segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Globo de Ouro: Meryl Streep celebra estrangeiros nos Estados Unidos


'Se os deportássemos, vocês não teriam nada para ver além de futebol e MMA", disse ela em discurso ao receber homenagem pelo conjunto da obra; atriz também criticou Donald Trump.



Em discurso emocionado e contundente, a atriz Meryl Streep celebrou a presença de estrangeiros, especialmente no cinema de Hollywood, ao ser homenageada na noite deste domingo (8) no Globo de Ouro 2017. Ela recebeu o Cecil B. DeMille Award, prêmio pelo conjunto da obra. 

O G1 acompanhou o Globo de Ouro 2017 em tempo real.
Em uma passagem bem-humorada, Meryl chegou a dizer: "Hollywood está lotada de forasteiros e estrangeiros e, se os deportássemos, vocês não teriam nada para ver além de futebol e MMA". A fala da atriz soou como recado ao presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.
Ela citou diversos de seus colegas indicados na noite, nascidos no Estados Unidos e em outros países. "Amy Adams nasceu em Vicenza, em Vêneto, na Itália. Natálie Portman nasceu em Jerusalem [em Israel]. Onde estão os certificados de nascença delas?", perguntou, em alusão aos pedidos de Trump para ver os documentos de Barack Obama.
Ela também criticou o presidente eleito por imitar uma jornalista com doença congênita. "Quando algo assim é feito por alguém poderoso, impacta a vida de todos, porque meio que dá a permissão para que outros façam a mesma coisa. Desrespeito convida desrespeito. Violência incita violência. Quando os poderosos usam sua posição para intimidar outros, todos nós perdemos."

Ela se lembrou ainda que o Globo de Ouro é entregue pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla original), e falou que é dever da imprensa continuar cobrando responsabilidade dos poderosos, convidando seus colegas a proteger os jornalistas. "Vamos precisar deles nos próximos dias."
Ao encerrar seu discurso, ela lembrou Carrie Fisher, que morreu no último dia 27 de dezembro de 2016. "Como minha amiga, a querida princesa Leia, disse para mim uma vez: Pegue seu coração partido, e faça dele arte."

A escolhida para fazer a apresentação de Meryl Streep foi Viola Davis, que ganhou o prêmio de melhor atriz coadjuvante por sua atuação em "Cercas".
Comédia musical 'La La Land' é a grande vencedora do Globo de Ouro

MESMO ROUBADO, GOVERNO CONTINUOU PAGANDO EMPREITEIRAS DA LAVA JATO



EMPRESAS DA LAVA JATO FATURARAM R$2,4 BILHÕES EM 2015 E 2016
Publicado: 08 de janeiro de 2017 às 10:36 - Atualizado às 15:47



A ODEBRECHT, COMO SEMPRE, FOI A QUE MAIS RECEBEU DO GOVERNO, NA GESTÃO DILMA E NA ATUAL.


Alvo da Operação Lava Jato desde o fim de 2014, as principais empreiteiras investigadas pela força-tarefa receberam cerca de R$ 2,4 bilhões do governo federal nos últimos dois anos, segundo o Portal da Transparência. O valor inclui repasses a obras que estão na mira da Polícia Federal e do Ministério Público Federal por suspeita de superfaturamento, fraude contratual e corrupção, entre outras irregularidades.

Desse total, R$ 752 milhões foram pagos à Odebrecht e R$ 101 milhões à Camargo Corrêa, as duas que até o momento fecharam acordos de leniência com o poder público, informa o jornal O Estado de S. Paulo. Ao assinar a leniência as empresas reconhecem crimes e pagam multas com o objetivo de preservar a autorização de contratar com a administração pública. As outras empresas investigadas por integrar o cartel na Petrobrás ainda negociam acordos como o firmado no mês passado pela Odebrecht. A empreiteira, com a Braskem - seu braço petroquímico -, se comprometeu a pagar indenização de R$ 5,3 bilhões no Brasil.

Os pagamentos do governo às empresas, no entanto, vêm caindo desde 2014, quando a Lava Jato foi deflagrada. A operação começou em março daquele ano, mas só chegou às empreiteiras em novembro. Em 2014, as construtoras receberam R$ 3,4 bilhões. Em 2015, a cifra caiu para R$ 1,4 bilhão. No ano passado, foi R$ 1 bilhão.

A queda se deve não só ao escândalo de corrupção, que inibiu a celebração de novos contratos públicos com as empresas, mas também à recessão econômica, que fez encolher os investimentos do governo em infraestrutura. Outro motivo é que algumas das empreiteiras investigadas, mergulhadas em aguda crise financeira não têm conseguido tocar empreendimentos pactuados com o governo com a mesma velocidade e, por isso, vêm recebendo menos.

O levantamento da reportagem foi feito com base em dados disponíveis até sexta-feira passada. O site mostra apenas os valores pagos pela administração direta, o que inclui os ministérios e as autarquias de maior orçamento, entre elas o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Os pagamentos da Petrobrás e demais estatais, no entanto, não são lançados no sistema.

Entre as empresas investigadas a que foi irrigada com maior quantidade de recursos no ano passado foi a Construtora Norberto Odebrecht - um dos braços do Grupo Odebrecht. Em 2016, a construtora recebeu R$ 483 milhões. Todo o montante foi destinado a obras vinculadas à montagem do estaleiro e da base naval para construção de submarinos convencionais e de propulsão nuclear.

Conforme o jornal O Estado de S. Paulo revelou, a Odebrecht citou o Programa de Desenvolvimento de Submarino (Prosub) em seu acordo de leniência. Foram realizados ao menos dois pagamentos “não oficiais” no exterior por meio do Setor de Operações Estruturadas, conhecido como o departamento da propina da empresa.

Depois da Odebrecht, as empreiteiras mais contempladas foram a Queiroz Galvão (R$ 234 milhões) e a Mendes Júnior (R$ 146 milhões). Nos dois casos, a maior parte dos recursos vem de projetos rodoviários e de irrigação, principalmente a Transposição do São Francisco. Em dezembro, o governo rescindiu o contrato com a Mendes Júnior na transposição, depois de um aval do Tribunal de Contas da União (TCU), porque a empreiteira não estava conseguindo executar o serviço. 

Os pagamentos feitos em 2016 são, principalmente, por contratos celebrados antes de as empreiteiras se enrolarem na teia da Lava Jato. 

Entre as empresas de grande porte somente a Mendes Júnior está proibida de fechar novos negócios com a administração federal. Além de multada, a empreiteira mineira foi declarada inidônea.

Globo de Ouro: “La La Land” confirma favoritismo com sete prêmios


Divulgação

O longa foi o grande vencedor da noite. “Atlanta” e “The Crown” surpreenderam na premiação televisiva



O musical “La La Land: Cantando Estações” confirma o favoritismo e leva 7 Globos de Ouro para casa. O longa, um dos mais cotados para o Oscar, saiu da premiação como o grande vencedor. “Moonlight: Sob a luz do luar” ganhou como melhor filme de drama.

Kevin Winter/Getty ImagesDamien Chazelle: melhor diretor por “La La Land”

O filme levou sete estatuetas: melhor diretor, melhor canção original, melhor trilha sonora, melhor roteiro, melhor filme de comédia, melhor ator de comédia e melhor atriz de comédia. ˜La La Land” ganhou em todas as categorias que disputou
Se no cinema o favoritaço “La La Land” dominou, na televisão, “Atlanta” e “The Crown” surpreenderam e saíram com duas estatuetas cada.
Decepção
Mais uma vez “Game Of Thrones”, série que é sucesso de público, bateu na trave. O seriado da HBO perdeu o prêmio de melhor drama para a produção da Netflix “The Crown”.
Reprodução/Netflix
REPRODUÇÃO/NETFLIX
˜The Crown”, sobre a família real britânica, surpreendeu e ganhou dois troféus

“The Crown”, que narra os bastidores da realiza britânica, é uma das produções mais caras da história da Netflix. O seriado já tem segunda temporada garantida.
Se “GoT” decepcionou no drama, “Atlanta” (FX) foi a surpresa da comédia. O seriado aborda o mundo do hip-hop e do entretenimento. A série levou duas estatuetas.
Críticas e homenagens
Críticas a Donald Trump estiveram presentes ao longo do Globo de Ouro 2017. Logo no começo, Jimmy Fallon ironizou a forma como o republicano venceu. “Aqui é um local onde ainda se pode acreditar no voto popular”, brincou.
A morte de Carrie Fisher e de sua mãe, Debbie Reynolds, duas figuras marcantes de Hollywood, foram lembradas pelos produtores da cerimônia. Elas foram homenageadas com elegante vídeo com imagens da intimidade das duas atrizes.
Alberto E. Rodriguez/Getty Images
Viola Davis fez linda homenagem a Meryl Streep
Viola Davis, que venceu o prêmio de melhor atriz coadjuvante por “Fences”, fez um emocionante discurso em homenagem a Meryl Streep. “Você me inspirou a continuar nessa profissão”, disse a protagonista de “How To Get Away With Murder. “Você (Meryl) me deixa orgulhosa em ser artista”, completou.
Aplaudida de pé, Meryl subiu ao palco para receber o prêmio. Afônica, ela culpou a festa de réveillon pela falta de voz. “Eu amo a todos aqui”, declarou. “Sem os estrangeiros, esse país não será nada˜. provocou a atriz, em referência a Trump.
Confira os vencedores:
Cinema
Melhor drama
“Até o último homem”
“A qualquer custo”
“Lion”
“Manchester à beira-mar”
“Moonlight: Sob a luz do luar”
Melhor ator em drama
Casey Affleck (Manchester à beira-mar”)
Joel Edgerton (“Loving”)
Andrew Garfield (“Até o último homem”)
Viggo Mortensen (“Capitão Fantástico”)
Denzel Washington (“Cercas”)
Melhor atriz em drama
Amy Adams (“A chegada”)
Jessica Chastain (“Miss Sloane”)
Isabelle Huppert (“Elle”)
Ruth Negga (“Loving”)
Natalie Portman (“Jackie”)
Melhor diretor
Damien Chazelle (“La la land: Cantando estações”)
Tom Ford (“Animais noturnos”)
Mel Gibson (“Até o último homem”)
Barry Jenkins (“Moonlight”)
Kenneth Lonergan (“Manchester à beira-mar”)
Melhor comédia ou musical
“20th century women”
“Deadpool”
“Florence: Quem é essa mulher?”
“La la land: Cantando estações”
“Sing street”
Melhor ator em comédia ou musical
Colin Farrell (“O lagosta”)
Ryan Gosling (“La la land: Cantando estações”)
Hugh Grant (“Florence: Quem é essa mulher?”)
Jonah Hill (“Cães de guerra”)
Ryan Reynolds (“Deadpool”)
Melhor atriz em comédia ou musical
Annette Bening (“20th century women”)
Lily Collins (“Rules don’t apply”)
Hailee Steinfeld (“The edge of seventeen”)
Emma Stone (“La la land: Cantando estações”)
Meryl Streep (“Florence: Quem é essa mulher?”)
Melhor ator coadjuvante
Mahershala Ali (“Moonlight”)
Jeff Bridges (“A qualquer custo”)
Simon Helberg (“Florence: Quem é essa mulher?”)
Dev Patel (“Lion”)
Aaron Taylor Johnson (“Animais noturnos”)
Melhor atriz coadjuvante
Viola Davis (“Fences”)
Naomie Harris (“Moonlight”)
Nicole Kidman (“Lion”)
Octavia Spencer (“Estrelas além do tempo”)
Michelle Williams (“Manchester à beira-mar”)
Melhor filme em língua estrangeira
“Divines”
“Elle”
“Neruda”
“The salesman”
“Toni Erdmann”
Melhor animação
“Moana”
“Ma vie de courgette”
“Kubo e as cordas mágicas”
“Sing”
“Zootopia”
Melhor trilha sonora
“Moonlight”
“La la land: Cantando estações”
“A chegada”
“Lion”
“Estrelas além do tempo”
Melhor canção original
“Can’t stop the feeling” (“Trolls”)
“City of stars” (“La la land: Cantando estações”)
“Faith” (“Sing”)
“Gold” (“Gold”)
“How far I’ll go” (“Moana”)
Melhor roteiro
Damien Chazelle (“La la land: Cantando estações”)
Tom Ford (“Animais noturnos”)
Barry Jenkins (“Moonlight”)
Kenneth Lonergan (“Manchester à beira-mar”)
Taylor Sheridan (“A qualquer custo”)
 TV
Melhor série de drama
“The Crown”
“Game of thrones”
“Stranger things”
“This is us”
“Westworld”
Melhor ator em série de drama

Rami Malek (“Mr. robot”)
Bob Odenkirk (“Better call Saul”)
Matthew Rhys (“The Americans”)
Liev Schreiber (“Ray Donovan”)
Billy Bob Thornton (“Goliath”)
Melhor atriz em série de drama
Caitriona Balfe (“Outlander”)
Claire Foy (“The crown”)
Keri Russell (“The Americans”)
Winona Ryder (“Stranger things”)
Evan Rachel Wood (“Westworld”)
Melhor série de comédia
“Atlanta”
“Black-ish”
“Mozart in the jungle”
“Trasparent”
“Veep”
Melhor ator em série de comédia
Anthony Anderson (“Black-ish”)
Gael Garcia Bernal (“Mozart in the jungle”)
Donald Glover (“Atlanta”)
Nick Nolte (“Graves”)
Jeffrey Tambor (“Transparent”)
Melhor atriz em série de comédia
Rachel Bloom (“Crazy ex-girlfriend”)
Julia Louis-Dreyfus (“Veep”)
Sarah Jessica Parker (“Divorce”)
Issa Rae (“Insecure”)
Tracee Ellis Ross (“Black-ish”)
Melhor filme para TV ou série limitada
“American crime”
“The dresser”
“The night manager”
“The night of”
“The people v. O.J. Simpson: American crime story”
Melhor ator em filme para TV ou série limitada
Riz Ahmed (“The night of”)
Bryan Cranston (“All the way”)
Tom Hiddleston (“The night manager”)
John Turturro (“The night of”)
Courtney B. Vance (“The people v. O.J. Simpson: American crime story”)
Melhor atriz em filme para TV ou série limitada
Felicity Huffman (“American crime”)
Riley Keough (“The girlfriend experience”)
Sarah Paulson (“The people v. O.J. Simpson: American crime story”)
Charlotte Rampling (“London spy”)
Kerry Washington (“Confirmation”)
Melhor ator coadjuvante
Sterling K. Brown (“The people v. O.J. Simpson: American crime story”)
Hugh Laurie (“The night manager”)
John Lithgow (“The crown”)
Christian Slater (“Mr. robot”)
John Travolta (“The people v. O.J. Simpson: American crime story”)
Melhor atriz coadjuvante
Olivia Colman (“The night manager”)
Lena Headey (“Game of thrones”)
Chrissy Metz (“This is us”)
Mandy Moore (“This is us”)
Thandie Newton (“Westworld”)

Programas de cortes em estatais têm adesão de mais de 37 mil funcionários em 2 anos



Levantamento do G1 mostra adesões a PDVs e programas de aposentadoria incentivada em 11 estatais federais. Novos planos anunciados podem gerar mais de 22 mil cortes adicionais.




A onda de demissões chegou também nas estatais. Diante das limitações legais para promover o corte de pessoal, as empresas públicas estão recorrendo a Planos de Demissão Voluntária (PDV) ou a programas de aposentadoria incentivada para enxugar a folha e, assim, tentar aliviar o caixa. Levantamento feito pelo G1, a partir de informações do Ministério do Planejamento e das próprias empresas, mostra que os programas de desligamento lançados tiveram a adesão de 37.626 funcionários em 11 estatais entre 2015 e 2016.
E o número deve aumentar. Alguns dos programas seguem com inscrições abertas e estatais como Caixa Econômica Federal, Correios e Eletrobras já anunciaram que lançarão novos PDVs que, juntos, podem representar mais de 22 mil cortes adicionais. Veja quadro abaixo


 (Foto: Editoria de arte/G1)
(Foto: Editoria de arte/G1)
 (Foto: Editoria de arte/G1)

Em tempos de recessão e rombo recorde nas contas públicas, o governo tem incentivado esses programas, até mesmo para tentar afastar a necessidade de aporte federal em empresas em dificuldades financeiras, como Correios e Eletrobras.
Segundo o Ministério do Planejamento, entre 2015 e 2016, foram autorizados planos de desligamento incentivados em estatais com previsão de alcance de 38.512 funcionários. A Petrobras, que não precisa de aval da pasta para anunciar esse tipo de programa, lançou um PDV para um público-alvo de 12 mil empregados no ano passado e conseguiu a adesão de 11.720 (98%).
Os maiores planos de dispensa autorizados nos 2 últimos anos, além do da Petrobras, foram do Banco do Brasil (BB), com autorização para corte de até 16.208 empregados e dos Correios (8.200), com adesões de 89% e 98%, respectivamente. Em estatais como Correios e Banco da Amazônia a adesão foi menor, abaixo de 40%.
A maioria dos desligamentos incentivados nos 2 últimos anos refere-se a planos de aposentadoria incentivada, voltados a trabalhadores que já estavam aposentados pelo INSS ou com mais de 50 anos de idade. Mas empresas como Caixa e Correios já anunciaram que pretendem lançar agora um programa de demissão voluntária, com uma oferta de uma espécie de "salário-demissão" para incentivar as adesões.

Número de empregados cai 4% em 2 anos

Segundo dados do Boletim Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento, o número total de funcionários empregados em estatais federais caiu de 494.370 no final de 2014, antes do início da onda de programa de desligamentos incentivados, para 473.292 até outubro de 2016 (último dado disponível), o que representa uma queda de 4,3%. Veja o gráfico abaixo:
 (Foto: Editoria de Arte/G1)
(Foto: Editoria de Arte/G1)
Trata-se do terceiro ano consecutivo de queda no quadro de funcionários em estatais federais. O pico dos últimos 20 anos foi registrado no final de 2013, quando o total chegou a 502.226 empregados.
Nos últimos 2 anos, considerando todas as contratações e demissões, o saldo líquido de quadro de funcionários em estatais ficou negativo em 21 mil no acumulado até outubro do ano passado.
O Ministério do Planejamento é o responsável por determinar o limite máximo de funcionários em cada estatal, cabendo à Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest) autorizar os planos de desligamento solicitados pelas empresas. "Temos estabelecido como requisito para a aprovação do plano a redução do quadro de pessoal das empresas em quantitativo próximo ao número de empregados que aderiram ao plano, bem como outras contrapartidas no sentido de racionalizar e reduzir a estrutura organizacional da empresa", informou a secretaria.

Estatais seguem tendência do setor privado

As medidas de enxugamento das estatais são bem recebidas pelo mercado, e o volume de desligamentos tem surpreendido.
"A crise chegou e obrigou as estatais a fazer isso. Não tenho memória de algo parecido neste volume", afirma o consultor de empresas especialista em reestruturação Riccardo Gambarotto, sócio da RGF Associados.
Ele explica que a folha de pagamento costuma representar um dos maiores custos das empresas e que programas de incentivo ao desligamento voluntário de funcionários costumam ser o primeiro passo de qualquer processo de reestruturação. "É o que toda empresa faz para aumentar a produtividade. Você precisa de menos gente para fazer o mesmo trabalho", diz.
O economista Gesner Oliveira, sócio da consultoria GO Associados, afirma que PDVs e programas de aposentadoria incentivada costumam ser as demissões menos traumáticas e também são normalmente utilizados pelo setor privado. "São sistemas que envolvem muitas vezes um jogo de ganha-ganha, porque oferecem uma mudança no horizonte no tempo de aposentadoria ou o pacote permite que o funcionário se replaneje profissionalmente. Do outro lado, permite que a empresa troque um gasto no curto prazo por uma boa economia no médio e longo prazo", explica.
Segundo eles, a maior diferença entre programas de dispensa incentivada no setor público e no setor privado é que no primeiro há uma série de limitações legais que restringem a transferência de funcionários entre diferentes áreas, o que exige maior diálogo com os funcionários antes da formatação e lançamento dos PDVs, de forma a evitar perda de eficiência ou esvaziamento de algum setor.

Ajuste fiscal e busca por maior eficiência

Para os especialistas, as estatais também precisam contribuir para o ajuste fiscal e para o reequilíbrio das contas públicas. "Acabou o dinheiro. A farra terminou. Está todo mundo quebrado, o estado está quebrado e não tem onde pedir dinheiro. Então tem que fazer o ajuste, ainda que forçadamente", diz Gambarotto, lembrando que o corte de vagas tem sido generalizado no setor privado.
Dados do Ministério do Trabalho mostram que o país perdeu 858 mil postos formais de trabalho no ano passado. Já são 20 meses seguidos em que o número de demissões supera o de contratações. O fechamento de vagas com carteira assinada contribuiu para o aumento do desemprego, que atingiu uma taxa de 11,9% em novembro e já afeta mais de 12 milhões de pessoas.
Para Oliveira, diante da baixa produtividade e ineficiência das estatais, o movimento de cortes e enxugamento precisaria ser ainda mais abrangente e deveria incluir também a privatização de algumas empresas. "Além da uma necessidade de colaborar com o ajuste fiscal nos proóximos 3 a 4 anos, o Estado precisa ser mais enxuto e mais estratégico, o que requer menos pessoas e mais inteligência", afirma.
O ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda no governo Dilma e pesquisador da FGV, Márcio Holland, lembra que só no âmbito federal são 154 estatais. "Não faz mais o menor sentido para o país ter tantos bancos públicos, nem empresas públicas tão ineficientes como os Correios, a Caixa, o Basa, a Eletrobras, muito menos diversas empresas públicas criadas para atuar a favor de poucos, como BBTur ou uma Infraero. Enxugamento de quadro de funcionários, aumento de suas eficiências e de prestação de serviços de qualidades, combinado com um amplo programa de privatizações são importantes medidas na agenda de reforma do estado brasileiro", afirma.


domingo, 8 de janeiro de 2017

Cunha foi preso com medo de rebelião em presídio








POLÍTICA EX-DEPUTADOHÁ 2 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO


O maior medo do ex-deputado Eduardo Cunha, quando foi preso, era o de explodir uma rebelião no presídio, segundo publicou o colunista Lauro Jardim em sua coluna no jornal O Globo deste domingo (8).


Ainda de acordo com Jardim, os familiares do ex-presidente da Câmara dos Deputados também tinham o mesmo medo, que se justifica agora com a crise que afeta as unidades prisionais no país.