segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Dever cumprido: Paralimpíada celebra união e consagra capacidade do Brasil

 18/09/2016 22h22

Em festa marcada por música e diversidade, encerramento dos Jogos Paralímpicos põe fim também em série de grandes eventos sediados no país nos últimos dez anos

Por Rio de Janeiro
Uma noite para celebrar a capacidade! A capacidade de unir forças. A capacidade de respeitar as diferenças. A capacidade do Brasil de realizar tudo que se propõe. Coube aos atletas paralímpicos consagrar um ciclo que teve início há quase uma década - lá em 2007, com os Jogos Pan e Parapan-Americanos -, passou por Copa das Confederações, Copa do Mundo, Olimpíada e acabou em grande estilo com a Paralimpíada. Mais emblemático impossível. Logo eles, tão colocados à prova diante dos percalços da vida, e que mostram que, apesar das desconfianças, tudo é possível. Tal qual o Brasil. Muitos questionaram, duvidaram, previram o pior. Mas a festa de encerramento da noite deste domingo no Maracanã serviu para lavar a alma e deixar até o mais pessimista dos brasileiros de sorriso escancarado com a sensação do dever cumprido.
Cerimônia de encerramento Paralimpíada Rio 2016 (Foto: André Durão)Descrição da imagem: fogos de artifício iluminam o Maracanã no início da cerimônia de encerramento (Foto: André Durão)

No mesmo padrão das outras cerimônias que marcaram a Rio 2016, o encerramento não contou com luxo ou extravagâncias. Por outro lado, sobrou empolgação e animação. A diversidade musical brasileira, que foi do rock pesado de Andreas Kisser até toda alegria de Ivete Sangalo, ditou literalmente o ritmo do público que lotou o estádio. Em seu discurso, o presidente do Comitê Organizador dos Jogos, Carlos Arthur Nuzman, se dirigiu aos iranianos e lamentou a morte do ciclista Bahman Golbarnezhad, na tarde de sábado. Em seguida, foi a vez de Sir Philip Craven, presidente do IPC, pedir um minuto de silêncio.
Como não podia deixar de ser, o evento foi marcado também pela inclusão social. Reproduzido no gigantesco telão colocado no palco, o Google Tradutor fez o papel de apresentador do espetáculo, que contou a todo instante com a união de artistas com e sem deficiência. O Maracanã se tornou um grande salão de festas para celebrar as realizações de um país que não escondeu suas muitas carências, mas foi capaz de lidar com elas. 
Vamos unir as diferenças
Johnatha Bastos guitarrista com os pés cerimônia de encerramento rio 2016 (Foto: Reuters)Descrição: Johnatha Bastos toca guitarra com os pés em cerimônia de encerramento (Foto: Reuters)
Já no primeiro ato do espetáculo, a imagem de Mestre Batman no telão veio acompanhada de palavras de quem viu capacidade onde todo mundo apontava dificuldade. Foi dele a ideia de criar uma orquestra para surdos e introduziu os "Batuqueiros do Silêncio" no Maracanã, tudo devidamente reproduzido na linguagem de libras. Ao som da mistura de maracatu e samba, a cantora Gabi Amarantos iniciou a contagem regressiva para primeira queima de fogos da cerimônia e deu o recado:

- Vamos unir as diferenças na batida de um só coração.

E ficou claro desde o início que essa união passava muito pela musicalidade e pela diversidade. Com toda habilidade em sua guitarra baiana, Armandinho levantou o público ao som do frevo misturado com o heavy metal de Andreas Kisser. A principal atração, no entanto, estava no palco central: Johnatha Bastos, talento que ignorou o fato de ter nascido sem os braços para se tornar guitarrista - isso depois de se arriscar na bateria e no teclado.

O protocolo seguiu com a apresentação do presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), Sir Philip Craven, e o hasteamento da bandeira brasileira. Coube ao tenor Saulo Laucas a honra de cantar o hino nacional. Com deficiência parcial da visão desde o nascimento, ele foi diagnosticado autista aos três anos de idade.
Yohansson Nascimento cerimônia de encerramento paralimpíada rio 2016 (Foto: Reuters)Descrição da imagem: Yohansson Nascimento comanda trenzinho durante show musical no Maracanã (Foto: Reuters)


Com os atletas já posicionados no centro do gramados desde o início de cerimônia, deu-se início ao desfile das bandeiras dos 160 países que competiram no Rio, encerrado pela ovação a Ricardinho, craque do imbatível futebol de 5. Protocolo cumprido, era hora de voltar a música e, claro, a celebração das diferenças. Representando a fauna, flora, água e coração, Nação Zumbi, Vanessa da Mata e Céu colocaram o público para dançar com um show de cerca de meia hora. Para variar, os mais animados foram os brasileiros, que puxaram um trenzinho que ganhou novos participantes a medida que passava pelas delegações. No palco, um protesto: o guitarrista da Nação Zumbi exibiu os dizeres "Fora Temer" no fundo de seu instrumento.
Dona de 16 medalhas paralímpicas, seis no Rio, a americana Tatyana McFadden recebeu juntamente com o refugiado sírio Ibrahim Al Hussein o prêmio Whang Youn Dai, pelos serviços prestados ao esporte. Apenas mais uma pequena pausa antes da música voltar a ditar o rumo da festa. Cercado por voluntários no palco central, o cantor Saulo Fernandes entoou o clássico "One Love", de Bob Marley.
Nuzman: "Missão cumprida! O que era impossível aconteceu"
Missão cumprida! Para muitos, era impossível. Para o Rio e o Brasil, não. O que era impossível aconteceu
Carlos Arthur Nuzman, presidente da Rio 2016
Em novo intervalo para seguir o protocolo, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, passou a bandeira paralímpica para a governadora de Tóquio, sede dos próximos Jogos. Os japoneses se apresentaram aos cariocas com um clipe relembrando sua relação com o movimento paralímpico, desde Tóquio 1964, encerrado com a apresentação da modelo amputada Gimico, do dançarino amputado Koichi Omae e da artista cega Akira Hiyama.   
A primeira menção ao iraniano Bahman Golbarnezhad, morto em acidente na prova de ciclismo de estrada, sábado, chegou através do presidente do Comitê Organizador dos Jogos, Carlos Arthur Nuzman, que lamentou o ocorrido. Em seguida, o discurso de agradecimento trouxe a mensagem de satisfação por tudo que foi realizado nos últimos dois meses:  

- Missão cumprida! Realizamos Jogos Olímpicos e Paralímpicos espetaculares. Esse Brasil que amamos tanto mostrou ao mundo do que é capaz. Toda essa celebração começou com um sonho de fazer o Rio uma cidade olímpica. Foram 20 anos esperando esse momento. Para muitos, era impossível. Para o Rio e o Brasil, não. O que era impossível aconteceu. 
Os elogios encontraram eco no presidente do Comitê Paralímpico Internacional, Sir Philip Craven, que pediu um minuto de silêncio em homenagem a Golbarnezhad antes de se declarar aos cariocas:   
Descrição da imagem: Bahman, do Irã, sendo homenageado no Maracanã (Foto: Rio 2016 / Twitter)Descrição da imagem: Bahman, do Irã, sendo homenageado no Maracanã (Foto: Rio 2016 / Twitter)
- A cada dia, vocês criaram um carnaval do esporte. Em uma cidade onde tudo mundo leva cartões postais, vou levar comigo a lembrança de vocês, cariocas fantásticos. Em decisão unânime, o Comitê Paralímpico Internacional vai entregar ao Rio e ao Brasil a maior honraria da ordem paralímpica.
Em inversão do roteiro inicial, Saulo Fernandes, Nego do Borel, Gabi Amarantos e Calum Scott voltaram a dar o tom musical da festa antes de que cataventos apagassem a pira olímpica. Protocolo finalizado. Missão cumprida. E, agora sim, era hora de festa. Só festa! Ivete Sangalo levantou poeira e comandou a farra. Se nos Jogos tudo deu certo, o ato final foi com nossa especialidade: festejar!
* Participam da cobertura Amanda Kestelman, Fabrício Marques, Lydia Gismondi e Matheus Tibúrcio.
* Texto de Cahê Mota

Camila Pitanga afirma: 'Ele me deu a oportunidade de estar aqui'

A atriz relatou os momentos de desespero




FANTÁSTICOHÁ 1 HORA
POR NOTÍCIAS AO MINUTO


Neste domingo (19), Camila Pitanga foi o destaque do programa “Fantástico”, onde falou pela primeira vez sobre a morte trágica do colega da novela “Velho Chico”, Domingos Montagner.


O episódio ocorreu na última quinta-feira, quando Camila e Domingos estavam no horário de almoço, fazendo um mergulho no rio São Francisco. Na ocasião, Camila pediu ajuda, mas Domingos não resistiu e foi encontrado morto a 18 metros de profundidade.
“Era uma praia bem frequentada com dois quiosques. O motorista não era da região, mas ele teve uma intuição e ficou na dúvida se perguntaria para alguém. A gente não queria chamar a atenção, queríamos ter uma certa objetividade. Fomos pra direita, vimos que nessa direita, tinha uma água meio parada. O Domingos viu umas pedras, subiu nelas e falou Ca aqui tá ótima. A gente estava nadando a favor de uma correnteza muito suave”, disse.
A atriz também relatou os momentos de desespero:  “Ele não saia do lugar e não falava.  Ele subiu e desceu duas vezes, quando ele subiu pela última vez, aí eu entendi o problema que a gente estava vivendo. Eu entendi que eu não podia ir lá, porque tinha algo maior do que eu estava imaginando. Era um desespero, eu vou e alguma coisa dizia não vai. Eu comecei a gritar, mas não tinha ninguém, e eu sabia que eu não podia ir”.
Eu queria salvar, mas vi que não podia, porque se



domingo, 18 de setembro de 2016

Não existe maior amor do que dar a própria vida por causa do amigo. João 15:13

É Sério! Não Sei o que está acontecendo com Meu Facebook
Digito proteger animais, aparece 5️⃣1️⃣1️⃣1️⃣1️⃣
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João Valois
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Vou fazer um desafio!!
Compartilhe com seus amigos e vc terá uma boa notícia no dia 2 de outubro 🙌🏾👏🏾🎉

Otimismo e rapadura VID 20160918 WA0002

GOL É CONDENADA A PAGAR INDENIZAÇÃO A CUIABANA POR NEGAR EMBARQUE DE CACHORRO 17 SETEMBRO 2016

Por Lázaro Thor Borges
MT Cuiaba gol condenada pagar indenizacao negar embarque cachorroMT Cuiaba gol condenada pagar indenização por negar embarque cachorro (Foto: Reprodução Internet)
A Gol Linhas Áreas deverá pagar indenização de R$ 8.800 a título de danos morais a Maraisa Cristina Manzano após negar que a passageira pudesse viajar com o seu cachorro de estimação em viagem de Cuiabá até São Paulo. A decisão foi confirmada pela 1ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça de Mato Grosso no dia 6 de setembro, após a empresa entrar com recurso.
Maraisa Manzano, que mora na cidade de Rosário na Argentina, relatou no processo que viajou de férias ao Brasil, mas teve que voltar às pressas para a cidade onde mora. Na ocasião, comprou uma passagem aérea de Cuiabá até Rosário com escala em São Paulo.
Após providenciar os documentos necessários para o trajeto do animal, a companhia aérea teria negado o embarque do cachorro. Mais tarde, após Maraisa entrar em contato com a empresa, foi fornecida uma passagem para que ela retornasse ao país e embarcasse juntamente com o animal.
No entanto, até a data do novo embarque, a tutora teve de providenciar nova documentação sanitária do seu bicho de estimação, além das despesas com alimentação e hospedagem. Apesar de solicitada, a Gol não ressarciu os gastos adquiridos com o remanejamento do vôo.
Decisão
Conforme a decisão da 1ª Câmara, ficou mantido o entendimento do juiz Flávio Maldonado de Barros da 1ª Vara Cívil de Tangará da Serra, com o valor da indenização por danos morais estabelecido em R$ 8.800 e o ressarcimento das despesas em R$ 905,65. Além da Gol, a empresa VRG Linhas Aéreas S.A, que faria o trajeto de São Paulo até Rosário, também pagará as indenizações.
De acordo com a relatora, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, o dano suportado pela autora, que lhe causou sensação de impotência, angústia e outros sentimentos negativos abalaram sua estabilidade emocional, inclusive com necessidade de retornar ao Brasil para buscar e levar seu animal para a Argentina.
“Não há dúvida de que a ré negou indevidamente o embarque do animal, mesmo com toda a documentação necessária apresentada pela autora. Inclusive reconhece os transtornos causados à autora, tanto que emitiu passagem, sem custos, para que levasse o seu animal para a Argentina”, entendeu a desembargadora.
Os demais desembargadores também entenderam por desprover o recurso, resultado em decisão unânime.






Pessoal quem puder me ajudar compartilhando e se tiver alguma informação me avisar, porque meu cachorro saiu e ninguém viu, ele sumiu aqui na ponte alta norte perto do residencial palmeiras, é um boxer e se chama Rinky (dócil e está com uma coleira desgastada). Obrigada! Wpp (61) 99336-8215

Gama !! Ponte alta !! Ajudem !!! Gama !! Ponte alta !! Ajudem !! Gama.
Keysiane Marques com Juliana Barros e outras 2 pessoas.
erto do residencial palmeiras, é um boxer e se chama Rinky (dócil e está com uma coleira desgastada). Obrigada! Wpp (61) 99336-8215

Cláusula de barreira restringiria ação de 14 partidos se já estivesse em vigor

18/09/2016 07h59 - Atualizado em 18/09/2016 07h59

Partidos perderiam também acesso ao fundo partidário e tempo de TV.
Texto que cria requisitos para funcionamento das siglas tramita no Senado.

Gustavo GarciaDo G1, em Brasília
cláusula de barreira atualmente em tramitação no Senado, que impõe requisitos eleitorais para a manutenção de partidos, limitaria o funcionamento de 14 siglas no Congresso e restringiria o acesso delas a verbas partidárias caso as regras previstas pelo texto já estivessem valendo. Entre as legendas que seriam afetadas estão algumas tradicionais, como o PC do B, e PPS, além de partidos de criação mais recente, caso do PSOL e PROS.
G1 usou dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), referentes às eleições de 2014, para simular um cenário em que as regras da cláusula de barreira já estivessem em vigor. O texto, apresentado em formato de Proposta de Emenda à Constituição (PEC), prevê as mudanças a partir das eleições de 2018.
Segundo a PEC, um partido que não atingir resultados eleitorais mínimos perde o funcionamento parlamentar. Isso significa, por exemplo, que o partido seria obrigado a ter uma estrutura menor na Câmara, sem direito a cargos de liderança, deputados em comissões permanentes e cargos na Mesa Diretora. Além disso, os partidos perderiam direito ao fundo partidário e ao tempo gratuito de televisão e rádio 
Os requisitos que a PEC exige dos partidos a partir da eleição de 2018 são:
- obter pelo menos 2% dos votos válidos para deputado federal em todo o país;
- conseguir 2% dos votos para deputado federal em, no mínimo, 14 unidades da federação.
Pelo levantamento do G1, das 27 legendas que existem hoje na Câmara, restariam, com a cláusula de barreira, somente 13 com funcionamento parlamentar. Seriam elas:
-PMDB
- PT
- PSDB
- DEM
- PDT
- PP
- PR
- PRB
- PSB
- PSC
- PSD
- PTB
- SD
Perderiam o funcionamento parlamentar as seguintes legendas:
PPS
PROS
- PV
PC do B
- PEN
- PHS
- PRP
- PRTB
- PSL
PSOL
- PT do B
- Rede (não disputou as eleições de 2014. Mesmo com os quatro deputados que tem hoje, não atingiria o mínimo previsto pela PEC)
- PTN
- PMB (também não disputou as eleições de 2014. Com os dois deputados que tem hoje, não atingiria o mínimo previsto pela PEC)
A PEC prevê ainda que, a partir das eleições de 2022, a taxa mínima de votos apurados nacionalmente seja de 3%. Com isso, PSC e SD também entrariam na lista dos que ficariam sem funcionamento parlamentar.
O texto, que é de autoria dos senadores do PSDB Ricardo Ferraço (ES) e Aécio Neves (MG), já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e agora está na pauta do plenário da Casa. A expectativa é que seja votado pelos senadores depois das eleições municipais, em outubro. Para virar lei, precisa ainda ser aprovado pela Câmara.

"[O texto] limita o número de partidos, acabando com a legendas de aluguel, aquelas que existem exclusivamente para se apropriar do fundo partidário e negociar tempo de televisão e isso permite, como consequência, o ordenamento das discussões políticas", afirmou o senador
Argumentos a favor e contra

Defensores da cláusula de barreira afirmam que a regra diminuiria a quantidade de partidos no país, considerada excessiva pelos que apoiam o texto. O alvo é acabar principalmente com os chamados "partidos nanicos". Com restrições ao funcionamento parlamentar e sem acesso ao fundo partidário e horário de rádio e TV, a tendência é as siglas menores deixarem de existir ou se fundirem a uma maior.

No dia em que o texto foi aprovado na CCJ, o senador Aécio Neves afirmou que a proposta vai diminuir negociações em troca de tempo de TV das chamadas "legendas de aluguel".
O professor de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB) David Fleischer acredita que a redução no número de partidos melhoraria o diálogo entre Executivo e Legislativo.
“O argumento de que daria melhores condições de governabilidade ao governo é válido, porque com 28 partidos no Congresso a governabilidade é bastante afetada. Com sete, oito, nove partidos, isso seria melhor. Menos partidos, mais governabilidade”, opinou Fleischer.
Outro benefício da cláusula de barreira, de acordo com o cientista político, é evitar a corrupção daqueles que chamou de “donos de partidos nanicos”.
“A barreira elimina a corrupção dos donos de partidos nanicos. Esses partidos recebem dinheiro do fundo partidário, mas o dono do partido não coloca esse dinheiro à disposição do partido, para os candidatos. O dono do partido coloca esse dinheiro na sua conta bancária, no seu bolso. Ele aproveita o partido nanico para o seu próprio enriquecimento”, explicou o especialista.
Para Fleischer, a cláusula de barreira também poderia esvaziar esquemas de corrupção que têm origem nas formações de bases de apoio parlamentar, como, por exemplo, o mensalão e o petrolão.
“Talvez com menos de dez partidos também não seja necessário ao governo federal ‘comprar’ tantos partidos para formar sua base de sustentação. Isso seria outro benefício”, afirmou Fleischer.
Para quem é contrário á proposta, no entanto, a cláusula de barreira diminuiria a representatividade política no país e restringiria as opções de ideologias à disposição do eleitor, já que poderia eliminar partidos que, apesar de ter poucos votos, possuem posições políticas marcantes. 
A presidente nacional do PC do B, a deputada pernambucana Luciana Santos, considera que a aprovação da PEC pelo Congresso seria um “retrocesso”.
“O problema do sistema eleitoral brasileiro, que é ruim, não reside nesse aspecto do desempenho dos partidos. Não é aí que se medem os partidos, eles se medem por sua história, pelo seu programa, então é uma inversão completa do que deve ser um sistema eleitoral pujante e sólido”, opinou Santos.
A parlamentar concorda que uma reforma partidária é necessária, mas com outros aspectos, baseada no fortalecimento de siglas com programa político mais consolidado.
“Nós precisamos fortalecer a instituição, o programa. Evitar essa guerra que existe numa disputa eleitoral proporcional. Acho que precisaríamos de uma reforma que possibilitasse ao eleitor votar no partido, e não no candidato. Assim seria criada uma cultura de as pessoas votarem pelo programa, pela ideia, e não nas pessoas”, argumentou a deputada.
Legalidade da proposta
Outra discussão que divide aqueles que são contrários e favoráveis à proposta diz respeito à legalidade jurídica do texto. Para o cientista político da Universidade de Brasília (UnB) David Fleischer, a proposta é “inconstitucional” e, caso fosse questionada junto ao Supremo Tribunal Federal, seria derrubada, a exemplo do que aconteceu em 2006 com uma cláusula de barreira aprovada em 1995.
Na ocasião, o texto previa que os partidos com menos de 5% dos votos nacionais também teriam estrutura menor na Câmara e ficariam sem direito a liderança, deputados em comissões e cargos na Mesa Diretora.
“Isso cria duas classes de deputados: os deputados de primeira classe, de partidos que tiveram bom desempenho eleitoral, com mais direitos que os deputados de segunda classe, que não atenderam aos requisitos previstos. É inconstitucional”, opinou David Fleischer.
“Uma verdadeira cláusula de barreira impediria que os partidos que não atenderam aos requisitos tomassem assento nas Casas legislativas, como acontece em outros países. A barreira prevista nessa proposta  é uma barreira de meia tigela”, ironizou o especialista.
A falha, segundo o professor da UnB, está na possibilidade de um candidato de um partido com baixo desempenho tomar posse na Câmara ainda que com os restrição de direitos, o que em tese não diminuiria o alto número de partidos.
Defensores da proposta, no entanto, dizem que as regras não podem barrar totalmente os partidos porque seria uma afronta à manifestação da vontade popular, traduzida pelo voto, de escolher ser representada pelo candidato de uma legenda com cujo programa político concorda.
Para eles, as restrições financeiras e de tempo de televisão forçariam os candidatos a procurar partidos com melhores desempenhos, esvaziando siglas menos votadas. Isso seria somado ao fim das coligações partidárias em 2022, que também é previsto pela PEC. Esse mecanismo permite que candidatos se elejam deputados com as sobras dos votos de concorrentes de partidos diferentes, mas unidos na disputa.
A expectativa dos defensores da PEC é que o fim das coligações partidárias também faça com que os candidatos procurem legendas mais expressivas, uma vez que um partido “nanico” não poderia se unir a outros para aumentar sua força.

Além disso, os autores da PEC dizem que desde 2006, quando o STF declarou inconstitucional a cláusula de barreira, os magistrados têm mudado o entendimento sobre o assunto.
“A nova composição do STF tem sinalizado publicamente para a necessidade de se incorporar ao ordenamento jurídico pátrio uma cláusula de desempenho, de forma a se conter a proliferação dos partidos e evitar a criação de legendas sem alicerces programáticos e ideológicos”, justificam os parlamentares
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