domingo, 18 de setembro de 2016

Com mais ações por remédio e hospital, STF entra no debate da judicialização da saúde

Aumento do número de casos, aliado à insuficiência do atendimento da rede pública levou Supremo a incluir parte dos processos no chamado instrumento de "repercussão geral"

por Hylda Cavalcanti, da RBA publicado 17/09/2016 09:49
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Brasília – O Supremo Tribunal Federal (STF) resolveu entrar para valer no debate sobre a judicialização da saúde, que consiste na tramitação, nos tribunais brasileiros, de processos pelos quais os cidadãos pedem acesso a leitos em hospitais, remédios fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e até para ter direito à marcação de consultas e cirurgias de urgência. Segundo os últimos dados disponíveis no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), chegou-se a 392.921 processos em 2014.
Esta semana, o Supremo transformou dois processos que abordam a obrigatoriedade de o poder público fornecer medicamentos de alto custo e pagar remédios sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em casos de repercussão geral. Por esse instrumento, a decisão a ser tomada pelos ministros da mais alta Corte do país passará a valer para todas as outras sobre o tema que tramitem nos vários tribunais.
A ideia de dar a essas ações o instrumento de repercussão geral se deu porque este ano, de janeiro a julho, o Ministério da Saúde respondeu a 16.301 ações que reclamam apenas o fornecimento desses casos específicos – remédios e tratamentos médicos não validados pela Anvisa. E o número da ações sobre essas circunstâncias, neste primeiro semestre, chegou a ser maior que o observado durante todo o ano passado (14.940)
A parte referente aos remédios é apenas um item deste problema que afeta não apenas os pacientes e parentes de pessoas com doenças crônicas e casos tidos como muito sérios, mas também médicos e magistrados.
"É muito complicado e grave. À primeira vista todo mundo tem direito à saúde, a leitos em hospitais e acesso a medicamentos. Mas quando o juiz recebe o pedido para a compra de um remédio de R$ 16 mil, por exemplo, para um paciente com câncer em estado terminal, vai ter que avaliar o número de caixas que terá de liberar e muitas vezes percebe que o valor a ser gasto com esta pessoa, no total, pelo poder público, será semelhante ao orçamento para todo o setor de saúde pública de um dos municípios mais pobres do país", observou o pesquisador em saúde pública Adriano Rodrigues, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
"Ele tem de pensar, fica nas mãos dele decidir se ajuda a melhorar o final da vida desta pessoa ou nega o pedido para que os recursos possam ajudar a vacinar crianças e ser usados em outras iniciativas que vão salvar muito mais vidas. Isso é cruel para um julgador", afirmou, acrescentando que o quadro leva muitos magistrados a se encontrarem no limite entre decidir sobre a vida ou morte de uma pessoa.

Desconforto nos julgamentos

Muitas vezes, apesar de várias parcerias já terem sido feitas, existe uma carência de peritos na área para subsidiar os juízes sobre a situação real de um paciente para quem está sendo pleiteado determinado medicamento de alto custo. E se a situação parece ser difícil apenas nos estados, no STF, os ministros demonstraram o mesmo desconforto na última quarta-feira.
O ministro Marco Aurélio de Mello, relator das ações que estavam na pauta, disse que embora seja favorável à obrigação do poder público de fornecer estes remédios, seu parecer é contrário à distribuição dos que não tenham sido registrados pela Anvisa, na maior parte das vezes, mas destacou que "o fornecimento depende da comprovação de necessidade do remédio e da incapacidade do paciente de pagar pelo fármaco".
O ministro Luiz Roberto Barroso, por sua vez, apresentou entendimento diferente e, diante da dúvida suscitada por vários integrantes do colegiado, ele pediu vista do processo para analisá-lo melhor.
Informações repassadas na sessão pela advogada-geral da União, Grace Mendonça, são de que de 2010 a 2015 o Estado passou a ter um aumento de 727% nos gastos referentes à judicialização. "Esses tipos de liberação terminam impactando nas políticas públicas de saúde", argumentou.
"Em outras palavras: o poder público não tem competência para oferecer um bom sistema de saúde pública para a população; a população recorre à Justiça; e a Justiça fica perdida, porque nem sempre consegue ser subsidiada por um médico sobre a melhor decisão. E um juiz sabe que, nessas circunstâncias, salvar uma vida, por mais importante que seja, também pode significar evitar que várias outras consigam viver", disse o pesquisador.
O assunto foi uma das prioridades abordadas pela presidenta do STF, ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, na reunião que ela teve recentemente com os governadores, a quem pediu que listassem os principais objetos reclamados nas ações contra os governos estaduais neste setor.
Independentemente disso, o CNJ, que também passa a ser comandado pela ministra, deu início, quinta-feira (15), a uma parceria com o Conselho Nacional de Saúde (CNS) no sentido de tentar contribuir com o envio de peritos para os tribunais de Justiça, de forma que eles os ajudem no estudo dos laudos médicos observados nestas ações.
A parceria, que tem, ainda, o apoio do Ministério da Saúde, permitirá buscar formas de racionalização desses processos e a realização de reuniões nos estados que levem a medidas menos burocráticas para facilitar procedimentos. "Inauguramos hoje uma relação de diálogo e nos colocamos à disposição para auxiliar no que for possível", afirmou o presidente do CNS, Ronaldo Santos.
Já o supervisor do Fórum Nacional do Poder Judiciário para a Saúde, o conselheiro do CNJ Arnaldo Hossepian, disse que o órgão quer estruturar o sistema para corrigir distorções, inclusive com a criação, no início do mês, de comitês estaduais de Saúde junto ao Judiciário nos estados. Segundo ele, também estão sendo estudadas formas de especialização de comarcas junto ao tema.

Problema social

Outra iniciativa apontada pelo conselheiro é a criação de um banco de dados com informações técnicas para auxiliar magistrados nas decisões. "O CNJ não interfere no exercício da jurisdição, nem na forma como o juiz vai decidir sobre cada caso. O que queremos conferir aos julgadores é a possibilidade de, em tempo rápido, receberem pareceres técnicos sobre essas ações para que possam deliberar com mais celeridade e adequadamente", afirmou Hossepian.
Para a juíza federal Rosângela Borges, de Goiás, o problema não é de hoje e precisa de atuação eficaz, por parte do Judiciário, de uma vez por todas, com imposições ao poder público para que cumpra seu papel. "São processos que não dizem respeito apenas aos jurisdicionados. Também representam um problema social, tanto para os juízes, como para os jurisdicionados e os elaboradores de políticas públicas", disse.

A polêmica principal se dá porque, segundo a magistrada, até há bem pouco tempo as decisões eram tomadas quase que "no escuro". "A tendência de todos os juízes do país é dar a decisão favorável ao cidadão, porque é difícil detectar um caso de fraude se não tivermos informações disponíveis e tendo uma vida em jogo. E muitas vezes, quando os próprios demandantes judiciais incorrem em um erro de avaliação sobre a necessidade de um procedimento, o fazem até mesmo de forma inconsciente em prol da sua saúde ou dos seus familiares, querendo mais bem-estar para estes", disse Rosângela.
De acordo com os dados do CNJ (que ainda não tem o balanço referente ao ano de 2015), no ano de 2014 os estados campeões em número de ações de cidadãos reivindicando serviços públicos de saúde na Justiça foram Pernambuco, São Paulo, Santa Catarina, Pará e Rio Grande do Sul. A ministra Cármen Lúcia ficou de chamar os governadores para uma segunda conversa sobre o tema, assim que tiver um diagnóstico mais preciso sobre os gargalos observados nas ações em cada estado voltadas para este setor.

Serra passa vergonha em entrevista e recebe ajuda do repórter; Assista!

No vídeo é possível ver que José Serra manda uns olhares pedindo ajuda a supostos assessores

Serra passa vergonha em entrevista e recebe ajuda do repórter

POLÍTICA CHANCELER?HÁ 4 HORAS
POR NOTÍCIAS AO MINUTO


O atual ministro das Relações Exteriores do Brasil do governo Michel Temer, José Serra, passou vergonha em entrevista ao repórter Claudio Dantas, de 'O Antagonista'.

O assunto abordado é 'BRICS'. A sigla é um anacrônico que faz referência aos países membros fundadores do bloco (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que juntos formam um grupo político de cooperação.
Serra não sabe identificar as siglas e precisa da ajuda do próprio repórter duas vezes e ainda manda uns olhares pedindo ajuda a supostos assessores. Ele chega a incluir a Argentina como suposto integrante do bloco. Confira! 

Caesb interrompe abastecimento de água em quatro regiões do DF


Pedro França/Agência Senado


Neste sábado (17/9), a empresa anunciou novas interrupções, devido ao baixo nível dos reservatórios. DF está em estado de alerta e pode enfrentar temperatura recorde hoje



A Companhia de Saneamento do Distrito Federal (Caesb) anunciou neste sábado (17/9) a interrupção de água nas seguintes regiões: Jardim Botânico, Sobradinho, Sobradinho II e Planaltina. A medida é resultado do longo período de seca no Distrito Federal, dos baixos níveis das captações e do aumento do consumo de água, em função das altas temperaturas.
Por duas vezes esta semana, os meteorologistas registraram temperatura recorde — a maior foi nesta sexta (16), de 34,9ºC. Neste sábado, a previsão é de que esse índice chegue a 35ºC. Sem chuva, a umidade também deve ficar por volta dos 20% (considerada muito baixa).


O DF está em estado de alerta, já que os reservatórios atingiram 40% da capacidade. Como se não bastasse, a quantidade disponível para abastecimento tem duração estimada de 73 dias, caso não chova, e diante da possibilidade de faltar água, o governo decidiu adotar medidas para a restrição do consumo.
A Caesb foi autorizada a diminuir a pressão do sistema das 22h às 5h, o que vai afetar o abastecimento em várias regiões, principalmente as mais altas, como Sobradinho e Planaltina. O uso da tarifa de contingência, que estabelece um percentual extra para quem consumir acima do limite estabelecido pela agência, está em estudo. “Quanto mais a população colaborar, mais tempo de água nós teremos e mais tempo demorará a se adotar essa tarifa”, ressaltou o presidente da Adasa, Paulo Salles. Embora a agência não fixe data nem percentuais, em outros estados e municípios onde a medida foi adotada a sobretaxa chegou a 20%.
Confira os locais onde terá interrupção de água
Jardim Botânico – Fechamento: 14h – Previsão de normalização: 11h de amanhã (18/09) – Endereços: Setor Habitacional São Bartolomeu, Morada de Deus, Setor Habitacional Jardim Botânico, Condomínio Ouro Vermelho I e II, Belvedere Green, Jardins do Lago, Mirante das Paineiras, Estância Jardim Botânico.
Sobradinho – Fechamento: 14h – Previsão de normalização: 10h de amanhã (18/09) – Endereços: Quadras 02, 04, 08 e 10.
Sobradinho II – Fechamento: 14h – Previsão de normalização: 10h de amanhã (18/09) – Endereços: AR 20 a 25, Cond. Buritis e condomínios do Setor Habitacional Contagem.
Planaltina: Fechamento: 14h – Previsão de normalização: 10h de amanhã (18/09) – Endereços: DVO, STRS, STRC e STRN, Vila Vicentina e Buritis (Qds 01 a 06)
Condomínio Mestre D’Armas (Planaltina): Fechamento 22h de 16/09 – Previsão de normalização: 20h de hoje (17/09).
Área com intermitência – redução de pressão, com normalização no período da noite: Planaltina: Jardim Roriz (Qds 04, 05, 06 e 07).

Carta Capital: acordo para enterrar Lava Jato inclui anistia e dinheiro em troca de silêncio





Reportagem afirma que acerto para ao menos limitar as investigações se daria em duas frentes – Câmara e BNDES –, beneficiando diretamente Serra, Aécio, Renan e Temer, entre muitos outros

por Luiz Carlos Azenha publicado 17/09/2016 13:52
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Serra, Aécio, Temer, Jucá. Todos aparecem em denúncias da LavaJato, mas podem estar perto de se livrar do avanço das investigações
Viomundo – Na edição da revista CartaCapital que está nas bancas o repórter André Barrocal descreve o roteiro de um acordão que pode, se não enterrar, pelo menos limitar o alcance da Operação Lava Jato, preservando personagens importantes da política brasileira — Michel Temer, José Serra, Aécio Neves, Renan Calheiros, José Sarney e muitos outros.
O roteiro se encaixa na conversa gravada clandestinamente pelo ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado, com o hoje presidente do PMDB, Romero Jucá.
Aqui, é importante relembrar:
MACHADO – Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo fez [autorizou prisões logo após decisões de segunda instância], vai todo mundo delatar.
JUCÁ – Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo e a Odebrecht vão fazer.
MACHADO – Odebrecht vai fazer.
JUCÁ – Seletiva, mas vai fazer.
MACHADO – Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que… O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho.
[…]
JUCÁ – Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. […] Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra… Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria.
[…]
MACHADO – Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].
JUCÁ – Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. ‘Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha’. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.
MACHADO – É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.
JUCÁ – Com o Supremo, com tudo.
MACHADO – Com tudo, aí parava tudo.
JUCÁ – É. Delimitava onde está, pronto.
[…]
MACHADO – O Renan [Calheiros] é totalmente ‘voador’. Ele ainda não compreendeu que a saída dele é o Michel e o Eduardo. Na hora que cassar o Eduardo, que ele tem ódio, o próximo alvo, principal, é ele. Então quanto mais vida, sobrevida, tiver o Eduardo, melhor pra ele. Ele não compreendeu isso não.
JUCÁ – Tem que ser um boi de piranha, pegar um cara, e a gente passar e resolver, chegar do outro lado da margem.
O boi de piranha para "chegar do outro lado da margem" pode ter sido Eduardo Cunha. O ex-presidente da Câmara, depois de cassado, não voltou a falar em fazer delação premiada.
Estaria à espera dos desdobramentos das ações contra ele, a mulher e a filha? Ou, quem sabe, do "acordão" mencionado por Romero Jucá na gravação?
De acordo com Barrocal, o acerto se daria em duas frentes: na Câmara, o deputado Hildo Rocha (PMDB-MA), aliado de José Sarney, costura uma anistia para os casos de recebimento de contribuições no caixa 2; no BNDES, haveria alívio financeiro às empreiteiras, de forma a modular as delações de seus executivos.
Um dos maiores beneficiários do acerto seria o atual ministro das Relações Exteriores, José Serra, que na delação premiada de Marcelo Odebrecht pode ser acusado de receber R$ 23 milhões em contribuições na campanha de 2010 — parte no Brasil, parte em contas no Exterior.
Também tem interesse em "chegar à outra margem" o senador Aécio Neves, sob investigação por causa do esquema de propinas em Furnas e suspeito de interferir nas investigações do mensalão petista com o objetivo de poupar aliados.
Aécio pode ser delatado por executivos da OAS por receber, através de Oswaldo Borges da Costa Filho, propina de 3% na parte da Cidade Administrativa que coube à empreiteira construir.
Curiosamente, a delação de Léo Pinheiro, da OAS, está travada. Ele faria denúncias contra o ex-presidente Lula, Aécio Neves e José Serra.
O acordão em Brasília beneficiaria especialmente o PMDB: executivos da Odebrechet podem delatar repasse de R$ 10 milhões a pedido de Michel Temer na campanha de 2014. Uma acusação formal contra ele pode por abaixo todo o governo golpista.
Ao menos uma denúncia de acordão já foi feita por um ex-integrante do governo Temer, Fábio Medina Osório, defenestrado da Advocacia Geral da União (AGU).
Quando ainda estava sendo fritado por boatos sobre sua demissão, ele resumiu: "É uma série de ataques que estamos sofrendo. Coincidentemente, logo agora, após havermos ajuizado ações bilionárias contra uma série de empreiteiras, no montante de R$ 12 bilhões para recuperar ativos dos cofres públicos. E no momento em que estamos reforçando a equipe da AGU para combater a corrupção, na Operação Lava Jato".
Não é de estranhar, neste contexto, o discurso feito pelo ministro do STF Dias Toffoli, que é muito próximo de Gilmar Mendes, num evento em Belo Horizonte.
Depois da denúncia do MPF contra Lula, Toffoli disparou em direção à Lava Jato, reproduzido parcialmente a seguir, de nota publicada pelo portal Consultor Jurídico, ontem (16):
Por Sérgio Rodas
O Judiciário exerce hoje o poder moderador das crises brasileiras que, antigamente, cabia às Forças Armadas, afirmou o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli nesta sexta-feira (16/9). No entanto, ele advertiu que os magistrados não podem extrapolar suas funções, sob risco de acabarem no ostracismo, como aconteceu com os militares após a ditadura.
"O Judiciário não pode exagerar no seu ativismo, senão vai ter o mesmo desgaste dos militares. Se criminalizarem a política, passarem a achar que o sistema judicial vai moralizar a sociedade brasileira, batendo palmas para doidos dançarem, vamos cometer o mesmo erro que os militares cometeram em 1964 ao assumir o poder", alertou o ministro no último dia do XX Congresso Internacional de Direito Tributário, ocorrido em Belo Horizonte. O evento foi organizado pela Associação Brasileira de Direito Tributário (Abradt).
Além disso, Dias Toffoli criticou a espetacularização das megaoperações investigativas, como a "lava jato"."Se quisermos ser os protagonistas da sociedade, temos que refletir se desejamos fazer operações que têm 150 mandados de busca e apreensão em único dia, que têm sentenças aditivas. Isso leva a um totalitarismo do Judiciário. Isso é democracia? Isso é Estado Democrático de Direito?", questionou.


Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

“É lamentavelmente inacreditavelmente, verdadeiramente”.
Absolutamente,
Reconhecidamente,
Inegavelmente,
Que esse País foi descoberto por pessoas de índole e mente perigosa e que o nosso futuro a Deus dará?”

Em NY, Temer ficará em hotel pago por Dilma Rousseff

O peemedebista irá se hospedar no hotel Plaza Athenee




POLÍTICA INTERNACIONALHÁ 4 HORAS
POR NOTÍCIAS AO MINUTO


O atual presidente Michel Temer (PMDB) não precisará pagar sua estadia na cidade de Nova York, nos EUA, a partir deste domingo (18). O peemedebista irá se hospedar no hotel Plaza Athenee, onde a conta já está quitada pelo governo brasileiro da então presidente Dilma Rousseff.


Em abril deste ano, Dilma reservou uma suíte no hotel, mas, de última hora, decidiu ficar na casa do embaixador do Brasil na ONU (Organização das Nações Unidas), Antônio Patriota, após ter sido convidada por ele. De acordo com a Folha de S. Paulo, o valor que o governo brasileiro tem de crédito no hotel é de US$ 60 mil.

Cunha diz que com investigação, será difícil Moreira ficar

Ao classificar Moreira como "o cérebro" da gestão Temer, Cunha disse que o novo plano de concessões "nasce sob suspeição"


POLÍTICA GOVERNOHÁ 48 MINSPOR


O deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) acusou o secretário do Programa de Parcerias de Investimentos, Moreira Franco, homem forte do governo Michel Temer, de estar por trás de irregularidades na operação para financiar obras do Porto Maravilha, no Rio.


Ao classificar Moreira como "o cérebro" da gestão Temer, Cunha disse que o novo plano de concessões "nasce sob suspeição" e deu sinais de que pode atingir o presidente. "Na hora em que as investigações avançarem, vai ficar muito difícil a permanência do Moreira no governo", afirmou, na primeira entrevista exclusiva após perder o mandato.
Ex-presidente da Câmara, Cunha é suspeito de ter cobrado da empreiteira Carioca Engenharia R$ 52 milhões de propina em troca da liberação de verbas do Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS) para o Porto Maravilha, projeto de revitalização da região portuária. Ele chama a denúncia de "surreal" e aponta o dedo para Moreira.
Cunha também criticou Temer, por "aderir ao programa de quem perdeu a eleição". E prometeu revelar bastidores do processo de impeachment de Dilma Rousseff em livro que lançará no fim do ano. "Vai ser um presente de Natal."
O governo avalia que a denúncia da Lava Jato contra o ex-presidente Lula, na última semana, enfraquece as manifestações "Fora, Temer". O sr. concorda?
Tudo depende do que está motivando a sociedade para o "Fora, Temer". Mas temos um problema: o Michel foi eleito com a Dilma com um programa que ela não cumpriu. E ele também não está cumprindo. Por outro lado, ele aderiu ao programa do PSDB e do DEM, que perderam a eleição. Que o Brasil precisa de reforma previdenciária, trabalhista, não tenho dúvida. Mas é difícil fazer uma coisa muito radical, no meio de um mandato, com alguém sem a legitimidade de estar discutindo isso debaixo de um processo eleitoral.
O sr. acha que o presidente Temer não tem legitimidade?
Ele tem legitimidade. Eu disse que talvez não tenha para um programa radical, contrário àquilo que foi colocado no processo eleitoral. A população aplaudiu porque tirou a Dilma, mas não está satisfeita.
O sr. está dizendo que não queriam Dilma, mas também não querem Temer...
Não querem porque não se sentem representados. Me preocupa um jovem virar para mim na rua, me cumprimentar e dizer: "Parabéns, a gente queria tirar essa mulher, queria tirar o PT, mas não tem por que entubar esse vice".
E o que ele deve fazer?
Acho que tem de ser uma coisa mais light, tentando recuperar aquilo que a Dilma descumpriu, sem movimentos radicais. Uma vez o próprio Michel disse o seguinte: "A presidente não vai conseguir se aguentar com esses índices de popularidade". Só que ele está (em situação) semelhante. Dilma precisava recuperar popularidade. Ele precisa ganhar, porque não tem. O Michel tem de tomar cuidado porque, no fundo, o PSDB quer jogar a impopularidade no colo dele para depois nadar de braçada. Mas quem manda no governo é o Moreira Franco.
Por que o sr. chamou Moreira Franco de eminência parda?
Ele é muito mais do que eminência parda. Moreira Franco, que se diz sociólogo, é o cérebro do governo. Foi ele que articulou a candidatura do genro, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para ser presidente da Câmara, atropelando a base aliada.
Dilma dizia que o sr. era quem mandava no governo interino.
Fica claro hoje que não era. O Moreira Franco era vice-presidente (de Fundos e Loterias) da Caixa, antes do Fábio Cleto, que fez a delação falando de mim. Quem criou o FI-FGTS na Caixa foi o Moreira Franco. Toda a operação no Porto Maravilha foi montada por ele. No programa de privatização, dos R$ 30 bilhões anunciados, R$ 12 bilhões vêm de onde? Do Fundo de Investimento da Caixa. Ele sabe de onde tirar dinheiro. Esse programa de privatização começa com risco de escândalo. Nasce sob suspeição.
Delatores dizem que o sr. recebeu propina na obra do Porto Maravilha. E Fábio Cleto era ligado ao sr., seu braço-direito na Caixa.
Fábio Cleto era ligado à bancada do PMDB e eu desminto qualquer recebimento de vantagem indevida. Acho engraçado quando você pega e fala de delação, citando Porto Maravilha, quando quem conduziu toda a negociação e abertura de financiamento, em conjunto com o prefeito do Rio (Eduardo Paes), foi o Moreira. E agora aparece uma denúncia e é contra mim? Isso é surreal. Quem comandava e ainda comanda o FI (Fundo de Investimento) chama-se Moreira Franco. E lá tem muitos financiamentos concedidos que foram perdas da Caixa. Na hora em que as investigações avançarem, vai ficar muito difícil a permanência do Moreira no governo.
De que perdas o sr. fala?
Uma de que me lembro foi da Rede Energia. Outra foi da Nova Cibe. O uso de energia, na época, teve escândalo grande.
O sr. tem provas em relação a Moreira Franco?
Estou levantando suspeição, em minha defesa, por uma razão muito simples. Há um inquérito instaurado com uma delação do Fábio Cleto em cima de uma operação que foi feita quando Moreira era vice-presidente da Caixa.
Na última semana, o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, relator da Lava Jato, autorizou a remessa para a Justiça Federal do Paraná da ação em que o sr. é acusado de corrupção por manter contas na Suíça para recebimento de propina da Petrobrás. O sr. tem medo de ser preso?
Medo? Nenhum. Não há provas contra mim. Só se for uma motivação de natureza política. Não se pediu prisão na denúncia apresentada contra o Lula. Por que fariam em relação a mim?
O Ministério Público diz que Lula é o "comandante máximo" da corrupção na Petrobrás, mas o sr. também foi acusado de ser chefe do esquema de propina...
Eu não sei se ele é ou não o comandante máximo, mas o que sempre me deixou estarrecido foi quererem me carimbar como se eu fosse o chefe do esquema. Isso é ridículo. Naquele período de 2006, até 2007, eu estava no grupo do vagabundo daquele (Anthony) Garotinho, numa linha contra o Lula.
O sr. está escrevendo um livro sobre os bastidores do impeachment. Vai revelar conversas comprometedoras?
Não sei se são comprometedoras. Vou contar as reuniões, os diálogos, tudo, doa a quem doer. A conclusão será de quem lê. Quero lançar no fim do ano. Vai ser um presente de Natal.
O sr. sempre foi amigo de Temer, mas agora tem feito ameaças. Auxiliares dele dizem que são bravatas...
Estou ameaçando quem? O distanciamento que existe é porque eu quero. Houve muita hipocrisia. Não há razão para eu manter convivência com um governo que me cassou.
Na sua avaliação, o presidente termina o mandato?
Espero que termine. Desejo sucesso a ele, mas vejo muita dificuldade. Há ainda o risco do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral, que pode cassar a chapa. Se levar a julgamento, vai cassar. As provas são irrefutáveis. Pergunto: por que o PSDB não desistiu da ação? Para deixar uma faca no pescoço.
Então o sr. avalia que o PSDB teria de deixar o governo?
Não acho que tenha de colocar o PSDB e o DEM para fora, mas esses dois partidos não podem querer tomar conta do governo na mão grande. É isso que solidifica o discurso do golpe. O País ainda não entrou numa estabilidade política.
E vai entrar?
Acho que vamos nessa situação de empurrar com a barriga até a eleição de 2018.
O que o sr. não faria novamente, se pudesse voltar atrás?
Talvez eu devesse ter sido mais Renan (Calheiros, presidente do Senado) e menos Eduardo Cunha. Renan é jogador, é falso, é dissimulado. Eu meço menos o que vou fazer. Outro erro do qual me arrependo foi ter anunciado o rompimento com o governo Dilma. Eu deveria ter rompido na prática, mas não no verbo.
O sr. vai sair do PMDB?
Por que vou sair do PMDB? Minha guerra não está perdida. Ainda está só começando. Com informações do Estadão Conteúdo. 

Emails sugerem que senador articulou emenda para beneficiar empresa

Os e-mails sugerem a inclusão de armários de cozinha da marca, no projeto do programa Minha Casa Melhor



POLÍTICA FAVORESHÁ 2 HORAS
POR NOTÍCIAS AO MINUTO


Uma troca de e-mails realizada entre a empresa fabricante de armários de cozinha e uma funcionária do Senado sugerem que o senador Magno Malta (PR-ES) articulou uma emenda no Congresso para beneficiar a empresa 'Itatiaia'.


De acordo com a Folha de S. Paulo, os e-mails sugerem a inclusão de armários de cozinha da marca, no projeto do programa Minha Casa Melhor, lançado em junho de 2013 pela ex-presidente Dilma Rousseff.
O programa dava crédito de R$ 5.000 para beneficiários do Minha Casa, Minha Vida mobiliarem seus imóveis. Inicialmente, previa o financiamento de cama e sofá, por exemplo, deixando de fora os armários de cozinha.
Em agosto desse ano, a Folha de S. Paulo já havia mostrado outros e-mails da direção da firma, que sem dar o motivo, mostra o recebimento de R$ 100 mil por parte de Malta, em 2014, não declarados da Itatiaia, além de ter voado em seu jatinho. Ele nega ter recebido o valor.
Um dos e-mails mostra uma mensagem da auxiliar Ana Paula Guedes Saide, do gabinete de Malta, à Itatiaia, sob o título "Medida Provisória nº 620/2013" - tal MP dava as bases do programa Minha Casa Melhor.
"Cumprimentando-o cordialmente e de ordem do Sr. Hazenclever, encaminho anexo", escreveu a auxiliar.
Hazenclever Cançado é o chefe de gabinete de Malta. Anexada à mensagem havia uma cópia escaneada de uma emenda à MP -assinada pelo ex-senador Gim Argello (PTB-DF), que neste ano viria a ser preso pela Lava Jato.
"Estarão entre os bens de consumo duráveis [...] armários de cozinha de aço ou madeira, no valor máximo de R$ 1.100", propunha a emenda, datada de 18 de junho de 2013. Conforme o site da Câmara, por onde tramitaria a proposta se fosse aprovada no Senado, essa era a data final para a apresentação de emendas à MP 620.


De acordo com a Folha de S. Paulo, os e-mails sugerem a inclusão de armários de cozinha da marca, no projeto do programa Minha Casa Melhor, lançado em junho de 2013 pela ex-presidente Dilma Rousseff.
O programa dava crédito de R$ 5.000 para beneficiários do Minha Casa, Minha Vida mobiliarem seus imóveis. Inicialmente, previa o financiamento de cama e sofá, por exemplo, deixando de fora os armários de cozinha.
Em agosto desse ano, a Folha de S. Paulo já havia mostrado outros e-mails da direção da firma, que sem dar o motivo, mostra o recebimento de R$ 100 mil por parte de Malta, em 2014, não declarados da Itatiaia, além de ter voado em seu jatinho. Ele nega ter recebido o valor.
Um dos e-mails mostra uma mensagem da auxiliar Ana Paula Guedes Saide, do gabinete de Malta, à Itatiaia, sob o título "Medida Provisória nº 620/2013" - tal MP dava as bases do programa Minha Casa Melhor.
"Cumprimentando-o cordialmente e de ordem do Sr. Hazenclever, encaminho anexo", escreveu a auxiliar.
Hazenclever Cançado é o chefe de gabinete de Malta. Anexada à mensagem havia uma cópia escaneada de uma emenda à MP -assinada pelo ex-senador Gim Argello (PTB-DF), que neste ano viria a ser preso pela Lava Jato.
"Estarão entre os bens de consumo duráveis [...] armários de cozinha de aço ou madeira, no valor máximo de R$ 1.100", propunha a emenda, datada de 18 de junho de 2013. Conforme o site da Câmara, por onde tramitaria a proposta se fosse aprovada no Senado, essa era a data final para a apresentação de emendas à MP 620.