sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Oficial de Exercito a grande Ator DOM!

O eixo da dramaturgia podia exigir que ele estava preparado para incorporar! Trágico, Dramático, Cômico, Musical, Dança resume Dom!

Ex-escrava sexual do Estado Islâmico se torna embaixadora da ONU

France Presse
16/09/2016 21h35 - Atualizado em 16/09/2016 21h40

Jovem iraquiana sobreviveu a sequestro e abusos do grupo extremista.
Ela pede a libertação de mais de 3 mil yazidis levadas pelo grupo.Da AFP


Nadia Murad Basee Taha fala nesta sexta-feira (16) no Conselho de Segurança da ONU (Foto: Reprodução/ UN Web TV)Nadia Murad Basee Taha fala nesta sexta-feira (16) no Conselho de Segurança da ONU (Foto: Reprodução/ UN Web TV)
Uma jovem iraquiana que sobreviveu a um sequestro e aos abusos a que foi submetida como escrava sexual do grupo extremista Estado Islâmico se converteu em embaixadora da Boa Vontade das Nações Unidas para a Dignidade dos Sobreviventes do Tráfico Humano.
Nadia Murad Basee Taha, uma jovem yazidi de 23 anos, pediu que seja feita justiça para as vítimas dos grupos jihadistas e defendeu o reconhecimento do ataque de 2014 contra a comunidade yazidi como um genocídio.
Murad foi sequestrada na sua casa na aldeia de Kocho, perto da cidade de Sinjar, no norte doIraque, em agosto de 2014 e levada para a cidade de Mosul, controlada pelo Estado Islâmico. Foi estuprada, vendida e comprada em muitas ocasiões.
"Fui usada da maneira que eles queriam me usar. E não estava sozinha", disse Murad durante uma cerimônia na sede central das Nações Unidas.
Com a voz trêmula, Murad pediu a libertação de 3.200 mulheres e crianças yazidis que ainda são escravas sexuais do grupo e que os sequestradores sejam levados à justiça.
"Meu medo real é que quando o ISIS tenha sido vencido, os militantes do ISIS, os terroristas do ISIS façam suas barbas e caminhem pelas ruas como se nada tivesse acontecido", disse. "Não podemos permitir que isso aconteça".
Como embaixadora da Boa Vontade, Murad focará em aumentar a consciência sobre a dramática situação das vítimas do tráfico de pessoas, especialmente os refugiados, as mulheres e as crianças.
Os líderes mundiais se reunirão na semana que vem no debate anual da Assembleia Geral daONU, enquanto o Iraque e o Reino Unido lançarão na segunda-feira uma campanha para pressionar para que o Estado Islâmico seja responsabilizado pelos seus crimes
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PGR apresenta ao STF denúncia contra Valdir Raupp na Lava Jato

16/09/2016 20h01 - Atualizado em 16/09/2016 20h25

Senador, cunhado e ex-funcionária são acusados de corrupção e lavagem.
Ele alega que doação foi feita ao diretório do PMDB, e não a sua campanha.

Renan RamalhoDo G1, em Brasília


A Procuradoria Geral da República (PGR) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (16) denúncia contra o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) dentro da Operação Lava Jato. Ele é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro junto com um cunhado, Paulo Roberto Rocha, e uma ex-funcionária, Maria Cleia de Oliveira.
Segundo as investigações da Polícia Federal, o senador é suspeito de receber propina de R$ 500 mil por meio de doação oficial para sua campanha ao Senado em 2010.
Após ser notificada da denúncia, a defesa de Raupp terá 15 dias para apresentar uma resposta prévia às acusações. Caberá à Segunda Turma do Supremo analisar os documentos e decidir pela abertura de ação penal – que torna Raupp e os demais acusados em réus – ou arquivar o caso, se entender não haver indícios suficientes para embasar o processo.
A denúncia é fase posterior ao fim das investigações. Caso seja aceita pelo STF, começa a tramitar o processo, quando acusação e defesa serão confrontadas para que os ministros do Supremo decidam pela condenação ou absolvição.

Por meio de nota, Valdir Raupp informou que a denúncia tem "equivocada interpretação dos fatos". "[O senador] reafirma que jamais compactuou com qualquer ilícito e que a doação em questão foi feita, diretamente, ao Diretório Estadual do PMDB de Rondônia, como demonstra todos os documentos", diz a nota. O senador também afirma que as contas da campanha de 2010 foram devidamente declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral, e que ele aguarda serenamente a instrução do processo. (veja a íntegra da nota ao final desta reportagem)

Indiciamento pela PF
Raupp já havia sido indiciado, em junho detes ano, pela Polícia Federal. A PF apontou que os indícios da investigação, como e-mails de dirigentes da construtora e recibos de doações reforçaram as suspeitas apontadas em acordos de delação premiada.

Foram apontados ainda telefonemas trocados e reuniões entre o senador e delatores da Lava Jato, como o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, e o doleiro Alberto Youssef. Dias após o indiciamento, no entanto, o ministro Teori Zavascki, do STF, suspendeu o ato realizado pela PF. As investigações continuaram.
Em delação premiada na Operação Lava Jato, o ex-diretor da PetrobrasPaulo Roberto Costadisse que o senador Valdir Raupp era um dos beneficiados com dinheiro desviado da estatal por meio de transferências realizadas pelo operador Fernando Soares, o Fernando Baiano.

A partir das delações, foi aberto inquérito para apurar doação de R$ 500 mil pela Construtora Queiroz Galvão e pela Vital Engenharia. A doação oficial, afirma a PF, seria "vantagem indevida fruto de contratações ilicitamente negociadas na Petrobras".
O doleiro Alberto Yousseff disse que acertou com uma assessora de Raupp a doação que seria feita pela Queiroz Galvão. Fernando Baiano confirmou as declarações.
A investigação apontou que Raupp intermediava o interesse de empresas privadas na Petrobras e que sua assessora Maria Cleia a ajudava. O cunhado Paulo Rocha, irmão da mulher de Raupp, Marinha Cléia Raupp, foi responsável pela assinatura de recibos eleitorais.
Segundo a delegada, há indícios da "adoção de medida de ocultação da origem dos recursos espúrios, através de doação eleitoral oficial", e frisou que é possível "concluir pela ocorrência da solicitação e remessa de dinheiro" por parte do senador.

Nota do senador Valdir Raupp:
O senador Valdir Raupp esclarece que a denúncia oferecida pelo Ministério Público, lamentavelmente, tem equivocada interpretação dos fatos.

Reafirma que jamais compactuou com qualquer ilícito e que a doação em questão foi feita, diretamente, ao Diretório Estadual do PMDB de Rondônia, como demonstra todos os documentos.
As doações recebidas na campanha eleitoral de 2010 foram, efetivamente declaradas, sendo as contas analisadas e aprovadas pela Justiça Eleitoral.  Todo cidadão tem direito a justa investigação.
Por isso, confia nos órgãos da Justiça e aguarda, serenamente, a instrução do processo, certo de que a fragilidade das provas e dos argumentos apresentados conduzirão à sua absolvição.

Brasília, 16 de Setembro de 2016

Senador Valdir Raup

Primeiro medicamento contra leishmaniose em cães no Brasil é aprovado

Milteforan deve ser comercializado a partir de 2017

Da redação Quinta, 15 de Setembro de 2016 - 11:49

Primeiro medicamento contra leishmaniose em cães no Brasil é aprovado


O primeiro medicamento para tratamento de leishmaniose em cães no Brasil, chamado de Milteforan, foi aprovado na semana passada pelo Ministério da Agricultura. O órgão prevê que o remédio seja comercializado no país a partir do ano que vem.  A doença é considerada um dos maiores problemas de saúde pública enfrentados em Campo Grande, que, segundo o veterinário André Fonseca, tem um índice de infecção de um em cada dez cães da Capital.
O controle da doença ainda é cercada de polêmicas. Enquanto médicos veterinários defendem tratamento dos animais infectados, órgãos públicos defendem a eutanásia método mais eficaz para a diminuição na proliferação da doença. Em junho deste ano, após uma interpelação da ONG Abrigo dos Bichos, Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF 3)  a nulidade da Portaria interministerial dos ministérios da Saúde e Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Portaria n° 1.426/2008, que proíbe o tratamento de cães com Leishmaniose Visceral Canina por meio de produtos de uso humano. Pela falta de medicamentos veterinários disponíveis para o combate à doença, o tratamento acabava por se tornar ilegal. Na 3º Região, composta por São Paulo e Mato Grosso do Sul, agora o tratamento é permitido também com medicamentos de uso humano.
A partir de 2017, o tratamento será permitido em todo o país através do Milteforan, primeiro medicamento de uso veterinário para tratamento da doença aprovado no país. Ainda assim, em nota técnica emitida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o órgão ressalta que o tratamento de cães com leishmaniose não se configura como medida de saúde pública para controle da doença e que o tratamento "trata-se única e exclusivamente de uma escolha do proprietário do animal, de caráter individual".
Doença
A leishmaniose é transmitida pelo mosquito-palha, atraído por lugares com matéria orgânica e sujeira e tem hábito noturno. As recomendações para evitar e doença é de manter sempre o quintal e o canil limpos, além de utilizar de uso de repelentes e de lugares telados, evitando assim, a picada do mosquito, tanto em humanos quanto em cães. Nos cães, os sintomas da leishmaniose são: emagrecimento, descamação e queda de pêlo, lesões ao redor dos olhos e lacrimejamento, lesões em pontas de orelhas, focinho e patas, ficar muito quieto (apatia) e crescimento exagerado das unhas.



Rosangela Bazaia ·
ja usei esse remedio que "importei" da Espanha para minha Marly. Tomara que custe menos do está hoje cerca de 1050,00 um frasco de 30ml
Animalesco Marlos
mas curou amiga?
CurtirResponder15 de setembro de 2016 16:50
Rosangela Bazaia ·
Animalesco Marlos dependendo do grau em que se encontra até tem uma possibilidade. Mas bom mesmo é o medicamento para calazar humano. Esse cura. Mas so tem na rede publica e é proibido vender em farmácia, o que eu acho uma injustiça.


Protetora Márcia Liverani

Pra que serve um vereador?
Acima de tudo, os vereadores servem para representar a sociedade na Câmara.
Ele é o político que deve estar mais próximo dos cidadãos, entendendo os problemas da cidade e buscando soluções. A cidade é onde as pessoas moram, trabalham e se divertem e os vereadores devem entender as demandas das diferentes classes e comunidades existentes na cidade e representá-los politicamente. Os vereadores estão mais próximos da população do que a prefeitura, e por isso muitas vezes servem como canalizadores de denúncias e reclamações para o poder público. Apesar da proximidade com os cidadãos, os vereadores não têm o poder de executar serviços públicos (como mandar consertar buracos em ruas e postes de iluminação queimados ou podar árvores). Mas então que poderes eles realmente tem?
Poder de fazer leis:
Os vereadores criam e votam projetos de lei para assegurar direitos aos cidadãos. Como as leis não se aplicam sozinhas, é papel da prefeitura fazer com que as leis sejam cumpridas. Os vereadores podem fazer leis, por exemplo, que tratem dos impostos municipais (como mudanças no IPTU), benefícios fiscais (como diminuir os impostos pagos por construções que sejam ambientalmente sustentáveis), ocupação do solo urbano (como determinar que em certa área da cidade só se possa construir prédios comerciais), proteção do patrimônio municipal (como tombar uma escola municipal) e a elaboração do orçamento anual da cidade.
Poder de fiscalizar:
Um dos poderes mais importantes dos vereadores é o de fiscalizar tudo o que a prefeitura faz, principalmente na aplicação de recursos para melhorar a cidade da forma como está previsto na lei orçamentária aprovada.
Mas devemos lembrar a valiosa lição do Tio Ben: “Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades”. Mas então quais são as responsabilidades dos nossos vereadores?
A principal obrigação dos vereadores é participar ativamente das sessões da Câmara Municipal. Além disso, ele deve estar por dentro dos acontecimentos de sua cidade, trabalhar para solucionar os problemas dos cidadãos, acompanhar as obras públicas realizadas pela prefeitura, acompanhar a criação de comissões, fóruns e comitês, trabalhar junto aos movimentos sociais e serem cidadãos exemplares.
Além de grandes poderes e grandes responsabilidades, os vereadores também têm benefícios para poderem exercer sua função bem.
Imunidade parlamentar:
O vereador não pode sofrer ameaça judicial em decorrência de suas opiniões, palavras e votos no exercício de seu mandato. Se ele cometer um crime, no entanto, ele poderá ser preso, processado e julgado sem consulta prévia à Câmara.
Direito à renúncia:
O vereador tem direito de desistir do cargo para o qual foi eleito, basta escrever um ofício ao presidente da Câmara e informar ao Plenário. Assim que renunciar, seu suplente assumirá o cargo.
Direito a outro trabalho
O vereador pode exercer outra profissão remunerada desde que haja compatibilidade de horários.
Direito à remuneração
Os vereadores recebem atualmente um salário de R$15 mil, equivalente a 75% do salário de um Deputado Estadual.
Benefícios do mandato
Os vereadores recebem 1.000 litros mensais de gasolina, 14º e 15º salário (o chamado "auxílio-paletó"), podem indicar 20 assessores e 4 mil reais em selos.
Direito a licença
O vereador pode tirar licença (remunerada ou não) nos seguintes casos: para tratar de saúde, para cumprir missão de interesse do Município, para tratar de assuntos particulares, para assumir cargo municipal de confiança.
Mas também há limites:
O vereador não pode:
- Ser proprietário ou diretor de empresa que tenha contratos com seu município
- Eleger-se para outro cargo eletivo enquanto vereador
- Mover ação judicial contra ou a favor das pessoas jurídicas de direito público, autarquias, empresas públicas e empresas concessionárias de serviço público.

OLX é criticada por venda de animais após caso de cãozinho que teve órgão genital mutilado

Participe do abaixo-assinado para a OLX Brasil no fim da matéria.

Fabio Chaves 
Do Vista-se

Na última quarta-feira (14), uma médica-veterinária denunciou por meio da página de sua clínica no Facebook um caso absurdo de crueldade com animais (veja aqui – ATENÇÃO: imagens fortes).
Uma mulher da cidade de São Paulo, que não quis se identificar, comprou um filhote de cachorro da raça pincher na OLX, uma plataforma que liga vendedores a compradores. A mulher combinou com a vendedora que pagaria quando pegasse o filhote, que havia sido anunciado como fêmea.
As duas se encontraram no estacionamento de um supermercado e a vendedora sugeriu que a caixa onde estava o filhote não fosse aberta porque ele ainda não havia sido vacinado e a exposição poderia ocasionar doenças. Ao chegar em casa, a compradora percebeu que foi enganada.
O cãozinho era na verdade um filhote macho que teve parte de seu pênis decepada na tentativa de fazê-lo passar por fêmea. O ferimento cicatrizou e fechou o canal urinário do animal, que chorava de dor por não conseguir fazer suas necessidades.
Ao chegar na clínica veterinária, o filhote passou por uma primeira cirurgia para desobstrução do canal urinário. Nas horas seguintes passou por uma segunda cirurgia, mesmo tendo apenas 20 dias de vida. O filhote continua em tratamento intensivo.
Pelas redes sociais, a OLX Brasil (Facebook) vem sendo duramente criticada por seu comportamento em relação ao caso. A empresa limita-se a afirmar que não tolera maus-tratos aos animais e que há um botão de denúncia em cada anúncio.
Obviamente, a OLX Brasil não tem como controlar como estão os animais vendidos por meio de sua plataforma ou de onde eles vêm. Por isso mesmo, o coro dos que querem que a empresa deixe de permitir a venda de animais aumentou.
Animais não são objetos e não devem ser fruto de negociação financeira. O crime de maus-tratos aos animais está previsto no artigo 32 da lei 9.605. A OLX alega que vai colaborar com a justiça para que o responsável por mutilar o cãozinho seja responsabilizado.
Abaixo assinado
Pretendemos mostrar para a OLX Brasil que muita gente gostaria que a venda de animais fosse proibida na plataforma. Isso serviria de exemplo para outras plataformas do tipo. Se você concorda com isso, deixe sua assinatura (assine aqui).

MPF denuncia mais sete na Zelotes, por fraude de R$ 43 milhões

16/09/2016 12h35 - Atualizado em 16/09/2016 12h35

Grupo teria negociado 29 recursos de empresa multada pela Receita.
Entre acusados estão ex-membros do órgão e delegado aposentado da PF.

Do G1 DF

O Ministério Público Federal denunciou nesta quinta-feira (15) mais sete pessoas por suposto envolvimento em fraudes em julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), ligado ao Ministério da Fazenda e responsável pela análise de recursos de empresas multadas pela Receita Federal. De acordo com o MPF, esse grupo agiu para beneficiar a empresa Mundial e gerou prejuízo de pelo menos R$ 43 milhões aos cofres públicos. A ação faz parte da Operação Zelotes.
A lista de denunciados inclui um conselheiro do Carf à época das supostas fraudes; quatro intermediários (um advogado e ex-presidente do conselho, uma advogada e conselheira suplente, um advogado e um delegado aposentado da Polícia Federal), além do diretor-presidente e do diretor financeiro da Mundial. Para os procuradores da República Frederico Paiva e Hebert Mesquita, a articulação começou em dezembro de 2008 e durou até pelo menos janeiro de 2010.
“Com base em materiais apreendidos durante as investigações, o MPF argumenta que os acusados se juntaram, inicialmente, com o objetivo de atuar em quatro procedimentos de interesse da Mundial. Posteriormente, o objeto da negociação foi ampliado para 14 recursos e depois alcançou 29, total de demandas levadas ao Carf pela empresa”, diz o órgão.
A investigação apontou que o antigo conselheiro do Carf foi quem tomou a iniciativa de dar início à fraude. Em duas mensagens enviadas, respectivamente, em maio e junho de 2008, ele relaciona números de quatro procedimentos em tramitação na 1ª Câmara, diz que existiam outros nos demais órgãos do tribunal e ainda afirma que “o valor total autuado é bastante expressivo” e que “ há possibilidades”, referindo-se à negociação. Decorrentes de cobranças por irregularidades na declaração do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 1999, eles poderiam render R$ 225 milhões à Mundial em caso de vitória dos julgamentos.
Na mesma mensagem, o antigo conselheiro menciona outro detalhe da negociação que, para o MPF, deixa claro que “a atuação seria escusa e à margem da legislação”. “A parte final da mensagem revelou o modus operandi dos criminosos no Carf: atuar nos bastidores, mantida a defesa formal dos advogados que até então acompanhavam a causa. Afinal, como julgador dela, José Ricardo e seus sócios não poderiam cometer o básico erro de peticionar nos autos”, dizem os procuradores.
As articulações teriam se seguido nos meses posteriores. Com trânsito livre no tribunal administrativo, a conselheira suplente e o ex-presidente do Carf levantaram dados e monitoraram o andamento dos recursos. De acordo com o MPF,  a empresa oficializou interesse na articulação no fim de 2009. No dia 10 de dezembro, o delegado aposentado da PF avisa ao ex-presidente do Carf ter sido informado de que o diretor financeiro da Mundial havia confirmado “interesse” na assessoria oferecida pelo grupo.
O Ministério Público Federal afirma que os detalhes da negociação foram acertados em reunião realizada no início de 2010, poucos dias antes do julgamento, ocorrido em 28 de janeiro. Em depoimento à PF, o delegado aposentado da PF deu detalhes do encontro afirmando, inclusive, que o diretor presidente, Michel Ceitlin estava presente.
Três dos denunciados já eram réus em outras ações da Operação Zelotes, que desde o fim de 2015 já resultou em nove processos contra 54 pessoas.
Histórico
A Zelotes foi deflagrada em março de 2015. Inicialmente, o alvo da operação era o esquema de fraudes nos julgamentos do Carf. Segundo as apurações, conselheiros suspeitos de integrar o esquema criminoso passavam informações privilegiadas de dentro do Carf para escritórios de assessoria, consultoria ou advocacia.
Esses escritórios, de acordo com os investigadores, procuravam empresas multadas pela Receita Federal e prometiam controlar o resultado dos julgamentos de recursos. O esquema teria movimentado R$ 19 bilhões em irregularmente.
A PF diz que ficou "comprovado" que conselheiros e funcionários do órgão "defendiam interesses privados, em detrimento da União", "valendo-se de informações privilegiadas". Segundo a PF, mesmo depois do início da operação, as investigações encontraram indícios de que os crimes continuaram a ser cometidos.
Num segundo momento, a Zelotes passou a apurar também um suposto esquema de venda de medidas provisórias. A PF descobriu que uma das empresas que atuava no órgão recebeu R$ 57 milhões de uma montadora de veículos entre 2009 e 2015 para aprovar emenda à MP 471 de 2009, que rendeu a essa montadora benefícios fiscais de R$ 879,5 milhões. Junto ao Carf, a montadora deixou de pagar R$ 266 milhões.
Em 4 de dezembro, 16 pessoas suspeitas  se tornaram réus na Zelotes depois que a Justiça Federal aceitou denúncia do Ministério Público Federal no Distrito Federal.