segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

DF registra recorde de mortes nos hospitais


óbitos hospitalares no df 2016
As unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) no Distrito Federal registraram um aumento de 874 mortes ocorridas em hospitais entre os meses de outubro de 2015 e setembro deste ano (último registro disponível no Sistema de Informações Hospitalares do SUS – SIH/SUS). O salto foi de 5.734 para 6.608 casos, o que representa uma variação de 15, 24%, aumento recorde desde 2006. (Veja tabelas abaixo)
Para o presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF), Gutemberg Fialho, os números demonstram que a execução da política e da gestão de saúde têm sido determinantes para o aumento da mortalidade nos hospitais. “São notórios a falta de investimentos na organização e expansão da atenção primária e do parque hospitalar; o desabastecimento de medicamentos, equipamentos e insumos e a falta de conservação de equipamentos existentes”, aponta Gutemberg.
Ele apresentou os dados à Comissão Parlamentar de Inquérito da Saúde da Câmara Legislativa do DF, na manhã desta segunda-feira (12). “O mais grave é que boa parte dessas mortes são óbitos evitáveis”, destacou o presidente do Sindicato.
Para se estabelecer uma comparação, entre os mesos meses de 2014 e 2015, o aumento no número de mortes em hospitais foi de 104 óbitos. No período anterior chegou a ocorrer um movimento inverso – menos casos entre 2013 e 2014 do que houve entre 2012 e 2013.
A professora do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília, Carla Pintas aponta causas externas, como acidentes de trânsito e violência urbana como os principais motivos de óbitos tanto no Distrito Federal quanto no restante do País. No entanto, as estatísticas da Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social revelam estabilidade nos números dos crimes contra a vida e o Departamento de Trânsito do Distrito Federal aponta uma leve redução do número dos acidentes de trânsito.
Casos crônicos se agravam e evoluem para morte
Em decorrência da falta do diagnóstico precoce e das condições adequadas à assistência continuada aos pacientes crônicos, os casos chegam a se tornar agudos: são mais mortes por infarto, acidentes cardiovasculares, e câncer, entre outros. É o que tem ocorrido em especialidades de cardiologia e nefrologia. Na ortopedia, os traumas tornam-se crônicos e, em situações críticas, levam a mortes que poderiam ser evitadas.
A situação é ainda mais preocupante quando se observa que o aumento do número de óbitos não se comporta de maneira igual à variação do número de internações. No último pico de óbitos hospitalares, entre 2010 e 2011, quanto houve um aumento de 10% em relação ao período anterior foram registradas 141.312 internações (5.408 óbitos). Este ano, com um número bem maior de mortes, o número de internações foi menor: 139.861.
Deficiência na atenção primária
A professora Carla Pintas acredita que a concretização do aumento da cobertura da atenção primária no DF seria um fator decisivo na redução dos índices de óbitos hospitalares e afirma que nessa área da assistência o investimento necessário é em pessoas, não em equipamentos, alerta.
A realidade se distancia desse cenário. Por meio da Portaria 231/2016, a Secretaria de Saúde determinou que os profissionais de saúde que atuam nos centros de saúde da cidade passem a cumprir 30% de sua carga horária nas unidades de emergência de hospitais, Unidades de Ponto Atendimento e Unidades de Terapia Intensiva.
Origem dos dados
Os dados são oriundos do Sistema de Informações Hospitalares do SUS – SIH/SUS, gerido pelo Ministério da Saúde, através da Secretaria de Assistência à Saúde, em conjunto com as Secretarias Estaduais de Saúde e as Secretarias Municipais de Saúde, sendo processado pelo DATASUS – Departamento de Informática do SUS, da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde.
As unidades hospitalares participantes do SUS (públicas ou particulares conveniadas) enviam as informações das internações efetuadas através da AIH – Autorização de Internação Hospitalar, para os gestores municipais (se em gestão plena) ou estaduais (para os demais). Estas informações são consolidadas no DATASUS, formando uma valiosa Base de Dados, contendo dados de grande parte das internações hospitalares realizadas no Brasil.
Óbitos: Quantidade de internações que tiveram alta por óbito, nas AIH aprovadas no período.
Taxa de Mortalidade: Razão entre a quantidade de óbitos e o número de AIH aprovadas, computadas como internações, no período, multiplicada por 100.
Taxa de mortalidade hospitalar: está relacionada à gravidade dos casos internados e à complexidade da estrutura hospitalar. Assim um hospital que realiza principalmente internações por cirurgias eletivas ou para partos terá uma taxa de mortalidade hospitalar muito mais baixa do que um hospital que interna pacientes graves e complexos.

mortalidade-2006-a-2016

mortalidade hospitalar no DF
tabela-internacoes
tabela-indice
Fonte: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sih/cnv/niuf.def
Apresentação do Dr. Gutemberg à CPI da Saúde na Câmara Legislativa.

Dr. Gutemberg fala sobre aumento recorde de mortalidade hospitalar no DF.

Pesquisa: Lula lidera 1º turno da corrida presidencial para 2018



No segundo turno, a ex-senadora Marina Silva aparece em primeiro lugar




POLÍTICA ELEIÇÃOHÁ 7 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO


A ex-senadora Marina Silva (Rede) é a líder nos cenários de segundo turno da eleição presidencial de 2018. A pesquisa de intenção de voto do Datafolha também indica que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está na frente nas simulações de primeiro turno.


Segundo simulações obtidas pelo mesmo instituto, Lula ganharia o primeiro turno das eleições presidenciais. No entanto, em caso de um eventual segundo turno, perderia para Marina Silva por uma diferença de nove pontos.
Em simulações de segundo turno em que a ex-senadora enfrentaria os candidatos do PSDB, Alckmin, Serra ou Aécio, Marina ganharia a eleição com folga segundo a intenção de votos.
Segundo a Folha de S. Paulo, a margem da intenção de votos no caso da disputa com Serra é de 47% contra 27%. No caso de Alckmin é de 48%, contra 25%. Já contra o candidato tucano Aécio, Marina tem 47% das intenções de voto contra 25% do congressista mineiro.


Marcelo Odebrecht começa a depor após assinar acordo de delação premiada



Ex-presidente da Odebrecht está preso em Curitiba desde 2015; ele é um dos 77 executivos que firmaram acordo de delação com o Ministério Público Federal.




O ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht começou nesta segunda-feira (12) a prestar depoimento ao Ministério Público Federal (MPF) após a assinatura do acordo de delação premiada.
O depoimento, dado a cinco procuradores, durou pouco mais de três horas. Ele deve prestar outros depoimentos nos próximos dias.
O executivo prestou o depoimento em Curitiba, onde está preso de forma preventiva desde junho 2015. Em março deste ano, Marcelo Odebrecht foi condenado a 19 anos e quatro meses de prisão, por crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Ele foi considerado mandante de pagamentos de R$ 108 milhões e US$ 35 milhões em propina a agentes da Petrobras.
O ex-presidente da empreiteira é um dos 77 executivos que firmaram acordo com o MPF. Todos eles ainda prestarão depoimentos a procuradores da República. Se homologados pela Justiça, os acordos de delação premiada vão prever, em troca da colaboração, benefícios para os acusados, como redução da pena de prisão.

Delações


As delações da Odebrecht já começaram a repercutir em Brasília e atingiram a cúpula do governo e do PMDB.
Na pré-delação, o ex-vice-presidente da empresa Cláudio Melo Filho afirmou que, em 2014, o presidente Michel Temer pediu R$ 10 milhões ao empreiteiro Marcelo Odebrechtpara campanhas eleitorais do PMDB, durante encontro no Palácio do Jaburu. A assessoria da Presidência divulgou nota na sexta-feira (9) na qual informou que Temer "repudia com veemência" essa informação.
Também foram divulgados por Melo Filho os nomes de 51 políticos de 11 partidos diferentes que receberam doações da empreiteira. O executivo era o responsável pelo relacionamento da empresa com o Congresso Nacional e trabalhava na Odebrecht há 27 anos, sendo 12 deles em Brasília.
Outros delatores já citaram doações irregulares à campanha do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ao ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab, ao secretário do Programa de Parceria de Investimentos, Moreira Franco (PMDB); e ao ex-presidente da Câmara, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB)





Polícia Federal indicia Lula, Palocci e outras cinco pessoas na Lava Jato



12/12/2016 21h09 - Atualizado em 12/12/2016 21h19


Investigação trata de suposta lavagem de dinheiro no Instituto Lula.
Ministério Público Federal vai analisar investigação antes de abrir processo.

Samuel Nunes e José Vianna

Do G1 PR e da RPC

A Polícia Federal decidiu indiciar o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro da Fazenda, Antônio Palocci, a ex-primeira-dama Marisa Letícia e outras quatro pessoas, na Operação Lava Jato. 
O ex-presidente foi indiciado pelo crime de corrupção passiva, enquanto todas as demais pessoas citadas foram indiciadas por lavagem de dinheiro. 
O indiciamento trata de dois casos distintos: o primeiro é sobre a compra de um terreno, que seria utilizado para a construção de uma sede do Instituto Lula. O segundo é sobre o aluguel do apartamento que fica em frente ao que o ex-presidente mora. A Polícia Federal defende que ambos os casos tratam de pagamento de propina da construtora Odebrecht, ao ex-presidente.
Veja a lista de indiciados
Luiz Inácio Lula da Silva
 - ex-presidente da República
Marisa Letícia Lula da Silva - ex-primeira-dama
Antônio Palocci Filho - ex-ministro nos governos Lula e Dilma
Glaucos da Costa Marques - Sobrinho do pecuarista José Carlos Bumlai, já condenado na Lava Jato
Demerval de Souza Gusmão Filho - Dono da empresa DAG Construtora
Roberto Teixeira - Advogado do ex-presidente Lula
Branislav Kontic - Assessor do ex-ministro Palocci
G1 tenta contato com os indiciados.

Câmara pede que STF decida sobre andamento de impeachment de Temer



Em abril, o ministro determinou ao então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, abertura de processo de impeachment contra Temer




POLÍTICA MAIAHÁ 4 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, pediu hoje (12) que o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF)  julgue a decisão do ministro Marco Aurélio, que determinou a instalação de uma comissão destinada a analisar o impeachment do presidente da República, Michel Temer.

A decisão do ministro foi tomada há oito meses, mas até o momento os líderes partidários não indicaram os representantes da comissão. Na semana passada, Marco Aurélio enviou um ofício a Rodrigo Maia para questionar a falta de instalação da comissão.
Em petição enviada ao Supremo, Maia pediu rapidez na decisão da Corte. "Levando em conta o elevado ônus institucional acarretado pela instauração de procedimento destinado a autorizar a abertura de processo de impeachment em desfavor do presidente da República, e considerando que a medida liminar deferida completa oito meses de vigência, esta presidência solicita o apoio de Vossa Excelência, em havendo possibilidade, levar a matéria a julgamento do pleno desse tribunal até o encerramento deste ano judiciário ou, alternativamente, o mais brevemente possível", disse o presidente.
Em abril, o ministro determinou ao então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, abertura de processo de impeachment contra Temer, apresentado pelo advogado Mariel Marley Marra. Após a decisão, Cunha enviou ofício aos líderes partidários solicitando a indicação dos membros da comissão do impeachment de Temer, mas alguns partidos não indicaram os nomes e a comissão não foi instalada.
No primeiro recurso apresentado ao Supremo, os advogados da Câmara argumentaram que Temer, então vice-presidente, não pode ser responsabilizado pelos decretos que assinou sobre abertura de créditos suplementares. Segundo eles, Temer apenas deu continuidade às iniciativas da ex-presidenta Dilma Rousseff. Com informações da Agência Brasil.









Passageiro terá que pagar por bagagem em voos a partir de março



As novas regras para o transporte aéreo de passageiros deverão ser aprovadas pela diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) amanhã (13)




ECONOMIA ANACHÁ 2 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO


A partir de março do ano que vem, as companhias aéreas não terão mais que oferecer obrigatoriamente uma franquia de bagagens aos passageiros. Isso significa que os viajantes vão poder escolher, na hora de comprar a passagem, se vão despachar ou não as bagagens. Para quem optar pelo serviço, poderá haver cobrança pelo volume despachado. A medida valerá para passagens compradas a partir de 14 de março de 2017.


Atualmente, a franquia de bagagens é de um volume de 23 quilos nos voos domésticos e de dois volumes de 32 quilios nos internacionais. 
As novas regras para o transporte aéreo de passageiros estão em consulta pública desde março e deverão ser aprovadas pela diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) amanhã (13). Para a agência, a liberalização das franquias vai trazer benefícios aos passageiros.
A Anac não vai mais dizer que o passageiro vai ter que pagar necessariamente por uma peça de 23 quilos. Pode ser 23 quilos, 10 quilos, 15 quilos. O que não faz sentido é a Anac continuar estipulando que as empresas são obrigadas a seguir esse modelo no mercado doméstico e também internacional”, disse hoje (12) o superintendente de Acompanhamento de Serviços Aéreos da Anac, Ricardo Catanant, em entrevista transmitida pelo Facebook. 
Segundo Catanant, os estudos da agência e o comportamento do mercado no resto do mundo demonstram que o fim da franquia beneficia os passageiro. “Acreditamos que isso deverá se refletir em melhores e mais diferenciados serviços”. Segundo ele, o impacto da mudança no valor das tarifas deve ser sentido pelos passageiros a partir da metade do ano que vem.
O secretário de Política Regulatória de Aviação Civil, Rogério Coimbra, disse que, no ano passado, 41 milhões de pessoas viajaram no Brasil sem levar bagagens, o que equivale a cerca de 35% do total de viajantes. “Imagina quantas pessoas deixaram de viajar por conta dessa impossibilidade de ter um bilhete mais barato.” Atualmente, além do Brasil, apenas Rússia, Venezuela, México e China têm a franquia de bagagem regulada pelo governo.
A Anac ainda não consegue estimar qual será a redução no preço das passagens com a mudança. “Mas temos convicção de que essa medida puxa o preço para baixo”, afirmou Coimbra. Segundo o secretário, sabendo com antecedência quanta bagagem deverá levar em cada voo, a companhia aérea poderá prever o espaço que será utilizado no porão da aeronave e usar o restante para o transporte de cargas.
Direito do consumidor
Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), não existe garantia sobre a redução do preço da passagem com o fim da franquia de bagagem. Segundo o órgão, não há regulação sobre a oferta do serviço ao consumidor, o que poderia confundi-lo na hora da compra.
O Idec encaminhou uma carta à Anac para reforçar os direitos dos consumidores que utilizam o transporte aéreo.
Assistência material
Na reunião de amanhã, a diretoria da Anac deverá manter os direitos dos passageiros no caso de atrasos ou cancelamentos de voos, como comunicação, alimentação, transporte e hospedagem. A proposta apresentada pela agência em março previa que o direito à assistência material poderia ser suspenso em casos de força maior imprevisível, como mau tempo que leve ao fechamento do aeroporto. Segundo Catanant, essa mudança foi revista depois da avaliação de órgãos de defesa do consumidor, que consideraram a medida um retrocesso.
“A agência está ponderando e a tendência é que a assistência material válida desde 2010 deve permanecer inalterada, se a diretoria aprovar da forma que a área técnica encaminhou”, disse.
A possibilidade de transferência do bilhete aéreo para outro passageiro também não deve ser aprovada, segundo Catanant. Segundo ele, a medida poderia prejudicar o consumidor, uma vez que agências de viagem poderiam comprar as passagens mais baratas para revender depois. Com informações da Agência Brasil.