Eu tinha que escolher um partido forte, grande, e eu olhei, pensei e vi que não tinha um partido grande, estruturado, que me desse a possibilidade de estar ali sem ter gente investigada", disse Marta
POLÍTICADEBATEHÁ 13 HORASPOR
A candidata a prefeita de São Paulo pelo PMDB e ex-ministra petista, Marta Suplicy, disse, durante o primeiro bloco do debate promovido pelo Estado, Gazeta e Twitter, que deixou o PT por uma série de circunstâncias, citando o escândalo que ficou conhecido como Petrolão. "Eu não tinha nada a ver com aquilo", disse a candidata do PMDB.
Sobre sua ida para o PMDB, ela expôs seus motivos. "Eu tinha que escolher um partido forte, grande, e eu olhei, pensei e vi que não tinha um partido grande, estruturado, que me desse a possibilidade de estar ali sem ter gente investigada", disse Marta, fazendo questão de afirmar que apoia a Lava Jato independente de quem a investigação atinja.
O candidato à reeleição, Fernando Haddad (PT), afirmou que está há 30 anos no partido e, dirigindo-se ao Major Olímpio (SD), que faz parte da turma que não "arrega". Agradeceu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, denunciado pelo Ministério Público na Operação Lava Jato, pela oportunidade de revolucionar a educação do País à frente do ministério.
O candidato do PRB, Celso Russomanno, disse ser contra a retirada de direitos trabalhistas. Afirmou também ser contra o aumento da jornada de trabalho e que sempre se manifestou favorável à jornada de 40 horas de trabalho.
Ainda no primeiro bloco do debate, Major Olímpio declarou seu apoio ao projeto da "Escola Sem Partido", o tucano João Doria (PSDB) garantiu que não reduzirá os subsídios das tarifas de transporte público municipal e Luiza Erundina (PSOL) lembrou que quando foi prefeita de São Paulo governo com minoria na Câmara porque não se dispôs a fazer concessões éticas. Se for eleita em outubro, afirmou que vai "mobilizar o apoio popular" para viabilizar sua administração.
O PT trava uma discussão interna sobre a necessidade de renovação do comando do partido. A ideia em discussão é ter na presidência do partido alguém com capacidade de falar para o conjunto da sociedade, mas, especialmente, com a juventude. Esta é a compreensão do ex-presidente Lula que, em reuniões internas, está pregando a necessidade de renovação do partido e já chegou a sugerir para a presidência da legenda o nome do senador Lindberg Farias (RJ), que já foi presidente da UNE e um dos líderes do movimento dos "cara-pintadas", defendendo nas ruas a cassação do então presidente Collor.
A maior resistência a esta ideia de renovação do comando partidário vem justamente da chamada “máquina petista”, aqueles que ocupam cargos importantes na estrutura do partido, mas não disputam a eleição e, na avaliação de petistas importantes, nem sempre compreendem as mudanças que estão acontecendo em todo o mundo.
- Quando o partido está no governo, quem dá a linha de pensamento é o governo; mas quando vai para a oposição, o comando para a militância vem do partido – diz um importante petista que defende a renovação do comando partidário.
Agora que perdeu a presidência da República e voltou à condição de partido de oposição, o PT busca se renovar e atrair novos quadros, novos líderes. E está sentindo a dificuldade de se conectar com a juventude, até mesmo com os jovens que estão indo para as ruas em movimentos como as manifestações "contra o golpe" ou "Ocupe Escola". A conclusão é a de que os jovens estão dispostos a ir para as ruas lutar por suas bandeiras, mas não estão enxergando no PT o canal para isso.
- Antigamente, o caminho era o PT. Agora, há a concorrência de movimentos como o “Ocupe Escola” ou o PSOL, que têm atraído jovens, ou movimentos como o MTST, liderado por Guilherme Boulos, que mantém relação com o PT, mas não é do partido.
Neste debate, os petistas começaram a analisar o que se passa no mundo como consequência da explosão das redes sociais. Em reunião petista, Lindbergh Farias explicou que no passado, quando precisava mobilizar a juventude para uma manifestação, eram necessários pelo menos 15 dias. Os dirigentes iam para as escolas, convocavam reuniões de sala em sala até formar o grupo para garantir uma manifestação importante. Hoje, ele contou, isso é feito pelas redes sociais com poucos dias, sem a necessidade de deslocamento de ninguém.
A avaliação no PT é a de que houve significativo êxito na atuação de senadores do partido como Lindbergh Farias, Gleise Hoffman, Humberto Costa e Fátima Bezerra, além de Vanessa Graziotin (PC do B) no período do processo de impeachment de Dilma Rousseff. Eles estiveram permanentemente em debate defendendo o discurso político do partido, incluindo aí, a narrativa de que houve "golpe" no afastamento de Dilma. A ideia é manter esta mobilização, envolvendo o conjunto do partido.
Por isso, Lula defende a renovação do comando petista e a substituição de Rui Falcão por alguém que possa fazer este embate. Porém, na falta de um nome que represente este novo momento e também que esteja fora do alcance da Lava Jato, há no partido os que acham que a missão deve mesmo recair sobre o ex-presidente Lula.
Documentos aos quais o Metrópoles teve acesso mostram que os agentes recolheram mídias com transcrições de áudios, computadores, projetos, planilhas e muita papelada nas salas dos cinco parlamentares envolvidos em suposto esquema de pagamento de propina em troca de liberação de recursos para a saúde
Documentos obtidos com exclusividade pelo Metrópoles mostram o que foi apreendido nos gabinetes de cinco distritais durante a Operação Drácon, em 23 de agosto deste ano. A Polícia Civil esteve nas salas dos deputados Celina Leão (PPS), Julio Cesar (PRB), Bispo Renato Andrade (PR) e Raimundo Ribeiro (PPS) – membros afastados da Mesa Diretora da Câmara Legislativa –, além de Cristiano Araújo (PSD). Todos são investigados por envolvimento em um suposto esquema de liberação de emenda parlamentar para a saúde do DF em troca de pagamento de propina. O farto material, entre mídias, envelopes com projetos, planilhas, degravações, detalhamento de despesas e computadores, passa por análise minuciosa dos investigadores.
Os dois gabinetes da presidente afastada da Casa, Celina Leão, foram alvos de mandados de busca e apreensão. Do local, foi levada uma pasta preta com documentos diversos, entre eles, uma planilha com projetos do Executivo, detalhamento de despesas com publicidade da Casa em 2015, além de documentos da Coordenadoria de Planejamento e Elaboração Orçamentária (CPEO), ligada à Vice-Presidência, que também detalham gastos do ano passado.
Uma das páginas, com o título “Programação/Ação”, termina com o valor de R$ 454,5 milhões. A coordenadoria é a responsável pela elaboração da emenda da saúde que desencadeou o escândalo revelado pela Drácon. Por meio da assessoria, Celina informou que não tem nada a declarar sobre as apreensões.
O maior volume de material apreendido durante a operação foi no gabinete do deputado Cristiano Araújo, onde os policiais recolheram mídias contendo degravações de áudios de Valério Pedroso Gonçalves que, segundo o parlamentar, é advogado, e Leila Fernandes de Souza. Leila também seria advogada, mas Cristiano diz que não se lembra dela. O documento referente às transcrições dos áudios tem 29 páginas.
De acordo com o deputado, as gravações de Valério e Leila fazem parte de um processo relacionado à Fundação de Amparo à Pesquisa (FAP-DF), que envolve Cristiano Araújo. O deputado é acusado de suposta fraude em distribuição de bolsas de pesquisa pela FAP-DF. O material teria sido repassado a ele por seu advogado, Eduardo Toledo. Ele garante que as gravações o favorecem.
Outro envelope com degravações de áudios também foi levado, este com 84 páginas. O material teria sido entregue a Cristiano Araújo pela presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimento de Saúde (SindSaúde), Marli Rodrigues, durante a Comissão Parlamentar de Inquérito da Saúde (CPI da Saúde). Os áudios de Marli contendo diálogos com diversos integrantes do Executivo local, entre eles, o vice-governador Renato Santana (PSD), são um dos elementos de apuração da CPI em curso na Casa.
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No gabinete de Cristiano, foram recolhidos ainda um envelope pardo com um memorial contendo processo da Secretaria de Saúde, o projeto 761/2015 e um documento com relação de empresas e nota fiscal para reconhecimento de dívidas de 2014, com ofício, nota de empenho e anotações em anexo.
O projeto tem como assunto leitos de UTI, justamente o objeto de investigação da Drácon. O distrital afirmou que a proposta trata da divulgação de leitos de UTI, transformada em lei no dia 2 de agosto pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Quanto aos documentos que dizem respeito ao pagamento e reconhecimento de dívidas, Cristiano Araújo explica que, no início do governo de Rollemberg, um grupo de deputados se uniu para formar a Frente Parlamentar de Defesa do Setor Produtivo e ele pediu um levantamento de todas as empresas que tinham débitos em aberto junto ao GDF.
Eu pedi que fosse feito um levantamento de tudo que o governo tinha de dívida ainda da gestão Agnelo Queiroz (PT), não apenas com a saúde, mas em todas as áreas"
Cristiano Araújo, deputado distrital
Dois computadores também foram levados do gabinete de Cristiano. O deputado diz que um deles é de Edmundo Souza, que produz vídeos para a deputada Celina Leão. Edmundo já foi, inclusive, chamado para depor no Ministério Público, no âmbito da Drácon. “Havia a possibilidade de a Celina sair para deputada federal e nós íamos fazer uma composição para as eleições de 2018. Daí, eu o contratei. Ele presta serviço para ela, mas de vez em quando me dava uma ajuda aqui, porque é muito bom”, disse.
Cartão de Assad Já no gabinete do deputado Raimundo Ribeiro, policiais civis encontraram um cartão da Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco) com o nome de Afonso Assad, apontado pelas gravações feitas pela distrital Liliane Roriz (PTB) como um dos empresários assediados para ter o repasse de emendas em troca do pagamento de propina.
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Durante nova busca na Câmara, no dia 2 de setembro, policiais vasculharam gabinetes da segunda e terceira secretarias
Assad teria se negado a participar do esquema de repasse de emendas, conforme o ex-secretário-geral da Câmara Legislativa Valério Neves fala nos grampos de Liliane. Foi a partir daí que, de acordo com os áudios, Cristiano Araújo teria procurado empresários na área de saúde para entrar no esquema fraudulento. Ele nega a acusação.
“Ameaças” Outro material que chamou a atenção dos agentes foi um envelope escrito “ameaças” contendo um e-mail com a inscrição “intimação”, recolhido na sala da chefe de gabinete de Raimundo Ribeiro, Nicolina de Sousa Orrico.
Segundo o distrital, o envelope continha informações sobre supostas ameaças que ele havia recebido no final do ano passado por estar “batendo” no Partido dos Trabalhadores (PT). Devido a isso, Ribeiro diz que, durante uma semana, chegou a ser escoltado por agentes da Polícia Civil. Sobre o e-mail encontrado no envelope, Ribeiro conta que, após a denúncia, um homem disse ter um dossiê contra ele e que o ofereceu por R$ 360 mil.
Durante esse período, passei a trabalhar com o Departamento de Operações Especiais (DOE) e mantive a troca de e-mails para que ele contasse o que sabia. A polícia descobriu que o rapaz era de Planaltina. Com o tempo, ele pediu desculpa. Eu o desculpei e ele disse que era um pai de família desesperado precisando de um emprego."
Raimundo Ribeiro
Sobre o cartão de Assad, o deputado Raimundo Ribeiro disse que tanto o presidente da Asbraco pode ter deixado o cartão de visita dele no gabinete, como o próprio empresário pode ter entregue a ele no plenário da Casa. “Se você for ao meu gabinete, vai encontrar o cartão do Afonso no meio de outros 20 mil cartões. É normal que a pessoa não me encontre no gabinete e deixe o cartão para que depois eu entre em contato. Ou ele pode ter me entregue no plenário”, explicou Ribeiro.
Outro lado Julio Cesar (PRB) teve dois itens recolhidos em seu gabinete: um computador e uma pasta com “documentos diversos”. Ele não quis fazer nenhum comentário sobre a reportagem. Já no gabinete de Bispo Renato Andrade (PR) foram retiradas mídias, agendas e computadores. Por meio da assessoria, o distrital que todo material levado do seu gabinete ajudará a comprovar que as “acusações são infundadas”.
“Não há provas contra Bispo Renato e o parlamentar continua afirmando que confia nas investigações da Justiça. Bispo Renato prestou depoimento voluntariamente e, desde então, está concentrado em sua defesa. O esclarecimento dos fatos é necessário e se dará no momento certo”, informa a nota.
Paulo Roberto Costa, um dos principais delatores da Lava Jato, afirma não ter conversado com Lula sobre o esquema
POLÍTICAESQUEMAHÁ 1 HORA POR NOTÍCIAS AO MINUTO
Denúncia dos procuradores da República na Lava Jato contra o ex-presidente Lula contradizem declarações de um dos principais delatores, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.
Segundo os procuradores, Lula nomeou Costa para a diretoria da Petrobras ciente de que ele atuaria na arrecadação de propina para o PP, de acordo com a Folha de S. Paulo.
Diz a denúncia que Lula, como responsável pela nomeação de manutenção de Costa e Duque na estatal, "solicitou, aceitou promessa e recebeu, direta e indiretamente, para si e para outrem, inclusive por intermédio de tais funcionários públicos, vantagens indevidas".
A acusação destaca ainda que "Paulo Roberto Costa, desde a sua nomeação, atendeu os interesses de arrecadação de vantagens ilícitas em favor de partidos da base aliada do governo, notadamente do PP".
As acusações são contrárias ao depoimento de Costa em 5 de maio de 2015, na CPI da Petrobras, quando negou ter conversado com Lula sobre o esquema.
Quando questionado pelo deputado João Gualberto (PSDB-BA) se concorda que esse esquema de corrupção foi elaborado por Lula, o ex-diretor responde não ter conhecimento para dar essa informação.
Lula é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro. O ex-presidente e sua mulher, Marisa Letícia, teriam recebido vantagens da OAS no caso do apartamento tríplex do Guarujá, que somam R$ 3,7 milhões.
Image copyrightGETTY IMAGESImage captionLocal da explosão, na rua 23 perto da Sexta avenida
Investigadores americanos ainda trabalham para estabelecer se existe relação entre três ataques realizados em diferentes partes dos Estados Unidos no fim de semana.
Apenas poucos dias depois que o país recordou os atentados de 11 de setembro de 2001, uma bomba improvisada foi detonada em uma pequena localidade costeira de Nova Jersey pela manhã, e 29 pessoas ficaram feridos em uma explosão de maior impacto em Nova York à noite.
Ainda no sábado à noite, um ataque a faca deixou nove feridos em um shopping center em Minnesota.
Além disso, nas primeiras horas desta segunda-feira, outra bomba explodiu quando estava sendo analisada por um robô antibomba.
O grupo autodenominado Estado Islâmico disse que o ataque em Minnesota foi realizado por um de seus "soldados", mas não está claro se a motivação por trás das outras bombas seria terrorismo.
O autor do ataque a faca, um homem de origem somali, segundo agências de notícias, foi morto por um policial que estava de folga.
Atentado 'intencional'
O ataque em Nova York foi na rua 23, perto da esquina com a Sexta Avenida, no bairro de Chelsea. A explosão ocorreu às 8h30 da noite do sábado.
Descrita como "ensurdecedora", a explosão destruiu as janelas de um edifício próximo e os vidros de um veículo, e deixou uma pessoa ferida gravemente.
Mas o Corpo de Bombeiros da cidade informou que, até o meio-dia do domingo, todos os feridos haviam recebido alta do hospital.
Pouco depois, as autoridades anunciaram que haviam encontrado outro artefato sem explodir a poucas quadras dali.
Até agora não se conhecem os motivos por trás da explosão.
O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, disse no sábado à noite que o ato foi "intencional", mas que não havia evidência de ligação com grupos terroristas internacionais. Ele disse ainda que a cidade não estava sob ameaça iminente de terrorismo.
Entretanto, horas depois, no domingo, o governador de Nova York, Andrew Cuomo, disse que apesar da ausência de conexões com grupos internacionais, o ataque pode ser visto como um "ato terrorista".
"Quem quer que tenha plantado esses artefatos, vamos encontrá-los e trazê-los à Justiça", disse.
Segundo o jornal The New York Times, as bombas caseiras foram feitas com panelas de pressão conectadas com um telefone celular e luzes de Natal alterados para serem usadas como detonador, e continham "material de fragmentação" para maximizar o estrago causado.
Segundo o jornal, os investigadores encontraram um artefato similar na rua 27 - essa bomba não chegou a ser detonada e foi destruída em segurança.
Ambos os dispositivos são parecidos com os que foram utilizados no atentado contra a maratona de Boston em 2013.
Image copyrightAFPImage captionAutoridades estão analisando caixa que teria contido artefato que explodiu em Chelsea
Ataques vinculados?
A explosão em Manhattan ocorreu apenas horas depois de outra bomba ter explodido dentro de uma lixeira em Seaside Park, Nova Jersey.
Apenas uma de três bombas feitas com canos detonou. O incidente ocorreu próximo do local onde seria realizada uma corrida anual de 5 quilômetros em homenagem a veteranos de guerra. Ninguém ficou ferido.
Di Blasio disse no sábado que não havia elementos para relacionar os dois incidentes.
Entretanto, essa informação foi relativizada por investigadores que conversaram com o New York Times no domingo. Para eles, há cada vez mais motivos para crer em uma possível vinculação.
Nas primeiras horas desta segunda-feira, outra bomba explodiu ao ser analisada por um robô antibomba em Elizabeth, Nova Jersey, a apenas 25 km de Manhattan.
Image copyrightREUTERSImage captionPoliciais usam robô anti-bombas para desarmar artefatos em Elizabeth, New Jersey
O prefeito da cidade, Christian Bollwage, disse que a bomba estava dentro de uma mochila que continha cinco artefatos.
"Imagino que se todos os cinco detonassem ao mesmo tempo, a perda de vidas seria enorme, se houvesse um evento sendo relizado", afirmou o prefeito.
Reforço policial
Os incidentes levaram as autoridades americanas a envirem 1.000 agentes de segurança adicionais para reforçar a segurança em Nova York.
No domingo à noite, o FBI, a polícia federal americana, questionou cinco pessoas que viajavam de carro pela rodovia Belt Parkway, mas informou pelo Twitter que nenhum suspeito foi indiciado.
A área onde ocorreu a explosão,em Chelsea, foi evacuada e isolada.
Image copyrightAPImage captionLas 29 personas heridas fueron dadas de alta el domingo al mediodía.
Reação dos candidatos
Os dois candidatos na corrida pela Casa Branca se manifestaram em apoio às vítimas dos incidentes e à população afetada.
A democrata Hillary Clinton disse que estava em contato com as autoridades nova-iorquinas e ressaltou que o país precisa dar apoio às vítimas.
Image copyrightREUTERSImage captionA candidata democrata à Casa, Branca, Hillary Clinton
O republicano Donald Trump disse que os ataques evidenciam o que chamou de "políticas falidas" do presidente democrata, Barack Obama. "Precisamos ser fortes", tuitou.
Corte considerou que estadia de fundador da WikiLeaks em embaixada não é privação de liberdade; interrogatório ocorrerá na embaixada equatoriana em Londres em outubro
por Redação
Opera Mundi – O Tribunal de Apelação de Svea, na Suécia, manteve hoje (16) a ordem de prisão emitida em 2010 contra o fundador da organização WikiLeaks, o jornalista australiano Julian Assange, acusado de crime de estupro em grau menor, que motivou a abertura de uma investigação preliminar neste país.
A decisão confirma uma determinação anterior de um tribunal de primeira instância que, há quatro meses, considerou que Assange continua sendo suspeito e que há risco de que queira evitar um julgamento ou uma hipotética condenação. Cabe recurso da decisão no Tribunal Supremo.
O jornalista está refugiado na embaixada do Equador em Londres desde 2012 a fim de tentar evitar sua extradição para a Suécia. Ele nega as acusações e se diz perseguido pela justiça sueca.
"Na opinião do tribunal, não há impedimento para que Assange possa interromper sua estadia na Embaixada do Equador. Sua estadia não é uma privação de liberdade e não deve ter importância na questão da proporcionalidade", de acordo com a decisão desta sexta.
A corte de Svea reconhece que o tempo transcorrido desde a emissão da ordem de prisão e a "anterior" passividade dos promotores seriam argumentos para eliminá-la. Entretanto, decidiram mantê-la em função do "grande interesse público" sobre o crime considerado "relativamente sério".
O tribunal de Svea também rejeitou o pedido dos advogados do jornalista de realizar uma nova audiência sobre o caso, já que não considera "nem necessário nem apropriado" afastar-se da regra geral de limitar-se a um procedimento escrito.
Em fevereiro deste ano, a defesa de Assange, que havia solicitado há dois anos, sem sucesso, o cancelamento da ordem de prisão do fundador da WikiLeaks, apresentou nova petição aos tribunais suecos, pouco depois de um relatório da ONU apontar arbitrariedade na prisão do ativista.
Assange completou, em 19 de junho, quatro anos refugiado na embaixada equatoriana ao término de um longo processo legal no Reino Unido, que decidiu a favor de sua entrega à Suécia.
A intenção do jornalista, de 44 anos, é evitar a extradição para o país escandinavo, porque teme ser enviado depois aos Estados Unidos, onde poderia enfrentar um julgamento militar em função dos documentos vazados pela WikiLeaks detalhando as operações dos EUA no Iraque.
Interrogatório será em outubro
Na última segunda-feira (12), o Ministério Público do Equador anunciou que o interrogatório do fundador da WikiLeaks ocorrerá em 17 de outubro na embaixada do país em Londres.
De acordo com um comunicado, "o procurador Wilson Toainga tomará o depoimento com base em uma folha de perguntas entregue pelo Ministério da Justiça sueco, dentro de uma investigação por um suposto estupro cometido por Assange, assim como uma possível retirada de amostras de fluidos corporais".
A procuradoria acrescentou que a retirada de amostras deverá ser feita de acordo com o Código Penal equatoriano, "ou seja, com o consentimento da pessoa e sem forçá-la fisicamente".
A fixação da data para o interrogatório foi considerado um "passo positivo" pela Promotoria da Suécia. Em nota, a Procuradora-Geral do país, Marianne Ny, à frente da investigação, afirmou que "é positivo que a investigação possa avançar".
A grandeza de um ser humano não está no quanto ele sabe, mas no quanto ele tem consciência que não sabe. O destino não é freqüentemente inevitável, mas uma questão de escolha. Quem faz escolha, escreve sua própria história, constrói seus próprios caminhos. Descanse em paz DOM!