quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Bancários de 10 estados mais o DF decidem encerrar a greve

06/10/2016 19h24 - Atualizado em 06/10/2016 20h51

Sindicatos regionais realizam assembleias nesta quinta.
Categoria aceitou 3ª proposta feita por bancos, de reajuste salarial de 8%.

Do G1, em São Paulo

Após 31 dias de paralisação, bancários de alguns Estados já decidiram nesta quinta-feira (6) encerrar a greve da categoria após mais de um mês. As agências voltam a funcionar nesta sexta-feira (7). Há diversos sindicatos regionais discutindo neste momento se aceitam ou não a proposta dos bancos para encerrar a greve.
terceira oferta apresentada Fenaban (Federação Nacional do Bancos) na noite de quarta-feira foi de reajuste de 8% em 2016 e abono de R$ 3.500. A proposta também inclui aumento de 10% no vale refeição e no auxílio-creche-babá e de 15% no vale alimentação. Os bancos também se comprometeram a garantir aumento real de 1% em todos os salários e demais verbas.
O acordo proposto pelos bancos tem validade de dois anos. Para 2017, os salários serão reajustados pela inflação (INPC/IBGE), mais 1% de aumento real.
Veja abaixo as regiões que encerraram a greve:
Bancários do Distrito Federal votam durante assembleia no Setor Bancário Sul, nesta quinta (6) (Foto: Mateus Vidigal/G1)Bancários do Distrito Federal votam durante assembleia no Setor Bancário Sul, nesta quinta (6) (Foto: Mateus Vidigal/G1)
AMAZONAS
Os bancários do Amazonas decidiram, durante assembleia realizada nesta quinta-feira (6), encerrar a greve após 31 dias de paralisação. As agências devem voltar a funcionar, na capital e interior, nesta sexta-feira (7).

DISTRITO FEDERAL
Bancários de bancos privados e do Banco do Brasil do Distrito Federal decidiram, em assembleia, encerrar a greve. O retorno aos postos de trabalho deve ocorrer já na manhã desta sexta (7). As propostas específicas de BRB e Caixa ainda seriam votadas.
MINAS GERAIS
Belo Horizonte

Bancários de Belo Horizonte e outras 54 cidades de Minas decidiram nesta quinta-feira (6) encerrar a greve da categoria, de acordo com o Sindicato dos Bancários de BH e Região. O movimento durou 31 dias e foi o mais longo dos últimos anos.

Divinópolis
Em assembleia que começou às 18h30 e durou quase uma hora, os profissionais votaram edecidiram por aceitar a proposta de reajustes oferecida pelos bancos. Todas as 19 agências da cidade voltam a operar normalmente nesta sexta-feira (7), após 31 dias de greve.

Governador Valadares
Após assembleia realizada no início da noite desta quinta-feira (6), bancários decidiram pelo fim da greve em Governador Valadares. Desde o dia oito de setembro que a categoria havia aderido à greve; 22 agências estavam com os trabalhos paralisados ou comprometidos na cidade.
Zona da Mata
O Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Zona da Mata e Sul de Minas (Sintraf)decidiu encerrar a greve dos bancários na região após pouco mais de um mês de paralisação. Em Juiz de Fora, 45 agências chegaram a ter as atividades suspensassendo 24 bancos privados e 21 bancos públicos.
PARÁ
Os bancários de bancos privados encerraram a greve no Pará. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (6), após assembleia categoria que aceitou a proposta de 8% de aumento salarial, mais R$ 3,5 mil de abono, além de reajuste de quinze por cento de vale alimentação e 10% no auxílio creche.

PARANÁ
Curitiba

Os bancários dos bancos privados Curitiba e Região Metropolitana decidiram encerrar a greve. Os funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal têm uma proposta específica e ainda vão votar, ainda nesta quinta-feira, se aceitam o que foi proposto.
PERNAMBUCO
Caruaru

A greve dos bancários chegou ao fim em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. A informação foi divulgada pelo Sindicato dos Bancários do município.
RIO DE JANEIRO
Bancários privados aceitam proposta da Fenaban e suspendem paralisação nesta quinta-feira (6). A Caixa Econômica Federal rejeitou as propostas e manteve a greve. O Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro confirmou a decisão.
RONDÔNIA
Os bancários de Rondônia decidiram encerrar a greve iniciada há mais de um mês em todo país. A paralisação chegou ao fim após eles aceitarem o acordo que inclui reajuste salarial de 8% e abono de R$ 3,5 mil. Mais de 110 agências bancárias fecharam na greve no estado. O atendimento ao público do estado retorna na sexta-feira (7).
RORAIMA
Os funcionários dos bancos públicos e privados em Roraima decidiram encerrar a greve após 29 dias, segundo informou o presidente do Sindicato dos Bancários de Roraima, Adalto Andrade.
SANTA CATARINA
Os bancários em greve nas regiões de  Criciúma, no Sul catarinense, de Chapecó, no Oeste do estado, e de Joinville, no Norte decidiram encerrar a paralisação. O Sindicato dos Bancários de Florianópolis e região também decidiu pelo fim da greve após aprovação de propostas da Fenaban, do Banco do Brasil e da Caixa. O sindicato é responsável por mais de 20 cidades, incluindo São José, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, Garopaba e Urubici.

SÃO PAULO
Capital, Osasco e Região

Bancários dos bancos privados e do Banco do Brasil das cidades de São Paulo, Osasco e região decidiram encerrar a greve, informou o sindicato que representa a categoria localmente. Já os bancários da Caixa rejeitaram a proposta dos bancos e decidiram manter a greve.
Mogi das Cruzes e Suzano
Agências bancárias privadas e do Banco do Brasil devem abrir normalmente nesta sexta-feira (7) após 31 dias de greve. De acordo com o  Sindicato dos Bancários de Mogi das Cruzes - também responsável por Biritiba Mirim, Salesópolis, Suzano e Poá a decisão foi tomada após assembleia na noite desta quinta. Nessas cidades, apenas as agências da Caixa não devem funcionar, já que os bancários não aceitaram a proposta. Em Itaquaquecetuba, Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Guararema e Santa Isabel, todas as agências voltam a funcionar.
Ribeirão Preto
O Sindicato dos Bancários de Ribeirão Preto (SP) confirmou ter encerrado a greve na cidade após um mês de paralisação. A categoria aceitou uma proposta de reajuste de 8% oferecida pelos bancos para este ano, além da garantia de aumento acima do índice da inflação para 2017, durante assembleia realizada na noite desta quinta-feira (6).
Rio Preto e Araçatuba
Os bancários decidiram por encerrar a greve durante assembleias nesta quinta-feira (6) nas regiões de Rio Preto e Araçatuba (SP). Segundo o sindicato, os trabalhadores bancários, seguindo o movimento nacional, aceitaram a proposta oferecida pela Federação Brasileira de Bancos (Fenaban) de 8% de reajuste e abono de R$3,5 mil.
Vale do Paraíba e Região
Após 31 dias de paralisação, os bancários decidiram encerrar a greve no Vale do Paraíba e região, informou o sindicato que representa a categoria. Eles voltam ao trabalho nesta sexta-feira (7) e as agências funciona, normalmente.
Assembleia dos bancários do Banco do Brasil de São Paulo, Osasco e região (Foto: Reprodução / Twitter do Sindicato)Assembleia dos bancários do Banco do Brasil de São Paulo, Osasco e região (Foto: Reprodução / Twitter do Sindicato)
Piracicaba (SP)
Em assembleia durante a tarde, a categoria resolveu aceitar a proposta da Federação Nacional do Bancos (Fenaban) de 8% no aumento salarial, pagamento de abono de R$ 3,5 mil, reajuste do vale-alimentação de 15% e aumento de 10% nos vale-refeição e auxílio-creche. Com a decisão, asagências bancárias abrirão normalmente nesta sexta-feira (7).
Veja abaixo onde a greve continua:
Alguns sindicatos regionais fizeram assembleias separadas para decidir se a greve continua ou não na Caixa Econômica, no Banco do Brasil e nos bancos privados da sua região. Os representantes da Caixa Econômica decidiram manter a greve em cidades como São Paulo e Rio.
Em outros regiões, a greve está mantida em todos os bancos.
São Paulo 
Bauru
Os bancários do município decidiram manter a greve com 187 votos a favor e 80 contra.
Greve nacional mais longa
A greve completou 31 dias nesta quinta-feira (6) e supera a de 2004, primeiro ano em que os bancários se uniram para negociar melhores condições para a categoria e que tinha sido a mais longa até então com duração de 30 dias, segundo a Confederação Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). A greve de 2015 durou 21 dias.
Negociações
Os bancários pediam a reposição da inflação do período mais 5% de aumento real (totalizando 14,78% de reajuste), valorização do piso salarial - no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese(R$ 3.940,24 em junho) e PLR de três salários mais R$ 8.317,90.
Antes do início da greve, no dia 29 de agosto, os bancos propuseram reajuste de 6,5%. Novas propostas foram apresentadas nos dias 9 e 28 de setembro, de reajuste de 7%. Todas foram rejeitadas pelos bancários, que decidiram manter a greve por tempo indeterminado.
Impacto nos serviços
A greve afetou os serviços bancários em todo o país, pois algumas situações não podiam ser resolvidas em canais de autoatendimento e outros meios alternativos.
Na quarta-feira (5) 13.123 agências e 43 centros administrativos ficaram fechados segundo a Contraf, o correspondente a 55% dos locais de trabalho em todo o país. O dia em que foi registrado o maior número de agências fechadas foi 27 de setembro, quando 13.449 fecharam as portas
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Julio Cesar nomeia ex-secretário executivo, exonerado após Drácon


Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles


Rusembergue Barbosa de Almeida, que tinha salário de R$ 16,7 mil, terá ganhos de R$ 7,8 mil no novo cargo



Exonerado após a Operação Drácon, o ex-secretário executivo da Segunda Secretaria Rusembergue Barbosa de Almeida está de volta à Câmara Legislativa. Indicado pelo deputado Julio Cesar (PRB), Rusembergue agora tem cargo mais modesto do que quando era o responsável pela área. Antes com salário de R$ 16.701,13, agora ele terá ganhos de R$ 7.874,76, referentes a um posto de CL-10, na função de assessor no gabinete do distrital.


O ex-secretário executivo foi exonerado por Lira (PHS) em 5 de setembro, quando o deputado assumiu interinamente a Segunda Secretaria, após a Justiça afastar a Mesa Diretora. Na última terça-feira (4/10), ele foi nomeado.
Segundo nota enviada pela assessoria de Julio Cesar (foto em destaque), Rusembergue não foi citado nas investigações da Operação Drácon. Ainda de acordo com o órgão, o comissionado “é um técnico qualificado e vai contribuir no decorrer do mandato do deputado”.
fac_ato_juarezao (1)FAC_ATO_JUAREZAO (1)

ImprobidadeAntes de compor os quadros da Câmara Legislativa, Rusembergue foi acusado de improbidade administrativa, quando foi vereador em Goiânia (GO). Segundo a acusação, a filha dele utilizava carro oficial para ir à faculdade.
  

Empreiteiro diz que Gim tinha formas de deixar "morosa" a CPI da Petrobras

As afirmações foram prestadas nesta quarta-feira em alegações finais ao juiz da Operação Lava-Jato no Paraná, Sérgio Moro

 Marcelo Ferreira/CB/D.A Press - 12/4/16
Gim confirma que recebeu dinheiro das empreiteiras, mas nega que tenha sido propina


O acionista e ex-presidente da empreiteira OAS Léo Pinheiro afirmou ao juiz Sérgio Moro que o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo e o ex-senador Gim Argello (ex-PTB-DF) ofereceram, em troca de propina, maneiras de deixar “moroso e ineficiente” o trabalho investigativo de CPIs da Petrobras sobre a construtora, atuando de acordo com seu calendário. As afirmações foram prestadas nesta quarta-feira em alegações finais ao juiz da Operação Lava-Jato no Paraná, Sérgio Moro, em ação penal em que o empresário responde em Curitiba, com outros executivos de empreiteiras, o ex-parlamentar e réus apontados como operadores.

O ex-presidente da OAS disse ao magistrado que, ao confessar seus crimes e apontar outros culpados, colaborou com a ação penal. Por isso, pediu a redução de punições e para ser solto. Assim como Gim, Léo Pinheiro está detido no Paraná por ordem de Moro. O Ministério Público afirma que o ex-senador solicitou R$ 35 milhões em propinas a sete empreiteiras, obtendo pelo menos R$ 7,2 milhões, em troca de blindagem a empresários nas CPIs da Petrobras de 2014 no Congresso. 

Gim confirma o recebimento do dinheiro, mas afirma que tudo se tratou de doações eleitorais sem oferecer nada em troca aos empresários. A defesa de Gim afirmou a Moro ontem à noite que as acusações se baseiam em palavra de delatores, mas que as afirmações foram prestadas após os fatos, para compor uma narrativa conveniente.

Nova fase de investigação da Máfia das Órteses e Próteses chega ao Hospital Daher


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Publicado em CB.Poder
RENATO ALVES E LUIZ CALCAGNO
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios e a Polícia Civil deflagraram, na manhã desta quinta-feira (6/10), a segunda fase da operação Mister Hyde. Agentes da segurança pública cumpriram sete mandados de condução coercitiva, e cinco de busca e apreensão. A ação combate um esquema de venda abusiva de próteses para pacientes. Médicos, empresários e diretores de hospitais particulares da capital chegaram a agravar o estado de saúde de vítimas, colocando-os em risco de morte, para obrigá-las a usar produtos de má qualidade vendidos a preços superfaturados.
A segunda fase investiga, dentre outros fatos, propinas pagas aos médicos em cirurgias com a utilização de órteses, próteses e materiais especiais (Opmes) comprados de empresas específicas, visando ganhos ilegais, além da lavagem de dinheiro feita pela organização Criminosa, e operações gerenciadas por hospitais. Entre os alvos está o Hospital Daher no Lago Sul.
A investigação é comandada pela Promotoria de Justiça Criminal de Defesa dos Usuários de Serviços de Saúde (ProVida) e pela 4ª Promotoria de Defesa da Saúde (4ª Prosus), em parceria com a Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deco). Promotores, delegados e agentes apuraram que o esquema tem como objetivo aumentar ganhos na realização de diversos tipos de procedimentos médicos ilícitos.
A Justiça autorizou a ação com base em provas que indicam a existência de uma organização criminosa para fraudar procedimentos médicos, com a indicação de cirurgias e equipamentos desnecessários, a colocação de órteses e próteses de qualidade inferior ou com data de validade vencida e preços superfaturados, mediante o recebimento de propinas por parte de cirurgiões, além de lavagem de dinheiro.



Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

HEDIONDO! CADEIA NESSES MONSTROS...

É lamentavelmente inacreditavelmente, verdadeiramente.

Absolutamente,

Reconhecidamente,

Inegavelmente,

Que esse País foi descoberto por pessoas de índole e mente perigosa e que o nosso futuro a Deus dará?

Até criminoso deve ter ética! Condenaram o que não tinha problema e depois sem especialização na área colocaram material vencido de péssima qualidade nem o CLIENTE “Paciente.” PAGANDO CARO OS VAGABUNDOS NÃO AGIRAM CERTO?

CHAMAM DE 'ESPETÁCULO MIDIÁTICO' COLETIVAS QUE ACONTECEM DESDE A 1ª FASE

LAVA JATO SEMPRE FEZ ISSO, MAS AO ACUSAR LULA, O 'INIMPUTÁVEL'...
Publicado: 06 de outubro de 2016 às 08:06 - Atualizado às 08:28

COLETIVA EM ABRIL: O PROCURADOR DELTAN DALLAGNOL EXPLICA MAIS UM PASSO DAS INVESTIGAÇÕES DA LAVA JATO. (FOTO: GERALDO BUBNIAK/AE)


A cada fase da Operação Lava Jato, nos últimos dois anos, desde março de 2014, a força-tarefa reúne a imprensa e concede coletiva para explicar detalhes das investigações, informando as razões das prisões, da motivação, das circunstâncias e se deixando crivar de perguntas de jornalistas. Em vez de o ritual democrático merecer destaque por tornar o processo transparente, passou a ser chamado de "espetacularização" quando os promotores convocaram nova coletiva para explicar as razões do indiciamento do ex-presidente Lula por crimes como corrupção. 
Queiram ou não seus críticos, a Lava Jato avança e os dados do MPF provam isso. Já foram 1.397 procedimentos instaurados, 654 buscas e apreensões, 174 conduções coercitivas, 76 prisões preventivas, 92 prisões temporárias e 6 prisões em flagrante. Além disso, já foram 49 acusações criminosas contra 239 pessoas físicas. Até hoje já hoive 106 condenações na Lava Jato.
Mas, sempre que um investigado é denunciado, os pocuradores retomam a rotina das coletivas para explicar a iniciativa. Foi assim em 6 de maio deste ano, quando o ex-senador Gim Argello, o empresário Ronan Maria Pinto, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e nomes ligados às maiores empreiteiras do País, como Marcelo Bahia Odebrecht e Léo Pinheiros, da OAS, foram os alvos. 
SÓ ESTA COLETIVA PROVOCOU REAÇÕES.
Em 14 de maio, a situação se repetiu quando os ex-deputados Pedro Corrêa (ex-PP-PE), sua filha Aline Corrêa (PP-SP), André Vargas (ex-PT-PR) e Luiz Argôlo (afastado do SD-BA) foram denunciados.
A única coletiva que rendeu críticas à força-tarefa, inclusive do ministro-relator Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal STF), foi no caso da denúncia do ex-presidente Lula por lavagem de dinheiro e corrupção, no fim do mês passado. É como se Lula estivesse acima da lei, como se fosse inimputável.
Os petistas atacaram os procuradores e usaram primeiro a expressão 'espetacularização',adotada sem demora por setores que estavam ansiosos por um pretexto para fazer um gesto de solidariedade aos investigados por roubarem o País. Tudo porque Deltan Dellagnol voltou a explicar pedagogicamente, usando inclusive os recursos de powerpoint, para apresentar a denúncia e as ramificações do esquema criminoso ligado a Lula.
Além de criticar, os petistas e outros setores a serviço dos investigados que são contra a Lava Jato também descontextualizaram as frases da entrevista e disseminaram tópicos como "não temos provas, mas temos convicção", o que nunca foi dito. Nessa situação, a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) divulgou nota repudiando o caso.
Até tu, Teori?
Já o ministro Teori Zavascki negou uma manobra pretendida pela defesa de Lula, que mais uma vez tentava fugir do alcance do rigoroso juiz federal Sérgio Moro, mas, em compensação, chamou de "espetáculo midiático" a entrevista coletiva habitual, que ganhou repercussão por atingir Lula, o "inimputável". A crítica do ministro mereceu mais destaque na imprensa do que sua decisão, negando a pretemsão do ex-presidente. Afirmou Zavascki em seu dstacho:
"Eu gostaria de fazer uma observação que parece importante: nós todos tivemos a oportunidade de verificar um espetáculo midiático de forte divulgação se fez lá em Curitiba não com a participação do juiz, mas com o Ministério Público e Polícia Federal, que se deu noticia de organização criminosa colocando presidente Lula como líder dessa organização criminosa. (...) Essa espetacularização do episódio não é compatível com aquilo que é objeto da denúncia nem com a seriedade que se exige na apuração desses fatos".
Investigados adoraram
Os investigados, é claro, aproveitaram para se associarem às críticas criticam a operação. Em 20 de setembro, Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado e réu na Lava Jato, disse que a operação é um “avanço civilizatório”, mas que "precisa separar o 'joio do trigo' e acabar com o 'exibicionismo'".
Em agosto, o deputado Wadih Damous (PT-RJ), militante da defesa de correligionários acusados de corrupção, também foi na onda e fez uma crítica à Lava Jato e ao juiz Moro. “Quando iniciei na advocacia, o juiz só falava nos autos, não se manifestava. Estes tempos, para mim, são muito estranhos”, afirmou.

Sindicato dos bancários realiza nova assembleia nesta quinta-feira

A greve da categoria já dura 31 dias e é a maior da história

Por: Rádio Gaúcha
06/10/2016 - 05h49min | Atualizada em 06/10/2016 - 08h01min


Sindicato dos bancários realiza nova assembleia nesta quinta-feira Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

O SindBancários de Porto Alegre e Região Metropolitana irá realizar assembleias às 19h desta quinta-feira para discutir a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) aos bancários, apresentada na quarta-feira. As reuniões serão divididas por bancos e ocorrerão na Casa dos Bancários e no Clube do Comércio. As informações são da Rádio Gaúcha.

Os bancos oferecem reajuste de 8% mais abono de R$ 3.500 para 2016. Além disso, o reajuste no vale-alimentação é de 15% e de 10% para vale-refeição e auxílio creche-babá. A licença-paternidade passa para 20 dias.  Sobre empregos, os bancos se comprometem a criar um centro de realocação e requalificação. Para 2017, a proposta prevê reajuste de acordo com a inflação (INPC) mais 1% de aumento real para os salários e em todas as verbas.
Na quarta-feira, na área do SindBancários, 309 agências ficaram fechadas, totalizando 1.074 em todo o Estado. Nesta quinta-feira, a greve dos bancários completa 31 dias.


‘Supremo decidiu que não somos uma sociedade de castas’, diz Moro

Magistrado elogiou julgamento sobre prisão de condenados em segunda instância
por 


O juiz federal Sérgio Moro - Aílton de Freitas / Agência O Globo / 9-9-2015



SÃO PAULO — O juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava-Jato, disse, na noite desta quarta-feira, que, com a manutenção da prisão de condenados em segunda instância, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o Brasil não é uma sociedade de castas.


— Com o julgamento de hoje, o Supremo, com respeito à minoria vencida, decidiu que não somos uma sociedade de castas e que mesmo crimes cometidos por poderosos encontrarão uma resposta na Justiça criminal — afirmou o magistrado, após o julgamento do STF.

Por seis votos a cinco, o Supremo decidiu que os réus deverão ser presos depois de condenados por um tribunal de segunda instância, sem o direito de recorrer em liberdade até que sejam julgados todos os recursos possíveis. Em fevereiro, o tribunal tinha tomado essa decisão, mas com validade apenas para um preso específico. Agora, a regra terá de ser aplicada por juízes de todo o país, porque a nova decisão tem validade nacional.
Os juízes continuam, no entanto, com liberdade para analisar caso a caso e adotar medidas excepcionais em situações específicas – como, por exemplo, mandar prender um condenado muito perigoso antes da decisão de segunda instância. Ou, ainda, permitir que alguém recorra em liberdade, por apresentar baixo grau de ameaça à sociedade ou algum tipo de problema de saúde. Esses casos serão tratados como exceção.
Quem defendia o direito de recorrer até a última instância antes do início do cumprimento da pena argumentou que ocorriam muitas condenações injustas em instâncias inferiores que eram corrigidas apenas por cortes superiores, no julgamento de recursos. A maioria dos integrantes STF lembrou, entretanto, que, diante de eventuais injustiças, as portas da corte estariam sempre abertas aos pedidos de habeas corpus, que têm prioridade nos julgamentos. Em casos de flagrante ilegalidade, o STF tem a obrigação de determinar a imediata libertação do detento.