quarta-feira, 28 de setembro de 2016

PF cumpre mandados contra desembargadores e advogados no CE

28/09/2016 09h37 - Atualizado em 28/09/2016 09h51

Busca e apreensão ocorre no TJ, residências e escritórios. 
Há 24 mandados de condução coercitiva e 19, de busca e apreensão.

Do G1 CE
A Polícia Federal cumpre, nesta quarta-feira, (28), 19 mandados de busca e apreensão e 24 mandados de condução coercitiva expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). As buscas fazem parte da segunda fase da Operação Expresso, que aprofunda as investigações sobre um esquema de venda de decisões judiciais do Tribunal de Justiça do Ceará.
De acordo com a Polícia Federal, 14 advogados, dois desembargadores da ativa e um desembargador aposentado são alvos nesta fase. As buscas ocorrem nas residências dos investigados, escritórios de advocacia e em dois gabinetes de desembargadores do Tribunal de Justiça do Ceará.
As ordens de busca e condução (comparecimento) dos investigados foram determinadas pelo Ministro Herman Benjamin, que acatou parte da representação proposta pela Polícia Federal, ante os firmes indicativos de conluio entre advogados e desembargadores visando às liberações de criminosos, através da concessão de liminares em habeas corpus impetrados principalmente durante os plantões judiciais.
Os núcleos criminosos foram revelados a partir da análise dos materiais apreendidos na 1ª fase da operação, deflagrada em junho de 2015, que apontou "fartas evidências"., segundo nota da Polícia Federal, sobre as negociatas das decisões.

Os crimes investigados são associação criminosa, corrupção passiva, tráfico de influência, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Cento e dez policiais federais participam da operação. Todos os investigados deverão prestar depoimento e após serão liberados.
Bloqueio de contas


Além dos mandados de busca e apreensão e condução, houve a determinação de bloqueio das contas de um desembargador aposentado e um advogado envolvido nas ilicitudes, considerando o montante do valor transacionado indevidamente em torno de decisões atípicas, que beneficiaram mais de 300 pessoas com a inclusão nos quadros da Administração Pública, no cargo de soldado da Polícia Militar do Estado do Ceará, entre 2011 e 2012, sem que fossem devidamente aprovadas no concurso público
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Ativistas franceses marcam uns aos outros com ferro quente para protestar pelos animais 28/09/2016 às 10:25

A ação foi realizada com sons de animais em matadouro sendo tocados.


Fabio Chaves 
Do Vista-se



Na última segunda-feira (26), ativistas franceses foram às ruas de Paris com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para o problema dos animais em matadouros.
O grupo do “269 France” tocou sons de animais em matadouros enquanto marcavam uns aos outros com ferro quente, exatamente como acontece com os animais na pecuária. O número 269 dá nome a um movimento que iniciou-se em Israel, quando um um bezerro da indústria leiteira, marcado com esse número, foi resgatado pouco antes de ser morto.
Simulando o tratamento dado aos animais, com correntes em volta do pescoço e sendo conduzidos com violência, os ativistas foram colocados em uma tenda no meio de uma das principais praças da capital francesa, a Place de la République. Lá, eles receberam o número 269 em seus corpos com ferro quente.
O ferro quente, no entanto, não foi uma simulação. Os ativistas realmente foram marcados para o resto da vida com o número 269 e sofreram muita dor durante a ação.



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Que a faxina seja completa

Cedo ou tarde, pela credibilidade da Lava-Jato, o STF terá de autorizar a investigação ou arquivar os pedidos do MPF contra políticos do PMDB, PP e PSDB



27/09/2016 - 21h57min | Atualizada em 27/09/2016 - 21h57min


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Para não alimentar as teorias conspiratórias segundo as quais a Lava-Jato só tem olhos para o PT, a Procuradoria-Geral da República e o Supremo Tribunal Federal terão de apressar o passo e tratar dos políticos de todos os partidos citados em delações premiadas. Do PMDB, do PP e do PSDB. Na lista de propina da Odebrecht, figuram políticos de todos as maiores legendas, identificados por codinomes que os investigadores, com a colaboração de funcionários e executivos da empreiteira, não terão dificuldade para associar a nomes e CPFs. Basta querer.
No Supremo, os processos que pareciam amarrados a uma bola de ferro começaram a andar. Os ministros transformaram em réus o casal Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo. Ela, senadora pelo PT do Paraná e ex-chefe da Casa Civil; ele, ex-ministro do Planejamento e das Comunicações. 
A Lava-Jato fez um strike no PT. O ex-presidente Lula responde a processo em Curitiba por corrupção passiva e lavagem de dinheiro e em Brasília por tentativa de obstrução da Justiça. Dois ex-ministros dos governos petistas estão na cadeia (José Dirceu, já condenado, e Antonio Palocci em prisão temporária). Guido Mantega teve a prisão revogada pelo juiz Sergio Moro horas depois de ter sido detido no hospital em que acompanhava a mulher, na quinta-feira passada. Outros tantos ex-assessores de Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff estão sob investigação. Os últimos tesoureiros do PT (Paulo Ferreira e João Vaccari Neto) estão presos. O anterior, Delúbio Soares, já condenado no mensalão, também é réu na Lava-Jato. Em outra operação, a Acrônimo, é réu o governador de Minas, Fernando Pimentel, ex-ministro do Desenvolvimento.
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Contra os petistas há farto material obtido nas delações premiadas e nas operações de busca e apreensão. E contra os políticos de outros partidos? Também há. A maioria está livre do juiz Sergio Moro porque tem foro privilegiado. É o caso dos citados pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, como beneficiários de propina da Petrobras. Entre eles, o presidente do Senado, Renan Calheiros, o ex-presidente José Sarney e o senador Romero Jucá (demitido do Ministério do Planejamento por conta da delação). No PP, a lista é extensa, incluindo o ex-ministro Mário Negromonte e o presidente nacional Ciro Nogueira, além de cinco deputados gaúchos e um ex-deputado. Citados também foram o presidente Michel Temer, os tucanos Aécio Neves, José Serra e Antonio Anastasia, mais o falecido Sérgio Guerra. 
Cedo ou tarde, o Supremo terá de autorizar a investigação ou arquivar os pedidos do MPF. O PMDB e o PP foram sócios do PT na gestão fraudulenta da Petrobras. Pela credibilidade da Lava-Jato, na qual os brasileiros depositam sua esperança de combate à corrupção, convém que os ministros não deixem essa tarefa para o próximo século. 

Aliás

O mapa da propina na Odebrecht menciona obras milionárias dos governos do Rio e de São Paulo e codinomes de pessoas beneficiadas com dinheiro de origem escusa. Preocupação para o tucano Geraldo Alckmin, em São Paulo, e para o ex-governador do Rio Sergio Cabral (PMDB). 

STF nega contradição em delações e torna Gleisi e Paulo Bernardo réus na Lava Jato

Zavascki diz que casos concretos apontados pela Procuradoria-Geral da República merecem ser investigados no processo. No Senado, Gleisi critica rumos da operação



por Hylda Cavalcanti, da RBA publicado 27/09/2016 17:35, última modificação 27/09/2016 18:00

NELSON JR./SCO/STF
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Com decisão do STF, seguindo o relator Teori, réus passam a ser julgados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Brasília – O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (27) aceitar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo. Com o acolhimento da denúncia pela segunda turma do tribunal, os dois passam a ser réus na Lava Jato. Além deles, os ministros que integram a turma (cinco, no total) também aceitaram denúncia contra o empresário Ernesto Krugler Rodrigues, citado nas denúncias que envolvem a senadora e o ex-ministro.
Apesar disso, Gleisi demonstrou tranquilidade ao falar sobre o tema. A senadora, que passou a tarde no plenário do Senado, afirmou que não vê surpresa na decisão do tribunal. Disse, ainda, que a partir de agora vai ter toda a liberdade para provar sua inocência e questionar as contradições existentes na denúncia contra ela e o marido.
Gleisi, Paulo Bernardo e Ernesto Rodrigues passam, a partir de agora, a ser julgados por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Os ministros que integram o colegiado acataram o voto do ministro Teori Zavascki, relator de todos os casos relacionados à Lava Jato no tribunal. Além de Zavascki, fizeram parte do julgamento Dias Toffoli, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.
Do plenário, pouco antes do resultado do julgamento, Gleisi criticou os rumos da operação Lava Jato. Afirmou que a operação está “completamente fora dos trilhos” e perde credibilidade do povo ao ceder a motivações políticas.
A senadora criticou as prisões dos ex-ministros Antônio Palocci e Guido Mantega, além do que chamou de “show midiático" na denúncia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com ela, as ações constituem tentativas de desmoralizar o PT nas últimas semanas da campanha eleitoral nos municípios e terminam por atingir, a seu ver, “a sociedade brasileira e o Estado democrático de direito”.

'Indícios'

De acordo com o relator da denúncia contra Gleisi e Paulo Bernardo no STF, o ministro Teori Zavascki, não é possível acolher a tese das defesas de ambos de que a denúncia é inepta pelo fato de não descrever o fato criminoso em todas as suas circunstâncias. Na opinião do ministro, “o Ministério Público se baseou em indícios concretos”.
Zavascki também destacou que as contradições apresentadas nos depoimentos dos delatores que mencionaram a senadora e o ex-ministro não dizem respeito aos trechos os quais mencionam os dois, motivo pelo qual não vê motivos pelos quais a denúncia não seja acolhida.
O advogado de defesa da senadora, Rodrigo Mudrovitch, negou no início da sessão os crimes e destacou a existência de divergências e contradições observadas entre as declarações do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, que mencionaram o casal em suas delações premiadas. Ele lembrou que os dois delatores mudaram o tom de seus depoimentos algumas vezes.
Já a advogada de Paulo Bernardo,Verônica Sterman, disse que não existe prova do envolvimento do ex-ministro no esquema de pagamento de propinas por empresas nos contratos da Petrobras. O advogado de Ernesto Rodrigues também negou o envolvimento do seu cliente no caso.
A denúncia contra os três pela PGR, acolhida esta tarde, é de que eles teriam pedido R$ 1 milhão no esquema da Petrobras para repasse à campanha eleitoral de Gleisi ao governo do Paraná e que o dinheiro, conforme informação dos delatores, teria sido entregue em quatro parcelas de R$ 250 mil. Teria sido liberado pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa e passado pelas mãos do lobista Alberto Youssef.
No início de agosto, o ex-ministro Paulo Bernardo foi preso provisoriamente por alguns dias pela força-tarefa da Lava Jato, na operação Caixa Dois, tida como um dos desdobramentos da operação. A acusação contra ele, neste caso, foi de participação em esquema de irregularidades em licitação de contratos para empresas que oferecem crédito consignado a servidores públicos durante o período em que ocupou o Ministério do Planejamento, o que ainda está sendo apurado.


Odebrecht pagou propina em pelo menos oito obras do Rio, diz PF


Irregularidades atingiriam construções do metrô e reforma do estádio do Maracanã, entre outros




BRASIL INVESTIGAÇÃOHÁ 13 HORAS
POR NOTÍCIAS AO MINUTO

Relatório produzido pela Polícia Federal a partir de planilhas apreendidas no Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht apontam diversas obras públicas feitas no Rio. Para os técnicos da corporação, os dados - que associam codinomes, montantes e obras - indicam pagamento de propina a "agentes ainda não identificados".

Segundo o jornal O Globo, as irregularidades teriam acontecido nas construções do metrô feitas pela Odebrecht, como a expansão da estação General Osório, em Ipanema; e na Linha 4 do metrô do Rio, realizada pelo Consórcio Construtor Rio Barra, no qual a Odebrecht atuou em parceiram com Queiroz Galvão, Carioca, Cowan e Servix.
Outros indícios de pagamento de propina foram encontrados nas obras o Arco Rodoviário, de reabilitação da Praia de Sepetiba, dos teleféricos do Complexo do Alemão e do Morro da Providência e do Túnel da Grota Funda, além da reforma no Maracanã antes da Copa do Mundo.
O Grupo Odebrecht informou que não vai comentar o assunto. A Secretaria de Transportes do Rio, responsável pelas construções do metrô e dos teleféricos do Complexo do Alemão e da Providência, manteve o posicionamento da empreiteira. A Secretaria de Obras do estado ain


Temer telefonou para Faustão após ser criticado na TV, diz coluna


"Essa p**** desse governo nem começou, não sabe se comunicar e já faz a reforma sem consultar ninguém'', disse apresentador, em programa do último domingo



BRASIL PUXÃO DE ORELHAHÁ 1 HORA
POR NOTÍCIAS AO MINUTO


O presidente Michel Temer ficou chateado com a duras críticas do apresentador Faustão durante seu programa do último domingo (25). No dia seguinte à emissão, ele ligou para o apresentador e explicou a reforma educacional proposta pela sua gestão. As informações são do Blog do Josias, do UOL.


"Essa porra desse governo nem começou, não sabe se comunicar e já faz a reforma sem consultar ninguém'', disse Faustão no programa. ''Então, o país que mais precisa de educação faz uma reforma com cinco gatos pingados que não entendem porra nenhuma, que não consultam ninguém e aí, de repente, tiram a educação física, que é fundamental na formação do cidadão!'', completou, indignado.
Por telefone, Temer disse ao apresentador que as mudanças vinham sendo debatidas há anos, e que a educação física permanece na currículo, embora não seja uma matéria obrigatória.
O presidente teria dito que os os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgados recentemente, mostraram desempenho fraco estudantes brasileiros. Por isso, o governo quis acelerar as mudanças, editando medida provisória. Por fim, o presidente teria se comprometido a enviar mais explicações do Ministério da Eduacação ao apresentador.
A conversa teria acontecido na segunda-feira (26), um dia após a emissão. Durante o diálogo, Faustão teria relembrado a época em que era repórter, na década de 1980, e que Temer era secretário de Segurança de São Paulo.