sábado, 20 de maio de 2017

Os principais pontos da explosiva delação da JBS contra Temer





Política

Crise

Joesley Batista detalha encontro no Jaburu e compra de silêncio de Cunha, chamado pelo atual presidente, segundo lobista, de "passarinho na gaiola"



por Redação — publicado 19/05/2017 19h42, última modificação 20/05/2017 16h33

Joesley Batista detalha encontro no Jaburu e compra de silêncio de Cunha, chamado pelo atual presidente, segundo lobista, de "passarinho na gaiola"


https://youtu.be/iSdaNC-5DfM


"Parte do grupo está preso, parte está no poder", afirmou às autoridades Joesley Batista, dono da JBS, sobre os líderes do PMDB na Câmara que comandavam o esquema de propinas com sua empresa. A emblemática frase deixa claro como a relação umbilical entre Michel Temer, a parte do grupo "no poder", e Eduardo Cunha, deputado cassado e integrante do núcleo que "está preso", não foi rompida com a ascensão do atual presidente da República.
Em seu depoimento aos investigadores da Operação Patmos (assista ao vídeo acima), Joesley detalha o encontro com Temer em 7 de março. As declarações do empresário, registradas em vídeo, ajudam a contextualizar o conteúdo do áudio divulgado na quinta-feira 18, repleto de trechos inaudíveis ou supostamente editados. 
Segundo Joesley, Temer afirmou claramente que era importante "manter isso", ou seja, o pagamento de valores a Cunha e Lúcio Funaro, seu operador financeiro, pelo silêncio de ambos. De acordo com a delação, Funaro recebia uma mesada de 400 mil reais por mês, enquanto Cunha foi beneficiado com 5 milhões de um saldo de propina a receber por atuar em favor da JBS em uma desoneração fiscal do setor de frango.
Segundo o lobista da JBS Ricardo Saud, outro delator da Patmos, não foi a primeira vez que Temer tomou conhecimento dos pagamentos. Certa vez, diz Saud, Temer quis saber de Joesley como estavam os repasses. Seu código para a propina a Cunha e Funaro era "alpiste", e os destinatários da verba, "os passarinhos na gaiola". "Temer sempre pedia para manter eles lá. O código era 'tá dando alpiste pros passarinhos? Os passarinhos tão tranquilos na gaiola?, afirmou Saud em 10 de maio à Procuradoria-Geral da República.
Além das tratativas para manter Cunha e Funaro em silêncio, Joesley menciona em seu depoimento que Temer chegou a afirmar ter influência junto a dois ministros do STF com quem poderia conversar para ajudar o ex-deputado preso. "Com 11 não dá", teria dito ao dono da JBS. No trecho, o empresário aponta para declarações de Temer sobre tentativas de influenciar Maria Silvia Bastos Marques, presidente do BNDES, e Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, em assuntos de interesse da empresa.
Conheça os detalhes da explosiva delação da JBS que colocam Temer na berlinda. O atual presidente é investigado pela Procuradoria-Geral da República por organização criminosa, corrupção passiva e obstrução da Justiça.
Mesada de 400 mil reais a Funaro, 5 milhões a Cunha
Segundo Joesley, o primeiro motivo de sua ida ao Palácio do Jaburu era discutir "o problema do Eduardo Cunha e do Lúcio Funaro". Em seguida, ele afirma que Funaro era o operador financeiro de Cunha "no esquema do PMDB na Câmara, composto por Michel, Eduardo e outros membros".
No depoimento, o dono da JBS esclarece melhor os pagamentos a Funaro e Cunha. Apenas o primeiro, segundo ele, recebia uma mensalidade no valor de 400 mil reais. O ex-presidente da Câmara teria recebido não uma mesada, mas um "montante". "Depois que ele foi preso, a gente pagou 5 milhões de um saldo de dívida".
Os investigadores perguntam se a dívida estava relacionada ao esquema do Fundo de Investimento do FGTS. "Não", responde Joesley. "Eram 20 milhões relacionados à renovação do incentivo de desoneração tributária do setor de frango, que na época Cunha tramitou essa prorrogação". Segundo o empresário, em um primeiro momento ele considerava que a propina era de 15 milhões, logo estaria saldada. Cunha teria dito a ele que o acerto era 20 milhões. Por isso, o empresário teria pago 5 milhões de reais desde que o deputado cassado foi preso em 2016.
Um dos motivos de sua ida ao Jaburu, narra Joesley, foi informar Temer de que seguia pagando 400 mil reais por mês a Lúcio Funaro para "saber a opinião dele". "De pronto, ele disse que era importante continuar isso". Os valores, diz o empresário, eram "para garantir o silêncio deles, para manter eles calmos, o Lúcio calmo e o Eduardo também. Eu não sei como ficar calmo na prisão, mas (os pagamentos eram) para ficarem em silêncio e não se rebelarem." 
Joesley afirma que vinha recebendo sinais claros "de que era importante manter financeiramente as famílias" da dupla presa. Os sinais teriam vindo "inicialmente através de Geddel", em referência ao ex-ministro chefe da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). O Dono da JBS decidiu então procurar Temer a partir do momento em que Geddel passou a ser investigado por tentar influenciar o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero a liberar uma obra de seu interesse pessoal em Salvador.
Segundo Joesley, Temer falou "claramente que era importante manter isso". No áudio gravado pelo Dono da JBS, o atual presidente afirma "tem que manter isso, viu?", quando o empresário lhe diz que está "de bem com Eduardo". Em seguida, Joesley fala "todo mês", em uma referência aos pagamentos, segundo o próprio. Embora seja de difícil compreensão, Temer parece ressaltar: "E Funaro, também". "Também", diz Joesley.
Temer teria perguntado a Joesley: "Tá dando alpiste para os passarinhos?"
"Os passarinhos tão tranquilos na gaiola?", perguntou Temer, segundo lobista
Ricardo Saud, lobista da JBS, apontado como distribuidor de propinas da empresa a políticos, afirmou em seu depoimento que Temer e Joesley tinham uma senha para os pagamentos a Cunha e Funaro. A senha seria "dar alpiste aos passarinhos na gaiola". 

Segundo o lobista, Temer quis saber de Joesley como estavam os repasses. "Temer sempre pedia para manter eles lá. O código era 'tá dando alpiste pros passarinhos? Os passarinhos tão tranquilos na gaiola?, afirmou Saud em 10 de maio à Procuradoria-Geral da República
"Um milhão de reais no bolso" para Temer
Embora não possa ser investigado por fatos estranhos ao seu mandato, Temer também é alvo de uma grave acusação relativa à campanha de 2014. Segundo Saud, o atual presidente teria recebido 15 milhões de reais do PT para financiar sua campanha à Vice-Presidência, mas decidiu "guardar" 1 milhão de reais "no bolso". 

"Eu já vi o cara pegar o dinheiro da campanha e gastar na campanha. Agora, ganhar um dinheiro do PT e guardar pra ele no bolso dele, eu acho muito difícil. Aí, ele e o Kassab fizeram isso. Só o Temer e o Kassab guardaram o dinheiro pra eles usarem de outra forma", afirmou Saud em depoimento. 
 Interferência no STF para ajudar Cunha
Em seu depoimento, Joesley afirma que Temer "fez um comentário curioso" no encontro no Jaburu. "Eduardo quer que eu o ajude no Supremo", disse o peemedebista, segundo o empresário. De acordo com uma perícia de Ricardo Caires dos Santos, do Tribunal de Justiça de São Paulo, contratada pela "Folha de S.Paulo", o trecho do áudio referente a esse diálogo foi editado:
 "Era pra me trucar, eu não fiz nada (corte). No Supremo Tribunal totalidade só um ou dois (corte)... aí, rapaz mas temos (corte) 11 ministros".
À Justiça, Joesley supostamente completa as lacunas, editadas ou não. "Eu posso ajudar com dois, com 11 não dá", teria completado o peemedebista. Joesley então diz que ficou calado e afirmou não saber como Temer poderia ajudar o ex-deputado preso.
Uma análise preliminar feita pelo Ministério Público Federal no processo identificou "a existência de algumas interrupções em razão de ruídos detectados em determinados momentos." A análise nada diz sobre possíveis edições. "O diálogo encontra-se audível, apresentando sequência lógica", diz o parecer da Secretaria de Pesquisa e Análise do MPF entregue à Justiça.
Análise MPF
Interferência no BNDES a pedido da JBS
Joesley afirma que tinha a informação de que Temer "intercedeu pessoalmente" junto a Maria Silvia Bastos Marques, presidente do BNDES, para atender a uma demanda da JBS. No fim das contas, diz o empresário, a atuação do atual presidente "não deu certo".

Presidência do CADE e da CVM
Joesley narra ainda que Temer indicou como espécie de "substituto de Geddel" o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Segundo o empresário, ao perguntar a Temer se poderia tratar com Loures sobre "todos os assuntos", o atual presidente disse: "O Rodrigo é da minha mais estreita confiança."
Os temas a serem tratados com Loures diziam respeito à presidência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Em relação ao Cade, Joesley narrou que a presidência do conselho estava em aberto e foi a Temer dizer "da importância de um presidente alinhado com os interesses" do peemedebista. "Ele disse que tem uma pessoa que dá para ter uma conversa franca", afirmou Joesley. "Eu entendi isso como obedecer a seus interesses". O delator também citou a troca da presidência da CVM, "para fazermos as reivindicações quando eram necessárias." 

Interlocução com ministro da Fazenda, ex-presidente da holding da JBS
Joesley perguntou também a Temer sobre como tratar de interesses da JBS junto à Receita Federal. No depoimento, o empresário lembra que o atual ministro da Fazenda "trabalhou conosco por quatro anos". Meirelles foi presidente do conselho da J&F, holding da JBS, entre 2012 e 2016. Segundo Joesley, Meirelles "nunca me atendeu em nenhuma reivindicação".
O empresário diz então que foi perguntar a Temer como levar Meirelles a "saber que isso era de interesse" de Temer. O empresário afirma que conversou nos seguintes termos com Temer: "Olha, presidente, nós precisamos combinar algum jeito, que eu peço as coisas para o Henrique, e de alguma forma você fique sabendo e mande ele fazer." Temer teria dito que "pode avisar pra ele (Meirelles) que (você) tem meu apoio" para qualquer tema de interesse da empresa. 

sexta-feira, 19 de maio de 2017

JBS doou R$ 850 mil à campanha de Rollemberg em 41 transações




METRÓPOLES/DISTRITO FEDERAL/POLÍTICA



Rafaela Felicciano/Metrópoles


A recente confissão dos donos da JBS de que operam no mundo do crime pagando propina a políticos e servidores do alto escalão há pelo menos dez anos coloca em suspeição todas as doações feitas pelo grupo. Em 2014, a campanha de Rodrigo Rollemberg (PSB) ao governo do Distrito Federal recebeu R$ 852.831,75 da empresa. A quantia foi repassada em 41 transações atípicas. Chama atenção que os valores variam de R$ 6,54 a R$ 450 mil.
Na prestação de contas apresentada pelo político socialista ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aproximadamente R$ 400 mil aparecem como repasse da direção distrital do PSB. As 41 transações que perfazem a soma, no entanto, têm como doador originário a JBS SA.


Os repasses foram feitos de maneira oficial entre julho e novembro de 2014, e a maioria deles em valores fracionados. Alguns depósitos da JBS para o partido que elegeu Rollemberg aparecem em quantias irrisórias, um deles no valor de R$ 6,54. O maior volume repassado, R$ 450 mil, foi doado diretamente pela empresa à campanha do socialista em 24 de outubro, por meio de transferência eletrônica.
“Não é normal, mas não é ilegal”
O repasse pulverizado que soma mais de R$ 400 mil a Rollemberg em 41 transações é tido como atípico. Segundo o professor de direito eleitoral do IDP Daniel Falcão, empresas costumam fazer significativas doações durante as campanhas, mas não dessa forma tão fracionada. O fato de o repasse ter sido realizado pela direção distrital não muda o cenário.
“Nas análises de prestação de contas que fiz, nunca vi uma doação tão repartida e com valores tão discrepantes”, disse o professor.
Em nota, a assessoria do governador informou que “toda doação de campanha recebida pelo então candidato Rodrigo Rollemberg aconteceu de forma legal. As contas de campanha já foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral”. O GDF informou ainda que, apesar de a doação original ter sido da JBS, os recursos foram repassados pelo PSB-DF para arcar com despesas da campanha do socialista. “O PSB-DF realizou diversos pagamentos da campanha do candidato, como prevê a lei. Daí apareceram na prestação de contas pagamentos de valores variáveis — pequenos e médios — de despesas como contas telefônicas a materiais gráficos”, concluiu a nota.
Além das doações da JBS, a campanha de Rollemberg recebeu, em 2014, R$ 1,7 milhão em repasses de três empreiteiras que estão no olho do furacão da Lava Jato: R$ 200 mil da Odebrecht; R$ 500 mil enviados para ele por meio da direção do partido, mas tendo a Andrade Gutierrez como doadora originária; e R$ 1 milhão da Via Engenharia, cujo montante foi pago por meio de transferência eletrônica.
Sobre as doações das empreiteiras, a equipe do governador declarou que “todo o dinheiro recebido pela campanha dele foi registrado na Justiça Eleitoral”.
Bancada do DF
O apoio financeiro da JBS também chegou às campanhas de outros parlamentares do DF em 2014. Na Câmara Legislativa, dois distritais foram beneficiados com recursos do grupo. No Congresso, dos oito deputados federais eleitos pelo DF, um também declarou o recebimento de dinheiro originário da empresa. Todos os três são pastores e integram bancadas evangélicas. O total das doações para eles ficou em R$ 119.240,00.
No Senado, apenas José Antônio Reguffe (sem partido) foi eleito em 2014 pelo Distrito Federal. Ele não recebeu doações da JBS.
O que teve o maior aporte da empresa dos irmãos Joesley e Wesley no DF foi Ronaldo Fonseca (PROS). Eleito para a Câmara dos Deputados com 84.583 votos, ele recebeu R$ 75 mil. O dinheiro foi repassado pela direção nacional do partido em duas vezes: um cheque de R$ 50 mil, entregue em 8 de outubro; e um depósito de R$ 25 mil, no dia 31 de outubro de 2014, após a eleição.
Entre os distritais, o maior beneficiado com recursos da JBS foi Rodrigo Delmasso (Podemos). Dos R$ 244.503,93 gastos por ele na campanha, R$ 34.695 tiveram a empresa como doadora original. Foram quatro repasses feitos por meio do ex-deputado federal Vitor Paulo Araújo dos Santos. Os dois primeiros – R$ 6.195 e R$ 4.750 (no dia 11 de agosto de 2014) – e os outros, de R$ 19,8 mil e R$ 3,9 mil,  em 1º de outubro.
Julio Cesar (PRB), o mais votado para a Câmara Legislativa, conseguiu R$ 9.545 da JBS. O valor também foi repassado a ele por meio do ex-deputado Vitor Paulo. Assim como Delmasso, o parlamentar recebeu a quantia em quatro parcelas: duas — R$ 1,6 mil e R$ 4,2 mil — em 3 de setembro de 2014; e o restante — R$ 245 e R$ 3,5 mil — em 1º de outubro.
Ao Metrópoles, Ronaldo Fonseca afirmou que não sabia até hoje de quem era a doação. “Quando terminaram as eleições, fiquei com dívidas e o diretório fez os repasses. Não conheço os donos da empresa e nunca pedi dinheiro para eles. Achava até hoje que era dinheiro do fundo partidário. Estou sabendo por vocês que era doação da JBS”, justificou o deputado.
Por meio da assessoria de imprensa, Rodrigo Delmasso esclareceu que os recursos chegaram até ele por meio de material de campanha e que só ficou sabendo a origem da doação quando fez a prestação de contas. Em nota, Julio Cesar disse que recebeu repasses oficiais, que foram devidamente contabilizados e aprovados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Novas gravações
A nova bomba que abalou o mundo político em terras tupiniquins explodiu nesta quarta-feira (17/5). Em uma gravação feita por Joesley Batista, dono da JBS, em março deste ano, Temer dá aval para que o silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) seja comprado.
Na delação, Joesley ainda relata que o senador Aécio Neves (PSDB) teria pedido R$ 2 milhões ao empresário. O dinheiro teria sido entregue a um primo do tucano, e a cena filmada pela Polícia Federal. Ainda segundo O Globo, a PF rastreou os recursos e descobriu que eles foram depositados em uma empresa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG).
Segundo estimativas da força-tarefa que ouviu os irmãos JBS, eles podem ter pagado propina a cerca de 1.890 políticos.

Os repasses foram feitos de maneira oficial entre julho e novembro de 2014, e a maioria deles em valores fracionados. Alguns depósitos da JBS para o partido que elegeu Rollemberg aparecem em quantias irrisórias, um deles no valor de R$ 6,54. O maior volume repassado, R$ 450 mil, foi doado diretamente pela empresa à campanha do socialista em 24 de outubro, por meio de transferência eletrônica.
“Não é normal, mas não é ilegal”
O repasse pulverizado que soma mais de R$ 400 mil a Rollemberg em 41 transações é tido como atípico. Segundo o professor de direito eleitoral do IDP Daniel Falcão, empresas costumam fazer significativas doações durante as campanhas, mas não dessa forma tão fracionada. O fato de o repasse ter sido realizado pela direção distrital não muda o cenário.
“Nas análises de prestação de contas que fiz, nunca vi uma doação tão repartida e com valores tão discrepantes”, disse o professor.
Em nota, a assessoria do governador informou que “toda doação de campanha recebida pelo então candidato Rodrigo Rollemberg aconteceu de forma legal. As contas de campanha já foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral”. O GDF informou ainda que, apesar de a doação original ter sido da JBS, os recursos foram repassados pelo PSB-DF para arcar com despesas da campanha do socialista. “O PSB-DF realizou diversos pagamentos da campanha do candidato, como prevê a lei. Daí apareceram na prestação de contas pagamentos de valores variáveis — pequenos e médios — de despesas como contas telefônicas a materiais gráficos”, concluiu a nota.
Além das doações da JBS, a campanha de Rollemberg recebeu, em 2014, R$ 1,7 milhão em repasses de três empreiteiras que estão no olho do furacão da Lava Jato: R$ 200 mil da Odebrecht; R$ 500 mil enviados para ele por meio da direção do partido, mas tendo a Andrade Gutierrez como doadora originária; e R$ 1 milhão da Via Engenharia, cujo montante foi pago por meio de transferência eletrônica.
Sobre as doações das empreiteiras, a equipe do governador declarou que “todo o dinheiro recebido pela campanha dele foi registrado na Justiça Eleitoral”.
Bancada do DF
O apoio financeiro da JBS também chegou às campanhas de outros parlamentares do DF em 2014. Na Câmara Legislativa, dois distritais foram beneficiados com recursos do grupo. No Congresso, dos oito deputados federais eleitos pelo DF, um também declarou o recebimento de dinheiro originário da empresa. Todos os três são pastores e integram bancadas evangélicas. O total das doações para eles ficou em R$ 119.240,00.
No Senado, apenas José Antônio Reguffe (sem partido) foi eleito em 2014 pelo Distrito Federal. Ele não recebeu doações da JBS.
O que teve o maior aporte da empresa dos irmãos Joesley e Wesley no DF foi Ronaldo Fonseca (PROS). Eleito para a Câmara dos Deputados com 84.583 votos, ele recebeu R$ 75 mil. O dinheiro foi repassado pela direção nacional do partido em duas vezes: um cheque de R$ 50 mil, entregue em 8 de outubro; e um depósito de R$ 25 mil, no dia 31 de outubro de 2014, após a eleição.
Entre os distritais, o maior beneficiado com recursos da JBS foi Rodrigo Delmasso (Podemos). Dos R$ 244.503,93 gastos por ele na campanha, R$ 34.695 tiveram a empresa como doadora original. Foram quatro repasses feitos por meio do ex-deputado federal Vitor Paulo Araújo dos Santos. Os dois primeiros – R$ 6.195 e R$ 4.750 (no dia 11 de agosto de 2014) – e os outros, de R$ 19,8 mil e R$ 3,9 mil,  em 1º de outubro.
Julio Cesar (PRB), o mais votado para a Câmara Legislativa, conseguiu R$ 9.545 da JBS. O valor também foi repassado a ele por meio do ex-deputado Vitor Paulo. Assim como Delmasso, o parlamentar recebeu a quantia em quatro parcelas: duas — R$ 1,6 mil e R$ 4,2 mil — em 3 de setembro de 2014; e o restante — R$ 245 e R$ 3,5 mil — em 1º de outubro.
Ao Metrópoles, Ronaldo Fonseca afirmou que não sabia até hoje de quem era a doação. “Quando terminaram as eleições, fiquei com dívidas e o diretório fez os repasses. Não conheço os donos da empresa e nunca pedi dinheiro para eles. Achava até hoje que era dinheiro do fundo partidário. Estou sabendo por vocês que era doação da JBS”, justificou o deputado.
Por meio da assessoria de imprensa, Rodrigo Delmasso esclareceu que os recursos chegaram até ele por meio de material de campanha e que só ficou sabendo a origem da doação quando fez a prestação de contas. Em nota, Julio Cesar disse que recebeu repasses oficiais, que foram devidamente contabilizados e aprovados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Novas gravações
A nova bomba que abalou o mundo político em terras tupiniquins explodiu nesta quarta-feira (17/5). Em uma gravação feita por Joesley Batista, dono da JBS, em março deste ano, Temer dá aval para que o silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) seja comprado.
Na delação, Joesley ainda relata que o senador Aécio Neves (PSDB) teria pedido R$ 2 milhões ao empresário. O dinheiro teria sido entregue a um primo do tucano, e a cena filmada pela Polícia Federal. Ainda segundo O Globo, a PF rastreou os recursos e descobriu que eles foram depositados em uma empresa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG).
Segundo estimativas da força-tarefa que ouviu os irmãos JBS, eles podem ter pagado propina a cerca de 1.890 políticos.



 
Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

Aplica-se a todos os envolvidos!

O Álibi

“Hitler NUNCA esteve num campo de concentração”… NUNCA passou na porta de um deles… NUNCA acharam documentos assinados por ele mandando matar alguém… NÃO houve sobreviventes que tenham testemunhado que ouviram Hitler dar a ordem - matem!

Então, baseado nas linhas de raciocínio em voga no Brasil, estou quase convencido de que Adolf foi um cara absolutamente inocente… “Os criminosos foram apenas os amigos, familiares e aliados dele.” Esse texto encontra-se na lista de canonização no Vaticano.

Lula e Dilma tinham US$ 150 milhões em conta de propina da JBS, diz Joesley









O termo de colaboração 1 do empresário Joesley Batista, do Grupo JBS, descreve o fluxo de duas ‘contas-correntes’ de propina no exterior, cujos beneficiários seriam os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

O empresário informou à Procuradoria-Geral da República que o saldo das duas contas bateu em US$ 150 milhões em 2014. Ele disse que o ex-ministro Guido Mantega operava as contas.

O delator informou que em 2009 destinou uma conta a Lula e no ano seguinte, outra para Dilma.

Joesley revelou que em dezembro de 2009, o BNDES adquiriu de debêntures da JBS, convertidas em ações, no valor de US$ 2 bilhões, ‘para apoio do plano de expansão’ naquele ano.

“O depoente escriturou em favor de Guido Mantega, por conta desse negócio, crédito de US$ 50 milhões e abriu conta no exterior, em nome de offshore que controlava, na qual depositou o valor”, relatou Joesley.

Segundo o empresário, em reunião com Mantega, no final de 2010, o petista pediu a ele ‘que abrisse uma nova conta, que se destinaria a Dilma.


O depoente perguntou se a conta já existente não seria suficiente para os depósitos dos valores a serem provisionados, ao que Guido respondeu que esta era de Lula, fato que só então passou a ser do conhecimento do depoente”, contou o empresário.

“O depoente indagou se Lula e Dilma sabiam do esquema, e Guido confirmou que sim.”

Joesley declarou que foi feito um financiamento de R$ 2 bilhões, em maio de 2011, para a construção da planta de celulose da Eldorado. O delator disse que Mantega ‘interveio junto a Luciano Coutinho (então presidente do BNDES) para que o negócio saísse’.

“A operação foi realizada após cumpridas as exigências legais”, afirmou Joesley. “Sempre percebeu que os pagamentos de propina não se destinavam a garantir a realização de operações ilegais, mas sim de evitar que se criassem dificuldades injustificadas para a realização de operações legais.”

O empresário declarou que depositou, ‘a pedido de Mantega’, por conta desse negócio, crédito de US$ 30 milhões em nova conta no exterior,

“O depoente, nesse momento, já sabia que esse valor se destinava a Dilma; que os saldos das contas vinculadas a Lula e Dilma eram formados pelos ajustes sucessivos de propina do esquema BNDES e do esquema-gêmeo, que funcionava no âmbito dos fundos Petros e Funcef; que esses saldos somavam, em 2014, cerca de US$ 150 milhões.”

Segundo Joesley, a partir de julho de 2014, Mantega ‘passou a chamar o depoente quase semanalmente ao Ministério da Fazenda, em Brasília, ou na sede do Banco do Brasil em São Paulo, para reuniões a que só estavam presentes os dois, nas quais lhe apresentou múltiplas listas de políticos e partidos políticos que deveriam receber doações de campanha a partir dos saldos das contas’.

Neste trecho de seu depoimento, Joesley cita o partido do Governo Michel Temer. O empresário destacou que o executivo Ricardo Saud, diretor de Relações Institucionais da J&F (controladora da JBS), fazia o contato com partidos e políticos.

“A primeira lista foi apresentada em 4 de julho de 2014 por Guido ao depoente, no gabinete do Ministro da Fazenda no 15º andar da sede do Banco do Brasil em São Paulo, e se destinava a pagamentos para políticos do PMDB; que a interlocução com políticos e partidos políticos para organizar a distribuição de dinheiro coube a Ricardo Saud, Diretor de Relações Institucionais da J&F, exceção feita a duas ocasiões”, relatou.

Joesley disse que em outubro de 2014 no Instituto Lula, encontrou-se com Lula e relatou ao petista que as doações oficiais da JBS já tinham ultrapassado R$ 300 milhões.

“Indagou se ele (Lula) percebia o risco de exposição que isso atraía, com base na premissa implícita de que não havia plataforma ideológica que explicasse tamanho montante; que o ex-presidente olhou nos olhos do depoente, mas nada disse”, contou.

Em outra ocasião, em novembro de 2014, Joesley disse que ‘depois de receber solicitações insistentes para o pagamento de R$ 30 milhões para Fernando Pimentel, governador eleito de Minas Gerais, veiculadas por Edinho Silva (tesoureiro da campanha de Dilma em 2014), e de receber de Guido Mantega a informação de que “isso é com ela”, solicitou audiência com Dilma’.

“Dilma recebeu o depoente no Palácio do Planalto; que o depoente relatou, então, que o governador eleito de MG, Fernando Pimentel, estava solicitando, por intermédio de Edinho Silva, R$ 30 milhões, mas que, atendida essa solicitação, o saldo das duas contas se esgotaria; que Dilma confirmou a necessidade e pediu que o depoente procurasse Pimentel”, narrou aos investigadores.

Joesley afirma que, no mesmo dia, encontrou-se com Pimentel no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, e disse ao petista ‘que havia conversado com Dilma e que ela havia indicado que os 30 milhões deveriam ser pagos’.

“Pimentel orientou o depoente a fazer o pagamento por meio da compra de participação de 3% na empresa que detém a concessão do Estádio Mineirão; que afora essas duas ocasiões, Edinho Silva, então tesoureiro da campanha do PT, encontrava-se, no período da campanha de 2014, semanalmente com Ricardo Saud e apresentava as demandas de distribuição de dinheiro; que Ricardo Saud submetia essas demandas ao depoente, que, depois de verificá-las com Guido Mantega, autorizava o que efetivamente estivesse ajustado com o então ministro da Fazenda.”

Brasil acima de tudo. SELVA!



Por Aguiasemrumo.
Eu; Romulo Sanches de Oliveira, Brasileiro nato, Jornalista registro profissional numero 0011248/DF, ora residente na Clsw 100 bloco A apto 147 Sudoeste CEP 70670-051, venho com muita vergonha pelos fatos que estão acontecendo no cenário politico, pleitear junto a Excelentíssima Senhora Doutora em Direito Presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil; Carmen Lúcia Antunes Rocha que assuma em conjunto com apoio das Briosas Instituições Forças Armadas a Presidência do nosso País!
Acabei de falar com alguns auditores do Tribunal de Contas da União: Está devidamente comprovado que o Temer vazou a taxa SELIC “Selic é a taxa básica de juros da economia no Brasil”, para a jbs antes da reunião do Banco Central! Ganhado bilhões com a jbs.
O Povo clama pela exposição Documental e Judicial Já constando o nome completo dos envolvidos em corrupção. Considerando o cenário degradante de todo poder público atual deve ser publicado imediatamente o nome de todos os Gestores Públicos e Políticos que não são corruptos. Ética acima de tudo. Brasil SELVA!

Brasil SELVA!



Romulo Sanches De Oliveira Sanches de Oliveira
Por Aguiasemrumo.
Eu; Romulo Sanches de Oliveira, Brasileiro nato, Jornalista registro profissional numero 0011248/DF, ora residente na Clsw 100 bloco A apto 147 Sudoeste CEP 70670-051, venho com muita vergonha pelos fatos que estão acontecendo no cenário politico, pleitear junto a Excelentíssima Senhora Doutora em Direito Presidente do Supremo tribunal Federal do Brasil; Carmen Lúcia Antunes Rocha que assuma em conjunto com apoio das Briosas Instituições Forças Armadas a Presidência do nosso País!
Acabei de falar com alguns auditores do Tribunal de Contas da União: Está devidamente comprovado que o Temer vazou a taxa SELIC “Selic é a taxa básica de juros da economia no Brasil”, para a jbs antes da reunião do Banco Central! Ganhado bilhões com a jbs.
O Povo clama pela exposição Documental e Judicial Já constando o nome completo dos envolvidos em corrupção. Considerando o cenário degradante de todo poder público atual deve ser publicado imediatamente o nome de todos os Gestores Públicos e Políticos que não são corruptos. Ética acima de tudo. Brasil SELVA!


APELO URGENTE! CAETANO QUEBROU A COLUNA, PRECISA OPERAR AMANHÃ!!! PRECISAMOS ARRECADAR R$ 1.000,00, AJUDE! ELE TEM APENAS 09 MESES, É UM BEBÊ!

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DELATOR RELATA EM DEPOIMENTO QUE COMBINOU PROPINA MILIONÁRIA PARA TEMER



O DEVASTADOR 'ANEXO 9'

JOESLEY CONTA QUE ACERTOU PROPINA DE R$50 MILHÕES PARA TEMER
Publicado: 19 de maio de 2017 às 02:26 - Atualizado às 08:50



O EMPRESÁRIO JOESLEY BATISTA.


Em seu depoimento a procuradores, gravado em vídeo, Joesley conta, por exemplo, que acertou com Lourdes o pagamento de propina de R$50 milhões para o presidente Temer, caso obtivesse uma liminar no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão do Ministério da Justiça, que retirasse da Petrobras a exclusividade no fornecimento de gás para uma termelétrica do grupo. Ele deixa claro que não tratou do assunto com Temer, mas com Loures, considerado da "estrita confiança" do presidente. 
As denúncias mais devastadoras do empresário Joesley Batista contra Michel Temer e o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) não estão nas gravações de áudio já divulgadas, mas no conteúdo do chamado “Anexo 9” da delação do presidente do Grupo JBS, cujo principal alvo é o presidente.
Os depoimentos de Joesley, obtidos pelo site Antagonista, estão resumidos em três páginas que compõem o Anexo 9, nos quais ele conta que conheceu Temer por meio de Wagner Rossi, na ocasião ministro da Agricultura do governo Dilma Rousseff. Rossi apresentou-se ao empresário como afilhado e que operava com Temer no porto de Santos.
Joesley contou que em 2010 atendeu a um primeiro pedido do então vice-presidente Michel Temer fazendo pagamentos no valor total R$3 milhões, sendo R$1 milhão por meio de doação oficial e R$2 milhões para pagamento dos serviços da agência de marketing político Pública, contra a apresentação das notas fiscais de números 149 e 155.
O presidente da JBS relatou aos procuradores da Lava Jato que em agosto e setembro de 2010, a pedido de Temer, concordou em pagar R$240 mil a outra empresa, Ilha Produções, por meio das notas fiscais de numeros 63, 64 e 65.


Joesley Batista contou que estreitou relacionamento e esteve com Temer em “múltiplas ocasiões”, não menos de vinte vezes, em seu escritório de advocacia, em sua casa ou no Palácio Jaburu.Mensalinho de R$100 mil


Segundo seu relato, ele tinha interesse na federalização do sistema de inspeção animal e quando em agosto de 2011 Wagner Rossi pediu demissão do Ministério da Agricultura em meio a denúncias de irregularidades, Temer pediu-lhe, sem rodeios, uma mensalinho de R$100 mil e mais R$20 mil para uma pessoa de nome Hamilton Hortolan. Esses pagamentos, afirmou o empresários, foram realizados “dissimuladamente” por cerca de um ano.
Em 2012, na campanha para a prefeitura de São Paulo, Temer pediu a Joesley uma doação de R$3 milhões à campanha de Gabriel Chalita. O dinheiro, diz ele, foi pago por caixa 2, mas ele menciona a emissão de notas fiscais que prometeu depois entregar às autoridades.

O relacionamento se estreitou e ficou claro para Joesley Batista que Temer, na época vice-presidente, já “operava em aliança” com Geddel Vieira Lima, Moreira Franco e Eduardo Cunha,Relacionamento estreito

Reunião realizada um pouco antes do impeachment de Dilma, diz Joesley, Temer pediu R$300 mil para estruturar um serviço destinado a responder os ataques que vinha sofrendo na internet. Ele estava sendo “duramente atacado no ambiente virtual”, diz o empresário. Por indicação de Temer, ele chamou à sua casa o marqueteiro Elsinho Mouco, responsável por esse serviço de respostas, pagando-lhe R$300 mil em espécie.

Geddel virou o cara
Nessa época, Joesley se aproximou de Geddel, inaugurando um “canal de inlocução”, para o encaminhamento de suas demandas ao presidente Temer, como por exemplo um pedido para que ele interviesse no BNDES a fim de que o banco não vetasse a transferência da sede da JBS para o exterior.
Ministro da Secretaria de Governo, Geddel buscava atualização constante sobre a situação de Eduardo Cunha e Lúcio Funaro, sabedor que Joesley “provia ao sustento de ambos”. Geddel temia que Cunha e Funaro se tornassem delatores. O ministro sempre perguntava ao empresário: “E o passarinho, está calmo?”


Após a demissão de Geddel Vieira Luma, o delator Joesley Batista se viu com dificuldades na interlocução com o governo e procurou o deputado Rodrigo Rocha Loures, iniciando uma troca de mensagens. Ele conta que no sábado 4 de março deste ano, em uma mensagem de áudio por whatsapp, Loures se refere a Temer como “chefe”.Rocha Loures: batom na cueca


Joesley se encontrou com o deputado no Hotel Fasano, em São Paulo, no dia 6 de março durante um jantar no qual acertaram encontro com o presidente Michel Temer para o dia seguinte, 7 de março – quando se deu a reunião que seria gravada pelo empresário.
Loures enviou mensagens de texto com orientações sobre o encontro, durante o qual Joesley oerguntou a Temer para indicar um interlocutor autorizado a tratar assuntos do interesse de ambos. Temer indicou Loures, dizendo tratar-se de pessoa de sua “mais estrita confiança”.

Enquadrando Meirelles
Nessa conversa gravada, Joesley pediu a Temer para fazer gestões junto ao ministro Henrique Meirelles (Fazenda) para informá-lo de que assuntos de interesse do Grupo JBS seriam também do interesse dele, Temer.
O empresário até exemplificou, citando assuntos relativos ao Cade, à CVM e ao BNDES.


Em 13 e 16 de março últimos, Joesley e Loures trocaram visitas em suas respectivas casas, oportunidade em que o empresário pediu a interferência do deputado junto ao Cade precisava obter uma limiar, no órgão, retirando da Petrobras a exclusividade no fornecimento de gás para a termelétrica do grupo. Lourdes ligou para uma pessoa de nome Gilvandro (Vasconcelos Coelho de Araújo), conselheiro e presidente interino do Cade, referido pelo deputado como “um dos nossos meninos”.Tráfico de influência no Cade


Propina de R$50 milhões
Após ouvir de Loures que poderia falar com ele sobre assuntos “sensíveis”, na condição de homem de confiança de Temer, Joesley propôs um negócio que resultaria no pagamento de uma propina no valor de R$50 milhões para Temer.
Na sua linguagem, Joesley prometeu a Loures que, se obtivesse a pretendida liminar no Cade, abriria a planilha, creditando em favor de Temer 5% do lucro, correspondentes a R$50 milhões, Loures aceitou a oferta, segundo ele. ´
Joesley Batista prometeu lançar mais créditos na planilha na medida em que a interferência de Temer e Lourdes em favor do grupo fossem bem sucedidas, em negócios como energia de longo prazo e destravamento das concessões de crédito do PIS e COFINS, com débitos de INSS. Loures também aquiesceu.