segunda-feira, 8 de maio de 2017

Macron fala em superar divisões e reconstruir confiança



Internacional

França


por Redação — publicado 07/05/2017 18h00

Presidente eleito disse que trabalhará para "reconstruir a relação entre a Europa e os cidadãos”


Macron.jpg



O centrista pró-europeu Emmanuel Macron, eleito neste domingo presidente da França, prometeu combater “as divisões que nos minam", restaurar a confiança do país e trabalhar para "reconstruir a relação entre a Europa e os cidadãos”. Em um discurso na sede de sua campanha, em Paris, Macron disse ainda estar consciente "da ira, da ansiedade e das dúvidas" dos franceses. 

"Esta noite abre-se uma nova página da nossa longa história. Quero que seja a da esperança e a da confiança recuperadas", disse Macron à AFP. 
A vitória sobre a candidata da extrema-direita Marine Le Pen, com uma margem de 65,5% a 66,1% dos votos, segundo estimativas de institutos independentes, transformou o ex-banqueiro na pessoa mais jovem a ocupar o cargo. Aos 39 anos, Macron substituirá o socialista François Hollande. 
Apesar da derrota, Le Pen, de 48 anos, alcançou um resultado significativo para a Frente Nacional, que deve conquistar cerca de 34% dos votos com base em promessas contra a imigração e a zona do euro. Ela desejou sucesso a Macron, mas alertou que concentrará seus esforços nas eleições legislativas de junho, um pleito importante para o presidente eleito buscar uma maioria no Parlamento. 
A abstenção no segundo turno pode alcançar 27%, segundo estimativas. A taxa de participação às 13h de Brasília era de 65,3%, quatro pontos a menos que o primeiro turno (69,42%), de acordo com o Ministério do Interior. Foi a taxa de participação mais baixa desde 1969. 
Comemorações 
Milhares de pessoas foram ao centro de Paris comemorar a vitória de Macron na região do Museu do Louvre. Com bandeiras da França nas mãos, os simpatizantes do presidente eleito saudaram sua vitória ante Le Pen. Hollande e vários integrantes do governo reunidos no Palácio do Eliseu comemoraram com uma salva de palmas. 
Macron vai governar um país dividido politicamente entre zonas urbanas (privilegiadas e reformistas) e as despossuídas (mais tentadas por propostas extremistas). Ele terá desafios importantes para superar, como um desemprego endêmico de 10%, a luta contra o terrorismo e a crise da União Europeia (UE).
Mundo saúda o novo presidente
Líderes internacionais enviaram mensagens a Macron. O presidente Michel Temer publicou dois tuítes cumprimentando o francês. "Brasil e França continuarão a trabalhar juntos em favor da democracia, dos direitos humanos, do desenvolvimento, da integração e da paz”, escreveu o peemedebista. 
Donald Trump, presidente dos EUA, também usou o Twitter para saudar Macron pela "grande vitória" e se disse ansioso "por trabalhar com ele”. 
O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, parabenizou o novo presidente na rede social, afirmando que os franceses escolheram "um futuro europeu". O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, elogiou a decisão dos franceses a favor da "liberdade, a igualdade e a fraternidade". 
O porta-voz da chanceler alemã, Angela Merkel, qualificou a vitória de Macron de uma "vitória para uma Europa forte e unida". "Felicidades, @EmmanuelMacron. Sua vitória é uma vitória para uma Europa forte e unida e para a amizade franco-alemã", publicou Steffen Seibert, em alemão e francês, no Twitter.
A primeira-ministra britânica, Theresa May, saudou o novo presidente francês em um comunicado oficial. "A primeira-ministra saúda sinceramente o presidente eleito Macron por seu êxito nas eleições", destacou um porta-voz, sublinhando que a França é um dos "aliados mais próximos" da Grã-Bretanha.
Partido novo
Em apenas um ano, desde que fundou o movimento Em Marcha!, Macron abriu caminho em um país onde os dois grandes partidos tradicionais de esquerda e direita se alternavam no poder há meio século.
Superou-os no primeiro turno com um programa europeísta e liberal em temas econômicos e sociais. Foi para o segundo turno com uma vantagem cômoda nas pesquisas, reforçada no debate com sua adversária, mas isto não impediu que levasse um susto de última hora, com um ataque maciço de hackers cuja origem é desconhecida e é investigado pela justiça francesa.
As eleições francesas serviram com um termômetro para mensurar a força dos populistas no mundo e fortalecer a UE após o Brexit. Por outro lado, o próximo passo de Macron é uma incógnita. Em junho os franceses voltam às urnas nas eleições legislativas, dominadas pela incerteza.
A derrota dos candidatos de direita e socialistas no primeiro turno, aliado ao avanço da extrema direita, geram uma dúvida: Macron será capaz de alcançar uma maioria parlamentar e evitar uma coalizão mesmo sem dispor da máquina de um partido tradicional?
Le Pen pode aproveitar o impulso da disputa presidencial para eleger muitos mais deputados do que seu partido possui atualmente, mantendo o foco da campanha em uma plataforma anti-UE, contra globalização, contra imigrantes ilegais e as elites em um país corroído pelo desemprego e traumatizado por atentados.
Com informações da AFP.

Sucessão de Janot promete esquentar o Ministério Público



O que vem pela frente?



por André Barrocal — publicado 08/05/2017 00h57, última modificação 08/05/2017 06h14
Para manter seu grupo no poder, o “xerife” quer a Lava Jato no centro da disputa pela lista tríplice


Rodrigo Janot
Janot: Lava Jato é arma para a sucessão

Vai começar a sucessão de Rodrigo Janot no comando do Ministério Público Federal, com a inscrição na segunda quinzena de maio dos procuradores de Justiça candidatos à lista tríplice a ser eleita pela categoria. Será uma disputa quente, com um número inédito de concorrentes, a Operação Lava Jato como estrela do espetáculo e, desde já, suspeitas de acertos de bastidor entre Janot e o presidente Michel Temer, a quem caberá indicar o novo chefe do MPF.

Vai começar a sucessão de Rodrigo Janot no comando do Ministério Público Federal, com a inscrição na segunda quinzena de maio dos procuradores de Justiça candidatos à lista tríplice a ser eleita pela categoria. Será uma disputa quente, com um número inédito de concorrentes, a Operação Lava Jato como estrela do espetáculo e, desde já, suspeitas de acertos de bastidor entre Janot e o presidente Michel Temer, a quem caberá indicar o novo chefe do MPF. 

As candidaturas deverão ser conhecidas entre 15 e 30 deste mês, prazo combinado por alguns dos postulantes com a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). A entidade é quem promoverá a eleição à lista tríplice, provavelmente em julho, a ser enviada a Temer. São esperadas as inscrições de ao menos seis nomes, um recorde: Carlos Frederico dos Santos, Ela Wiecko, Mario Bonsaglia, Nicolao Dino, Raquel Dodge e Sandra Cureau. 
Metade deles pertence à cúpula da corporação, o Conselho Superior do MPF, uma arena a mostrar como a Lava Jato cumprirá um papel importante na sucessão de Janot, cujo mandato termina em setembro. Aliás, Janot ainda não descartou oficialmente a hipótese de disputar um terceiro mandato, mas internamente tem dado sinais recentes de falta de paciência para seguir no cargo. 
A Lava Jato despontou no Conselho em 24 de abril, dia em que o colegiado reuniu-se para votar uma proposta de limitar o vai-e-vem de procuradores entre órgãos do MPF. Formado por dez procuradores, todos com larga bagagem, o Conselho decide temas como o orçamento da corporação, regras de distribuição de processos e de trânsito de procuradores no MPF. 
A proposta queria um vai-e-vem restrito. Cada repartição estadual só poderia ceder para a sede em Brasília ou para uma co-irmã estadual até 10% de seus procuradores. Era uma ideia do MPF no Distrito Federal, que de seus 30 procuradores, cedeu 23 e hoje só possui sete atuantes em seu órgão de origem. 
O projeto foi encampado por Raquel Dodge, candidata à lista tríplice e integrante do Conselho. Ela apresentou-o em outubro de 2016 com o argumento de que o vai-e-vem ilimitado “tem gerado efeitos concretos de grande impacto sobre a atuação institucional em unidades onde há elevado número de afastamentos” de procuradores. 
Raquel Dodge.jpg
Dodge defendeu o projeto contra o vai-e-vem (Foto: Antonio Cruz / ABr)
Coube a Carlos Frederico dos Santos, outro aspirante à lista tríplice e componente do Conselho, preparar um relatório sobre o assunto para levar a voto no colegiado. O julgamento começou em 24 de abril e já contava oito a favor e só um contra, quando Janot, na qualidade de presidente do Conselho o último a opinar, interrompeu tudo. 
Para o “xerife”, restringir o vai-e-vem atrapalharia a Lava Jato. Seu gabinete em Brasília convocou muitos procuradores de fora para ajudar nas investigações. Se tivesse de devolver gente aos órgãos de origem, haveria prejuízo às apurações, disse Janot, que se declarou “perplexo” com a existência daquela discussão. “É óbvio que as investigações serão atingidas”, afirmou. 
Ele então pediu vistas do processo, uma forma de adiar o julgamento, retomado em 2 de maio, novamente sem desfecho. Diante das sugestões de outra integrante do Conselho, Maria Hilda Marsiaj Pinto, o relator fez duas mudanças no projeto. Fixou janeiro de 2018 como data do início do limite do vai-e-vem e excluiu da regra as forças-tarefas já existentes, como a da Lava Jato. Vitória de Janot.
Entre certos procuradores, o papel do xerife no episódio foi visto como golpe baixo contra rivais na guerra pelo comando do MPF. Ele teria conseguido carimbar de uma só vez, perante a mídia, Raquel e Frederico dos Santos como inimigos da “Lava Jato”, mesmo sabendo que restringir o vai-e-vem não busca matar a investigação, mas fortalecer repartições estaduais do MPF. 
O interesse de Janot com essa manobra, teoriza um procurador, seria fazer com que o tema principal de sua sucessão seja a Lava Jato, uma maneira de facilitar as coisas para a corrente dele na disputa. 
O avanço da investigação levou a um inchaço no entorno do chefe do MPF em Brasília, graças ao vai-e-vem irrestrito, a resultar por exemplo em um grupo de trabalho dedicado só à investigação. A corrente de Janot gostaria de seguir dando as cartas no MPF e usaria a Lava Jato com esse objetivo, a fim de cultivar o apoio da opinião pública. 
Há candidatos, como Raquel Dodge e Ela Wiecko, que acham que a primazia da Lava Jato tem prejudicado outras áreas de atuação da corporação, como a defesa dos direitos humanos.
Curiosamente, apesar da tentativa de alçar a Lava Jato à condição de tema central de sua sucessão, Janot e seu entorno têm feito gestos que despertam dúvidas de algum acerto dele com Temer, chefe de um governo com oito ministros investigados justamente em decorrência daquela investigação. 
Nicolao Dino, vice do MPF para atuar perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e um dos cotados à lista tríplice, aliviou a situação de Temer no julgamento pela corte da chapa vencedora da eleição de 2014. Seu parecer pede a cassação da chapa, mas diz que Temer não precisa ficar inelegível, só Dilma Rousseff. 
Dino é fortemente ligado a Janot. Antes de atuar no TSE, foi secretário do “xerife” em 2013 e 2014 para Relações Institucionais. Na prática, com seu parecer, Dino abriu uma brecha para o TSE tratar Dilma e Temer de forma diferente, como salientava um dos advogados do presidente, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, no dia em que a corte deu início ao julgamento, 4 de abril.
Outra peça de Janot que tem buscado certa sintonia com o Palácio do Planalto é seu secretário-geral, Blal Dalloul. Segundo um observador das coisas no MPF, Dalloul aproximou-se do chefe de assuntos jurídicos do Planalto, Gustavo do Vale Rocha, para ter uma ponte com Temer. Além do cargo no Planalto, Rocha também é membro do Conselho Nacional do Ministério Público, órgão encarregado de vigiar o MPF, um espaço que facilita o contato dele e Dalloul. 
Carlos Frederico Santos.jpg
Santos. Marcado por Janot como inimigo da Lava Jato? (Foto: Antonio Cruz / ABr)
Dalloul é um dos nomes que Janot pode tirar da manga, na hipótese de descartar o terceiro mandato, para emplacar como o candidato de sua corrente na lista tríplice, aquela que será apresentada a Temer. Uma reportagem da Folha de S. Paulo de 23 de abril mostra Dalloul como um nome que o Planalto estaria disposto a abraçar.
O próprio Janot tem, aparentemente, feito gestos conciliadores na direção do presidente. Ao pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de investigação sobre uma tramoia de 40 milhões de dólares entre Odebrecht, Petrobras e PMDB que teria sido abençoada no escritório de Temer em São Paulo em julho de 2010, excluiu o presidente da lista de investigados. 
“Isso porque ele [Temer] possui imunidade temporária à persecução penal, conforme entendimento do Supremo”, disse Janot. Ele invocou o artigo 86 da Constituição, segundo o qual o presidente da República não pode ser responsabilizado por atos anteriores ao mandato. 
O xerife já tinha agido assim em março de 2015 com Dilma Rousseff, por ocasião do envio ao STF de sua primeira leva de pedidos de investigação decorrentes das descobertas da Lava Jato. Mas há quem veja Janot excessiva – e suspeitamente – cauteloso em relação a Temer. Sequer testou o STF. 
É o caso do ex-ministro da Justiça Eugenio Aragão, que um dia já ocupou a vaga de Nicolao Dino perante o TSE. Para ele, Janot fez uma leitura “equivocada” da Constituição. A Constituição impediria apenas que o presidente fosse “responsabilizado”, ou seja, alvo de uma denúncia criminal, mas não que fosse “investigado”. “A investigação imediata é necessária para assegurar a prova que possa, numa ação penal futura, após o mandato, embasar a acusação. Deixar de investigar é permitir que a prova pereça e esse não é o objetivo do dispositivo constitucional.” 
O mais antigo ministro do STF, Celso de Mello, disse a mesma coisa em uma entrevista publicada em 30 de abril pelo jornal O Estado de S. Paulo. “A responsabilização supõe, na área penal, o oferecimento de uma denúncia, e o prosseguimento de um processo criminal perante o Supremo", disse Mello. “Investigação é outra coisa, e o Supremo já decidiu que deve ser feita”. 
É possível que em breve o STF tome uma decisão a respeito. O PSOL entrou com uma ação a questionar a decisão de Janot de excluir Temer do inquérito sobre os 40 milhões de dólares. Usa os mesmos argumentos de Aragão e Mello: presidente pode ser investigado sim, só não pode ser julgado. Chamado pelo relator do caso no Supremo, Edson Fachin, a se pronunciar na ação, Janot reafirmou: Temer está imune temporariamente.
Com a postura conciliadora perante Temer, o objetivo de Janot seria salvar uma prática de escolha do chefe do MPF vigente desde 2003. O cargo é preenchido pelo procurador de Justiça mais votado dentro de uma lista tríplice eleita pela categoria. O primeiro ministro da Justiça de Temer, Alexandre de Moraes, hoje no STF, disse certa vez que não está escrito em lugar algum que o escolhido deve sair da lista tríplice ou que, se sair, deva ser o primeiro colocado. 
Se o chefe do MPF sai de uma lista eleita pela categoria e figurava em primeiro lugar nela, em tese deve o cargo apenas a seus colegas procuradores, que o elegeram. Se for o segundo ou terceiro colocado ou mesmo se for alguém de fora da lista, em tese deve gratidão ao presidente. E gratidão sempre implica certos compromissos políticos.
Janot tem razões para temer entrar para a história como o "xerife" que matou a tradição da primazia da lista tríplice e do primeiro colocado nela. Com tantos governistas investigados por corrupção, Temer teria boas razões para botar no comando do MPF alguém mais, digamos, dócil ao governo.





PRESIDENTES DO PMDB, PSDB E PT BARRARAM CPI DE SIMON PARA INVESTIGAR CORRUPTORES



ORDEM ERA ABAFAR


GOVERNOS ITAMAR, FHC E LULA IMPEDIRAM SUA CPI DE EMPREITEIRAS
Publicado: 08 de maio de 2017 às 00:00 - Atualizado às 00:05

CPI DE EMPREITEIRAS PROPOSTA POR PEDRO SIMON FOI ESTRANHAMENTE BARRADA POR TRÊS GOVERNOS.


O Brasil deve homenagens e até pedido de desculpas ao ex-senador Pedro Simon (PMDB-RS), que lutou durante anos para criar a CPI das Empreiteiras (ou dos Corruptores), convencido de que era a chave para desmantelar o esquema de corrupção no País. O bravo senador estava certo, como mostram as investigações da Lava Jato, mas a CPI sempre esbarrou no desinteresse dos governos Itamar Franco, FHC e Lula. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
A ira santa de Pedro Simon propondo a CPI das Empreiteiras começou em 1993, vinte anos antes da Operação Lava Jato.
Para Pedro Simon, após a CPI dos Anões (ou “CPI dos Corruptos”), era o momento certo para investigar os corruptores. Jamais conseguiu.
A CCJ do Senado, em 1995 presidida por Bernardo Cabral (AM), negou por 15x7 votos o desarquivamento da CPI dos Corruptores, de Simon.




Temer dá três meses para mudança na presidência do BNDES




Escolhida pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles, Maria Silvia foi nomeada presidente da estatal em maio de 2016




ECONOMIA BANCO ESTATALHÁ 3 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO

Diante das reclamações do empresariado, o presidente Michel Temer (PMDB) pediu para que o ministro da Secretaria-Geral, Moreira Franco, encontre um substituto para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), atualmente sob o comando de Maria Silvia Bastos Marques.

De acordo com a coluna "Expresso", do site da revista Época, Temer teria dado três meses para a mudança de comando.
Escolhida pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles, Maria Silvia foi nomeada presidente da estatal em maio de 2016.
Segundo informações da Época, empresários estariam "reclamando ostensivamente com o Planalto que Maria Silvia fechou o caixa do banco".

PELEGOS PERDEM NEGÓCIO BILIONÁRIO COM A REFORMA TRABALHISTA, DAÍ O PÂNICO




FONTE SECOU

SINDICALISTAS NÃO QUEREM PERDER R$4 BILHÕES DO IMPOSTO SINDICAL
Publicado: 08 de maio de 2017 às 00:01 - Atualizado às 00:09



PROTESTOS SÃO CONTRA PERDA DOS R$ 4 BILHÕES DO IMPOSTO SINDICAL


Não admira que pelegos estejam nervosos com a reforma trabalhista, com greves e passeatas, e até se aliando a políticos que atacavam, como Renan Calheiros. É que perderão o negócio que rende quase R$ 4 bilhões a 16,4 mil entidades sindicais, a maioria de pouca expressão e muita gula. A reforma extingue a contribuição obrigatória, descontada dos trabalhadores, que em 2016 rendeu R$59,8 milhões somente à CUT, braço sindical do PT. A Força Sindical embolsou R$46,5 milhões. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Sindicalistas gastam como querem recursos subtraídos dos salários, pagando cachê a “manifestantes” ou metendo a grana no bolso.
O então presidente Lula vetou lei aprovada no Congresso que submetia entidades sindicais à fiscalização e prestação de contas, é claro.
Até centrais sindicais desconhecidas ganham muito dinheiro. Uma “Nova Central” leva R$23,3 milhões, a “CTTB”, R$15,3 milhões etc.
Sindicatos dos comerciários de São Paulo faturaram R$31,5 milhões em 2016, e o do Rio de Janeiro R$10,5 milhões.

domingo, 7 de maio de 2017

Quando você adquire um Produto do Projeto Ajuda Cão você contribui para que cães como o Dudu possam ser resgatados!


Quando você adquire um Produto do Projeto Ajuda Cão você contribui para que cães como o Dudu possam ser resgatados! Ajude a dar uma nova vida aos animais que estão sendo considerados como lixo por muitos. Essas canecas estão à venda por R$ 10,00 e toda renda é revertida para o tratamento de animais resgatados!
Pontos de venda em Guarapari:
Praia do Morro: ÔMEGA RECARGAS (Praia Center)
Centro:
Loja Use Mais (Shopping Guarapari, em frente a loja Calêndula)
Pet Shop Laoli Estética Animal
Comentar

Impopular, governo faz um ano e vive paradoxo com agenda ambiciosa



Governo Michel Temer (PMDB) completará um ano na próxima sexta-feira (12)





POLÍTICA BALANÇOHÁ 3 HORASPOR FOLHAPRESS

O governo Michel Temer (PMDB) completará um ano na próxima sexta-feira (12) sob o signo do paradoxo.

Dono de altíssima impopularidade e de uma coleção de crises políticas, o presidente até aqui conseguiu fazer avançar extensa agenda legislativa, talvez a mais ambiciosa em escopo desde a redemocratização.
Como provam os 61% que reprovam o governo e os 71% que rejeitam especificamente a reforma da Previdência segundo a mais recente pesquisa Datafolha, não é uma agenda para todos os gostos.
A profunda mexida no sistema de aposentadorias se tornou a "mãe de todas as batalhas", como qualificou o ministro Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo, do PSDB), responsável pela interlocução do Planalto com o Congresso. "Mas isso escamoteia as outras batalhas que já vencemos. É um avanço sem precedentes", afirma.
Com 38% do seu curto mandato de 2 anos, 7 meses e 20 dias completados, Temer já disse que a impopularidade é um passaporte para fazer o que considera correto -e que também lhe garante apoio na elite empresarial, ao seu lado desde que Dilma Rousseff (PT) foi afastada e, depois, impedida.
Conseguiu ver medidas polêmicas aprovadas no Congresso: o teto de gastos, a desvinculação de receitas, o fim da exclusividade da Petrobras no pré-sal, a lei de governança das estatais, a reforma do ensino médio. Avançaram a reforma trabalhista e, a trancos e barrancos, a mudança previdenciária aprovada em comissão na Câmara.
Como se vê, a seara econômica é sua prioridade, e foi de lá que saíram as melhores notícias até aqui para o governo, na agenda não parlamentar: a queda da inflação, que porém teve na recessão brutal uma forte aliada, a consequente queda nos juros e uma sacada popular: a liberação de estimados R$ 35 bilhões de contas inativas do Fundo de Garantia.
"Isso tudo foi feito para agradar o empresariado. Reduziram os direitos da classe trabalhadora. Em um ano, fizeram o máximo possível de modificações legais, e agora ameaçam mexer com a legislação fundiária. Como o país ainda está no buraco, o próximo governo terá de rediscutir tudo isso que fizeram", sentencia o líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP).
Para ele, o discurso de que a melhora de expectativas com as reformas será sentida na economia é enganoso. "Temer agravou a crise, veja o desemprego recorde."
Imbassahy rebate: "Quem mais reclama é quem tem seu privilégio atingido, como no caso do imposto sindical extinto na reforma em discussão. O brasileiro vai ver a melhora depois, e os sinais na economia já estão aí".
Se há fortes debates sobre a agenda de Temer, que levaram até a uma tentativa de greve geral na semana retrasada, no campo político o paradoxo se faz mais agudo. O presidente montou um esquema de poder convencional, mas eficaz no papel.
Dos seus 28 ministros, 20 vieram do Parlamento, o que teoricamente amplia o comprometimento de partidos e bancadas com o governo. Não é tão óbvio, tanto que o PSDB busca virar o voto de talvez metade de sua bancada na Câmara para apoiar a reforma da Previdência.
Deixando a área econômica blindada com nomes que eram unanimidade no mercado, Temer acendeu velas a duas deidades. "Esse foi o acerto chave", diz Imbassahy. Só que a Operação Lava Jato, devastando o cenário político desde 2014, garantiu instabilidade ao arranjo.
Além do próprio Temer, que é citado mas não investigado por acusações anteriores a seu mandato, nada menos que oito ministros estão no alvo da investigação e serão afastados caso sejam denunciados –linha de corte malandra, já que a morosidade judicial os favorece.
Mas o dano de imagem está feito. Segundo o Datafolha, 73% dos brasileiros acham que Temer está envolvido no escândalo, que atingiu em cheio PMDB e PSDB.
No campo simbólico, o anacronismo de um ministério quase exclusivamente branco e masculino já está precificado. As gafes de Temer quando fala sobre condição das mulheres ou os arroubos conservadores de ministros, também. A crítica, crê o governo, tende a encastelar-se em nichos de redes sociais.
Com tudo isso, é possível dizer que, para usar a figura de linguagem do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso aplicada ao governo, a pinguela está resistindo.
A ameaça de ser cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral, por irregularidades da chapa com Dilma em 2014, parece afastada por ora, e o governo sobreviveu a oito trocas ministeriais até aqui, quase todas traumáticas.
O que vem à frente? "A guerra não vai acabar na Previdência. Logo teremos que enfrentar a simplificação do sistema tributário", afirma Imbassahy, por óbvio um vendedor da vitória na "mãe de todas as batalhas". Com informações da Folhapress.