domingo, 18 de dezembro de 2016

Crise afeta festas de fim de ano pelo país



Em 13 estados, cidades estão sem decoração de Natal, não terão festa de Ano Novo ou preparam eventos mais econômicos.


Crise afeta festas de fim de ano pelo país



A crise financeira nos estados cancelou festejos de fim de ano em várias cidades no país. Aquelas que decidiram manter as comemorações terão eventos bem mais econômicos.
Levantamento feito pelo G1 mosta que em ao menos 13 estados há cidades que não terão fogos nem festa de Ano Novo na virada para 2017. Em muitas cidades, as luzes de Natal não foram acesas para cortar gastos. As prefeituras argumentam que precisam priorizar despesas como o pagamento de servidores e a conclusão de obras.
Veja os estados onde a crise alterou a programação de fim de ano:
O governo estadual decidiu concentrar os festejos no réveillon tradicional do bairro Base, em Rio Branco – que vai apoiar pela segunda vez – e não fará nenhuma outra festa na cidade, como ocorreu em anos anteriores.
A queda da arrecadação em Vitória da Conquista fez a prefeitura cancelar neste ano o Natal da Cidade, festa com programação musical e apresentações culturais que acontecia desde 1997 – ano passado foram cinco dias de festa.
Barreiras não terá decoração de Natal nem apresentações culturais. Em Feira de Santana, foi reduzido o investimento no Natal Encantado. Neste ano, a festa custará cerca de R$ 700 mil – ano passado foi R$ 1 milhão.
As quatro prefeituras da Grande Vitória decidiram não gastar com decoração de Natal, e a iluminação das ruas ficou a cargo apenas das casas de lojas.
MATO GROSSO DO SUL
Em 51 cidades as festas de fim de ano foram canceladas por causa da crise. A maioria dos prefeitos alega que precisa priorizar o pagamento do 13º salário dos funcionários. Apenas 14 municípios confirmaram que farão algum evento, mas disseram que será com o máximo de economia.


O réveillon em Diamantina foi cancelado para que a prefeitura pudesse terminar o ano sem dívidas. Como não houve patrocínio, a cidade também ficou sem decoração de Natal. Em Ouro Preto, a prefeitura não vai oferecer estrutura para as comemorações nos distritos. Em Mariana, o gasto com decoração natalina foi 70% menor. No Sul do estado, as prefeituras também fizeram cortes nas comemorações de fim de ano.
PARÁ
Em Belém, foi cancelado o tradicional réveillon da Estação das Docas. Para conter gastos, a programação de fim de ano em Santarém será reduzida.
Teresina e mais seis cidades tiveram que economizar na decoração de Natal por causa da crise. As prefeituras alegam que a prioridade do fim de ano é o pagamento dos servidores. Na capital, não haverá festa na Virada.
RIO DE JANEIRO
Imerso na crise, o estado tem várias cidades que cancelaram os festejos ou reduziram os gastos com o fim de ano. Na capital, o réveillon mais famoso do país, o de Copacabana, terá apenas um palco para shows – ano passado foram dois. Os fogos estão garantidos. São Gonçalo não terá o “Luzes de Natal”, que colocava iluminação especial nos bairros. Na Baixa Fluminense não haverá celebração de fim de ano.
Na Região dos Lagos, a festa da Vira em Rio das Ostras foi cancelada. No Sul do estado, Angra do Reis, Barra do Piraí e Rezende são algumas das cidades que também não terão festa de fim de ano pela falta de dinheiro.
RIO GRANDE DO SUL
Por falta de recursos, a prefeitura de Porto Alegre teve que cancelar a festa de réveillon na cidade, que acontecia há pelo menos 25 anos. A economia será de R$ 500 mil.
RONDÔNIA
Porto Velho ficou sem decoração de Natal para economizar. No ano passado, a prefeitura havia gastado R$ 2,5 milhões em adereços natalinos para a cidade. Em Vilhena, a 700 km da capital, a decoração foi feita por artesãos da cidade, com apoio da Associação Comercial.
SANTA CATARINA
Em Florianópolis, a festa da virada será custeada por pelo menos dez empresários da cidade. Em novembro, a prefeitura já havia decidido não gastar com festa neste ano e cancelou repasse de R$ 4,5 milhões para o Natal e o Ano Novo.
SÃO PAULO
A prefeitura da capital só conseguiu um patrocinador para a decoração de Natal, e a programação da Virada na Avenida Paulista ainda não havia sido fechada na primeira semana de dezembro – mas a prefeitura já informou que será mais econômica. Em Campinas, a saída encontrada foi terceirizar a programação natalina, realizada por parceiros. Também não haverá festa de Ano Novo.
Guararema cancelou a tradicional decoração de Natal, que era realizada há sete anos, assim como Poá. Em São Carlos, foram reaproveitados itens da decoração do ano passado. São José dos Campos cortou a decoração de Natal e a festa de Ano Novo.
SERGIPE
A prefeitura de Aracaju cancelou a festa de réveillon nas orlas da Atalaia e Pôr do Sol e também não decorou a cidade para o Natal.

sábado, 17 de dezembro de 2016

A quem interessa difamar e enfraquecer as classes policiais militares justamente nesse momento delicado?





Lava Jato conclui depoimentos dos 77 delatores da Odebrecht





Lava Jato conclui depoimentos dos 77 delatores da Odebrecht


Uma sala isolada, trancada, no terceiro andar do prédio principal do Supremo Tribunal Federal, está sendo preparada. É onde vai ficar toda a documentação dos acordos de delação premiada de executivos e ex-executivos da Odebrecht, 77 no total.
Só o ministro Teori Zavaski, relator da Lava Jato no Supremo, assessores e juízes da equipe dele terão acesso.
Como os delatores depuseram mais de uma vez cada um, os procuradores colheram mais de 800 depoimentos dos ex-executivos. O trabalho foi concluído nesta madrugada, tudo foi gravado em vídeo.
O material será encaminhado ao Supremo na segunda-feira (19), o último dia de trabalho antes do recesso no Judiciário. Ou seja, um tempo absolutamente curto para que tudo seja analisado antes do recesso, o que é considerado atípico.
Mesmo assim, o ministro Teori tentará o possível para que, ainda na segunda-feira, viabilize um esquema que permita a ele ter condições de analisar tudo na volta do recesso, em fevereiro, para que possa decidir nos primeiros dias se homologa ou não os acordos.
Teori, dada a exiguidade de tempo, vai tentar que juízes auxiliares, durante o mês de janeiro, analisem e cataloguem tudo e, principalmente, ouçam os 77 ex-executivos da Odebrechet, na presença dos advogados, e sem a participação dos procuradores, para que eles confirmem se falaram por livre e espontânea vontade.


É uma exigência da lei que instituiu a delação premiada e que o ministro tem seguido em todas as homologações. A presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, deve ajudá-lo na composição da equipe que vai trabalhar durante o recesso.
Nesta fase, o ministro Teori Zavaski, como manda a lei, não analisa o conteúdo dos depoimentos, mas verifica os aspectos formais dos acordos: se foi respeitado o direito de defesa, se a redução de pena prometida está conforme a lei e se não houve coação de nenhum tipo para que os delatores aceitassem falar.
Se achar que em algum dos 77 acordos falta alguma informação ou se algo contraria a lei, o ministro pode devolver o acordo para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para complementação. Durante toda a lava jato, o ministro Teori só recusou um acordo de delação, pedindo mais informações, mas elas nunca chegaram.
Só depois que os acordos forem homologados é que o procurador-geral da República vai decidir o que deve ser investigado.
Há muita expectativa no meio político, porque essas delações envolvem no esquema a maior quantidade de parlamentares desdo o início da Lava Jato.




Senador foi condenado por ter permitido uso promocional de sua imagem enquanto era prefeito de Nova Iguaçu e candidato a reeleição



Senador foi condenado por ter permitido uso promocional de sua imagem enquanto era prefeito de Nova Iguaçu e candidato a reeleição





POLÍTICA SENADORHÁ 1 MINPOR NOTÍCIAS AO MINUTO


A Justiça do Rio de Janeiro suspendeu por quatro anos os direitos políticos do senador Luiz Lindbergh Farias Filho, além de determinar o pagamento de uma multa no valor de R$ 480 mil. Ele foi condenado pelo Tribunal de Justiça do RJ por uso promocional de sua imagem, em dezembro de 2007 e no primeiro semestre de 2008, quando era prefeito de Nova Iguaçu e candidato à reeleição.

Segundo o TJ, Lindbergh distribuiu caixas de leite e cadernetas de controle de distribuição com o logotipo do seu governo.
"O réu usou seu cargo e o poder a ele inerente para beneficiar-se em sua campanha à reeleição. O réu causou dano ao gastar verba pública na criação do símbolo, sua inserção em campanhas e sua propagação, associada a seu nome, em situações em que não era necessário. Faltou à conduta do réu impessoalidade, economicidade e moralidade. Posto isso, condeno o réu Luiz Lindbergh Farias Filho à suspensão dos direitos políticos por 4 (quatro) anos e ao pagamento de multa civil no valor de R$ 480 mil reais", disse na sentença a juíza Nathalia Calil Miguel Magluta, titular da 5ª Vara Cível da Comarca de Nova Iguaçu e Mesquita.
O senador informou em nota que vai recorrer da sentença.
Leia a nota na íntegra
"A Justiça de primeiro grau de Nova Iguaçu me condenou pela utilização de uma logomarca - um sol estilizado, com a inscrição "Prefeitura de Nova Iguaçu" - em embalagens de leite de um programa municipal, alegando que isso seria promoção pessoal.
Essa mesma matéria já foi julgada em 2011, pelo STF, que decidiu pelo seu arquivamento, com 10 votos a favor, por entender não haver indícios para incriminar-me. Estamos recorrendo dessa decisão para que a justiça seja feita e a verdade reestabelecida."



Juíza ordena bloqueio de bens de Lindbergh Farias



Ordem partiu de magistrada de Nova Iguaçu, no Rio. Senador é acusado de improbidade administrativa





POLÍTICA RIOHÁ 13 MINSPOR NOTÍCIAS AO MINUTO


A juíza Marianna Medina Teixeira,da 4ª Vara Cível de Nova Iguaçu, determinou bloqueio dos bens do ex-prefeito da cidade e atual senador Lindbergh Farias (PT).


As informações foram publicadas na coluna de Ancelmo Gois, do jornal O Globo, neste sábado (17).
De acordo com o jornal, o parlamentar é acusado de improbidade administrativa “pela dispensa de licitação em convênio realizado com a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ)”.


Rollemberg pode vetar emendas destinadas a aumentar salários da PCDF




Daniel Ferreira/Metrópoles


Propostas anexadas ao orçamento reforçam caixa da categoria em R$ 208 milhões. Rollemberg, porém, afirmou que ainda vai analisar a medida




As emendas parlamentares aprovadas no orçamento de 2017 destinaram R$ 208 milhões para a Polícia Civil. A previsão de que o valor seja usado para reajustar os salários animou os representantes da categoria que acompanharam a votação na Câmara Legislativa, entre a noite de quinta (16) e a madrugada desta sexta (17). Mas a alegria está a um passo de se transformar em frustração.
O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) ainda não decidiu se sancionará ou vetará o texto. Se a canetada do Buriti vier, os servidores que cobram a paridade salarial com a Polícia Federal podem voltar a subir o tom contra o GDF. Desde julho, a Polícia Civil está na chamada Operação Legalidade, com a restrição de uma série de serviços para pressionar o governo local.


A destinação de R$ 208 milhões para a corporação está entre as emendas apresentadas pelo petista Wasny de Roure (PT). Segundo o distrital, ao prever o orçamento de 2017, o GDF subestimou os recursos do Fundo Constitucional para o próximo ano.
“Conseguimos, então, fazer um remanejamento com recursos do programa de trabalho do governo sem zerar essas iniciativas. Dessa forma, os recursos podem ser usados pelo governo para o reajuste da Polícia Civil”, explicou o deputado. A categoria quer os mesmos 37% de aumento concedidos à Polícia Federal.
Fundo Constitucional
Na prática, funcionaria da seguinte forma: o governo teria esse dinheiro além do Fundo Constitucional — de R$ 13,2 bilhões —, que não está previsto no projeto aprovado pelos distritais e serve para arcar com as despesas da segurança. Mas como a Polícia Civil é regida por uma lei federal, o GDF, caso esteja disposto a acatar as alterações dos distritais, deve encaminhar um projeto ao governo federal e esperar aprovação das mudanças pelo Congresso Nacional.
Mas, até agora, as notícias não são animadoras para os policiais. Em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (16), Rollemberg afirmou que o Executivo ainda vai estudar as mudanças apresentadas pelos distritais para ter opinião, mas ressaltou que “o orçamento enviado à Câmara já estava muito justo e apertado”.
Para o Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol), basta apenas “boa vontade” do governador. “Acreditamos que ele deve ter a sensibilidade de perceber que a Câmara Legislativa nos apoiou e a situação pode ser resolvida. A categoria está com esperança e o governador, que tem dado diversos sinais de que está virando as costas para a polícia, precisa apenas ter boa vontade”, afirma o presidente da entidade, Rodrigo Franco.