quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Febre Amarela





Febre Amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por mosquitos, tanto em áreas urbanas e silvestres. Em áreas florestais, os principais vetores são os mosquitos Haemagogus e Sabethes. Para o enfrentamento da doença, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente a vacina por meio do Calendário Nacional de Vacinação nas Unidades Básicas de Saúde (também conhecida como Posto de Saúde), principalmente para as pessoas que moram ou vão viajar em área rural, silvestre ou de mata.
Em Minas Gerais, o último caso humano autóctone (quando a doença é contraída dentro do estado) de Febre Amarela silvestre havia ocorrido em 2009, no município de Ubá, e evoluiu para cura. Porém, no início de 2017, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) foi notificada sobre a ocorrência de casos suspeitos de febre hemorrágica a esclarecer em municípios das regiões de Teófilo Otoni, Coronel Fabriciano, Manhumirim e Governador Valadares, com a ocorrência de morte de primatas, conhecida como epizootia.
» Clique aqui e confira os Informes Epidemiológicos da Febre Amarela.
ATENÇÃO: OS INFORMES ESTÃO SENDO ATUALIZADOS, DIARIAMENTE, A PARTIR DAS 17H30, SALVO EVENTUALIDADES
» Clique aqui e confira as últimas notícias e orientações sobre a doença.
Desde a notificação, a SES-MG tem desencadeado as ações preconizadas para vigilância e assistência dos casos suspeitos de febre amarela, como:
  • Realização de ações educativas de mobilização social para eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti em municípios infestados, visando evitar a reurbanização da Febre Amarela no Brasil;
  • Apoio aos municípios na investigação dos casos e nas ações de mobilização, controle e vacinação.
  • Ampliação da oferta de vacina aos viajantes não vacinados que se destinem à Área Com Recomendação de Vacina no Brasil (ACRV)ou para países com risco de transmissão, pelo menos 10 dias antes da viagem
  • Intensificação da vacinação em municípios que são área com recomendação de vacina no Estado, elevando assim as coberturas vacinais , com priorização das populações de áreas rurais e silvestres, principalmente para aqueles indivíduos com maior risco de exposição (população de área rural, silvestre, pessoas que fazem turismo “ecológico” ou “rural”, agricultores, extrativistas e outros que adentram áreas de mata ou silvestres);
  • Notificação e investigação oportuna (até 24h) de todos os casos humanos suspeitos, incluindo aqueles de doenças febris ictéricas e/ou hemorrágicas, óbitos por causa desconhecida e mortes de primatas. 
DECRETO Nº20, DE 12 DE JANEIRO DE 2017: Declara Situação de Emergência em Saúde Pública Regional na área de abrangência das Unidades Regionais de Saúde de Coronel Fabriciano, Governador Valadares, Manhumirim e Teófilo Otoni, e em razão de surto de Doenças Infecciosas Virais (Casos Prováveis de Febre Amarela), e cria Sala de Situação com o objetivo de monitorar as ações administrativas.
» Clique aqui e aqui para conferir orientações sobre aplicação de recurso financeiro estadual para execução de ações de vigilância, prevenção e controle do vetor pela Resolução SES-MG nº 5.483/2016 e ações emergenciais em saúde pública pela Resolução SES-MG nº 5.558/2016.

A maior frequência da Febre Amarela ocorre entre os meses de dezembro e maio, período com maior índice de chuvas, quando aumenta a proliferação do vetor, o que coincide ainda com maior atividade agrícola.
Geralmente, quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou os mesmos são muito fracos. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a febre amarela.
Em área rural ou silvestre, a infecção acontece quando uma pessoa que nunca tenha contraído a febre amarela, ou tomado a vacina contra a doença, circula em áreas florestais e é picada por um mosquito infectado, o Haemagogus e o Sabethes. Ao contrair a doença, a pessoa pode se tornar fonte de infecção para o Aedes aegypti – o mesmo da Dengue, Zika e Chikungunya – no meio urbano. No entanto, desde 1942, a febre amarela urbana não é registrada no país.
A medida mais importante para prevenção e controle da febre amarela é a vacinação. Por este motivo, o Ministério da Saúde alerta que, toda a população que reside ou que se desloque para regiões silvestres, rurais ou de mata de áreas com recomendação de vacina (ACRV), deve se imunizar.

A vacina é recomendada a todas as pessoas, principalmente aquelas que moram ou vão viajar para áreas com indícios de febre amarela. Está disponível, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), em todas as unidades de saúde, e deve ser administrada pelo menos 10 dias antes do deslocamento para áreas de risco. Ela é válida por 10 anos. As pessoas que não estiverem com doses em dia, precisam atualizar o cartão de vacina.
Esquema Vacinal
O atual esquema vacinal contra febre amarela é composto por uma dose aos 9 meses de idade* e um reforço aos 4 anos. Para indivíduos a partir de 5 anos de idade que receberam uma dose da vacina antes de completar 5 anos, é necessário administrar um reforço a ser avaliado pela equipe de saúde. Já para pessoas que nunca foram vacinadas ou não possuem comprovante de vacinação é necessário administrar a primeira dose da vacina e um reforço após 10 anos. Dessa forma, indivíduos que já receberam duas doses da vacina ao longo da vida já podem ser considerados imunizados e não precisam do reforço de 10 em 10 anos. Pessoas com 60 anos ou mais, que nunca foram vacinadas, ou sem o comprovante de vacinação, o médico deverá avaliar o benefício desta imunização, levando em conta o risco da doença e o risco de eventos adversos nesta faixa-etária ou decorrente de comorbidades.
* Por conta do número expressivo de casos, o Ministério da Saúde abriu o início do período de vacinação contra a febre amarela para pessoas acima de seis meses de vida se elas morarem ou forem viajar para áreas rurais, de mata ou silvestre.

Contraindicações
  • Crianças com menos de 6 meses de idade;
  • Indivíduos com histórico de reação anafilática a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina e outros produtos que contêm proteína animal bovina);
  • Pacientes com histórico de doenças do timo (miastenia grave, timona, casos de ausência de timo ou remoção cirúrgica), também devem buscar orientação de um profissional de saúde
  • Pacientes com imunossupressão de qualquer natureza:
Pacientes infectados pelo HIV com imunossupressão grave;
Pacientes em tratamento com drogas imunossupressoras (corticosteroides, quimioterapia, radioterapia, imunomoduladores);
Pacientes submetidos a transplante de órgãos;
Pacientes com imunodeficiência primária;
Pacientes com neoplasias.
Obs.: Gestantes deverão ser avaliadas de acordo com o risco de contrair a doença, dependendo da área em que moram ou para a qual irá viajar.
Já o tratamento da febre amarela visa atenuar os sintomas da doença, com cuidadosa assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva, com vista a reduzir as complicações e o risco de óbito.

Qualquer pessoa deve se vacinar contra a Febre Amarela?
Toda pessoa acima de seis meses de vida que mora ou vai viajar para área rural, de mata ou silvestre deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para se vacinar contra a Febre Amarela. A vacina é gratuita e oferecida pelo do Sistema Único de Saúde (SUS).
Não tenho Cartão de Vacina? O que devo fazer?
Você deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da sua casa para fazer o seu Cartão de Vacina pelo SUS. Lembre-se: o cartão é um documento muito importante que reúne todo o seu histórico vacinal durante a vida. Por isso, o guarde com cuidado.
Só crianças devem ter Cartão de Vacinação atualizado?
Não. Todas as pessoas devem manter atualizado o seu cartão. Trata-se de um documento indispensável, uma vez que o controle das vacinas pode evitar uma série de doenças. Assim, não só crianças, como adolescente, adultos e idosos devem manter suas vacinas em dia.
Quem toma medicação controlada pode se vacinar contra a Febre Amarela?
Sim. Não há nenhum problema de interação medicamentosa entre a vacina e outros medicamentos. Em caso de dúvida, consulte a equipe de saúde.
A partir de quantos meses um bebê pode se vacinar?
O bebê pode ser vacinado a partir dos seis meses de idade, quando a criança reside em uma área em que há morte de macacos com suspeita de febre amarela e na área em que há casos de febre amarela silvestre. Mas fora dessas situações, o calendário de vacinações indica a imunização aos nove meses de idade.
A doença se chama febre amarela por que quem a contrai fica obrigatoriamente com icterícia?
A icterícia é uma coloração amarelada que aparece na pele e nos olhos, que é uma característica da doença. Mas temos que lembrar que existem formas muito leves da doença que não chegam a formar a icterícia. Já a febre sim, essa acontece em todas as situações.
Não me lembro se já vacinei contra Febre Amarela. O que eu faço?
A vacina contra a Febre Amarela faz parte do calendário de vacinação do SUS, por isso se você tiver com a sua imunização em dia provavelmente você já se vacinou. Basta conferir o seu Cartão de Vacinação. Mas, caso ainda tenha dúvida, procure a equipe de saúde na Unidade Básica de Saúde (UBS) para fazer a avaliação e a necessidade de se vacinar.
Quantas doses da vacina são necessárias para a imunização completa contra a febre amarela?
Indivíduos que já receberam duas doses da vacina ao longo da vida já podem ser considerados imunizados e não precisam do reforço de 10 em 10 anos. 
Como é organizado o esquema vacinal contra a Febre Amarela no SUS?
Por conta do número expressivo de casos, o Ministério da Saúde abriu o início do período de vacinação contra a febre amarela para pessoas acima de seis meses de vida se elas morarem ou forem viajar para áreas rurais, de mata ou silvestre. Para quem não é ou vai para estas regiões, o atual esquema vacinal contra febre amarela é composto por uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos. Para indivíduos a partir de 5 anos de idade que receberam uma dose da vacina antes de completar 5 anos, é necessário administrar uma dose de reforço a ser avaliada pela equipe de saúde. Já para pessoas que nunca foram vacinadas ou não possuem comprovante de vacinação é necessário administrar a primeira dose da vacina e um reforço após 10 anos.
A febre amarela urbana e a febre amarela silvestre são a mesma doença? Há diferenciação dos sintomas ou gravidade?
Sim, tanto a febre amarela silvestre quanto a urbana têm manifestações clínicas idênticas em ambos os casos de transmissão. O vírus e a evolução clínica são os mesmos; a diferença está apenas nos vetores. No ciclo silvestre, em áreas florestais, o vetor da febre amarela são os mosquitos Haemagogus e o Sabethes. Já no meio urbano, a transmissão se dá pelo Aedes aegypti.
Existe a possibilidade de uma pessoa infectada na área rural ir para a cidade, infectar mosquitos e iniciar a transmissão em área urbana?
Sim, existe essa possibilidade. Por isso, a prevenção por meio da vacinação e da eliminação dos criadouros do Aedes aegypti é fundamental. Clique aqui e confira alguns cuidados simples para evitar a transmissão do mosquito que também transmite a Dengue, Zika e Chikungunya
A febre amarela é contagiosa?
A doença não é contagiosa, ou seja, não há transmissão de pessoa a pessoa. É transmitida somente pela picada de mosquitos infectados com o vírus da febre amarela.
Há vacinas contra a febre amarela suficientes no Estado?
Sim. A vacina contra a febre amarela é ofertada no Calendário Nacional do SUS e enviada, mensalmente, pelo Ministério da Saúde, para todo o país. Neste momento, o estado de Minas Gerais conta com cerca de 300 mil doses em estoque, acrescidas de outras 735 mil doses a serem enviadas pelo Ministério da Saúde nesta 1ª quinzena de janeiro. Dessa forma, são 1 milhão de unidades de vacina para imunizar a população do estado que ainda não completou o esquema vacinal.
O município pode alegar falta de vacina contra a Febre Amarela?
Neste momento não existe essa possibilidade. Os municípios devem se organizar para solicitar o quantitativo suficiente para a vacinação. Os casos de falta são pontuais, uma vez que tem havido grande procura e alguns municípios não dispõem de estrutura para armazenar grandes quantidades da vacina.
É verdade que os macacos transmitem a febre amarela?
Não. Os macacos não transmitem a febre amarela para o homem e NÃO são os responsáveis pelo transmissão da febre amarela. Eles são as principais vítimas. As mudanças climáticas e a degradação ambiental provocadas pelo homem são as principais responsáveis pelo recente aparecimento de inúmeras doenças infecciosas. Especialistas acreditam que o avanço da doença tem sido facilitado pelo deslocamento de pessoas infectadas ou pela dispersão dos mosquitos.
Posso afirmar então que os macacos são fundamentais para o controle da doença?
Com certeza. Os primatas prestam um importante auxílio no controle da febre amarela. Por adoecerem primeiro, os primatas dão às autoridades informações valiosas sobre a circulação do vírus. O achado de macacos mortos serve de alerta para que os órgãos de saúde pública iniciem campanhas de vacinação. Algumas pessoas pensam que os macacos transmitem a febre amarela aos humanos, o que é completamente errado. Além de ilegal e de tornar mais crítico o estado de conservação desses animais, a matança indiscriminada, assim como o envenenamento intencional de macacos são extremamente prejudiciais ao próprio homem. Se eles forem mortos pelo homem, descobriremos que a febre amarela chegou a determinada região apenas quando as pessoas contraírem a doença.
O que devo fazer se encontrar um macaco doente e/ou morto na minha região?
No caso de encontrar um macaco doente e/ou morto, o cidadão deve acionar o setor zoonoses do município para que as devidas providências possam ser tomadas a contento. A partir da denúncia, o profissional da zoonoses acionado verificará se o animal morto apresenta condições de coleta e envio para exames laboratoriais. O procedimento de coleta é específico e deve ser realizado por profissional habilitado para tal. O laboratório de referência nacional que processa as amostras de macacos provenientes de Minas Gerais é o Instituto Evandro Chagas no Pará. Não há data definida para a soltura de resultados por este laboratório.
» Clique aqui e confira no "Blog da Saúde MG" mais perguntas e respostas sobre a Febre Amarela.

Em Minas Gerais ocorreram dois surtos de Febre Amarela entre os anos de 2001 a 2003 em regiões distintas. O primeiro surto, em 2001, ocorreu na região do Centro-Oeste mineiro, quando foram confirmados 32 casos humanos de febre amarela com 16 óbitos. Abrangeu 12 municípios da região e confirmou-se a origem silvestre da doença em todos os casos. Foi realizada vacinação casa a casa de toda a população da região, fator que contribuiu bastante para evitar o surgimento de novos casos.
Em dezembro de 2002, iniciou-se o surto do Alto Jequitinhonha, atingindo seis municípios. Ocorreram 64 casos humanos de febre amarela silvestre com 23 óbitos. Adotou-se a vacinação casa a casa de toda a população da região e municípios contíguos, a fim de evitar a ocorrência de novos casos.
Nos anos de 2008 e 2009, ocorreram dois casos confirmados de febre amarela silvestre no Noroeste de Minas e na Zona da Mata. Não ocorreram casos humanos da doença no Estado entre os anos de 2010 e 2016.
Com o propósito de aumentar a sensibilidade do sistema de vigilância da Febre Amarela e a oportunidade da resposta dos serviços de saúde pública em seu controle, foi criada de forma gradual, em todo o país, a notificação e investigação de epizootias em primatas, buscando a detecção oportuna da circulação do vírus.
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Ministério vai reforçar estoque de vacinas contra a febre amarela em 11,5 milhões de doses



Deste número, 6 milhões de doses serão distribuídas aos estados nos próximos dias e 5,5 milhões estão envasadas para serem usadas a qualquer momento.



Ministério vai reforçar estoque de vacinas contra a febre amarela em 11,5 milhões de doses | Bem Estar | G1


Ministério da Saúde anunciou que vai reforçar os estoques de vacinas contra a febre amarela em todo o país com 11,5 milhões de doses. Deste número, 6 milhões de unidades já serão enviadas aos estados afetados nos próximos dias, de acordo com a necessidade de cada área.
As outras 5,5 milhões doses de vacinas estão envasadas, disponíveis em um estoque que pode ser acionado a qualquer momento, segundo o ministério. Todas as vacinas de febre amarela usadas no país são produzidas no Rio pelo Instituto Bio-Manguinhos, ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro já receberam reforços nas últimas semanas, por terem identificado surtos ou estarem em área próxima dos casos registrados. Até esta quarta, segundo o ministério, 5,5 milhões de doses já tinham sido distribuídas.
Segundo o diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do ministério, Eduardo Hage, o estoque é suficiente para imunizar o público-alvo -- formado por pessoas que moram em áreas de risco, nas zonas rurais dos estados afetados, ou que vão viajar para essas regiões nos próximos dias.
"Temos vacinas suficientes para a situação atual, para as próximas semanas e há capacidade de produção adicional, para qualquer demanda que venha a se apresentar", disse.
Apesar disso, secretários dos estados atingidos apontam que a "corrida aos postos" nas regiões metropolitanas pode afetar os estoques, que são pensados com foco na população que vive em área rural. Nas últimas semanas, pacientes esperaram por horas nos postos de saúde em todo o país, e muitos voltaram para casa sem receber a vacina.
Segundo o boletim mais recente do Ministério da Saúde, reunido nesta terça-feira (24), 40 mortes tiveram ligação confirmada com a febre amarela em todo o país -- 37 em Minas Gerais, e 3 em São Paulo. Outros 49 casos são investigados. Ao todo, 438 pacientes tiveram suspeita de infecção pelo vírus, e 70 casos foram confirmados. Um novo boletim deve ser divulgado nesta quinta (26).

Nos estados

Ao longo da semana, as secretarias de saúde dos principais estados afetados pelo surto divulgaram dados divergentes em relação ao balanço do ministério, que somariam 44 mortes. Segundo Hage, isso ocorre por diferenças de tempo entre o lançamento dos boletins, mas disse que não há divergência nos critérios de confirmação ou descarte das suspeitas.
Em São Paulo, até a tarde de segunda (23), o governo estadual informava a existência de três mortes confirmadas por febre amarela e outras três sob investigação, em um universo de 10 casos suspeitos. O ministério lista apenas os três casos confirmados.
Segundo a secretaria paulista, todas essas vítimas estiveram em Minas Gerais neste ano. Das mortes confirmadas, uma teria sido "importada" de MG, e as outras duas, contraídas no interior. Em 2016, São Paulo registrou dois casos de morte por febre amarela silvestre. Segundo o governo, a pessoa só precisa correr atrás de vacina se for viajar para Minas ou para o norte do estado.
No Espírito Santo, 22 pacientes foram listados como suspeitos. O número inclui três mortes sendo que, em uma delas, a relação com a febre amarela foi confirmada pela secretaria estadual. Até a tarde desta terça, 13 pessoas seguiam internadas. No boletim, o Ministério da Saúde não contabiliza essa morte confirmada.
Em Minas Gerais, o surto é ainda mais grave. Na terça, a secretaria estadual de saúde lida com 83 suspeitas de morte por febre amarela. Dessas, 38 já foram confirmadas nos dados da pasta -- o ministério lista 37.
O governo do estado já considera este o pior surto da doença já registrado em Minas Gerais. Foram 393 notificações de suposta contaminação, com 67 casos confirmados entre mortos, internados e curados.
As mortes em Minas Gerais se relacionam a 13 municípios no interior do estado, mas ainda não é possível precisar onde ocorreu cada contágio. O número de 38 mortes inclui dois pacientes que morreram em São Paulo e no Distrito Federal, mas teriam sido infectados em território mineiro.

Quem deve se vacinar?

Mesmo com o aumento de casos no Brasil, o Ministério da Saúde recomenda que sejam vacinadas pessoas que estejam nas áreas de risco ou que vão viajar para as regiões afetadas. 

Em situações de emergência, a vacina pode ser administrada a partir dos 6 meses de idade. O indicado, no entanto, é que bebês de 9 meses sejam vacinados pela primeira vez. Depois, recebam um segundo reforço aos 4 anos de idade. A vacina tem 95% de eficiência e demora cerca de 10 dias para garantir a imunização após a primeira aplicação.
Pessoas com mais de 5 anos de idade devem se vacinar e receber a segunda dose após 10 anos. Idosos precisam ir ao médico para avaliar os riscos de receber a imunização.
Por causar reações, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda a vacina para pessoas com doenças como lúpus, câncer e HIV, devido à baixa imunidade, nem para quem tem mais de 60 anos, grávidas e alérgicos a gelatina e ovo.

Marisa Letícia passa por mais um procedimento após AVC




A ex-primeira-dama Marisa Letícia


Novo boletim médico divulgado às 10h30 desta quarta-feira (25) informa que a ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva foi submetida a novo procedimento após sofrer acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico. Ela está internada na UTI e não tem previsão de alta.
Segundo a nota do hospital Sírio-Libanês, ela fez uma "passagem de um cateter ventricular para monitoração da pressão intracraniana".
A decisão pelo procedimento ocorreu após "avaliação tomográfica de crânio para controle de sangramento cerebral", diz a nota. ,
Na terça-feira (24) , Dona Marisa passou por um procedimento de emergência que durou cerca de duas horas para conter a hemorragia no cerébro. Tudo saiu dentro do previsto e o quadro de saúde dela é estável.
De acordo com o Dr. Roberto Kalil Filho, chefe da equipe médica que atende a ex-primeira-dama, ela já tinha um aneurisma (artéria cerebral com malformação), diagnosticada há cerca de dez anos. Na época, não havia indicação cirúrgica, mas apenas de acompanhamento clínico. Segundo o médico, foi esse aneurisma que se rompeu.
Kalil lembrou que a ex-primeira-dama é hipertensa e disse que uma crise hipertensiva pode ter sido responsável pelo AVC: "O paciente hipertenso tem que se cuidar. No dia a dia a sua pressão varia, mas ela teve um quadro de crise hipertensiva e isso provavelmente rompeu o aneurisma".
Ao Jornal Hoje, Kalil disse que Dona Marisa está entubada e fazendo exames importantes para ver a evolução do sangramento cerebral.
“Do ponto de vista clínico, [o estado] é estável, do ponto de vista neurológico, nessas próximas 24,48 horas os exames vão dizer a evolução mais precisa”, disse.
“Muito provavelmente nos próximos dois, três dias vai ser tirada a sedação e aí tentar ver o despertar de Dona Marisa”, completou.
O vereador Eduardo Suplicy (PT) foi ao hospital nesta quarta prestar solidariedade à família. Ele contou que conversou com Lula por cerca de 40 minutos e que o ex-presidente se mostrou emocionado. "Ele sabe de pessoas que tiveram esse problema e depois não puderam voltar a ter uma vida normal, mas ele acha, tem toda a esperança [de que ela vai melhorar]".
"A Marisa se constitui, nos últimos 44 anos, um apoio fundamental ao Lula em todas as situações", lembrou ele.
Suplicy afirmou que ouviu de Lula que é possível que Marisa fique mais de uma semana internada. Ela está em coma induzido.

Juízes auxiliares do STF começam a ouvir delatores da Odebrecht



Audiências fazem parte dos trâmites para a homologação dos acordos de delação premiada; presidente do STF autorizou auxiliares a retomar os trabalhos após a morte de Teori.



Juízes retomam os trabalhos nas delações da Odebrecht


Autorizados pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, juízes auxiliares da Corte começaram a ouvir novamente cada um dos 77 executivos da Odebrecht que fecharam acordo de delação premiada na Operação Lava Jato.
Os trabalhos da delação da Odebrecht foram retomados após a morte do ministro Teori Zavascki, relator do caso no tribunal.
As audiências são procedimento necessário para a homologação dos acordos, o que confere validade jurídica para o Ministério Público pedir investigações com base nos cerca de 950 depoimentos já prestados na colaboração.
Nessas entrevistas, os juízes apenas perguntam se os delatores prestaram informações de livre e espontânea vontade, sem coação por parte dos investigadores do MP.
É um dos últimos passos antes da homologação, que deverá ser feita por Cármen Lúcia assim que forem concluídas. Segundo apurou o G1, as delações poderão ser homologadas de forma paulatina, à medida que forem chegando ao STF.
Nesta terça (24), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu agilidade na homologação dos acordos. Isso permitirá a Cármen Lúcia, como plantonista durante o recesso do Judiciário, homologar as delações, mesmo sem a definição de um novo relator para os processos.
As audiências são feitas pela mesma equipe do ministro Teori Zavascki. Assim, assessores do gabinete recebem os delatores no STF ou viajam até as cidades em que eles moram ou estão presos.
A expectativa é concluir as audiências até a segunda semana de fevereiro. Cármen Lúcia deverá repassar os processos para o novo relator assim que ele for definido.



ESTADO DE MARISA 'É DELICADO', AFIRMA MÉDICO DO SÍRIO LIBANÊS



PÓS-AVC


APÓS CATETERISMO, PRÓXIMO PASSO PODE SER CIRURGIA NA CABEÇA
Publicado: 24 de janeiro de 2017 às 19:53 - Atualizado às 20:22



O MÉDICO ROBERTO KALIL REVELOU QUE O ESTADO DE MARISA É "DELICADO". FOTO: NILTON FUKUDA/AE


O estado de saúde da mulher do ex-presidente Lula, Marisa Letícia, é delicado. De acordo com o dr. Roberto Kalil Filho, chefe da equipe que presta atendimento à ex-primeira-dama, ela havia sido diagnosticada com um aneurisma há cerca de dez anos, mas sem indicação cirúrgica. Kalil explicou que foi justamente essa veia que se rompeu. Neste momento a ex-primeira-dama passa por um procedimento cirúrgico.
Pelo Twitter, Eduardo Guimarães, blogueiro ligado ao PT, disse que o cateterismo não foi suficiente para solucionar o problema e Marisa passará por cirurgia no cérebro para tentar estancar o sangramento.
A situação se complicou porque Marisa passou mal e não procurou atendimento imediato. Assim que chegou ao hospital Sírio Libanês, ela foi encaminhada para a área de emergência, onde foi sedada, entubada e levada para uma sala reservada. O hospital deve divulgar um boletim médico em instantes.

Metro quadrado no DF atinge maior valor dos últimos 2 anos e meio

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Com preço médio de R$ 8.403, a capital federal tem o metro quadrado mais caro do país. Confira o mapa das regiões mais caras



O preço do metro em Brasília não para de crescer e atingiu, no quarto trimestre de 2016, o maior valor dos últimos dois anos e meio, chegando a custar R$ 8.403. Em comparação com o mesmo período de 2015, a valorização foi de 6,13%.
O ranking das localidades mais caras do DF é liderado pelo Park Sul, na região do Guará, onde se cobra R$ 9.613 pelo metro quadrado. Depois vêm Sudoeste (R$ 9.523/m²); Asa Sul (R$ 8.817/m²); Asa Norte (R$ 8.769/m²); e Lago Norte (R$ 6.333/m²). O levantamento é da pesquisa “Dados do Mercado Imobiliário”, da empresa VivaReal.



No Brasil, o valor médio do metro quadrado ficou em R$ 4.846. O aumento em todo o país foi de 1% se comparado ao mesmo período de 2015. Brasília lidera a lista nacional. A capital é seguida por Rio de Janeiro (R$ 7.391,00/m²); São Paulo (R$ 6.829,00/m²); e Recife (R$ 6.097,00/m²).
O economista Tito Moreira acredita que o aumento no valor dos imóveis no DF tem a ver com a estabilidade que o serviço público oferece aos concursados, que somam boa parte da população da capital. “Em Brasília, é grande o número de funcionários públicos. Dessa forma, existe uma estabilidade e também melhores salários. Isso reflete no mercado, com os donos de imóveis passando a cobrar mais caro”, explica.
Com relação ao quarto trimestre de 2015, os bairros brasilienses com maiores valorizações para venda foram Lago Sul (23,4%) e Lago Norte (8,4%). Mas nem todo o DF teve aumento no preço dos imóveis. As desvalorizações mais expressivas foram registradas na Asa Norte (-2,6%), Sudoeste (-1,7%), Park Way (-1,6%) e Asa Sul (-1,4%).
Devido à desvalorização de alguns locais e a queda da taxa de juros, o presidente do Sindicato da Habitação do Distrito Federal (Secovi/DF), Hiran David, acredita que este é o melhor momento para investir em imóveis. “Se eu tivesse uma poupança aplicada aguardando o melhor momento para adquirir imóvel, seria agora”, diz.

VIVAREAL/DIVULGAÇÃO

Vivareal/Divulgação
AluguelNo que se refere ao aluguel de imóveis, se comparado ao quarto trimestre de 2015, o único bairro da capital federal com valorizaçãono último trimestre de 2016 foi o Lago Sul (10,9%). Já os mais desvalorizados foram Lago Norte (-8,2%), Asa Sul (-5,6%), Sudoeste (-2,5%) e Asa Norte (-0,8%).
Cerca de 33,3% dos consumidores brasilienses buscaram na internet por compras de imóveis no período analisado e 66,7% mostraram interesse em alugar alguma casa ou apartamento. Os imóveis com valores acima de R$ 1 milhão (35,99%) e entre R$ 501 mil e R$ 1 milhão (34,11%) foram os mais procurados pelos potenciais compradores, enquanto 17,22% da população optaram por imóveis de R$ 171 a R$ 350 mil.
VIVAREAL/DIVULGAÇÃOVivareal/Divulgação




COTADO PARA O STF, PRESIDENTE DO TST SOFRE ATAQUES NA INTERNET



SUCESSÃO DE TEORI


PRESIDENTE DO TST É ATACADO AO SER COTADO PARA O STF
Publicado: 24 de janeiro de 2017 às 23:32 - Atualizado às 00:14



O TRECHO DO LIVRO DE IVES GANDRA MARTINS FILHO DESMASCARA OS ATAQUES CONTRA ELE.


O ministro Ives Gandra Martins Filho, presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), tem sido vítima de ataques nas redes sociais e de blogueiros ligados ao PT, que tentam atribuir a ele posições que não defende, contra mulheres ou gays, por exemplo.
Os ataque ao ministro Ives Gandra Martins Filho começaram quando seu nome passou a ser considerado um dos mais fortes para ocupar a vaga aberta, no Supremo Tribunal Federal (STF), pelo súbito falecimento do ministro Teori Zavascki. Esses setores que o atacam temem a presença no STF de mais um magistrado rigoroso, ético, corajoso e brilhante, qu não os teme.
Nos ataques ao ministro, usam trechos do seu livro Tratado de Direito Constitucional, numa demonstração que não o leram. Nesse livro, ele demonstra respeito aos gays e a seus direitos, afirmando textualmente: "Indivíduos de orentação heterossexual e homossexual possuem a mesma dignidade perante a lei, e as pessoas homossexuais devem, sem sombra de dúvidas, ser respeitadas em suas opções".
Ives Gandra Martins Filho no livro Tratado de Direito Constitucional: "Além disso, das uniões homoafetivas derivam direitos que devem ser tutelados pelo Estado, conforme antes mesmo da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal já vinha ocorrendo, mormente em questões patrimoniais. Contudo, isso não é o mesmo que dizer que os casais homoafetivos devam gozar, irrestritamente, dos mesmos direitos de que gozam os casais de orientação heterossexual, sob pena mesmo de se deturpar o conceito de família, em termos antropológicos e sociológicos".
Em relação às mulheres, o ministro Ives Gandra Martins Filho foi o relator vencedor da decisão do TST que garantiu às mulheres o intervalo de 15 minutos antes de prestar horas extras. Essa decisão, inclsive, foi mantida pelo STF.