 75 mil para a utilização de aviões privativos e R$ 20,2 mil para viagens em aviões de carreira.
Por meio da assessoria, Lúcia Vânia afirmou que todas as suas viagens “tiveram como objetivo a participação em solenidades oficiais nos municípios e discussões de orçamento”. “O avião só é usado como transporte para cidades distantes de Goiânia e Brasília e, em casos excepcionais, em que o trajeto de carro seria inviável para conciliar com a agenda do Senado. Na maioria das vezes, visito no mínimo duas cidades da região. Quando viajo para municípios próximos de Goiânia ou Brasília, como Planaltina de Goiás, onde estive recentemente, uso o carro”, escreveu.
O senador Zeze Perrella (PMDB-MG) chegou a gastar R$ 121 mil, em 2015, com combustível de aviação. A assessoria afirmou que ele diminuiu os gastos desde o ano passado porque se desfez da aeronave que possuía.
Parlamentares negam uso irregular do dinheiro
As regras da cota parlamentar do Senado impõem limitações para contratação de serviços de pessoas físicas. O líder do PR no senado, Vicentinho Alves (TO), no entanto, registra seis pagamentos, em 2015 e 2016, no valor de R$ 64,8 mil, para o piloto Nilton Barbosa Santos (valor atualizado). Em 2014, Santos doou cerca de R$ 100 mil em serviços de aviação para a campanha do filho do senador, o atual deputado federal Vicentinho Júnior. Sua assessoria diz que o piloto é presidente do AeroClube de Porto Nacional, “cidade onde o senador reside”, o que tornaria o custo menor.
A assessoria de Wellington Fagundes (PR-MT) informou que o senador costuma ir de Rondonópolis até Barra do Garças, onde tem negócios privados, e depois segue para Brasília. O senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB-PE) informou que usa aeronave fretada para chegar a locais onde têm agendas de trabalho parlamentar e para os quais não existem voos comerciais. A assessoria do senador Paulo Rocha (PT-PA) informou que ele usa aeronave para visitar cidades no interior do Pará. José Maranhão (PMDB-PB) explicou que usa o combustível de aviação para viagens em seu Estado – ele tem avião particular. O senadores Ataídes Oliveira (PSDB-TO), e Gladson Camelli (PP-AC) não quiserem se manifestar. Sérgio Petecão (PSD-AC) e Jorge Viana (PT-AC) não foram achados.
Fonte:
Estadão

Lava Jato

https://youtu.be/MRPIiCRx1aM

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Infoseg



Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira



INFOSEG é uma rede que reúne informações de segurança pública dos órgãos de fiscalização do Brasil, através do emprego da tecnologia da Informação e comunicação. Tal rede tem por objetivo a integração das informações de Segurança Pública, Justiça e Fiscalização, como dados de inquéritos, processos, de armas de fogo, de veículos, de condutores e de mandados de prisão.
Com o lançamento oficial da nova REDE INFOSEG em 16/12/2004, a rede passou a integrar informações de Segurança Pública, Justiça e de Fiscalização em todo o País. A rede integra um conjunto de bases de dados distribuídas pelos estados da Federação e por órgãos do governo federal, sendo sua finalidade disponibilizar as informações contidas em qualquer base integrante ao usuário que dela necessite.
O sistema, em seu projeto inicial, possuía uma arquitetura que dificultava a integração das bases de dados devido a utilização de tecnologias proprietárias que acarretavam um alto custo de implantação para os estados e impossibilitavam a difusão de acessos em outros dispositivos, como também somente poderia ser acessada através de intranet, além de ter uma infra-estrutura precária tanto de lógica como de força (elétrica).
Em função dos problemas encontrados, a administração da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) decidiu por reestruturar totalmente o projeto, adotando uma nova arquitetura dentro de padrões de interoperabilidade do governo eletrônico (E-ping) e visando a difusão de acesso em outros dispositivos, tais como viaturas policiais, palm`s e celulares. Foram também desenvolvidas soluções para os módulos de atualização e consulta em tempo real (on-line) de forma a tornar o sistema flexível, fácil de integrar e principalmente confiável.
A partir de 2004, a SENASP passou a trabalhar com a filosofia de REDE e todas as ações necessárias para o desenvolvimento das novas soluções definidas no projeto de arquitetura e concepção foram executadas, em conjunto com os Estados, Distrito Federal e os órgãos federais conveniados, de forma a integrar os módulos da nova rede em todo o país.
Foi desenvolvido o módulo central do sistema na nova plataforma, denominado módulo integrador, permitindo a consulta aos dados básicos de indivíduos e utilizando a pesquisa fonética que possibilita uma maior precisão no retorno das consultas. O módulo de administração e auditoria também foi todo reformulado.
O módulo de atualização em tempo real foi liberado para os estados a fim de que se iniciasse a integração da nova forma de atualização nas 27 Unidades da Federação a partir de junho de 2004.
Os estados iniciaram seus trabalhos para a integração de suas bases no módulo de atualização em tempo real e no início de dezembro de 2004, 15 estados já estavam integrados atualizando de forma on-line. O Poder Judiciário já iniciou os trabalhos de integração ao módulo de atualização e consulta e hoje já é possível visualizar na consulta de indivíduos dados da base da Justiça Federal.
Os estados já iniciaram a integração com o módulo de consulta, permitindo a visualização do detalhamento das informações nas bases das unidades da Federação e a consulta via aplicações estaduais.
Os módulos de consulta aos sistemas: RENACH, RENAVAM e SINARM também foram migrados para a nova plataforma, fortalecendo o conceito da nova REDE INFOSEG.
Foram também adquiridos novos servidores, links e infra-estrutura para o novo CPD da REDE INFOSEG, além de ser instalado um moderno sistema de segurança física que utiliza câmeras, vídeo-fone, além de autenticação biométrica. Atualmente já contamos com 25 Estados, o Departamento de Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal com atualização em tempo real e os outros 02 (dois) estados já estão com os trabalhos em fase final para entrarem em produção. Este resultado só está sendo possível por contar com o apoio de todos os Estados, do Distrito Federal, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Receita Federal do Brasil.
Atualmente estão cadastrados cerca de 120 mil usuários na Rede INFOSEG. Outros sistemas de interesse da Segurança Pública, Justiça e de órgão de fiscalização também foram integrados a nova REDE INFOSEG, tais como: Dados de armas do Exército Brasileiro (SIGMA), da Receita Federal (CPF e CNPJ), do Superior Tribunal de Justiça e da Justiça Federal (ENCLA).
fonte: Rede INFOSEG

Ex-Assessor De Geddel Entrega Extratos À PF Para Provar Devolução De Salário A Família Do Braço Direito De Temer



  • 27/11/2017



O ex-assessor da família Vieira Lima Job Ribeiro Brandão entregou nesta semana à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público Federal (MPF) extratos bancários que detalham a movimentação financeira da conta que ele usava para devolver parte do salário que recebia à família do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA).
Job entrará com uma ação contra a família para receber o montante do seu salário que devolveu nos últimos 28 anos de trabalho. A defesa usará como base a remuneração de R$ 14.300 brutos, relativa ao cargo de assessor parlamentar na Câmara dos Deputados, que Job ocupava no gabinete de Lúcio. Ele foi exonerado em setembro, após ter sido preso na mesma operação que levou Geddel de volta à cadeia.
“A dinâmica de movimentações bancarias determinadas pela família Vieira Lima na conta do declarante é caracterizada por saques sucessivos e habituais na boca do caixa, de forma e quantidade incomum, com o aparente propósito de burlar os mecanismos de identificação de pagamento e recebimento de vantagens indevidas”, diz o documento entregue pela defesa.
Os advogados também apontaram transferência a contas de três integrantes da família — um deles, Afrísio, pai de Geddel — em valores que variam de R$ 600 a R$ 2.500 entre 2014 e 2016.
O ex-assessor relatou também a criação de uma poupança ligada à sua conta do Banco do Brasil que recebia transferências do salário que recebia e que tinha os recursos usados pelos Vieira Lima. Na maioria das vezes, segundo Job, o dinheiro em espécie era entregue para a mãe de Geddel, Marluce.

ESTÃO APRONTANDO!! Maia E Eunício Discutem Previdência: ‘Votação Na Câmara Até 14 De Dezembro’.


  • 27/11/2017





Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), reuniram-se na tarde deste domingo (26.nov.2017) para discutir a tramitação da reforma da Previdência. “Maia disse que o clima melhorou e vai tentar aprovar a reforma até o dia 14 [de dezembro]”, disse Eunício. “Vamos abrir fevereiro discutindo [a reforma] no Senado, se a Câmara aprovar ainda neste ano”, afirmou.
Segundo o presidente do Senado, o tempo de tramitação da reforma dependerá do texto que a Câmara enviar. O governo tenta a aprovação de uma versão enxutapara conseguir o apoio de 308 deputados na Câmara –projeções de líderes dos principais partidos governistas, no entanto, indicam que o Planalto contaria com cerca de 60% dos votos.

novo texto da reforma manterá a idade mínima para aposentadoria (62 anos para mulheres e 65 anos para homens), as regras de transição e regras especiais, como a aplicada para professores. Ficam de fora as regras para o BPC (Benefício de Prestação Continuada) e para os servidores rurais.
A reforma da Previdência precisa ser feita por meio de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) e precisa ser votada em 2 turnos na Câmara e, em seguida, em 2 turnos no Senado.

MEDIDAS PROVISÓRIAS

O presidente do Senado também cobrou de Rodrigo Maia a votação do projeto que regulamenta a tramitação de medidas provisórias. Eunício afirmou para Maia que as MPs que não chegarem com ao menos 15 dias de prazo de validade no Senado, não serão votadas.
MPs são editadas pelo presidente da República e tem valor de lei. Posteriormente, precisam ser chanceladas pelo Congresso em no máximo 4 meses. Hoje, não há tempo definido para que as MPs sejam apreciadas em comissão especial, na Câmara e no Senado. Com isso, os deputados utilizam quase a totalidade do tempo, enviando as medidas às vésperas de perderem validade para serem analisadas pelos senadores.

MAIA TRAÇA ESTRATÉGIA PARA MANTER O CARGO E O PODER




  • 27/11/2017






Fortalecido pela crise política e pelo papel de articulador das reformas do governo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), traça planos para continuar no cargo na próxima legislatura. Um dos próximos passos ocorrerá até o fim do ano, com o lançamento do “novo” DEM e a filiação de uma dezena de deputados federais.
A ideia é posicionar o DEM, hoje com 29 deputados, entre as maiores legendas da Câmara, posto que atualmente é do PMDB, com 60 parlamentares. O partido ficará menor que as pretensões iniciais dos líderes do DEM porque a emenda que previa a distribuição da propaganda eleitoral e dinheiro público para campanhas com base nas futuras bancadas não foi
aprovada, o que limitará o crescimento da sigla, mas a legenda ainda deve ganhar pelo menos dez deputados.

A Dramática Situação Do STF: Não Prende Ninguém, Protege Políticos, Indeniza Bandidos E Solta Assassinos NBO27/11/2017








O Supremo Tribunal Federal (STF) vive indiscutivelmente a pior fase de sua história e tem, possivelmente, a sua mais medíocre formação.
Em contrapartida é uma Corte onde afloram vaidades, incoerências e leniência com falcatruas e condutas ilícitas.


O STF tem demonstrado cotidianamente uma profunda, lamentável e absoluta despreocupação com a sociedade e com as pessoas de bem, agindo de acordo com a conveniência de seus ministros.
Em casos como o do goleiro Bruno ou do líder de facção criminosa Gegê do Mangue, tem aplicado a letra fria da lei, através da utilização de filigranas jurídicas, para colocá-los em liberdade, em detrimento da sociedade.
Em outros casos, como o da cassação dos direitos políticos da ex-presidente Dilma Rousseff, faz acordo de bastidores e pisoteia a Constituição, em detrimento da nação.
E numa situação como a do senador Renan Calheiros, com uma ficha corrida extensa envolvendo corrupção e inúmeras ilicitudes, faz vistas grossas e nada tem seguimento, alimentando e favorecendo a impunidade, graças ao maldito ‘foro privilegiado’.
E, confrontando-se com a Lava Jato, esta célere, ágil e eficiente, julga favoravelmente a bandidagem, estabelecendo descabidas indenizações, enquanto o povo sofre com a falta de segurança, o péssimo atendimento da saúde e os desmandos da classe política.
por: jornal cidade online